Diário de Pernambuco
Motoristas de toyotas e vans de Caruaru interditaram, hoje, um trecho da PE-95, nas proximidades da entrada do distrito de Malhada de Pedra, em protesto contra a determinação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que proíbe o transporte de passageiros realizado por esses veículos em localidades atendidas por linhas regulares de ônibus.
Transitada em julgado desde 2020, essa medida voltou à tona após a Associação das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Caruaru entrar com uma ação na justiça pedindo que a Autarquia Municipal De Defesa Social, Trânsito e Transportes de Caruaru (AMC) realize, a partir de hoje, uma maior fiscalização do “transporte clandestino de passageiros”.
Leia maisSegundo a determinação, assinada pelo juiz Rommel Silva Patriota, a AMC deve cumprir semanalmente pelo menos três ações de fiscalização de transporte clandestino de passageiros, com duração mínima de duas horas, com a aplicação das penalidades previstas na legislação de trânsito aos eventuais infratores.
Além disso, a AMC também poderá implantar placas de advertência, monitoramento eletrônico, dentre outras que se encontrem ao seu alcance e tragam maior efetividade à referida fiscalização.
Caso haja a implementação de fiscalização por monitoramento de vídeo, o juiz recomendou também o acionamento de uma viatura para abordar presencialmente o condutor do automóvel para aferir se realmente se trata de um transporte clandestino. Em caso de descumprimento da determinação, o município de Caruaru poderá pagar uma multa semanal de R$ 10 mil.
Em nota, a Prefeitura de Caruaru informou que está cumprindo a determinação judicial da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caruaru que prevê a proibição da circulação de veículos clandestinos de passageiros no município, onde já existe o atendimento à população por meio ônibus públicos.
Além disso, a gestão municipal informou que nas localidades onde o ônibus ainda não é disponibilizado, o transporte atualmente realizado poderá continuar circulando. Com relação ao transporte intermunicipal, a Prefeitura de Caruaru esclareceu que esse tipo de transporte não será afetado, pois a decisão é válida apenas para a cidade de Caruaru.
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Com um dos aviões da rede estadual de saúde desviados para fazer o transporte VIP da governadora Raquel Lyra (PSD), o Governo de Pernambuco está tendo que recorrer a uma manobra para não deixar usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) desassistidos. A lacuna será coberta pela contratação de um serviço extra de transporte aeromédico de pacientes e de órgãos para transplante, prevista em edital de credenciamento publicado no Diário Oficial. A medida chama atenção, porém, por não prever a realização de um processo licitatório e por envolver um gasto de até R$ 10,7 milhões em cinco anos.

O edital relativo à inexigibilidade de licitação foi publicado em 29 de maio. Semanas depois, a Folha de S.Paulo revelou que um avião comprado em 2025 para transporte aeromédico tem sido usado por Raquel em agendas políticas, em um escândalo conhecido como “Aeroquel”. Em dezembro, enquanto o veículo estava à disposição da governadora em Brasília, o governo precisou alugar um táxi aéreo por R$ 100 mil para socorrer um paciente. A intenção de contratar o serviço extra agora é para garantir os atendimentos sem que seja preciso alugar aviões quando Raquel estiver usando uma das aeronaves do estado.

A projeção é de um gasto de R$ 179 mil por mês ou de R$ 2,14 milhões por ano, o que fará os valores envolvidos chegarem a R$ 10,7 milhões nos cinco anos de previsão do contrato. No último sábado (4), porém, a gestão estadual decidiu adiar a inexigibilidade de licitação por tempo indeterminado alegando “necessidade de avaliação de requisitos técnicos de contratação”. Os recursos para contratar o serviço seriam provenientes do Fundo Estadual de Saúde, o mesmo que, no ano passado, esteve envolvido em denúncias de favorecimento em repasses avalizados pela vice-governadora Priscila Krause (PSD) para o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, que tem o marido dela como sócio.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O tempo em que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ficou dentro do avião entre Miami e São Paulo foram cerca de dez horas de profunda irritação. Como contamos aqui no Correio Político, Valdemar estava dentro do estádio Miami Giants pronto para assistir ao jogo entre o Brasil e a Escócia, o segundo da seleção na Copa do Mundo, quando tomou conhecimento dos vídeos produzidos por Michelle Bolsonaro desancando seu afilhado, o candidato do PL à Presidência, Flávio.
No dia seguinte, Valdemar largou as férias e a Copa do Mundo e embarcou de volta para o Brasil. A conversa que teve com Michelle Bolsonaro foi duríssima. No dia seguinte, toda a equipe que ele tinha montado pra ela no PL Mulher estava em aviso prévio. Valdemar ficou irritadíssimo com Michelle. Ela se queimou com o comando do PL. Não há possibilidade de volta.
Leia maisPara Valdemar, Michelle “foi mordida pela mosca azul”, numa referência ao famoso poema de Machado de Assis sobre os efeitos nocivos da vaidade. A avaliação final é de que ela achava que, diante da crise do Banco Master, poderia ferir de morte a candidatura de Flávio Bolsonaro e assumir o lugar dele. A avaliação do presidente do PL é que houve quebra de confiança. Sem combinar, Michelle usou a estrutura que recebeu do partido para gravar os vídeos. Valdemar tirou-se imediatamente a estrutura.
O PL agora mede o prejuízo do episódio junto ao eleitorado feminino. Se é verdade que o trabalho de Michelle vinha ampliando a presença de mulheres na direita, como contamos na sexta-feira (3), por outro lado há uma avaliação que, no campo conservador, o efeito do vídeo foi o contrário do pretendido por ela. A pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou isso. Se no geral 51% dos entrevistados concordaram com a divulgação dos vídeos, no estrado bolsonarista, esse percentual se inverte. Entre os eleitores de Flávio, 65,6% desaprovaram.
Ou seja, se ela pretendia substituir Flávio como candidata, os eleitores de direita desaprovariam o movimento. Depois da conversa com Michelle, Valdemar ficou até de madrugada na sede do PL discutindo os efeitos do episódio com assessores. Não negou o prejuízo. Mas terminou concluindo que as mulheres de direita não terão alternativa senão seguir com Flávio. A questão é ampliar sobre as indecisas.
Uma discussão que crescia no final da semana era mesmo se valeria a pena para o PL manter a candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal. Embora as pesquisas a mostrem como favorita, duas dúvidas ficavam. Michelle como candidata ajudará a campanha de Flávio? Se Flávio for eleito, ela vai compor a sua base ou vai se tornar um problema para ele?
Se Valdemar não soube antes dos vídeos, o mesmo teria acontecido com Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. O jornalista Claudio Dantas contou que houve uma grossa discussão entre Michelle e Bolsonaro. O Correio Político ouviu a mesma versão de interlocutores do PL e mesmo de pessoas ligadas a aliadas políticas de Michelle.
“Você quer que eu fique mais 27 anos preso?”, teria perguntado Bolsonaro a Michelle. A conversa, aos gritos, foi ouvida por seguranças da casa. Bolsonaro enxerga na derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a chance de sair da prisão. Se o movimento de Michelle prejudica a eleição de Flávio, também o prejudica.
Na dura conversa que teve com Valdemar, Michelle queria que ele mantivesse, então, a vice-presidente do PL Mulher, a vereadora em Fortaleza, Priscila Costa. Valdemar vetou. Priscila é oficialmente a pivô, em torno da disputa no Ceará, de toda a desavença que levou Michelle Bolsonaro a gravar os vídeos contra Flávio Bolsonaro.
No centro da desavença, estava a discussão do apoio do PL do Ceará à candidatura de Ciro Gomes pelo PSDB. Nesse acerto, o PL ficaria com uma vaga ao Senado. Michelle é contra o apoio a Ciro, costurado pelo presidente do PL do Ceará, o deputado federal André Fernandes. E daria a vaga ao Senado a seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes.
Manter o PL Mulher sob o comando de Priscila Costa manteria o foco de tensão. Poderia significar que, no final, Michelle teria ganho a queda de braço na disputa com Flávio, pelo menos em torno da questão envolvendo Priscila e o Ceará. Valdemar fez o que, então, relatou Beatriz Matos no Correio da Manhã na sexta. Reformulou tudo.
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Por Maurício Rands*
A beleza da diversidade. Nações diminutas como Curaçao, Haiti e Cabo Verde competindo com países de dezenas de milhões de habitantes e economias pujantes. Nada mais democrático. Nas quatro linhas, alguns gigantes sendo derrotados por emergentes. Nas arquibancadas, torcedores de culturas e credos diferentes. Muita emoção, mas também jogos sendo ganhos pelo equilíbrio e pelo cérebro.
Como dia desses comentou o amigo Ricardo Thibau, essa copa é de todas a que teve mais jogos espetaculares. E muitas vezes de seleções sem grandes tradições. A camisa não ganha mais jogo. As “zebras” galopam contra potências campeãs. Basta lembrar os feitos de Cabo Verde que pegou Uruguai, Espanha e Argentina, três campeões do mundo, e não perdeu no tempo regulamentar. Ou do Paraguai que eliminou a Alemanha na “Batalha de Boston”. Ou do Marrocos, que eliminou a Holanda, ganhou quatro partidas, empatou uma e se tornou o primeiro país africano a disputar duas vezes as quartas de final. Ou as precoces eliminações das fortes seleções da Croácia e do Uruguai.
Leia maisUm capítulo à parte é a evolução do futebol africano. Não apenas Marrocos e Egito, que se mantiveram vivos até os mata-matas. Mas outras equipes como Argélia, Gana, Cabo Verde e Costa do Marfim fizeram campanhas marcantes, vendendo caro suas derrotas para potências europeias e sul-americanas. A Tunísia foi a única seleção do continente eliminada ainda na fase de grupos. 24% dos jogadores que disputam a copa não nasceram nos países que representam. Isso mostra a maior internacionalização e nivelamento do futebol mundial. Subiram os níveis das marés da técnica, da tática e da aptidão física dos atletas de todas as regiões.
Mas tem muita coisa errada a ser corrigida. A começar pela submissão da FIFA ao autoritarismo dos EUA. Como aceitar que o anfitrião negue vistos a dirigentes e torcedores dos participantes num evento destinado a fomentar o internacionalismo? Como aceitar o racismo da migração americana que discriminou jornalistas negros e árabes, como a brasileira Karine Alves, da TV Globo? A mesma FIFA que foi cordeirinha com a prepotência americana, foi impositiva com o Brasil na Copa de 2014.
Outro absurdo da FIFA foi o preço dos ingressos. Algo precisa ser feito para que aos estádios também possam ter acesso os não-ricos. A beleza do futebol é a presença de público, que pode ser gigantesca porque as dimensões do gramado são mais extensas do que nos outros esportes. Uma boa solução me foi sugerida por outro amigo, o engenheiro André Gusmão. Poderia ser reservado um certo número de ingressos com preços limitados para os torcedores de menor poder aquisitivo. Poderia ser feito um cálculo proporcional à renda per capita do país do torcedor. Outro tema a ser revisitado é o dos impedimentos, que continuam gerando as maiores controvérsias. Portugal foi salvo por um fio de cabelo do atacante da Croácia que o VAR considerou ter tocado na bola e gerado o impedimento que anulou o que seria o gol de empate no finalzinho. Continuo achando que o VAR é bem-vindo. A tecnologia pode atenuar as falhas humanas dos árbitros. Mas já chegou a hora de revisitar a regra do impedimento. Suprimi-la pode gerar uma concentração excessiva de jogadores dentro da área. Por isso, talvez se pudesse pensar uma regra em que os impedimentos só poderiam ser marcados se os atacantes estivessem dentro da área.
O nivelamento do futebol mundial pode explicar a eliminação do Brasil. A Noruega antes não era páreo para a nossa seleção. Ontem nos eliminou jogando com mais eficiência, garra e equilíbrio emocional. Resta-nos agora aprender com a Noruega e outras seleções que já apresentaram futebol de melhor nível do que o nosso, como França, Argentina, Portugal, Espanha e Colômbia. Tudo parece em aberto. Até porque, sendo a copa decidida em mata-matas, nem sempre ganha a seleção de melhor qualidade.
*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford
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Jornal do Commercio
Um dos principais destinos turísticos de Pernambuco e do mundo, o Arquipélago de Fernando de Noronha convive diariamente com desafios logísticos e ambientais para preservar suas belezas naturais. A coleta, o tratamento e a destinação correta dos resíduos sólidos figuram como alguns dos principais gargalos para manter o equilíbrio ambiental da ilha, reconhecida como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO.
Para minimizar esses impactos, Noronha adota uma série de medidas, como a proibição gradual da entrada, uso e comercialização de plásticos descartáveis, a restrição à circulação de veículos movidos a combustíveis fósseis e a cobrança da Taxa de Preservação Ambiental (TPA), paga pelos visitantes. Apesar das iniciativas, o caminho percorrido pelo lixo até a destinação final é longo e passa por obstáculos.
Leia maisA ilha não possui aterro sanitário, dispõe de espaço físico limitado para armazenamento de resíduos e depende do transporte marítimo para enviar o material ao continente. O grande volume de lixo gerado diariamente, impulsionado pelo turismo, também sobrecarrega a triagem.
Os caminhos do lixo
Para destinar corretamente os resíduos da ilha, são realizadas operações internas e de barco, que levam para a capital pernambucana os materiais. Embora Fernando de Noronha conte com uma Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRS), onde todo o lixo produzido é separado, tratado e armazenado temporariamente, a destinação final ocorre no Recife.
Além dos resíduos orgânicos, recicláveis e rejeitos, a Ambipar, empresa responsável pela limpeza urbana desde agosto de 2025, precisa fazer a coleta de óleo vegetal e mineral, resíduos de serviços de saúde e podas de árvores.
A logística, no entanto, enfrenta limitações. Os horários de saída e chegada das embarcações são regulamentados pela Marinha, que permite a navegação apenas entre o nascer e o pôr do sol.
Já nas áreas mais remotas da ilha, as vias de acesso não são pavimentadas e, durante o período chuvoso, as estradas de barro dificultam a circulação dos caminhões de coleta, provocando o acúmulo de resíduos até que as condições de tráfego sejam restabelecidas, o que representa riscos para a população e para o meio ambiente.
Outro desafio apontado pela Ambipar é a contratação de mão de obra. Segundo a empresa, o turismo, principal atividade econômica da ilha, torna mais atrativos os trabalhos informais voltados aos visitantes, dificultando o preenchimento de vagas na coleta e no tratamento dos resíduos.
Apesar disso, a empresa conta com 90 funcionários, que recolhem os materiais, tratam e destinam corretamente. Segundo Gabriel Rocha, gerente operacional da UTRS Noronha, a experiência de contribuir para a preservação do patrimônio ambiental da ilha é desafiadora. “A nossa rotina operacional vai além da coleta de resíduos”, explica.
O gerente pontua que todo o resíduo, depois de coletado, é levado para a unidade de tratamento, triado e ensacado para depois ser transportado para o continente. “É um planejamento minucioso, que exige considerar fatores de condições climáticas e cronogramas marítimos”, relata.
Para incentivar a reciclagem, a empresa implantou pontos de coleta de resíduos recicláveis e orgânicos e firmou parcerias com empreendimentos locais. Um dos exemplos é a Pousada Zé Maria, onde foi instalado um ecoponto que permite a troca de materiais recicláveis, como latas e garrafas, por pontos e até pagamentos via Pix.
Acúmulo e multa
Em fevereiro deste ano, a Ambipar havia sido multada em R$ 700 mil pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) devido ao acúmulo de resíduos na UTRS.
A penalidade foi aplicada pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) após a constatação das irregularidades como o excesso de resíduos da construção civil, de materiais inertes e resíduos volumosos, armazenados de forma desordenada nas dependências da UTRS.
De acordo com a CPRH, na época também foi identificada a ocupação indevida das áreas operacionais, comprometimento da capacidade da unidade, o manejo inadequado de resíduos orgânicos e de serviços de saúde, a paralisação de estruturas essenciais e a inexistência de planejamento técnico para redução do material acumulado.
O contrato da Ambipar para prestar serviços na ilha tem duração de 60 meses e valor de R$ 64,7 milhões. Segundo a Ambipar, devido ao passivo deixado no terreno, foi necessária a ampliação da capacidade logística no arquipélago e entre agosto de 2025 e março de 2026, foram transportadas mais de 2.550 toneladas de resíduos para a capital pernambucana.
Além disso, o número de viagens marítimas aumentou, com mobilização de novas embarcações e ampliação dos turnos de trabalho para retirar o passivo, e novos equipamentos, como triturador para podas e escavadeira elétrica.
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A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresenta, amanhã, um estudo técnico sobre o trecho Salgueiro–Porto de Suape da Ferrovia Transnordestina à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). O documento traz dados sobre a viabilidade socioeconômica da obra e propõe governança para apoiar a coordenação entre os órgãos envolvidos no projeto.
A apresentação fortalece o diálogo junto ao Tribunal de Contas da União e integra os esforços de articulação técnica e institucional direcionados ao fortalecimento da infraestrutura regional, ampliando a competitividade do Nordeste.
Após adiar sua participação na semana passada em razão de ajustes na agenda, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), confirmou presença no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de amanhã. Recém-filiada ao PSB e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Tebet vai falar sobre os rumos da política nacional, o cenário eleitoral para 2026 e os movimentos que marcaram sua trajetória nos últimos anos, desde a candidatura à Presidência da República até sua passagem pelo governo Lula.
Simone Tebet deixou o Ministério do Planejamento para disputar uma vaga no Senado e tem ocupado espaço no debate político nacional com críticas à polarização ideológica. Em entrevistas recentes, defendeu que o Brasil se afaste da “lacração das redes sociais” e concentre esforços em medidas concretas para enfrentar problemas estruturais. Também chamou atenção ao criticar o que classificou como “agro do mal”, diferenciando produtores rurais de grupos envolvidos com crimes ambientais, invasões de terras e grilagem.
Leia maisAdvogada e professora, Tebet construiu sua carreira política em Mato Grosso do Sul. Foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas por dois mandatos, vice-governadora, senadora da República e candidata à Presidência da República em 2022. Após terminar a disputa em terceiro lugar, tornou-se uma das principais apoiadoras de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno e passou a integrar a equipe de transição do governo eleito, assumindo posteriormente o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Nos últimos anos, Tebet consolidou-se como uma das principais vozes do centro político brasileiro, defendendo pautas ligadas à responsabilidade fiscal, ao desenvolvimento sustentável e à modernização da gestão pública. Sua filiação ao PSB e a pré-candidatura ao Senado por São Paulo estão entre os movimentos políticos mais observados do cenário nacional para as eleições de 2026.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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A Vila Galé amplia sua presença em Pernambuco com a chegada do Vila Galé Reserva do Paiva Lifestyle Resort Hotel, Convention, SPA & Beach Club. O empreendimento, instalado no Paiva, no município de Cabo de Santo Agostinho, tem abertura prevista para o dia 15 de outubro de 2026, com inauguração oficial marcada para 31 de outubro. Com a operação do novo hotel, a rede portuguesa passa a contar com dois empreendimentos no estado, somando cerca de 600 apartamentos e mais de 1,3 mil leitos, fortalecendo Pernambuco como um dos principais destinos turísticos do país.
O hotel integra o Paiva, primeiro bairro planejado de Pernambuco. O local reúne diferenciais únicos, como 8,5 quilômetros de praias, dois parques públicos e 118 hectares de Mata Atlântica preservada, oferecendo uma combinação de natureza, infraestrutura e qualidade de vida. O hotel permaneceu fechado desde 2020 e passou por um amplo processo de revitalização e adequação aos padrões internacionais da Vila Galé.
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O empreendimento contará com 298 apartamentos, incluindo uma suíte presidencial, oferecendo uma estrutura voltada tanto para o lazer quanto para o turismo de negócios. O novo resort terá três piscinas, sendo uma coberta no Spa Satsanga, parque aquático, jacuzzi, novo projeto paisagístico, academia completa, beach club exclusivo com bar e restaurante, além de quatro opções gastronômicas: Inevitável, Cervejaria Portuguesa, Massa Fina e Beach Club Vila Galé.
O empreendimento também nasce como um dos principais espaços para eventos do estado. Serão 13 salas para convenções e eventos corporativos e sociais, incluindo um salão com capacidade para até 1.100 pessoas sentadas. O foyer, com 1.290 metros quadrados, poderá receber até 1.400 convidados, consolidando o hotel como uma importante opção para o segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions).
Localizado a cerca de 20 quilômetros do Aeroporto Internacional do Recife, o Vila Galé Reserva do Paiva está inserido em um dos endereços mais valorizados do estado, reconhecido pelo planejamento urbano, segurança, paisagismo e infraestrutura. Hoje, a Reserva do Paiva abriga dez condomínios residenciais de alto padrão e oferece uma ampla rede de serviços, incluindo escola, centro comercial, restaurantes, bares, supermercado, farmácia, padaria e um moderno complexo empresarial. O conjunto consolida o bairro como um destino completo para moradia, turismo, lazer e negócios.
Vila Galé – A rede hoteleira tem hoje 13 hotéis em operação com um total de 1.200 leitos em desenvolvimento no Brasil, incluindo o Vila Galé Reserva do Paiva e Coruripe, um Collection e um hotel para crianças, dois hotéis Collection em São Luís do Maranhão, que irão abrir neste ano, e 2 em Alagoas, 1 em Brumadinho, Minas Gerais, em Floripa, Santa Catarina e 1 em João Pessoa, Paraíba e 6 em projeto e preparação.
Bairro do Paiva – Primeiro bairro planejado de Pernambuco, o Paiva é um projeto imobiliário desenvolvido em parceria pelos grupos Ricardo Brennand e Cornélio Brennand, por meio da Iron House. Os desenvolvedores atuam no planejamento e gestão do destino. O bairro conta com a zeladoria urbana da Associação Geral da Reserva do Paiva, que promove iniciativas de conservação dos espaços públicos e uma agenda de sustentabilidade, como a limpeza e cuidados com a orla, além da preservação da fauna e flora locais.
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Por Claudemir Gomes
E o 5 de julho jamais será esquecido. Agora tenho certeza de que o raio cai no mesmo lugar mais de uma vez. Há 44 anos, junto com o saudoso jornalista, Fernando Menezes, ficamos perdidos na noite de Barcelona após testemunhar a “Tragédia do Sarriá”, quando a favoritíssima seleção comandada por Telê Santana encantou o mundo e parecia insustentável na busca do tetracampeonato, foi derrotada (3×2) pela Itália, sob a regência do verdugo Paulo Rossi. Ontem, foi a vez do viking que atende pelo nome de Haaland comandar a incontestável vitória (2×1) da Noruega, que foi superior ao time do Mister Ancelotti durante todo o jogo.
Apesar da notícia de que havia a ameaça de uma tempestade em Nova Jersey, local do jogo, não dei bola pro azar. Vesti a camisa amarela e saí por aí. Mesmo ressabiado com o 5 de julho, cheguei a entrar na onda da maioria dos torcedores. Lembrei do samba do João Nogueira e cantei: “Esse mar é meu, leva seu barco pra lá desse mar…”. Era a forma de mandar um recado para a torcida norueguesa que encanta o mundo da bola com suas remadas.
Leia maisMinutos antes de começar o jogo alguém pergunta qual o palpite para o “bolo”. Não sei por que, mas lembrei da triste história que vivenciei em Barcelona, no dia 5 de julho. Meu palpite escandalizou a todos na sala: Noruega 1×0. Não estava torcendo contra, mas faltava confiança nos comandados de Ancelotti, embora reconheça que houve uma evolução no trabalho realizado pelo Mister.
A Noruega tinha o domínio do jogo, mas num contra-ataque, pênalti a favor do Brasil. Ora, se nós tínhamos o Vini Jr. na briga pela artilharia da Copa, o mais sensato seria ele ir bater o pênalti. O goleiro Nyland fez uma defesa espetacular num aviso de que seria um dos destaques da memorável vitória que começava a ser escrita a partir daquela sua façanha.
Ricardo Medeiros, com sua memória de elefante, faz uma triste observação: “Foi igual ao pênalti que Zico perdeu naquele jogo com a França, em 86”. Verdade. Pior é que também testemunhei, no estádio Jalisco, em Guadalajara, aquela eliminação para a França, nas quartas-de-final. No tempo normal, empate de 1×1 com a França levando a melhor na decisão por pênaltis.
No intervalo do jogo, o experiente narrador Galvão Bueno convocou a Banda Olodum como se fosse um amuleto da sorte. Pensei cá com meus botões: agora vai! E a Noruega retornou para a etapa complementar ocupando melhor os espaços, com mais acerto de passes. O goleiro Nyland brilhava com defesas espetaculares. Alisson respondia a altura. Cheguei a pensar numa prorrogação, mas os nórdicos tinham Haaland, o grandalhão que a defesa brasileira não conseguiu parar. Neymar, com um viés de molecagem, marcou o gol brasileiro numa cobrança de pênalti.
A noite foi dolorosa, tal como aquela em Barcelona, há 44 anos. A diferença é que, dessa vez, fiquei perdido apenas nos pensamentos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai iniciar, nesta semana, trocas no Palácio do Planalto para reforçar a equipe de pré-campanha à reeleição. Uma das principais mudanças ocorreu já hoje, a exoneração do fotógrafo Ricardo Stuckert, auxiliar de confiança do petista.
Stuckert é o atual secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência e acompanha Lula há 23 anos com registros oficiais de eventos do presidente. Agora, ele assumirá a coordenação das redes sociais da campanha de Lula com Nicole Briones, responsável pela parte digital do PT.
Leia maisTambém haverá mudanças na Secretaria de Imprensa, órgão da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. Três assessores serão exonerados ao longo dos próximos dias para ficarem responsáveis pelo atendimento à imprensa da campanha de Lula. São eles: Raquel Sepúlveda, Gustavo Couto e Gilberto Santos.
As mudanças ocorrem após Lula ter intensificado os compromissos públicos nos estados nos últimos dias para apresentar entregas, a três meses das eleições.
No último sábado, iniciou-se o período de defeso eleitoral, em que ficam suspensas publicidades de medidas do governo e cerimônias de anúncios até 25 de outubro. Com a previsão de menos compromissos na agenda presidencial, há expectativa de que daqui para frente o petista passe parte do seu dia reunido com o gabinete de campanha.
As campanhas eleitorais começam oficialmente em 16 de agosto. A partir dessa data, a propaganda eleitoral fica liberada nas ruas e na internet. As peças podem apresentar propostas, mensagens, realizações e trajetórias dos candidatos.
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Ontem, o presidente da Federação União Progressista e pré-candidato ao Senado, deputado federal Eduardo da Fonte, entregou ao presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco, Pastor Ailton José Alves, sua Carta de Compromisso com os Cristãos de Pernambuco. O ato, realizado ao lado do deputado estadual e Evangelista Adalto Santos, simboliza a reafirmação do compromisso do parlamentar com a defesa da fé, da liberdade religiosa, da vida, da família e da dignidade humana.
O documento reúne os principais compromissos assumidos por Eduardo da Fonte em defesa dos valores cristãos, destacando sua atuação parlamentar. “Ao longo dos meus vinte anos como deputado federal sempre atuei guiado pelos princípios cristãos. Esta carta representa um compromisso que assumo de continuar defendendo a liberdade religiosa, a família, a vida e o importante trabalho realizado pelas igrejas em favor da sociedade pernambucana”, afirmou Eduardo da Fonte.
A entrega foi acompanhada pelo ex-prefeito de Toritama e pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares, pelo vice-presidente do Detran, Bruno Santos, e pelo presbítero da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE) Emanoel Estanislau.
Por Romário Faria*
Fala, Galera! É, não deu mais uma vez. Fomos eliminados pela Noruega após uma atuação horrível da nossa seleção, onde os caras tiveram o pleno controle do jogo.
Os números da posse de bola dizem muito sobre o que foi o jogo. O time de Ancelotti teve apenas 33%. Os noruegueses tiveram o dobro. O dobro! Não lembro de o Brasil ter tido tão pouca posse de bola em um jogo de Copa do Mundo. Do outro lado, mesmo sem uma força ofensiva absoluta, mas sempre tocando muito a bola, os caras fizeram o jogo deles, empurrando o Brasil pro seu campo. Na frente, um dos melhores atacantes do mundo, que não costuma perdoar. E ele foi preciso, cirúrgico, matador.
Leia maisSobre o Mister, eu confesso que não entendi algumas das mudanças que ele fez, como a saída do Bruno Guimarães. Não sei se ele sentiu alguma coisa, ou até mesmo se ficou abalado com o pênalti perdido. O fato é que no segundo tempo, sobretudo após as mudanças, o time, que já não vinha bem, caiu demais, e deu todos os espaços do mundo pra eles tomarem ainda mais conta do jogo e o Haaland resolver a parada lá na frente.
Foi uma atuação lamentável de todo o grupo. É até difícil apontar quem foi pior, ou quem seriam os principais responsáveis pela derrota absolutamente merecida pra Noruega. Nem acho que a gente deva fazer isso, pois quem perdeu e não jogou nada foi a seleção inteira, começando pelo treinador, claro, passando por todos os jogadores que entraram em campo e não conseguiram resolver.
A verdade é que não tivemos a atitude necessária para encarar um mata-mata de Copa do Mundo. Não botamos intensidade pro jogo, faltou vontade e aquele algo a mais pra disputar cada lance. Senti o time meio preso ao jogo dos adversários, aceitando a perda de oportunidades, sem tentar romper as linhas e usar o nosso talento. Muitas vezes, parecia que eram eles que tinham cinco campeonatos mundiais, tal a tranquilidade e a confiança com que jogavam.
Sei que agora é aquele momento em que todos buscam os grandes culpados pelo fracasso. É assim em toda Copa que perdemos. No jogo deste domingo, tivemos não só um pênalti perdido, mas vários lances na cara do gol. Aliás, o goleiro deles foi muito bem e fechou o gol. Mas tudo isso é do jogo, só quem esteve lá sabe que são lances naturais de uma partida. Mas, realmente, o que podemos e devemos cobrar sempre é a atitude, aquele espírito maior de Copa do Mundo, de representar o futebol brasileiro e honrar o peso da nossa camisa. Esse deve ser o compromisso de qualquer seleção brasileira.
Agora só nos resta juntar os cacos. Como já falei, eu não teria renovado o contrato do Ancelotti antes da Copa. O trabalho do treinador deve ser avaliado sempre depois de uma competição. E não adianta, no futebol o resultado é o que vale.
Não temos, de jeito nenhum, uma geração ruim de jogadores, pelo contrário! Garotos como Estêvão, Endrick e o próprio Rayan mostram que ainda temos talentos sendo formados. Essa molecada virá com tudo no próximo ciclo. Mas o que importa agora é o Brasil voltar a jogar como Brasil.
*Ex-jogador e senador pelo PL do RJ
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