Cumaru, no Agreste, sediou na tarde de hoje o maior ato de lançamento do meu livro “Os Leões do Norte”, pela editora Eu Escrevo, entre os municípios visitados na atual maratona pelo interior. O encontro aconteceu na Escola João Duarte e reuniu mais de 400 estudantes da rede municipal, além de vereadores, professores, diretores de escolas e integrantes da Secretaria de Educação.

O ginásio ficou completamente lotado. Os alunos acompanharam atentamente a palestra, fizeram perguntas e demonstraram grande interesse pelos episódios históricos retratados na obra, transformando o encontro em uma verdadeira aula de história sobre Pernambuco.

A programação contou com a presença da prefeita Zeneide Medeiros (PSB), do vice-prefeito Dr Ricardo, da ex-prefeita e atual secretária de Governo Mariana Medeiros, da secretária municipal de Educação Zenaide Medeiros, dos vereadores Kadim Barbosa, Canízio Gonçalves e José Itumbiato, além do presidente da Câmara, Antônio Américo.




Também participaram gestoras escolares, entre elas Josefa Ivalda, da Escola João Duarte, Yrany Lúcio, da Escola Gilda Bertino Gomes, e Celene Azevedo, da Escola Rural de Poços; além da diretora de ensino Luciana Gonçalves.


Com o encontro em Cumaru, concluo a agenda de apresentações do livro pelo Agreste, iniciada em Agrestina e seguida por Camocim de São Félix, Panelas, Passira e Cupira, sempre com atividades voltadas à comunidade escolar.

“Os Leões do Norte” reúne 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco (1930–2022), fruto de extensa pesquisa jornalística e historiográfica. A obra resgata a memória política e institucional do Estado e propõe reflexão sobre os legados, contradições e impactos das gestões ao longo de quase um século.
A emissora estatal iraniana afirmou nesta quinta-feira (5) que drones disparados pela Guarda Revolucionária do Irã atingiram o porta-aviões USS Abraham Lincoln, dos Estados Unidos, que participa da guerra operando no mar da Arábia, perto de Omã.
A emissora estatal não forneceu detalhes sobre a afirmação. As forças iranianas já haviam declarado anteriormente ter atingido a embarcação americana, mas o Pentágono declarou na ocasião que os “mísseis lançados sequer chegaram perto”. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisAs Forças Armadas americanas não se pronunciaram sobre essa nova afirmação.
Durante os combates com os rebeldes pró-Irã do Iêmen, porta-aviões americanos tiveram de ser defendidos por suas escoltas e caças diversas vezes contra drones e mísseis, mas nunca houve um impacto.
Além do Lincoln, a guerra é apoiada pelo grupo do porta-aviões USS Gerald R. Ford, que está na costa mediterrânea de Israel.
Ainda nesta quinta, o estreito de Hormuz, o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã foram classificados como “zona de guerra” pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores de todo o mundo. Essa designação concede direitos ampliados aos marinheiros, incluindo o de solicitar repatriação às custas das operadoras.
Cerca de 20 mil marinheiros e 15 mil passageiros estão retidos no Golfo devido à guerra no Oriente Médio e à paralisação do estreito de Hormuz, afirmou à AFP o secretário-geral da OMI (Organização Marítima Internacional), o panamenho Arsenio Domínguez.
A Guarda Revolucionária, força responsável pelas operações externas do Irã, afirmou na quarta-feira (4) ter o controle total de Hormuz, um corredor marítimo estratégico por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial.
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Uma mensagem obtida pela PF (Polícia Federal) mostra que o banqueiro Daniel Vorcaro recebeu informações sobre o andamento de um inquérito da PF que era de seu interesse.
A conversa rechaça o apontamento da investigação da PF que detalha que Vorcaro tinha uma rede de monitoramento e recebimento de informações do sistema da PF e de diligências de forma antecipada. As informações são da CNN.
Leia maisEm 2024, um contato não salvo em sua agenda envia a mensagem para ele que “o inquérito 56/2024 não dará seguimento hoje no BC. Muitas operações fraudulentas fundo internacional petróleo indeferimento. Não soube estancar o inquérito iniciou e parou”, disse o contato com DDD de Minas Gerais para Daniel Vorcaro.
A PF detalha que o grupo contratado por Vorcaro, dono do Banco Master, para influenciar a investigação, acessava dados da PF (Polícia Federal), do MPF (Ministério Público Federal) e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol. O acesso era por meio de credenciais de terceiros e de contatos de um policial federal aposentado.
De acordo com a PF, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como o “Sicário” e coordenador operacional do grupo denominado “A Turma”, realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.
O objetivo era abastecer Vorcaro com informações sobre investigações. Mourão recebia R$ 1 milhão por mês para esse serviço, aponta a PF.
De acordo com a investigação, Mourão exercia papel central no grupo “A Turma”, cuja estrutura foi montada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo, entre eles autoridades e jornalistas.
“Nesse contexto, o investigado organizava e executava diligências destinadas à identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master”, cita a decisão do STF.
Segundo a investigação, as informações levantadas eram repassadas a integrantes do grupo responsáveis pela tomada de decisões estratégicas.
A PF apontou ainda que Mourão atuava para retirar conteúdos e perfis em plataformas digitais, simulando solicitações oficiais de órgãos públicos.
Procurada pela CNN para saber se haverá investigação sobre acesso ilegal aos sistemas da PF e vazamento de informações, a PF não se manifestou sobre o caso.
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira que deve deixar a pasta “na data da lei”, no dia 4 de abril, com o objetivo de disputar as eleições. Está em curso uma negociação política no governo para definir se ele continua como vice na chapa à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ou se tentará um cargo majoritário em São Paulo, como governador ou senador.
As conversas são feitas em conjunto com o ministro da fazenda, Fernando Haddad, que é pressionado pelo PT a disputar o Palácio dos Bandeirantes. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAlckmin não entrou em detalhes sobre o cargo que disputará. Ele apenas lembrou não é preciso deixar o cargo de vice-presidente para disputar as urnas, mas sim o cargo que acumula na Esplanada.
— Vice-presidência não tem desincompatibilização, só o ministério — afirmou Geraldo Alckmin, ao ser questionado sobre prazos eleitorais.
Principal nome de Lula em São Paulo, Haddad ainda não confirmou publicamente que aceitará a candidatura para enfrentar Tarcísio de Freitas, mas o ministro já demonstra menos resistência do que meses atrás.
Mesmo sem disputar a um cargo eletivo no estado, Alckmin virou peça decisiva nessa equação porque é o nome com maior capilaridade no interior paulista, sobretudo em segmentos onde o governo Lula tem mais dificuldade de penetração, como o agronegócio.
A ideia discutida nos bastidores é que, caso Haddad dispute o governo, Alckmin tenha papel ativo na campanha, ajudando a ampliar pontes fora da capital.
Alckmin e Haddad ocupam hoje posições estratégicas no governo federal e qualquer movimento eleitoral mexe também na composição da chapa presidencial.
Segundo interlocutores a par do assunto, Alckmin prefere continuar como vice de Lula, mas aliados discutem alternativas, inclusive para acomodar alianças mais amplas com partidos de centro.
Com mais de cinco décadas de vida pública, o vice-presidente permanece como figura central nas negociações políticas da base governista. Sua eventual candidatura tende a marcar mais um capítulo de uma trajetória que atravessa diferentes fases da política brasileira — do protagonismo do PSDB nos anos 1990 e 2000 à atual aliança com Lula, que redefiniu os contornos do centro político no país.
Dentro da base governista, aliados defendem diferentes caminhos para o vice-presidente, desde a manutenção da chapa com Lula até outras disputas eleitorais. Dirigentes do PT afirmam que Alckmin terá liberdade para escolher qual cargo pretende disputar, enquanto interlocutores políticos discutem a configuração das alianças para a próxima eleição presidencial.
Nos bastidores, também surgiram especulações sobre a possibilidade de mudanças na composição da chapa presidencial, diante da tentativa de ampliar alianças com partidos de centro. Em meio a essas discussões, o próprio Alckmin tem mantido discrição pública sobre seu destino eleitoral, afirmando que a definição sobre 2026 será tomada mais adiante.
Figura histórica do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) por mais de três décadas, Alckmin disputou a Presidência da República duas vezes, em 2006 e 2018.
Em um movimento que simbolizou uma reconfiguração da política nacional, deixou o PSDB em 2021, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro e tornou-se vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022, compondo uma frente ampla que reuniu antigos adversários políticos. A chapa venceu o segundo turno e levou Alckmin à vice-presidência, cargo que acumula desde 2023 com o comando do ministério responsável pela política industrial e pelo comércio exterior do país.
Médico de formação e professor universitário, Alckmin construiu sua carreira política em São Paulo, onde foi prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual, deputado federal e vice-governador antes de assumir o comando do estado em 2001. Ele governou São Paulo por quatro mandatos — dois completos entre 2001 e 2006 e outros dois de 2011 a 2018 — tornando-se o político que mais tempo permaneceu à frente do Palácio dos Bandeirantes desde a redemocratização.
À frente do MDIC, Alckmin passou a conduzir a estratégia de reindustrialização do governo, articulando iniciativas voltadas ao fortalecimento da indústria, à atração de investimentos e à ampliação das exportações brasileiras. O ministério também ficou responsável por programas de incentivo à inovação e à produção nacional em setores considerados estratégicos, dentro da política industrial batizada de “Nova Indústria Brasil”.
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O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, anunciou nas redes sociais o envio de um projeto de lei em regime de urgência para conceder auxílio financeiro a famílias afetadas pelas fortes chuvas no distrito de São Pedro. Segundo o gestor, a proposta prevê pagamento de R$ 5 mil para cada família atingida e deverá ser encaminhada à Câmara Municipal para análise.
Durante a publicação, o prefeito afirmou que a equipe da prefeitura se mobilizou ainda nas primeiras horas da madrugada após tomar conhecimento da situação. “Vou assinar agora ali projeto de lei, de urgência, urgentíssima, para vocês poderem receber o auxílio que a gente vai dar. O projeto de lei que eu trouxe não é de R$ 1.000, não é de R$ 2.000, não é de R$ 3.000, não é de R$ 4.000. É R$ 5.000 para todas as famílias, para ajudar cada um e cada uma de vocês”, declarou.
Mesmo após ser denunciado no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o Governo Raquel Lyra deu continuidade a repasses para um posto de combustíveis ligado ao secretário estadual de Meio Ambiente, Daniel Coelho (PSD). Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) indicam que os pagamentos aumentaram em frequência e volume no período, superando R$ 1,2 milhão. Devido às possíveis irregularidades, a promotoria voltou a ser provocada para avançar nas investigações.
Somente no ano passado, 25 pagamentos foram feitos pelo Governo de Pernambuco à Vila Bela Comércio de Combustível, dona do único posto de combustíveis de Fernando de Noronha. A empresa pertence a Rafael Pires Coelho, irmão de Daniel. A frequência dos repasses foi a maior dos últimos dez anos, e o valor pago no exercício, de R$ 2,61 milhões, foi o segundo maior da série histórica, só ficando atrás do montante desembolsado em 2023, quando Raquel já era governadora.
Leia maisA denúncia foi levada à Promotoria de Justiça de Fernando de Noronha em agosto do ano passado. No documento, o conselheiro distrital Ailton Junior alegou haver conflito de interesses no fato de um membro do primeiro escalão do governo ser indiretamente beneficiado por pagamentos milionários feitos a seu irmão pela gestão em que ele trabalha. Desde que o caso entrou na mira do MPPE, R$ 1.216.201,37 foram pagos ao posto de combustíveis pelo Governo de Pernambuco.
Outra possível irregularidade é o fato de Daniel Coelho ser o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, pasta que mantém relação hierárquica com a gestão da ilha. Na prática, ele tem influência sobre decisões com impacto político e econômico em Noronha, o que pode, segundo a denúncia, favorecer o negócio do irmão.
Em 21 de janeiro, a petição foi distribuída internamente no MPPE, mas, para Ailton Junior, a continuidade dos pagamentos demanda ações urgentes, o que o levou a reiterar o pedido de investigação. “Mesmo diante do oferecimento da denúncia, o empreendimento da família do secretário segue recebendo expressivos recursos da Administração Estadual. Trata-se de situação verdadeiramente escandalosa que merece ser objeto de reprimenda extremamente urgente por parte dessa Promotoria, inclusive com adoção de medidas cautelares para determinar o cessamento da ocorrência do ilícito”, defendeu.
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Grande surpresa na disputa pela prefeitura de São Paulo 2024, quando chegou perto de ir para o segundo turno, o influenciador Pablo Marçal vai deixar o PRTB e assinar a ficha de filiação do União Brasil em uma cerimônia marcada para sexta-feira (6) na capital.
Fontes próximas ao empresário dizem que ele avalia disputar as eleições deste ano se conseguir reverter sua inelegibilidade no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As informações são da CNN.
Leia maisO TRE-SP tornou Marçal inelegível por 8 anos devido ao campeonato de cortes que ele promoveu durante o processo eleitoral, mas ainda cabem recursos.
Na semana passada, o influenciador aceitou um acordo com o Ministério Público Eleitoral para suspender por dois anos uma ação movida por Guilherme Boulos, atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
O caso envolve a divulgação de um laudo falso durante as eleições municipais de 2024.
Pessoas próximas a Marçal dizem que ele pode disputar o Senado, mas o PP, que está federado com o União, já lançou Guilherme Derrite na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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Após o início da janela partidária e a intensificação de articulações sobre as eleições, a Câmara dos Deputados terá três semanas de votações virtuais no plenário até o início de março. As datas foram acordadas nesta quinta-feira (5) pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião com líderes partidários.
Pelo acordo, apenas nos dias de 16 a 20 de março haverá votações presenciais. Nas demais semanas, as deliberações poderão ter os registro de votos pelo sistema digital da Câmara, o Infoleg, que garante que os deputados possam votar sem estar presentes fisicamente no plenário. As informações são da CNN.
Leia mais“Nós não vamos parar de trabalhar. Semana que remotamente, na outra semana presencial e na outra semana remoto”, afirmou o líder do PP, Luizinho (RJ). A semana que começa em 30 de março também deverá ter sessão semipresencial.
Para os próximos dias, a pauta deve ter como foco projetos de consenso e matérias prioritárias para a bancada feminina, segundo o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).
Matérias alvo de impasse foram retiradas. É o caso do projeto que estabelece novo regime de resolução bancária e cria mecanismos para a atuação do Banco Central em casos de riscos ao sistema financeiro. A proposta, apresentada em 2019 pelo Executivo, estava na pauta desde semana, mas for retirada a pedido do governo.
“Algumas pessoas acharam que era inoportuno votar o projeto, pela ocorrência que teve agora com o Banco Master. Eu fui um dos que defendi que o projeto, justamente, traz mais regras. Seria uma resposta do Parlamento a uma situação que mostrou que tem fragilidade”, afirmou o líder do PSB, Jonas Donizette (SP) sobre o projeto.
O texto poderá retornar à pauta durante a semana presencial, segundo Donizette. Uma nova reunião do colégio de líderes está prevista para o dia 16 de março para a definição da pauta.
O acordo para as semanas alternadas foi definido no mesmo dia que começou a janela para trocas partidária sem punições. Até 3 de abril, os deputados poderão migrar de siglas sem correr o risco de perder o mandato.
Este período de um mês é o momento de negociações das siglas em que as estratégias de candidatura e chapas começam a se consolidar. Tradicionalmente, o período é marcado pelo esvaziamento do Congresso e a prioridade dos parlamentares para as negociações regionais das siglas.
Internamente, as bancadas têm suas metas de aumento de cadeiras. O Partido Liberal, por exemplo, espera chegar a mais de cem integrantes. O partido é o maior da Casa e tem atualmente 87 integrantes.
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Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte apresentaram um projeto de lei que cria o Programa Juventude Viva, voltado à prevenção do suicídio e da automutilação entre jovens e adolescentes. A proposta institui uma política pública permanente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e prevê ações voltadas à promoção da saúde mental e ao acompanhamento de pessoas em situação de risco.
De acordo com o texto, o programa atenderá pessoas de 10 a 24 anos e prevê medidas de prevenção, cuidado e apoio às famílias após casos de tentativa ou morte por suicídio. A proposta também considera fatores relacionados ao ambiente digital e estabelece a ampliação da triagem de risco nos serviços de saúde, além da adoção de protocolos de prevenção em escolas públicas e privadas.
O projeto prevê ainda a formação de equipes multiprofissionais nos municípios, capacitação de professores para identificar sinais de alerta e garantia de atendimento em saúde mental em até sete dias após a identificação do risco. A proposta também destina parte das verbas de propaganda institucional da União para campanhas de prevenção e altera o Código Penal Brasileiro para ampliar punições a quem induzir ou instigar suicídio e automutilação por meio de redes sociais.
A CPMI do INSS recebeu, no fim da tarde de ontem, os extratos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha”, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o material do qual a comissão teve acesso, Lulinha realizou 1.531 transações bancárias entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, somando uma movimentação total de R$ 19,5 milhões no período.
Os valores incluem entradas e saídas de recursos, além de transferências internas entre contas do próprio investigado. A defesa de Lulinha afirmou que as fontes de renda do cliente são legais e legítimas, entre elas movimentações e bens recebidos por herança.
Leia maisMovimentações por ano
Ao todo, foram R$ 9,77 milhões em créditos e R$ 9,75 milhões em débitos nos quatro anos analisados.
Entradas
Ainda segundo a quebra de sigilo, a maior parte das entradas na conta de Lulinha veio de resgates de fundos de investimento, que somaram R$ 4,4 milhões no período. Ele também transferiu R$ 735,7 mil de outras contas próprias.
Os extratos mostram ainda três repasses do presidente Lula feitos ao filho, totalizando R$ 721 mil:
No mesmo dia da transferência superior a R$ 300 mil [22/07/2022], Lulinha também depositou um cheque de R$ 157,7 mil, assinado por Paulo Tarcísio Okamotto.
Empresas das quais Lulinha é sócio com a esposa, Renata de Abreu Moreira, repassaram R$ 3,2 milhões para a conta dele:
O restante das entradas, cerca de R$ 1,2 milhão, é formado por produtos bancários como consórcios, previdência, seguros e transações não identificadas.
Saídas
A maior parte das saídas — R$ 4,6 milhões — corresponde a transferências para outras contas do próprio Lulinha.
Entre janeiro de 2022 e dezembro de 2025, ele também realizou 17 transações que somam R$ 704 mil para Jonas Leite Suassuna Filho, ex-sócio de Lulinha. Os repasses variam entre R$ 1.500 e R$ 30,6 mil.
Outro ex-sócio, Kalil Bittar, recebeu R$ 750 mil em 15 transações entre janeiro de 2024 e outubro de 2025, com a maioria dos repasses na faixa de R$ 50 mil.
Os extratos também registram oito depósitos em cartão pré‑pago, totalizando R$ 11.600, feitos entre novembro de 2023 e janeiro de 2024.
As demais transações envolvem pagamentos de boletos e transferências de menor valor para pessoas físicas.
CPMI do INSS investiga
A CPMI do INSS foi instalada para apurar suspeitas de fraudes em benefícios previdenciários, irregularidades administrativas e eventuais atuações de servidores públicos em esquemas criminosos.
O envio do extrato de Lulinha faz parte dos documentos solicitados pela comissão, que ampliou o foco da investigação para acompanhar movimentações financeiras consideradas relevantes para o trabalho dos parlamentares.
Lulinha passou a ser alvo de questionamentos de parlamentares da oposição depois que a Polícia Federal (PF) apreendeu mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e uma empresária que faria possíveis referências a ele.
A empresária é Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. Segundo as investigações, ela teria recebido pagamentos do “Careca do INSS” para atuar junto a órgãos da área de saúde na comercialização de produtos à base de cannabis medicinal.
Roberta foi alvo de operação da PF e afirma que não houve irregularidades em sua relação com Antunes.
Nesta quarta, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária.
A decisão atendeu parcialmente a um pedido de medida liminar da defesa, que alegou constrangimento ilegal após a comissão aprovar a medida em 26 de fevereiro — mesma ocasião em que foi aprovado o requerimento da quebra de sigilo de Lulinha.
Ao fundamentar a decisão, o Dino destacou que a aprovação de 87 requerimentos de forma conjunta — a chamada votação “em globo” — violou o devido processo constitucional.
Segundo o ministro, embora as CPIs possuam poderes de autoridades judiciais, elas também estão sujeitas ao dever de fundamentação individualizada para cada medida invasiva.
Na ocasião da decisão de Dino, o Supremo esclareceu que o entendimento não alcançava outros casos de quebra de sigilo, como a quebra de sigilo de Lulinha.
Nota da defesa de Lulinha
“Após votação questionável sobre quebra de sigilo sem fundamentação individualizada (predicado de qualquer medida investigativa invasiva) e concessão de medida liminar reconhecendo a ilegalidade da quebra, a imprensa informou que teria acessado documentos sigilosos, no mesmo dia em que recebidos pela CPMI do INSS. Se ocorreu, o vazamento configura crime grave, que está sendo imediatamente comunicado a todas as autoridades competentes. Não pouparemos esforços para apurar e punir os responsáveis. Quanto às informações divulgadas, é impossível avaliarmos sua existência, veracidade ou detalhamento, uma vez que Fábio Luís e sua defesa não têm acesso nem aos documentos recebidos pela CPMI, nem aos que a imprensa alega ter recebido. No entanto, é gritante a ausência de menção a qualquer elemento ligado às fraudes do INSS, o alegado objeto investigativo da quebra de sigilo. Ao publicizar os dados sigilosos, a imprensa cita apenas fontes de renda legais e legítimas: a LLF Tech Participações e a G4 entretenimento e tecnologia, empresas legítimas com atuação legal e declarada; e rendimentos de aplicações do próprio Fábio Luís Lula da Silva. Também estão sendo expostas movimentações específicas, dando destaque a transferências ligadas ao presidente Lula, que são adiantamento de legítima herança aos filhos do presidente, devolução de custos arcados por Fábio Luís da época emergencial em que Lula esteve ilegalmente preso, ou de empréstimo à L.I.L.S. Palestras, da qual Fábio Luís possui cotas recebidas por herança. Também foram destacados: pagamentos à Jonas Leite Suassuna Filho (pagamentos de aluguel referente à casa em São Paulo onde Fábio Luís residia) e à Kalil Bittar (pagamento por cotas dele da empresa G4, após seu afastamento da sociedade). Todos os movimentos e bens são registrados e declarados ao fisco, resultados de atuação legítima, ou mesmo de recebimento da herança de sua mãe, Dona Marisa, falecida em um contexto de perseguição política e midiática muito semelhante com o atual. Essas informações parciais demonstram novamente uma total ausência de envolvimento de Fábio Luís com as fraudes do INSS, o que força o questionamento sobre a legitimidade da devassa e linchamento públicos, abastecidos por ato criminoso de vazamento de documentos. Quanto à forma como a informação foi publicizada, com a citação da soma de movimentações, é essencial esclarecer que o dado é irrelevante, pois a “soma de movimentações” em Relatórios de Informação Financeira não é retrato de valores líquidos possuídos ou recebidos pelas contas relatadas. Um mesmo valor pode ser registrado seis ou mais vezes no relatório como “movimento” (recebimento, envio de conta corrente para conta investimento, aplicação, retorno para conta, retirada etc.), de forma que a “soma de movimentações” excede multiplamente valores efetivamente existentes, especialmente ao longo de anos. Por esse motivo, Relatórios de Inteligência Financeira são analisados com atenção às transações específicas, não às somas de movimentações. Finalmente, apontamos que o vazamento das informações sigilosas que não apontaram nenhum vínculo com as fraudes do INSS são a abominável concretização dos temores legítimos de que “investigações” podem ser meros disfarces para manobras de interesse político, ao atropelo dos limites legais e constitucionais que deveriam ser impostos no devido processo legal.”
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, passou por dois procedimentos oftalmológicos em Brasília. As cirurgias foram realizadas nestas quarta-feira (4) e quinta-feira (5). A assessoria do senador informou que o objetivo da cirurgia era corrigir o grau de hipermetropia. A intervenção foi realizada pelo também senador Dr. Hiran (PP-RR).
“Os procedimentos transcorreram normalmente e foram realizados com sucesso”, afirma ainda a nota. O senador deve retornar ao trabalho nos próximos dias. As informações são do portal G1.
Por Antonio Magalhães*
Nesta sexta-feira, 6 de março, Pernambuco homenageia sua Data Magna. Comemora o início da Revolução Pernambucana de 1817, um levante que tomou o poder em Pernambuco por 74 dias, estabelecendo uma república provisória. Motivado por altos impostos, seca e crise do açúcar, o movimento de caráter liberal estendeu-se a outros estados do Nordeste, sendo violentamente reprimido pela Coroa Portuguesa, registram os livros de história.
Sem desmerecer a importância deste movimento que até hoje orgulha os pernambucanos, cabe questionar se a Revolução de 1817 foi realmente o evento político-militar mais relevante do Estado. Em 160 anos de conflitos variados, da colonização até 1964, a Insurreição Pernambucana que expulsou o invasor holandês em 1654, depois de 24 anos de domínio estrangeiro, poderia estar à frente desta comemoração. Foi um episódio vitorioso, ao contrário do trágico desfecho do levante de 1817, quando foram condenados à morte lideranças locais e retirado amplo território do nosso Estado pela Coroa e anexado à Bahia.
Leia maisMe lembro muito bem quando, a meu lado, o escritor e pesquisador Leonardo Dantas Silva (1945-2023), autor do excelente livro “Holandeses em Pernambuco”, comentou baixinho comigo: “a Insurreição Pernambucana, que foi vitoriosa na guerra, deveria ter sido a escolhida”. Mas, apurado os votos dos pernambucanos, Leonardo acatou a vontade popular sem qualquer problema: a Data Magna ficou com o evento dos revolucionários de 1817.
Subestimar fatos históricos faz parte da nossa história. O pessoal da Insurreição Pernambucana que derrotou os holandeses só foi inscrito em 2012 no Livro de Aço dos Heróis da Pátria. João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Felipe Camarão, comandantes das ações militares que expulsaram os invasores, foram bravos soldados, guerrearam com coragem em guerrilhas e batalhas até a saída dos holandeses.
João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros merecem estar no livro dos heróis brasileiros. Mas só nesse. Suas ações depois como comandantes-gerais em Angola não fazem jus ao que fizeram aqui. Na África, foram impiedosos com as tribos e reinos angolanos, promovendo massacres e capturando escravos para o envio ao Brasil por ordem do rei de Portugal.
Na verdade, Pernambuco não se tornou independente com a saída dos holandeses. Só voltou ao antigo patrão. E a própria insurreição começou com o descontentamento dos donos de engenhos de açúcar com os holandeses. Não havia condições para eles pagarem os empréstimos. Vitoriosos em 1654, os comandantes João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros partiram para voos mais altos. Primeiro governando províncias do Norte e Nordeste até, por determinação do rei de Portugal, serem nomeados comandantes-gerais em Angola, em tempos distintos. Primeiro Vieira de 1658 a 1661 e depois Negreiros de 1661 a 1666.
Ser enviado a Angola significava acumular mais riquezas no comando de uma guerra colonial contra os nativos que se negavam à vassalagem. Os dois comandantes levaram vantagem sobre os comandantes anteriores. Suas tropas levadas de Pernambuco estavam adaptadas ao clima, às doenças tropicais, ao massacre de indígenas e de quilombolas, diferente dos soldados lusos vindos da Europa.
O objetivo dos dois era destruir focos rebeldes, ora comandados pela valente Rainha Jinga, que em 30 anos de luta contra os portugueses nunca foi submetida à coroa portuguesa. Ora pelo rei do Congo. Com Vieira valia tudo: massacre em aldeias incendiadas, degolas, captura de escravos. Nunca relaxou nas suas nefastas funções.
Já André Vidal de Negreiros, como comandante dos “brasílicos”, venceu a batalha de Ambuíla, em 1665, quando destruiu o Reino do Congo, matando o rei, sua família, membros da corte e aliados. Foi o maior embate colonial na África desde Alcácer-Quibir, em 1578. De acordo com o historiador Luís Felipe Alencastro, precipitou o declínio dos reinos do Congo e Matamba, da sucessora de Jinga.
Portanto, o conceito de heróis é fluído e relativo. Vieira e Negreiros, os dois heróis pernambucanos foram comandantes de massacres de africanos, que, como eles, lutavam contra um invasor de suas terras, no caso africano, o português. Contudo, isso não invalida os feitos gloriosos da Insurreição Pernambucana, evento para uma Data Magna “in pectore”. Coisas da história e da vida. É isso.
*Jornalista
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