O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores de Pernambuco realizou, na manhã deste sábado (18), em Bom Conselho, uma reunião para definir os próximos passos da mobilização partidária com foco nas eleições de 2026. O encontro reuniu dirigentes estaduais, municipais, parlamentares e lideranças de diversas regiões do estado.
Entre as deliberações aprovadas estão o reforço da mobilização dos diretórios municipais em torno da reeleição do presidente Lula, do senador Humberto Costa, dos atuais deputados e deputadas com ampliação das bancadas federal e estadual do PT e a vitória da Frente Popular em Pernambuco. Durante a reunião, também foi aprovada a indicação do deputado Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência da candidatura de Humberto Costa ao Senado Federal.
Leia maisA atividade integrou a política de descentralização das reuniões deliberativas da direção estadual do PT, iniciada nesta gestão com o objetivo de aproximar as decisões partidárias dos diretórios municipais e da militância em todas as regiões de Pernambuco.
Durante sua fala, o presidente estadual do PT Pernambuco, deputado federal Carlos Veras, destacou que o fortalecimento do partido passa pela presença permanente nos municípios e pelo diálogo direto com a população. “Estamos consolidando uma nova forma de organizar o partido, aproximando a direção estadual dos diretórios municipais, das lideranças e da nossa militância. O PT sempre foi forte porque esteve perto do povo, ouvindo as comunidades e construindo coletivamente suas decisões. É esse caminho que vamos continuar percorrendo em todo Pernambuco”, afirmou.
Carlos Veras também ressaltou que a prioridade do partido será mobilizar sua militância para reeleger e ampliar a representação petista no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa, além de garantir a reeleição do senador Humberto Costa e do presidente Lula. “A reeleição do senador Humberto Costa é uma prioridade do nosso partido. Precisamos também fortalecer nossa representação no Congresso Nacional para defender os trabalhadores e trabalhadoras e dar sustentação ao governo do presidente Lula, que segue transformando a vida do povo brasileiro com investimentos e políticas públicas em todas as regiões do estado”, destacou.
Ao citar ações do Governo Federal no Agreste, Veras lembrou investimentos como a inauguração do Hospital de Amor, em Garanhuns, a implantação do Instituto Federal em Águas Belas e as obras de duplicação da BR-423, reforçando a necessidade de intensificar o diálogo com a população sobre os resultados das políticas implementadas pelo governo do presidente Lula.
A reunião foi realizada na véspera da Convenção Estadual da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que acontece na próxima segunda-feira (20), no Recife, quando serão homologadas as chapas de deputados estaduais, federais e a composição na chapa majoritária.
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O Comitê Pró-Canal do Sertão realiza, no próximo sábado (25), uma nova audiência pública em defesa da implantação do Canal do Sertão Pernambucano. O encontro acontece das 18h às 21h, no auditório da Câmara de Vereadores de Cedro, no Sertão de Pernambuco, e é aberto ao público.
O evento deve reunir representantes da sociedade civil e da classe política para debater os impactos da obra na segurança hídrica e no desenvolvimento dos municípios do Araripe, Sertão Central e Sertão do São Francisco.
Quase 2 mil pessoas, cadastradas por meio de um aplicativo digital, participaram ontem (17) do ato político que marcou o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual do ex-superintendente do Patrimônio a União, Ednaldo Moura (PSB). Realizado em um centro de eventos em Aldeia, o evento contou com a participação de quase toda a chapa majoritária oposicionista: os pré-candidatos a governador, João Campos (PSB), e a vice, Carlos Costa (Republicanos), e o senador Humberto Costa (PT). Marília Arraes (PDT) não pode ir. Compareceram e discursaram o deputado federal Pedro Campos (PSB) e o prefeito de São Lourenço da Mata Vinícius Labanca (PSB).
“Pode contar comigo, Ednaldo. Você foi um colaborador muito importante no trabalho que realizamos para fazer do Recife o município que mais criou vagas em creche em todo o país. Vou me eleger governador, você será deputado estadual e teremos oportunidade de fazer muito mais por Pernambuco e por nossa gente”, disse João Campos. A ida de João Campos a Camaragibe, 24 horas após receber o título de cidadão honorário do município, vem sendo interpretada por analistas políticos como um sinal da importância da pré-candidatura de Ednaldo para o PSB na cidade, governada pelo ex-aliado Diego Cabral (PSD), que se bandeou para o palanque de Raquel Lyra (PSD), em atitude avaliada como traição.
Ao discursar, Ednaldo Moura afirmou ter passado por perseguições por parte da governadora, que chegou a cancelar sua cessão ao governo federal, três meses depois de ter assumido a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) em Pernambuco. “Foi neste episódio que conheci o João Campos amigo, solidário, e que não se conforma com injustiças”, contou Ednaldo. “Eu conhecia o João gestor, que trabalha muito e sabe transformar projetos em melhoria na vida de pessoas. E conhecia o João líder, que monta times que fazem acontecer. Mas o João solidário ficou de meu lado, reafirmou seu apoio e conseguiu do governo do presidente Lula minha permanência na SPU”.
O lançamento da pré-candidatura da principal liderança do PSB em Camaragibe se deu em um evento que era também para comemorar o aniversario do anfitrião. Nascido e criado em uma comunidade pobre (bairro do Celeiro) de Camaragibe, Ednaldo é mestre em Educação pela UFPE e gestor público estadual concursado. Foi secretário-executivo da Saúde e da Educação nos governos do PSB e secretário-executivo de Educação na primeira gestão de João Campos. Entre os presentes, muitos amigos de infância e colegas de turma nas instituições onde Ednaldo estudou, da alfabetização às pós-graduações. Também marcaram presença centenas de gestores escolares, professores e professoras com quem conviveu em suas passagens por secretarias de educação. Havia também lideranças comunitárias e políticas da Região Metropolitana, da Zona da Mata e Agreste.
Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
No último fim de semana antes do início das convenções partidárias, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), vivem momentos distintos. A gestora chega a mais um fim de semana de indefinição sobre a oficialização da chapa de candidatos ao Senado Federal. Enquanto o pré-candidato pela oposição cumpre agendas com o time da Frente Popular.
A ausência de uma sinalização pública da gestora sobre a definição de ter o presidente estadual do União Brasil (UB) e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), tem mantido a expectativa no presidente da Federação União Progressista (UP), deputado federal Eduardo da Fonte, de ainda ser confirmado na vaga.
Leia maisOntem (17), Raquel Lyra foi ao almoço promovido pelo presidente do Podemos de Pernambuco, Marcelo Gouveia, acompanhada de Miguel Coelho e Túlio Gadêlha. A reunião de integrantes do partido teve o objetivo de discutir a formação das chapas proporcionais e o fortalecimento da base de apoio à governadora nas eleições de 2026.
Em seguida, Raquel Lyra, Miguel Coelho e Marcelo Gouveia cumpriram agenda na sede da Assembleia de Deus de Abreu e Lima, onde participaram do encerramento do 22º Congresso de Mulheres da instituição religiosa.
“Como mulheres, vivemos de sonhos, coragem, fé e trabalho. A gente não descansa, não cochila. Tenho a honra, junto a Priscila, de ser a primeira mulher a governar este estado e não uma tarefa simples, ainda mais alguém que é filha do interior e tem que ultrapassar as barreiras que se levantam quando nós mulheres nos apresentamos, mas tem algo que nos move de maneira muito mais forte: o amor a Deus, a confiança e a fé no povo”, disse a governadora ao público presente.
Depois a agenda foi na cidade de Pesqueira, na abertura do Festival Pernambuco Meu País. Lá a governadora voltou a encontrar Túlio Gadêlha e também o deputado federal Eduardo da Fonte. Antes, o líder progressista cumpriu agenda própria em Moreno, na Região Metropolitana do Recife, onde promoveu o “Papo que transforma”, com debate de propostas para o estado ao lado de aliados políticos.
Ao mesmo tempo, o pré-candidato pela oposição ao governo estadual, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), manteve agendas na capital e pelo interior, ao lado dos pré-candidatos da chapa da Frente Popular de Pernambuco. Pela manhã, Campos teve um encontro com líderes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), onde discutiu sobre o papel do estado na geração de emprego e renda aliado ao comércio e varejo.
“Tive uma gestão muito próxima dos comerciantes lojistas como prefeito, e vamos expandir isso para Pernambuco, ouvindo as melhores propostas e tendo a capacidade de construir compromissos para a geração de emprego e de renda e fortalecimento da economia das cidades no estado todo”, declarou o pré-candidato ao registrar o evento nas redes sociais.
À noite, o pré-candidato foi à cidade de Itaquitinga, onde recebeu o título de cidadão itaquitinguense, ao lado da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT),que também se tornou cidadã do município da Zona da Mata Norte. O pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos) e a senadora Teresa Leitão (PT), acompanharam o evento.
Amanhã, a agenda dos pré-candidatos inclui a realização do evento de escuta e participação popular “Chega Junto, Pernambuco” em Caruaru. Hoje, caminharam pela feira do município de Palmares, na Zona da Mata Sul do estado e à noite participam do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG).
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Por Estadão Conteúdo
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou neste sábado (18) que o partido negocia com o Podemos uma eventual composição para a chapa presidencial do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nas eleições de 2026. Segundo Ribeiro, ainda não há definição sobre o candidato a vice, mas a expectativa é concluir as negociações até 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias.
A declaração foi dada em entrevista coletiva ao lado de Zema após o Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo. A legenda marcou para 27 de julho a convenção que deverá homologar a candidatura de Zema à Presidência da República.
Leia mais“Temos conversado com alguns partidos, em especial o Podemos. Tenho uma ótima relação com a Renata. Acho que há possibilidade de fazermos uma composição, mas ainda não há essa definição”, afirmou Ribeiro. Segundo o dirigente, a convenção delegará ao Diretório Nacional a condução das negociações para eventuais coligações até o encerramento do calendário eleitoral.
Zema afirmou ainda que o Novo pretende manter como critério para a composição da chapa a escolha de um candidato a vice “ficha limpa”. “Nós queremos um vice ou uma vice ficha limpa. Isso é fundamental para continuarmos criticando tanta coisa que está errada sem ter o rabo preso”, disse.
Durante a entrevista, Zema afirmou que chega à disputa presidencial em situação melhor do que quando disputou pela primeira vez o governo de Minas Gerais, em 2018. “Estou melhor do que em 2018”, afirmou. Segundo ele, naquela eleição sua candidatura só ganhou força após o início dos debates. O governador avaliou que o eleitor ainda não entrou no “modo campanha” e segue mais preocupado com questões econômicas, como o custo de vida. “A preocupação do brasileiro hoje é arrumar dinheiro para pagar a conta de energia. O brasileiro está extremamente distante do modo eleição”, declarou.
Questionado sobre a estrutura política de sua candidatura, Zema minimizou a importância do apoio de prefeitos. Segundo ele, essas alianças ajudam, mas não definem o resultado de uma eleição, citando como exemplos sua vitória ao governo de Minas e a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, ambas em 2018.
O governador afirmou também que foi o pré-candidato à Presidência que mais cresceu nas redes sociais nos últimos meses e disse que continuará percorrendo o País para ampliar o conhecimento de seu nome fora de Minas Gerais.
Ao comparar sua candidatura com a dos demais nomes da direita, Zema afirmou que nenhum outro pré-candidato critica tanto os “intocáveis” quanto ele. “Não tenho rabo preso. O Brasil precisa de um presidente que chegue lá à prova de chantagem”, disse.
Como credenciais para disputar a Presidência, Zema destacou sua trajetória na iniciativa privada e as duas vitórias sobre o PT em Minas Gerais. “Eu venho do setor privado. Já ganhei do PT em Minas duas vezes e consertei tudo aquilo que o PT estragou”, afirmou.
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O Avante realizou neste sábado (18), no Recife, seu Congresso Estadual, reunindo lideranças de todas as regiões de Pernambuco. O evento contou com a presença do presidente estadual da legenda, Sebastião Oliveira, e do deputado federal Waldemar Oliveira, líder do partido na Câmara.
O encontro deixou claro o posicionamento político do Avante para as eleições de 2026. Nacionalmente, a legenda mantém alinhamento com o presidente Lula e, em Pernambuco, integra a base da governadora Raquel Lyra. No campo majoritário, o partido oficializou seu apoio à pré-candidatura de Túlio Gadelha ao Senado.
A leitura política do evento também reforça que, para a composição da chapa da governadora, a segunda vaga ao Senado tende a ficar entre o senador Fernando Dueire (MDB) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), nomes que seguem sendo apontados como as principais alternativas para completar a composição governista. Essa interpretação decorre do cenário político atual, mas a definição oficial da chapa ainda depende das convenções partidárias.

Por Gastão Cerquinha Neto*
Clima global
O que acontece no clima global influencia diretamente o nosso dia a dia, mesmo quando ocorre a milhares de quilômetros de distância. Alterações na temperatura dos oceanos, na circulação dos ventos, nas correntes marítimas e na atuação de sistemas meteorológicos modificam a forma de distribuição da chuva e a temperatura em diferentes partes do planeta.
Quanto mais compreendemos esses processos, maior é nossa capacidade de antecipar tendências climáticas e nos preparar para seus impactos. Afinal, podemos passar por secas severas, comprometendo o abastecimento de água nas cidades; perdas na agricultura devido à redução das chuvas; ondas de calor mais frequentes e intensas, especialmente em regiões mais populosas; aumento do risco de incêndios florestais; ocorrência de chuvas extremas em algumas regiões; além de impactos sobre a geração de energia hidrelétrica, e outras atividades que dependem dos recursos hídricos.
Leia maisAquecimento do oceano
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento acima da média nas águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seus efeitos se propagam pela atmosfera e alteram a circulação dos ventos, influenciando o clima em diferentes partes do mundo, inclusive no Nordeste brasileiro. No Brasil, geralmente provoca o aumento das chuvas na Região Sul e a redução nas regiões Norte e Nordeste.
Para o Nordeste, isso significa uma maior probabilidade de estações chuvosas mais fracas, estiagens prolongadas e temperaturas mais elevadas, especialmente entre o verão e o outono, período que concentra grande parte das chuvas na região.
No entanto, é importante destacar que o El Niño não determina exatamente como será o clima em um determinado local. O fenômeno aumenta a chance de seca no Nordeste, mas não impede que ocorram episódios de chuva intensa. Esses eventos continuam sendo possíveis, embora tendam a ser menos frequentes do que em anos sem a influência do El Niño.
Impacto não é uniforme
Embora exista uma tendência geral de redução das chuvas, os impactos não são uniformes. No sertão, o El Niño costuma provocar secas mais intensas. Já no litoral, o comportamento é mais complexo, uma vez que as chuvas dependem também de sistemas meteorológicos locais, como as ondas de leste.
Assim, mesmo em anos de El Niño, episódios de chuva intensa podem ocorrer na faixa costeira. Ou seja, o fenômeno reduz a chuva em média, mas não elimina o risco de eventos extremos, permanecendo a atenção para a possibilidade de ocorrência de alagamentos, inundações e deslizamentos.
Super El Niño
Cientistas usam o termo Super El Niño quando as temperaturas da superfície do mar ultrapassa 2 ºC acima da média histórica. Para este ano, os modelos climáticos indicam a possibilidade de que as anomalias cheguem próximas de 3 °C, o que colocaria este evento entre os mais intensos já registrados.
Os últimos grandes episódios classificados como Super El Niño deixaram impactos marcantes no Brasil. Em 1982–1983, a seca severa a excepcional chegou a atingir 17,8% do território nacional, concentrando-se sobretudo no Nordeste e em partes da Região Norte. Já em 2015–2016, no semiárido nordestino: no trimestre de setembro a novembro de 2015, 19,2% do país encontrava-se sob seca severa a excepcional, com redução das chuvas, pressão sobre os reservatórios e prejuízos para a agricultura.
Em 2016, o Maranhão chegou a registrar 26 ondas de calor ao longo do ano, ilustrando como esses eventos podem combinar déficit hídrico e temperaturas extremas. Na região Norte, o evento de 1997–1998 também esteve associado a uma das grandes secas registradas na Amazônia, além do aumento das ondas de calor em diferentes estados.
Atuação dos governos
Diante dessa previsão, os governos podem se preparar de forma antecipada para reduzir os impactos do El Niño. Entre as principais medidas estão o reforço do monitoramento, garantindo o pleno funcionamento de radares, pluviômetros e estações hidrológicas operadas por instituições especializadas; a utilização de previsões para subsidiar o planejamento e a tomada de decisões; a ampliação dos estudos e do mapeamento de áreas de risco sujeitas a enchentes, secas e deslizamentos; e o fortalecimento da integração entre os órgãos de meteorologia, recursos hídricos e Defesa Civil.
Também é importante preparar planos de contingência para o abastecimento de água, a agricultura, a saúde e a resposta a desastres, além de investir na melhoria da infraestrutura de abastecimento, permitindo o acesso a diferentes fontes de água.
Paralelamente, campanhas de orientação à população podem contribuir para evitar queimadas, reforçar os cuidados durante períodos de calor intenso, informar moradores de áreas sujeitas a enchentes ou deslizamentos sobre rotas de evacuação e orientações da Defesa Civil, bem como orientar produtores rurais na adaptação dos calendários agrícolas e no planejamento do uso racional da água.
*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) anunciou ter acionado a Organização das Nações Unidas (ONU) e a FIFA formalmente para denunciar episódios de racismo, discriminação racial e discurso de ódio registrados durante a Copa do Mundo de 2026. De acordo com a pasta, foram analisadas mais de seis milhões de publicações, das quais cerca de 89 mil continham conteúdo abusivo, sendo 11% destes de caráter racial.
A representação foi encaminhada ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (CCPR), à Relatoria Especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Racismo, ao Grupo de Trabalho da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos e ao canal oficial de denúncias da FIFA. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisNa manifestação encaminhada à ONU, o conselho sustenta que os três países sede — Estados Unidos, Canadá e México —, e os demais Estados possuem obrigações previstas em tratados internacionais de direitos humanos para prevenir, investigar e responsabilizar autores de manifestações de ódio ocorridas sob sua jurisdição. Sobre a FIFA, o documento solicita análise da atuação da organização a partir dos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.
Entre os episódios citados na representação estão manifestações consideradas racistas direcionadas a atletas durante a competição, incluindo declarações de autoridades públicas e ataques registrados em plataformas digitais.
Segundo o CNDH, o objetivo é solicitar que a ONU avalie os casos para reforçar a adoção de medidas de prevenção, investigação, responsabilização e reparação de violações de direitos humanos relacionadas ao torneio. “Os dados reforçam a necessidade de os Estados adotarem medidas efetivas de prevenção, responsabilização e proteção das vítimas”, avalia a presidente da pasta, Ivana Leal.
O relator da instituição, Carlos Nicodemos, afirma que os casos ultrapassam o âmbito esportivo e demandam resposta coordenada dos organismos internacionais. “O futebol reflete dinâmicas sociais e os episódios registrados durante a Copa evidenciam a necessidade de fortalecer mecanismos de proteção aos direitos humanos”.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), cumpriu agenda neste sábado (18) em Palmares, na Mata Sul, onde voltou a defender a expansão da área de influência do Porto de Suape e a descentralização de investimentos para a região. A proposta já havia sido apresentada durante a edição local do evento Chega Junto Pernambuco, realizada no fim de junho.
“Estou aqui hoje para reafirmar meu compromisso com a Mata Sul e dizer a vocês que a gente está desenhando um grande plano sobre o futuro dessa região, sobre as oportunidades, sobre o que a gente vai fazer para que as pessoas tenham uma oportunidade de emprego, de renda, de formação, de educação, para gerar um tempo em que as pessoas sejam cuidadas”, afirmou, citando também a intenção de, eleito governador, trabalhar pela abertura de uma nova frente de trabalho na implantação da ferrovia Transnordestina, iniciando pela Mata Sul.
João Campos também visitou a feira de Palmares e concedeu entrevistas a rádios locais. A agenda foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pela pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), pelos deputados Pedro Campos (PSB) e Rodrigo Farias (PSB), de lideranças de Palmares, como Dgerson Melo e Felipe de Chiquinho, além dos prefeitos Carrapicho (Tamandaré) e Flávio Gadelha (Abreu e Lima) e de ex-prefeitos, vereadores e apoiadores de municípios como Ribeirão, Catende, Jaqueira, Rio Formoso, Água Preta e Joaquim Nabuco.
Ainda na Mata Sul, João Campos esteve na Usina de Arte, parque artístico-botânico e museu a céu aberto localizado na antiga Usina Santa Terezinha, em Água Preta. No local, conheceu o projeto e os planos de expansão do empreendimento. A programação deste sábado (18) será encerrada em Quipapá, onde participa de um encontro com lideranças políticas.
O jornalista Darcio Rabelo promoveu, na Rádio Independente de Arcoverde, um debate sobre as eleições de 2026 com minha participação e a da vereadora Célia Galindo (Podemos), líder do governo Zeca Cavalcanti na Câmara Municipal.
Confira o debate abaixo!
Deixei minha choupana em Arcoverde e vim abraçar meu amigo Totonho Valadares, o melhor prefeito de Afogados da Ingazeira, minha terra natal, na foto tragando um cubano ao lado do filho e herdeiro político Daniel Valadares, vice-prefeito de Afogados da Ingazeira.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inviabilizou neste sábado (18) a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a viagem que o chefe de Estado argentino fará ao Brasil na próxima semana.
Em despacho assinado nesta manhã, o ministro considerou prejudicado o pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro para autorizar a realização da visita, por entender que a solicitação perdeu o objeto após a decisão proferida ontem, quando endureceu as regras da prisão domiciliar e suspendeu, por 30 dias, todas as visitas sociais ao ex-presidente. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisO requerimento havia sido protocolado pelos advogados de Bolsonaro diante da expectativa de encontro com Milei, um dos principais aliados internacionais do bolsonarismo. O presidente argentino confirmou presença na convenção nacional do PL, marcada para o próximo dia 25, em São Paulo, quando será oficializada a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Além de participar do evento partidário, Milei afirmou, em entrevista à rádio argentina Now, que pretendia seguir para Brasília para “cumprimentar” o ex-presidente.
Ao analisar a petição, Moraes afirmou que não havia mais o que decidir, uma vez que a nova decisão sobre o cumprimento da pena já restringe o acesso à residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Pelo despacho, permanecem autorizadas apenas as visitas de médicos, fisioterapeutas e advogados.
“Em virtude do item 1 de decisão proferida em 17/7/2026, julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias”, escreveu o ministro.
A decisão deste sábado é um desdobramento das novas medidas impostas por Moraes na noite de ontem. Embora tenha mantido a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, o ministro concluiu que o ex-presidente descumpriu as medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, posteriormente lida pelo senador durante um ato político e divulgada nas redes sociais.
Ao acolher parcialmente parecer da Procuradoria-Geral da República, Moraes entendeu que o episódio não justificava o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, mas considerou necessário endurecer as restrições para impedir que o ex-presidente continue influenciando o processo eleitoral deste ano. Segundo o ministro, a carta tinha conteúdo claramente político-eleitoral e foi produzida para ser divulgada ao público, contrariando as determinações já impostas pelo Supremo.
Além de suspender por 30 dias todas as visitas sociais, preservando apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados, Moraes proibiu Bolsonaro de participar de reuniões com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições. Também vedou a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais produzidos pelo ex-presidente, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado.
Na decisão de ontem, Moraes rejeitou o argumento da defesa de que Bolsonaro desconhecia que a carta seria tornada pública. Para o ministro, a alegação é incompatível com o próprio teor do documento, dirigido “aos brasileiros” e no qual o ex-presidente apresenta Flávio como seu “porta-voz” e conclama apoiadores a se engajarem em sua pré-candidatura.
O relator também ressaltou que Bolsonaro já estava proibido, desde julho de 2025, de utilizar redes sociais direta ou indiretamente e que o Supremo havia esclarecido, na ocasião, que a vedação abrangia também a divulgação de materiais produzidos previamente para circulação por terceiros. Apesar de reconhecer o descumprimento das medidas cautelares, Moraes entendeu que, por se tratar da primeira infração desde o início da execução definitiva da pena, a manutenção da prisão domiciliar, acompanhada de novas restrições, era suficiente e proporcional.
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