Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente norte-americano, que divulgou também imagens das câmeras de segurança onde o provável suspeito aparece correndo. O agente recebeu alta do hospital no hoje, segundo os meios de comunicação dos EUA CNN e NBC.
“Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco”, disse Trump. “Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas.”
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia, segundo a CBS, parceira da BBC nos EUA. Segundo as autoridades, Allen será alvo de acusação formal amanhã (27) e irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais.
Segundo a CBS News, o homem disse às autoridades que tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump. Citando duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros foram disparados durante o incidente.
O tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília), quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel Hilton Washington, na capital americana. Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam “abaixem-se, abaixem-se”.
Logo depois, o serviço secreto americano informou que Trump, Melania e outros membros do governo, incluindo o diretor do FBI, não haviam ficado feridos. A viúva do ativista de direita Charlie Kirk, que foi morto por um atirador, também estava presente no local.
O jantar com os correspondentes foi adiado. Seria a primeira participação de Trump no evento desde que chegou à Casa Branca.
‘Nenhum país está imune’ à violência política, diz Trump
Na coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre qual seria sua mensagem ao mundo após o incidente e respondeu: “Você pode ter o melhor esquema de segurança do mundo, mas se houver um maluco, ele pode causar problemas”.
O presidente disse que participar da política nos Estados Unidos tem um custo e acrescentou que há violência política em todo o mundo. “Não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa”, afirmou, acrescentando que “nenhum país está imune”.
Trump já foi alvo de duas tentativas de assasssinato desde a campanha de reeleição, há pouco mais de um ano. O mais grave incidente foi em julho de 2024, quando o então candidato à Casa Branca foi atingido na orelha por um tiro enquanto participava de um comício ao ar livre em Butler, na Pensilvânia. O atirador de 20 anos foi morto por agentes de segurança no local.
Dois meses mais tarde, agentes do Serviço Secreto capturaram um homem armado escondido no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano estava no local. O caso foi considerado uma tentativa de assassinato, e o suspeito foi condenado à prisão perpétua neste ano.
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