Flávio gera mais expectativa de poder
No primeiro turno, as pesquisas eleitorais erraram em vários Estados e na corrida presidencial. No embate Lula (PT) x Flávio (PL), o petista sempre apareceu à frente, mas quando os votos saíram das urnas apareceu em segundo, com o filho de Bolsonaro abrindo dois pontos de vantagem – 47% a 45%. Nas primeiras sondagens, ontem, o que se esperava aconteceu, com o liberal permanecendo na frente.
Pelo Datafolha, entretanto, a vantagem de Flávio é muito pequena, quase dentro da margem de erro, de quatro pontos percentuais – 49% a 44%, enquanto no Datapoder chega a 6 pontos. Quando se computam apenas os votos válidos no Datafolha, Flávio vai a 52% e Lula fica em 48%, a mesma diferença. Um dado chama a atenção: os indecisos representam apenas 1%, enquanto brancos e nulos somam 5%.
Leia maisLula pode virar ainda? Esta é a pergunta mais ouvida. Tudo é possível. O jogo não está decidido, mas eleição é soma. Enquanto Lula ficou perdendo tempo com a lavagem de roupa suja em reuniões com aliados, Flávio foi em busca de apoios. O liberal já agregou apoios importantes, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que disputaram no primeiro turno, além de cinco partidos.
Legendas, aliás, que estão no Governo Lula, como o PSD, Republicanos e União Brasil. Flávio trouxe ainda o Podemos, que cresceu muito e terá uma bancada expressiva na Câmara, em torno de 27 deputados. Quando um partido detém uma fatia de poder numa gestão e passa para o outro lado do balcão sinaliza por mudanças, reflete descrédito na capacidade do presidente em reverter o processo eleitoral adverso.
A campanha de rua de segundo turno começou agora. A propaganda eleitoral no rádio, na TV e nas redes sociais só terá seu start hoje. Vêm pela frente os debates na TV e as estratégias políticas, eleitorais e de marketing. Lula é mais experiente, bom nos debates e tem uma militância muito mais aguerrida.
Mas um fato é indiscutível: na primeira semana pós-eleição de primeiro turno, Flávio criou em torno da sua candidatura um ambiente muito mais favorável do que Lula. Apoios, fatos positivos e campanha para cima geram expectativa de vitória e de poder.
CENÁRIO RUIM PARA LULA – Na pesquisa Datafolha, houve uma redução de dois pontos na rejeição de Flávio Bolsonaro, com 43% das pessoas dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Já a rejeição a Lula cresceu um ponto, de 45% para 46%. Embora os movimentos tenham sido na margem de erro, o aumento de três pontos na distância na guerra de rejeições eleva a dificuldade para a campanha à reeleição do petista nesse segundo turno, que também não teve melhora na avaliação de governo. E governo com baixas taxas de avaliação, como o de Lula, tem extrema dificuldade de emplacar reeleição.

Candidato do PL ganhou maioria dos eleitores de Caiado, Zema e Cury – A primeira pesquisa do Datafolha para o segundo turno da disputa presidencial mostra para onde migraram até o momento os votos dos eleitores de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Segundo o levantamento, 46% foram para Flávio Bolsonaro (PL), enquanto outros 32% passaram a declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda dentro deste grupo, 15% afirmam que votam em branco ou nulo, segundo o Datafolha. Os números confirmam os sinais de que a tendência majoritária da chamada “terceira via” seria para o candidato bolsonarista.
O maior entrave – O alto percentual de eleitores que dizem estar totalmente decididos quanto ao voto (94%) é um entrave à estratégia da campanha de Lula de virar votos. A maior incidência de quem escolhe candidato para derrotar o adversário entre os eleitores de Flávio também é um dado que mostra a limitação do apelo a eleitores de outros candidatos em favor do presidente. Um de cada quatro eleitores que pretendem votar em Bolsonaro o faz para derrotar Lula e apenas 69% porque acreditam que ele é o melhor candidato. No caso de Lula, 83% o acham melhor e 13% votam para derrotar Bolsonaro.
Cury também adere – O escritor Augusto Cury (Avante), que ficou em terceiro lugar na disputa à Presidência, anunciou, ontem, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Os dois tiveram um encontro pela manhã. Segundo a assessoria do ex-candidato, foi entregue uma carta de compromissos políticos ao candidato do PL. Flávio assinou o documento. “A decisão foi tomada após uma longa conversa entre os dois e a assinatura, por Flávio, de um compromisso público com propostas defendidas por Cury durante sua campanha, voltadas à transformação social, à modernização do país e à pacificação nacional”, informou Cury em nota.

Para tirar do pobre – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como uma “aberração” o anunciado “tesouraço” de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário nas eleições, caso ele seja eleito presidente no próximo dia 25. O petista disse que esses cortes vão afetar diretamente as pessoas pobres do país. “Uma aberração do ponto de vista de proposta política que é a ideia do ‘tesouraço’. No Brasil, toda vez que um governo fala em corte, quando faz teto de gastos, quando fala de ajuste fiscal, ele não fala tentando fazer com que os ricos percam alguma coisa. Eles fazem essa proposta para tirar do pobre”, afirmou.
CURTAS
NO DF – A governadora Celina Leão (PP) lidera a disputa de segundo turno no Distrito Federal, com 55% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha. O candidato do PT, Leandro Grass, tem 37%. Ainda segundo a pesquisa, 3% dos eleitores estão indecisos sobre qual candidato votar, e 5% declararam intenção de votar nulo ou branco. Em votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções, Celina lidera com 60%, contra 40% de Grass.
INQUÉRITO – A Polícia Federal instaurou um inquérito, ontem, para apurar as causas do incêndio que atingiu um prédio do Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O órgão mantém tratativas com o reitor Alfredo Gomes e o comandante do Corpo de Bombeiros. As chamas atingiram o edifício na noite de quarta-feira e o segundo andar foi destruído.
CRIMINOSO – Os senadores eleitos Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) manifestaram preocupação com a possibilidade de um suposto incêndio criminoso no prédio da UFPE. “Diante dos relatos de ameaças após um ato pró-Lula, é fundamental esclarecer os fatos”, disse a pedetista. Já o senador Humberto divulgou que acionou a Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) pedindo investigação “imediata e rigorosa”.
Perguntar não ofende: Por que nenhum dos candidatos de primeiro turno declarou apoio a Lula?
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Partido Liberal (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não querem assumir o compromisso de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalha 6×1, em discussão no Senado Federal.
“Eu estou sabendo, pelo noticiário da imprensa, que o meu adversário está propondo ao partido dele abstenção. Isso saiu na imprensa de hoje. Ele tá com vergonha de dizer que não vai estar no plenário, mas está pedindo para o partido dele, para o PL se abster, na perspectiva de não assumir compromisso com a redução da jornada de trabalho para o povo trabalhador brasileiro”, disse. As informações são do g1.
Leia maisO presidente, candidato à reeleição, também afirmou que o “tesouraço” nas despesas proposto por Flávio Bolsonaro é uma “aberração” e que herdou orçamento insuficiente do governo de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.
“E uma outra coisa que eu queria conversar com os nossos senadores, com os nossos parlamentares, e que tem levado a uma aberração, do ponto de vista de proposta política, é a ideia do ”tesouraço'”, disse Lula.
O presidente afirmou que precisou fazer a PEC da Transição em 2022 para corrigir problemas no orçamento de 2023, proposto pelo governo Jair Bolsonaro e aprovado pelo Congresso Nacional.
Lula disse que os pobres são sempre quem mais sofrem com ajuste fiscal e corte de despesas no Brasil.
“Vou dar o que significa ‘tesouraço’ para essa gente: corte de 59% no Farmácia Popular. Foi o que eu encontrei no orçamento para eu começar a trabalhar. Corte de 50,7% para os mais médicos; corte de 45% para a prevenção e controle do câncer; corte de 97% na verba para infraestrutura escolar. Só tinha verba suficiente para comprar um ônibus escolar no orçamento deixado para mim. Nós já compramos 12.000 ônibus”, afirmou.
O presidente também citou:
“Agora eles estão dizendo que vão fazer corte. Eu sei que o corte que eles vão propor, é importante que a sociedade fique atenta”, disse Lula.
Lula rebateu promessa de campanha feita nesta quinta-feira (8) por Flávio de aumentar as aposentadorias da Previdência Social.
“Ele não tem experiência. A não ser nós, desde 2003, não tem presidente que conceda aumento aos aposentados acima da inflação”, afirmou.
O presidente evitou comentar o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta que o mostra 4 pontos percentuais atrás de Flávio em votos válidos.
“Eu não avalio pesquisa. Não trabalho assim”, disse. “Tenho 17 dias para isso e minha obrigação é trabalhar para ganhar esses votos”, afirmou.
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O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na disputa ao Planalto, afirmou nesta quinta-feira (8/10) que foi “exigente” antes de declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e cobrou do candidato o compromisso de governar sem ódio e sem vingança.
Cury disse que apresentou propostas ao senador e condicionou o apoio à assinatura de um documento com compromissos para um eventual governo. Segundo o escritor, não houve negociação por cargos. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Quanto a Flávio Bolsonaro, fui exigente. Afirmei que precisamos de um governo para todos. Sem ódio, sem vingança. Fiz perguntas e apresentei várias propostas. Não pedi cargos”, afirmou.
O ex-presidenciável disse que Flávio aceitou suas condições e ressaltou que o apoio não significa um “cheque em branco”.
“Não é um cheque em branco, é um compromisso com o Brasil. Eu e todo o povo brasileiro vamos cobrar”, declarou.
Augusto Cury também explicou por que decidiu não apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O escritor afirmou ser contrário à reeleição e criticou os juros elevados e a condução da economia brasileira.
“Sou radicalmente contra a reeleição. Também sou contra o modelo econômico que vem asfixiando o Brasil com juros altíssimos. Por isso, não posso apoiar Lula. Não é pessoal, é por causa do projeto”, disse.
O Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, mostrou nesta quinta que o escritor tinha decidido apoiar Flávio.
Terceiro
Cury recebeu 3,4 milhões de votos no primeiro turno, o equivalente a 2,89% dos válidos. O escritor havia anunciado, logo após a votação de domingo (4/10), que permaneceria em silêncio sobre a disputa entre Lula e Flávio.
A decisão de apoiar o senador foi tomada após uma conversa por videochamada nesta quinta. Flávio afirmou, durante uma transmissão ao vivo, que concordou com todas as propostas apresentadas pelo escritor e assinou o documento.
O apoio de Cury amplia a lista de antigos adversários que passaram a apoiar Flávio no segundo turno. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de Clariana Barão (DC), também declararam voto no senador.
O candidato do PL também conseguiu atrair cinco partidos desde o primeiro turno. União Brasil, PP, Novo e Republicanos anunciaram apoio nos primeiros dias após a votação. Nesta quinta-feira, o Podemos também anunciou endosso ao senador.
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Por Emerson Saboia – Blog da Folha
Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confira a lista dos parlamentares, suas biografias e patrimônios declarados à Justiça Eleitoral, na ordem dos mais votados:
Leia maisJones Manoel (PSOL) — 249.077 votos
Segundo mais votado do estado para o cargo e primeiro deputado do PSOL eleito no Nordeste, o historiador e doutorando Jones Manoel foi candidato ao governo de Pernambuco em 2022 e agora conquista uma cadeira na Câmara dos Deputados. O comunista ficou conhecido nas redes sociais pelo conteúdo político que produz e pelos debates no estilo “coliseu”, nos quais enfrenta diversos opositores. Seu patrimônio é de R$ 170.790,43.
Anderson Ferreira (PL) — 185.429 votos
Irmão gêmeo do deputado estadual eleito André Ferreira (PL), Anderson foi o candidato de direita mais votado para o cargo no estado. Foi eleito deputado federal em 2010 e reeleito em 2014, mas deixou a Câmara em 2017 para assumir a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Em 2022, disputou o governo de Pernambuco. Seu pai é o pastor da Assembleia de Deus e ex-deputado estadual Manoel Ferreira. Nasceu em 1972, no Recife. Seu patrimônio é de R$ 2.171.207,61.
Marcelo Gouveia (Podemos) — 183.124 votos
Eleito prefeito de Paudalho nas eleições de 2016, Marcelo Gouveia nasceu no Recife, em 1985. É engenheiro de formação, filho e neto de ex-prefeitos de Paudalho. O deputado estadual Gustavo Gouveia (Podemos) é seu irmão. Seu patrimônio é de R$ 2.235.581,59.
Juliana de Chaparral (União) — 183.089 votos
Candidata mais votada para o cargo, Juliana nasceu em 1983, em Orobó, no Agreste do estado, e declara ser professora. Sua carreira política começou em 2018, quando disputou uma vaga de deputada estadual. Em 2020, foi eleita prefeita de Casinhas, no Agreste, e reeleita em 2024. Seu marido, Cleber Chaparral, é prefeito de Surubim, também no Agreste. Seu patrimônio é de R$ 730.000,00.
Gilson Machado (Podemos) — 156.754 votos
Ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro, foi presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), candidato ao Senado por Pernambuco em 2022 e candidato à Prefeitura do Recife em 2024. Gilson Machado nasceu em 1968, no Recife, é pai do deputado estadual eleito Gilson Machado Filho (Podemos) e declara ser produtor agropecuário como profissão. Seu patrimônio é de R$ 1.772.443,83.
Rosa Amorim (PT) — 144.101 votos
Nascida em 1996, em Caruaru, no Agreste do estado, Rosa foi eleita deputada estadual em 2022. Sua trajetória política teve início no movimento estudantil e em encontros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Tem forte atuação nas redes sociais e milita pela causa LGBTQIAPN+. Rosa não declarou bens.
Gabriel Porto (PSB) — 114.860 votos
Filho do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, Gabriel disputou uma eleição pela primeira vez. Seu pai está no quarto mandato. O deputado federal eleito nasceu em 1993, no Recife. Seu patrimônio é de R$ 2.084.781,00.
Eduardo Moura (Novo) — 113.482 votos
Jornalista de profissão, Eduardo nasceu em 1980, no Recife. Em 2024, foi eleito vereador da capital. Moura ficou conhecido nas redes por conteúdos em que confronta órgãos públicos do Recife no que chama de fiscalização. Esta é sua primeira eleição para a Câmara Federal. Seu patrimônio é de R$ 600.000,00.
Eliane Soares (PSB) — 102.396 votos
Ex-prefeita de Santa Cruz da Venerada, no Sertão do Araripe, Eliane nasceu em 1975, no município de Ouricuri. Declarou ser empresária como profissão. Seu patrimônio é de R$ 3.887.755,43.
Thiago Medina (PL) — 88.354 votos
Vereador do Recife eleito em 2024, Thiago diz defender os valores cristãos e a liberdade ideológica. Nascido em 2003, em Belo Horizonte, Minas Gerais, é uma liderança jovem da direita e recebeu apoio de parlamentares de projeção nacional. Seu patrimônio é de R$ 17.516,59.
Liana Cirne (PT) — 85.039 votos
Professora da Faculdade de Direito do Recife (FDR), Liana foi eleita vereadora do Recife em 2020 e reeleita em 2024. Nasceu em 1971, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foi advogada do Movimento Ocupe Estelita. Seu patrimônio é de R$ 682.074,68.
Ricardo Teobaldo (Podemos) — 59.951 votos
Nascido em Limoeiro, no Agreste, em 1965, Ricardo foi prefeito da cidade natal por dois mandatos e eleito deputado federal em 2014 e 2018. Em 2022, não conseguiu se reeleger para a Câmara, mas agora retorna ao Legislativo federal. Também foi deputado estadual entre 2007 e 2010. Seu patrimônio é de R$ 7.255.491,88.
A coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir” afirmou nesta quinta-feira que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a realização do segundo turno das eleições para o governo do Rio. O grupo político de Eduardo Paes (PSD) contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, pouco antes, decidiu indeferir o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e determinou a recontagem de votos válidos do primeiro turno, o que abriu caminho para a vitória do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL), no primeiro turno.
Em nota, a coligação de Paes cita votos divergentes no TSE, que barrou Garotinho e anulou os votos do ex-governador por maioria, com placar de 5 a 2. A nota cita a defesa do respeito à soberania popular e a “exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais“A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno da eleição para governador do Estado do Rio de Janeiro, conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo”, destaca a nota.
Correligionários de Paes disseram ao GLOBO que veem a manobra como uma “última esperança” no pleito. Apesar disso, o desânimo já toma conta das fileiras da coligação.
Garotinho ficou inelegível depois de uma condenação por improbidade administrativa, mas conseguiu se manter na disputa por causa do andamento de recursos. No dia seguinte ao primeiro turno, porém, anunciou que desistiria de tentar reverter o caso na Justiça. O grupo político de Paes passou a alegar que o ex-governador estaria fechado com Ruas e contestar o movimento sob o argumento de que a presença de Garotinho nas urnas, na propaganda eleitoral e em debates televisivos ludibriou o eleitor, que teria achado que a candidatura era para valer. Disse que anular os votos seria “desrespeitar as urnas” e cobrou respeito ao resultado, o que adiaria a decisão final para 25 de outubro.
Após a votação, nesta quinta, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, proclamou o resultado do julgamento determinando uma imediata recontagem dos percentuais dos demais candidatos. Esta recontagem dispensaria segundo turno de Ruas contra Eduardo Paes, o segundo mais votado.
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O Senado Federal encerrou, nesta quinta-feira (8), a terceira sessão de discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. A sessão teve quórum de 52 senadores, com maioria de governistas e baixa presença da oposição pelo terceiro dia seguido. Os debates serão retomados na próxima semana, com as duas últimas sessões antes da votação em primeiro turno, também semipresenciais.
A sessão desta quinta foi curta. Aberta por volta das 16h30, a ordem do dia terminou perto das 17h. Apenas o senador Paulo Paim (PT-RS) discursou, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encerrou os trabalhos na sequência. As informações são da CNN.
Em conversa com jornalistas no plenário, Alcolumbre voltou a dizer que ainda não recebeu nenhum requerimento da base do governo para acelerar a análise da proposta. Segundo o senador, são necessários 54 votos para apresentar o pedido. Ele ponderou, porém, que já houve casos em que foi apresentado com número menor de assinaturas.
Leia maisO calendário especial é o instrumento que o governo pretende usar para encurtar a tramitação. O objetivo é reduzir o intervalo previsto no regimento entre os dois turnos de votação da PEC. Sem esse atalho não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições.
O regimento do Senado estabelece cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e três antes do segundo, com prazo de cinco dias úteis entre as duas votações. O próprio regimento, porém, permite quebrá-lo, de modo que os dois turnos sejam realizados na mesma sessão. É essa brecha que o Executivo pretende usar.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que “quem tem prazo não tem pressa”. Ela afirmou que o governo vai esperar o momento oportuno para apresentar o requerimento. A senadora disse que está colhendo assinaturas, mas não revelou quantas já tem nem quantas faltam.
Enquanto isso, a oposição, liderada pelo PL, busca empurrar a votação para depois do pleito.
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse nessa quarta-feira (7) que não faz bem ao país votar um tema dessa gravidade em pleno período eleitoral. Ele classificou a discussão neste momento como oportunista e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.
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A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, contra 48% de Lula. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S. Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais. As informações são do g1.
Votos totais:
O Datafolha divulgou também os resultados que consideram apenas os votos válidos. Para chegar a esses números, o instituto exclui da conta quem declara voto nulo ou em branco e os indecisos. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.
Alguns destaques da pesquisa:
Segundo a pesquisa, 94% dos eleitores dizem estar totalmente decididos sobre o voto e 6% afirmam que ainda pode mudar.
Segundo o Datafolha, 76% dos eleitores entrevistados afirmam que vão votar no seu candidato porque acham que ele é a melhor opção. Outros 19% afirmam que vão votar para derrotar o adversário. Os índices são diferentes entre eleitores de Flávio Bolsonaro e Lula.
Eleitores de Flávio Bolsonaro
Eleitores de Lula
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem ver antes os nomes dos candidatos, 46% citaram Flávio Bolsonaro, 44% apontaram Lula como candidato, 5% declararam voto em branco, nulo ou nenhum e 4% estão indecisos.
Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro terminou o 1º turno com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre eles foi de cerca de 2,2 milhões de votos.
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos, entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.
A pesquisa é a primeira divulgada pelo Datafolha no período de 2º turno da eleição presidencial.
Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro terminou o 1º turno com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre eles foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Veja os dados completos da apuração.
O primeiro levantamento do Datafolha feito após a definição da disputa de segundo turno da eleição presidencial mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% em votos válidos e o presidente Lula (PT) com 48%.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para contabilizar o placar final no dia do pleito. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em votos totais, Flávio fica com 49% e Lula, com 45%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Indecisos, ponto focal de uma corrida que pode ser definida nos detalhes, somam 1%. Já dizem que vão votar em branco ou anular outros 5%.
Leia maisNo primeiro turno, realizado no domingo passado (4), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou 47,03% dos válidos, ante 45,16% do petista.
O Datafolha foi às ruas na terça-feira (6) e na quarta (7), em um trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo registrado com o código BR-02949/2026 no TSE. Foram entrevistados 2.520 eleitores.
A aferição dos pesquisadores ocorreu em meio a momentos díspares das campanhas que polarizaram toda a disputa até aqui.
Flávio surfa o otimismo do resultado expressivo da direita no primeiro turno e o fato de que acabou à frente de Lula, após estar atrás ou empatado com o presidente nas pesquisas até a véspera —ainda que os levantamentos sejam instantâneos da disputa, não previsões.
Na véspera do voto, o Datafolha fotografou Lula com os mesmos 45% dos válidos da quinta (1º) e Flávio oscilando dois pontos para cima, chegando a 42%. Na urna, só o senador ficou acima do rival —dentro da margem de erro, se fosse uma pesquisa.
Seja como for, o senador vendeu a partir da segunda (6) uma imagem de virada irrefreável, que temperou ao colher apoio de partidos como o PP e Republicanos e rivais como Ronaldo Caiado, cujo PSD, entretanto, não se alinhou a ninguém.
O presidenciável tem falado como eleito, e já delineou planos que antes não eram ouvidos em público, como o de mudanças constitucionais no sistema político e no Judiciário, uma obsessão do clã Bolsonaro no embate com o Supremo Tribunal Federal que viu o patriarca por fim preso.
Também prometeu suspender a reforma tributária, que passará a valer em etapas a partir de 2027, propor o fim da reeleição e a eventual extensão de mandatos do Executivo. Se isso estava perdido em linhas de seu programa de governo enviado ao TSE, nunca foi enunciado claramente por Flávio.
Do lado de Lula, além do desânimo natural para uma equipe que parecia otimista em excesso, há o problema da abstenção, que no primeiro turno atingiu recordistas 21,08%. Foram 33,4 milhões de eleitores, numa disputa em que o presidente ficou 2,2 milhões de votos atrás de Flávio.
O petista tem melhor intenção de voto em grupos que costumam faltar mais, com os menos escolarizados. Fazer esse eleitor ir às urnas foi foco do presidente no seu discurso admitindo o revés, na noite do domingo.
Depois sobrevieram as usuais acusações sobre de quem foi a culpa, se do governo com má avaliação ou da campanha, criticada por aliados e pelo próprio Lula.
O presidente disse nesta quarta (7) que sua jornada foi a “mais desorganizada” das sete eleições ao Planalto que disputou desde 1989.
Enquanto isso, a lavagem de roupa suja entre seus coordenadores e balões de ensaio, como postar o vice Geraldo Alckmin (PSB) na Fazenda em caso de vitória, começaram a ser soltos. O petista também conta com a votação do fim da escala 6×1, pauta popular que o opõe a Flávio, no Senado na semana que vem.
Ainda falta uma tática clara ao petista, que tem escasso tempo e também tenta mirar o público das redes sociais: o horário eleitoral começa já nesta sexta (9), e o segundo turno será daqui a três domingos, no dia 25.
Desde a redemocratização, nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno acabou vencedor. No pleito passado, quando enfrentou em 2022 o pai de Flávio, Lula iniciou a disputa do tira-teima marcando 53% a 47% sobre Bolsonaro nos válidos. Acabou vencendo por 1,8 ponto percentual.
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Gilson Machado e Gilson Machado Filho acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público Eleitoral contra publicações do deputado federal eleito Jones Manoel e de páginas nas redes sociais que relacionaram o incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) à campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo eles, as postagens teriam utilizado o episódio para prejudicar o candidato à Presidência. As medidas pedem a remoção dos conteúdos, aplicação de multas, identificação dos responsáveis e apuração de eventual divulgação de informações falsas durante o período eleitoral.
Os dois também citaram uma informação atribuída ao Diretório Central dos Estudantes (DCE), segundo a qual o incêndio teria sido provocado por um aparelho de ar-condicionado. “A esquerda é acostumada com a mentira, enganando as pessoas. Agora, não! […] Serão todos responsabilizados e a verdade retornará”, afirmaram. Gilson e Gilson Filho disseram ainda que acompanharão o caso e cobrarão a responsabilização de quem tiver cometido irregularidades.
Vereadores de Sertânia que integram o grupo governista formalizaram apoio à candidatura de Junhão Lins (PSD) para a Presidência da Câmara Municipal no biênio 2027/2028. Um documento assinado por parlamentares apresenta a composição da chapa, com Junhão como presidente, Luiz Abel de Albuquerque Arruda como 1º vice-presidente, Dodô Chaves como 2º vice-presidente, Patrícia da Conceição Silva como 1ª secretária e Niltinho Sousa como 2º secretário.
Também aparecem entre os signatários os vereadores Damião Silva e José Rielson Macário. Segundo o grupo, o acordo foi construído anteriormente com a previsão de alternância no comando da Casa após o mandato do atual presidente, Vando do Caroá (PL).

O presidente da Câmara Municipal de Sertânia, Vando do Caroá, reafirmou nesta quinta-feira (8) que permanece candidato à reeleição para o comando da Casa. A manifestação ocorreu após informações sobre a disputa pela próxima Mesa Diretora do Legislativo municipal.
Segundo Vando, não houve comunicação da prefeita Pollyanna Abreu indicando apoio à candidatura de Junhão Lins. Ele afirmou que, desde o início da atual gestão, ficou estabelecido que a definição sobre o segundo biênio seria discutida posteriormente entre os vereadores.
Vando disse ainda que considera precipitado tratar a eleição como definida antes da votação. A Câmara de Sertânia é formada por 13 vereadores, e o atual presidente afirmou que seguirá dialogando com os parlamentares em busca de apoio para permanecer no cargo.
O Partido Liberal (PL) em Petrolina acionou, nesta quinta-feira (8), a Justiça Eleitoral para questionar a realização de um ato de natureza político-eleitoral previsto para ocorrer às 18h nas dependências da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), no campus Petrolina. Na representação, o partido sustenta que o uso de uma universidade pública para promoção de candidatura durante o período eleitoral pode contrariar a legislação e pede que a Justiça avalie a regularidade do evento.
Segundo o PL, a medida busca garantir a aplicação das regras eleitorais sobre o uso de espaços e bens públicos durante a campanha. O partido afirma que eventual providência caberá à Justiça Eleitoral, após análise dos fatos apresentados na representação.
O documento é assinado pelo presidente do PL em Petrolina, Carlos Britto.
