A equipe jurídica da candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República afirmou que entrará, ainda nesta segunda-feira (31), com um mandado de segurança para tentar reverter a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, que suspendeu a participação dele em debates e vetou a utilização de recursos do fundo eleitoral. Durante coletiva de imprensa nesta segunda, Arthur Rollo, o advogado da campanha, disse que a medida viola artigos da lei eleitoral.
— Nós temos três pareceres da Procuradoria Geral Eleitoral pelo deferimento do registro da candidatura. O Ministério Público Eleitoral, lá no TSE, disse o seguinte: estão preenchidos todos os requisitos, não existem ineligibilidades. E aí vem uma decisão, ou três decisões de ofício (que suspendem a campanha). Nós não temos dúvida de que essa decisão é ilegal — disse Rollo. — Um mandado de segurança será impetrado hoje ainda. E por que mandado de segurança? Porque essa decisão, essas três decisões, são o que a gente chama de decisões teratológicas e manifestamente ilegais. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAs três medidas determinadas por Toffoli foram: suspensão da realização de propaganda eleitoral da chapa majoritária do Missão por meio de quaisquer endereços eletrônicos de site, blog, rede social, site de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas não informados tempestivamente à Justiça Eleitoral; suspensão de repasses de recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) à chapa majoritária e da realização de gastos com eventuais recursos já repassados; e suspensão do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação.
Renan Santos, por sua vez, voltou a afirmar que a equipe enfrentou problemas técnicos com o sistema do TSE ao registrar a candidatura e que as dificuldades foram comunicadas ao tribunal em 7 de agosto.
— Centenas de candidatos passaram por esse mesmo problema. Um sistema novo que foi implementado não deveria servir de subterfúgio para que um juiz saia caçando candidaturas, como ele está fazendo — disse o candidato. — Antes do dia 7 de agosto, inclusive, no dia 20 (de julho), a gente já estava avisando o TSE do problema que o próprio sistema deles estava apresentando para cadastro de candidatos ao Senado.
Segundo Toffoli, a campanha de Renan utilizou perfis irregulares nas plataformas digitais para fazer campanha eleitoral. Ao registrar a candidatura, o candidato informou dois perfis por meio dos quais faria campanha. Toffoli escreveu, no entanto, que o Missão só reportou a existência de 16 canais nas redes sociais 12 dias após o registro da candidatura e que vinha fazendo campanha também por meio deles. A prática violaria a legislação eleitoral e resoluções do tribunal, que determinam a obrigação de informar todos os perfis no momento do registro, de acordo com o ministro.
Arthur Rollo afirmou que a defesa deve questionar os “12 dias” citados pelo ministro. Segundo o advogado, o registro da candidatura foi feito em 7 de agosto, mas a campanha só começou oficialmente no dia 16 e a retificação foi enviada no dia 19.
Durante a coletiva de imprensa, o candidato lembrou ter participado de manifestações ao lado de membros do MBL após as revelações da proximidade do ministro com negócios do banqueiro Daniel Vorcaro. De forma irônica, o candidato disse que duvida “que esses elementos tenham alguma relação com o despacho profundamente democrático, profundamente técnico, refinado do ponto de vista jurídico do ministro Dias Toffoli”.
— Um homem que chegou ao STF por conta, claramente, das suas incríveis capacidades jurídicas, da sua inteligência acima do comum, da sua disciplina e do seu foco, de maneira imparcial, na busca pela justiça. Nunca que um homem com esses predicados, como o ministro Dias Toffoli, iria se afetar por conta de manifestações pacíficas e democráticas — afirmou Renan.
De acordo com a decisão de Toffoli, informar as redes fora do prazo pode gerar uma vantagem eleitoral indevida em relação a candidatos que cumpriram as regras. O ministro afirmou que contas não comunicadas ao TSE podem se beneficiar de “algoritmos opacos” e escapar do controle da Justiça Eleitoral e da sociedade.
“As redes não informadas beneficiam-se de algoritmos opacos e se furtam ao controle social e legal. Dissimulam-se como usuários comuns, transitando à margem do espaço legítimo de disputa no ambiente digital”, afirmou o ministro.
A decisão também cita uma comunicação enviada na última quinta-feira (27) elo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, aos diretórios nacionais dos partidos. No documento, Kassio reforçou a obrigação de individualizar corretamente as contas usadas durante a campanha, para permitir a identificação dos perfis oficiais e a aplicação das regras eleitorais pelas plataformas digitais. “O candidato (Renan) estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Violou frontalmente a obrigação. Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, afirmou Toffoli.
Leia menos
Após quatro anos com as contas no vermelho, o governo federal fixou uma meta fiscal com saldo positivo em 2027, de R$ 18,6 bilhões, primeiro ano de mandato do próximo presidente da República — a ser eleito em outubro.
O objetivo de superávit para as contas do governo federal consta da proposta de Orçamento para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. As informações são do g1.
Leia maisPelas regras do arcabouço fiscal, entretanto, as contas poderão continuar no vermelho sem descumprimento da lei.
Mas o governo, até o momento, projeta saldo positivo em 2027, de R$ 18,6 bilhões.
“Temos toda confiança que somos capazes de entregar esse resultado cheio [superávit de R$ 18,6 bilhões]. Há um peso menor das despesas obrigatórias. Não estamos prevendo receitas que dependam de aprovação do Congresso, porque, em outros exercícios, encaminhamos o PLOA e outras medidas de arrecadação. Aqui não contamos com nenhuma medida nova”, disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Se a meta fiscal e a estimativa de saldo positivo em 2027 for cumprida, ou seja, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro.
Analistas consideram, porém, que o saldo positivo das contas do governo em 2022 foi pontual, sendo determinado pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios e maior pagamento de dividendos pelas estatais.
Meta é positiva, mas contas podem seguir no vermelho
A meta proposta pelo governo no orçamento de 2027 é de um resultado positivo de R$ 73,2 bilhões em 2027, o equivalente a 0,5% do PIB.
Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 18,6 bilhões em 2027, ou 0,13% do PIB, porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.
De acordo com o relatório de Acompanhamento Fiscal de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, seria necessário um superávit primário anual de 2,1% do PIB somente para estabilizar a dívida pública, ou seja, para que ela pare de crescer.
Promessas de contas equilibradas
Ao aprovar o chamado arcabouço fiscal em 2023, ou seja, a regra para as contas públicas, a equipe econômica fixou objetivos (sem bandas de tolerância) de ter as contas equilibradas de 2024 em diante. Entretanto, isso não aconteceu.
Pelo arcabouço fiscal, porém, há um intervalo de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo sem que a meta seja formalmente descumprida.
Além disso, o Congresso também aprovou abatimento de precatórios das metas, o que foi feito em articulação com a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com esses fatores, as contas continuaram no vermelho e a projeção oficial é de novo rombo em 2026.
O primeiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pelo aumento de impostos, com a carga tributária batendo recordes históricos, e crescimento de despesas — autorizado pela PEC da transição em 2022, que incorporou cerca de R$ 170 bilhões em despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano.
A regra do arcabouço fiscal, por sua vez, buscou limitar o crescimento das despesas, mas gastos por fora da regra fiscal têm ampliado as despesas, pressionado a taxa de juros e, também, a dívida pública, que já avançou mais de 10 pontos percentuais no segundo mandato do presidente Lula, atingindo o maior nível desde a pandemia.
A dívida pública é considerada um termômetro da chamada “solvência” de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise.
Leia menos
A PEC da Segurança Pública (Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025), que deve ter o relatório votado nesta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, pode retirar, segundo estimativa de entidades do setor, aproximadamente R$ 500 milhões por ano que hoje são destinados ao esporte brasileiro.
Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, a vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Yane Marques, detalhou o impacto da medida nos investimentos esportivos e como atletas e confederações estão lutando para convencer os senadores a evitarem a alteração na redistribuição dos recursos. As informações são da Folha de Pernambuco.
Leia maisEntenda
Em março deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25). O texto, apresentado inicialmente pelo Poder Executivo, foi um substitutivo do relator, o deputado federal e atual candidato ao Senado por Pernambuco, Mendonça Filho (União-PE), que fez alterações na versão original.
Uma delas foi a inclusão do artigo 139 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que estabelece uma nova destinação constitucional para parte da arrecadação das apostas de quota fixa (bets). A regra estabelece que uma parcela desses recursos seja destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), começando em 10% em 2026 e chegando a 30% em 2028, reduzindo a parcela da arrecadação atualmente distribuída entre o esporte e outras áreas sociais.
O Conselho Nacional dos Comitês Esportivos (CNCE) é contrário à alteração na distribuição dos recursos. Além disso, o COB enviou uma comitiva a Brasília para tentar convencer os senadores a modificar esse trecho da PEC.
“Não somos contra a PEC, mas não podemos ver o investimento ser subtraído dessa forma, já que o esporte também ajuda a combater a violência, trazendo princípios importantes para a vida. Queremos participar dessas discussões, mostrar que os projetos esportivos são aliados nessa luta. Estamos com um grupo formado por atletas, ex-atletas, confederações, para ter essa representatividade no Congresso e, juntos com os senadores, encontrarmos uma solução”, afirmou Yane.
Alternativas
Uma das alternativas em discussão no Senado para evitar a perda de recursos do esporte é uma emenda apresentada pelo senador Humberto Costa (PT-PE). A proposta retira da PEC o artigo 139, justamente o trecho que estabelece a transferência de 30% da arrecadação das bets para os fundos de segurança pública. Na prática, a medida manteria o reforço no financiamento da segurança previsto pela PEC, mas deixaria a definição sobre a origem e a distribuição desses recursos para a legislação ordinária, evitando que a mudança seja colocada diretamente na Constituição.
Já a senadora e ex-jogadora de vôlei, Leila Barros (PDT-DF), presidente da Comissão de Esporte do Senado, apresentou uma emenda para preservar os recursos atualmente destinados ao esporte e fazer com que o dinheiro adicional para a segurança pública seja retirado da parcela que fica com as próprias operadoras de apostas. A proposta, porém, foi rejeitada pelo relator da PEC na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), que defende a manutenção do texto aprovado pela Câmara.
Impactos
A perda dos recursos para o esporte pode trazer, segundo a vice-presidente do COB, prejuízos desde o trabalho de captação de novos talentos para o esporte.
“Nós temos, por exemplo, os Jogos da Juventude, que reúnem mais de quatro mil jovens. Sabemos que o esporte olímpico está no topo da pirâmide, mas nos preocupamos com quem vai alimentá-lo no futuro. Muitos atletas começam nesses Jogos e, depois, passam a viver em função do esporte, competindo em pan-americanos, torneios nacionais, até chegar nas Olimpíadas. Temos projetos de confederações que são aportados por meio dos valores que recebemos desses investimentos das apostas esportivas. Não vamos deixar de realizar os Jogos da Juventude, mas sem esses recursos ficaria mais difícil”, indicou.
O COB aponta que a arrecadação anual do comitê cairá cerca de R$ 40 milhões, considerando a redução de 30% em cima dos valores provenientes das bets. Quantia estimada justamente para organizar os Jogos da Juventude.
Destinação
A legislação atual determina que os valores das apostas esportivas também devem ser repassados ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e Comitê Brasileiro do Esporte Master (CBEM).
“Estamos empenhados em conseguir um ajuste na PEC. É óbvio que sabemos que há uma chance de aprovação e, se acontecer, teremos que trabalhar para encontrar outra saída. É como diz o pessoal da vela: ‘se você não pode mudar o vento, você tem de ajustar as velas’. Teremos que fazer isso, mas o esporte vai perder. Não queremos isso e vamos lutar até o fim por isso. Já viu algum atleta desistir? Nós temos um compromisso com a comunidade esportiva”, disse a vice-presidente do COB.
Representantes
A comitiva do COB será liderada pelo presidente do comitê, Marco La Porta, e contará com a participação de representantes do Movimento Olímpico e do esporte nacional. Integram a delegação o membro brasileiro do Comitê Olímpico Internacional (COI), Bernard Rajzman; a conselheira de Administração do COB, Daniela Castro; o diretor-geral do COB, Emanuel Rêgo; o representante de Relações Institucionais, José Carlos Pinheiro; além de representantes e os presidentes das Confederações Brasileiras de Desportos Aquáticos, Diego Albuquerque; de Handebol, Felipe Tadeu Barros; de Tiro Esportivo, Jodson Edington; de Badminton, José Roberto Santini Campos; e de Atletismo, Wlamir Campos. Também participam da agenda institucional em Brasília as medalhistas olímpicas Hortência Marcari e Ketelyn Quadros, representando a Comissão de Atletas do COB.
“Nosso objetivo, no futuro, é ter uma bancada do esporte olímpico em Brasília. Criar um grupo de discussões e aumentar a importância da nossa voz lá dentro. O esporte não é somente um local para revelar talentos. Mesmo não conseguindo materializar as conquistas em medalhas, a gente ainda terá ganho na educação, no respeito e no bom convívio em sociedade. Vitórias que são para a vida”, pontuou.
“Não precisamos escolher entre esporte e segurança, precisamos fortalecer os dois. O esporte não é apenas pódio ou medalha, é parte da prevenção, da educação, da saúde e do desenvolvimento da nossa nação. Temos confiança que os senadores compreenderão essa importância e preservarão os recursos destinados ao esporte e às demais áreas sociais. Porque investir em esporte também é investir em segurança”, completou La Porta, em declaração ao site do COB.
Leia menos
Por Juliano Muta – Blog da Folha
No último dia do prazo regimental e constitucional epara ser sancionada, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – que estabelece uma receita de R$ 57,4 bilhões para o próximo ano – foi votada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, na tarde desta segunda-feira (31), e aprovada em sessão plenária, por unanimidade.
A sessão, antecipada em um dia por conta do prazo legal, levou à votação o Projeto de Lei nº 4235/2026, enviado pela governadora Raquel Lyra (PSD) no dia 31 de julho e que havia sido aprovado por unanimidade pela Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação no dia 18 deste mês. Para acelerar o trâmite e garantir a aprovação antes das eleições, os parlamentares discutiram, analisaram e votaram a matéria na Comissão de Finanças no mesmo dia.
Leia mais“Eu vejo como mais uma demonstração clara da capacidade de diálogo e articulação do Governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa. Construímos esse resultado com responsabilidade, ouvindo os parlamentares e buscando consensos em torno do que realmente importa, que é garantir que Pernambuco continue avançando, com planejamento, equilíbrio e investimentos que melhorem a vida da nossa população. É uma vitória do diálogo e, sobretudo, de Pernambuco”, afirmou a líder do governo na Alepe, Socorro Pimentel (PSD).
Procurado pela reportagem, o líder da oposição na Alepe, Sileno Guedes (PSB), preferiu não se manifestar.
Leia menos
A Justiça Eleitoral determinou, nesta segunda-feira (31), que o blogueiro Manoel Medeiros (Novo), ex-assessor da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e candidato a deputado estadual, apague um vídeo em que associa João Campos (PSB) à produção e disseminação de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). Conforme a decisão, a postagem feita nas redes sociais buscou produzir um efeito negativo contra o candidato do PSB com base em desinformação.
A liminar foi obtida em ação apresentada pela Frente Popular de Pernambuco. Segundo a coligação de João Campos, “embora inexistente qualquer elemento que vincule a produção ou distribuição do material” ao PSB, Medeiros “teria inserido os cartazes em narrativa destinada a atribuir ao grupo adversário a existência de um suposto ‘gabinete do ódio’”. O desembargador Fernando Braga Damasceno analisou o vídeo e concordou com os argumentos apresentados.
“A expressão ‘Pernambuco conhece esse modus operandi’, seguida da afirmação de que o Estado ‘responderá à altura nas urnas’, evidencia que a mensagem não se restringe a manifestação de solidariedade à governadora ou a repúdio aos cartazes, mas se insere diretamente na disputa eleitoral e busca produzir consequência sobre a escolha do eleitor”, avaliou.
Ainda conforme o magistrado, o ex-assessor de Priscila Krause associa João Campos e seu grupo político “a uma suposta estrutura organizada e subterrânea destinada a ‘destilar ódio contra adversários’, vinculando-os a perseguições, ataques, pichações, conteúdos ofensivos e à exploração de episódio relacionado à morte de Eduardo Campos”, fatos que fazem a imputação ter “gravidade”. “Não se trata, portanto, de simples crítica política, ainda que contundente”, definiu Damasceno.
Medeiros tem até 24 horas para remover a publicação de suas redes sociais. Ele também foi proibido de repostar ou republicar a postagem impugnada. Em caso de descumprimento, a multa diária a ser aplicada é de R$ 10 mil. Na noite do domingo (30), outros apoiadores de Raquel já haviam sofrido um revés semelhante na Justiça Eleitoral por tentativas de associar João Campos aos ataques anônimos contra Raquel: o candidato a senador Mendonça Filho (PL), o candidato a deputado estadual Ni do Badoque (PSD) e o blogueiro Ricardo Antunes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu nesta segunda-feira (31) que as novas regras decretadas para revenda e reembolso de ingressos em shows sejam aplicadas também para passagens aéreas.
“Eu acho que isso devia valer para as empresas de aviação. Porque, veja, você compra uma passagem e, se você não quiser viajar, quiser vender, não pode. Você não pode transferir, você não pode dar a passagem para a sua mãe. Essa é uma coisa que você deveria pensar, viu?”, disse o presidente. As informações são da CNN.
Assinado nesta segunda, o Decreto Cambismo Digital estabelece novas obrigações para empresas responsáveis pela venda oficial e para plataformas de revenda de ingressos. A medida busca evitar a compra massiva de bilhetes por sistemas eletrônicos — como bots ou robôs — e a revenda por valores muito acima dos preços originais.
Leia maisApós sugerir que as normas sejam implementadas para a compra de passagens aéreas, Lula sugeriu a alteração para o Secretário Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita. “Essa é uma coisa que você deveria pensar, viu”, disse.
Pelas novas regras, as bilheterias oficiais deverão adotar mecanismos para impedir compras massivas ou especulativas, individualizar os ingressos e garantir autenticidade e rastreabilidade. Em eventos de alta demanda, poderão ser utilizados mecanismos como filas virtuais, pré-cadastro e limite de ingressos por consumidor.
Já as plataformas que intermediam a revenda terão de deixar claro ao consumidor que o ingresso não está sendo vendido pelo canal oficial. Também deverão informar o preço original da entrada e avisar quando ela estiver sendo comercializada por valor superior ao inicial.
Leia menos
O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), cumpre nesta terça-feira (1º) uma agenda de campanha no município ao lado do candidato a deputado estadual Batista Cabral (PSB). A programação inclui visitas, entrevistas e encontros com comerciantes e moradores.
As atividades começam às 10h40, com visita ao Projeto Vidas Sedentas, seguida de entrevista à Rádio Itapuama, às 11h40. À tarde, Luciano participa de entrevista no Panorama-PE, às 14h, visita a indústria Edlimp, às 15h, e percorre o comércio do bairro São Cristóvão a partir das 16h. Às 18h, concede entrevista à TV LW.
A agenda será encerrada às 19h30, com um porta a porta no Jardim da Serra. “Arcoverde é a nossa casa, e estar perto das pessoas, ouvindo suas demandas e conhecendo de perto suas necessidades, é fundamental para construirmos propostas que realmente façam diferença na vida da população”, afirmou Luciano Pacheco.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) apresentou uma proposta para ampliar, no Estado, o programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes da rede pública. A iniciativa prevê três novas modalidades: Pé-de-Meia Férias, Pé-de-Meia Técnico e Pé-de-Meia Empreendedor. O anúncio foi feito ao lado da deputada federal Tabata Amaral (PSB), autora da proposta que deu origem ao programa no Congresso Nacional.
Pelo Pé-de-Meia Férias, a proposta prevê três parcelas adicionais de R$ 200 durante o período de férias escolares. Já o Pé-de-Meia Técnico permitiria a continuidade do benefício para estudantes que concluíssem o ensino médio e ingressassem em cursos técnicos. “A gente quer ampliar esse programa e criar novas oportunidades para o estudante da rede pública”, afirmou João Campos.
A terceira modalidade, Pé-de-Meia Empreendedor, seria destinada a jovens em fase de conclusão da formação técnica que pretendam abrir o próprio negócio, com previsão de mentoria e acesso a crédito. “Não basta ajudar o jovem a chegar até a escola. A gente precisa criar condições para ele continuar estudando, se qualificar, conseguir um emprego ou abrir o próprio negócio”, declarou o candidato.
“Não era para ser eu ali descendo as escadas. E poderia até ser eu, mas do lado do meu filho, celebrando o momento da conclusão do curso do meu filho”. Foram essas as palavras de Mirtes Renata Santana, mãe de Miguel Otávio. Ela concluiu o curso de direito e participou da cerimônia de formatura no último sábado (29), no Recife. Ao descer as escadas durante a solenidade, Mirtes segurava um porta-retrato com uma fotografia do menino, que morreu aos 5 anos após cair do nono andar de um prédio de luxo no Centro do Recife, em 2020.
“Por isso eu escolhi o nome de Miguel Otávio. Porque eu tinha um sonho para ele, de ele ser um médico, um advogado. Para ser chamado de Dr. Miguel Otávio”, afirmou ela, emocionada, em vídeo enviado à TV Globo. No telão do evento, foram exibidas fotos de Miguel. A homenagem emocionou os convidados, que aplaudiram a mãe durante a entrada. As informações são do NE2.
Miguel Otávio morreu em 2 de junho de 2020. Naquele dia, o menino estava sob os cuidados de Sari Corte Real, então patroa de Mirtes. Mirtes trabalhava como empregada doméstica e havia saído para passear com o cachorro da família. O menino entrou sozinho no elevador e chegou ao nono andar, onde caiu de uma altura de 35 metros. Sari foi condenada pela Justiça por abandono de incapaz com resultado morte. A pena foi fixada em sete anos de prisão. Ela segue respondendo ao processo em liberdade.
Os deputados Coronel Meira e Abimael Santos cumpriram, neste fim de semana, uma série de agendas de campanha no Agreste e no Sertão de Pernambuco. A programação incluiu caminhadas, carreatas, reuniões e inauguração de comitê em municípios como São Bento do Una, Belo Jardim, Caruaru, Ibimirim e Águas Belas. O candidato ao Senado Mendonça Filho também participou de parte das atividades.
Em São Bento do Una, Meira e Abimael percorreram a feira do município e conversaram com comerciantes e moradores. Em Belo Jardim, os dois participaram de agenda ao lado de Mendonça Filho. “Juntos vamos eleger um senador verdadeiramente de direita, que defenda a família, a liberdade, a segurança e os valores conservadores”, afirmou Coronel Meira. Em Caruaru, o deputado também se reuniu com apoiadores ao lado de Cabo Cardoso.
A programação seguiu por Ibimirim, onde foi inaugurado um comitê de campanha ligado ao grupo, e por Águas Belas, que recebeu uma motociata com a participação de Meira e Abimael Santos. “Águas Belas e o Sertão mostraram que têm um povo conservador, um povo que ama Deus, Pátria, família e liberdade”, declarou Meira.
O candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro (PL), confirmou apoio à reeleição de Raquel Lyra (PSD) para o Governo do Estado. “Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra tem demonstrado que está no caminho para derrotar o PT e o PSB. Tropa de Pernambuco: não tenho dúvida nenhuma de que a melhor opção ao governo é a governadora Raquel Lyra”, disse Gaspar.
Raquel Lyra tem apoio declarado de todas as lideranças bolsonaristas de Pernambuco, como o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o ex-ministro de Jair Bolsonaro e candidato a deputado federal Gilson Machado (PL), além de nomes como Pastor Júnior Tércio, Clarissa Tércio, Coronel Meira, entre outros.
Mesmo com uma clara identificação com a ala bolsonarista, Raquel segue jogando o jogo da “neutralidade”. Perguntada em várias ocasiões recentes em diversos veículos de imprensa sobre quem apoiaria para presidente, a governadora desconversa e diz que é “pernambuquista”. Apenas um único nome de sua chapa e de seu entorno imediato, escolhido a dedo para a tarefa, tem algum tipo de histórico de apoio ao presidente Lula: o candidato ao Senado Túlio Gadêlha. No mais, o time de Raquel é uma grande colcha de retalhos formada por integrantes do bolsonarismo, do Centrão (vide o candidato ao Senado Eduardo da Fonte, do PP) e da direita liberal, como o Partido Novo.
A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado ganha novo impulso no Sertão de Pernambuco com a chegada do prefeito de Betânia, Bebe Água, e de seu grupo político. A adesão de uma das principais lideranças do município amplia a presença da pedetista na região e dá continuidade a um movimento de aproximação com prefeitos e forças políticas do interior, consolidando uma rede de apoios que vem crescendo ao longo das últimas semanas.
O anúncio ocorre em meio a uma sequência de importantes adesões à candidatura. À frente da Prefeitura de Betânia, Bebe Água exerce forte liderança política no município e mantém diálogo com lideranças do Sertão. Para o prefeito, a decisão de apoiar Marília está ligada à necessidade de fortalecer a representação dos municípios pernambucanos no Senado e garantir uma interlocução permanente com Brasília. “Betânia precisa de uma senadora que tenha compromisso com o interior, que escute os prefeitos e conheça as dificuldades enfrentadas pelos municípios. Marília tem experiência, capacidade de diálogo e uma história de trabalho por Pernambuco. É uma decisão construída com o nosso grupo, com muita convicção, porque acreditamos que ela pode fazer muito por Betânia e por todo o Sertão”, afirmou Bebe Água.
Marília ressaltou que a chegada do prefeito e de seu grupo representa mais do que uma nova adesão eleitoral: expressa a confiança de lideranças municipais em um projeto que pretende colocar as demandas das cidades no centro da atuação no Senado. “Receber Bebe Água e todo o seu grupo é muito importante para a nossa caminhada. Ele conhece Betânia, conhece o Sertão e tem a confiança de muita gente por sua liderança e pelo trabalho que desenvolve no município. Estamos construindo uma candidatura que nasce do diálogo com quem vive os problemas das cidades e sabe onde o poder público precisa chegar. É com essa força, reunindo lideranças de todas as regiões, que vamos defender Pernambuco e fazer do Senado um instrumento para levar mais investimentos e oportunidades para o nosso povo”, destacou Marília.
