O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), em parceria com a ADEPPE, realiza, amanhã, uma passeata no Recife que poderá resultar na decretação de greve da Polícia Civil de Pernambuco. A mobilização faz parte do calendário de luta da categoria e ocorre diante da falta de diálogo, da ausência de respostas concretas do Governo do Estado e da manutenção da crise estrutural vivida pela Polícia Civil.
A concentração será na sede do Sinpol, com saída prevista para 15h, em caminhada pelas principais vias do Centro do Recife, reunindo Policiais Civis de todo o estado. O ato também terá caráter deliberativo, com a realização de assembleia ao final da mobilização, quando a categoria avaliará os próximos encaminhamentos do movimento.
Leia maisO Sinpol afirma que a categoria enfrenta um cenário de precarização marcado por déficit de efetivo, falta de estrutura nas unidades policiais, sobrecarga de trabalho, adoecimento dos servidores e desvalorização salarial. Atualmente, a Polícia Civil de Pernambuco opera com milhares de cargos vagos, mesmo com a legislação prevendo um efetivo muito superior ao existente, o que compromete diretamente o funcionamento das delegacias e a capacidade de investigação no estado.
Além da crise estrutural, a entidade sindical denuncia a ausência de investimentos reais na Polícia Investigativa, a não implementação de medidas prometidas pelo Governo do Estado e a falta de valorização profissional da categoria, que segue entre as Polícias Civis com os piores salários do país.
De acordo com o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, a falta de diálogo institucional e a ausência de uma agenda concreta de negociação levaram a categoria a um cenário de esgotamento, tornando a mobilização uma resposta legítima à inércia do Governo diante das reivindicações históricas da Polícia Civil.
A passeata do dia 11 se soma às ações já deliberadas pela categoria, incluindo a paralisação de 24 horas realizada no dia 4 de fevereiro e a cobrança pela abertura de uma agenda conjunta com a governadora. Segundo o Sinpol, caso não haja avanços efetivos, a assembleia realizada durante o ato poderá resultar na decretação de greve da Polícia Civil de Pernambuco.
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Diário de Pernambuco
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) apontou que a Prefeitura da Pedra gastou mais de R$ 19,3 milhões com supostos “voluntários” em atividades permanentes do serviço público, prática considerada irregular e que resultou em multa ao prefeito do município.
De acordo com o acórdão, o município utilizou mão de obra voluntária de forma irregular, com desvio de finalidade, para exercer atividades típicas do serviço público, de maneira contínua e habitual, com carga horária pré-estabelecida e pagamento de remuneração fixa. As funções incluíam serviços de merenda escolar, gari, fiscal de limpeza urbana, cuidador de criança especial, auxiliares de serviços gerais, almoxarifado, limpeza, farmácia e lavanderia.
Leia maisO TCE-PE destacou que a prática configura burla à exigência constitucional do concurso público, prevista nos incisos I e II do artigo 37 da Constituição Federal, além de violar a Lei Federal nº 9.608/1998, que regula o serviço voluntário. Segundo o tribunal, voluntários só podem ser ressarcidos por despesas comprovadas, sendo vedado o pagamento de valores fixos ou o uso dessa modalidade para suprir carência permanente de pessoal.
A auditoria também apontou que as despesas com os chamados voluntários foram contabilizadas como “outros auxílios financeiros”, totalizando R$ 19.315.600,00 no período analisado. Para o TCE, esse procedimento provocou subavaliação das despesas com pessoal na Receita Corrente Líquida do município, em afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Diante das irregularidades, o Tribunal julgou irregulares as contas relacionadas ao objeto da auditoria e aplicou multa de R$ 11.070,09 ao prefeito Gilberto Junior Wanderley Vaz. O valor deverá ser recolhido ao Fundo de Aperfeiçoamento Profissional e Reequipamento Técnico do TCE-PE no prazo de 15 dias após o trânsito em julgado da decisão.
Além da penalidade, o TCE determinou que o atual gestor da Prefeitura da Pedra realize, no prazo de 180 dias, um levantamento da real necessidade de pessoal, com vistas à realização de concurso público ou contratação regular de mão de obra terceirizada, conforme o caso. O tribunal também ordenou que o município se abstenha de recrutar voluntários para a execução de serviços públicos contínuos, permanentes e habituais.
O acórdão ainda deu ciência ao gestor municipal de que a repetição dessas práticas poderá configurar reincidência, reforçando que a contratação de voluntários para substituir servidores efetivos, comissionados ou terceirizados, bem como a contabilização irregular dessas despesas, constitui violação à Constituição Federal, à legislação federal e à jurisprudência consolidada do próprio Tribunal de Contas.
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Por Rinaldo Remígio*
Cheguei a Petrolina em 1978. Desde então, vi esta cidade aprender a caminhar com o próprio passo, às margens do Velho Chico, até compreender que poderia ir além. Acompanhei governos distintos, estilos variados, prioridades que refletiam seus tempos. Todos deixaram marcas. Mas há momentos em que a história acelera – e quando isso acontece, percebe-se não apenas no concreto das obras, mas no ânimo das pessoas. Houve, sim, um tempo em que Petrolina mudou de marcha. E esse tempo tem nome.
Aqui faço um esclarecimento necessário: falo não como político partidário – não sou. Falo como ex-servidor público aposentado e, sobretudo, como cidadão. Um cidadão que chegou a esta terra há quase meio século e que sentiu, na prática, o quanto Petrolina mudou nestes últimos 48 anos, na paisagem urbana, nos serviços, na autoestima coletiva e na forma como a cidade passou a se enxergar.
Leia maisA trajetória de Miguel Coelho não se resume ao exercício do poder. Ela se constrói na interseção entre origem, preparo e coragem de decidir. Herdou uma tradição política respeitada, mas escolheu não governar pelo retrovisor. Preferiu honrar o passado sem se aprisionar a ele, lendo o presente com lucidez e apontando o futuro com método. Governar com metas, planejamento e visão não é retórica: é prática que transforma.
Como munícipe atento, vi o novo ritmo nos detalhes e nos grandes eixos. A cidade ganhou planejamento urbano inteligível, obras que dialogavam com a vida real, serviços públicos tratados com pragmatismo e uma comunicação direta, sem rodeios. Petrolina passou a respirar futuro, a se enxergar como polo e referência. E confiança – convém lembrar – não se improvisa; constrói-se.
Ao deixar a Prefeitura, Miguel não deixou um vazio, mas um legado em movimento. O que ficou foi uma cidade mais organizada, mais confiante e consciente do seu papel regional. Por isso, quando hoje o vemos construir pontes políticas, nada soa estranho: é coerente com quem sempre entendeu que governar é somar forças, alinhar interesses e respeitar diferenças.
É nesse contexto que as conversas entre lideranças políticas nos animam. Animam porque desejamos ver Pernambuco avançar. Sabemos que os desafios são muitos, que ainda muitas águas haverão de correr até o encontro do mar. Ainda assim, persiste um desejo legítimo: que o Sertão se conecte ao mar para o seu próprio bem, que o interior dialogue de igual para igual com o litoral, compartilhando oportunidades, investimentos e futuro comum.
Sua disposição em integrar um projeto mais amplo, dialogando com lideranças como João Campos, revela maturidade política e compreensão do tempo histórico. Política não se faz a golpes de ansiedade, mas com leitura correta do cenário, respeito aos aliados e responsabilidade com o conjunto. Não há atropelos; há construção. Não há imposição; há convergência.
O desejo de disputar o Senado nasce, como ele próprio afirma, da vontade de ressignificar a relação das pessoas com a política. E volto a dizer: falo apenas como cidadão que viu Petrolina antes e depois. Ousando ser otimista, acredito que Miguel leva consigo a experiência de quem sabe planejar, dialogar e entregar resultados. Integrar este time é ampliar horizontes, é transformar o local em projeto estadual, é fazer da boa política um instrumento de reencontro com a esperança coletiva.
Petrolina ensinou Miguel a governar. Miguel ensinou Petrolina a acelerar sem perder o rumo. Quando líderes se dispõem a jogar em equipe, o futuro deixa de ser promessa e passa a ser caminho. Que o próximo capítulo seja escrito com diálogo, coragem e esperança – para todo Pernambuco.
*Professor universitário aposentado, administrador e contador pela FACAPE – Petrolina e mestre em economia pela UCF/Universidade Federal do Ceará
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O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (SINDMETRO-PE) alerta que poderá haver paralisação do Metrô do Recife no sábado de Carnaval, 14 de fevereiro, dia do Galo da Madrugada, caso a CBTU não apresente um planejamento seguro e detalhado para a operação do sistema.
A direção do SINDMETRO-PE se reuniu com a gestão da empresa e solicitou oficialmente um plano completo de funcionamento e segurança para o sábado de Carnaval, período marcado por um grande aumento no fluxo de passageiros. A empresa se comprometeu a apresentar esse planejamento até hoje.
Leia maisO presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, destaca a preocupação da direção do sindicato e da categoria com a segurança dos foliões que pretendem utilizar o metrô durante o Carnaval. “Nossa prioridade é preservar vidas. Queremos que a população possa aproveitar o Galo da Madrugada com segurança”, afirma.
O sindicato alerta que, até o momento, a empresa e o governo federal vêm adotando medidas mínimas, consideradas insuficientes para evitar a ocorrência de um grave acidente no sistema metroviário, que já enfrenta sérios problemas estruturais e operacionais.
O planejamento a ser apresentado precisa detalhar como será garantido o funcionamento do metrô, incluindo condições de segurança, manutenção, quantidade de trens em operação e dimensionamento das equipes de trabalho. Após a entrega do documento, a direção do SINDMETRO-PE fará uma análise criteriosa do conteúdo.
Amanhã, às 18h, o sindicato realizará uma grande assembleia com a categoria, no auditório da sede do SINDMETRO-PE, para discutir o planejamento apresentado. Caso as informações não atendam às exigências de segurança defendidas pela direção e pelos trabalhadores, a categoria poderá deliberar pela paralisação das atividades no sábado de Carnaval.
O SINDMETRO-PE reforça que a mobilização da categoria já está em curso e destaca que qualquer decisão será tomada de forma coletiva e responsável, sempre priorizando a segurança dos trabalhadores e da população usuária do metrô. A população será informada sobre os desdobramentos após a assembleia.
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Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, disseram ao blog do Valdo Cruz que ele não vai reagir à aproximação de partidos do Centrão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo eles, uma reação do senador pode acabar afastando ainda mais partidos como PP e União Brasil de sua candidatura.
Esses interlocutores avaliam ainda que esse comportamento do Centrão é conhecido e há uma convicção de que pelo menos uma boa parte destas legendas vai acabar apoiando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leia maisNo ano passado, Lula se encontrou com o presidente do PP, Ciro Nogueira. Em janeiro, foi a vez do presidente do PT, Edinho Silva, se reunir com Ciro Nogueira e também o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
Ao mesmo tempo, o filho do ex-presidente Bolsonaro faz acenos ao empresariado e ao mercado. Neste fim de semana, publicou um artigo sobre as linhas gerais de sua futura política econômica, caso seja eleito, prometendo um “tesouraço” nos gastos públicos.
Segundo aliados, o artigo foi uma forma de deixar claro que Flavio Bolsonaro será tão ou mais liberal do que o pai, no início de seu mandato. Depois, o ex-presidente se rendeu ao populismo para tentar se reeleger, sem sucesso.
A publicação do artigo foi uma forma ainda de se posicionar sobre economia enquanto ainda não tem um nome de um economista para ser anunciado como formulador do seu programa econômico.
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O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, que ganhou fama nacional como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), resultando no impeachment da sucessora de Lula (PT), é o meu convidado do podcast ‘Direto de Brasília’, programa em parceria com a Folha de Pernambuco, de hoje. Ele vai falar sobre os limites daquela corte nas investigações no Banco Master e o escândalo que envolve políticos graúdos e dois ministros do Supremo Tribunal Federal.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O deputado Sileno Guedes (PSB) denunciou, hoje, em vídeo publicado nas redes sociais, o atraso oficial na entrega de creches do programa estadual Juntos pela Educação. Segundo o parlamentar, dezenas de equipamentos do lote 1 de licitações têm o dia de hoje como prazo para construção, mas estão longe do término. Sileno usou como exemplo do descaso do Governo Raquel Lyra uma creche em Custódia, no Sertão de Pernambuco, que sequer teve as obras iniciadas.
“Estão dizendo por aí que tem um tal de ‘crechômetro’ para aferir a construção das creches que a governadora Raquel Lyra disse que está fazendo. Eu estive em Custódia meses atrás e as imagens que encontramos eram do terreno cheio de tapumes e com uma placa dizendo que o prazo de entrega seria hoje”, disse Sileno, mostrando imagens atuais do terreno também vazio. “Como essa creche de Custódia, existem mais de 50 que tinham promessa de entrega hoje”, completou.
O deputado destacou a importância de denunciar a situação real da construção de creches em contraponto ao discurso oficial do governo, que se vangloria de ter inaugurado apenas dois dos 250 equipamentos prometidos. “É preciso que se mostre isso em todo o estado, para que as pessoas saibam que o que o governo tem dito não condiz com a realidade. A gente vai continuar fazendo o nosso papel, que é cobrar da governadora aquilo que ela prometeu e não cumpriu”, finalizou Sileno.
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, inaugurou e entregou à população, ontem, mais duas ruas totalmente pavimentadas: Quitéria Alves e Cachoeira do Itapemirim, ambas no bairro do Viana, que receberam um investimento de aproximadamente R$ 1,4 milhão. O ato simbólico ocorreu durante mais uma edição do “Segundou com Trabalho” e, a partir de agora, as vias públicas mudam para melhor a realidade dos moradores e usuários.
“Continuamos fazendo nosso dever de levar mais qualidade de vida e segurança à população, buscando os recursos junto aos governos estadual e federal, executando projetos nos quatro cantos de Camaragibe e, o mais importante, realizando entregas para o povo. Essas duas ruas totalmente pavimentadas representam mais segurança, qualidade de vida e dignidade para todos os moradores e usuários. O trabalho não vai parar e vamos pavimentar muito mais ruas”, declarou Diego Cabral no ato simbólico.
Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, na Rua Quitéria Alves, com extensão total de 228 metros, foram executados os serviços de pavimentação em piso intertravado, drenagem completa, passeio com acessibilidade, sinalização vertical e contenção de encostas com muro arrimo. Todo o projeto abrangeu mais de 1,5 mil metros quadrados de área pavimentada. Já a Rua Cachoeiro do Itapemirim, cuja extensão é de 220 metros, recebeu os mesmos serviços mais a escadaria com corrimão, totalizando mais de 1,4 mil metros quadrados de área pavimentada.
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Arcoverde, realizada ontem, a vereadora Célia Galindo (PODE) utilizou a tribuna para reforçar a importância da unidade política em torno do projeto administrativo liderado pelo prefeito Zeca, destacando a necessidade de fortalecer a representação do município nas esferas estadual e federal.
Em seu pronunciamento, a parlamentar ressaltou o momento de transformação vivido por Arcoverde e atribuiu os avanços recentes ao trabalho desenvolvido pela atual gestão municipal. A vereadora também destacou a recente visita a Arcoverde dos pré-candidatos Gustavo Gouveia, à Assembleia Legislativa de Pernambuco, e Marcelo Gouveia, à Câmara Federal. Para Célia Galindo, a presença dos dois nomes simboliza o compromisso com o desenvolvimento local e o alinhamento com o projeto político defendido pelo prefeito Zeca.
Durante o discurso, Célia Galindo fez um chamado direto à mobilização política em defesa dos candidatos apoiados pela gestão municipal. “Arcoverde precisa estar unida nessa luta. É fundamental eleger deputados que defendam nossa cidade em Recife e em Brasília, garantindo mais força política e mais investimentos”, afirmou.
A parlamentar também ressaltou a importância da parceria com a governadora Raquel Lyra, defendendo a continuidade da aliança entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Arcoverde. Encerrando sua fala, a líder do governo na Câmara reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do município e convocou a população a apoiar o projeto político em curso.
Por Diana Câmara*
No cenário das Eleições 2026, a disciplina das pesquisas eleitorais revela a preocupação do Direito Eleitoral brasileiro em resguardar a integridade do processo democrático e a transparência informacional. O registro prévio na Justiça Eleitoral não é mera formalidade burocrática, mas condição de validade da divulgação pública de levantamentos de opinião, com impacto direto sobre a lisura e a equidade da competição eleitoral.
A violação dessa regra pode acarretar múltiplas consequências jurídicas, incluindo multas, responsabilização criminal e intervenção judicial para cessar divulgações irregulares, instrumentos que reforçam a atuação ativa da Justiça Eleitoral na salvaguarda da legitimidade do debate público e da confiança da sociedade nas instituições e no processo eleitoral. Vejamos.
Leia maisÉ fato que as pesquisas eleitorais constituem importante instrumento de diagnóstico da opinião pública e de orientação estratégica para campanhas, partidos e eleitores. No Brasil, especialmente em ano eleitoral, a sua utilização pública está sujeita a rígidas regras de registro e divulgação, sob pena de responsabilização civil, administrativa e até criminal.
O regime de pesquisas eleitorais no Brasil está fundamentado na legislação eleitoral, em especial na “Lei das Eleições”, Lei nº 9.504/1997, e em resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em especial a Resolução nº 23.600/2019, atualizada por normas posteriores.
Em ano de eleições, como é o caso de 2026, a regra é clara: desde 1º de janeiro, toda pesquisa de opinião pública relativa ao pleito ou às candidaturas que se destine à divulgação pública deve ser registrada previamente na Justiça Eleitoral. O registro deve ocorrer até 5 dias antes da divulgação do resultado, por meio do sistema eletrônico disponibilizado pelos tribunais eleitorais (PesqEle).
O conteúdo do registro inclui dados essenciais como: quem contratou e quem realizou a pesquisa; metodologia e período de coleta; plano amostral; margem de erro e nível de confiança; valor e origem dos recursos aplicados. Sem esse procedimento e essas informações, a pesquisa não pode ser legalmente divulgada.
A exigência de registro prévio atende a princípios fundamentais do processo eleitoral, em especial, como por exemplo, a transparência, por permitir que o eleitor e a Justiça Eleitoral tenham acesso às informações metodológicas e de custeio das pesquisas; a integridade do processo decisório, pois serve para evitar a propagação de dados falsos, enviesados ou metodologicamente inconsistentes que possam influenciar indevidamente a formação da vontade política; a igualdade de oportunidades entre os diversos atores políticos, impedindo uso de sondagens como instrumento de propaganda antecipada.
A divulgação de pesquisa eleitoral sem o devido registro prévio é considerada irregular e pode ensejar múltiplas consequências jurídicas, que variam conforme o caso concreto. Vai desde aplicação de multa pela Justiça Eleitoral, na medida em que a legislação prevê a aplicação de multa aos responsáveis (sejam instituições, empresas ou pessoas físicas) por divulgarem levantamento que configure pesquisa eleitoral sem o devido registro. A multa pela divulgação de pesquisa eleitoral sem o devido registro prévio é significativa e pode variar, atualmente, entre de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00, a depender da gravidade da conduta e das circunstâncias do caso concreto. A jurisprudência eleitoral mostra que tem sido aplicada a multa mesmo em casos de publicações em redes sociais quando evidenciado que os elementos divulgados caracterizam uma pesquisa com aparência de técnica científica (gráficos, percentuais de intenção de voto, identificação de instituto etc.).
Além da multa pode ainda ser haver responsabilização criminal. A divulgação irregular de pesquisa, considerada em certos contextos como fraude ou violação do dever de registro, pode configurar crime eleitoral, com possibilidade de detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, cumulada com multa, conforme o que já vinha sendo aplicado em alguns precedentes regionais.
É importante destacar que a configuração do tipo penal depende de análise concreta e de interpretação do dispositivo legal pertinente, sendo essencial a atuação da Justiça Eleitoral para a concretização dessas sanções.
Partidos, coligações e o Ministério Público Eleitoral podem impugnar o registro de pesquisa ou a sua divulgação, inclusive por meio de representações por propaganda irregular e outros instrumentos processuais próprios, inclusive quando a divulgação impacta a disputa eleitoral.
A Justiça Eleitoral pode, inclusive, por meio de decisões liminares, suspender a divulgação de pesquisas não registradas e determinar a imediata retirada de conteúdos irregulares, reforçando a necessidade de respeito ao regime legal.
A jurisprudência e a doutrina especializada destacam a necessidade de diferenciar pesquisas eleitorais propriamente registradas de enquetes ou sondagens de opiniões que não se valem de amostragem científica e não se prestam a aferir a intenção de voto de forma técnica.
Em determinadas situações, quando não há indicação de metodologia, amostragem formal e intenção de representar o cenário eleitoral, o conteúdo pode ser entendido como mera “enquete”, afastando a aplicação das sanções específicas previstas para pesquisas eleitorais. Essa distinção tem sido feita caso a caso pelos tribunais.
*Advogada especialista em Direito e Processo Eleitoral, mestranda em Direito, autora de livros, assessora jurídica de diversos municípios. Já foi presidente do Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEPPE), presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE, secretária-geral da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Nacional, presidente da Comissão de Relações Institucionais da OAB/PE, conselheira estadual da OAB/PE e candidata ao Quinto Constitucional da advocacia para o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça de Pernambuco, tendo sido a mais votada da lista tríplice.
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O deputado federal Eduardo da Fonte se reuniu, ontem, com o prefeito de Parnamirim, Múcio Angelim, ao lado do deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB) para tratar de demandas estratégicas do município, com destaque para a obra do Canal do Entremontes, considerada fundamental para a segurança hídrica e o desenvolvimento regional.
Eduardo da Fonte ressaltou a importância da união de esforços no Congresso Nacional para viabilizar obras estruturantes para Pernambuco. “O nosso mandato está à disposição de Parnamirim para lutar pelos recursos necessários e fazer o Canal do Entremontes avançar”, afirmou Eduardo da Fonte.
Petrolina se destaca no cenário brasileiro da educação pública ao conquistar, mais uma vez, o Selo Ouro do Compromisso Nacional com a Alfabetização, reconhecimento concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A certificação reafirma o município como referência em políticas educacionais voltadas à alfabetização na idade certa e consolida uma trajetória marcada por resultados consistentes e avanços contínuos.
A iniciativa do Governo Federal reconhece redes de ensino que garantem o direito das crianças à alfabetização até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. Nesse processo, Petrolina atingiu novamente os critérios mais elevados de avaliação e se consolidou como a única cidade de Pernambuco com mais de 200 mil habitantes a conquistar o Selo Ouro.
Para o prefeito Simão Durando, a conquista é fruto de um trabalho estruturado que envolve planejamento pedagógico, formação permanente de professores, acompanhamento sistemático dos indicadores e engajamento da comunidade escolar.
“Receber novamente o Selo Ouro mostra que Petrolina não chegou até aqui por acaso. É resultado de planejamento, investimento e, principalmente, do compromisso diário dos nossos professores, toda equipe escolar, alunos e famílias. A educação é prioridade absoluta na nossa gestão, e esse reconhecimento confirma que estamos no caminho certo”, destacou.
