Lula entra de vez no jogo em Pernambuco
O início oficial da campanha eleitoral, amanhã (16), coloca em evidência um dos principais ativos políticos das disputas estaduais, a imagem do presidente Lula (PT). Mesmo sem confirmação de presença em Pernambuco no primeiro turno, Lula já começa a participar diretamente da campanha do seu aliado no estado, João Campos (PSB), por meio de gravações e fotografias produzidas, em Brasília, ontem.
O movimento não é casual. Em um cenário de disputas acirradas, a imagem do presidente pode ser utilizada pelos candidatos como instrumento de identificação política e eleitoral. Em Pernambuco, onde Lula mantém forte capital político, a associação com o presidente tende a ocupar espaço importante na comunicação das candidaturas, especialmente no horário eleitoral e nas redes sociais.
É justamente nesse contexto que João Campos (PSB) passa a explorar uma das principais credenciais de sua campanha, ser o candidato de Lula ao Governo de Pernambuco. A estratégia está sendo construída de maneira explícita, com o próprio presidente participando das peças que serão utilizadas na campanha e com imagens ao lado da chapa majoritária da Frente Popular, composta por João e os candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT).
Leia maisLula e João Campos trabalham, assim, para deixar clara a vinculação entre os dois projetos políticos. A intenção é fazer com que o eleitor pernambucano associe a candidatura do socialista à liderança do presidente, transformando a proximidade entre ambos em um dos elementos centrais da comunicação eleitoral que começa a ser veiculada a partir de amanhã.
Em Pernambuco, essa “união política” ganha dimensão particular. O estado, além de terra natal do presidente, é considerado um dos principais redutos eleitorais de Lula e, por isso, sua imagem tem potencial para ocupar um espaço relevante na disputa pelo Governo. A Frente Popular pretende aproveitar esse vínculo para apresentar João Campos como o único nome alinhado ao presidente e ao projeto político que ambos passaram a construir para a eleição.
Boulos defende Ivan Moraes – Em visita ao Recife, ontem, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu a legitimidade da candidatura do ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) ao Governo de Pernambuco, afirmando que o conhece e o considera um “quadro qualificado”. A declaração ocorreu após questionamento sobre rumores de uma articulação do PSB para retirar Ivan da corrida eleitoral. Boulos esteve na capital para inaugurar uma estação da Parada Certa, espaço destinado a motoristas e entregadores por aplicativo, fruto de parceria entre o Governo Federal, a Fundação Banco do Brasil e o Governo de Pernambuco.

João Campos inicia campanha na RMR – O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) inicia amanhã, primeiro dia oficial da campanha eleitoral, uma sequência de atividades concentradas no Recife e na Região Metropolitana. Antes da largada, hoje, às 23h30, o socialista recebe uma bênção no Morro da Conceição. Já à 0h30, participa de um adesivaço no comitê central, no Poço da Panela. A programação segue com pedalada na Macaxeira, caminhada no Cabo de Santo Agostinho, ato em Brasília Teimosa e inauguração do comitê do deputado federal Carlos Veras (PT). A expectativa é de que o vice Carlos Costa (Republicanos) e os candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) acompanhem parte da programação.
Raquel faz giro por Recife, Caruaru e Petrolina – Já a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, começa amanhã a campanha eleitoral com agendas no Recife, em Caruaru e Petrolina. Os primeiros compromissos serão dois adesivaços na capital, pela manhã. À tarde, Raquel segue para Caruaru, onde participa de nova atividade, e depois para Petrolina, onde encerra o dia em um evento do candidato a deputado federal Miguel Coelho (União Brasil). A vice Priscila Krause (PSD) e os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) devem acompanhá-la. Hoje, Raquel grava material para o guia eleitoral e se reúne com a equipe de campanha.
Presidenciáveis também vão às ruas – A largada oficial da campanha eleitoral, amanhã, também movimentará os principais candidatos ao Palácio do Planalto, que escolheram seus redutos políticos para os primeiros atos. Lula (PT) inicia a campanha em São Bernardo do Campo (SP), no Estádio 1º de Maio, onde ocorreram as históricas assembleias dos metalúrgicos do ABC. Flávio Bolsonaro (PL) fará um comício em Copacabana, no Rio de Janeiro, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) percorrerá cidades goianas do entorno de Brasília e Romeu Zema (Novo) lançará sua candidatura em Montes Claros, em Minas Gerais. Renan Santos (Missão) abre a campanha no Largo São Francisco, em São Paulo.

Michelle chega ao último dia sem registro de campanha – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) entra hoje, último dia do prazo para registro de candidaturas, sem ter formalizado sua disputa ao Senado pelo Distrito Federal. Entre os integrantes da família Bolsonaro que concorrerão neste ano, ela é a única que ainda não concluiu o procedimento. Segundo auxiliares, não há impedimento jurídico: a documentação está sendo finalizada após a definição recente da candidatura. De acordo com matéria do jornal O GLOBO divulgada ontem, uma aliada afirmou que a demora surpreendeu a própria Michelle. “Achávamos que estava tudo registrado já e nos falaram que não estava”, disse. O prazo termina hoje, às 19h.
CURTAS
BOLSONARO PEDE CONSULTA COM MULHER DE FLÁVIO – Jair Bolsonaro pediu ao STF autorização para deixar a prisão domiciliar na próxima sexta-feira (21) e realizar uma consulta odontológica com Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, mulher de Flávio Bolsonaro (PL). Flávio está impedido de visitar o pai por 90 dias, por decisão de Alexandre de Moraes, que também analisará o pedido para a saída. A cirurgiã-dentista ganhou espaço na campanha presidencial do marido após discursar na convenção que oficializou a candidatura dele.
QUAEST: 56% ACREDITAM EM VITÓRIA DE LULA – Pesquisa Quaest divulgada, ontem, mostra que 56% dos eleitores acreditam que Lula (PT) vencerá a eleição presidencial, contra 27% que apostam em Flávio Bolsonaro (PL). Entre os independentes, 52% preveem vitória do petista e 18%, do senador. Nas intenções de voto, Lula aparece com 38% e Flávio, com 31% no primeiro turno. Em eventual segundo turno, o placar é de 43% a 40%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
RECIPROCIDADE CONTRA EUA PODE DEMORAR – O processo para eventual aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos pode levar de 60 a 90 dias apenas para a conclusão do primeiro relatório da Camex. O Itamaraty comunicou, ontem, ao governo americano o início da análise, mas a adoção de contramedidas dependerá da evolução das negociações bilaterais. Lula (PT) disse que acionou o mecanismo para “mostrar que a gente não é pouca coisa”, mas afirmou que pretende manter uma boa relação com os Estados Unidos.
Perguntar não ofende: Michelle vai mesmo se candidatar ao Senado?
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A um dia do fim do prazo, Michelle Bolsonaro ainda não registrou sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. É a única da família – entre os que vão disputar as eleições deste ano – que ainda não o fez.
Ao contrário de Flávio, cuja demora foi justificada pela filiação indevida do senador ao Missão que atrapalhou seu registro até ser liberado ontem pelo TSE, no caso da ex-primeira não há um empecilho. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisSegundo auxiliares, a documentação está sendo finalizada para efetivar o registro “o quanto antes”. Isso porque, afirmam, como o martelo sobre sua candidatura foi batido recentemente, sua equipe está ajustando todos os detalhes da campanha, incluindo o registro.
De acordo com uma aliada de Michelle, a ausência do registro de candidatura até agora pegou de surpresa a própria ex-primeira dama. Diz:
— São questões do partido, não é ela quem registra. Achávamos que estava tudo registrado já e nos falaram que não estava.
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O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo, abriu uma apuração sobre a suposta perseguição e intimidação policial relatada pelo candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e por seu motorista.
A apuração foi aberta a partir de uma notícia de fato apresentada pela coligação “Desperta São Paulo”, que pediu a instauração de um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para investigar uma eventual utilização da estrutura da Polícia Militar para intimidar o candidato durante o processo eleitoral. As informações são da CNN.
Em despacho, o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt determinou uma série de diligências e deu prazo de cinco dias para que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar forneçam informações sobre o episódio.
Leia maisSegundo o documento, os fatos relatados pela coligação podem, em tese, indicar “possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade”, por meio da utilização da máquina pública e do aparato policial para coagir ou intimidar um candidato durante o processo eleitoral.
O despacho também cita a possibilidade de conduta vedada pelo emprego de bens e servidores públicos em desacordo com as finalidades da administração.
A abertura da apuração, no entanto, não significa que o Ministério Público tenha concluído pela existência de irregularidades. As diligências foram determinadas justamente para esclarecer as circunstâncias do episódio.
Entre as providências, o procurador determinou que o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informe se houve alguma ordem, autorização ou anuência da pasta para a realização de patrulhamento ostensivo no bairro Planalto Paulista, onde fica a residência de Haddad, em 11 de agosto.
Caso tenha existido uma determinação nesse sentido, a SSP deverá explicar os motivos que levaram à adoção da medida.
A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli, também deverá encaminhar informações detalhadas sobre o policiamento na região.
O MPF requisitou o plano estratégico e operacional do batalhão responsável pela área, os setores de patrulhamento, itinerários e pontos de estacionamento previamente estabelecidos, além das ordens de serviço expedidas entre os dias 1º e 11 de agosto.
A Procuradoria também quer a identificação da viatura envolvida no episódio e dos policiais militares que integravam a equipe.
Outra diligência determinada pelo MPF é a entrega das imagens das câmeras de segurança da área pública do Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera referentes à noite de 11 de agosto, a partir das 21h40.
O hotel aparece no relato apresentado à Procuradoria como o local onde o episódio teria culminado em um “cerco intimidatório” contra o motorista.
A requisição ocorre em meio às diligências já realizadas pela própria Polícia Militar. Conforme revelou a CNN Brasil, a análise preliminar de mais de 40 câmeras não encontrou, até o momento, registros que confirmem uma abordagem violenta ou intimidatória nos moldes relatados pelo motorista.
As imagens analisadas pela PM também apontaram divergências no relato sobre o Hotel Pullman.
Inicialmente, o motorista informou que teria entrado no estabelecimento. Os registros verificados pela corporação, porém, mostram o Ford Fusion passando em frente ao hotel, sem entrar ou parar no local e sem uma viatura seguindo o veículo naquele momento.
Posteriormente, o motorista retificou a informação e indicou outro ponto como local da suposta abordagem. As câmeras obtidas pela PM nessa região também não registraram a parada ou a atuação de uma viatura nos termos relatados.
A Procuradoria Regional Eleitoral também determinou o envio de uma cópia do caso ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
A medida foi tomada porque a representação mencionou a eventual ocorrência dos crimes previstos nos artigos 146 e 147 do Código Penal, relacionados, respectivamente, a constrangimento ilegal e ameaça. A análise dessa eventual prática criminal cabe ao Ministério Público estadual.
No pedido apresentado ao MPF, a coligação de Haddad também relacionou o episódio às críticas feitas pelo candidato à gestão da segurança pública estadual durante debate realizado dois dias antes. A representação levantou a hipótese de uma possível retaliação institucional.
O procurador determinou ainda que os dados pessoais de caráter particular sejam mantidos sob sigilo, mas ressaltou a publicidade das providências adotadas devido à natureza pública e à notoriedade do caso.
Diante da necessidade das novas diligências, o prazo de tramitação da notícia de fato foi prorrogado por 90 dias.
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O candidato ao governo estadual pela Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB), vai dar o pontapé na campanha com atenção especial ao Recife e região metropolitana.
O socialista vai aproveitar os primeiros minutos do domingo (16), primeiro dia permitido para campanhas eleitorais definido pelo TSE, com uma adesivaço no comitê central da campanha no bairro do Poço da Panela, na Zona Norte do Recife. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisA expectativa é que ele seja acompanhando pela chapa, que inclui o candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e dos candidatos ao Senado, o senador Humberto Costa (PT) e a ex-deputada, Marília Arraes (PDT).
A agenda segue até o período da noite, com atividades de mobilização, caminhadas, encontros com apoiadores e inaugurações.
Confira a agenda detalhada de João Campos:
SÁBADO (15)
23h30 – Benção no Morro da Conceição
DOMINGO (16)
0h30 — Adesivaço no Comitê Central
Nos primeiros minutos do domingo, o candidato participa de adesivaço no comitê central da campanha.
ENDEREÇO: Rua do Chacon, 365, Poço da Panela, Recife-PE
8h — Pedalada | Parque da Macaxeira
A agenda da manhã começa com concentração no Parque da Macaxeira e pedalada por ruas da Zona Norte do Recife.
ENDEREÇO: Parque Urbano da Macaxeira – Av. Norte Miguel Arraes de Alencar, s/n, Macaxeira, Recife-PE
10h30 — Caminhada | Cabo de Santo Agostinho
O candidato segue para o Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, para uma caminhada com apoiadores.
ENDEREÇO: Ponte dos Carvalho, Cabo de Santo Agostinho – ao lado do antigo CSU
13h30 — Caminhada | Brasília Teimosa
A agenda segue com caminhada em Brasília Teimosa.
ENDEREÇO: R. Comendador Morães, 481 – Brasília Teimosa
16h — Inauguração do comitê de Carlos Veras
O candidato participa da inauguração do comitê do deputado federal Carlos Veras.
ENDEREÇO: Rua do Príncipe, 225, Soledade
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Por Flávio Chaves*
Há amores cuja perda não nos deixa apenas sem alguém: deixa-nos estrangeiros dentro da própria vida
Passei os últimos dias diante de uma parte considerável dos arquivos de um romance que escrevo há muitos anos, procurando entre mensagens antigas, capítulos interrompidos, versões que se multiplicaram ao longo do tempo, personagens que nasceram de súbito e permaneceram esperando que eu regressasse para concluir seus destinos, cenas que julgava perdidas e frases que, embora adormecidas em documentos esquecidos, ainda conservavam a temperatura emocional do instante em que foram escritas.
Não era apenas um escritor examinando o próprio acervo para decidir o que deveria permanecer, o que precisava ser reorganizado e quais caminhos conduziriam o livro à sua forma definitiva. Era um homem regressando a uma casa abandonada sem jamais ter deixado verdadeiramente de morar nela, abrindo portas que o tempo não conseguira fechar e descobrindo, em cada aposento da memória, alguma coisa que ainda respirava.
Leia maisO romance chama-se O Beijo Subversivo, mas, durante muito tempo, não compreendi inteiramente a dimensão do que havia depositado dentro dele. Sabia que Gaspar e Violeta carregavam uma história de amor atravessada pela beleza, pela violência das circunstâncias, pela interferência de pessoas incapazes de suportar a felicidade alheia e pela dor de uma separação que não significava o fim do amor, mas a impossibilidade de vivê-lo em sua plenitude. Sabia que Gaspar se tornaria um andarilho e que sua caminhada pelo mundo não seria uma aventura geográfica, mas a consequência exterior de uma devastação íntima.
Entretanto, somente agora, ao reencontrar a substância orgânica de tantas páginas e perceber que a literatura havia preservado aquilo que a vida não conseguiu conservar, encontrei a formulação que talvez explique não apenas o destino do personagem, mas uma parte decisiva de minha própria existência: Violeta tornou-se a pátria perdida de Gaspar porque foi o único lugar humano onde sua alma deixou de se sentir estrangeira. Quando a perdeu, ele não ficou apenas sem a mulher amada; ficou exilado dentro da própria vida.
Existem pessoas que passam por nós como quem atravessa uma estação e desaparece com o trem seguinte, deixando apenas uma lembrança suave, uma fotografia ocasional, uma frase que o pensamento recupera sem que o coração se desorganize.
Outras, porém, não passam: entram em nossa geografia interior, modificam o curso dos rios, dão nome às montanhas, acendem luzes nas cidades secretas de nossa alma e transformam-se no território onde reconhecemos, talvez pela primeira vez, o sentimento de pertencimento.
Ao lado delas, não precisamos pedir licença para existir, explicar excessivamente nossos silêncios ou disfarçar as fragilidades que o mundo costuma utilizar contra nós. Podemos repousar. E repousar em alguém, quando a vida inteira nos obrigou a permanecer vigilantes, é uma das formas mais profundas do amor.
Foi assim que compreendi que uma pessoa pode tornar-se nossa pátria. Não a pátria oficial dos mapas, das bandeiras, dos hinos e das fronteiras defendidas por soldados, mas uma pátria mais antiga e essencial, formada pela intimidade, pela confiança, pelo desejo, pela linguagem compartilhada e pelo reconhecimento de que existe no mundo alguém diante de quem não somos estrangeiros.
Essa pátria pode caber num abraço, numa conversa atravessando a madrugada, numa mesa de bar onde duas mãos se procuram, no escuro de um cinema, numa ponte iluminada sobre o rio ou no interior de um automóvel onde um homem, sem possuir qualquer riqueza extraordinária, oferece simbolicamente a lua à mulher que ama. O território amoroso não é medido por quilômetros; mede-se pela extensão da paz que uma presença consegue abrir dentro de nós.
Quando essa pessoa nos é arrancada, não perdemos apenas a companhia, os encontros, os projetos e a possibilidade cotidiana de pronunciar seu nome esperando uma resposta. Perdemos também a versão de nós mesmos que somente existia ao lado dela.
Há gestos que nunca mais repetiremos da mesma maneira, palavras que perderão uma parte de seu sentido, lugares que continuarão fisicamente intactos, embora tenham sido destruídos pela ausência, e canções que, mesmo executadas muitos anos depois, ainda saberão abrir dentro do peito a porta exata pela qual a saudade entra.
Continuamos vivendo, é verdade, porque o corpo possui uma fidelidade quase brutal à sobrevivência, mas alguma coisa em nós passa a caminhar sem endereço, carregando a chave de uma casa à qual já não se pode regressar.
Talvez essa seja a diferença mais profunda entre a solidão e o exílio. A solidão é estar sem alguém; o exílio é continuar pertencendo a um lugar que se tornou inalcançável. O solitário ainda pode procurar companhia, estabelecer novos laços e descobrir outras formas de presença, mas o exilado sabe que nenhum território substitui completamente aquele de onde foi afastado.
Ele pode atravessar países, aprender o rumor de outras cidades, dormir sob tetos desconhecidos, conversar com pessoas generosas e contemplar paisagens que jamais imaginou conhecer, mas haverá sempre uma parte de sua alma voltada para a fronteira fechada daquilo que perdeu. Não procura necessariamente retornar, porque muitas vezes sabe que o retorno se tornou impossível; procura apenas algum lugar onde a ausência doa menos.
É por isso que Gaspar caminha. O andarilho é o corpo percorrendo o mundo; o ser-exílio é a alma caminhando dentro da perda. Por fora, ele atravessa estradas, cidades, estações e países; por dentro, continua circulando ao redor de Violeta, como se toda a sua existência tivesse se transformado numa órbita determinada pela presença ausente daquela mulher.
Não é um homem incapaz de seguir adiante, mas alguém que descobriu que seguir adiante não significa abandonar o que verdadeiramente se amou. Há amores que não nos aprisionam ao passado; tornam-se uma luz secreta contra a noite, mesmo quando a mesma luz também revela a extensão das ruínas.
Enquanto recuperava os capítulos do romance, reencontrei pequenas coisas que, vistas de fora, talvez parecessem apenas recursos narrativos: um papagaio chamado Sansão, um homem ridicularizado pelo apelido de Fio-Terra, um radinho artesanal que esconde alianças, uma cachorrinha incumbida de levá-las durante o casamento, um bar onde a música aproximava dois corpos, um filme que se confundia com a descoberta amorosa, uma ponte sobre a qual a lua parecia caber nas mãos de quem desejava oferecê-la.
Entretanto, nenhuma dessas coisas era pequena. A memória raramente conserva a vida por meio dos grandes discursos; ela a preserva nos objetos, nos gestos, nos apelidos, nas músicas, nas brincadeiras e nos instantes aparentemente comuns que somente depois da perda revelam a grandeza que possuíam. O amor constrói sua eternidade com materiais modestos.
Diante de tudo isso, compreendi que reorganizar O Beijo Subversivo não seria apenas um trabalho literário. Seria tocar novamente numa história viva, reconhecer as pulsações que permaneceram dentro das palavras e devolver continuidade ao que a dor havia espalhado em diferentes arquivos, tempos e versões.
Cada capítulo recuperado parecia trazer consigo não apenas um pedaço do romance, mas alguma coisa de mim que permanecera esperando naquele lugar. Havia momentos em que eu já não sabia se estava salvando o livro do esquecimento ou se era o livro que, ao devolver-me certas lembranças, estava salvando de algum esquecimento uma parte de minha própria vida.
Perder Violeta foi uma das dores mais profundas que experimentei, e não escrevo isso como quem procura ornamentar a saudade ou construir uma imagem literária para impressionar o leitor. Ainda hoje dói.
O tempo modificou a superfície dessa dor, ensinou-me a conviver com ela, cobriu algumas de suas feridas com os compromissos, as responsabilidades e os movimentos inevitáveis da existência, mas não conseguiu retirar dela sua verdade fundamental.
Algumas dores envelhecem conosco sem se tornarem menores; apenas aprendem a falar mais baixo. Em certas noites, porém, recuperam a voz antiga e nos chamam pelo nome que possuíamos quando ainda acreditávamos que determinados futuros seriam possíveis.
Talvez alguém pergunte por que regressar a tudo isso, por que abrir novamente os arquivos, reconstruir cenas, restaurar diálogos e tocar numa matéria capaz de despertar tamanha emoção. A resposta é que esquecer não é a única maneira de sobreviver.
Algumas pessoas sobrevivem afastando-se daquilo que as feriu; outras precisam transformar a ferida em linguagem para que a dor deixe de ser apenas sofrimento e adquira uma forma capaz de atravessar o tempo, alcançar outras pessoas e dizer-lhes que não estiveram sozinhas em seus próprios exílios. Escrever não ressuscita o passado nem restitui a convivência perdida, mas pode oferecer uma morada àquilo que, sem a literatura, permaneceria condenado a vagar dentro de nós.
É possível que essa seja a função mais íntima de O Beijo Subversivo: construir, por meio da palavra, a casa que a realidade tornou impossível. Não uma casa destinada a negar a perda, mas a acolhê-la; não um monumento imóvel erguido para aprisionar Violeta, mas um território vivo onde o amor possa conservar sua dignidade, sua beleza, sua sensualidade, seus conflitos, sua alegria e sua dor. A literatura não devolverá Gaspar à pátria que perdeu, mas impedirá que essa pátria desapareça completamente. Enquanto houver uma página, uma lembrança, uma frase e alguém disposto a ler, alguma janela continuará acesa.
Hoje sei que o exílio não começa necessariamente quando um homem é expulso de sua terra. Às vezes, começa quando lhe arrancam a pessoa diante de quem ele finalmente havia encontrado um lugar no mundo. Desde então, ele pode continuar morando na mesma casa, andando pelas mesmas ruas, encontrando os mesmos amigos e realizando os gestos habituais da vida, enquanto uma parte secreta de sua alma atravessa desertos, carregando consigo o nome daquela que se tornou sua pátria perdida.
Talvez escrever seja a única forma de regresso que me restou. Não um retorno ao tempo, porque o tempo não devolve aquilo que levou, mas um regresso à substância do amor, àquilo que nenhuma separação conseguiu destruir inteiramente. Volto pelas palavras, atravesso as fronteiras da memória e reconstruo, capítulo após capítulo, a paisagem interior onde um dia minha alma deixou de se sentir estrangeira. E, se a literatura não pode curar toda ausência, ela ao menos realiza este milagre discreto e profundamente humano: oferece permanência ao que a vida tentou transformar apenas em perda.
Violeta tornou-se a pátria perdida de Gaspar. Talvez porque, muito antes de pertencer à literatura, tenha sido o lugar humano onde meu próprio coração reconheceu uma casa. E agora, enquanto escrevo, compreendo que concluir este romance será também recolher o homem exilado que permaneceu caminhando dentro de mim e conduzi-lo, pela única estrada que ainda não lhe foi interditada, de volta ao território indestrutível da palavra.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, nesta sexta-feira (14), de uma série de gravações com o presidente Lula, em Brasília, ao lado de lideranças políticas de diferentes estados. Também participaram os candidatos ao Governo de Pernambuco João Campos e Carlos Costa e o senador Humberto Costa, candidato à reeleição pela Frente Popular.
Durante a agenda, Marília se reuniu com candidatos ao Senado como Simone Tebet, Marina Silva, Manuela d’Ávila e João Azevêdo, além de Juliana Brizola e Requião Filho, que disputam os governos do Rio Grande do Sul e do Paraná, respectivamente.
O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, o presidente da Câmara Municipal, Getúlio de Belém, e os vereadores do município declararam, nesta sexta-feira (14), apoio à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) ao Senado. O anúncio foi feito durante encontro com o candidato em Jaboatão.
“Eduardo da Fonte é o melhor nome para representar Jaboatão no Senado Federal. É um parceiro que conhece as necessidades do nosso município e terá força para defender Jaboatão e trabalhar ainda mais por Pernambuco”, afirmou Mano Medeiros. O apoio amplia o grupo de lideranças políticas que aderiram à candidatura de Eduardo da Fonte.
A propósito do artigo “Governo Raquel e Márcia do Sinpolpen: muita bajulação, nenhum resultado e o pior salário do Brasil”, de autoria do policial penal Nickson Monteiro, a presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Pernambuco (SINPOLPEN-PE), Márcia Maria de Oliveira Silva, encaminhou a seguinte nota:
O que dizem os números da Polícia Penal de Pernambuco
Por Márcia Maria de Oliveira Silva, presidente do SINPOLPEN-PE
A matéria publicada neste blog em 13 de agosto afirma, já no título, que os Policiais Penais de Pernambuco têm o pior salário do Brasil. A informação não confere com a tabela vigente. A remuneração inicial da carreira em Pernambuco é de R$ 5.667,92, portanto, acima de 15 Estados da Federação, não sendo verdade que ocupa a última posição do país, nem do Nordeste.
Leia maisÉ fundamental esclarecer o contexto da negociação salarial de 2024. Não foi o SINPOLPEN-PE que estabeleceu o limite financeiro da negociação. O Governo definiu critérios gerais para as negociações de todas as categorias, dentro das limitações orçamentárias daquele momento, entre eles o limite de 20% da folha de maio de 2024, de cada categoria, e a garantia de que ninguém tivesse reajuste inferior a 17,17%.
Não houve critério desfavorável criado ou aceito exclusivamente para a Polícia Penal. Diante dessa realidade, a responsabilidade do sindicato era buscar, dentro do limite existente, a melhor construção possível para os Policiais Penais. Foi exatamente isso que fizemos.
No início da carreira, saímos de R$ 4.700,00 para R$ 5.667,92 em 2026, uma valorização de 20,59%. No final da carreira, de R$ 10.931,00 para R$ 13.526,00, uma valorização de 23,74%. E nenhum Policial Penal ficou com reajuste inferior a 17,17%.
Isso não é submissão. É negociação com resultado.
E os resultados não param na tabela salarial. Nos últimos anos, a categoria conquistou a criação e a consolidação da Polícia Penal, sendo Pernambuco o primeiro estado a aprovar a PEC Estadual, o Departamento da Polícia Penal, uma secretaria de Estado específica para o sistema penitenciário, dobrou o número do efetivo em lei complementar, a aposentadoria especial, uma das únicas no Brasil sem idade mínima, o plano de carreira com redução de vinte e oito para vinte faixas, o auxílio-fardamento e as gratificações de armeiro, mesário, motorista e da GOS.
Diálogo não é bajulação. Sindicato precisa saber cobrar, pressionar e mobilizar, mas também precisa saber negociar e construir soluções, porque 4 de 5 rejeitarem o diálogo não fortalece a categoria; apenas reduz os caminhos para alcançar resultados.
Não conseguimos tudo o que a Polícia Penal merece. Existem distorções que precisam ser corrigidas, entre elas as provocadas pela PCV e progressões após o estágio probatório que ainda precisam avançar. É legítimo cobrar novos avanços.
O que não se pode admitir é que as conquistas já alcançadas sejam desconsideradas ou apagadas do debate.
Continuaremos lutando para avançar ainda mais. Nosso compromisso não é com governo, oposição ou projeto político. Nosso compromisso é com os Policiais Penais de Pernambuco.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira que somente ele mesmo e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são hoje líderes nacionais. O petista afirma que há “muita gente boa surgindo” dentro do seu grupo político e cobrou que viagem pelo Brasil para se projetarem politicamente fora dos próprios estados.
A declaração ocorreu nesta sexta-feira durante entrevista de Lula aos podcasts “As Cunhãs” e “Não Inviabilize”. O petista é candidato à reeleição no pleito deste ano. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Quem foi liderança nacional mais recente? Eu e o Bolsonaro. Hoje ele voto em todos os estados do Brasil.
Questionado sobre quem poderia ser o o líder da esquerda a partir de 2030, Lula citou seis nomes: os senadores Camilo Santana (PT-CE) e Rui Costa (PT-BA), o governador Rafael Fonteles (PT-PI), o candidato ao Executivo de Pernambuco João Campos (PSB), o ministro da Secretária-geral Guilherme Boulos (PSOL), e o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).
— Liderança você precisa criar. Os quadros, nós temos. O cara precisa ter uma compreensão das desigualdes sociais desse país e trabalhar para acabar com elas — disse Lula.
Em seguida, uma das entrevistadoras chamou atenção para um gesto recente de Lula no qual o presidente citou Haddad como possível sucessor. O petista, então, responde:
— Tem muita gente boa. O Haddad é uma delas. O Haddad é um companheiro com um potencial de crescimento extraordinário.
No início de agosto, Lula colocou Haddad como seu sucessor ao afirmar durante convenção partidária:
— Qual é o país do futuro que eu vou entregar, quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo presidente da República?
Como mostrou o GLOBO, a declaração foi vista por aliados como uma indicação da preferência por ter seu ex-ministro da Fazenda como sucessor. Mas, ainda na visão dessas pessoas próximas, o petista, ao seu estilo, se corrigiu a tempo de deixar em aberto a possibilidade de um outro nome ficar com o posto.
O entendimento de lideranças da legenda é que a discussão sobre a sucessão de Lula, que aos 80 anos anunciou estar disputando a última eleição de sua carreira política, terá início imediatamente após uma eventual vitória do líder petista na disputa de outubro.
Haddad deixa transparecer nos bastidores ter a intenção de ser alçado ao posto. A sinalização concreta de Lula para isso é aguardada em uma eventual montagem do novo governo, caso ele conquiste a reeleição, com uma possível indicação do ex-chefe da equipe econômica para a Casa Civil. A pasta, com assento no Palácio do Planalto, é responsável por coordenar as ações da gestão.
Mas a avaliação entre aliados é que, mesmo que faça gestos a favor de Haddad, Lula não deve fechar as portas para outros quadros. Ao longo dos seus três mandatos, lembram interlocutores, o líder petista sempre estimulou as disputas entre os subordinados.
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Por Carlos André Carvalho – Blog da Folha
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, saiu em defesa, na tarde desta sexta-feira (14), no Recife, da candidatura do ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) ao governo de Pernambuco. “Não tenho acompanhado esse debate. É claro que Ivan Moraes tem todo o direito de ser candidato; o conheço e sei que é um quadro qualificado para isso, mas confesso que não tenho participado dessa discussão partidária”, disse Boulos.
A fala de Boulos veio como resposta à indagação quanto aos rumores de que de uma movimentação para tentar retirar Ivan da disputa, que teria partido da direção nacional do PSB para a cúpula nacional do PSOL.
Leia maisO ministro está na capital pernambucana para inauguração uma estação da Parada Certa, ponto de apoio destinado a motoristas e entregadores por aplicativo. O espaço, fruto de articulação entre a Secretaria-Geral da Presidência da República, a Fundação Banco do Brasil e o Governo de Pernambuco, foi planejado para oferecer estrutura de descanso, higiene e convivência aos trabalhadores do setor.
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Presidente do PSD e candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab disse a uma plateia de empresários na quinta-feira, 13, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é “preservado” neste momento das críticas dos adversários e que vai “desabar” nas pesquisas quando a campanha começar oficialmente, no próximo domingo, 16.
“Eu posso falar para vocês que a chance do Flávio se eleger é zero”, disse Kassab durante uma reunião na sede do Iate Clube de Santos, localizada em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. “A própria pesquisa é tendenciosa porque ela não pega o Flávio que está apanhando durante a campanha. Ele está sendo preservado. Na hora que o PT mostrar quem é o Flávio e as pessoas que estão no entorno dele, ele vai desabar”, acrescentou. As informações são do Estadão.
Leia maisPara Kassab, embora os partidos do Centrão tenham declarado neutralidade, na prática eles apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Os partidos do Centrão não estão apoiando o Caiado, estão com Lula. (…) Caiado não é a terceira via, é a alternativa”, afirmou ele, que foi aplaudido pelos presentes naquele momento.
Ao mesmo tempo, o dirigente partidário comemorou o fato de as siglas do Centrão não terem lançado candidatura nem se coligado oficialmente com Lula ou Flávio. Sem o tempo de propaganda eleitoral delas ajudando os adversários, Caiado saiu de 50 segundos de televisão e rádio para 2 minutos e 20 segundos, nas contas de Kassab. “É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito”, afirmou.
O encontro, com cerca de 200 pessoas, foi organizado pelo próprio Kassab e pelo ex-ministro Andrea Matarazzo (PSD) em meio ao diagnóstico da campanha de que o empresariado, de forma geral, está desanimado com a candidatura de Flávio e à procura de uma candidatura alternativa.
A plateia era composta principalmente de empresários do agronegócio e dos setores financeiro, industrial e de mineração. Entre os presentes, estavam o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi; o pecuarista Jovelino Mineiro; o acionista do grupo Jacto, fabricante de máquinas agrícolas Shiro Nishimura,; a socialite Narcisa Tamborindeguy; e a presidente da Comunitas, Regina Esteves.
Caiado foi aplaudido em diversos momentos, entre eles quando disse que o PT é conivente com o narcotráfico, que vai colocar um freio nos “covardezinhos” que praticam feminicídio e que um País que tem Lula e Fernando Haddad (PT) não precisa de inteligência artificial.
O candidato declarou que pretende realizar reformas administrativa e política, com a implantação do voto distrital misto, e retomar a reforma trabalhista. Segundo o ex-governador, as regras trabalhistas aprovadas na gestão de Michel Temer (MDB) foram “mutiladas” por decisões de tribunais superiores.
Ele também chamou Lula e Flávio de “fujões”, por não participarem de debates e sabatinas, e sugeriu a aprovação de uma lei para quem não comparecer a estes eventos ter o registro da candidatura negado.
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