Após ser o “vilão” da inflação no ano passado, o preço da energia elétrica deve voltar a pesar no bolso do brasileiro em 2026 e fechar o ano com uma alta acima da inflação. Consultorias e bancos preveem aumento de 5,1% a 7,95% neste ano diante de um cenário de reservatórios de hidrelétricas baixos, uso de térmicas e elevação de subsídios na conta de luz. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios ao setor elétrico pagos pelos consumidores, 17,7% mais que em 2025.
Na projeção da consultoria PSR, a tarifa de energia residencial deve subir quatro pontos percentuais acima da inflação, ou seja, na casa de 7,95% — analistas de mercado trabalham com IPCA, índice oficial de preços, de 3,95%, segundo dados do último boletim Focus. Algumas regiões do país podem ter reduções pontuais, enquanto outras podem registrar aumentos mais expressivos. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Os fatores que atuam para elevar a conta de luz são o custo de acionamento das térmicas, o risco hidrológico pago em contratos com hidrelétricas e o acionamento de bandeiras tarifárias. Todos tendem a se agravar em cenário hidrológico desfavorável e forte demanda, por exemplo, devido ao aumento da temperatura — diz o diretor-presidente da PSR, Luiz Augusto Barroso.

O cálculo da PSR considera os reajustes anuais dos preços cobrados pelas distribuidoras, impostos e encargos, além das bandeiras tarifárias. Estas estabelecem uma taxa extra a ser cobrada quando o sistema elétrico utiliza fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas. Isso costuma acontecer quando o nível de chuvas está baixo.
Há três cores de bandeira: verde, amarela e vermelha, com variações de custo para o consumidor. Entre junho e novembro do ano passado, ela ficou entre vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2, que representa o maior acréscimo à conta de luz. Hoje, está em vigor a bandeira verde, sem cobranças adicionais. A possibilidade do fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico, causando seca no Norte e Nordeste do Brasil, pode mudar esse cenário.
Efeito do El Niño
O economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, trabalha com projeção de 5,1% na conta de luz deste ano, ou seja, 1,15 ponto percentual acima da inflação prevista para 2026. Ele alerta, porém, que o clima será determinante para o preço da energia. No pior panorama, diz ele, a energia poderia registrar alta mais intensa:
— Estamos com os reservatórios abaixo da média histórica e existe a expectativa de passarmos do fenômeno La Niña para El Niño ao longo do ano, fato que aumenta a variabilidade dos cenários possíveis para as chuvas em 2026. A nossa projeção leva em consideração a hipótese de bandeira amarela em dezembro, mas se fecharmos em bandeira vermelha 2, a energia fecharia o ano com alta de cerca de 12%.
Na última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), na quarta-feira, o colegiado destacou que as chuvas registradas neste início de ano vieram acima da média, o que contribuiu para um aumento nos níveis dos reservatórios das regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste.
Na última sexta, os níveis de armazenamento alcançaram 54,8% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, 45% no Sul, 64,8% no Nordeste e 63,8% no Norte, resultando em um nível de volume considerado satisfatório no Sistema Interligado Nacional (SIN).
“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ressaltou que irá manter o acompanhamento da evolução do período chuvoso e das condições hidrológicas e de armazenamento, especialmente na bacia do Rio Paraná e na Região Sul, com enfoque na estratégia de redução da inflexibilidade hidráulica no SIN, que visa recuperar os armazenamentos dos reservatórios de hidrelétricas”, disse o Ministério de Minas e Energia.
Ainda assim, os especialistas avaliam que essa situação pode mudar em alguns meses, quando começa o período seco, levando o ONS a ter de acionar mais térmicas.
Outro ponto que pesa na conta de luz é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um superfundo que cobre os subsídios do setor elétrico. Esses valores são pagos principalmente pelos consumidores por meio das tarifas de energia. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios. Esse fundo financia, por exemplo, descontos concedidos a pessoas de baixa renda, famílias em área rural e irrigantes — unidades de consumo que utilizam energia elétrica exclusivamente para irrigação ou aquicultura.
Levantamento da Associação dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostra que a alta do preço da tarifa de energia acima da inflação é um fenômeno que vem sendo observado na última década. Nos últimos 15 anos, o preço da conta de luz aumentou em 177%, para uma inflação que avançou 122% no período.
No ano passado, energia elétrica residencial subiu 12,31%, segundo o IBGE. Foi o subitem de maior impacto individual no IPCA, que fechou 2025 em 4,26%. O aumento só não foi maior porque o governo aplicou R$ 2,2 bilhões em descontos na tarifa a partir de um bônus da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Considerando apenas o megawatt-hora, o custo de energia atingiu R$ 786,76, o maior desde 2011, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica.
— O aumento dos preços de energia impacta negativamente os custos de produção e aumenta o custo de vida das famílias — ressalta Serrano.
Oferta maior que demanda
Uma das formas que o governo tem para minimizar esse impacto é usar a receita obtida com a renovação de contratos de concessões do setor para conceder abatimentos aos consumidores.
— Os fatores que podem reduzir a tarifa são de duas naturezas. Uma delas é de mercado, mais chuvas, menor demanda e maior produção (de fonte) renovável. O governo também possui uma ferramenta importante que pode ajudar a atenuar esses aumentos, que é a arrecadação oriunda da renovação antecipada das concessões de geração que expiram nos próximos anos. Esta receita, caso obtida, reduziria a CDE e, portanto, as tarifas — afirma Barroso, da PSR.
O aumento da conta de luz ocorre, ironicamente, num momento em que o Brasil tem excesso de energia, com capacidade de geração do sistema elétrico maior do que a demanda. Esse descasamento leva a cortes na produção de fontes renováveis, como solar e eólica, pelo ONS. A medida evita sobrecargas que possam gerar apagões.
Para manter o equilíbrio do sistema, o ONS interrompe preferencialmente parques eólicos e solares, causando perdas financeiras para as empresas, mesmo em meio à alta da energia. No ano passado, o sistema elétrico brasileiro descartou cerca de 20% de toda a energia solar e eólica que poderia ter sido gerada, segundo cálculos da consultoria Volt Robotics. Esses cortes de geração levaram a um prejuízo de R$ 6,5 bilhões aos empreendimentos.
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Com o fim do Carnaval, o Congresso Nacional começa a analisar uma lista de pendências a serem resolvidas. Entre as pautas estão temas relacionados à segurança pública, jornada de trabalho e a denúncia de fraude do Banco Master.
O maior desafio deve ser o Projeto de Lei (PL) Antifacção, que sofre resistência na base governista. O texto foi aprovado pela Casa Baixa em 19 de novembro de 2025, depois de seis versões apresentadas pelo relator, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). As informações são do Metrópoles.
Leia maisNo Senado, foi aprovado por unanimidade, mas com algumas alterações feitas pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Por isso, o projeto precisou voltar para a análise dos deputados.
Derrite continuará sendo o relator da proposta que cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. A decisão foi tomada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Conforme apurou o Metrópoles, o governo não deve pedir a retirada da urgência constitucional do projeto.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), defende que bancada tem posição favorável à votação da matéria, independentemente de trancar a pauta ou não. “Nós queremos (fazer a votação) pelo mérito de fazer esse debate, fazer a discussão e deliberar no plenário sobre essa matéria”, declarou.
De acordo com os cálculos feitos pela reportagem, o projeto só tranca a pauta se não for votado até meados de março. Caso isso ocorra, outros Projetos de Lei ficam impedidos de serem apreciados, ou seja, apenas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e Medidas Provisórias (MPs) poderiam ser analisadas.
O regime de urgência constitucional estabelece que uma proposta deve ser analisada em até 45 dias em cada Casa do Congresso. Se houver modificações no texto pela Casa revisora, como ocorreu com o chamado PL Antifacção, abre-se um prazo adicional de dez dias para nova apreciação. Caso o pedido de urgência não seja retirado e o período se esgote, a matéria passa a sobrestar a pauta, impedindo a deliberação de outros projetos até que seja votada.
Vorcaro no Congresso
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro pode comparecer ao Congresso Nacional para prestar depoimento nesta semana.
Inicialmente, Vorcaro seria ouvido na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na segunda (23/2), e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na terça-feira (24).
No entanto, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), dispensou a presença obrigatória de Vorcaro nos dois colegiados. Segundo a decisão, o dono do Master poderá decidir se comparece ou não às oitivas. Mendonça entendeu que o banqueiro figura como investigado nos colegiados e que a presença, nesses casos, é facultativa.
Com isso, na sexta-feira (20/2), o empresário decidiu que não vai comparecer à oitiva na CPMI do INSS. O motivo seria um maior desgaste à imagem dele.
Até o momento, Vorcaro não confirmou se vai ou não prestar depoimento na CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).
PEC da Segurança
A PEC da Segurança é outro ponto de imbróglio dentro da Câmara. O relator da matéria, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), afirmou que o substitutivo será apresentado às bancadas nas próximas semanas, antes de avançar para a fase final de deliberação.
“Depois dessa apresentação junto às bancadas, que ocorrerá justamente na primeira semana de fevereiro e segunda semana de fevereiro, logo após o carnaval, ou seja, na semana do dia 23, 24 de fevereiro, nós temos a previsão de que o tema será apreciado na comissão especial e, na sequência, no plenário da Câmara dos Deputados”, afirmou o deputado a jornalistas em 28 de janeiro.
O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, sucessor de Ricardo Lewandowski, tem dois eixos centrais para a proposta avançar no Congresso: o fortalecimento do uso de inteligência e da integração entre os entes federativos e a ampliação dos recursos destinados à área.
Pendências do Congresso após o Carnaval:
Escala 6X1
Em um aceno ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hugo Motta abriu um caminho, em 9 de fevereiro, para a análise de uma PEC que acaba com a jornada de seis dias trabalhados para um de descanso, a chamada escala 6X1. Esta é uma das principais bandeiras do petista para tentar um quarto mandato no Palácio do Planalto.
Após meses com a proposta parada, Motta decidiu dar andamento à PEC, apresentada pela deputada Érika Hilton (PSol-SP), encaminhando o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa inicial para que a matéria comece a tramitar na Câmara.
De acordo com o parlamentar paraibano, a PEC passará a ser analisada em conjunto com uma proposta mais antiga, protocolada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
O presidente da Câmara declarou que decidiu incluir na pauta o debate sobre o fim da escala 6×1 por considerar o tema uma reivindicação histórica dos trabalhadores. Com o encaminhamento das propostas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, as PECs ainda terão de percorrer uma tramitação extensa até eventual promulgação.
A etapa inicial prevê a análise pela CCJ, responsável por examinar apenas a admissibilidade das matérias, sem entrar no mérito. Caso recebam aval do colegiado, os textos seguem para uma comissão especial, instância que pode promover alterações no conteúdo apresentado.
Superada essa fase, as propostas ainda precisam passar pelo crivo do plenário da Câmara, onde dependem do apoio mínimo de 308 deputados, em dois turnos de votação, para serem aprovadas.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Milena Teixeira, o Planalto defende que Hilton assuma a relatoria da matéria. A estratégia permitiria ao Executivo manter maior controle sobre o texto, preservando, ao mesmo tempo, a parlamentar como relatora.
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Dedico este artigo ao meu colega, o lindo filósofo Nietzsche, um maluco beleza humano, demasiadamente humano.
Por José Adalberto Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA — Esta é uma carta aberta ao prefeito Johnnie Campos. Não enviei pelos Correios porque a empresa está falida e somente seria entregue no Natal de 2026. Os donos dos Correios dizem que a empresa é vítima dos remetentes de cartas e dos carteiros. Falir estatais faz parte do modo petista de barbarizar.
Nietzsche era um cara humano, demasiadamente humano, assim falou Zaratustra. Naquele dia, em 1893, ao bater pernas pelas ruas de Turim (Itália), o filósofo presenciou a cena de um cocheiro espancando um cavalo. Ele não se conteve. Abraçou-se ao pescoço do bucéfalo e chorou feito criança. Surtou. Desde então enlouqueceu. Se fosse em Recife, ele seria atendido na Tamarineira, à sombra dos tamarindos, pelo psiquiatra Ulisses Pernambucano, que lhe receitaria um chá de camomila e Lexotan, e assim o filósofo acalmaria os nervos e continuaria a conviver com seus animais de estimação. Nietzsche era um maluco beleza e adorava bucéfalos.
Leia maisSugiro ao prefeito Johnnie Campos substituir os pangarés por cavalos mecânicos, tipo triciclos, com bagageiro para transportar os materiais recicláveis e outras mercadorias. Cada carroceiro cadastrado teria a posse de um triciclo. Os termos de cessão ficam por conta dos assessores jurídicos da prefeitura, que, por sinal, trabalham pouco e ganham muito bem. O objetivo é impedir que o contrato de posse ou permissão impeça os carroceiros de venderem os veículos no dia seguinte e continuem com o transporte de tração animal.
Bem sabemos, prefeito Johnnie, que os motoristas, aliás, a maioria dos condutores das carroças, são animais políticos meio estúpidos que maltratam os animais. Transporte de tração animal vem de antes da Revolução Industrial, dos tempos das carruagens, charretes e cabriolés. Na área rural, havia os carros de boi. “Carro de boi que não geme não é bom”, cantavam os carreiros. As rodas rangiam e os bois gemiam em silêncio, com a paciência bovina.
Os pangarés que movem as carroças também são dotados de paciência bovina, ou paciência cavalar. Não gemem nem choram ao serem chicoteados pelos carroceiros. Às vezes, retribuem apenas com coices. Coices e patadas também fazem parte da diplomacia dos humanos, principalmente nos conciliábulos políticos, a saber, nos estábulos políticos.
Lembro a cantiga de Sua Excelência, o poeta Manuel Bandeira, estrela da vida inteira: “Rondó dos cavalinhos – Os cavalinhos correndo./ e nós cavalões comendo… / Os cavalinhos correndo./ e nós, cavalões, comendo… / o Brasil politicando,/ Nossa/ A poesia morrendo../ O sol tão claro lá fora, / O sol claro, Esmeralda./ E em minh’alma – anoitecendo”.
Viva Manuel Bandeira, viva os cavalinhos!
FULEIRAGEM — Uma pobre prefeitura do Sertão do Pajeú contratou show com um cantor da fuleiragem por R$ 499.999,99. Somadas despesas adicionais e jantar na casa do prefeito, o custo do show fica em torno de R$ 999.999,99. O prefeito daquela cidade não tem nenhum senso de respeito com o dinheiro público nem com a população. Difícil acreditar neste reino de vivaldinos.
*Periodista, escritor e quase poeta
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Túlio deve coordenar campanha de Raquel e Gustavo a de João
O carnaval passou, março está batendo à porta e logo chega 4 de abril, prazo de desincompatibilização para quem, como João Campos (PSB), exerce cargo no executivo e é obrigado a renunciar para disputar a eleição ao Governo do Estado. Abril também é o mês da chamada janela partidária, prazo permitido a troca de partido para quem exerce mandato parlamentar, seja federal ou estadual.
É em março, entretanto, que os pré-candidatos a governador começam a montar o esqueleto das campanhas, no caso os coordenadores-gerais e por regiões. O secretário de Governo, Túlio Vilaça, provavelmente assumirá a coordenação geral da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD). Outro nome lembrado é o do secretário de Infraestrutura, André Teixeira, se não vier a disputar uma vaga na Câmara Federal.
Leia maisPara a Região Metropolitana, o nome mais cotado é o do prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, que trocou o Republicanos, do ministro Sílvio Costa Filho, por onde foi eleito, com apoio de João Campos, pelo PSD. Na Mata, o atual presidente da Amupe, Marcelo Gouveia (Podemos) só não assumirá a coordenação porque está dedicado à sua campanha de deputado federal.
Mas certamente terá influência na escolha do nome, enquanto no Agreste o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), aparentemente é o mais cotado para assumir a coordenação da região. Para o Sertão do São Francisco, Raquel pensa em convidar o ex-prefeito Guilherme Coelho, que, não se sabem as razões, anda muito afastado do Governo e não deve aceitar.
Quanto ao primeiro time da campanha de João, os nomes mais cotados para a coordenação-geral são o secretário de Governo, Gustavo Monteiro, e o ex-deputado Nilton Mota, que transita bem não apenas na Região Metropolitana, mas também no Interior, especialmente no Agreste Setentrional.
Por falar em Agreste, dois nomes devem ter papel importante: Wolney Queiroz (PDT) em Caruaru e cidades próximas, e o prefeito Sivaldo Albino (PSB), em Garanhuns e Agreste Meridional. No São Francisco, a coordenação será entregue ao grupo do ex-prefeito Miguel Coelho, nome cotado para disputar o Senado na chapa de João.
Já no Pajeú, região que tem uma tradição socialista histórica, desde a época de Arraes, o núcleo central da campanha tende a ser coordenado pelo ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura.
MORAES JOGA PESADO – Aparentemente, sem consultar seus pares, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, quer descobrir se funcionários da Receita Federal obtiveram os dados de sua mulher, a advogada que fez um contrato milionário com o Banco Master, e do ministro Toffoli. Alguns de seus colegas, porém, temem que Moraes tenha informações excessivas sobre eles e suas famílias. Também mandou quebrar o sigilo bancário de cerca de cem pessoas ligadas por parentesco até o terceiro grau aos mesmos ministros.

Recordar é viver – O ministro Dias Toffoli, uma cria de Lula e do PT no STF, já traiu o presidente Lula quando este esteve na prisão, proibindo-o de ir ao enterro do irmão. Quando presidente do STF, convocou um general do Exército para assessorá-lo e passou a chamar o golpe de 64 de “movimento”. No caso Master, colocou o governo em situação delicada quando revelou-se a intimidade que tinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O bicho vai pegar – Já o ministro André Mendonça, novo relator do caso Master, convocou delegados da Polícia Federal para uma nova reunião, hoje, em Brasília, sobre a investigação das suspeitas de irregularidades do Banco Master e do seu dono, Daniel Vorcaro. Devem participar investigadores da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DICOR), responsável pelo caso. O objetivo é discutir as informações já apresentadas pela PF sobre o andamento da investigação e conversar sobre os próximos passos do caso.
PE no ajuste das contas com a União – O governo Lula está finalizando um dos maiores programas de ajuste de contas dos estados que vai permitir já este ano um volume de investimentos de R$ 1,6 bilhão pelos que aderiram ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que estabelece uma nova política de renegociação das dívidas estaduais com a União. Segundo o colunista Fernando Castilho, do JC, Pernambuco entrou no Propag esperando que a sua contribuição anual de R$ 180 milhões para o FEF volte no valor de R$ 500 milhões, o que vai ajudar nos investimentos do governo no último ano do atual mandato da governadora Raquel Lyra (PSD).

Quem decide é o partido – Na condição de presidente estadual do PP, o deputado Eduardo da Fonte, que desponta bem posicionado para o Senado em todas as pesquisas, começa, hoje, a ouvir a opinião dos filiados à legenda, num encontro com a participação da bancada estadual, os deputados federais Lula da Fonte e Clarissa Tércio, prefeitos e lideranças sem mandato. Dudu da Fonte, como é mais conhecido, hoje integra a base de Raquel, mas seu nome não está descartado para o Senado na chapa de João. Quem vai dar a palavra final será a voz soberana do partido.
CURTAS
APOIOS 1 – Lula tem, até agora, o apoio de 12 governadores, que estão à frente de Estados com um total de 53 milhões de eleitores. Flávio Bolsonaro conta, por enquanto, com o respaldo de 5 governadores que comandam 57,3 milhões de eleitores. Todos os cinco têm taxas de aprovação acima de 50% para suas administrações. No caso de Lula, 9 dos 12 governadores pontuam mais de 50% na aprovação de seus governos, segundo levantamento do site Poder360.
APOIOS 2 – No 2º turno, ainda segundo o site, a tendência é que Flávio consolide mais apoios nos Estados, chegando a 13 governadores. Lula, candidato único da esquerda, manteria os mesmos 12. Dois governadores não deram indicações de apoios no 2º turno: Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Gladson Cameli (PP), do Acre. O primeiro ainda pleiteia a vaga de candidato a presidente. O segundo tem se dedicado a responder processos na Justiça e evita se posicionar nacionalmente.
ZEMA VICE – O PL quer definir nas próximas semanas se o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), será o vice-presidente do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). “Tudo pode acontecer”, afirmou Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. “O processo está no início. Tivemos poucas conversas até agora”. Segundo ele, serão realizadas reuniões nas próximas semanas para discutir o assunto.
Perguntar não ofende: Causou surpresa e estranheza a presença de Alexandre de Moraes no casamento de João?
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Está virando rotina: toda vez que a governadora Raquel Lyra (PSD) veste o manto sagrado do Santa Cruz, o resultado é ruim para o tricolor. Hoje, mais uma vez, não foi diferente. A cobrinha apanhou de 2 a 0 no clássico contra o Náutico.
Já há, inclusive, uma brincadeira nos bastidores da política de que os tricolores mais apaixonados deveriam fazer um abaixo-assinado para a cena não se repetir. Acho que isso seria exagerado, mas como no futebol a paixão normalmente fala mais alto, não duvido de ver isso nas ruas.
Um salto em pesquisas diárias feitas para o mercado financeiro e que chegaram às mãos de lideranças do PT e de integrantes do governo assustaram os aliados de Lula: por dois dias, durante o Carnaval, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a ficar à frente do presidente nas simulações de segundo turno. As informações são da colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S.Paulo.
A rejeição de Lula, por sua vez, também subiu, e chegou a ficar cerca de mais de quatro pontos acima da aprovação. Passada a folia, a desaprovação cedeu, e caiu — o mesmo ocorrendo com o principal adversário hoje do petista na corrida pré-eleitoral.
Na avaliação de uma das lideranças que viu a pesquisa, e que tem diálogo permanente com Lula, a rejeição ao presidente não se estabeleceu em novos e mais altos patamares. O governo segue com o desafio, no entanto, de fazer com que a aprovação volte a superar a reprovação ao governo.
As pesquisas divulgadas em dezembro e janeiro mostraram que a rejeição superou a aprovação em todas as sondagens. No começo de dezembro, o Datafolha mostrou que a situação era de empate: 49% desaprovavam, e 48% aprovavam o trabalho pessoal de Lula. As sondagens divulgadas desde então, e até meados deste mês, mostraram a opinião negativa sempre superando a positiva.
Imagens que circulam nas redes sociais, neste domingo (22), mostram condições precárias na sala de emergência do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada.
No vídeo compartilhado por usuários, é possível ver lixo espalhado pelo chão, restos de comida, presença de seringas e poltronas danificadas e em estado visivelmente deteriorado na área de atendimento. As informações são do Blog Juliana Lima.
Até o momento, a direção do hospital não se manifestou oficialmente sobre a situação.
A cidade de Venturosa, no Agreste, iniciou um novo ciclo de investimentos em infraestrutura urbana. O prefeito Kelvin Cavalcanti (PSD) deu início ao que está sendo considerado o maior plano de obras de calçamento dos últimos anos no município, contemplando 40 ruas com recursos que somam aproximadamente R$ 4 milhões. A primeira via beneficiada é a Rua do Açude, que já recebe pavimentação com blocos intertravados, tecnologia que alia durabilidade a um aspecto mais moderno e organizado ao espaço urbano.
De acordo com a Prefeitura, os investimentos são resultado de uma composição financeira que envolve emendas parlamentares, convênio com o Governo do Estado e recursos próprios da gestão municipal, ampliando a capacidade de execução das obras. Segundo o prefeito Kelvin Cavalcanti, o programa vai além da melhoria estética. “Estamos falando de infraestrutura que impacta diretamente na qualidade de vida da população. Calçamento significa mais mobilidade, menos poeira e lama, mais segurança para pedestres e motoristas, além da valorização dos imóveis. É um investimento que transforma o presente e prepara Venturosa para o futuro”, destacou.
O cronograma também inclui intervenções no Paredão do Açude, com construção de pontes, passarela e requalificação completa da área, além de outras obras em andamento, como a nova praça da Vila do Bacurau, construção de Unidade Básica de Saúde (UBS), escola, creche e cozinhas comunitárias. O conjunto de ações reforça as políticas públicas nas áreas de saúde, educação e assistência social e consolida uma agenda de desenvolvimento urbano voltada ao planejamento e à melhoria das condições de vida da população.
O senador Jaques Wagner (PT) admitiu que se cogitou a possibilidade de substituir o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pelo ministro Rui Costa (PT) na cabeça da chapa nas eleições deste ano. A hipótese foi discutida diante de pesquisas que indicam derrota do atual governador para o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). As informações são do Jornal Correio.
“Realmente alguns começaram a cogitar uma troca de candidatos. Eu sou contra romper a naturalidade da política. Qual é a naturalidade da política? O governador Jerônimo vá para reeleição”, afirmou Wagner, em entrevista ao Blog do Vila, do jornalista Evilásio Júnior.
Wagner também relatou que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a manutenção da candidatura à reeleição de Jerônimo Rodrigues. “Eu realmente disse ao presidente: vamos manter a naturalidade política. Ele, como respeita muito a nossa caminhada aqui na Bahia, acolheu”, acrescentou.
De acordo com o levantamento mais recente da Quaest, divulgado em agosto do ano passado, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues tem 34%. Já pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em novembro de 2025, aponta Neto com 44% contra 35% de Jerônimo. O mesmo levantamento indica que 50% desaprovam a gestão do governador, enquanto 48% aprovam. Ainda não há pesquisas eleitorais divulgadas neste ano. A partir do início do período eleitoral, todos os levantamentos precisam ser registrados na Justiça.
Um eclipse lunar total ocorrerá no dia 3 de março e deixará a Lua com coloração avermelhada em boa parte do planeta. O fenômeno é conhecido como Lua de Sangue e pode causar um “apagão” no céu.
Apesar das buscas por “apagão geral” estarem crescendo no Brasil, a Nasa afirma que, no país, o eclipse será apenas parcial e não poderá ser observado na maior parte dos estados. As informações são da Revista Exame.
O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. A luz solar atravessa a atmosfera terrestre, que filtra os tons azulados e permite a passagem dos tons avermelhados. Esse processo faz com que a Lua adquira coloração vermelho-alaranjada. Segundo a Nasa, a totalidade será visível à noite no leste da Ásia e na Austrália. No Pacífico, poderá ser observada durante toda a noite. Na América do Norte e Central e no extremo oeste da América do Sul, o eclipse total ocorrerá nas primeiras horas da manhã. Não haverá eclipse visível na África ou na Europa.
Um novo eclipse lunar está previsto para o dia 12 de agosto. O Brasil novamente não estará na faixa de observação. O fenômeno poderá ser visto apenas no hemisfério norte, incluindo Canadá, Groenlândia, Atlântico Norte e Europa Ocidental.
Do Metrópoles
A Rússia realizou um ataque aéreo em larga escala contra a Ucrânia neste domingo (22), com o lançamento de cerca de 50 mísseis e quase 300 drones, atingindo principalmente Kiev e seus arredores, provocando blecautes em diversas regiões do país e deixando ao menos uma pessoa morta.
Segundo o Serviço de Emergência da Ucrânia, o bombardeio causou incêndios e danos em cinco distritos próximos à capital. Outras oito pessoas, incluindo uma criança, foram resgatadas dos escombros de edifícios destruídos após os ataques.
Leia maisInfraestrutura energética foi alvo central
Autoridades ucranianas afirmaram que a infraestrutura energética foi fortemente atingida, o que levou a interrupções no fornecimento de eletricidade em várias partes do país em meio ao frio intenso do fim do inverno europeu. Moscou tem intensificado ofensivas contra o setor de energia ucraniano nos últimos meses, deixando civis sem luz e aquecimento.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que os ataques não tiveram como alvo apenas instalações energéticas, mas também sistemas de abastecimento de água e infraestrutura ferroviária.
Explosões durante a madrugada
A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 297 drones kamikaze de longo alcance e 50 mísseis de diferentes tipos durante a ofensiva noturna. Desses, 274 drones e 33 mísseis teriam sido abatidos ou neutralizados pelas defesas aéreas.
Ainda assim, 14 mísseis e 23 drones atingiram cerca de 14 locais diferentes, causando danos estruturais e incêndios, especialmente em áreas ligadas à infraestrutura crítica.
Ataques se intensificam às vésperas de 4 anos de guerra
O novo bombardeio ocorre às vésperas de o conflito entre Rússia e Ucrânia completar quatro anos, na próxima terça-feira (24). Desde o início da guerra em larga escala, civis ucranianos enfrentam ataques aéreos frequentes, mesmo em meio a tentativas recentes de negociações de paz lideradas pelos Estados Unidos.
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Por Cláudio Soares*
A guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia ultrapassa quatro anos e segue como uma das maiores crises geopolíticas do século XXI. Quando determinou a invasão, em fevereiro de 2022, o presidente russo Vladimir Putin apostava em uma ofensiva rápida, com a expectativa de tomar Kiev em poucos dias. A resistência ucraniana, porém, apoiada por países do Ocidente, frustrou os cálculos do Kremlin e transformou o conflito em uma guerra prolongada, de alto custo humano, militar e econômico.
Ao longo desse período, milhares de civis e militares morreram, cidades foram devastadas e milhões de pessoas deixaram suas casas. O conflito também redesenhou alianças internacionais, aprofundou tensões entre a Rússia e países da Europa e da América do Norte e afetou diretamente o mercado global de energia.
Leia maisNo Brasil, a condução da política externa diante da guerra tem sido alvo de críticas e debates. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende uma posição de neutralidade diplomática e propõe mediação para o fim do conflito. Críticos, no entanto, avaliam que declarações e iniciativas do governo brasileiro soam alinhadas aos interesses de Moscou, sobretudo ao evitar condenações mais contundentes à invasão.
Outro ponto sensível é a dependência brasileira de fertilizantes e derivados de petróleo russos. Mesmo diante de sanções impostas por países ocidentais, o Brasil manteve relações comerciais com a Rússia, argumentando que a preservação do abastecimento interno é questão de segurança econômica. Para opositores, a manutenção dessas compras desperta questionamentos éticos, já que recursos obtidos com exportações energéticas são parte relevante do financiamento do esforço de guerra russo.
Especialistas em relações internacionais observam que o Brasil tenta equilibrar pragmatismo econômico e discurso diplomático, evitando rupturas comerciais enquanto sustenta a defesa formal da paz e da soberania dos Estados. O debate, contudo, permanece aceso, até que ponto a neutralidade é possível em um conflito de grande escala e quais são os limites entre interesse nacional e responsabilidade internacional?
Quatro anos depois, a guerra na Ucrânia segue sem solução definitiva, mantendo o mundo sob tensão e colocando países como o Brasil no centro de uma discussão complexa entre diplomacia, economia e posicionamento moral no cenário global.
*Advogado e jornalista
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