O São João de Casinhas, no Agreste, chega neste fim de semana ao Pátio de Eventos, no Centro da cidade, etapa que concentra os principais shows da programação junina do município. Após uma série de apresentações culturais, quadrilhas e arraiás realizados em comunidades rurais e urbanas desde o fim de maio, a festa reúne atrações de forró e piseiro em dois dias de programação voltados ao público da região. Os festejos começaram no dia 31 de maio e seguem até 9 de junho, com atividades distribuídas por diferentes localidades do município. A iniciativa conta com apoio do Governo do Estado.
Ontem (6), passaram pelo palco principal a banda Arreio de Ouro e os cantores Pedrinho Pegação e Marcílio Azevedo. Neste domingo (7), a programação será encerrada com apresentações de Vitor Fernandes, conhecido como “Rei do Piseiro”, além de Capital do Sol e Marquinhos Show. Os shows estão previstos para começar às 21h.
Paralelamente às atrações do palco principal, escolas e comunidades mantêm a tradição dos arraiás juninos. Ontem, a Escola Municipal Benedito Roseno, na comunidade da Chatinha, promoveu sua festa com apresentação do cantor Ranny Mattos. Já neste domingo, a Escola Nossa Senhora de Fátima, no Diogo, realiza mais uma celebração junina, no pátio da associação local, com show de Edyli Silva.
O prefeito Lúcio Silva comentou a expectativa para o encerramento da programação deste fim de semana. “Estamos preparando um fim de semana muito especial, com muito forró, segurança e alegria para receber os casinhenses e os visitantes de toda a região. Convido todos para viverem conosco mais esse grande momento do São João de Casinhas 2026”, destacou.
O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Eduardo da Fonte (PP/UP), participou, na manhã deste domingo (7), da 29ª Cavalgada de Macaparana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Tradicional no calendário cultural da região, o evento reuniu uma multidão e atraiu público de diversas cidades do estado. Eduardo da Fonte esteve acompanhado do deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), do prefeito de Macaparana, Paulo Roberto Paquinha (PP/UP), e do deputado estadual Antônio Moraes.
Durante a cavalgada, Eduardo destacou a importância cultural e econômica do evento. “A 29ª Cavalgada de Macaparana reafirma seu papel como um dos principais eventos do calendário cultural da Mata Norte pernambucana. É uma tradição que valoriza nossas raízes, movimenta a economia local e promove a integração entre os municípios. Fico muito feliz em participar de um momento tão importante para a região”, afirmou.
O STF (Supremo Tribunal Federal) deve retomar nesta semana a discussão sobre a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários. O plenário da Corte pautou para quarta-feira (10) a análise dos recursos apresentados por empresas como Google e Meta contra a decisão que alterou a interpretação do Marco Civil da Internet e ampliou as hipóteses de responsabilização das redes.
Os recursos serão analisados em um momento de disputa sobre a regulação das plataformas digitais no país. No final de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou decretos que ampliam a fiscalização sobre as chamadas big techs e fortalecem o papel da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), medida que desagradou a oposição no Congresso. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisEm junho de 2025, o STF considerou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, dispositivo que condicionava a responsabilização das plataformas ao descumprimento de uma ordem judicial de remoção de conteúdo.
Pela tese aprovada, as empresas podem ser responsabilizadas em diversas situações após receberem notificações extrajudiciais sobre conteúdos considerados ilícitos.
A decisão também criou um “dever de cuidado” para plataformas em casos envolvendo conteúdos relacionados a terrorismo, atos antidemocráticos, crimes contra crianças e adolescentes, violência contra mulheres, discriminação e outros ilícitos graves.
Agora, Google e Meta pedem esclarecimentos sobre diversos pontos da decisão. Entre os principais questionamentos estão a definição do marco temporal para aplicação da nova tese, os critérios mínimos para notificações extrajudiciais, o alcance da responsabilização das plataformas e os parâmetros para caracterização de conteúdos ilícitos.
A Meta também defende que a Corte esclareça que a remoção sem ordem judicial deve ocorrer apenas em casos de ilegalidade manifesta, argumentando que a redação atual pode estimular a remoção excessiva de conteúdos por receio de sanções.
As empresas ainda pedem que o STF estabeleça um período de adaptação para implementação das novas obrigações impostas às plataformas e esclareça o alcance de conceitos como “falha sistêmica”, “dever de cuidado” e “presunção de responsabilidade”.
Debate além do Judiciário
Para Bianca Mollicone, advogada especializada em regulação de plataformas digitais, o julgamento dos embargos ganhou uma relevância maior após a edição dos decretos do governo Lula.
“O decreto editado pelo governo incorpora diversos elementos da tese fixada pelo STF, inclusive em temas que ainda são objeto de pedidos de esclarecimento perante a própria Corte”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.
Segundo a especialista, o julgamento ganhou relevância além do campo jurídico e passou a afetar o debate sobre quem deve estabelecer as regras para o funcionamento das plataformas digitais no Brasil.
“O timing é institucionalmente relevante porque os embargos serão julgados justamente quando o debate sobre a regulação das plataformas digitais deixou de ser apenas judicial e passou a envolver diretamente, além do Legislativo, também o Poder Executivo”, disse.
Na avaliação da advogada, pontos que ainda aguardam definição pelo STF, como os conceitos de “falha sistêmica”, “dúvida razoável”, responsabilidade por notificações e alcance do dever de cuidado, podem impactar o próprio fundamento regulatório dos decretos editados pelo governo.
Reação do Congresso
Os decretos assinados por Lula provocaram forte reação de congressistas da oposição. Na Câmara dos Deputados, parlamentares da oposição protocolaram PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) para derrubar os decretos editados pelo governo. No Senado, congressistas também apresentaram iniciativas com o mesmo objetivo.
Os críticos argumentam que o governo estaria ampliando competências da ANPD e criando mecanismos de regulação das plataformas sem autorização legislativa.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou que a consultoria jurídica da Casa avalie se os decretos extrapolaram as competências constitucionais do Poder Executivo.
Para Bianca Mollicone, uma das principais controvérsias pode estar justamente na escolha da ANPD como órgão responsável pela fiscalização das plataformas. “O ponto mais controverso do decreto talvez não seja a moderação de conteúdo em si, mas a escolha institucional feita pelo Executivo”, afirmou.
Segundo ela, a discussão que tende a surgir é se a ampliação das atribuições da autoridade poderia ser realizada por decreto ou se dependeria de autorização legislativa específica do Congresso Nacional.
“O decreto atribui à ANPD funções regulatórias, fiscalizatórias e sancionatórias sobre deveres das plataformas que não estavam originalmente previstos na legislação que criou a agência. […] Apesar da ANPD ser hoje uma agência reguladora, isso não significa ter competência universal sobre qualquer matéria digital. No Brasil, competência regulatória continua sendo matéria de lei”, diz.
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A proposta do fim da escala 6×1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – deve começar a ser debatida pelos senadores nesta semana. A expectativa é que o tema seja discutido entre líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião prevista para terça-feira (9).
O texto aprovado na Câmara dos Deputados chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda não teve um despacho de Alcolumbre. Segundo ele, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) não irá direto ao plenário e deve passar pela análise em comissão. A intenção é alinhar o trâmite da matéria no encontro com os chefes de bancada nesta semana. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisConsiderada um ativo eleitoral, a PEC foi aprovada na Câmara na última semana de maio. O governo considera a pauta prioritária e defende uma aprovação rápida. Alcolumbre, no entanto, já sinalizou que o Senado não atuará apenas como uma Casa “carimbadora” e deve sugerir ajustes no texto. Ele afirmou que o texto será analisado “sem pressa”.
O presidente do Senado vive momento de relação tensionada com o Planalto, desgastada desde a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
Em paralelo, um texto alternativo, que determina a remuneração por hora trabalhada, já recebeu despacho de Alcolumbre e foi enviado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A matéria foi articulada pela oposição e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6×1.
Como a CNN mostrou, no entanto, a proposta da redução na jornada de trabalho aprovada na Câmara deve ter prioridade na análise na CCJ. Uma vez enviada para a comissão, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator.
A PEC que recebeu o aval dos deputados define uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários.
A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda. Na prática, a proposta mira garantir o fim da escala 6×1 com a determinação de dois dias de descanso, que também passará a valer 60 dias depois da promulgação do texto. Conforme a matéria, o dia de repouso deve ser “preferencialmente aos domingos”.
O texto teve o apoio do governo e foi articulado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Setores produtivos, no entanto, criticam a proposta e avaliam haver risco de impactos econômicos com o aumento de custos de produção e serviços.
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Da CNN
O Peru realiza o segundo turno da eleição presidencial neste domingo (7), colocando frente a frente a conservadora Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, da esquerda. No primeiro turno, em 12 de abril, Fujimori liderou a votação com 17,2%, cinco pontos percentuais à frente de Sánchez. Os resultados só foram confirmados após mais de um mês de apuração.
Agora, os dois candidatos estão empatados tecnicamente nas intenções de voto, segundo pesquisa Ipsos feita no final de maio: 38% dos que participaram do levantamento dizem que vão votar na conservadora, enquanto 35% pontuaram que escolherão o representante da esquerda.
Leia maisQuem é Keiko Fujimori?
Keiko Fujimori tem 50 anos. Essa é a quarta vez que disputa a Presidência, sendo que em todas essas eleições passou para o segundo turno. Ela nasceu em Lima, em 25 de maio de 1975, e é a mais velha dos quatro filhos de Alberto Fujimori, que faleceu em 2024, e Susana Higuchi, que faleceu em 2021.
Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, ela conta que, quando jovem, não pensava em entrar para a política, mas sim em ser empresária. Por isso, estudou Administração de Empresas e, posteriormente, fez mestrado nos Estados Unidos.
Em 2007, quando ela era parlamentar, o pai dela foi extraditado do Chile para o Peru, onde, em 2009, foi condenado a 25 anos de prisão por homicídio qualificado e lesões graves nos casos Barrios Altos e La Cantuta.
Desde então, tanto o ex-presidente como a sua família rejeitaram as acusações e lutaram pela sua liberdade, que obtiveram em dezembro de 2023, depois de o Tribunal Constitucional do Peru ter validado o perdão humanitário que o então presidente Pedro Pablo Kuczynski lhe tinha concedido em 2017.
Quem é Roberto Sánchez?
Roberto Sánchez, de 57 anos, estudou Psicologia Social na Universidade Nacional de San Marcos, em Lima, e trabalhou como psicoterapeuta individual e em grupo na década de 1990. Possui experiência em administração pública no Ministério da Saúde e em outras áreas do governo peruano, além de consultoria privada, segundo seu perfil profissional.
Ele atuou como Ministro do Comércio Exterior e Turismo durante o governo Castillo, de quem conta com apoio explícito, e foi eleito para o Congresso nas eleições de 2021 para um mandato até 2026. Candidato do Juntos por el Perú, ele buscou conquistar o voto rural, segmento fundamental para superar a desvantagem inicial na contagem de votos.
Sánchez se define como o “candidato presidencial castilista”. Ele busca reabilitar e soltar o ex-presidente Pedro Castillo, que governou o país entre 2021 e 2022 e atualmente cumpre pena de prisão por conspiração para cometer rebelião, acusações que ele nega.
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O pré-candidato a governador João Campos (PSB) conquistou, neste fim de semana, o apoio do vice-prefeito de Orocó, Hugo de Galego de Abílio. A chegada do gestor ao palanque de João gera uma dissidência na base da governadora Raquel Lyra (PSD) no Sertão do São Francisco. Também acompanharam o movimento os vereadores Ricardo Amando (MDB), Lucas Leal (PT), Ighor de Tatá (MDB) e Dr. Sandro Santos (PT).
O grupo está unido em torno da eleição de João Campos como governador, de Eliane Soares (PSB) como deputada federal e de Bruno Marques (PSB) como deputado estadual. A aliança foi firmada durante passagem do pessebista pela cidade de Petrolândia, no Sertão de Itaparica.
“Uma alegria contar com esse apoio do vice-prefeito Hugo, dos vereadores Ricardo, Lucas, Ighor, Dr. Sandro e ver nosso time crescer e se fortalecer em todo o Sertão, junto com Eliane Soares e Bruno Marques, que são nossos pré-candidatos aqui nessa região. Vamos seguir desse jeito, juntando gente comprometida com o povo”, declarou João.
O neodireitista Túlio Gadelha, que disputa uma vaga no Senado na chapa governista de Raquel Lyra, que tem o apoio do bolsonarismo no Estado, publicou um vídeo em suas redes sociais no qual, apesar das críticas a João Campos (PSB) e da choradeira em torno do apoio de Lula ao prefeito, deixa claro que seu papel na chapa oficial é promover uma aproximação entre o universo lulista e o campo da direita, especialmente as forças conservadoras.
Essa posição tem sido mal interpretada nos últimos dias, período em que Túlio vem sendo acusado de incoerência e oportunismo. O que parece não compreender é que essas mesmas forças conservadoras foram responsáveis por perseguir o presidente Lula, combater a esquerda e contribuir para um ambiente de radicalização que criou um clima de instabilidade na democracia brasileira.
Afinal, a pergunta que vale um milhão: qual projeto Túlio Gadelha representa?
Às vésperas do período eleitoral, aliados da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), intensificam o chamado “BolsoLyra”. É o caso do pré-candidato Nena Cabral, com base eleitoral na cidade do Paulista, que traz a governadora vestindo a camisa da seleção brasileira ao lado de Flávio Bolsonaro e Gilson Machado.
A estratégia de campanha casada parece ganhar fôlego em todo estado, impulsionada por peças de comunicação que unem a governadora ao pré-candidato do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ideia seria manter a estratégia de 2022, quando a governadora optou por não declarar apoio ao presidente Lula, mantendo a força dos votos ligadas à direita em Pernambuco.
Outros aliados da governadora, ligados ao Partido Liberal (PL), pretendem apostar na casadinha, aproveitando o fato de a governadora ter em seu currículo a atuação como delegada de polícia. Além de Gilson Machado, nomes como Anderson Ferreira, Mendonça Filho e Clarissa Tércio circundam na base de apoio de Raquel Lyra, cujo partido tem como candidato à Presidência Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.
Por Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, decidiu criar um grupo de trabalho para revisar todos os penduricalhos pagos aos magistrados do país.
Penduricalho é o nome pelo qual ficou conhecido o pagamento de variados tipos de verbas indenizatórias, criadas pelos tribunais sob diferentes justificativas, mas sem previsão expressa em lei.
Leia maisDe acordo com o plano de trabalho assinado por Fachin na noite da última sexta-feira (5), o grupo vai “realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional”.
O grupo terá 180 dias para apresentar um relatório completo sobre a situação atual dos penduricalhos e apresentar uma minuta de projeto de lei para regulamentar o pagamento das verbas indenizatórias a juízas e juízes.
A iniciativa de Fachin ocorre depois de o CNJ ter aprovado, no fim de maio, a criação de um contracheque único para os magistrados. Isso significa que os tribunais ficam proibidos de abrir folhas de pagamentos extras para os pagamentos de verbas, além das folhas regulares por meio das quais são pagos os vencimentos normais.
A nova norma também obriga os tribunais a unificaram a nomenclatura das verbas indenizatórias legais que são pagas aos magistrados. A medida foi tomada após o CNJ tentar e não conseguir descobrir quantos nomes diferentes eram utilizados por todo o país, tamanha a diversidade da natureza dos pagamentos.
A discussão sobre os penduricalhos dos magistrados, que acarretam pagamentos muito acima do teto do funcionalismo público, tomou impulso em março, quando o Supremo referendou uma liminar do ministro Flávio Dino e suspendeu de imediato o pagamento de diversas verbas não previstas em lei.
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A Festa de Santo Antônio, realizada no povoado de Ipojuca, na zona rural de Arcoverde, teve continuidade na noite de ontem (6) com apresentações musicais e anúncios de obras para a comunidade. O evento contou com a presença do prefeito Zeca Cavalcanti, da secretária de Turismo e primeira-dama, Nerianny Cavalcanti, do vice-prefeito Siqueirinha, além de vereadores e secretários municipais. A programação da noite incluiu apresentações da Filarmônica Joaquim Belarmino Duarte, do cantor Robson Torres, de Maciel Kuré e do cantor Assisão.
Durante a noite, o prefeito anunciou intervenções nas áreas de infraestrutura, saneamento e assistência social para a localidade. “Estamos realizando uma das melhores festas de Santo Antônio e aproveitamos para anunciar a esse povo querido que vamos licitar obras de calçamento da rua por trás do clube, que vai até Ipojuca de baixo, a implantação de um Centro de Convivência e o saneamento por trás de várias ruas por trás do Geraldão”, afirmou.
A Festa de Santo Antônio segue nos próximos dias com shows de Kaio Limah e Allex Pernambuco, em 11 de junho; Maizinho Vaqueiro, Valdinho Paes e Jorge do Sinal, em 12 de junho; e Ju Cavalcanti, Labaredas e Ciro Santos, em 13 de junho. O encerramento está previsto para 14 de junho, com missa, procissão e a tradicional transmissão da bandeira.
Por Silvino Teles Filho*
Durante muitos anos, a saúde mental foi compreendida principalmente a partir de fatores psicológicos, genéticos e ambientais. Entretanto, pesquisas mais recentes têm demonstrado que a alimentação também exerce um papel importante no funcionamento do cérebro e no bem-estar emocional. Embora nenhum alimento seja capaz de curar sozinho um transtorno psiquiátrico, a qualidade da dieta pode influenciar significativamente o humor, a capacidade de concentração, o nível de energia e até mesmo a resposta aos tratamentos.
O cérebro é um órgão que necessita de um fornecimento constante de nutrientes para funcionar adequadamente. Vitaminas, minerais, proteínas, gorduras saudáveis e carboidratos de boa qualidade participam da produção de neurotransmissores, substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios. A serotonina, frequentemente associada à sensação de bem-estar, a dopamina, relacionada à motivação e ao prazer, e a noradrenalina, importante para a atenção e disposição, dependem de nutrientes obtidos por meio da alimentação para serem produzidas em quantidades adequadas.
Leia maisOutro aspecto que tem despertado grande interesse científico é a relação entre o intestino e o cérebro. O trato gastrointestinal possui milhões de neurônios e abriga trilhões de microrganismos que formam a chamada microbiota intestinal. Estudos sugerem que existe uma comunicação constante entre o intestino e o sistema nervoso central, conhecida como eixo intestino-cérebro. Alterações nessa microbiota podem estar associadas a sintomas de ansiedade, depressão e alterações cognitivas. Por esse motivo, uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, fibras e alimentos minimamente processados pode contribuir para a manutenção de um ambiente intestinal mais saudável.
Por outro lado, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, gorduras de baixa qualidade e bebidas açucaradas têm sido associadas a um maior risco de sintomas depressivos e ansiosos. Esses alimentos podem favorecer processos inflamatórios no organismo e aumentar o estresse oxidativo, mecanismos que também vêm sendo estudados em diversos transtornos psiquiátricos.
A chamada psiquiatria nutricional é uma área em crescimento que busca compreender como hábitos alimentares podem auxiliar na promoção da saúde mental e complementar os tratamentos convencionais. Isso não significa substituir medicamentos, psicoterapia ou acompanhamento médico, mas reconhecer que uma alimentação equilibrada pode funcionar como uma importante ferramenta de apoio ao tratamento.
Além dos benefícios biológicos, a alimentação saudável também está relacionada a hábitos de vida mais organizados, melhor qualidade do sono e prática regular de atividade física, fatores que contribuem para o equilíbrio emocional. Pequenas mudanças no dia a dia, como aumentar o consumo de alimentos naturais, reduzir ultraprocessados e manter horários regulares para as refeições, podem trazer benefícios não apenas para a saúde física, mas também para a saúde mental.
Dessa forma, a alimentação deve ser vista como parte integrante dos cuidados em psiquiatria. Cuidar do que se come não substitui o tratamento especializado quando necessário, mas representa uma estratégia acessível e importante para promover o funcionamento saudável do cérebro, melhorar a qualidade de vida e favorecer o equilíbrio emocional.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
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Acabei de ler “O Velho Graça”, de Dênis de Moraes, a melhor, mais completa e atualizada biografia de Graciliano Ramos, uma lenda da literatura brasileira. Fiquei chocado com muitos detalhes reveladores da vida dele. Teve um pai estúpido, violento, que vivia do comércio em Palmeira dos Índios. Na infância em Quebranculo e Viçosa, foi surrado pelo pai, que batia nele com muita frequência.
Graciliano não teve vida fácil. Embora escritor consagrado até no exterior, passou perrengues financeiros em todos os momentos da sua carreira. Sem bens, viveu em casas alugadas, trocando de endereços no Rio o tempo todo. Dado a paixões, viu o suicídio de um filho que o acusava de não amá-lo. Solidário aos desfavorecidos do Nordeste, era tido como pouco afável no trato pessoal.
Leia maisUm ser humano complexo na relação pessoal, com a família, amigos e até no cárcere. Espírito libertário, defendeu um estado totalitário que vigiasse a qualidade do trabalho de jovens escritores. Apoiado pelo governador de Alagoas e impulsionado por ser um nome de fora da política, foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em um pleito de uma candidatura única, consensual.
Ficou dois anos no cargo e depois renunciou. Quando prefeito, soltava os presos para construírem estradas. Foi preso em 1935 em Maceió, após a intentona comunista. Levado para o Rio de Janeiro, ficou detido por onze meses, sendo liberado sem ter sido acusado de nada ou julgado. A dolorosa experiência está relatada no livro Memórias do Cárcere.
“Se todos os sujeitos perseguidos fizessem como eu, não teria havido uma só revolução no mundo. Revolucionário chinfrim. As minhas armas, fracas e de papel, só podiam ser manejadas no isolamento”, escreveu sobre a prisão.
Com argúcia de historiador e sensibilidade literária, Dênis de Moraes traça a interligação entre as várias personas de Graciliano Ramos, que cresceu traumatizado pelas surras na infância, mas que jovem virou autodidata. Lia Balzac, Zola e Marx em francês. Foi um revolucionário prefeito de Palmeira dos Índios, também zeloso diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública de Alagoas. Foi escritor sufocado por apuros financeiros, um estilista da palavra na redação do Correio da Manhã.
Também foi militante comunista aos esbarrões com a burocracia partidária. Sem cair na armadilha do biografismo, Moraes recompõe a emergência dessa complexa figura, reconstituindo no percurso dialético de seus diversos momentos alguns dilemas fundamentais de nossa formação histórica. Resultado: nos oferece um Graciliano sem retoques. Duro, mas apaixonado; frio e áspero na superfície da fala e do gesto, mas ardente e sempre humano na fonte da vida pessoal.
A paixão pela palavra nele precedeu e acompanhou a opção política que, por sua vez, transcendeu (mas jamais renegou) a adesão partidária. O autor remonta o quebra-cabeça de Graciliano, fragmentos do passado que precisavam ser pacientemente reunidos e dispostos com a máxima coerência possível, a despeito da pluralidade de suas significações.
A necessidade de correlacionar peripécias, valores e sentimentos foi inspirada em uma passagem do Prólogo de “Memórias do cárcere”. O escritor consciente, assinala Graciliano, não deve esquivar-se dos zigue-zagues e tumultos próprios de uma existência.
“Esforcei-me para mirar o objeto sem perder de vista suas interfaces, tratando de averiguar convicções, dúvidas, anseios, vicissitudes e triunfos a fim de estabelecer conexões com a esfera ficcional engendrada por ele. Nas tensões entre o homem, a atmosfera social e a criação literária, recolhi pistas que me levassem às motivações familiares, afetivas, estéticas, ideológicas e políticas presentes em sua intervenção na realidade concreta”, diz o autor.
O livro é uma história de projeções e influências, de paradoxos e contrastes, mas, sobretudo, de coerência na busca incessante do que é essencial à vida. Do início ao fim, a vida de Graciliano Ramos é contada com muita emoção, um texto que prende e encanta.
Graciliano não cuidava da saúde. Fumava feito uma caipora, o que lhe custou a vida, pois acabou vitimado por um câncer nos pulmões. Seu grande amigo foi o escritor José Lins do Rego, que o ajudou a publicar “Angústia”, em 1936.
Outra grande amiga foi Rachel de Queiroz, que admirava sua inteligência extrema, fidelidade e humor ferino/mau humor constante. Ela o via como um “irmão” de convivência diária e um escritor de rigor absoluto com a língua, citando que ele “sabia mais português do que Aurélio”.
A principal obra de Graciliano Ramos é o romance “Vidas Secas” (1938). O clássico retrata a trajetória de uma família de retirantes sertanejos forçada a fugir da seca e da miséria no Nordeste. A obra é considerada uma das maiores expressões da literatura brasileira de denúncia social e regionalismo.
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