Uma conquista histórica para quem trabalha por conta própria no Brasil. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram o Projeto de Lei Complementar nº 186/2026, que atualiza o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), perdoa dívidas fiscais acumuladas com o governo federal e amplia licitações exclusivas para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte.
A proposta agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para virar lei definitiva. A votação destrava um pacote amplo de valorização do empreendedorismo, o programa Prospera MEI, construído pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) junto aos ministérios da Fazenda, Casa Civil e Planejamento.
Leia maisO pacote foi pensado para resolver os maiores gargalos de quem mantém um pequeno negócio: o teto defasado que impedia o crescimento da atividade, o peso das dívidas tributárias e bancárias que tiravam o acesso a crédito e o excesso de papelada que atrapalhava o dia a dia. Para impulsionar os negócios com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano, também direciona uma parcela maior da demanda pública. Confira em detalhes como funcionam as novas medidas, o que muda na prática para o microempreendedor e onde cada regra está respaldada.
Teto de faturamento sobe para até R$ 140 mil e MEI poderá ter dois empregados
O teto de faturamento anual do MEI estava congelado em R$ 81 mil desde 2018. Com quase oito anos sem qualquer correção pela inflação, o limite virou uma barreira que punia quem prosperava: ao ultrapassar o teto, o trabalhador era retirado do regime e cai em uma tributação maior. A nova lei resolve essa trava. A partir de 1º de janeiro de 2027, o teto de faturamento anual salta para R$ 110 mil (o que equivale a R$ 9.166,67 por mês). Já a partir de 1º de janeiro de 2028, entra em vigor o novo teto definitivo de R$ 140 mil por ano (ou R$ 11.666,67 mensais para novos cadastros).
A medida é vantajosa tanto para os negócios consolidados, que continuam crescendo, quanto para as microempresas do Simples Nacional que foram desenquadradas no passado e agora, faturando até R$ 110 mil, poderão retornar à praticidade do MEI. Junto com o faturamento maior, o texto aprovado atende a uma reivindicação antiga dos empreendedores e autoriza a contratação de até dois empregados formalizados por empresa, dobrando o limite atual que permitia apenas um funcionário. Esses trabalhadores deverão receber um salário mínimo nacional ou o piso da respectiva categoria profissional, com garantia de todos os direitos trabalhistas e previdenciários recolhidos de maneira centralizada na folha do MEI.
Perdão total das dívidas tributárias com o Governo Federal
Quem acumulou boletos em atraso da guia mensal do MEI (o DAS) terá uma oportunidade inédita de recomeçar e acessar direitos, benefícios e programas do governo federal. A lei aprovada no Congresso Nacional determina a remissão integral — ou seja, o perdão de 100% — de todos os débitos fiscais federais (não inclui débitos estaduais e municipais) do MEI de titularidade da União, inscritos ou não em Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. A anistia zera o valor original da contribuição previdenciária em atraso e perdoa todas as multas, juros acumulados e encargos de cobrança. O perdão atinge créditos que já tenham sido ajuizados ou parcelados. No total, são mais de R$ 15,5 bilhões perdoados, aliviando o bolso de mais de 3,6 milhões de microempreendedores que devem, em média, R$ 3,4 mil ao governo.
O benefício entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027.
O perdão exige que o empreendedor mantenha as suas guias mensais do DAS pagas rigorosamente em dia durante os seis meses seguintes à vigência da lei. Quem já tinha parcelamentos em andamento terá o saldo devedor restante cancelado, mas a lei não permite a devolução de quantias que já foram pagas aos cofres públicos no passado. Apenas os microempreendedores que tiverem processos judiciais abertos contestando a dívida precisarão apresentar uma declaração de desistência da ação na Justiça para ter a baixa definitiva confirmada, sem cobrança de honorários advocatícios pela desistência.
Desenrola 3.0: leilão vai limpar dívidas privadas com, no mínimo, 90% de desconto
Além das dívidas tributárias com a Receita Federal, o empreendedor brasileiro sofre com as dívidas privadas, como empréstimos atrasados, cartões de crédito da pessoa jurídica, saldo negativo de cheque especial e contas de água, luz e gás. Para atingir esse endividamento privado, o Governo Federal irá incluir as dívidas de Pessoa Jurídica dos MEIs no Desenrola 3.0, lançado com a Medida Provisória nº 1.393/2026.
O Ministério da Fazenda vai realizar a partir de novembro leilões com os bancos, buscando comprar cerca de R$ 6 bilhões em carteiras de dívidas ativas de microempreendedores individuais. Para que o governo compre as dívidas, as instituições financeiras credoras têm de aplicar um desconto mínimo de 90% sobre o saldo devedor cobrado. Quanto maior o desconto ofertado pelo banco, maior a prioridade de venda no leilão. Ao final, todo o desconto obtido pelo governo na recompra desses ativos será automaticamente transferido para o MEI.
Não é necessário acionar a Justiça nem passar por procedimentos burocráticos: a intermediação é feita diretamente entre o Ministério da Fazenda e o setor privado para reabilitar o crédito e beneficiar mais de 1,6 milhão de MEIs inadimplentes.
Fim da exigência de nota fiscal e criação do NanoMei
Todos os empreendedores do país, independente do tamanho, serão altamente beneficiados pela simplificação burocrática, redução no número de impostos, fim da cumulatividade tributária e crescimento da produtividade gerados pela implementação da reforma tributária dos impostos indiretos – que entra em sua fase mais importante em 2027.
Nesse contexto, o presidente Lula editará decreto para consolidar de forma definitiva que o microempreendedor individual não é obrigado a emitir nota fiscal individual nas vendas de mercadorias ou prestação de serviços quando o comprador for uma pessoa física (consumidor final). A exigência de emitir nota continua restrita unicamente às vendas ou serviços prestados a outras pessoas jurídicas (empresas privadas) ou a órgãos públicos.
O pacote traz ainda a figura do Nanoempreendedor, o “Nano MEI”, modelo criado no âmbito da Reforma Tributária que entrará em vigor a partir de 2027. Essa categoria é voltada a quem trabalha por conta própria com faturamento anual de até R$ 40.500,00. Quem se enquadrar como Nano MEI terá dispensa total de constituir CNPJ e não precisará emitir nenhum tipo de nota fiscal, legalizando a renda de milhões de pequenos comerciantes, costureiras, camelôs e prestadores autônomos sem burocracia contábil.
PixMei: apoio financeiro de até R$ 5 mil a fundo perdido
Cumprindo compromisso prioritário do Governo Federal de apoio produtivo ao trabalho popular, o pacote compromete o governo com o lançamento do Pix MEI, uma transferência direta de renda para estruturar a atividade econômica de quem mais precisa. Trata-se de um capital semente de até R$ 5.000,00 depositado diretamente para o microempreendedor investir no aumento da sua produtividade. Diferente das linhas de crédito bancárias comuns, o Pix MEI não é empréstimo nem financiamento: o recurso é não reembolsável (a fundo perdido), o que significa que o trabalhador não precisará devolver o dinheiro e nem pagar juros.
O dinheiro deve ser aplicado obrigatoriamente na aquisição de bens que gerem desenvolvimento produtivo. Maquinários, ferramentas profissionais, bancadas de trabalho e a reforma e adaptação de veículos utilitários e de entrega são alguns exemplos de projetos que serão aprovados. A política pública prevê o atendimento de cerca de 1 milhão de microempreendedores a partir de 2027, somando R$ 5 bilhões em investimentos produtivos, com acompanhamento do Sebrae. A seleção dará prioridade no atendimento a mulheres empreendedoras — que já respondem por 48% dos registros de MEI no país — e a MEIs com faturamento de até R$ 40.500. O edital tem expectativa de ser apresentado até o final deste ano.
Compras públicas
Outro pilar de fortalecimento do MEI aprovado na lei é a ampliação da sua participação no orçamento de compras do governo. No PLP nº 186/2026, os congressistas atualizaram os limites da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) para assegurar processos licitatórios exclusivos voltados a microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais. A medida se soma aos esforços de expansão nacional do Contrata+Brasil, plataforma digital que conecta a administração pública de todo o país à contratação direta de prestadores de serviços cadastrados como MEI.
O Contrata+Brasil, que atualmente permite contratações de até R$ 13.098,41 por serviço, permite a contratação de serviços em 272 áreas de atuação econômica (CNAEs), abrangendo desde manutenção predial e elétrica até reparos mecânicos e suporte operacional. As oportunidades de trabalho são disparadas aos MEIs pelo Whatsapp.
Com a aprovação do PLP 186, a partir de 2027 os microempreendedores individuais poderão ser beneficiados com a realização de processos licitatórios exclusivos a esse público – em valores de até R$ R$ 32.746,06. Um valor que será atualizado anualmente pela administração pública.
Da mesma forma, serão beneficiadas as microempresas e as empresas de pequeno porte. Todas as licitações de até R$ 130.984,20 serão destinadas exclusivamente a esse segmento. O objetivo é impulsionar o crescimento e tornar mais igualitária a distribuição do capital produtivo nacional.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Na semana passada, o diretor do Instituto Indexa, Arílton Freres, que faz pesquisas para o Estadão/Broadcast, dizia sobre a corrida eleitoral que a possibilidade de uma virada de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que tenta a reeleição, sobre Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário que terminou o primeiro turno em primeiro, era “possível”, mas “improvável”.
Avaliando, porém, a evolução esta semana a partir da pesquisa que fez e das demais divulgadas, Arílton muda seu prognóstico. “Não dá mais para dizer que é improvável. Há agora, de fato, um sinal de crescimento de Lula”, diz o diretor do Indexa. É um sinal, porém, ele alerta, modesto. “Sempre disse que essa seria uma eleição muito disputada e definida no detalhe”, pondera. “Mas os movimentos agora de fato apontam para uma tendência favorável a Lula na corrida eleitoral”. Tudo agora, diz ele, irá depender dos erros e acertos das campanhas.
Leia maisOs números das pesquisas, de fato, dão os sinais. Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno com uma vantagem de 1,8 ponto percentual. Nas primeiras pesquisas divulgadas após o resultado, chegou a abrir cinco pontos de vantagem em alguns levantamentos. Essa vantagem foi se reduzindo. Na Indexa, divulgada na quinta-feira (15), a vantagem de Flávio era de dois pontos: 51% a 49%. Mesmo resultado do Datafolha. Pesquisa PoderData na sexta já apontou rigoroso empate entre os dois: 50% a 50%.
Em conversas anteriores, Arilton Freres já observara a sensação de que Flávio Bolsonaro tinha calçado um salto alto depois do primeiro turno que poderia prejudicá-lo. Alguns dos seus aliados já davam a eleição como favas contadas. Algo parecido com o que fez Lula e parte da sua militância imaginando que venceria no primeiro turno. Agora, avalia o diretor do Indexa, observa-se esse e outros erros de Flávio. Em contrapartida, Lula e o PT parecem ter acordado da sua letargia. “As manifestações de rua foram impressionantes”.
Para Arilton Freres, alguns “movimentos erráticos” de Flávio teriam contribuído para o crescimento de Lula. O maior deles o posicionamento sobre o fim da escala 6×1: primeiro contrário, depois votando a favor e depois sinalizando que poderia derrubar a PEC caso fosse eleito. As pesquisas mostram amplo apoio da sociedade ao fim dessa escala de trabalho. Na média, a aprovação sempre foi em torno de 70%.
Arílton Freres aponta, porém, para um fator importante na última pesquisa do Datafolha. Flávio teve, no levantamento, uma queda nas suas intenções de voto. Mas Lula não subiu. Os votos perdidos por Flávio tornaram-se em branco ou nulos. Como o Indexa não tinha feito outra pesquisa no segundo turno não tem o mesmo dado.
“Esse dado é um alerta importante para Lula”, observa o diretor do Indexa. Ele lembra que Flávio experimentou antes do primeiro turno um movimento de queda semelhante, que foi também para nulo. “Depois, esses votos votaram para ele”, analisa. “Esse é um risco para Lula, que vai precisar ser observado nesta última semana”, diz.
Além dos atos nas ruas – há muito tempo não se viam manifestações tão grandes feitas pela esquerda –, Arilton Freres observa o forte crescimento nas redes sociais. “Houve um aumento expressivo da presença nas redes, retirando o domínio que se via antes somente da direita”, diz o diretor do Indexa. Há uma associação entre redes e ruas.
Os atos nas ruas foram principalmente organizados a partir de estudantes e fandons. A pesquisa Indexa e também a Datafolha mostra que houve uma inversão no apoio entre os mais jovens. Segundo o Datafolha, Lula tem agora 50% dos eleitores entre 16 e 24 anos, contra 43% de Flávio. Na Indexa, Lula ficou com 53,5% e Flávio com 31%.
Assim, Arílton Freres volta a dizer o que tem dito desde o primeiro turno: será uma eleição definida “por um detalhe” a favor de um ou outro candidato. No primeiro turno, ele observou, e registramos no Correio Político, o movimento de voto útil que saiu dos demais candidatos do campo conservador para Flávio Bolsonaro.
Agora, será preciso ver que “detalhe” irá surgir nesses dias finais da corrida eleitoral. Para Arilton Freres, Lula entrou na última semana de campanha com o vento a seu favor. Mas em uma disputa acirradíssima, empatada. Para onde soprará o vento no domingo, se muda ou não de direção, ninguém com prudência arrisca de fato dizer.
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A mobilização política também ganha espaço nas redes por meio de iniciativas voluntárias de comunicação digital. Em Pernambuco, a jornalista e estrategista digital Elisa Andrade Lima, integrante de uma nova geração de comunicadores digitais, encabeça o grupo Comunicadores com Lula, que reúne participantes de diferentes partes do Brasil, com forte presença de integrantes do Recife.
Elisa conta com a colaboração das jornalistas Julia Magnoni e Larissa Brainer, que participaram com ela da criação do grupo. Juntas, elas ajudam a estruturar uma rede de compartilhamento que conecta pessoas de diferentes regiões do país em torno de uma atuação voluntária.
Leia maisA proposta é simples e objetiva: organizar a circulação de materiais digitais relacionados à campanha de Lula, por meio do compartilhamento de cards e vídeos produzidos pela campanha e por apoiadores do candidato. De caráter voluntário, o grupo concentra sua atuação na compilação e distribuição desses conteúdos, tendo como diretriz evitar a disseminação de fake news.
A iniciativa já ultrapassou a marca de 600 integrantes e vem ampliando sua rede de participantes. O crescimento chama atenção em um momento decisivo da disputa eleitoral, quando a agilidade na circulação de materiais e a articulação entre apoiadores ganham ainda mais importância.
Uma rede que ganha relevância na reta final da campanha
A hospitalização do deputado federal André Janones, conhecido por sua atuação nas redes sociais em defesa da campanha de Lula, torna ainda mais evidente a importância de redes colaborativas de comunicação capazes de manter a circulação de conteúdos nesse período. Com a atenção voltada para a reta final da campanha, iniciativas voluntárias e organizadas podem contribuir para ampliar o alcance dos materiais digitais e fortalecer a articulação entre apoiadores.
Nesse contexto, o crescimento do grupo coordenado por Elisa Andrade Lima chama atenção como exemplo de mobilização descentralizada. Enquanto outros espaços de articulação digital podem enfrentar dificuldades para manter o mesmo ritmo de atividade diante de circunstâncias inesperadas, o Comunicadores com Lula amplia sua participação e reúne voluntários de diferentes regiões do país.
A proposta não depende de uma única liderança ou de uma estrutura centralizada de produção. Seu funcionamento está baseado na colaboração entre integrantes que compartilham conteúdos e ajudam a fazê-los chegar a diferentes públicos. Na última semana de campanha, esse tipo de organização pode representar um recurso importante para dar continuidade à distribuição de materiais em um ambiente digital marcado pela rapidez das informações.
Jornalistas pernambucanas à frente da iniciativa
A experiência também aponta para possibilidades de mobilização em outros estados e municípios. A formação de grupos com objetivos definidos, critérios claros para o compartilhamento de materiais e compromisso com a verificação das informações pode contribuir para uma atuação digital mais organizada durante períodos eleitorais.
Ao reunir mais de 600 participantes e ampliar sua presença nacional, o Comunicadores com Lula demonstra como a iniciativa de profissionais da comunicação pode estimular a colaboração e criar novos canais de distribuição de conteúdo. Em uma semana decisiva, a experiência liderada por Elisa Andrade Lima evidencia a relevância das redes voluntárias para manter a comunicação ativa e conectada às dinâmicas da campanha.
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A direção do restaurante Leite, o mais antigo do Brasil, com sede no Recife, acaba de desmentir uma grosseira fake que está se propalando nos grupos de redes sociais, com imagens grotescas de uma suposta briga que teria ocorrido ontem durante o concorrido almoço domingueiro.
Eu mesmo recebi, enviado por vários leitores, a série de imagens. São chocantes, mas tudo mentira, produtos de IA, conforme a direção do restaurante esclarece. O que houve, na verdade, foi um pequeno desentendimento entre duas pessoas por questões políticas.
Apenas ataques verbais. Nada além disso, segundo apurei.
O presidente Lula (PT) estará, amanhã, no Vale do São Francisco, em uma grande caminhada entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), acompanhado de seu time político em Pernambuco. O ato reunirá senadores, deputados, parlamentares eleitos e lideranças dos partidos que integram a campanha presidencial no estado, além de representantes políticos da Bahia.
À frente da mobilização em Pernambuco, o deputado federal Carlos Veras, presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula no estado, participará da caminhada ao lado dos senadores Humberto Costa, reeleito pelo PT, e Teresa Leitão (PT), líder do governo no Senado; de João Campos, presidente nacional do PSB; e da senadora eleita Marília Arraes (PDT).
Leia maisA deputada estadual Dani Portela (PT), a mais votada do estado, pelo deputado estadual João Paulo (PT), pela deputada federal eleita Liana Cirne (PT) e pela deputada estadual eleita Ivete Caetano (PT), já confirmaram presença.
Para Carlos Veras, a caminhada representa um importante momento de mobilização popular no segundo turno, especialmente em Pernambuco, onde Lula conquistou 63,45% dos votos válidos no primeiro turno e a meta é ampliar ainda mais. “Petrolina e Juazeiro, Juazeiro e Petrolina, estarão juntas em uma grande mobilização por Lula. Nosso time em Pernambuco estará presente, com lideranças de todo o estado. Vai ser uma coisa linda ver as duas cidades irmãs, unidas pelo São Francisco, recebendo Lula com essa força e participação popular”, destaca Carlos Veras.
A programação terá concentração às 14h, na Orla II de Juazeiro, em frente ao Vapor do Vinho. A caminhada está prevista para começar às 16h, seguindo até Petrolina, com encerramento na Avenida Guararapes. O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também participará da mobilização.
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O prefeito de Taquaritinga do Norte, Gena Lins, entregou, no último sábado (17), em frente à Igreja Matriz de Santo Amaro, dois ônibus escolares e um veículo SPIN destinados à Educação, além de uma van que será utilizada no Tratamento Fora do Domicílio (TFD) da Secretaria Municipal de Saúde. Os veículos são resultado da articulação do prefeito em parceria com o governo de Raquel Lyra.
Segundo o prefeito, a entrega faz parte do processo de reorganização da frota municipal, encontrada em condições precárias no início da gestão. “Pessoal, todos os dias com notícias novas, avançando em todos os segmentos e em todos os setores. Estamos organizando, sobretudo, a nossa frota de transportes, que encontramos de uma forma totalmente deteriorada. Mas, a cada dia que passa, vamos trazendo novos transportes para equipar a rede”, afirmou.
Por Rinaldo Remígio*
Vejo como uma verdadeira falácia essa proposta de abrir indiscriminadamente os sigilos bancário e telefônico dos candidatos, como se isso fosse garantia de honestidade, competência e compromisso com a população!
A transparência na vida pública é indispensável, mas não pode ser confundida com espetáculo eleitoral ou violação de direitos fundamentais.
Leia maisO Brasil precisa de candidatos que apresentem propostas concretas, demonstrem capacidade administrativa, tenham uma trajetória de integridade e assumam compromissos com o desenvolvimento nacional.
Honestidade não se comprova com discursos de ocasião, mas com atitudes, responsabilidade e respeito ao dinheiro público!
Que os candidatos sejam fiscalizados pelos órgãos competentes, dentro da legalidade, e que o eleitor saiba distinguir propostas sérias de estratégias meramente eleitoreiras.
*Professor universitário aposentado
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Criado em Brasília, o Festival de Jornalismo chega ao Recife, no próximo dia 28 de outubro, no auditório da OAB-PE, em sua primeira edição no Nordeste. O evento já desperta grande interesse entre estudantes e profissionais da comunicação, com uma procura expressiva por inscrições, mas ainda há vagas disponíveis. A iniciativa da minha amiga, a jornalista Kátia Cubel, vai reunir profissionais da imprensa, professores, pesquisadores e representantes do setor para debater a formação jornalística, a ética, o combate à desinformação e os desafios da profissão.
Terei o prazer de participar do encontro ao lado de nomes como Francisco José, Patrícia Blanco, Carol Monteiro, Fernando Rêgo Barros, Laurindo Ferreira, Leusa Santos e Eduardo Scolese. Reforço o convite aos estudantes de todas as faculdades de Pernambuco e aos profissionais da área para aproveitarem essa oportunidade de trocar experiências e conhecer mais de perto os caminhos do mercado. A participação é gratuita, e os interessados podem garantir sua vaga pelo site www.festivaldejornalismorecife.com.br.
O deputado federal André Janones foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um episódio de arritmia cardíaca depois do debate realizado pela Rede Bandeirantes.
O parlamentar está clinicamente estável, sob monitorização cardíaca contínua e acompanhamento da equipe médica. A cardiologista Ludhmila Hajjar é a responsável por ele. Novas informações serão divulgadas conforme a evolução clínica e mediante autorização. As informações são do portal Metrópoles.
Por Cláudio Soares*
O debate desta eleição deixou uma impressão difícil de ser ignorada. Lula esteve muito aquém do desempenho que se esperava de um candidato com sua experiência política.
Acostumado aos palanques, aos debates e à exposição pública, Lula entrou no confronto com a obrigação de demonstrar serenidade, domínio dos temas e capacidade de liderança. O que se viu, porém, foi diferente.
Leia maisEm vários momentos, o candidato demonstrou dificuldade para controlar a narrativa. As constantes idas para beber água, a movimentação diante das câmeras e algumas risadas irônicas contribuíram para transmitir uma imagem de desconforto e nervosismo.
Mais preocupante foi a dificuldade de apresentar uma agenda clara para o país. Em vez de aproveitar o tempo para apresentar propostas e discutir o futuro do Brasil, Lula recorreu com frequência ao repertório conhecido de ataques ao adversário, acusações e justificativas sobre o passado.
Para um candidato experiente, isso é pouco.
A experiência deveria servir para transformar um debate em oportunidade de demonstrar maturidade. Quando essa experiência não consegue produzir propostas, segurança e capacidade de conduzir a discussão, ela deixa de ser uma vantagem e passa a ser apenas um dado biográfico.
A “malandragem carioca”. Outro momento que chamou atenção foi a referência à “malandragem carioca”.
A declaração repercutiu nas redes sociais e abriu uma nova frente de desgaste para o candidato. O Rio de Janeiro é um dos maiores colégios eleitorais do país, e qualquer manifestação que possa ser interpretada como uma generalização sobre seu povo tem potencial para provocar forte reação.
Em uma eleição decidida voto a voto, não parece inteligente criar gratuitamente um problema com milhões de eleitores.
O episódio também acabou reforçando uma percepção que já vinha sendo discutida nas redes: a de que Lula não conseguiu impor o ritmo do debate.
O problema central não foi apenas uma frase ou um momento específico. Foi o conjunto.
Lula parecia mais preocupado em responder e atacar do que em apresentar uma visão convincente para o futuro. Em vez de ocupar o centro do debate, passou boa parte do tempo reagindo ao adversário.
E há uma diferença importante entre atacar e demonstrar liderança. Quem está seguro de sua estratégia não precisa transformar cada pergunta em uma batalha.
O debate exigia preparo, objetividade e domínio emocional. Lula entregou, em diversos momentos, o oposto. Hesitação, desconforto e dificuldade para estabelecer uma narrativa própria.
No fim, ficou uma imagem incômoda para sua campanha. A de um candidato experiente que não conseguiu transformar experiência em desempenho.
Se a intenção era demonstrar que Lula continua sendo o político capaz de dominar um debate pela experiência, o resultado foi frustrante.
Lula não parecia um candidato confortável com a possibilidade de vitória. Parecia alguém tentando administrar o risco de uma derrota.
E talvez essa tenha sido a principal mensagem deixada pelo debate. Quando a experiência não vem acompanhada de preparo, serenidade, propostas e capacidade de liderança, ela deixa de ser uma força e começa a parecer apenas passado.
Lula terá no debate da Globo no dia 23 a última oportunidade de se recuperar ou chegará tarde demais para reverter o desgaste acumulado?
*Advogado e jornalista
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No podcast Direto de Brasília de amanhã, faltando quatro dias para o confronto final entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o cientista político Antônio Lavareda fará prognósticos e avaliações sobre a eleição presidencial em segundo turno. Um dos melhores e mais conhecidos especialistas em pesquisas eleitorais, Lavareda também fará uma análise dos levantamentos realizados pelos mais variados institutos nacionais.
Sociólogo, jornalista e advogado, Lavareda é mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), é professor colaborador da pós-graduação em Ciência Política da UFPE e presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).
Leia maisCom experiência na análise de cenários políticos e no planejamento de campanhas eleitorais, Lavareda também se dedica ao estudo do comportamento do eleitor e da influência das emoções nas decisões de voto. É autor de obras como Democracia nas Urnas e Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais, além de pioneiro no Brasil na aplicação de estudos de neuropolítica às campanhas eleitorais.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada hoje, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os eleitores que apontam voto em branco, nulo ou que dizem não saber são 2,6%.
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo-se os brancos e nulos e os que não sabem, a pesquisa aponta Flávio com 51,1% e Lula com 48,9%.
Leia maisNo levantamento anterior, divulgado no dia 9, Flávio Bolsonaro tinha 51,1% dos votos totais, enquanto Lula registrava 45,7%. Eram 3,2% os que votariam em branco, nulo ou não sabiam. Se considerados apenas os válidos, Flávio tinha 52,8% e Lula somava 47,2%.
No primeiro turno da disputa, Flávio Bolsonaro somou 56.104.503 votos, o que representou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 53.879.538, o equivalente a 45,16%.
A pesquisa Atlas ouviu 4.998 pessoas entre os dias 13 e 18 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório (pela internet). O levantamento tem margem de erro de um ponto porcentual para mais ou para menos e 95% de margem de erro. A pesquisa foi registrada sob o protocolo BR-02418/2026.
Desaprovação de Lula é de 52,3%
A pesquisa Atlas/Bloomberg também mediu a aprovação do presidente. São hoje 52,3% os que desaprovam o desempenho do petista, contra 46,2% que aprovam. Os que não sabem são 1,5%.
No levantamento anterior, a desaprovação era de 53,4%, enquanto a aprovação era de 44,7%. Eram 1,9% os que não sabiam.
Em relação à avaliação de governo, agora são 50,6% que apontam que ele é ruim ou péssimo, contra 40,7% que acham ótimo ou bom e 8,6% que entendem que é regular.
No levantamento anterior, eram 51,9% os que viam a gestão como ruim ou péssima, 36,9% como ótima ou boa e 11,2% como regular.
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