Onze pessoas foram presas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (Ficco/PE), hoje. Elas são suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida em crimes como homicídios, tráfico de drogas em larga escala, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas de fogo de grosso calibre.
Segundo a Polícia Federal (PF), as prisões ocorreram no âmbito da Operação Frequência Zero, que também cumpriu 15 mandados de busca e apreensão. Todas as ações aconteceram no Recife e Região Metropolitana. As informações são do portal G1.
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Os alvos dos mandados de prisão preventiva são apontados como integrantes do núcleo de liderança ou gerência da organização. Os nomes deles não foram divulgados. As investigações identificaram a atuação do grupo em áreas estratégicas do Recife, de Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Olinda e Cabo de Santo Agostinho.
Na capital pernambucana, foram identificados pontos de atuação nos bairros do Ibura e Boa Viagem, na Zona Sul, e em Casa Amarela, na Zona Norte. Em Jaboatão dos Guararapes, os locais apontados ficam nos bairros de Cavaleiro e UR-2. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal da Comarca do Recife, após representação da polícia.
Investigação começou a partir de outras operações
De acordo com a PF, a Operação Frequência Zero é resultado da análise de informações compartilhadas no âmbito de três investigações anteriores: Manguezais, La Catedral e Sintonia Fina.
Na Operação Manguezais, foram presos 30 suspeitos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, em seis estados. A ação também apreendeu carros de luxo, moto e armas durante as diligências.
Já na Operação La Catedral, a polícia descobriu um esquema de corrupção e tráfico de drogas dentro do Presídio de Igarassu, no Grande Recife. Entre os suspeitos estão André de Araújo Albuquerque, ex-secretário executivo de administração penal de Pernambuco, filmado recebendo propina dentro da unidade prisional. Ele foi preso em abril de 2025 e, desde dezembro, está em prisão domiciliar.
Na Sintonia Fina, o alvo foi uma quadrilha ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava no Grande Recife e no interior de Pernambuco. Dezoito pessoas foram presas e, segundo a PF, o grupo movimentou R$ 328 milhões.
A partir da análise dos elementos reunidos nessas operações, os investigadores avançaram na apuração sobre a estrutura e a atuação da organização criminosa.
As apurações apontam que a organização movimentou grandes quantias de dinheiro nos últimos anos. Segundo a Ficco, o grupo utilizava empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para ocultar e dissimular a origem e a movimentação dos recursos, além da propriedade de bens e valores.
Entre as corporações envolvidas na Operação Frequência Zero, estão forças integradas de combate ao crime organizado do Rio de Janeiro e da Paraíba, além de equipes do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil de Pernambuco.
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