O reconhecimento do advogado Walber Agra como Band 1 pela Chambers and Partners, principal ranking internacional da advocacia, consolida uma trajetória marcada por vitórias em alguns dos processos políticos e eleitorais mais relevantes do país. O selo é concedido aos profissionais considerados referência máxima em suas áreas de atuação, após avaliações de clientes, colegas e especialistas do mercado.
Natural de Campina Grande (PB) e radicado em Pernambuco, Agra é procurador do Estado, professor, doutor em Direito e autor de diversas obras jurídicas. Sua atuação, porém, extrapolou o meio acadêmico para influenciar diretamente o cenário político nacional.
Leia maisO caso de maior repercussão ocorreu em 2023, quando atuou como advogado do PDT na ação que levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a declarar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por oito anos. Durante o julgamento, Agra realizou a sustentação oral da ação que apontava abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação na reunião promovida por Bolsonaro com embaixadores em julho de 2022. Por maioria de 5 votos a 2, o TSE acolheu a tese e tornou o ex-presidente inelegível até 2030.
Em Pernambuco, Walber Agra também esteve à frente da sustentação oral no processo que discutiu a candidatura do então prefeito de Goiana, Eduardo Honório (União Brasil). A tese defendida era a de que Honório disputava um terceiro mandato consecutivo, situação vedada pela Constituição Federal. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco confirmou, por unanimidade, o indeferimento da candidatura, entendimento posteriormente mantido pelo TSE, que anulou a eleição municipal e determinou a realização de um novo pleito.
Ao longo da carreira, Agra também participou de processos envolvendo nomes de projeção nacional, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o ex-deputado Gabriel Chalita. Além da atuação nos tribunais superiores, coordenou juridicamente campanhas eleitorais e tornou-se uma das referencias do Direito Constitucional e Eleitoral no Brasil.
Leia menos
Nota oficial
Recebi com muita alegria a indicação da senadora Teresa Leitão (PT) para exercer a liderança do Governo do presidente Lula no Senado Federal. Trata-se de um reconhecimento à sua trajetória, à sua firmeza política e à sua capacidade de diálogo, construída ao longo de décadas de compromisso com a democracia, a educação e o povo pernambucano.
A escolha do presidente Lula reafirma a confiança no seu time em Pernambuco e demonstra que o nosso estado continua ocupando um papel estratégico na construção do projeto de reconstrução e desenvolvimento do Brasil. Teresa chega a essa missão por mérito, competência e lealdade, representando com dignidade a força política do nosso povo.
Leia maisTambém é uma conquista para as mulheres. Em um espaço historicamente ocupado por homens, Teresa assume uma das funções mais importantes da articulação política nacional, abrindo caminhos e mostrando que liderança, sensibilidade e firmeza caminham juntas na boa política.
Tenho convicção de que o Senado seguirá sendo um espaço decisivo para consolidar as transformações que o Brasil precisa. Por isso, sigo com toda a disposição e coragem para, a partir de 2027, somar forças com o presidente Lula e com a senadora Teresa Leitão na defesa dos interesses de Pernambuco e na aprovação das pautas que garantam mais justiça social, desenvolvimento e oportunidades para o nosso povo.
Parabéns, Teresa! Pernambuco está orgulhoso de vê-la ocupar um lugar de tamanha relevância na política nacional.
Marília Arraes – pré-candidata ao Senado pelo PDT
Leia menos
A forma de acompanhar e tratar o diabetes mudou radicalmente nos últimos anos. Sensores de monitorização contínua da glicose, inteligência artificial aplicada à saúde e terapias cada vez mais personalizadas estão transformando a experiência dos pacientes e ampliando as possibilidades de controle da doença.
A inovação tecnológica, lembrada pela Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), neste Dia Nacional do Diabetes, em 26 de junho, tem permitido diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. Porém, um dos mais renomados endocrinologistas do Brasil, Dr. Ruy Lyra, diretor acadêmico da instituição, faz um alerta para evitar erros diagnósticos e sobre a necessidade de existir, sempre, o olhar humano, o cuidado e o acolhimento necessários aos pacientes, em tempos dos avanços tecnológicos desenfreados.
Leia maisO foco principal do debate é garantir que essas inovações tenham acurácia clínica comprovada e sirvam como suporte, sem anular o papel do médico ou a educação em saúde do paciente.
O coordenador do curso de Medicina da FMO, outro especialista de renome nacional e internacional na Endocrinologia, Dr. Lucio Vilar, também pode explicar melhor os impactos da inovação tecnológica, como a monitorização digital, a medicina de precisão, os novos medicamentos e as perspectivas futuras para o cuidado das pessoas que vivem com diabetes.
A junção de IA, sensores e medicina personalizada está transformando o tratamento do diabetes em um processo preditivo e automatizado. Em vez de reagir a picos ou quedas de açúcar, os pacientes agora contam com sistemas que antecipam alterações metabólicas, adaptam as doses de insulina de forma individual e otimizam a qualidade de vida, por exemplo.
Outra novidade são os chamados Sistemas de Circuito Fechado (“Pâncreas Artificial”) – nos quais Algoritmos de IA integram o sensor a uma bomba de insulina, calculando e administrando o hormônio automaticamente, imitando o funcionamento natural do pâncreas.
Além disso, há ainda os Assistentes Virtuais, como a iniciativa de inteligência artificial intitulada Tia Bete (criada pelo HC-USP) que funciona via WhatsApp, auxiliando na contagem de carboidratos e tirando dúvidas de forma acessível.
Mas os endocrinologistas fazem um alerta. A Inteligência Artificial (IA) no tratamento do diabetes é uma ferramenta poderosa para prever hipoglicemias e melhorar o controle glicêmico, mas não substitui a avaliação médica especializada. Os principais pontos de atenção envolvem a dependência tecnológica, a privacidade dos dados e o risco de tratamentos sem validação clínica.
Os principais alertas e desafios levantados pelos especialistas incluem:
Folha de São Paulo
O ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo. As também ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) disputarão as vagas ao Senado no estado.
Ao justificar a decisão, durante pronunciamento há pouco, no QG da campanha, na região do Pacaembu, na capital paulista, Haddad afirmou que a chapa já é paritária e destacou a experiência do ex-ministro e sua capacidade de contribuir para a agenda no estado, embora esta não vá ficar concentrada em uma única pessoa.
Leia mais“O importante era a nossa coesão em torno de um projeto importante para São Paulo e para o Brasil, uma vez que o resultado aqui repercute nacionalmente”, disse o petista.
A decisão foi tomada após conversa dos quatro políticos e de dirigentes partidários com o presidente Lula (PT), na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, em Brasília.
O presidente acompanha de perto a construção da aliança em São Paulo porque o estado tem o eleitorado mais numeroso do país, o que torna ainda mais importante a existência de um palanque forte para seu nome.
O acerto foi possível após França, que queria ser candidato a senador ou governador, ceder e aceitar a vice. Aliados de Haddad avaliam que ele soma à chapa votos em regiões de São Paulo onde o PT tem pouca força, como a Baixada Santista.
Haddad negou, durante o pronunciamento desta quinta, que houve demora ou impasse na escolha do vice e caracterizou a situação como fruto de pessoas “de boa-fé manifestando suas inclinações e sopesando várias questões para a tomada de decisão” .
Além disso, há a avaliação de que França tem um perfil de confronto político que falta a Haddad. Devem ficar a cargo do vice os principais ataques ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará reeleição.
Na reunião com Lula, França ponderou que poderia ajudar o presidente sendo candidato a governador. O raciocínio era que ele tomaria votos de Tarcísio e forçaria um segundo turno entre Haddad e o atual governador no Estado. Isso beneficiaria o presidente porque evitaria uma perda de volume da campanha petista em São Paulo na disputa do segundo turno.
A ideia que prevaleceu, porém, é a de que Haddad ter mais votos no primeiro turno do que em 2022 já beneficiaria Lula. Aliados do presidente da República também avaliam que, se for reeleito no primeiro turno, Tarcísio não se empenhará tanto no segundo para pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do presidente na eleição nacional.
França também defendeu, em alguns momentos dos últimos meses, que Simone Tebet fosse vice de Haddad. O argumento era de que ela poderia facilitar o trânsito do petista junto ao agronegócio e, por ser mulher, adicionaria diversidade à chapa.
Pesaram contra a ideia o fato de Tebet ter mudado seu título eleitoral para São Paulo com o compromisso de se candidatar ao Senado e a avaliação do grupo político de Lula de que ela tem chances de ser eleita.
Haddad buscou, no primeiro momento, uma vice que fosse mulher e ligada ao agro. Houve sondagens, por exemplo, à ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira Teresa Vendramini.
O lugar de Márcio França na aliança lulista já havia sido motivo de discussão em 2022. Ele queria ser candidato a governador. No fim, aceitou disputar uma vaga de senador e indicou sua mulher, Lúcia França, para a vice de Haddad naquela eleição.
Também estavam presentes na reunião de quarta-feira o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o presidente do PSB, João Campos; e o presidente do PT, Edinho Silva.
Eles, e outros aliados, ficaram no Alvorada em seguida para assistir com Lula ao jogo da seleção brasileira, que ganhou por 3 a 0 da Escócia na Copa do Mundo.
Em 2022, Haddad obteve o melhor desempenho do PT na história das eleições paulistas. Ele conseguiu 36% dos votos no primeiro turno e 45% dos votos no segundo. O resultado foi considerado fundamental para a vitória de Lula naquele ano.
O pré-candidato a governador deverá anunciar oficialmente ainda nesta quinta-feira (25) as posições que seus aliados ocuparão na chapa.
Tebet
Simone Tebet (PSB) participou nesta quinta-feira (25) de uma cerimônia da Petrobras ao lado do presidente Lula, em Mato Grosso Sul. Ela já deixou o ministério do Planejamento em março para cumprir o prazo de desincompatibilização imposto a pré-candidatos, mas discursou como ex-prefeita de Três Lagoas, onde a estatal retoma nesta quinta as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados.
“Provavelmente este seja o último ato de um ciclo político que se fecha na minha vida. A seu pedido, hoje eu vou cumprir uma nova missão como pré-candidata ao Senado em outro estado”, disse ela, que fez elogios a Lula durante o discurso.
“Podem gostar ou não do presidente Lula, podem votar ou não no presidente Lula, mas ninguém, nenhum presidente na história do Brasil, fez por Três Lagoas o que o Lula fez”, afirmou ela.
Leia menos
O secretário de Habitação do Recife e vice-presidente do PT em Pernambuco, Felipe Cury, comemorou a indicação da senadora Teresa Leitão como líder do governo Lula no Senado. Segundo Cury, a escolha dela consolida a força e o protagonismo histórico da liderança política de Pernambuco no cenário nacional.
“Lula reconhece em nossa senadora a coragem, o preparo técnico e o compromisso inabalável com o povo brasileiro para capitanear os projetos que vão reconstruir o país. Pernambuco assume o papel central que sempre lhe coube na linha de frente da democracia. Muito orgulho da nossa senadora!”, disse Cury em nota enviada ao Blog.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), deu, hoje, sinais de alinhamento à pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). Embora não tenha participado da agenda realizada em Caruaru, Raquel revelou ter mantido uma longa conversa com o governador goiano e destacou sua relação com o partido e a gratidão ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
A declaração foi recebida nos bastidores como uma mensagem política relevante. Interlocutores próximos tanto de Kassab quanto de Caiado interpretaram as palavras da governadora como uma demonstração de compromisso com o projeto nacional do PSD e uma sinalização favorável à candidatura presidencial do governador de Goiás.
O gesto ganha importância em meio a construção que ela e Túlio Gadelha estão fazendo com a direita em todo estado.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Como já contamos no Correio Político, de forma resumida eram dois os esquemas irregulares do Banco Master: a criação de uma espécie de pirâmide financeira a partir da oferta de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com rentabilidade fora da realidade e o uso de consignados fantasmas para engordar com dados falsos a sua carteira de crédito.
A Operação policial que na terça-feira (23) pegou o Digimais, o banco ligado à Igreja Universal e ao bispo Edir Macedo, impressiona por mostrar a mesma coisa. Da mesma forma, esses eram os esquemas do Digimais. Também fazia pirâmide com CDBs e também engordava sua carteira com créditos falsos. Para o cientista político André Cesar, a descoberta das mesmas falcatruas nos dois bancos aponta: “Vivemos um risco sistêmico”.
Leia maisRisco sistêmico é quando um evento pontual desencadeia um efeito dominó capaz de comprometer todo o sistema financeiro. Em 1999, André Cesar acompanhou de perto a CPI dos Bancos. E o cientista político enxerga muita semelhança entre o que acontece agora e o que aconteceu na época com o Bancos Marka e FonteCindam.
Na maxidesvalorização do real, para ajudar os dois bancos, o Banco Central vendeu dólares a preços defasados para evitar que as instituições falissem. Até então, era o maior escândalo financeiro do país. Agora, há uma impressão de que, no mínimo, o Banco Central fez vista grossa para operações atuando para além do limite da responsabilidade. E, mais do que isso, há desconfiança de que teria também atuado para ajudar os bancos.
Uma troca de documentos entre o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU) vai nessa linha. O BC acompanhava as dificuldades do Master. “Nessas circunstâncias, o Banco Central determinou a adoção de providências com vistas a assegurar a liquidez em níveis suficientes e adequados”, diz um dos documentos trocados após questionamentos do TCU.
“O país se vangloria de ter um sistema financeiro sofisticado, de ter o Pix, por exemplo. Mas qual o valor disso se não houver fiscalização nenhuma?”, questiona André Cesar. Se bancos e fintechs trabalham numa faixa irresponsável e, pior do que isso, se usam das ferramentas que possuem para lavar dinheiro sabe-se lá para quem.
O problema que assusta, por exemplo, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado é que Master e Digimais são dois bancos menores. O Master representava 0,5% do mercado financeiro brasileiro. Era classificado pelo Banco Central na categoria B3, para médio porte.
Então, o dono de um banco menor, Daniel Vorcaro consegue criar em torno de si a rede de relacionamentos que criou. Em todos os três poderes. Do candidato de oposição à Presidência, Flávio Bolsonaro, ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner. A pergunta: o que acontece nos bancos maiores? André Cesar retorna a um episódio da CPI dos Bancos, quando a então senadora Heloisa Helena, então no PT de Alagoas, gritou no meio do plenário da comissão para o então presidente do Banco Central, Chico Lopes: “Teje preso!” Chico Lopes tinha se recusado a depor como testemunha.
Agora, não há CPI do Master. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sentou-se em cima dos pedidos de comissão mista. Curiosamente, um deles tem como autora justamente Heloisa Helena, que até há pouco estava como deputada.
Mas já houve um bate-boca na CAE entre o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, quando Renan cobrou a atitude do BC na negociação do Master com o BRB. Galípolo defendeu a instituição.
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, em uma rede social, há pouco, que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) é a nova líder do governo no Senado, em substituição a Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função ontem.
Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado, dias após ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. As informações são do portal G1.
Leia mais“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”, afirmou Lula.
Quem é Teresa Leitão?
Professora e sindicalista, Teresa Leitão tem 74 anos e, antes de ser senadora, foi deputada estadual por cinco mandatos. Ela é formada em Pedagogia pela Universidade Católica de Pernambuco. Nas eleições de 2022, Teresa foi eleita a primeira mulher a ocupar uma cadeira de senadora na história de Pernambuco, conquistando mais de 2 milhões de votos.
No Senado, a parlamentar integra como titular as comissões de Ciência e Tecnologia; Educação e Cultura e do Esporte. Antes de ser designada por Lula para a liderança do governo no Senado, a parlamentar exercia função de líder do PT na Casa.
Leia menos
O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi alvo de buscas da Polícia Federal (PF), na manhã de hoje, em uma operação que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado “orçamento secreto”. As informações são do portal G1.
Batizada como “Operação Afluente”, a ação dos investigadores apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligados a uma organização criminosa. Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Maranhão.
Leia maisAinda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Posteriormente, esses mesmos valores teriam sido direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado.
Segundo interlocutores da polícia, um dos endereços alvo da operação seria ligado ao próprio deputado, já que Josimar Maranhãozinho aparece como sócio de uma dessas empresas.
Se confirmada a participação dos investigados e os fatos forem confirmados, eles poderão responder, segundo a PF, pelos crimes de corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa. A ação desta quinta foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Leia menos
Por Antonio Magalhães*
‘Conheça o Brasil Mágico’. Não se trata, entretanto, de qualquer convite ao turismo no nosso país. Mágica aqui não são formas de arte e entretenimento, baseadas na agilidade, destreza manual e ilusão para desafiar a realidade. O ilusionismo nacional é outro: o que o poder esconde para roubar e se manter no comando do país.
A lábia e a distração da atenção vêm criando truques políticos e até institucionais. As miragens, enganos e camuflagem revelam cortinas de fumaça que escondem o mundo real, somem bilhões de reais, fazem desaparecer crimes e criminosos, encarceram e desencarceram corruptos e substituem suspeitos por outros. E deixa visível à plateia atônita a impunidade para quem burla a legislação, seja ele guardião ou violador da lei.
Leia maisEsta semana a Operação Miragem da Polícia Federal apurou que o Banco Digimais adotou práticas semelhantes às do Banco Master ao inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle. Uma típica fraude bancária semelhante a outras acontecidas com os bancos nacionais de tempos passados.
De acordo com as investigações policiais, em um dos casos verificados, o banco, que é controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, elevou o valor de um ativo adquirido em 2023 por R$ 31 milhões para R$ 230 milhões, o que gerou um patrimônio fictício de R$ 199 milhões. A ação resultou no bloqueio de até 670,3 milhões de reais em bens e valores dos investigados, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos da investigação.
Mas diferente do que vem acontecendo com as investigações da fraude do Banco Master, o caso do Digimais só envolveu Macedo, seus pastores e fiéis e foi uma excelente cortina de fumaça para tirar o Master das manchetes envergonhadas da imprensa. No banco quebrado do líder evangélico não apareceram até agora autoridades dos três Poderes, empresários e artistas como beneficiários de esquemas financeiros.
O brasileiro viu neste episódio mais um truque de mágica. Uma manipulação da realidade, que nem o super mágico David Copperfield arriscaria fazer. É impossível a imprensa governista querer comparar os casos do Master e Digimais até pelo lado financeiro. O colapso do Banco Master está associado a um rombo e a desvios estimados em mais de R$ 55 bilhões, sendo considerado a maior fraude bancária da história do Brasil. Desse montante, investigações da Polícia Federal apontam que o volume de operações com indícios diretos de fraude ultrapassa os R$ 12 bilhões.
E assim segue o espetáculo de magia apresentado no Brasil. Sumiu do noticiário a fraude do INSS que promoveu descontos associativos diretamente nos contracheques de aposentados e pensionistas sem o consentimento prévio dos segurados. Sob a falsa promessa de benefícios como descontos em farmácias ou auxílios funerários, o dinheiro desviado gerou fortunas para os operadores. O valor do roubo é estimado em R$ 6 bilhões.
Os responsáveis pelo roubo, laranjas, operadores financeiros, servidores públicos, a cúpula do INSS e agentes políticos entraram na cabine mágica e desapareceram. Juntamente à fuga premeditada, a CPMI do INSS que investigava o caso foi encerrada antecipadamente para não aprofundar a investigação sobre os larápios.
Os corruptos e ladrões do dinheiro público vêm praticando ilusionismo em grande escala há mais de duas décadas. Entre 2003 e 2016, os governos do PT foram marcados por uma série de escândalos que chocaram o país e deixaram um rastro bilionário de dinheiro público desviado.
A Operação Lava Jato, considerada a maior investigação de corrupção da história do Brasil, revelou um esquema bilionário de cartel, superfaturamento e corrupção envolvendo a Petrobras e grandes empreiteiras. Empresas pagavam propina para obter contratos com a estatal. Os valores eram repassados a partidos políticos – incluindo o PT –, campanhas eleitorais e agentes públicos.
O presidente Lula chegou a ser condenado e preso em primeira e segunda instâncias, mas suas sentenças foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a Justiça Federal de Curitiba incompetente para julgar os casos. Posteriormente, vários dos processos foram arquivados ou prescritos. Num passe de mágica saiu da prisão para voltar à Presidência da República. E todo o processo da Lava Jato sumiu magicamente debaixo de togas superiores.
O Brasil é ou não é um país mágico, onde a punição por corrupção e abuso de poder é uma quimera? Os criminosos não acreditam que ela venha ocorrer. E a sociedade desacredita em prisões de culpados ou devolução do dinheiro roubado. No mundo da magia, o profissional nunca revela seus segredos justamente para preservar o mistério e o encantamento do público. Aqui, a Justiça e a Polícia Federal, quando querem, ao contrário dos mágicos, difundem segredos escabrosos que, às vezes, somem por puro ilusionismo. Triste Brasil. É isso.
*Jornalista
Leia menos
O ex-ministro e deputado federal, Silvio Costa Filho (Republicanos), foi escolhido para assumir a liderança da Maioria na Câmara dos Deputados, passando a comandar um bloco suprapartidário formado por quase 300 parlamentares. A indicação reforça o protagonismo político do pernambucano no Congresso Nacional e consolida sua posição como uma das principais lideranças da atual legislatura.
A pouco menos de dois meses de deixar o Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho assume uma nova missão estratégica na Câmara, em um momento importante para a articulação de pautas de interesse do país. Reconhecido pela capacidade de diálogo, construção de consensos e articulação política, o parlamentar chega ao posto com o desafio de fortalecer a interlocução entre as diferentes forças políticas que compõem a Casa.
Leia maisA escolha de Silvio também ocorre em meio a uma sequência de reconhecimentos ao seu trabalho parlamentar. Na semana passada, ele voltou a ser apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos deputados mais influentes do Congresso Nacional em 2026, reafirmando sua capacidade de liderança e articulação política.
Ao comentar a indicação, Silvio Costa Filho agradeceu a confiança recebida dos parlamentares e do presidente da Câmara, Hugo Motta. “Recebo essa missão com muita gratidão e senso de responsabilidade. Quero agradecer ao presidente Hugo Motta e aos deputados e deputadas pela confiança na nossa indicação para liderar a Maioria na Câmara. Vamos trabalhar com diálogo, equilíbrio e compromisso com o Brasil”, afirmou Costa Filho que passa a comandar o bloco a partir da próxima semana após a reunião de líderes.
O novo líder destacou que pretende atuar na construção de consensos para garantir o avanço de matérias consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país.
“Nosso compromisso será o de construir pontes entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, promover o entendimento entre as diferentes correntes políticas e trabalhar para avançar em pautas importantes para o Brasil. O diálogo será sempre o nosso principal instrumento para ajudar o país a crescer, gerar oportunidades e melhorar a vida da população”, declarou.
A indicação de Silvio Costa Filho para a liderança da Maioria reforça uma trajetória marcada pela capacidade de diálogo entre diferentes campos políticos e pela construção de soluções em favor do interesse público.
Com a nova função, o parlamentar amplia sua influência no Congresso e passa a ocupar uma posição central nas articulações políticas da Câmara dos Deputados.
Leia menos
Em passagem por Caruaru, ontem, o pré-candidato à presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, foi recepcionado pelo prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, em uma noite histórica para a cidade. Além do tradicional forró da noite de São João, o público presente assistiu ao jogo da seleção brasileira contra a Escócia, que venceu por 3×0.
Caiado, que estava acompanhado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, e pelo presidente da Câmara de Caruaru, ficou encantado com a animação da cidade, que foi classificada como pé quente pelo prefeito. “Que noite! Show da Seleção em campo e de mais de 60 mil pessoas na torcida aqui em Caruaru! Arrocha Caruaru! Vamos Brasil!”, publicou caiado em suas redes.
