A Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) realizou, ontem, uma Reunião Solene em homenagem aos 125 anos do Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro, instituição centenária e referência em educação no Agreste Meridional. A solenidade aconteceu no Auditório Senador Sérgio Guerra.
A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Izaías Régis, por meio do Requerimento nº 5148/2026, em reconhecimento à relevante contribuição do colégio para a formação educacional, moral e cidadã de gerações de pernambucanos.
Leia maisFundado em 1900, o Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro é o mais antigo de Garanhuns e uma das instituições educacionais mais tradicionais do interior de Pernambuco. Ao longo de sua história, o colégio consolidou-se como símbolo de excelência no ensino, alicerçado em princípios cristãos, disciplina acadêmica e compromisso com a formação integral de seus estudantes. Sua trajetória se confunde com a própria história do desenvolvimento educacional da região, tendo formado profissionais, líderes e cidadãos que contribuíram significativamente para Garanhuns e para todo o Estado.
Embora os 125 anos tenham sido completados em 2025, a sessão solene, inicialmente prevista para ocorrer no ano passado, precisou ser adiada por motivo de força maior e foi realizada em 2026, reunindo representantes da instituição.
Para Izaías Régis, a homenagem também carregou um significado pessoal e afetivo. “Tenho uma ligação muito especial com o Colégio Quinze. Meus pais eram presbiterianos, então cresci ouvindo sobre a importância dessa instituição para Garanhuns e para tantas famílias da nossa região. Eu ainda estudei o primário no Quinze e as minhas irmãs também estudaram no colégio, no internato, e guardamos muitas lembranças desse período. O Quinze sempre representou tradição, valores e excelência na educação. Homenagear essa instituição na Alepe é reconhecer a importância de sua história e de tudo o que ela continua representando para Pernambuco”, destacou o parlamentar.
O diretor do Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro, Presbítero Alexandre Monteiro, expressou gratidão pela homenagem prestada pela Assembleia Legislativa e o parlamentar. “Recebemos esse reconhecimento com profunda gratidão. Agradecemos ao deputado Izaías Régis pela sensibilidade em valorizar a história do nosso colégio e à Alepe por esta justa homenagem. Esse momento honra não apenas a instituição, mas todos que, ao longo desses 125 anos, ajudaram a construir esse legado de educação, fé e compromisso com a sociedade”.
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Por Jair Pereira*
Uma das citações mais memoráveis do escritor e poeta Charles Bukowski captura a essência da autenticidade sem filtros. Arrisco a presumir que ela traduz a libertação de quem não se submete às pressões sociais para ser aceito. É nela que eu vejo sinais da personalidade do amigo Raimundo Carrero, jornalista, escritor e fraterno amigo.
“Apenas os loucos e os solitários é que se podem dar ao luxo de serem eles próprios. Os solitários não têm ninguém para agradar e os loucos não se importam se agradam ou não.”
Leia maisTive o privilégio de conhecê-lo de perto e de conviver com ele durante o Governo Arraes, período em que testemunhei sua inteligência brilhante, sua sensibilidade e seu compromisso inabalável com a cultura pernambucana.
Mais tarde, ao substituí-lo na Presidência da Fundarpe em fevereiro de 1998 (seria muita pretensão dizer que fui seu sucessor), compreendi ainda mais a dimensão de sua dedicação ao patrimônio cultural do nosso Estado e o respeito que conquistou entre artistas, escritores e agentes culturais.
Com a sua partida, não perdemos apenas um dos maiores escritores de Pernambuco e do Brasil. Perdemos um amigo, um companheiro de jornada e uma referência intelectual e humana que marcou vidas. Alguém cuja presença sempre associei à inteligência e à generosidade e ao amor pela cultura.
Homens como Raimundo Carrero não desaparecem. Permanecem vivos em suas obras, em seus ensinamentos e na memória daqueles que tiveram a honra de caminhar ao seu lado.
*Jornalista
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Folha de Pernambuco
A pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco para o Senado revela que a ex-deputada Marília Arraes (PDT) lidera as intenções de voto nos dois cenários avaliados. Já o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT) aparece logo em seguida.
A primeira simulação, com a presença do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), Marília Arraes aparece com 21% das intenções de voto. Humberto Costa vem em seguida, com 16%. Em terceiro lugar, surge o deputado federal Mendonça Filho (PL), com 10%. Os deputados federais Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte aparecem empatados na pesquisa, com 8%, cada. Já o senador Fernando Dueire (PSD) tem 1% das intenções de voto. Nenhum, brancos e nulos somam 25%. Não sabem ou não responderam totalizam 11%.
Leia maisNo segundo cenário é apresentado o nome do ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato à Casa Alta Miguel Coelho (UB) aos pesquisados. Neste quadro, Marília Arraes segue liderando, com 23% das intenções de voto.
Em seguida, Humberto Costa aparece com 14%. Miguel Coelho contabilizou 12% e Mendonça Filho alcançou 10%. O deputado federal Túlio Gadelha atingiu 7% e o senador Fernando Dueire registrou 2%. Nenhum, brancos e nulos contam com 22%. Não sabem ou não responderam totalizam 11%.
Recorte
A pesquisa também trouxe o recorte da preferência do eleitorado por condição do município. Entre os eleitores da Capital pesquisados sobre o primeiro cenário, Marília soma 22% das intenções de votos, Humberto tem 18%, Mendonça alcança 11%, Eduardo da Fonte possui 7%, Túlio registra 8% e Dueire, 1%. No recorte do eleitor do Interior, Marília Arraes segue liderando com 20%. Em seguida figuram Humberto (15%), Mendonça (10%), Eduardo da Fonte e Túlio (8%, cada) e Fernando Dueire (2%).
No segundo cenário, os eleitores da Capital mantêm Marília Arraes na liderança, com 25%. Na sequência aparecem Humberto (15%), Mendonça (11%), Miguel (9%), Túlio (7%) e Dueire (1%). No recorte do Interior, Marília registra 21%, Miguel Coelho soma 14%, Humberto tem 13%, Mendonça alcança 11%, Túlio possui 8% e Dueire atinge 2% dos eleitores pesquisados.
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Por Diana Câmara
As eleições de 2026 serão realizadas sob a vigência de uma legislação que, em matéria de abuso de poder político e econômico, sofreu poucas alterações nos últimos anos. Ainda assim, quem atua no Direito Eleitoral sabe que as maiores transformações nem sempre decorrem de mudanças legislativas. Muitas vezes, elas surgem da evolução da jurisprudência.
Nesse cenário, compreender como a Justiça Eleitoral vem interpretando os ilícitos eleitorais tornou-se tão importante quanto conhecer a própria letra da lei.
Leia maisA Constituição Federal estabelece que a lei deve proteger a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico e o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração pública. Em complemento, a Lei Complementar nº 64/1990 disciplina a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), principal instrumento utilizado para apurar essas condutas.
Tradicionalmente, o abuso de poder político ocorre quando agentes públicos utilizam a estrutura estatal ou a autoridade do cargo para favorecer candidaturas. Já o abuso de poder econômico caracteriza-se pelo emprego desproporcional de recursos financeiros capazes de comprometer a igualdade de oportunidades entre os concorrentes.
Contudo, a jurisprudência recente do Tribunal Superior Eleitoral vem demonstrando que não basta a simples ocorrência de uma irregularidade para justificar a cassação de um mandato ou a decretação de inelegibilidade.
O primeiro aspecto que merece destaque é a crescente valorização do requisito da gravidade da conduta.
Desde a alteração promovida pela Lei da Ficha Limpa, consolidou-se o entendimento de que o abuso somente se configura quando as circunstâncias revelam gravidade suficiente para comprometer a legitimidade e a normalidade do pleito. A potencialidade para alterar o resultado da eleição deixou de ser requisito autônomo, mas a gravidade continua sendo indispensável para a caracterização do ilícito.
O Tribunal Superior Eleitoral tem reiterado que a análise deve considerar elementos quantitativos e qualitativos, avaliando o alcance da conduta, o número de pessoas atingidas, a intensidade da vantagem obtida e a repercussão sobre a disputa eleitoral.
Outro ponto cada vez mais evidente é a exigência de prova robusta.
A jurisprudência contemporânea tem sido firme ao afirmar que acusações de abuso de poder não podem ser construídas com base em meras suspeitas, ilações ou presunções. Diante da gravidade das sanções aplicáveis, que podem incluir cassação de diploma e inelegibilidade por oito anos, exige-se conjunto probatório consistente e convincente.
Em diversos julgados recentes, o TSE reafirmou que a configuração do abuso pressupõe demonstração clara dos fatos e da participação dos investigados, não sendo admissíveis condenações fundamentadas em conjecturas.
Também merece atenção a ampliação das hipóteses reconhecidas como abuso de poder político.
A Justiça Eleitoral vem identificando abuso não apenas em situações clássicas, como utilização de programas sociais, contratações irregulares ou distribuição de benefícios públicos em período eleitoral, mas também em condutas mais sofisticadas, destinadas a fraudar as regras do processo eleitoral.
Exemplo recente foi o reconhecimento da possibilidade de caracterização de abuso de poder político em hipóteses de fraude à desincompatibilização, quando o agente público apenas simula o afastamento do cargo para viabilizar sua candidatura, permanecendo, na prática, exercendo as mesmas funções.
Outro aspecto relevante para 2026 é a crescente aproximação entre abuso de poder e ambiente digital.
Embora o uso indevido dos meios de comunicação constitua categoria jurídica própria, observa-se uma tendência de maior rigor na análise de práticas realizadas nas redes sociais quando capazes de gerar desequilíbrio significativo na disputa eleitoral.
A propagação massiva de conteúdos desinformativos, o emprego de estruturas profissionais de comunicação para impulsionamento ilícito e a utilização coordenada de redes digitais podem ensejar responsabilização eleitoral quando demonstrado comprometimento da igualdade de oportunidades entre os candidatos.
Além disso, permanece consolidado o entendimento de que atos praticados antes mesmo do período oficial de campanha, ou seja, na pré-campanha, podem ser examinados pela Justiça Eleitoral, desde que possuam relevância para a caracterização do abuso. A análise do contexto global dos fatos vem prevalecendo sobre interpretações excessivamente restritivas acerca do momento de sua prática.
Para as eleições de 2026, portanto, candidatos, gestores públicos, partidos e assessorias jurídicas devem compreender que a atuação da Justiça Eleitoral continuará pautada por três pilares fundamentais: gravidade da conduta, prova robusta e efetiva repercussão sobre a legitimidade do processo eleitoral.
Mais do que identificar infrações formais, o foco dos tribunais tem sido verificar se determinada conduta efetivamente rompeu a paridade de armas que deve existir entre os concorrentes.
Em outras palavras, a tendência jurisprudencial não aponta para um endurecimento automático das punições, mas para uma análise cada vez mais sofisticada, contextualizada e rigorosa dos fatos, sempre com o objetivo de preservar aquilo que constitui a essência da democracia: a liberdade de escolha do eleitor e a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
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O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Empossado no cargo após a renúncia de Cícero Lucena (MDB), que deixou a Prefeitura para disputar o Governo da Paraíba, Bezerra vai falar sobre os desafios da nova gestão, os avanços da capital paraibana e as prioridades para os próximos anos.
Natural de João Pessoa, Leo Bezerra é formado em Gestão Pública e bacharel em Direito. Iniciou sua trajetória política como vereador da capital paraibana, tornando-se o mais votado da cidade nas eleições de 2016. Em 2020, foi eleito vice-prefeito na chapa de Cícero Lucena e reeleito para a mesma função em 2024, assumindo agora o comando da Prefeitura para concluir o mandato até 2028.
Leia maisDesde que assumiu a gestão municipal, Leo Bezerra tem defendido a continuidade das ações iniciadas em 2021 e prometido acelerar projetos nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e inclusão social. Em seu discurso de posse, afirmou que pretende manter o ritmo de crescimento da capital paraibana e trabalhar para fazer “a melhor gestão da história de João Pessoa”. Também destacou como prioridades a atenção às pessoas com deficiência e a ampliação de políticas de acolhimento social.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Faleceu, há pouco, no Recife, o advogado eleitoral Roberto Morais, no Hospital Unimed, após enfrentar complicações decorrentes de uma isquemia medular. Ele estava com problemas na bexiga e no pulmão e não resistiu aos procedimentos médicos. Roberto teve destacada atuação na área jurídica e chegou a integrar o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) como desembargador pelo quinto constitucional destinado à advocacia. Ele era irmão do desembargador Bartolomeu Morais.
Conheci Raimundo Carrero, que Deus chamou hoje aos 78 anos, na redação do Diário de Pernambuco, no início dos anos 80. Tínhamos em comum o amor pelo Sertão. Ele, inspirado em sua Salgueiro, eu na minha pasárgada Afogados da Ingazeira, não confundir com a Pasárgada de Manuel Bandeira.
Num texto dele que li muito tempo depois, ele falou da sua Salgueiro. “Lá em Arcassanta, onde nasci e cresci, havia menino, havia janela e andorinha, havia praça e igreja. E o menino morava na frente da praça e, portanto, da igreja”, escreveu.
Quando o vi pela primeira vez tomei um susto: fumava feito uma caipora, falava rápido e alto, era inquieto por natureza, pavio curto. Nunca fomos próximos, até porque fui morar em Brasília e Carrero foi cuidar da vida literária dele. Mas um certo dia, ele teve uma longa conversa comigo sobre o seu modus operandi de fabricar seus romances.
Contou-me que só escrevia na exaustão do calor, depois de tomar uns chás quentes, que nunca entendi, fumar sem parar. O suor, segundo ele, o transportava para um outro mundo, cenários muito próximos a uma viagem maluca, na qual construía seus personagens. Nunca mais esqueci isso.
Embora sertanejo, Carrero tinha alma recifense, banhada e abençoada pelo mar. “O ser humano é não mais do que um cemitério dos passados, dos vários e misteriosos passados”, dizia ele. Quem escreve, segundo ele, precisa seduzir o leitor de forma para participar do texto e depois participar da história.
Literatura não se diz, representa-se, aprendi com ele. Carrero era um gênio e deixou obras maravilhosas. Seu livro “Somos pedras que se consomem” foi incluído entre os dez melhores livros de 1995, escolhidos pelo jornal O Globo.
A primeira pesquisa de intenção de votos sobre a eleição para o Governo de Pernambuco, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco, revela um cenário de empate técnico na disputa pelo Palácio das Princesas. Na pesquisa estimulada de primeiro turno, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) registra 42%. Como a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados.
Na sequência da pesquisa estimulada, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) soma 2% das intenções de voto. Os eleitores que declararam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 7%, enquanto 5% disseram não saber ou preferiram não responder.
Leia maisRecorte
Dos entrevistados da pesquisa estimulada de primeiro turno, Raquel Lyra lidera no Interior, com 54%, contra João Campos, com 35%. O ex-prefeito do Recife sai na frente na Capital com 51% contra 31% da governadora. O cenário também se repete na periferia, com João Campos somando 50% e a gestora estadual alcançando 31%.
No recorte de gênero, a governadora tem a maioria entre os homens, com 49%, contra 37% de João Campos. Entre as mulheres, o ex-prefeito soma 45% e a gestora estadual tem 40%. Por idade, Raquel Lyra tem a maioria do eleitorado entre jovens de 16 a 24 anos com 49%. Já João Campos soma 35% entre os pesquisados nesta faixa etária. Entre os eleitores com idade de 25 a 44 anos, Raquel Lyra tem 46% e João Campos, 41%. Já no público com 45 anos a 59, a pessedista alcança 47% e o socialista, 41%. No eleitorado com 60 anos ou mais, João Campos lidera com 49% contra 33% de Raquel Lyra.
A pesquisa também avaliou o recorte pelo grau de instrução do eleitorado. Neste estrato, 54% dos eleitores com ensino superior votam na governadora de Pernambuco, enquanto 37% preferem João Campos. Na faixa dos pesquisados com ensino médio, Raquel Lyra soma 45%, enquanto João Campos alcança 39% da preferência do eleitorado deste segmento. Já entre os pernambucanos com instrução até o ensino fundamental, 46% revelam voto no socialista e 39% dizem votar na pessedista.
No recorte pela renda do eleitor, Raquel Lyra tem 51% e João Campos 35% na faixa dos eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos. Entre os pesquisados que recebem entre dois a cinco salários mínimos, a gestora estadual alcança 50% e o ex-prefeito do Recife, 40%. Na faixa do eleitorado que recebe até dois salários mínimos, João Campos possui 44% e Raquel Lyra, 40%.
Segundo turno
Já na simulação de segundo turno, Raquel Lyra (PSD) apareceu com 45% dos votos, enquanto João Campos (PSB) ficou com 44%. Nenhum, brancos e nulos somaram 6%, mesma pontuação dos entrevistados que não souberam ou não responderam ao questionamento.
Voto
A pesquisa aferiu, ainda, a probabilidade do voto em cada um dos pré-candidatos. Segundo o levantamento, 39% dos entrevistados declararam que votaria com certeza em Raquel Lyra, enquanto 19% disseram que “poderia votar” na atual governadora. Já 37% responderam que não votariam nela “de jeito nenhum” e 2% disseram que “não conhecem a pré-candidata o suficiente” para responder ao questionamento. Já 3% não souberam ou não responderam.
Quando perguntados sobre o voto no ex-prefeito do Recife João Campos, 38% dos entrevistados disseram que votariam nele “com certeza”, 18% declararam que “poderiam votar” e 39% afirmaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Outros 4% afirmaram que “não conhecem o suficiente o pré-candidato” e 2% não souberam ou não responderam.
Sobre o ex-vereador do Recife Ivan Moraes, 1% declarou que votaria nele “com certeza”, 3% que “poderiam votar”, 44% responderam que não votariam nele “de jeito nenhum” e 50% disseram que “não o conhecem o suficiente”. Já 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Avaliação
Sobre a atual administração do governo Raquel Lyra, 43% dos entrevistados classificaram a gestão como “ótima/boa”, 35% como “regular”, 19% como “ruim/péssima”. Já 3% deles não souberam ou não responderam ao questionamento.
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos entre os dias 11 e 14 de junho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06997/2026 e PE-07168/2026.
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Do G1/PE
O escritor pernambucano Raimundo Carrero morreu aos 78 anos, no Recife, na madrugada de hoje. A causa da morte foi um câncer, de acordo com a família do autor de livros como “As sóbrias ruínas da alma”, que conquistou o Prêmio Jabuti em 2000.
O velório acontece na Academia Pernambucana de Letras, da qual Carrero era membro desde 2004 e localizada no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife. O horário não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem.
À TV Globo, a família do escritor disse que Raimundo Carrero estava internado há uma semana no Hospital Esperança, na Ilha do Leite, no Centro do Recife. Ele foi à unidade de saúde após sentir dores e descobriu que estava com um câncer em estágio avançado próximo do pulmão.
Familiares também lembraram que, há 16 anos, o escritor teve um acidente vascular cerebral (AVC) e, desde então, passou a apresentar várias comorbidades.
No comunicado da morte, os parentes de Carrero disseram que, neste “momento de dor, a família agradece as manifestações de carinho, solidariedade e respeito recebidas de amigos, leitores, admiradores e de todos que tiveram suas vidas tocadas por sua trajetória”.
“Ao longo de sua vida, Raimundo dedicou-se à literatura com paixão, sensibilidade e compromisso, construindo uma obra que marcou gerações de leitores e contribuiu de forma significativa para a cultura pernambucana e brasileira”, afirmou a família do escritor, em nota.
Uma largada gigantesca com cheiro de povo
O pré-candidato do PSB ao Governo de Pernambuco, João Campos, deu uma demonstração, ontem, em Gravatá, de que parte fortíssimo no enfrentamento à governadora Raquel Lyra (PSD). Uma consulta à população, quanto às demandas e prioridades do Estado, se transformou num gigantesco ato de mobilização popular. O auditório do hotel Canarius, local do evento, com capacidade para seis mil pessoas, lotou logo cedo.
Segundo a organização do evento, mais de 20 mil pessoas estiveram presentes. Muitos prefeitos não conseguiram chegar ao auditório para ouvir a fala do socialista, como Sandrinho Palmeira (PSB), de Afogados da Ingazeira, que viajou 300 km para o ato. “Nunca vi uma loucura dessas, nem no tempo de Arraes”, comentou, emocionado, o gestor afogadense.
Sem lugar no recinto principal, a multidão tomou, literalmente, todas as dependências do hotel, numa verdadeira invasão. As delegações partiram de todas as regiões do Estado, formadas por prefeitos, ex-prefeitos, deputados, vereadores e lideranças comunitárias. Quando João chegou, foi carregado nos ombros por populares e seguido por milhares de aliados.
Leia maisPara o PSB, Gravatá é chão sagrado. Foi lá que o então governador Eduardo Campos fez também seu primeiro grande ato de campanha em 2006 e lançou, mais adiante, o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal, o FEM, contemplando vários municípios do Estado com recursos a fundo perdido.
Em Gravatá, João lançou o “Chega Junto Pernambuco”, programa de escuta popular com o objetivo de compilar o que é sentido pela população para transformar esse conjunto de contribuições em uma plataforma organizada de diretrizes que será a base do futuro plano de governo da Frente Popular.
Agora, segundo disse João, “é hora de transformar tudo isso em linhas de ação organizadas, que embasem um conjunto de propostas para tirar Pernambuco da estagnação que vive hoje”, afirmou. Desde que se lançou pré-candidato a governador, João tem percorrido o Estado falando de propostas de mudança, processo que se intensifica com o lançamento do “Chega Junto Pernambuco”. “Tudo o que João Campos tem falado nos giros que tem feito pelo interior se baseia no que ele tem ouvido da população. É a adutora que precisa ser construída, a estrada a ser duplicada, o serviço de saúde que precisa ser reaberto”, explicou o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.
DESASTROSA – Presente ao ato de Gravatá, ontem, o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (MDB), candidato a deputado estadual, ficou impressionado com a multidão presente e a euforia da militância. Para ele, João tem que ir a Caruaru, terra da governadora Raquel Lyra, para participar de evento semelhante. “Caruaru espera João de braços abertos. João é a nossa esperança para tirar esse Estado da estagnação, fruto de uma gestão desastrosa”, afirmou, referindo-se ao Governo Raquel.

Mina de ouro – Inaugurado com pompa, ontem, pela governadora Raquel Lyra, o Hospital Central Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Hospital Central de Paulista, é uma verdadeira mina de ouro de recursos públicos para as empresas que o administram — em especial a do vereador do Recife, Paulo Muniz (PL). Seis sócios de três famílias ligadas ao hospital, entre elas a do parlamentar, já receberam R$ 178,3 milhões, sem qualquer licitação, do Governo do Estado.
Lula isola Túlio – O vídeo de Lula divulgado ontem foi muito mais do que uma demonstração de força do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos. Também serviu para expor que há atores políticos interpretando de forma equivocada os sinais emitidos pelo presidente, entre eles o pré-candidato ao Senado na chapa de Raquel, Túlio Gadelha. Nos últimos meses, Túlio tem sustentado o discurso de que Lula estaria alinhado politicamente a Raquel, ao mesmo tempo em que exalta sua relação pessoal com o presidente.
Voto da direita – O gesto político de ontem, porém, apontou em outra direção. Ao deixar claro seu apoio a João Campos, Lula reforçou o seu palanque e apoiou uma chapa com Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado. Pelo visto, não tem amor no ar e Túlio Gadelha vai ter que correr atrás do voto da direita mesmo.

Marília cutuca Raquel – A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) afirmou que o campo liderado por João Campos (PSB) chegou à pré-campanha mais organizado do que os adversários, especialmente na definição das vagas para o Senado e do apoio do PT. Em visita à Folha de Pernambuco, a pedetista disse que a aliança entre João e o presidente Lula (PT) estava consolidada há muito tempo e minimizou as dúvidas que cercaram o tema nos últimos meses. “O nosso campo sempre esteve muito mais consolidado em relação aos pré-candidatos ao Senado e à certeza de que o PT ficaria formalmente com João Campos”, afirmou. Sem citar diretamente a governadora Raquel Lyra (PSD), Marília disse que a definição antecipada evitou problemas enfrentados hoje por “outro palanque”, numa referência à disputa ainda aberta pelas vagas ao Senado na chapa governista.
CURTAS
Caiado descarta Flávio – O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “perdeu a condição de poder ganhar a eleição do presidente Lula (PT)”. Em entrevista à Jovem Pan News, o ex-governador de Goiás atribuiu a avaliação ao desempenho recente do senador nas pesquisas e disse que o cenário da disputa mudou. Caiado também contestou a ideia de que a candidatura de Flávio seja um caminho natural para a oposição em 2026 e voltou a se apresentar como alternativa de centro-direita para enfrentar o petista.
Racha na direita – O ex-governador Romeu Zema (Novo) foi desconvidado de um evento do partido em Santa Catarina após críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão partiu do diretório estadual da legenda e provocou reação de integrantes da cúpula nacional, que classificaram a medida como unilateral.
Sem alívio para Vorcaro – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em parecer enviado ao ministro André Mendonça, do STF, Gonet afirmou que não houve fatos novos capazes de justificar a mudança de regime e sustentou que cabe ao Supremo definir o local de cumprimento da prisão preventiva. O procurador também se posicionou contra a nova versão da proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro.
Perguntar não ofende: Túlio ainda vai pedir voto para Lula?
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Pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ‘perdeu a condição’ de vencer o presidente Lula (PT) na eleição de outubro e se colocou como pré-candidato com mais chances de vencê-lo em um eventual 2º turno.
Segundo o ex-governador de Goiás, as pesquisas de intenções de voto divulgadas nesta semana apresentam queda do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do g1.
Leia mais“Eu posso dizer o que os números estão mostrando: o Flávio perdeu essa condição de poder ganhar a eleição do presidente Lula em decorrência de tudo que vem vendo mostrado em números pelas pesquisas”, afirmou Caiado em entrevista à Jovem Pan News.
Pesquisa Quaest divulgada no dia 10 mostrou que Lula lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 38%.
A mesma pesquisa mostra que Lula possui 45% das intenções de voto em eventual 2º turno contra Caiado, que soma 35%.
“Eu sou, hoje, a melhor condição de bater o Lula no 2º turno”, disse. “Não sou eu que estou dizendo, são as pesquisas: tem pesquisa que eu estou empatado, tem pesquisa que eu estou dentro da margem de erro e em condições para ter um debate, não tem distanciamento”, disse o pré-candidato.
Não há mais empate técnico entre eles, como ocorria em levantamento anteriores: em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula.
“Eu estou avaliando os dados concretos, o que nós temos que avaliar hoje é a realidade. A realidade é essa. Até onde vai a queda, eu não sei dizer”, disse.
Relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, do Banco Master
Questionado sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Caiado afirmou que não se limita a criticar possíveis casos de corrupção apenas para políticos de esquerda.
“Cada um que responda pelos seus atos, eu respondo pelos meus. Eu tenho autoridade moral para falar. Agora, eu não vou fazer o pré-julgamento de ninguém, mas a opinião pública já deu nove pontos de diferença nas pesquisas”, disse, alegando “não ter nada” com Vorcaro.
“Cabe a mim dizer o que eu disse: você vai se explicar para o seu partido, você vai se explicar para o eleitor no Brasil. Essa que é a situação”, disse, ao citar que Flávio sofreu impacto nas pesquisas.
Questionado sobre soluções para a segurança pública, o ex-governador citou um caso de prédio invadidos pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro e disse que “é só colocar o Caiado na Presidência que vamos mudar o Brasil e eu vou devolver a cidadania” dos moradores em detrimento do crime organizado.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), lançou nesta segunda-feira (15), em Gravatá, a plataforma Chega Junto Pernambuco, iniciativa voltada à coleta de sugestões da população para a construção de propostas para o Estado. Segundo a organização, o evento reuniu cerca de 20 mil pessoas e contou com a exibição de uma mensagem gravada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na gravação, Lula declarou apoio à pré-candidatura de João Campos e destacou a aliança entre PT e PSB. “O meu partido e eu estamos apoiando João Campos para candidato a governador do estado de Pernambuco”, afirmou. João agradeceu a manifestação do presidente e defendeu a ampliação do diálogo com a população por meio da nova plataforma.
O evento reuniu lideranças da Frente Popular, entre elas o senador Humberto Costa (PT), a senadora Teresa Leitão (PT), a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), o presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), além de prefeitos e representantes de partidos aliados. As próximas etapas do projeto estão previstas para ocorrer em diferentes regiões do Estado.