Já em Brasília, comemorei o ingresso dele nos quadros da Globo Nordeste. Também voltei a conviver com ele enquanto assessor do ex-governador Miguel Arraes. De vez em quando, ele escreve para este blog. Cícero Belmar, matuto como eu, vindo do Agreste, também estudou na minha turma. Atuou por muito tempo no JC, lançou livros e chegou a lecionar. Extremamente talentoso.
Alguns colegas enveredaram por assessorias de Imprensa, fizeram cursos de especialização e se deram bem. O exemplo mais bem-sucedido é Rosineide Oliveira, na coordenação de Imprensa da Compesa há mais de 30 anos. Já Rejane Modesto, depois de brilhar nos jornais de Pernambuco, se radicou na Espanha, sem notícias por onde atua no momento.
Também colaram grau comigo Jaimar Chedid e Rui Sarinho, este se especializou em cinema e rádio, tendo atuado por muito tempo no serviço de rádio do Governo do Estado. Boas lembranças ainda de Cristina Cadaval e Luciene Martins, que tratava de prima e que trabalha na Secretaria de Comunicação do Estado.
Outras boas lembranças: Liseani Morosini, hoje no Rio de Janeiro, Silze Anne, Bento Expedito e a bem-humorada e divertida Lourdes Alves. Um trio bem-sucedido ainda da minha turma: Daniele Romani, Alexandre Figueiroa e Christiane Cordeiro, esta recentemente a encontrei em Arcoverde, e que atuou na Globo. Já Dani, talentosa até na arte da pintura, conviveu comigo em Brasília na época em que eu dirigia a sucursal do DP e ela integrava a equipe de reportagem do JC.
Amizades de faculdade transformam colegas de sala em família, unindo pessoas através de estudos, perrengues e sonhos compartilhados. Essas conexões superam o tempo e a formatura, deixando memórias inesquecíveis e aprendizados para a vida toda. A gente entra sem se conhecer e sai com amigos que viram família.
E quando se consagram na profissão, dão-nos a alegria e a felicidade de compartilhar vitórias. Rosália Rangel, inesquecível colega de banco da faculdade, atuou por muito tempo na editoria de Política do JC. Não sei onde trabalha hoje, infelizmente nunca mais tive notícias dela. Regina Xavier, a baianinha de Juazeiro, que adorava Elvis Presley e se vestia de hippie, morreu precocemente. Foi casada com o jornalista Carlos Sinesio, a quem recorri para ser meu secretário adjunto de Imprensa no Governo Joaquim Francisco.
Que saudade do nosso tempo de universitário! Amizade de faculdade nos fortalece, é uma parceria na rotina, no estudo e na vida num momento de grande aprendizado. Hoje, só me resta agradecer por terem feito parte do meu percurso acadêmico e por cada conversa boa.
Conversa boa como tem meu amigo Idelfonso Fonseca, o mais teórico da turma, que trabalhou também no DP e na Rádio Clube, mas acabou se rendendo à vocação de professor. Deus também chamou muito cedo a colega Regina Lima, ex-Globo e TV Jornal, talentosíssima.
Saudades dela nas horas dos intervalos, das conversas bobas e casuais. O tempo e o amadurecimento, que chega com os cabelos brancos, nos ensina que a gente não faz amigos na faculdade, a gente reconhece-os brilhando na profissão, no mercado de trabalho. A melhor parte da faculdade não foi a matéria, foi o intervalo com os colegas.
Com o tempo, que é o senhor da razão, o contato vai ficando mais difícil, porque cada um vai cuidar da vida e dos seus propósitos, mas em pensamento estamos sempre perto, lembrando momentos inesquecíveis, de dias cinzentos de provas mais coloridas.
A faculdade de granjear amizades é de longe a mais eminente entre todas aquelas que contribuem para a sabedoria da felicidade. Nossa turma era pequena, mas bem unida, de prolongar o término das aulas nos botequins nas ruas, então pontos de agitos e boêmia em torno da Unicap.
Não dá para esquecer também professores que viraram amigos. Valdeluza Darc, que já se foi, Vera Ferraz, que dirigia o Jornalismo da Globo. Eduardo Ferreira, que por muito tempo assinou colunas no JC e DP, era um doce na aula. Continua um gentleman! E o querido Carlos Benevides, que nos levava para bebericar na sua casa no Alto da Sé, em Olinda. Tinha uma voz doce, capaz de acalmar a nossa curiosidade e incentivar o aprendizado.
A faculdade, tenho plena convicção e consciência, não é apenas um diploma, são as histórias que contamos com um sorriso no rosto anos depois. Aqueles corredores, aquele cheiro de café na biblioteca e a sensação de que o mundo estava só começando, tudo isso nos remete a um gostoso saudosismo.
Alguns colegas se foram, outros estão por aí para nos alegrar, mas esses tempos bons nunca serão encontrados novamente. Melhor viver o agora, o tempo do presente, com sabedoria e gratidão, pois tudo passa.
Li que tempo mal gasto é existência, tempo bem gasto é vida. O tempo voa sobre nós, mas deixa sua sombra. Se aqui falei também de saudade, aprendi com o grande Mário Quintana: “A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo.”
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