O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou, ontem, que o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência fortalece as chances de o PSD ter representante na disputa. E que ele pode ser o nome. A declaração foi dada durante o podcast ‘Direto de Brasília’, comandado por mim em parceria com a Folha de Pernambuco. O programa contou com a participação da colunista Taline Oppitz, direto de Porto Alegre, representando o principal jornal do RS.
“Flávio, um membro da família, ser o nome bolsonarista na eleição, acaba com a possibilidade de composição, que poderia ocorrer com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por exemplo. Isso aumenta as chances da candidatura própria do PSD e posso ser esse nome. A decisão não é minha. Estamos discutindo internamente e com um grupo político”, disse.
O governador destacou que as articulações foram intensificadas e que, em fevereiro, será definida “a melhor forma de nos apresentarmos”. Caso não emplaque como player nacional, o governador destacou que irá avaliar a melhor forma de contribuir para o processo sucessório e para a manutenção do programa em curso no Rio Grande do Sul, que não significa, necessariamente, disputar o Senado.
Leite afirmou ainda que confia na capacidade de eleger seu sucessor no Piratini. Ele mencionou o vice e pré-candidato do MDB, Gabriel Souza, mas ponderou que as negociações envolvem partidos da base, citando nominalmente o PP e os dois pré-candidatos do partido, o presidente estadual, Covatti Filho, e o ex-secretário de Desenvolvimento, deputado Ernani Polo. “Estamos discutindo com a base para manter o grupo unido, evitando que o Rio Grande do Sul não dê passos para trás. Não é uma tarefa fácil, mas é possível”, disse.















