Em entrevista ao Frente a Frente, que será exibido na noite de hoje, o empreendedor, estrategista político, especialista em inteligência artificial e criador de soluções tecnológicas para campanhas eleitorais no Brasil, Alan Bueno, destacou o avanço da IA nas campanhas eleitorais, os desafios para identificar conteúdos falsos e o impacto das ferramentas digitais na disputa por votos.
Com experiência em cerca de 25 campanhas eleitorais em diferentes regiões do país, tanto da esquerda quanto da direita, Alan analisou como a inteligência artificial tem transformado o marketing político, ampliado o alcance de candidatos e dificultado o combate às deepfakes e às notícias falsas. Ao projetar o futuro das disputas eleitorais, ele destacou a mudança no comportamento do eleitor: “As pessoas não votam mais pelo que foi feito no passado. É só o futuro”. Segundo o estrategista, o domínio da IA, dos anúncios digitais e das estratégias de comunicação terá papel importante nas próximas eleições, inclusive nas municipais de 2028. Confira!
Na manhã de hoje, a capital pernambucana tornou-se o epicentro da mobilização conservadora nacional com a chegada da Caravana Muda Brasil. Realizado no Mar Hotel, em Boa Viagem, o evento contou com a articulação direta do coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Pernambuco, deputado federal Mendonça Filho (PL), e a participação do deputado federal Coronel Meira (PL).
O encontro teve o propósito de engajar os representantes dos setores produtivos de Pernambuco – incluindo o agronegócio, comércio, serviços e indústria – a entrarem com força total na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O evento reuniu expoentes da política nacional que lideram as frentes de desenvolvimento econômico no Congresso.
Durante as discussões, Meira e as demais autoridades reforçaram que o projeto liderado por Flávio Bolsonaro foca em propostas essenciais para quem trabalha e gera empregos. “Nosso compromisso é de ajudar a economia a crescer, gerando emprego e renda para todos, garantindo a tranquilidade e segurança para o produtor trabalhar, por isso, precisamos que o empresariado pernambucano esteja com Flávio nessa reta final”, ressaltou o deputado.
Socialista histórico, o prefeito de Bonito, Rui Barbosa (PSB), anunciou, há pouco, com o vídeo nas redes sociais, seu apoio ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Chequei e não se trata de fake ou IA.
Confira!
O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante) prestou, hoje, uma homenagem ao ex-deputado federal Inocêncio Oliveira, que completa 88 anos. Natural de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, Inocêncio é uma das figuras mais emblemáticas da história política de Pernambuco, com uma trajetória marcada pelo trabalho, pela articulação política e pelo compromisso com o desenvolvimento do Estado.
Ao longo de 40 anos de vida parlamentar, Inocêncio exerceu dez mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, entre 1975 e 2015. Sua trajetória ganhou projeção nacional ao assumir a presidência da Câmara, entre 1993 e 1995, período em que também ocupou interinamente a Presidência da República. Médico de formação, participou ainda da Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição Federal de 1988.
Leia maisPara Waldemar Oliveira, o aniversário é uma oportunidade de reconhecer não apenas a dimensão da trajetória política de Inocêncio, mas também o legado construído em benefício dos pernambucanos, especialmente da população sertaneja. O parlamentar destaca a importância do primo como referência de liderança, dedicação à vida pública e compromisso com as necessidades dos municípios.
“Inocêncio é motivo de muito orgulho para nossa família e para Pernambuco. São décadas de uma história construída com trabalho, dedicação e amor à nossa terra. Sua trajetória é uma inspiração para todos nós que acreditamos na política como instrumento de transformação e de melhoria da vida das pessoas. Hoje, celebramos seus 88 anos com muita admiração, gratidão e carinho”, destacou Waldemar.
A história de Inocêncio também se confunde com a tradição política da família Oliveira, que há mais de seis décadas participa da vida pública pernambucana. Para Waldemar, dar continuidade a esse legado representa uma responsabilidade e um compromisso permanente com o desenvolvimento de Pernambuco.
Leia menos
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente da Corte, André Mendonça, discutiram com colegas a possibilidade de impor restrições a canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições, no próximo domingo (25).
A proposta, que foi debatida nos últimos dias e dividiu a Corte, atingiria canais como o “Exército do Lula”, que conta com quase 8 milhões de seguidores, e o canal “Tropa do Flávio”, que tem 2,7 milhões. Nas últimas semanas, o canal de mensagens liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.
Leia maisEm nota, o gabinete do ministro André Mendonça informou que os integrantes da Corte discutiram o tema em duas reuniões, realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20), e coube ao ministro elaborar uma minuta de resolução, que seria submetida para a avaliação dos demais.
À TV Globo, Nunes Marques afirmou não ser “favorável a mudança de última hora”. A resolução não deve avançar, segundo informações de outros ministros da Corte.
A nota do gabinete afirma que, “por tradição, cabe ao vice-presidente do Tribunal redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar. Era natural, portanto, que essa tarefa coubesse ao Ministro André Mendonça. A minuta não é uma iniciativa individual”.
O texto prossegue: “A necessidade de sua elaboração parte de um entendimento construído em conjunto, o texto ainda está em discussão interna, e qualquer versão final depende de deliberação colegiada do Tribunal”.
O gabinete também afirma que “nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto”. E que o objetivo “é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”.
Leia menos
Por Rinaldo Remígio*
Há mais de 30 anos, trabalhando com empresas de diversos portes no Vale do São Francisco, acompanho os desafios de quem empreende. Conheço comerciantes, prestadores de serviços e pequenos produtores que enfrentam dificuldades para manter suas atividades e cumprir suas obrigações. É com essa experiência que vejo com preocupação o anúncio de perdão de dívidas dos microempreendedores individuais, feito pelo governo do presidente Lula às vésperas do segundo turno das eleições.
Esclareço que as opiniões aqui expressas são estritamente pessoais. Não falo em nome do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) ou de qualquer entidade de classe. Manifesto-me como cidadão comum e formador de opinião, amparado na minha experiência profissional e na preocupação com a aplicação responsável dos recursos públicos.
Leia maisMinha preocupação está no tratamento dispensado àqueles que, mesmo diante das dificuldades, mantêm seus tributos em dia. São pessoas que organizam suas contas, reduzem despesas e, muitas vezes, adiam necessidades da própria família para honrar seus compromissos. Que reconhecimento recebem por essa conduta?
Ajudar o pequeno empreendedor em dificuldade é uma iniciativa legítima. A inadimplência pode decorrer de doença, queda nas vendas, perda de clientes ou outras circunstâncias que fogem ao controle de quem trabalha. Não seria justo tratar todos os devedores como irresponsáveis. Contudo, também não é justo esquecer o esforço de quem paga regularmente.
O perdão de dívidas exige critérios claros e uma avaliação cuidadosa de seus efeitos. Quando anistias se tornam uma expectativa recorrente, existe o risco de enfraquecer o compromisso com o pagamento dos tributos. O contribuinte pode passar a se perguntar se vale a pena manter suas obrigações em dia ou aguardar uma futura renegociação.
Uma política de recuperação dos pequenos negócios precisa considerar esse problema. Além de oferecer condições para que o devedor retome suas atividades, deveria discutir formas de valorizar a regularidade fiscal, simplificar obrigações e reduzir os obstáculos enfrentados por quem procura trabalhar dentro das regras.
Outro ponto que merece esclarecimento é o anúncio de apoio financeiro de até R$ 5 mil para investimentos nos negócios. A proposta prevê critérios de seleção, portanto não se trata de pagamento automático a todos os MEIs. Ainda assim, cabe perguntar: qual será o custo efetivo, de onde virão os recursos e como serão fiscalizados os resultados?
Como contador, considero essencial distinguir o valor nominal das dívidas perdoadas do dinheiro que efetivamente poderia ser recuperado. Nem todo débito seria integralmente arrecadado. Essa diferença, porém, não elimina a necessidade de demonstrar o impacto fiscal da medida. Da mesma forma, transferências financeiras precisam de previsão orçamentária e fontes de financiamento claramente identificadas.
A sociedade tem o direito de saber como essas decisões serão custeadas e quais prioridades disputarão os mesmos recursos. O orçamento público é limitado, e cada compromisso assumido exige escolhas que afetam toda a população.
Também me preocupa o momento dos anúncios. Medidas apresentadas na reta final de uma campanha eleitoral, com efeitos previstos para janeiro de 2027, merecem debate público rigoroso. Sua relevância deve ser demonstrada por critérios econômicos e sociais, com transparência suficiente para que o cidadão possa avaliar seus benefícios e custos.
Defendo o empreendedorismo e reconheço a necessidade de oferecer oportunidades de recuperação a quem enfrenta dificuldades. Defendo, igualmente, uma política tributária que respeite quem cumpre suas obrigações e não transforme a pontualidade em motivo de frustração.
A pergunta que deixo é simples: quem pagará essa conta e como será valorizado o contribuinte que sempre pagou a sua?
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia!
Leia menos
Tecnologia, criatividade e desafios que estimulam o raciocínio lógico e o trabalho em equipe fazem parte do universo da robótica, que ganha destaque no Festival Regional SESI de Robótica, na próxima sexta-feira e sábado (23 e 24) de outubro. O evento gratuito, realizado pelo SESI Pernambuco, reúne estudantes de escolas públicas e privadas de todo o estado em competições que envolvem mais de 40 equipes. A programação ocorre das 8h às 18h, no RioMar Eventos, no piso L3 do Shopping RioMar.
Durante o festival, os estudantes participam simultaneamente das competições FIRST LEGO League (FLL) e FIRST Tech Challenge (FTC). As equipes são formadas por competidores a partir dos 9 anos de idade, reunindo estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. A programação também inclui experiências interativas para os visitantes, com atividades de robótica em estandes e uma área de visitação dedicada a novas tecnologias.
Leia maisO tema da temporada, First Canopy, convida os estudantes a ampliarem o olhar sobre a preservação dos ecossistemas naturais e a biodiversidade. Na FIRST LEGO League, o conceito ganha ainda mais forma com o desafio BIOGLOW, que estimula os participantes a investigarem a relação entre tecnologia, habitats naturais e sustentabilidade. No FIRST Tech Challenge, o tema principal da temporada é o BIOBUZZ, que tem como objetivo projetar soluções robóticas que reflitam a energia e a colaboração encontradas no mundo biológico.
A proposta é estimular os jovens a investigar desafios relacionados ao mundo natural e desenvolver soluções criativas que conectem inovação e sustentabilidade. Inspirados pela riqueza da biodiversidade, os participantes são incentivados a transformar curiosidade em conhecimento e conhecimento em possibilidades de mudança.
Para a diretora de educação do SESI-PE, Mirella Barreto, o festival contribui para a formação e o protagonismo dos estudantes. “A robótica proporciona conhecimentos que vão além da construção e da programação dos robôs. O trabalho em equipe, o pensamento computacional e a cultura maker são fundamentais para esses estudantes, que podem utilizar todo esse potencial tanto no mercado de trabalho quanto no desenvolvimento pessoal. O festival desperta o protagonismo dos estudantes e fortalece habilidades essenciais para a vida”, comenta.
As equipes vencedoras das competições FLL e FTC avançam para a etapa nacional, prevista para março de 2027, em Salvador, na Bahia. E quem vencer vai disputar a etapa mundial nos EUA, também no próximo ano.
Leia menos
Blog do Carlos Britto
A mudança no primeiro escalão da Prefeitura de Petrolina mexeu com os bastidores da política municipal e acendeu o alerta vermelho na base aliada do prefeito Simão Durando. A saída de Doriane Secchi do comando da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome para a entrada da primeira-dama, Alinne Durando, vai além de uma simples reorganização administrativa e expõe rusgas na articulação do grupo.
Ainda que publicamente o discurso seja de continuidade e transição pacífica, fontes ligadas ao núcleo do poder garantem: se ainda não há um racha consumado, há, no mínimo, um desconforto profundo e evidente no ninho governista.
Leia maisA apuração do Blog revela que Doriane Secchi foi pega de surpresa com a decisão. Mais do que isso, a exoneração e a subsequente nomeação da primeira-dama não teriam sido devidamente comunicadas nem acertadas previamente com o ex-prefeito Miguel Coelho, considerado o principal líder político e articulador do grupo.
A movimentação pegou até aliados de primeira hora de surpresa gerando um clima de mal-estar instantâneo. Doriane, vale ressaltar, é irmã do sogro de Miguel. O gesto de rifá-la do cargo sem o devido alinhamento familiar e político foi interpretado por interlocutores como um sinal claro de distanciamento e centralização de decisões por parte de Simão Durando. Ela foi convidada para uma outra secretaria e não aceitou. Seria a Secretaria da Mulher que será criada, inclusive esse projeto chega amanhã à câmara de vereadores.
Historicamente respeitada, Dori Secchi sempre foi avaliada como uma secretária eficiente, dedicada e com trânsito exemplar nas comunidades mais vulneráveis de Petrolina. Ela já atuava no setor desde a gestão de Miguel e assumiu o comando da pasta com total aprovação. Sua saída não encontra justificativa em baixa produtividade ou desgaste de gestão.
Diante desse cenário, a exoneração de Dori Secchi é vista nos bastidores como um divisor de águas. Se a poeira não for baixada rapidamente com panos quentes e diálogo, o episódio tem tudo para se tornar o estopim de um racha iminente na aliança política entre as lideranças da cidade. Os próximos dias dirão se a chegada de Alinne Durando ao secretariado fortalecerá a gestão ou se escancarará de vez as fraturas do grupo.
Leia menos
Pesquisa Quaest, divulgada hoje, mostra que 47% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula (PT) de jeito nenhum. O percentual era de 53% na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro. Já a rejeição à Flávio Bolsonaro (PL) é de 52%, ante 54% na pesquisa anterior.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. A Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada como BR-08535/2026.
Leia maisVeja os números da rejeição:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Entre as mulheres, 57% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 42% rejeitam Lula. Já entre os homens, a rejeição ao petista é de 53%, e a de Flávio Bolsonaro, de 46%.
No recorte por religião, 60% dos evangélicos dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 37% rejeitam Flávio Bolsonaro. Entre os católicos, 58% rejeitam o candidato do PL, e 41%, o presidente.
A rejeição a Flávio Bolsonaro também é maior entre os beneficiários do Bolsa Família: 68% afirmam que não votariam nele. Nesse grupo, 27% rejeitam Lula.
Entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, 60% rejeitam Flávio Bolsonaro, contra 39% que não votariam em Lula.
No recorte regional, a maior rejeição a Lula aparece no Sul (59%). Já Flávio Bolsonaro registra sua maior rejeição no Nordeste (65%).
Leia menos
Pesquisa Quaest divulgada hoje, a quatro dias do segundo turno, mostra distância de apenas um ponto entre Flávio Bolsonaro (PL), que tem 45% das intenções de voto, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%. O levantamento foi contratado pelo GLOBO e a TV Globo. Pela margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos, os candidatos seguem em empate técnico.
Em comparação com a sondagem da última semana, Flávio oscilou um ponto para baixo, e Lula permaneceu com o mesmo percentual. Pessoas que dizem que vão botar em branco ou nulo se mantêm em 9%, e os indecisos são 2%. As informações são do portal O Globo.
Leia maisNa modalidade espontânea, aquela em que o entrevistado não é apresentado previamente aos nomes dos candidatos, os dois aparecem em empate numérico, com 40% cada. Esse formato é importante para medir quão convicto está o eleitor. O dado mais relevante da espontânea na nova rodada é o número de indecisos, que dobrou em uma semana e chegou a 14%.
A nova pesquisa é a primeira do instituto depois de momentos importantes da campanha. Na semana passada, foi promulgado o fim da escala 6×1, bandeira eleitoral de Lula. Depois, os candidatos participaram das entrevistas da Globo e do debate da Band. Também cresceram, desde então, as mobilizações nas ruas e nas redes em prol dos candidatos.
Nos últimos dias, outra tendência que se acentuou foi o duelo de narrativas sobre o Bolsa Família. Baseada em declarações da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, a campanha de Lula passou a alegar que a vitória do filho de Jair Bolsonaro colocaria em risco o programa. O período de entrevistas do instituto, no entanto, não pegou tanto o auge dessas afirmações, que cresceram ontem.
O debate da Band foi considerado de péssimo nível pelas campanhas, que tentam agora modular a postura de Lula e Flávio para o encontro da Globo, na sexta. Pesquisas qualitativas também diagnosticaram que os eleitores não gostaram do primeiro embate.
A Quaest ouviu 2154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. Registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-08535/2026, o levantamento tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Leia menos
A quatro dias das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou as discussões com representantes da Meta e das campanhas eleitorais para esclarecer questionamentos sobre o funcionamento dos algoritmos das redes sociais e possíveis prejuízos aos candidatos. O cenário é marcado por uma série de disputas judiciais envolvendo o uso das plataformas digitais na campanha. As informações são do portal G1.
Em reunião realizada na noite desta terça-feira, representantes da Meta, advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e integrantes da Justiça Eleitoral discutiram os questionamentos apresentados pelos partidos. O encontro ocorreu após uma ação do PT que alegou prejuízos à campanha do presidente Lula relacionados à atuação da plataforma.
Leia maisA reunião foi conduzida para esclarecer as posições da empresa e permitir que os envolvidos apresentassem dúvidas antes de uma eventual conclusão sobre o caso.
A campanha de Flávio Bolsonaro também procurou se posicionar na discussão. A equipe do candidato afirma que enfrenta prejuízos relacionados à atuação da Meta e busca evitar que apenas o PT seja considerado prejudicado.
A disputa pode ganhar novos desdobramentos jurídicos, inclusive com medidas de maior alcance que, dependendo do caso, podem resultar em sanções eleitorais.
Além da discussão envolvendo a Meta, as campanhas protagonizam uma série de iniciativas judiciais relacionadas à circulação de conteúdo político nas redes sociais e à atuação dos algoritmos.
Na noite desta terça-feira, houve uma nova petição direcionada ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, sobre questões envolvendo canais associados ao entorno da campanha de Lula, incluindo referências ao deputado André Janones.
O caso já havia passado por diferentes decisões judiciais, com intervenções do ministro e da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral.
A sucessão de decisões e recursos mostra a complexidade das disputas sobre a propaganda eleitoral na internet. Também houve uma nova iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro alegando uma suposta manipulação de algoritmos do Google.
Leia menos
A corridinha diária de 8 km, há pouco, foi nesta Brasília ensolarada, tensionada pelas eleições no próximo domingo. Ontem, estive no jantar do Prêmio Engenho de Comunicação, organizado pela minha amiga Kátia Cubel, e percebi um sentimento entre os coleguinhas de profissão que o resultado do embate Lula x Flávio continua imprevisível, com tendência para vitória do liberal.
