O prefeito Mano Medeiros sancionou a Lei nº 02/2026, que atualiza a legislação de Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo em Jaboatão dos Guararapes. A nova norma estabelece diretrizes para modernização administrativa, responsabilidade técnica e segurança jurídica no ordenamento urbano. A sanção ocorreu no Complexo Administrativo da Prefeitura, com a presença de vereadores, representantes de conselhos profissionais, entidades do setor imobiliário e empresários. “A lei é resultado do diálogo institucional franco, com o objetivo de promover melhorias para a vida da população e induzir o desenvolvimento urbano e econômico”, afirmou o prefeito.
A legislação passa a dialogar com iniciativas como o Licenciamento Autodeclaratório Integrado (LAI), que permite o início de construções habitacionais unifamiliares sem análise prévia, mediante responsabilidade técnica com emissão de ART ou RRT, e liberação automática de alvará por sistema. Entre as mudanças, estão a eliminação da exigência mínima de vagas de estacionamento, maior flexibilidade de projetos e definição de critérios para carga, descarga e acessos viários. A norma também prevê integração entre arborização, mobilidade e sustentabilidade, além de reforçar a fiscalização posterior. Atualmente, o município possui 1.054 atividades econômicas dispensadas de alvarás e licenças, conforme a Lei da Liberdade Econômica.
O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), ressaltou nesta segunda-feira (23) o papel do STF (Supremo Tribunal Federal) ao “preservar” a democracia brasileira, mas destacou que a Corte não está “acima do bem e do mal”.
“O Supremo Tribunal Federal foi importante para o Brasil para preservar a democracia contra quem queria dar golpe de Estado […] Isso não quer dizer que o Supremo ou qualquer outra instituição esteja acima do bem e do mal”, afirmou Boulos em entrevista ao programa “Alô Alô Brasil”, da Rádio Nacional. As informações são da CNN.
Leia maisA declaração se dá em meio às polêmicas envolvendo o Banco Master, investigado por fraudes financeiras, e o possível envolvimento de ministros do Tribunal com a instituição.
Um dos magistrados suspeitos de terem envolvimento com o banco é o ministro Dias Toffoli. Mensagens periciadas pela Polícia Federal identificaram menções de Daniel Vorcaro, dono do Master, a supostos pagamentos cifrados ao magistrado.
Somado a isso, já foi revelado que um fundo ligado ao Master investiu mais de R$ 4 milhões em um resort que pertenceu a familiares do ministro.
Toffoli era o relator do caso referente ao Master no Supremo. No entanto, depois que as mensagens de Vorcaro vieram à tona, a relatoria passou para o ministro André Mendonça.
Além de Toffoli, também levanta suspeita a atuação do ministro Alexandre de Moraes.
Em dezembro, o jornal O Globo publicou reportagens que revelaram um contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
O jornal afirmou ainda que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao menos quatro vezes para tratar de interesses em favor do Banco Master.
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Por Raphael Guerra – JC
O município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, vive uma onda de assassinatos e medo. Pelo menos dez pessoas perderam a vida na última semana, sendo a maioria dos crimes ligados à guerra entre facções pelo domínio do tráfico de drogas, segundo a polícia. Diante do cenário de terror, reforços foram enviados à cidade.
Uma das vítimas foi John Alisson Oliveira Pinto, de 25 anos. Na noite da última quinta-feira (19), ele e um irmão de 23 anos foram surpreendidos por um homem desconhecido, que se aproximou da dupla e atirou várias vezes. John morreu na frente de casa, no bairro João de Deus. Já o irmão foi socorrido e encaminhado ao hospital. O estado de saúde do sobrevivente não foi divulgado.
Leia maisA escala da violência em Petrolina foi observada ao longo de 2025. De acordo com estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS), 181 pessoas foram assassinadas no último ano, enquanto 168 vidas foram perdidas em 2024.
Em janeiro deste ano, 27 homicídios foram somados pela polícia. Foram 11 a mais em comparação com o mesmo período de 2025. E, agora em fevereiro, os números continuam crescentes.
Em entrevista à TV Jornal, na semana passada, o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro, afirmou que Petrolina enfrenta “uma guerra de facções pelo tráfico de drogas”.
“Pelo curto espaço de tempo, esses crimes ainda estão sob investigação para chegarmos à autoria e motivação, mas a maioria ou quase a totalidade está ligada ao fenômeno do tráfico de drogas. Petrolina é uma cidade estratégica, faz divisa com outro estado, e existe o monitoramento dessa guerra entre facções de Pernambuco e da Bahia, que tentam ocupar o espaço e o domínio do tráfico na região”, declarou.
REFORÇO POLICIAL EM PETROLINA
Em meio à violência desenfreada, a SDS determinou o reforço policial em Petrolina. Foram destinados 68 policiais militares de diversos batalhões com a promessa de melhorar o patrulhamento preventivo na cidade, além de realizar ações em pontos com maior incidência criminal.
A Polícia Civil enviou dois delegados, 10 agentes e seis escrivães, que passaram a atuar na Delegacia de Homicídios e nas duas delegacias circunscricionais do município.
Parte da cúpula da SDS também viajou para Petrolina nesta segunda-feira (23), onde ocorre uma reunião emergencial para tratar de novas medidas de combate ao crime. Estão no município a secretaria-executiva da SDS, Mariana Cavalcanti, o comandante-geral da PM, coronel Ivanildo Torres, e a delegada-geral adjunta da Polícia Civil, Beatriz Leite.
Até agora, nenhum dos três representantes da cúpula concederam entrevista sobre a situação em Petrolina.
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Por Marcus Prado*
No discurso proferido na Academia Pernambucana de Letras (APL) há poucos dias, a escritora e acadêmica Maria Lecticia Cavalcanti (cadeira 23) elegeu, como selo de validação às suas ideias sobre o ideal acadêmico, autores de forte tradição intelectual. Um deles, o filósofo Karl Jaspers (1883-1979), deve ser lembrado neste 23 de fevereiro, data em que se comemora o aniversário de seu nascimento.
Os saudosos mestres e escritores Paulo Freire, Nelson Saldanha e José Souto Maior — todos de inabalável presença na memória cultural de Pernambuco — muito teriam a dizer nesta data sobre o autor do clássico Origem e Meta da História (1949). Embora focados na Filosofia do Direito, Saldanha e Souto Maior foram profundos estudiosos da obra de Jaspers. A lembrança de Maria Lecticia evoca a marca que o filósofo e educador pernambucano herdou de Karl Jaspers.
Leia maisSobre as influências fenomenológico-existencialistas de Jaspers na obra de Paulo Freire — foco do meu interesse como leitor —, encontram-se detalhadas na tese de doutorado do professor Divino Lucas de Souza, mestre em Educação pela Universidade de Uberaba (MG). Para ele, Freire ancorou-se em Jaspers, um existencialista cristão, com o qual se identificou não só pelos escritos, mas também pela própria postura de vida.
Para Jaspers, explica Lucas, somos um projeto inacabado; nunca podemos dizer “eu sou isso e ponto final”, pois, enquanto houver vida, há a possibilidade de escolha e transformação. O crescimento humanístico ocorre através da transcendência — o que não significa necessariamente algo religioso, mas sim a capacidade humana de ir além de seus limites imediatos, das necessidades biológicas e das pressões sociais. Para Jaspers, a “comunicação existencial” é a forma mais elevada de relação humana, em que as pessoas se revelam umas às outras.
Freire transro que teve significativa parte de sua obra de maturidade influenciada por Jaspers. Ele não é apenas o brasileiro mais citado em textos acadêmicos de humanidades no mundo; é o arquiteto de uma mudança de paradigma que transformou a educação põe essa ideia para a educação, definindo o diálogo como uma necessidade ontológica e a base de uma pedagogia libertadora. Freire deu novo vigor ao conceito de diálogo do filósofo existencialista, transformando-o de uma postura ética individual em uma ferramenta de transformação social e política.
É memorável o prestígio mundial de Paulo Freire, fenômeno .raro para um educador brasileiro. Ele não é apenas o brasileiro mais citado em textos acadêmicos de humanidades no mundo; é o arquiteto de uma mudança de paradigma que transformou a educação de um ato de “transmissão de dados” em um ato de libertação política e social. Sua obra-prima, Pedagogia do Oprimido, é um dos livros mais citados em universidades de excelência; em Harvard e Oxford, suas ideias são pilares nas faculdades de Educação e Sociologia.
Freire recebeu títulos de Doutor Honoris Causa de quase 30 instituições ao redor do mundo, incluindo Genebra, Cambridge e Bolonha. Dou o testemunho de que os informativos literários e bibliográficos da Cambridge University Press, dos quais sou assinante, habitualmente fazem referências aos textos do pernambucano quando o assunto é educação. Para se ter uma ideia de seu prestígio, existe um monumento em Estocolmo (Suécia) chamado The Free Word (A Palavra Livre), onde Paulo Freire aparece em destaque ao lado de figuras como Angela Davis e outros defensores da liberdade de expressão.
Viveu em Genebra, durante seu exílio da ditadura militar brasileira. Lá, fundou o Instituto de Ação Cultural (IDAC), expandindo sua pedagogia libertadora para projetos na África.
*Jornalista
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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
Em entrevista ao blog Capital Digital, o presidente do Serpro, Wilton Mota, afirmou na última quinta-feira (19) que a estatal já opera no limite de sua capacidade instalada e confirmou que a expansão da infraestrutura tecnológica entrou em uma fase decisiva, com foco prioritário na implantação de um novo data center no polo de informática do Distrito Federal. Ele vinculou diretamente esse movimento à reforma tributária e ao crescimento acelerado do uso de inteligência artificial no governo federal, que elevam de forma estrutural a demanda por processamento, armazenamento e segurança da informação.
Segundo Mota, o projeto do novo data center em Brasília está pronto e as negociações para sua implantação avançam no âmbito da Biotic, iniciativa associada ao parque tecnológico do DF. A intenção é iniciar a construção ainda no primeiro semestre, adotando um modelo de crescimento escalável, capaz de acompanhar a demanda real sem gerar capacidade ociosa excessiva. Para o presidente do Serpro, “não faz sentido comprar supercomputador sem uso”, e a estratégia é preparar a infraestrutura para placas de IA e cargas críticas, ampliando o parque conforme os serviços cresçam.
Leia maisDe acordo com o presidente do Serpro, a pressão por novos data centers não vem apenas da Receita Federal e do Ministério da Fazenda, mas do ingresso de outros órgãos federais que passaram a migrar seus sistemas para o Serpro. Ao mesmo tempo, aplicações de inteligência artificial elevam significativamente o consumo de energia e processamento, exigindo planejamento de médio e longo prazo. Por isso, a estatal trabalha com um horizonte de 10 anos para o seu parque de data centers, tendo Brasília como prioridade imediata.
O plano de expansão vem acompanhado de números que dão a dimensão do esforço financeiro já em curso. Mota informou que, em 2025, o Serpro executou cerca de R$ 290 milhões a R$ 295 milhões em investimentos diretos, com foco em infraestrutura. Desse total, aproximadamente R$ 100 milhões foram destinados exclusivamente à segurança da informação, área que ele classifica como essencial para evitar prejuízos institucionais e vazamentos de dados. “Segurança não dá retorno, ela evita prejuízo”, resumiu.
Além dos investimentos diretos, o presidente destacou que a estratégia de nuvem do Serpro envolve parcerias estruturantes de longo prazo, com um volume estimado de R$ 1,5 bilhão ao longo de sete anos, amortizados gradualmente. Esse pacote sustenta a chamada nuvem soberana, ambiente onde rodam sistemas críticos do governo federal, incluindo as plataformas da reforma tributária. Embora esses valores não sejam exclusivos do novo data center do DF, eles formam a base financeira que viabiliza a expansão física e lógica da infraestrutura.
São Paulo e Rio de Janeiro
Embora não tenha informado na entrevista, é sabido que nos próximos meses o Serpro deverá apresentar um projeto que visa a “Evolução do Parque Tecnológico”. Para viabilizar o projeto, a estatal foi autorizada pela Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento a contrair empréstimo com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (braço financeiro do Banco Mundial) no valor de até US$ 433 milhões; cerca dava R$ 2,462 bilhões no câmbio do dia 27 de março, data em que ocorreu a aprovação. É mais do que o valor previsto por Wilton Mota (R$1,5 bilhão) para a expansão da infraestrutura da estatal num prazo de sete anos. A proposta de financiamento do Serpro foi a maior aprovada naquela reunião entre outros pedidos de empresas estatais que totalizaram US$ 920 milhões.
A ampliação no DF não exclui outros movimentos. São Paulo segue no radar, com estudos em andamento para decidir entre a construção de um novo centro de dados ou um retrofit profundo no facility existente, aproveitando áreas que serão liberadas após a migração de cargas. O Rio de Janeiro também aparece como possibilidade futura, em função da concentração de órgãos públicos e da existência de estruturas que podem ser reaproveitadas, desde que viáveis do ponto de vista energético. Mota falou que está revendo o que fazer com a infraestrutura ociosa no Andaraí (RJ).
Na visão do presidente do Serpro, a implantação do data center no polo de informática do Distrito Federal representa mais do que uma obra de expansão. Trata-se de um reforço estratégico da infraestrutura pública digital, voltado a garantir resiliência, alta disponibilidade e controle estatal sobre sistemas considerados vitais. Em um cenário de reforma tributária e avanço da IA, a mensagem é clara: sem novos investimentos físicos e orçamentários, não há como sustentar a próxima etapa da digitalização do Estado brasileiro.
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, voltou a afirmar nesta segunda-feira (23) que acabar com a escala 6×1 é uma das principais prioridades do governo federal este ano.
“A proposta que nós estamos defendendo, junto com o [presidente Luiz Inácio] Lula é o fim da escala 6×1, ou seja, no máximo 5×2. No mínimo, o trabalhador ter dois dias de descanso por semana livres e reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais sem redução de salário”, explicou. As informações são da Agência Brasil.
Leia maisDurante a participação na estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Boulos disse que há muita resistência de empresários contra a medida, mas que já era esperado, à exemplo de outros avanços históricos como a implantação do salário mínimo, do 13º salário ou férias remuneradas.
“Eu nunca vi patrão defender aumento de direito do trabalhador. Ele sempre vai ser contra, sempre vai contar um monte de lorota dizendo que vai acabar [com a economia]. O fato é que tudo isso foi aprovado historicamente no Brasil e a economia não ruiu”, afirmou.
Boulos disse ainda que aprovar a PEC da Segurança Pública também é prioridade para que um Ministério da Segurança Pública possa ser criado com atribuições estabelecidas por lei.
A garantia de direitos do trabalhador de aplicativos de transporte também está entre um dos esforços do governo federal para este ano, destacou o ministro.
Para ele é necessário estabelecer taxas de percentual fixas a serem repassadas às empresas que operam os aplicativos, para que o trabalhador não seja lesado.
“A empresa só faz a intermediação tecnológica. Liga o passageiro ao motorista, faz a gestão de um aplicativo, ela não troca um pneu, não tem um carro, não dirige, e de cada viagem ela fica com 50% do lucro do trabalhador. Isso é inaceitável”, disse.
De acordo com o ministro, o debate se estende aos entregadores por aplicativo. No final do ano passado, a pasta liderada por Boulos anunciou a criação de um grupo de trabalho para formular propostas de regulação trabalhista para a categoria.
A participação do ministro Guilherme Boulos no programa de estreia comandado pelo jornalista José Luiz Datena foi transmitida ao vivo dos estúdios da Rádio Nacional, em São Paulo.
Hidrovias
O ministro informou que retorna ainda nesta segunda-feira a Brasília para uma reunião com lideranças indígenas do estado do Pará que protestam contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).
No final de semana, representantes do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) ocuparam o escritório da multinacional Cargill, que opera no Porto de Santarém, no Pará, exigindo a revogação do decreto, por considerarem que os efeitos de medida ameaçam o meio ambiente e a soberania alimentar dos povos.
“Eu tenho defendido que o governo atenda a pauta indígena e eu acho que tem possibilidade real disso acontecer. Eu acredito que hoje vamos ter notícias boas sobre isso”, adiantou Boulos.
Ao ser questionado sobre uma medida mais efetiva, como a revogação do decreto, o ministro disse que a decisão ainda passará pelo debate com outros ministérios que participaram da construção do decreto.
“Esse decreto foi publicado antes de eu entrar no governo, mas te adianto que a minha defesa é que a gente consiga atender à reivindicação deles que é justa e necessária”, afirmou.
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A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realiza, nesta segunda-feira (23), a solenidade de concessão do título honorífico de “Terra da Poesia” ao município de São José do Egito, no Sertão do Pajeú. A homenagem, instituída pela Resolução nº 2135/2025, será formalizada às 18h, no Auditório Senador Sérgio Guerra, no Recife.
Autor da iniciativa, o deputado estadual Gustavo Gouveia destacou o reconhecimento à tradição cultural do município. “São José do Egito recebe, com alegria e orgulho, o título honorífico de Terra da Poesia, concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco”, afirmou. A medida reconhece a relevância histórica da produção poética local e a contribuição de poetas e poetisas para a cultura pernambucana.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) reagiu à declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o partido ser o responsável por definir os candidatos aos governos estaduais. Neste sábado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que seu pai confecciona “uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos e a outras participações políticas igualmente relevantes”, o que foi prontamente rebatido por Valdemar. Para Carlos, a postura do líder partidário demonstra o interesse em deixar Bolsonaro “isolado” no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Carlos visitou o pai na prisão no sábado, ao lado de outros parlamentares, no mesmo dia em que divulgou que seu pai está elaborando uma lista. Horas depois, em entrevista ao portal Poder360, Valdemar disse que a atribuição de Bolsonaro é indicar apenas os nomes ao Senado, enquanto o partido define os arranjos estaduais. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores. Todos nós damos palpites em tudo. É normal. Sempre ouvimos nossos parceiros — disse Valdemar.
O ex-presidente cumpre a pena na Papudinha desde o dia 15 de janeiro, após ser transferido à unidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe. Desde que Bolsonaro foi transferido para Papudinha, a unidade prisional se consolidou como ponto de validação política do bolsonarismo, onde cenários estaduais são apresentados, alianças são debatidas e decisões estratégicas recebem a chancela do ex-presidente.Neste domingo, Carlos repercutiu a declaração de Valdemar. De acordo com ele, “ninguém disse” que a família Bolsonaro não conversa com ninguém e que não poderia indicar governadores. O ex-vereador sustentou já haver o entendimento de que seu pai iria elaborar uma relação com os nomes que apoia, além de frisar que o PL poderia apoiá-lo nisso e “em outras situações”.
“Me parece que as coisas estão meio desencontradas sem querer querendo! As peças todas parecem se encaixar! Deixar o preso político isolado e fazendo isso que estamos vendo e de forma acentuada está cada dia mais… Estranho”, escreveu Carlos.
A fala não foi minha, foi do Presidente Jair Bolsonaro e ninguém disse que não conversamos com ninguém e que ninguém poderia indicar governadores. O que me foi orientado é que ele faria uma lista de candidatos que ele apoiaria. Creio que o PL poderia dar uma força inclusive em… pic.twitter.com/v9Qt3aujpD
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) February 22, 2026
O ex-presidente cumpre a pena na Papudinha desde o dia 15 de janeiro, após ser transferido à unidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Desde que Bolsonaro foi transferido para Papudinha, a unidade prisional se consolidou como ponto de validação política do bolsonarismo, onde cenários estaduais são apresentados, alianças são debatidas e decisões estratégicas recebem a chancela do ex-presidente.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Prossegue a nossa história política com ares de novela mexicana. No último capítulo, o patriarca da família, que está preso e tenta preservar seu legado elegendo os membros da sua família, recebe na prisão alguns aliados. E indica apoio ao Senado em Santa Catarina à deputada Caroline de Toni (PL), para compor a chapa ao lado de seu filho 02, Carlos Bolsonaro (PL), que trocou o Rio de Janeiro, onde era vereador, pela cidade de São José, próxima de Florianópolis, para a aventura catarinense. Então, o senador Esperidião Amin (PP), no papel de idoso abandonado, resolve, pela primeira vez, se manifestar: vai às redes sociais e declara somente o seguinte: “Quero reiterar, sou candidato ao Senado por Santa Catarina”.
Direita totalmente desarrumada
Se Amin afirma que será candidato, significa, então, que isso não se dará pela mesma chapa de direita que se forma para a reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Significa que a direita, no estado mais bolsonarista do país, está totalmente desarrumada pela migração de Carlos para o seu jogo eleitoral. Depois da unção de Jair Bolsonaro a Carol de Toni, pronunciou-se Jorginho Mello, incluindo a deputada na sua chapa.
Amin: “Sou candidato ao Senado”
Jorginho Mello disse, então, que a chapa terá como vice o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), Carol de Toni e Carlos Bolsonaro. O problema é que não há muito tempo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tinha resolvido intervir em Santa Catarina, determinando que Mello mantivesse o compromisso que tinha assumido antes com o PP para dar uma das vagas ao Senado para Amin. Valdemar teme que, a partir de Santa Catarina, se forme uma onda que tire o PP da aliança em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência.
Carol fez movimento anterior
Quando Valdemar interveio no jogo, foi Caroline de Toni quem ameaçou sair do PL para disputar o Senado por outro partido. É ela quem lidera as pesquisas de intenção de voto. O fato é que ou ela ou Amin terão de sobrar na chapa, porque ninguém parece ter coragem de mexer em Carlos Bolsonaro, ainda que sua migração tenha provocado reações de grupos catarinenses.
Com o PSD
A partir da disposição de Amin de não abrir mão do Senado, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que pretende sair para o governo, convidou-o para compor sua chapa. Amin não se pronunciou. Anda cogitando ir, inclusive, à Papudinha para esclarecer a situação diretamente com Jair Bolsonaro.
Com o MDB
João Rodrigues conversa também com o MDB, que também foi escanteado da chapa de Jorginho Mello, que, antes de fechar com Adriano Silva, prometera para o partido a vaga de vice. O MDB está fazendo uma consulta aos filiados sobre se querem chapa própria, Rodrigues ou seguir com Mello mesmo sem vaga.
Sem Flávio
Qual é o grande risco de toda essa negociação? Que esse racha no estado mais à direita do país enfraqueça a candidatura de Flávio e fortaleça a outra opção conservadora: a que será lançada pelo PSD. Se formaria ali uma forte aliança na direção de um dos três governadores pré-candidatos do partido de Gilberto Kassab.
À esquerda
A brigalhada vai produzindo outros contornos. O presidente do Sebrae, Décio Lima, é candidato ao Senado pelo PT. E, então, em um estado conservador, busca tirar proveito da divisão convidando alguém mais à direita para compor a sua chapa: no caso, o nome cogitado é o ex-deputado estadual Gelson Merísio (Solidariedade).
Lula
Segundo andou dizendo Décio Lima, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria diretamente envolvido na composição de uma chapa com Gelson Merísio como candidato a governador. Além de Décio, a chapa imaginada teria a ex-deputada federal Ângela Albino (PCdoB) na outra vaga para o Senado.
Desarrumações
Tais desarrumações tornam os próximos capítulos emocionantes. Vale também ficar de olho no núcleo do DF. Sem lugar na chapa da vice-governadora Celina Leão (PP), o governador Ibaneis Rocha (MDB) volta a imaginar a candidatura ao governo do deputado Rafael Prudente (MDB).
Os deputados Eduardo da Fonte e Lula da Fonte apresentaram um projeto de lei que cria, no Sistema Único de Saúde (SUS), a função de Profissional de Enfermagem Navegador. A proposta tem como objetivo orientar o percurso do paciente dentro da rede pública, especialmente em casos de média e alta complexidade, como cirurgias e tratamentos oncológicos. A iniciativa surgiu a partir de sugestão do Conselho de Saúde da Federação União Progressista e integra um conjunto de medidas voltadas à modernização do sistema, incluindo a proposta de unificação do prontuário eletrônico do SUS.
De acordo com o projeto, o profissional acompanhará o paciente desde a suspeita de diagnóstico até o tratamento, auxiliando no agendamento de consultas e exames, monitorando prazos e facilitando a comunicação entre unidades de saúde. A atuação poderá ocorrer de forma presencial ou por telessaúde, com monitoramento de indicadores como tempo de diagnóstico e início do tratamento. “Muitas vezes a pessoa recebe uma suspeita de diagnóstico e não sabe qual é o próximo passo. Fica rodando entre postos, hospitais, exames e autorizações, sem informação clara e sem acompanhamento”, afirmou Eduardo da Fonte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a tentativa de usar o comércio como arma afirmando que a forma de combater a medida é alcançando entendimentos por meio do diálogo e da negociação.
“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, declarou o presidente.
Lula discursou durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul, nesta segunda-feira (23). As informações são da CNN.
Leia maisA declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova tarifa global de 10% na sexta-feira (20) por meio da seção 122 do Ato do Comércio de 1974 depois da Suprema Corte barrar o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos e Emergência Internacional, na sigla em inglês).
No sábado (21), ele decidiu aumentar para 15%.
Antes de viajar para a Coreia do Sul, Lula mandou um recado ao líder americano: “Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países”, disse ele.
O presidente brasileiro também defendeu um acordo entre o Mercosul e Coreia do Sul, destacando o acordo entre Mercosul e União Europeia.
“O Mercosul está progredindo em tratativas comerciais com diversos países. Depois de duas décadas, assinamos acordo com a União Europeia, que criou uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Precisamos, agora, retomar as negociações de um Acordo MERCOSUL-República da Coreia”, afirmou Lula.
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O radialista Cícero dos Santos Nascimento, conhecido como “Irmão Cícero”, morreu após grave acidente registrado nas primeiras horas do domingo (22), na rodovia PB-228, nas proximidades de Taperoá, no Cariri paraibano. De acordo com as informações, ele perdeu o controle do veículo e capotou após colisão com um caminhão do tipo truck. O comunicador foi socorrido em estado grave para o Hospital Municipal de Taperoá e, em seguida, transferido para o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, onde não resistiu aos ferimentos.
Natural do distrito do Cajá, em Caldas Brandão, Irmão Cícero atuou no rádio em sua cidade e em outros municípios da região, destacando-se na cobertura de fatos locais e regionais. Além da atuação como radialista, exercia liderança religiosa como presbítero da Assembleia de Deus e era responsável pelo Portal Terra da Tapioca. Outras vítimas envolvidas no acidente permanecem internadas no Hospital Municipal de Taperoá. Com informações do Blog do Marcello Patriota.
