Corte de gastos: Lira diz que governo ‘não tem votos’, mas Câmara deve votar urgência dos projetos hoje

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou, hoje, que a base aliada do governo Luiz Inácio Lula da Silva não tem votos suficientes na Casa, atualmente, nem para aprovar o regime de urgência para os projetos do pacote de corte de gastos. O governo enviou os textos ao Congresso na última semana e conta com a aprovação das propostas ainda este ano para enviar uma sinalização de responsabilidade fiscal ao mercado. As informações são do portal G1.

Para isso, no entanto, será preciso aprovar o chamado “regime de urgência” – um rito acelerado para os textos, que seriam votados diretamente no plenário da Câmara sem passar pelas comissões. “Hoje, o governo não tem os votos nem pra aprovar as urgências. Não tenho dúvida que o Congresso não vai faltar, mas está num momento de muita instabilidade de coisas que não são inerentes dos Poderes, das suas circunscrições. Você nunca vai ver um deputado julgando, como também não deveria ter juiz legislando. Para isso, existem os limites constitucionais”, disse Lira.

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Durante seu discurso no ato de oficialização da aliança do PT com o PSB, colocando o nome de Humberto Costa (PT) como um dos candidatos ao Senado na chapa da Frente Popular, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), garantiu seu apoio irrestrito ao presidente Lula.

Na fala, o pré-candidato a governador lembrou um questionamento da imprensa sobre sua chapa estar muito “lulista”. O prefeito rebateu: “ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho problema em afirmar isso”. As informações são do Blog Cenário.

O pré-candidato ainda assegurou que os partidos que integram a frente popular estarão unidos em torno do projeto encabeçado por ele em Pernambuco e pela reeleição do presidente Lula. “A frete popular vai estar presente em todas as cidades e estará de forma unida e inegociável no palanque do presidente Lula, do senador Humberto Costa, da senadora Marília, do candidato a vice, Carlos Costa, porque quem não sabe onde quer chegar, todo caminho serve, mas esse time aqui sabe onde quer chegar”, declarou João.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

O pré-candidato a governador pelo PSB, prefeito João Campos, chegou ao Teatro Beberibe tão logo o Diretório Estadual do PT aprovou a aliança nas eleições deste ano. Em seu discurso, ele destacou a importância da Frente Popular marchar unida em torno das suas candidaturas e para reeleger o presidente Lula. Diante dos petistas, João Campos previu a maior vitória de um candidato a governador na história de Pernambuco. As informações são do Blog Dantas Barreto.

Reeleição de Lula

“É importante consolidar a reeleição do presidente Lula, buscarmos construir os palanques mais fortes possíveis em cada estado para que a gente garanta a reeleição do maior presidente que a democracia brasileira já produziu, Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, é fundamental que a gente exerça o nosso trabalho, a nossa militância, respeitando a condução de cada partido os ritos, o formato, o procedimento, ouvindo a todos, fazendo a discussão programática. Mas é fundamental ter propósito, ter coragem.”

Petrolina - Destino

A Revista Veja trouxe, na capa de sua última edição, a seguinte manchete: “O velório da terceira via”. Na imagem, um velório. No centro da cena, Gilberto Kassab aparece como um padre, cercado pelos governadores Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, que seguram velas e encaram o leitor, enquanto Ratinho Júnior se apresenta cabisbaixo. Ao meio, um caixão coberto por um manto, escrito “centro”.

A reportagem argumenta que, nas últimas duas eleições presidenciais, a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) impediu a consolidação de uma candidatura alternativa competitiva. Em 2018, o ex-ministro Ciro Gomes, então no PDT, até superou a marca de dois dígitos no primeiro turno, mas ficou na terceira colocação com 12,47% dos votos. Em 2022, o desempenho da pretensa terceira via foi ainda pior. Concorrendo pelo MDB, Simone Tebet terminou em terceiro lugar com apenas 4,16%, enquanto o próprio Ciro registrou 3,04%.

Diante do alto nível de rejeição aos principais polos, partidos voltaram a ensaiar uma alternativa de centro. Comandado por Kassab, o PSD chegou a apresentar três governadores como possíveis candidatos. O nome mais competitivo, Ratinho Júnior, era apontado como opção viável, mas desistiu da disputa às vésperas do lançamento, frustrando mais uma tentativa de construção de uma candidatura fora da polarização.

O levantamento da Veja descreve esse movimento como mais um capítulo do enfraquecimento da chamada terceira via, marcada por dificuldades de articulação, baixo desempenho eleitoral e migração de apoios. Para a revista, o cenário reforça a tendência de manutenção de uma disputa concentrada entre os dois principais polos políticos do país.

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O senador Humberto Costa (PT) falou à imprensa logo após a aprovação da aliança com o PSB, por 85% no diretório estadual. Segundo o parlamentar, já havia indicativo da direção nacional para que ele fizesse parte da chapa formada pelo prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos (PSB); pelo pré-candidato a vice, Carlos Costa (Republicanos); e pela pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT). As informações são do Blog Cenário.

“A reunião aconteceu dentro do que era esperado. Ao longo desta semana, tivemos reunião da direção nacional, que apontou uma sinalização, e aqui também a maioria dos nossos companheiros do diretório estadual entendeu que o melhor caminho para o PT de Pernambuco é a aliança com o PSB nessa chapa formada pelo prefeito João Campos, por Marília Arraes para o Senado e por Carlos Costa para a vice”, disse Humberto.

O senador avaliou que não ficaram arestas das duas últimas semanas, apontando que, diferentemente de outros partidos, o PT tem um processo específico e precisa ouvir seus diretórios. Questionado se o próprio presidente Lula precisou entrar no circuito para contornar a insatisfação sobre o anúncio inicial da chapa, Humberto Costa negou. “Essa questão do anúncio que foi feito foi uma estratégia política que nós respeitamos, mas dissemos que tínhamos nosso próprio tempo político, mesmo que fosse para chegar à mesma solução”, finalizou o senador.

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Com exceção da deputada estadual Dani Portela, que migrou recentemente para o PT, a bancada petista, formada por Doriel Barros, João Paulo e Rosa Amorim, faltou à reunião do diretório estadual da legenda e também não esteve presente no anúncio de apoio a João Campos (PSB) para o Governo de Pernambuco, em ato que acontece neste sábado (28). O evento foi aberto pelo deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, que se mostrou confiante na vitória do aliado. 85% da direção do PT consolidou a aliança com João para o pleito estadual deste ano.

O trio petista integra a base governista da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco, e a ausência indica que os parlamentares não concordam com os rumos do partido no estado. Até pouco tempo atrás, crítica ao governo João Campos no Recife, Portela foi escalada para fazer uma fala representando os deputados estaduais. As informações são do Blog Cenário.

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A aprovação do apoio do PT à candidatura de João Campos (PSB) garantiu, agora, a formação da chapa majoritária completa da Frente Popular, como disse o senador Humberto Costa. “Tivemos uma reunião com Direção Nacional do PT, que apontou também um posicionamento, uma sinalização e aqui também a maioria dos nossos companheiros do diretório estadual entendeu que o melhor caminho para o PT de Pernambuco é a aliança com o PSB, nessa chapa formada pelo prefeito João Campos, Marília Arraes (PDT) para o Senado e Carlos Costa (Republicanos) para a vice-governadoria”, comentou o petista. As informações são do Blog Dantas Barreto.

Segundo ele, a reunião aconteceu dentro do que era esperado ao longo dessa semana. Apesar de 12 membros do Diretório Estadual tenham votado contra a aliança com o PSB, Humberto acredita no amplo engajamento durante a campanha eleitoral.

“O PT sempre tem uma característica importante que é a de quando toma uma decisão todos os seus militantes filiados marcham naquele sentido. Obviamente, que nós vamos fazer um trabalho de convencimento, de convocação, de demonstração que a grande força da campanha do presidente Lula e da nossa campanha também é a unidade política em torno desse projeto que nós estamos abraçando”, ressaltou.

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Em reunião realizada neste sábado (28), durante o ato de anúncio “PT do lado do povo de Pernambuco”, no Centro de Convenções, o Diretório Estadual do PT decidiu declarar apoio à candidatura de João Campos (PSB), por ampla maioria. O encontro ocorre de forma reservada, e a expectativa é pela chegada do socialista ao Teatro Beberibe, onde a aliança deve ser oficializada. A decisão foi aprovada com 59 votos a favor e 11 contrários.

O presidente do partido no estado, deputado federal Carlos Veras, afirmou que a decisão teve alinhamento com federação PT-PV-PCdoB. “Vamos apoiar João Campos para governador, na chapa com o Marília, na chapa com o Carlos Costa, essa é a chapa que o PT vai fazer parte. É o que nós vamos construir aqui para poder eleger os nossos senadores, os nossos deputados, eleger o governador e eleger o presidente Lula. É o que o PT vai estar fazendo parte aqui, junto com a Federação Brasil da Esperança”, declarou Veras. Com informações do Blog da Folha.

Olinda - Refis últimos dias 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores que se autoidentificam como de centro (posição 4 numa escala de 1 a 7) nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha no início de março de 2026. Num dos cenários sem Ratinho Junior, Lula tem 31% e Flávio, 17%, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 6%. A margem de erro é de cinco pontos porcentuais. As informações são do Estadão.

A pesquisa também mostra que, na espontânea entre eleitores de centro, 15% citam Lula, 2% Flávio e 2% Jair Bolsonaro (PL). No segundo turno entre Lula e Flávio nesse grupo, Lula marca 41% e Flávio 32%, com empate técnico; 24% votariam em branco e 3% não sabem.

No eleitorado total, Lula também lidera Flávio no primeiro turno por cinco ou seis pontos, e os dois ficam tecnicamente empatados no segundo turno (46% para Lula e 43% para Flávio). Já entre os que não se identificam nem como bolsonaristas nem como petistas (posição 3 numa escala de 1 a 5), Lula e Flávio também empatam tecnicamente no primeiro e no segundo turno (40% a 35%), com alta proporção de brancos (23%). Em rejeição, eles também ficam próximos: no centro, 45% dizem que não votariam em Lula e 51% em Flávio; entre os não alinhados, 48% rejeitam Lula e 50% rejeitam Flávio.

A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 5 de março, com 2.004 entrevistas em 137 municípios. Está registrada no TSE sob o número BR-03715/2026.

A direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco se reúne neste sábado (28), para definir os rumos da legenda nas eleições de outubro no estado. O ato de anúncio, nomeado “PT do lado do povo de Pernambuco”, será às 11h, no Teatro Beberibe, Centro de Convenções. Em debate, está principalmente a posição do partido em relação ao projeto político do prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A orientação da direção nacional do PT é que a sigla apóie a reeleição de João Campos, reproduzindo em Pernambuco a aliança nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). No cenário local, essa estratégia é vista por setores do partido como mais um movimento de subordinação ao PSB, em linha com uma tendência que, segundo essas correntes, se aprofundou nas últimas eleições e transformou o PT em um “puxadinho” do PSB no estado. As informações são do Blog do Nill Júnior.

Os superpoderes conferidos à Secretaria estadual da Casa Civil do Rio na segunda-feira (23), último ato do ex-governador Cláudio Castro antes de renunciar, permitiram que o grupo ligado a ele continuasse fazendo uso político da máquina para influenciar na sucessão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e na disputa para o mandato-tampão no Palácio Guanabara. Anteontem à noite (26), a Justiça suspendeu o decreto de Castro, ao alegar que a medida dava à pasta competências exclusivas do governador, como um amplo controle de nomeações e exonerações no Executivo.

De segunda-feira até ontem, no entanto, já tinham sido publicadas em Diário Oficial 125 exonerações assinadas pelo secretário Marco Simões, muitas delas em órgãos como a Secretaria de Educação e o Detran-RJ, que concentravam indicações do deputado cassado Rodrigo Bacellar (União), que voltou a ser preso ontem. Nomeado na segunda-feira, Simões substituiu Nicola Miccione, homem de confiança de Castro. As informações são do jornal O Globo.

Por Aldo Paes Barreto*

Tantos e tantos anos depois, lembro em detalhes dos acontecimentos no Recife, que culminaram com o golpe militar de 1964. Como está acontecendo atualmente, a cidade estava dividida. Naqueles últimos dias de março, os primeiros movimentos do golpe militar pareciam mais uma das tantas escaramuças que o recifense assistira nos últimos anos. Parte da sociedade civil queria a intervenção militar para combater o comunismo e a corrupção. A outra pedia o fim do capitalismo. Também como hoje, poucos sabiam, mas os interesses econômicos e políticos estavam longe daqui. Era a Guerra Fria.

Estudante vestibulando, fiquei zanzando pelo centro da cidade naquele resto de manhã do 1º de abril. O cursinho suspendera as aulas e poucos ônibus circulavam. Na confluência das avenidas Dantas Barreto e Guararapes, um grupo de jovens prosseguia na manifestação que tivera início da Escola de Engenharia, na Rua do Hospício, contra o golpe militar. As informações, desencontradas, diziam que o governador Miguel Arraes estava preso e era para o Palácio, já cercado pelo Exército, que os manifestantes se dirigiam.