O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, inaugurou nesta quarta-feira (10) a nova sede do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi). A unidade passa a funcionar em um novo espaço, localizado na rua lateral ao Hotel Olho D’Água dos Bredos, e contará com atendimentos psicológicos individuais, Sala de Atendimento à Crise e atividades de arteterapia. A solenidade reuniu o vice-prefeito Siqueirinha, a secretária de Saúde, Maria Clara, vereadores, secretários municipais e profissionais da rede de saúde. “Estamos entregando uma estrutura preparada para atender nossas crianças e adolescentes com mais qualidade”, afirmou o prefeito.
Durante o evento, Zeca Cavalcanti também anunciou a assinatura de um convênio superior a R$ 5,6 milhões para obras de pavimentação asfáltica em ruas e avenidas do município. Segundo o gestor, o acordo foi firmado no último dia 4. “Assinamos um convênio de quase seis milhões de reais para novas obras de asfalto em Arcoverde”, declarou. De acordo com a secretária de Saúde, Maria Clara, a nova unidade amplia a capacidade de atendimento e os serviços voltados à saúde mental infantojuvenil no município.
Por Edson Mota – Blog da Folha
Águas passadas. Assim definiu o pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), a relação da sigla que é presidente com o PT após o caso da entrevista do ministro de Desenvolvimento Social Wellington Dias (PT), onde este afirmou, na última segunda-feira (8), que o presidente Lula (PT) teria palanque duplo (ou seja, apoiando a candidatura de Raquel Lyra (PSD) e a o socialista) na campanha deste ano. A declaração foi dada após encontro com grupos sindicais ligados ao PSB nesta quarta-feira (10), no bairro da Soledade, área central do Recife.
“A situação é a melhor possível. Como eu sempre disse, a relação é muito boa, verdadeira, orgânica e não apenas uma relação eleitoral. Fizemos o dever de casa ao longo desses últimos anos de construção e de fortalecimento do palanque de Lula [no estado]”, afirmou João Campos.
Leia maisQuestionado se foi solicitado ao presidente Lula que mandasse um vídeo de apoio à sua candidatura como forma de encerrar de vez o assunto, João Campos negou que tenha tido algum tipo de pedido nesse sentido. Reiterou ainda que a situação foi completamente contornada entre as duas partes. “O PSB apontou ao PT, de forma oficial, a construção das candidaturas aos governos estaduais como como uma prioridade nacional, assim como o PT elencou as suas prioridades. É algo que já está resolvido e não é de hoje”, destacou.
Ainda de acordo com João Campos, o ministro Wellington Dias afirmou que a entrevista dada ao jornal O Globo foi mais como uma posição pessoal do ministro. “Não vi como algo grave. Foi [uma opinião] completamente isolada. Sem problema”, disse.
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes teceu críticas nesta quarta-feira (10) às propostas aprovadas pelo Congresso que criam despesas no orçamento da União sem a devida avaliação dos impactos financeiros para os entes federativos. Sem citar nenhum caso específico, o decano indicou que a Suprema Corte deve barrar as chamadas “pautas-bomba” aprovadas pelo Legislativo sem “estudos prévios”.
“É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia”, escreveu. As informações são da CNN.
Leia maisA publicação foi feita nas redes sociais do ministrodurante a tarde, horas depois de o ministro da Fazenda Dario Durigan procurar o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) a fim de tentar barrar o avanço de projetos que impactariam o orçamento nacional, como a PL 1365/22 que em pelo menos R$ 13.662 o salário por jornada semanal de 20 horas + adicional de 50% por hora extra e trabalho noturno.
Segundo Gilmar, a estabilidade macroeconômica do país é fundamental para que ele possa se desenvolver, mas para isso acontecer é necessário que haja responsabilidade financeira, que sigam a Constituição Federal.
“(…) definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169)”, exemplifica.
Um dos destaques feito pelo ministro foi o artigo 113 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), segundo o qual propostas que criem novas despesas ou reduzam receitas publicas têm que necessariamente apresentar uma estimativa do possível impacto financeiro na receita. Ou seja, projetos que criem benefícios ou isenções precisam informar quanto a ação custará aos cofres públicos e suas compensações.
Após elencar as ferramentas, Gilmar diz que o Congresso “precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.”
Ele encerra o texto pregando responsabilidade fiscal e “fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.”
Impacto fiscal em ano eleitoral
Conforme publicado pela CNN, o Palácio do Planalto teme pela pressão por votações que tenham impacto fiscal para o governo, ao mesmo tempo em que Davi Alcolumbre sinalizou publicamente que há 31 projetos no Senado que tratam de jornada de trabalho e piso de remuneração de muitas categorias.
“Eu não posso ser seletivo. Então, em um ano de eleição, isso aqui é muito complexo. Se botar para votar isso aqui, todo mundo vai votar sim por conta da eleição e vai ter que arrumar ‘dez Brasil’ para pagar e aí fica sendo eu o culpado que não quer dar o piso para o médico que salva a vida das pessoas no pronto atendimento”, declarou o presidente do Senado.
Uma das principais preocupações do governo é sobre a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado na tarde desta quarta-feira. A proposta prevê regras diferenciadas de aposentadoria, incluindo possibilidade de integralidade e paridade para cada categoria. Como se trata de uma mudança constitucional, o texto não dependeria de sanção do presidente Lula (PT) caso fosse aprovado.
Integrantes da Fazenda temem um impacto fiscal bilionário, que poderia resultar em um efeito cascata para outras categorias do serviço público. Alguns classificaram a proposta como uma “contrarreforma da Previdência”.
Além da PEC dos agentes de saúde, outra frente que preocupa Lula envolve pisos salariais de categorias. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado já aprovou propostas relacionadas aos pisos de bombeiros, dentistas e médicos.
Aos pessimistas, precisamos lembrar que as bases para o desenvolvimento econômico do Brasil estão nas nossas mãos: temos uma população jovem, produtiva e com elevado espírito empreendedor; temos fartos recursos naturais; temos instituições democráticas sólidas, ainda que sujeitas a ataques eventuais. Mesmo com insumos tão potentes, ficamos para trás em temas como saneamento básico e segurança pública, mesmo comparando com países emergentes. São problemas urgentes que precisam ser enfrentados com coragem, estratégia e persistência.
Atualmente, lidamos com um cenário internacional turbulento, com guerras, choque nos preços do petróleo e fontes de pressão nos preços dos alimentos. Há um risco relevante de vermos, em muitos países, inflação com baixo crescimento econômico, o que comumente coloca a governabilidade e estabilidade política em xeque.
Tal quadro exige que dediquemos especial atenção aos fundamentos de uma economia de mercado forte. Penso que a estabilidade macroeconômica é premissa básica para o desenvolvimento de qualquer país, e para isso é necessário que haja responsabilidade fiscal.
No Brasil, nossa Constituição Federal estabelece diversos comandos nesse sentido, a exemplo de: definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169); impedir a transferência de encargo financeiro decorrente da prestação de serviço público para qualquer ente federativo sem a previsão de fonte orçamentária e financeira correspondente (art. 167, §7º); vedar explicitamente a criação, majoração ou extensão de benefício ou serviço da seguridade social sem a correspondente fonte de custeio total (art. 195, §5º); exigir estimativa do impacto orçamentário e financeiro de proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita (art. 113, ADCT).
É importante destacar o art. 113 do ADCT: toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deve vir acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro. Ou seja, o Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.
O STF possui jurisprudência pacífica sobre o tema: a ausência desses estudos prévios gera a inconstitucionalidade da medida legislativa. É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.
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A Prefeitura de Palmares realizou, nesta terça-feira (9), uma série de entregas e anúncios em comemoração aos 147 anos de emancipação política do município. Entre os destaques da programação esteve a inauguração do Complexo Esportivo dos Palmares, equipamento que reúne pista de atletismo, pista de skate, quadras esportivas, playground, arquibancadas, vestiários, iluminação em LED e área para imprensa. As atividades contaram com a presença do prefeito Junior de Beto, parlamentares, vereadores e secretários municipais.
Durante as comemorações, a prefeitura também assinou a ordem de serviço para a construção do Hospital Municipal dos Palmares, com investimento superior a R$ 22 milhões. A programação incluiu ainda a autorização de reformas e ampliações de unidades básicas de saúde, a entrega de um odontomóvel, obras na rede de ensino e a requalificação das praças dos Ferroviários, Santa Luzia e Luiz Berto. “Temos muito o que comemorar aqui na nossa cidade. Hoje é um dia que emociona a qualquer filho dessa terra”, afirmou o prefeito Junior de Beto.
O deputado federal Coronel Meira presidiu, nesta terça-feira (9), uma audiência conjunta das Comissões de Segurança Pública e de Comunicação da Câmara dos Deputados com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Durante a reunião, o ministro apresentou as principais ações da pasta voltadas ao combate ao crime organizado, com foco na asfixia financeira de facções criminosas, na modernização do sistema prisional, no aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e no enfrentamento ao tráfico ilegal de armas. Ao abrir os trabalhos, Meira destacou a importância do debate sobre segurança pública e das condições de trabalho dos profissionais da área. “Estamos tentando, com muita luta, melhorar as condições de trabalho do operador de segurança pública porque, sem ele, não se faz segurança pública no Brasil”, afirmou.
Durante a audiência, também foram discutidos temas relacionados à atuação da Polícia Federal, à regulação das plataformas digitais e a medidas de enfrentamento às novas modalidades de crime. Além do ministro, participaram da mesa a presidente da Comissão de Comunicação, deputada Maria Rosas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Eduardo Garrido Modesto; o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso; o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; e a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado.
O escritor Bruno Lago promove, na próxima segunda-feira (15), uma noite de autógrafos para o lançamento de seu segundo romance, Paradise Supernova. O evento será realizado no bar Beirute da Asa Sul, em Brasília. Publicitário com especialização em redes sociais, o autor tem se dedicado à produção de obras de ficção distópica, gênero que explora cenários futuros a partir de questões presentes na sociedade contemporânea.
Em Paradise Supernova, Bruno Lago apresenta um planeta marcado pela escassez de água e por temperaturas extremas, onde a população enfrenta os efeitos da crise hídrica enquanto o governante local ignora alertas e questiona soluções apontadas pela ciência. A trama também acompanha o relacionamento entre duas protagonistas em meio ao cenário retratado. O livro sucede O Descobrimento da Terra, romance em que o autor utilizou a chegada de seres alados ao planeta para abordar temas relacionados à idolatria e à liderança.
O vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa (Alepe), deputado Romero Albuquerque (PSB), anunciou, nesta quarta-feira (10), que vai solicitar a convocação do secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro Filho, para explicar o uso de recursos públicos que deveriam ter sido aplicados na manutenção predial de escolas da rede estadual de ensino. A decisão foi tomada após o parlamentar visitar dez unidades que aparecem em relatórios como locais com obras concluídas, o que não correspondeu ao cenário encontrado durante a fiscalização.
A medida é mais um desdobramento do caso conhecido como “Raquelão da Educação”, que já está na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido a contratos com a Cetus Construtora, empresa que não poderia ser contratada pelo Governo de Pernambuco por estar em situação de inidoneidade. Dados iniciais apontam que os recursos envolvidos nas supostas irregularidades já superam R$ 160 milhões.
Leia mais“O escândalo do Raquelão da Educação está tirando dinheiro da educação e levando para onde? Eu já visitei dez escolas que constavam em documentos do próprio governo como locais com obras finalizadas e encontramos o contrário disso: obras inacabadas, estruturas precárias. E por isso eu vou pedir a convocação do secretário de Educação e do executivo responsável por esses contratos. Eles têm que explicar o que é que estão fazendo com o dinheiro do povo pernambucano”, declarou.
A convocação de secretários pela Alepe é prevista na Constituição estadual. Caso não compareça sem uma justificativa plausível, o dirigente pode incorrer em crime de responsabilidade.
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O deputado federal Pedro Campos (PSB) afirmou, nesta terça-feira (10), que encaminhará denúncias à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal sobre um contrato de manutenção de escolas da rede estadual de Pernambuco que, segundo ele, apresenta irregularidades.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar realizou uma fiscalização nas escolas estaduais Marcelino Champagnat e Edivaldo de Sá Pereira e apontou suspeitas de superfaturamento em serviços relacionados à troca de telhados e à remoção de entulho. Segundo Pedro Campos, o contrato já havia sido suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).
“A pintura foi feita, com problemas na execução, mas foi feita. Agora, a questão da troca de telhas, eles colocaram como se estivesse pagando a troca de todo o telhado, quando, na verdade, só trocaram algumas telhas que estavam quebradas”, declarou. O parlamentar informou ainda que levará o caso aos órgãos de controle e investigação.
A morte do bebê Davi Rodrigues Oliveira, de apenas 1 ano e 5 meses, após 18 dias aguardando uma vaga em UTI pediátrica, não pode ser tratada como mais uma estatística ou como um episódio isolado. Trata-se de um fato gravíssimo, que exige reflexão, responsabilidade e respostas concretas por parte do poder público.
Petrolina é frequentemente apresentada como uma cidade moderna, desenvolvida, referência regional em diversos indicadores econômicos e de crescimento. No entanto, a tragédia vivida pela família de Davi escancara uma pergunta que não pode ser ignorada: de que adianta o discurso do desenvolvimento quando uma criança perde a vida à espera de um leito de terapia intensiva?
Nenhuma obra de pedra e cal, nenhum viaduto, nenhuma avenida, nenhuma fachada bonita é mais importante do que a vida humana. O verdadeiro desenvolvimento de uma cidade não se mede apenas pelo crescimento econômico ou pelo volume de investimentos em infraestrutura. Mede-se, sobretudo, pela capacidade de proteger sua população nos momentos mais difíceis, especialmente suas crianças.
Leia maisSe as informações divulgadas forem confirmadas, Davi enfrentou uma longa espera enquanto seu estado de saúde se agravava. A ausência de uma estrutura capaz de responder com rapidez a um caso tão delicado revela uma realidade preocupante e incompatível com o protagonismo que Petrolina reivindica para si.
Este não é o momento para disputa política, mas também não pode ser um momento de silêncio. É necessário que haja transparência sobre as circunstâncias do caso, avaliação da capacidade instalada de leitos pediátricos de UTI na região e, principalmente, um plano efetivo para que nenhuma outra família passe pela mesma dor.
A morte de Davi precisa servir como um alerta. Uma cidade que se orgulha de seu desenvolvimento tem a obrigação de garantir que esse desenvolvimento chegue aos hospitais, aos postos de saúde e às estruturas que salvam vidas. Quando uma criança morre esperando atendimento especializado, a sociedade inteira fracassa.
Que a memória de Davi seja respeitada não apenas com homenagens, mas com providências concretas. O maior legado que pode surgir dessa tragédia é a construção de uma rede de saúde capaz de impedir que histórias como essa voltem a se repetir.
Porque nenhuma obra é maior do que uma vida. E nenhuma cidade pode se considerar plenamente desenvolvida enquanto faltar assistência para salvar suas crianças.
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A Justiça de Pernambuco determinou que a Prefeitura de Inajá remova ou recue, no prazo de 24 horas, uma estrutura metálica com lona publicitária instalada no trevo da PE-300 com a BR-316. A decisão foi proferida pelo juiz Daniel Luís de Oliveira, da Comarca de Inajá, em ação movida pelo empresário Leonardo Martins, proprietário de um outdoor que, segundo o processo, teve sua visibilidade integralmente bloqueada pela estrutura instalada pela gestão municipal.
Para garantir o cumprimento da medida, o magistrado fixou multa diária de R$ 5 mil ao prefeito Marcelo de Alberto, limitada inicialmente a R$ 20 mil, em caso de descumprimento da ordem judicial. A decisão também determina a intimação pessoal do gestor. O Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE) foi intimado para informar se houve autorização para a instalação da estrutura na faixa de domínio da rodovia estadual, enquanto o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) foi cientificado para acompanhar o caso.
Na decisão, o juiz determinou que o município promova a desobstrução integral da linha de visibilidade do painel publicitário do autor da ação. Segundo os autos, o empresário alegou prejuízos à atividade comercial após a instalação da propaganda institucional da prefeitura em frente ao outdoor. O processo também questiona a ocupação da área pela gestão municipal sem autorização prévia do DER-PE.
A imagem acima, que vem circulando pelas redes sociais nos últimos dias, repercute um cenário que já se transformou em símbolo da crise da saúde pública em Pernambuco. Em ano eleitoral, a governadora Raquel Lyra (PSD) intensificou a divulgação de reformas, entregas e requalificações em hospitais estaduais. Nas últimas semanas, porém, a agenda positiva construída pelo governo passou a disputar espaço com uma sucessão de problemas registrados dentro de algumas das principais unidades de saúde do Estado.
O Hospital da Restauração, maior emergência do Norte e Nordeste e uma das principais vitrines dos investimentos anunciados pela gestão estadual, tornou-se o retrato mais evidente desse contraste. Enquanto o governo divulgava obras milionárias de recuperação de fachada, pintura, troca de esquadrias, reforma da Sala Vermelha e intervenções em diversos setores, o hospital acumulou ocorrências envolvendo queda de parte do teto do 7º andar, vazamentos internos apontados pelo Cremepe, infiltrações provocadas pelas chuvas, entrada de água em áreas de internação e novos registros de comprometimento da estrutura da enfermaria masculina.
Leia maisO caso do HR não ficou isolado. No mesmo período, o Hospital Agamenon Magalhães registrou dois desabamentos de teto em intervalo de poucos dias, um deles na área de triagem obstétrica e outro na ala de obstetrícia. No Hospital Barão de Lucena, parte da estrutura da UTI Neonatal cedeu poucos meses após intervenções de requalificação. Já no Hospital Getúlio Vargas, o forro do setor de Pediatria desabou durante a madrugada, obrigando o isolamento da área.
A crise estrutural caminha ao lado de outro problema recorrente: a superlotação. No fim de maio, uma paciente internada no Hospital Otávio de Freitas denunciou ao blog que aguardava uma cirurgia renal em meio a macas espalhadas pelos corredores, dificuldades de locomoção e falta de condições adequadas para os pacientes. O vídeo ganhou repercussão um dia após a governadora participar da entrega da requalificação do Bloco Cirúrgico Ambulatorial e da recepção da unidade, obra inserida em um pacote superior a R$ 158 milhões anunciado para o hospital.
Os problemas não se restringem à infraestrutura. No fim de maio, deputados estaduais da oposição apresentaram um relatório apontando redução proporcional dos investimentos em saúde, fechamento de unidades hospitalares e diminuição da oferta de leitos durante a atual gestão. O documento cita o fechamento do Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru, do Hospital de Retaguarda em Neurologia, no Recife, e do Hospital Central de Paulista, além da redução de 226 leitos na rede estadual. O relatório também menciona denúncias sobre recipientes improvisados para coleta de urina no Hospital da Restauração e um documento interno relatando a presença de fezes e urina de roedores em uma área de armazenamento de equipamentos médicos do Hospital Agamenon Magalhães. O deputado federal Pedro Campos, por sua vez, afirmou que Pernambuco perdeu mais de 1,2 mil leitos do SUS desde o início da atual gestão.
O governo rebate as acusações. A secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, contestou os números apresentados pela oposição, afirmou que Pernambuco alcançou em 2025 o maior volume de investimentos da história da saúde estadual e desafiou os parlamentares a comprovarem a alegada redução de leitos. Segundo ela, os fechamentos do Hospital Jesus Nazareno e do Hospital de Retaguarda em Neurologia foram compensados pela abertura de vagas em outras unidades, sem prejuízo para a rede. Zilda também negou ter sido procurada pelos deputados para tratar das denúncias envolvendo hospitais estaduais e afirmou que a gestão atua com “verdade, coerência e transparência”. A secretária sustenta que o orçamento da saúde passou de R$ 8,67 bilhões para R$ 11,42 bilhões entre 2022 e 2025, que 670 novos leitos foram abertos e que outros 1.500 deverão ser entregues nos próximos meses.
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O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), esteve, nesta quarta-feira (10), no Sindicato dos Estivadores nos Portos do Estado de Pernambuco (Sindestiva-PE), no Recife. No espaço, fundado em 1891, Campos firmou compromissos em torno do fortalecimento da atividade.
“Agradecer por nos receberem na casa de vocês e poder fazer parte dessa história de luta e conquista de sonhos em favor dos trabalhadores portuários. Muitos de vocês lembraram aqui a relação de companheirismo que tiveram com meu pai, de como ele tratou vocês com respeito, das vezes em que chamou para tomar café da manhã com vocês e se antecipar aos desafios, fazendo uma escuta do que vocês tinham a relatar. A fruta não cai longe do pé, e eu firmo esse mesmo compromisso com vocês”, declarou. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisJoão Campos também voltou a defender a conclusão da Transnordestina como estratégica para o Porto de Suape e se comprometeu a, se eleito governador, trabalhar para que o governo de Pernambuco assuma a obra e o processo de concessão da operação da ferrovia, a partir de um fundo com aportes federais e estaduais.
“Vamos fortalecer a infraestrutura do nosso estado, em todos os seus modais, gerar um ciclo de expansão, porque muita gente não tem noção de que grande parte da riqueza do estado vem da capacidade de produção, da infraestrutura, e isso está ligado aos portos. Vamos trabalhar juntos, caminhar lado a lado”, prometeu.
Durante a reunião, João Campos recebeu do presidente do Sindestiva, Josias Martins, uma carta com solicitação de apoio às demandas da categoria. Também se fizeram presentes o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Portuários de Pernambuco, Severino Francisco dos Santos Filho, o presidente do Sindicato dos Arrumadores Portuários Avulsos de Pernambuco, Cláudio Roberto, o presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga de Pernambuco, Fernando Marcelo, e outras entidades sindicais.
A agenda foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pela pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT) e pelo vereador do Recife e pré-candidato a deputado federal Rinaldo Junior (PSB).
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