Um vídeo em defesa do presidente Lula, divulgado em um perfil no Instagram, retrata imagens de trabalhadores do campo e da cidade e prega que o presidente não se abale em meio a adversidades. As informações são da coluna de Fábio Zanini, na Folha de S.Paulo.
O filme, feito com inteligência artificial, é uma colaboração do publicitário Edson Barbosa para o PT. Foi publicado no perfil de apoiadores @lulagiganteoficial, ao fim de uma das semanas mais difíceis para o governo, com a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto ao projeto da dosimetria.
Edinho é um dos maiores nomes do marketing político no Brasil. Foi da equipe do PT em momentos de crise, como durante o escândalo do Mensalão, e ajudou a construir o projeto político de Eduardo Campos de 2005 a 2014.
“Já tentaram me atingir com inveja e falsidade, mas eu sigo o meu caminho com fé e dignidade”, diz a música do vídeo, que acompanha a reprodução de imagens históricas de Lula, na porta de fábrica e em greves durante a ditadura. Também é mostrada uma imagem representando a cela onde o petista ficou preso. Há ainda imagens associadas à direita, como uma bandeira do Brasil sendo costurada e um caminhoneiro com a camisa da seleção. A mensagem é que esses símbolos pertencem ao povo brasileiro.
Na minha passagem inusitada por Natal, devido ao pouso do meu voo vindo de Brasília e que não teve teto no Recife, almocei com meu amigo jornalista Tales Vale, diretor-presidente do instituto de pesquisa Média, um dos mais credenciados no Nordeste.
Ele me apresentou sua esposa Nájua Husseini, dona de uma rede de farmácias em Natal, e Elmas Manoel Barão, uma figuraça, lulista doente. Eles me levaram no restaurante Potiguares, muito legal, frequentado pela elite política e empresarial da capital potiguar.
Uma técnica de enfermagem registrou boletim de ocorrência em Brasília por meio do qual relata ter sido agredida pela senador Magno Malta (PL-ES) enquanto tentava fazer um exame no parlamentar, que está internado desde que sofreu um mal súbito na última quinta-feira (30), no Senado.
A equipe do senador afirma que é falsa a acusação de agressão e que foram solicitadas as imagens da sala de exames. Os advogados de Magno Malta afirmam que ele foi vítima de uma falha técnica no exame que lhe causou dores intensas. As informações são do Estadão.
Leia mais“A responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do Senador, com formação de trombose e expressivo hematoma, intercorrência de elevada gravidade clínica, com potencial de comprometimento circulatório e risco a integridade física do paciente”, diz nota do advogado do parlamentar enviada ao Estadão.
Segundo o relato da técnica de enfermagem, após a preparação do senador para a injeção de um contraste na veia houve uma interrupção no procedimento, ainda na quinta-feira (30). Foi constatada que a substância extravasou, situação que exigiria a aplicação de pressão sobre o braço. Neste momento, Magno Malta teria xingado a profissional e desferido um tapa forte no rosto dela.
Em nota, o Hospital DF Star informou que iniciou uma apuração administrativa sobre o episódio e que vem “dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão”. Também disse estar à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários à polícia.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também repudiou o acontecimento.
“A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei. A violência sofrida por trabalhadores da saúde no exercício de suas funções ultrapassa qualquer limite aceitável e destaca um problema que não pode ser tratado como pontual”, disse.
Magno Malta divulgou nota em que nega agressão e reforça que houve falha técnica no procedimento ao qual foi submetido, “mesmo após ele alertar, por diversas vezes para os presentes, que o procedimento estava incorreto e lhe causava fortes dores”
Na nota, ele também pontuou que “esse tipo de intercorrência pode provocar dor intensa, ardência, inchaço, endurecimento local, inflamação, hematoma e, em casos mais graves, lesão tecidual que exige acompanhamento médico imediato”.
“Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido”, disse.
Ontem (1º), o parlamentar gravou um vídeo de dentro do hospital para as redes sociais pedindo para que seus apoiadores não caiam em fake news. Nesse vídeo, ele mostra um médico pedindo desculpas e dizendo que o caso será investigado.
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Da Folha de S.Paulo
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirma que o governo federal pretende aumentar a fiscalização das polícias estaduais e garantir punições — tanto de agentes de segurança que cometerem crimes, quanto de estados que deixarem de cumprir diretrizes de controle do uso da força.
Regras que constam na PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Segurança seriam o principal instrumento para isso, disse o secretário em entrevista à Folha. A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados em março e, desde então, está com a tramitação parada no Senado.
Leia maisO governo Lula sofreu derrotas de repercussão no Senado nesta semana, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, o que indica que pautas do interesse do Planalto podem seguir enfrentando dificuldades.
Chico Lucas diz que o governo Lula trabalha para a aprovação da PEC, pois ela praticamente obrigaria estados, que comandam as políciais militares e civis, a seguir diretrizes nacionais para o uso da força policial, entre outras prioridades federais.
Ele diz que isso está subentendido com a adoção do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), que vai permitir o compartilhamento de dados entre órgãos estaduais e federais.
“A partir do momento que for constitucionalizado o Susp, não vai ser mais uma opção [adotar políticas nacionais de segurança], vai ser uma obrigação”, disse Lucas ontem (1º). “Acho que esse é um dos temas que a gente tem mais diferenças com alguns governos estaduais, mas a gente não abre mão.”
O secretário nacional respondia uma pergunta sobre estratégias do governo federal para induzir a queda da violência policial e garantir responsabilização de policiais. Lucas afirmou que garantir o cumprimento de leis por policiais “não quer dizer que a gente vá agir com fraqueza diante do crime”, e sim que o agente público “não pode ser violento contra as pessoas inocentes”.
As punições para governos estaduais que não se adequarem à política nacional será a perda de recursos, segundo o secretário. Já para os policiais eventualmente condenados, as penas são as mesmas que a lei já prevê, mas num contexto em que o governo federal pode assumir mais responsabilidades na investigação e na busca por responsabilização.
Hoje, são raros os casos de violência policial enviados à esfera federal —a lei prevê federalização quando há grave violação de direitos humanos, se órgãos estaduais não possuem condições de atuar de forma eficaz ou se existe risco de responsabilização internacional do Brasil.
O texto da PEC prevê que seria “dever de todos cooperar, na forma da lei, com procedimentos preventivos e de fiscalização da segurança pública” e que haveria cooperação entre órgãos federais, estaduais e municipais “na produção e no intercâmbio de provas e de informações de interesse da prevenção, da investigação ou da instrução criminal”.
Lucas assumiu a Secretaria Nacional de Segurança Pública em janeiro, após a troca de comando o Ministério da Justiça, quando Wellington César Lima e Silva assumiu o lugar de Ricardo Lewandowski.
Nesta sexta, o secretário ressaltou a queda de homicídios dolosos e de latrocínios no Brasil. Segundo dados do ministério, foram registrados 7.289 assassinatos no país de janeiro a março, cerca de 13% a menos do que no mesmo período de 2025.
No ano passado, o país teve uma taxa de 14,75 mortes por 100 mil habitantes, mantendo uma tendência de queda constante nos últimos cinco anos. Especialistas atribuem o cenário à diminuição da intensidade das disputas entre facções criminosas, e veem o investimento em eficiência de investigações policiais como parte da explicação para o resultado.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), qualquer taxa acima de 10 casos por 100 mil habitantes significa nível epidêmico de violência.
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Por Roberto Almeida
Do Blog do Roberto Almeida
Os pré-candidatos ao governo de Pernambuco em 2026, João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), têm origem comum. Ambos entraram na vida política pelo Partido Socialista Brasileiro, tendo Raquel sido deputada estadual e secretária de Eduardo Campos filiada ao PSB. João Lyra Neto, pai de Raquel, também foi do PSB, vice-governador de Eduardo Campos, que assumiu o poder em 2014.
João nasceu de pai e mãe ricos, se formou em engenharia, mas com pouco mais de 20 anos se elegeu deputado federal, obtendo a maior votação de um candidato proporcional em Pernambuco até hoje. Aos 26 se elegeu prefeito do Recife, tendo sido reeleito, em 2024, com perto de 80% dos votos.
Leia maisJoão Lyra Filho, avô de Raquel, foi um homem do povo que se tornou um dos maiores empresários de Caruaru. Foi prefeito de sua terra e deputado estadual. Era um homem de jeito tímido, meio calado, de postura cordial. Manteve a simplicidade dos tempos duros, mesmo quando já era um homem rico.
O bisavô de João Campos, Miguel Arraes, nasceu no Ceará. Mas foi em Pernambuco que se tornou um mito na política, tendo sido deputado estadual e federal, prefeito do Recife e governador do estado três vezes.
Arraes era um homem que lia, tinha conhecimento e procurava alinhar a teoria com a prática. Um homem de esquerda, coerente, preocupado a vida toda com o povo e que usou o poder para melhorar as condições de vida dos moradores da periferia das grandes cidade e dos habitantes da zona rural.
Os Lyra, de Caruaru, eram do antigo MDB, partido que fazia oposição à ditadura. Fernando, tio de Raquel Lyra, foi deputado federal por sete mandatos. Um parlamentar aguerrido, um gigante na luta contra a ditadura. Tanto João Lyra Filho quanto Neto também fizeram política no campo democrático.
Assim, Raquel e João têm origem comum: quando nasceram, os pais já eram ricos e as famílias tinham uma tradição de militar em partidos progressistas.
A governadora, porém, desde a campanha de 2022 vem adotando uma postura dúbia na política. Quando o Brasil se dividia entre Lula e Bolsonaro, um democrata e um filhote da ditadura, ela optou por ficar em cima do muro, para ter os votos do eleitorado conservador.
A partir daí, não conseguiu mais se desligar da direita. Teve bolsonaristas no secretariado e tudo indica que terá pelo menos um direitista na chapa majoritária a ser anunciada.
João, embora não seja tão esquerda quanto Arraes (faz política mais como o pai, Eduardo Campos), montou uma chapa com dois nomes à esquerda para o senado: Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
Raquel, a burguesa de família progressista se firma cada vez mais como de centro-direita, enquanto João, o burguês bisneto de Arraes se fixa como de centro-esquerda. Logicamente a ideologia não é tudo e a eleição não vai ser definida em cima de rótulos.
Os dois são gestores, tendo ela começado em sua terra, Caruaru, e ele também na sua cidade, Recife. Ela entregou menos do que prometeu. Ele, na capital, superou as expectativas. Até quem não acreditava nele, por ser muito jovem quando se elegeu pela primeira vez, terminou se surpreendendo.
De certeza, temos dois grandes políticos, com origem comum, mas que no momento trilham rumos diferentes.
Um se liga ao presidente Lula, ao projeto democrático, aos grupos que combatem a onda conservadora. A outra juntou em torno dos Meira, os Mendonça, os Moura, os Ferreira — todos alinhados ao bolsonarismo que nada fez, tentando retomar o poder com o filhote do presidiário
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O ex-ministro do Turismo e da Cultura do governo Bolsonaro e pré-candidato a deputado federal, Gilson Machado (PL), vai prestigiar o Festival Viva Garanhuns, noAgreste, iniciado na última quarta (30) e que segue até amanhã (3). A agenda foi colocada em dúvida por causa das chuvas, mas foi mantida. “Acordei cedo, acompanhei a previsão do tempo e decidi pegar a estrada para prestigiar o Festival”, afirmou.
Gilson destacou a importância do evento para o estado. “Eventos que valorizam e promovem artistas locais têm meu apoio e sempre terão. O Festival Viva Garanhuns, que ainda chamo de Viva Dominguinhos, também é uma oportunidade de aquecer o turismo na região do Agreste”, disse. Antes de chegar a Garanhuns, ele fez uma parada em Lajedo, onde participou do podcast Tá Topado, falando sobre bastidores da vida política e da época em que integrou a banda Forró da Brucelose.
Nos bastidores da política pernambucana, a resposta às chuvas intensas que atingem o Recife, a Região Metropolitana e a Zona da Mata — com acumulados superiores a 200 milímetros em diversas cidades —, já começa a produzir efeitos que vão além da emergência climática.
Prefeitos de municípios afetados avançam na decretação de situação de emergência, enquanto a corrida por apoio federal ganha centralidade. Nesse contexto, chamou atenção o movimento do ex-prefeito do Recife, João Campos, que se antecipou ao articular uma reunião com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reunindo gestores locais para discutir acesso a recursos e medidas emergenciais.
Leia maisDiga-se de passagem, o ex-prefeito fez o que a governadora deveria ter feito. Mas não fez. Segundo relatos de interlocutores que acompanham as conversas, o gesto foi lido como uma ação acertada em meio ao vácuo inicial de articulação mais ampla no nível estadual. Campos também levou a gravidade do caso diretamente ao presidente Lula da situação enfrentada pelas cidades atingidas, reforçando o pedido por celeridade no apoio federal. O que Raquel Lyra, outra vez, deixou de fazer.
Nos bastidores, há quem diga que o movimento não passou despercebido no Palácio do Campo das Princesas. Aliados da governadora Raquel Lyra evitam publicamente qualquer sinal de desconforto, mas admitem, em reserva, que o protagonismo antecipado de João Campos muda a dinâmica política da crise, especialmente num momento em que prefeitos pressionam por respostas rápidas diante do agravamento dos danos. João teria demonstrado maior atitude, indo até a cidade mais atingida pelas fortes chuvas. Coisa que Raquel também não fez. Preferiu falar por telefone.
Oficialmente, o discurso segue sendo de união institucional. Na prática, no entanto, a gestão da crise expõe, mais uma vez, a discrepância da ação em um momento de crise. Campos chegou a dizer que estava agindo no sentido de ajudar as cidades, que já se preparam para pleitear recursos nos Ministérios da Cidade e da Integração Nacional. Enquanto isso, a governadora ainda não anunciou nenhuma nova ação em defesa das cidades atingidas.
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Por Luciano Bivar*
A reportagem da Globo no Dia do Trabalho sobre a nova China foi objeto de uma renovada atenção para onde caminha nossa economia. Caminha, sim, porque a economia é um seguimento móvel e mexe-se como um ser vivo, tudo depende da ciência, da cultura e dos adventos externos (guerras, depressões, avanços científicos, necessidades, etc…).
Falo em renovada atenção, porque há mais de 40 anos, quando visitei a China, escrevi o livro “Brasil Alerta: Psicoses Socialistas”, onde já antevia uma sociedade em alteração de rumo. O multilateralismo que hoje o presidente Lula persegue, a preservação de nossas terras raras, de nossas múltiplas formas renováveis de energia, é a única forma para entrarmos nessa revolução superindustrial para banir a fome, a doença, a ignorância e a brutalidade. Precisamos de ajudas, como muletas: mais do que economistas, sociólogos e filósofos.
Leia maisOs norte-americanos ficaram ancorados num sistema imperial e mudar para um outro sistema implicaria em grandes custos, é mais uma questão de inércia confortável do que técnica.
A simplificação tributária que proponho acabaria com esse imposto declaratório (IVA) em que, por incrível que pareça, estamos querendo aperfeiçoar o obsoleto. Podemos dizer, fora esses escorregões como a EC 132/23, temos tentado contornar através de uma esquerda liberal (termo criado por mim), mistura do social (Estado) e economia de mercado. Vejam o esforço que o Itamaraty está empreendendo para um novo mundo solidário.
Está na hora de darmos um grande salto para o futuro, enquanto o mundo “desenvolvido” nada em mares imagináveis confortavelmente sobre tarifas e ameaças — hoje mais do que nunca — enquanto o resto do planeta, quando não omisso, deleita-se pelos conflitos alheios entre o fundamentalismo ideológico e a brutalidade. Esquecem que o mundo é uma aldeia; o estreito de Ormuz está aí para confirmar essa assertiva. Vamos, Brasil, a hora é essa. Só precisamos alterar a cosmovisão de uma direita radical que insiste em não modernizar sua visão de mundo.
Ao PT e o MDB, juntem-se e abriguem-se sob um guarda-chuva democrático antes que a tirania da corrupção não devore nossas entranhas de um estado democrático de direito.
*Deputado federal (MDB-PE)
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O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, cancelou oficialmente as comemorações pelos 44 anos de emancipação política da cidade, que ocorreriam entre os próximos dias 8 e 13 de maio, no Pátio de Eventos, em razão das chuvas intensas que atingem o município e a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde a madrugada de ontem (1º). O anúncio do gestor foi feito neste sábado (2).
A Prefeitura de Camaragibe informou que todas as secretarias estão atuando no atendimento à população e no monitoramento das áreas de risco. Segundo a gestão, o foco é reconstruir os locais atingidos pelas enchentes e assegurar a segurança dos moradores. “A nossa prioridade neste momento é garantir a segurança total de toda a população de Camaragibe”, declarou Diego Cabral.
O pré-candidato a governador de Pernambuco João Campos (PSB) articulou, neste sábado (2), uma videoconferência entre o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e sete prefeitos da Região Metropolitana e da Zona da Mata atingidos pelas chuvas. Na ocasião, o ex-prefeito do Recife se comprometeu a solicitar ao presidente Lula (PT) a liberação de recursos para obras de prevenção ao impacto das mudanças climáticas que dependem de investimentos do Novo PAC. A reunião foi conduzida a partir de Goiana, na Mata Norte, cidade que concentrou mais de 200 milímetros de chuva nas últimas 48 horas.
“Ontem tive a oportunidade de falar com o presidente Lula, com o ministro Waldez Góes, e explicamos a situação que estava acontecendo aqui na Mata Norte e na Região Metropolitana. A gente vai consolidar tudo o que os municípios solicitaram e que tem cadastro já realizado no PAC para eu levar ao presidente Lula e pedir uma ação diante disso. Algumas coisas estão fora da alçada da Defesa Civil, mas, a partir do momento em que o registro e o cadastro são feitos, que há o decreto de emergência e um protocolo aberto, a gente sabe a sensibilidade do presidente Lula para poder autorizar essas intervenções junto ao PAC”, destacou.
Leia maisJoão Campos defendeu essa articulação como fundamental para que, além do suporte de emergência, os municípios conquistem recursos federais para obras de caráter preventivo, que demandam projetos estruturantes e volumes maiores de investimentos. O pré-candidato a governador valorizou ainda a parceria com o presidente Lula em contraponto à falta de apoio na gestão federal anterior, como ele próprio vivenciou, na condição de prefeito do Recife, em 2022, em meio a chuvas históricas na capital.
“Nós não contamos com nenhum tipo de solidariedade institucional do Governo Federal, nenhuma governança montada naquele momento, nenhuma ajuda, nenhuma ligação de solidariedade. E eu queria dar o testemunho da diferença que é. O presidente Lula, com 30 segundos de ligação, ele atendeu. Com dois minutos, o ministro Waldez retornou, o secretário Wolnei ligou e hoje a gente está aqui fazendo reunião, à tarde já tem reunião, à noite já vamos ter os planos de trabalho. A gente tem que saber reconhecer quem faz o bom dever. Então, quero deixar o meu abraço aos prefeitos, me solidarizar a eles e agradecer a pronta disposição da Defesa Civil nacional”, declarou.
O prefeito de Goiana, Marcilio Régio, agradeceu a articulação de João Campos e relatou a situação crítica do município em decorrência do aumento do nível de rios como o Goiana, o Tracunhaém e o Tracunhaém-Mirim. “Tivemos mais de 220 milímetros de chuvas, tivemos alagamentos nos distritos e nas praias, o Rio Goiana subiu e afetou mais de 600 famílias. A situação de Goiana é muito difícil”, relatou.
Também participaram da videoconferência os prefeitos do Recife, Victor Marques, de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca, de Abreu e Lima, Flávio Gadelha, de Ipojuca, Carlos Santana, de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto Arruda, e de Timbaúba, Marinaldo Rosendo. Após a reunião, ao lado do prefeito Marcilio, João Campos percorreu localidades atingidas pela cheia dos rios da região e conversou com pessoas desabrigadas e profissionais que estão na linha de frente.
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Por conta das fortes chuvas que ocasionaram o transbordamento do Rio Goiana, o tráfego entre os Estados de Pernambuco e Paraíba está interrompido, desde o final da manhã deste sábado (2).
Com o transbordamento do chamado Canal de Goiana, o tráfego pela BR 101 Norte entre os dois Estados está interditado. Rotas alternativas pelo litoral são desrecomendadas, porque todas envolvem maior perigo. Neste momento, todas as rotas da Zona da Mata e do Agreste devem ser evitadas.
Além do Rio Goiana, que transbordou em Pernambuco, o Rio Paraíba, já no estado vizinho, também está em cheia, como mostra vídeo abaixo. O cenário se repete em dezenas de riachos da região. Em vários pontos, a água encobre pontes e trechos de estrada, deixando vias submersas e ampliando os bloqueios. As informações são do jornal O Poder.
Como só consegui voo para o Recife amanhã, virei turista em Natal. E já começo dando umas dicas. Estou hospedado em Ponta Negra, num hotel maravilhoso, o Aquária, que fica ao lado do morro do Careca, um dos pontos turísticos mais famosos da capital potiguar.
Já teve um tempo que era possível escalar ele até o topo para curtir a belíssima vista lá de cima. Mas estava ocorrendo depredações do meio-ambiente e a subidinha acabou sendo proibida.
Leia maisEm Ponta Negra, percebi uma invasão de turistas. Foi difícil achar hotel, mas graças a um motorista de Uber muito gentil e desenrolado, que conheci na descida no aeroporto, achei o Aquária. Tudo isso, claro, porque o avião da Latam, procedente de Brasília, não pousou no Recife devido ao temporal, verdadeiro dilúvio que desabou na cidade e no Interior.
O bom de Ponta Negra é que sua orla tem calçadão para correr, barzinhos tranquilos, bons restaurantes e um comércio sensacional, com preços bem em conta. Aproveitei para comprar umas peças de artesanato, roupa e uma belíssima bolsa de bituri para minha Nayla.
O deslumbre para os turistas em Natal, entretanto, são os passeios de buggy nas dunas. O melhor e mais clássico passeio de buggy em Natal é o do Litoral Norte (Dunas de Genipabu).
É famoso pelas dunas móveis, emoção e paradas em lagoas como Pitangui e Jacumã. O trajeto atravessa a Ponte Newton Navarro e inclui cenários de preservação ambiental, com opções de “com emoção” (mais radical) ou sem. Custa R$ 180.
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