O pré-candidato a deputado estadual Batista Cabral anunciou, nesta segunda-feira, o apoio do presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, vereador Luciano Pacheco, ao seu projeto político para as eleições de 2026. O encontro contou com a presença do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Com a adesão, Batista amplia sua articulação política no Sertão do Estado.
Luciano Pacheco preside a Câmara de Arcoverde e é uma das lideranças políticas do município. Segundo informações divulgadas pela assessoria de Batista Cabral, o vereador obteve 9.252 votos em sua base eleitoral nas eleições de 2022. “Seguimos construindo pontes e somando lideranças comprometidas com Pernambuco. O apoio de Luciano Pacheco fortalece nosso projeto e demonstra que estamos no caminho certo”, afirmou Batista Cabral.
O que deveria ser a “casa do povo” e o palco de debates democráticos transformou-se em um cenário de silêncio e irritação após a revelação de um grave escândalo eleitoral. No município de Francisco Alves, no interior do Paraná, quase na fronteira com o Paraguai, a Justiça Eleitoral cassou em 2026 os mandatos de sete dos nove vereadores eleitos devido a um esquema de compra de votos envolvendo a distribuição de combustível.
Quarto e último episódio da série “O Valor do Voto”, da GloboNews, mostra como funcionava o esquema. Como os recursos ainda não foram julgados, os vereadores continuam trabalhando normalmente. As informações são do g1.
Leia maisA investigação, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), comprovou que a coligação “Pra Frente Francisco Alves” utilizou uma rede econômica para garantir a eleição de seus candidatos, em vez de focar em propostas para a população.
De acordo com o promotor Filipe Rocha e Silva, a gravidade do caso reside na substituição do debate político pelo uso do poder econômico para cooptar o eleitor.
O centro do esquema, segundo o MPPR, era um posto de combustíveis localizado a cerca de 10 quilômetros do centro urbano da cidade.
Em buscas autorizadas pela Justiça um dia antes das eleições de 2024, a polícia encontrou notas fiscais, anotações com nomes de candidatos e pequenos vales para a retirada de cinco e dez litros de gasolina ou álcool.
Apenas no mês de setembro de 2024, o esquema teria distribuído 2.100 litros de combustível para eleitores.
O promotor ressaltou que a localização do posto tornava a situação ainda mais suspeita, já que não era crível que eleitores se deslocassem repetidamente até o local, fora da zona de atos de campanha, apenas para abastecer pequenas quantidades várias vezes ao dia.
Para o Ministério Público, a prática compromete a integridade do sistema democrático. “A partir do momento em que o nosso voto é trocado pelo pagamento de uma conta ou pelo abastecimento de um veículo, isso compromete todo um sistema e prejudica a vida futura do município”, alertou o promotor Filipe Rocha e Silva.

Além dos documentos físicos, a investigação obteve provas por meio do celular apreendido de uma das candidatas da coligação, Maria Aparecida da Silva, conhecida como Cida.
Áudios recuperados mostram a candidata prometendo material de campanha e “o negócio lá para vocês pegarem a gasolina” a uma eleitora.
Após ser derrotada nas urnas, Cida chegou a lamentar em mensagens que não possuía dinheiro suficiente para competir com quem estava “comprando” votos.
Ao serem confrontados pela equipe de reportagem, os vereadores envolvidos evitaram responder às acusações. Enquanto alguns permaneceram em silêncio ou demonstraram irritação, outros afirmaram que só se manifestariam na presença de advogados ou que não tinham nada a declarar.
O vereador Devair Porto Santos, conhecido como “Cutuca”, foi o primeiro a chegar. E o primeiro a sair, após a abordagem da reportagem.
Repórter: De acordo com a acusação, o senhor distribuiu gasolina para eleitores. Eu queria saber qual é o seu posicionamento sobre isso.
Vereador: Já venho aí. Vou em casa e já volto.
O vereador coloca o capacete e sobe na motocicleta.
Repórter: O senhor não quer falar sobre as acusações?
Vereador: Não, já volto aí.
Repórter: O senhor não quer falar sobre as acusações? O senhor vai aparecer na reportagem.
O vereador acelera a motocicleta e deixa o local sem responder às perguntas.
Apenas o presidente da Câmara, o vereador Cioni, também condenado na ação, aceitou dar entrevista à reportagem. Ele negou as acusações de compra de votos por meio da distribuição de combustível.
“Eu não tenho um eleitor, uma pessoa que falou assim: ‘O Cioni me deu um real de gasolina'”, afirmou.
O vereador também disse ser contrário à prática de compra de votos.
“Eu não quero um mundo assim, de corrupção. Comprar o eleitor, manipular a população, eu não quero isso”, declarou.
Questionado pela reportagem se conhecia algum político que já tivesse comprado votos, respondeu: “Vou falar bem a verdade, a realidade. Existe, existe. É por isso que nosso mundo está desse jeito.”
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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente mora nos Estados Unidos, usou as redes sociais, nesta quinta-feira (4), para dizer que “jamais substituiria o Pix”.
A publicação, segundo ele, foi uma forma encontrada para esclarecer trecho de uma entrevista que concedeu a uma rádio de São Paulo e que teria sido distorcido por alguns veículos de comunicação. As informações são da CNN.
“O Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer”, escreveu.
Leia maisNa quarta-feira (3), Eduardo citou que os Estados Unidos contam com um sistema semelhante ao PIX, chamado Zelle.
“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao PIX, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar”, disse.
Na mira dos Estados Unidos, o Pix é citado como um dos motivos para a recomendação de taxação de 25% sobre importações brasileiras, devido às investigações no âmbito da Seção 301 da Lei do Comércio de 1974 americana.
No relatório, o meio de pagamento é considerado “injusto e discriminatório” contra empresas americanas, por ser operado pela mesma organização que o regula, o BC, criando um conflito de interesses.
O órgão também acusa o Banco Central de privilegiar o Pix ao incentivar o seu uso em detrimento de outros serviços, ao exigir que as instituições participantes ofereçam o Pix gratuitamente para pessoas físicas e ao limitar a taxa cobrada por transações.
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Faleceu na noite desta quinta-feira (4) o economista e idealizador do Cine PE Alfredo Bertini. Bertini estava na Paraíba para a realização de um transplante de fígado, mas não resistiu após uma intervenção cirúrgica realizada na quarta (3). As informações são da Folha de Pernambuco.
Ele já havia passado pelo mesmo procedimento no último domingo (31), mas houve rejeição do órgão e foi necessária a realização de retirada do anterior para colocar o novo fígado.
De acordo com informações do seu filho, Vítor Bertini, ele foi chamado pela Central de Transplantes e estava como o primeiro da lista na fila de transplantes.
Leia mais“Foi uma cirurgia muito difícil, de quase dez horas. Mas teve sucesso. No dia seguinte, ele começou a ter complicações, pois o fígado não estava em pleno funcionamento nas primeiras horas”, relatou. Vitor explicou que, com isso, o seu nome foi colocado na listagem nacional de transplantes.
Horas depois, surgiu um novo fígado e foi necessário realizar um segundo procedimento para colocar esse novo na quarta-feira (3). “Estávamos muito felizes, pois os primeiros sinais é de que estava indo tudo bem, mas tiveram algumas complicações na manhã de hoje”, explicou.
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O pré-candidato a governador João Campos (PSB) defendeu, nesta quinta-feira (4), a duplicação da PE-60 durante agenda em Tamandaré, na Mata Sul de Pernambuco. Ao lado do prefeito Carrapicho (Republicanos), do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos), João participou de entregas de veículos para ações na saúde e no apoio ao produtor rural, além da pavimentação de nove ruas do município.
Durante o evento, João Campos afirmou que a duplicação da rodovia é uma obra estratégica para a região e destacou a importância de parcerias com o Governo Federal para viabilizar projetos de infraestrutura. “Um desses sonhos, que não dá pra adiar e jogar para frente, que é preciso ser feito e tem como ser feito, é realizar a duplicação da PE-60 para todo o Litoral Sul de Pernambuco. Isso tem um impacto muito grande na vida das pessoas, na vida de quem passa, de quem circula, na atividade econômica”, declarou.
A agenda também contou com a presença do senador Humberto Costa (PT), da pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), do presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, do deputado estadual Romero Sales Filho (PSD), além de ex-prefeitos e vereadores de municípios da região. Em seu discurso, o prefeito Carrapicho fez críticas ao Governo do Estado e declarou apoio ao projeto político liderado por João Campos.
A Administração de Fernando de Noronha e a Ambipar concluíram uma ação de reaproveitamento de resíduos plásticos que resultou na produção de 200 cadeiras destinadas à rede pública de ensino do arquipélago. Os equipamentos serão entregues ao Centro Integrado de Educação Infantil (CIEI) Bem-Me-Quer e à Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Arquipélago.
Para a fabricação das cadeiras foram utilizados cerca de 800 quilos de plástico reciclado, o equivalente a aproximadamente 4 quilos de material por unidade. Segundo a administração distrital, a iniciativa integra ações voltadas à destinação adequada de resíduos e ao reaproveitamento de materiais gerados na ilha.
A ação transforma resíduos plásticos coletados em mobiliário para uso escolar, incorporando o material reciclado à estrutura das unidades de ensino. De acordo com os responsáveis pelo projeto, a medida busca estimular práticas de reaproveitamento e gestão sustentável de resíduos no arquipélago.
Por Heron Cid – Mais PB
O ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (MDB), disse, nesta segunda-feira (01), que os episódios de relação entre o tráfico e o governo no seu estado “se espalhou [sic] pelo Brasil inteiro”.
A declaração foi dada em entrevista ao Podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com o Programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais
Para Moreira Franco, ex-ministro do governo Michel Temer (MDB), o fortalecimento das facções criminosas é um problema que país inteiro “precisa enfrentar”, e não apenas o estado do Rio de Janeiro.
Leia mais“Hoje o Rio de Janeiro começou com o Comando Vermelho, depois vários outros grupos foram se formando, mas hoje estão instalados no Brasil inteiro. Eles se comunicam com a vida política, não só no Rio de Janeiro, como no Brasil inteiro, sobretudo, em Brasília”.
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Por Alex Fonseca – Blog da Folha
O deputado estadual Alberto Feitosa (PL) não descartou a possibilidade de o PL compor com a governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições deste ano, mas citou como um incômodo a presença do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), apontado como possível candidato ao Senado na chapa da chefe do Executivo estadual.
Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na manhã desta quinta-feira (4), o parlamentar, citando a possibilidade de compor com o Partido Novo, defendeu a apresentação de candidaturas próprias do PL ao Senado e ao governo para fortalecer a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Leia mais“Tudo é possível. O que não é possível […] é a possibilidade de estarmos no mesmo palanque do PT e de Lula. Mas também nos incomoda muito, e até entendo que ela [Raquel] precisa colocar um ponto mais à esquerda, essa candidatura de Túlio Gadêlha”, declarou.
Túlio Gadêlha é cotado para ser um dos candidatos ao Senado na chapa da governadora e seria, se indicado, um aceno de Raquel aos eleitores do presidente Lula em Pernambuco.
Indefinição
Alberto Feitosa reclamou da indefinição acerca da postura do PL nas eleições para o governo estadual. Para ele, é preciso que a legenda organize um palanque para Flávio Bolsonaro, a fim de aumentar a votação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) num estado que historicamente vota no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa composição aqui está demorando. [Mas] não vamos deixar de participar com alguma candidatura aqui no estado de Pernambuco. Tenho ouvido reuniões, isso está no processo de discussão”, afirmou.
Feitosa comentou a possibilidade de o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, se candidatar ao Senado nas eleições deste ano. O deputado frisou que, mesmo não disputando uma vaga na Casa Alta, o dirigente partidário pode ser um bom puxador de votos na disputa pela Câmara dos Deputados.
“Se isso ocorrer [Anderson concorrer a deputado federal], a gente aumenta a possibilidade de ocupar mais uma vaga de deputado federal. […] [Mas] não estou legitimado a falar sobre isso, porque como envolve ele mesmo [Anderson Ferreira], é uma decisão que ele deve anunciar”, afirmou, garantindo que as candidaturas aos cargos majoritários são um propósito nacional, traçado junto a Flávio, ao coordenador nacional da pré-campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), e ao presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.
Eleição presidencial
Ao analisar a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, Feitosa reconheceu que há “um pequeno favoritismo de quem está no poder”, especialmente após a revelação das conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O deputado, contudo, aposta que todos os fatos serão explicados oportunamente e crê numa ampliação de votos na região Nordeste.
“Sempre defendi que tivéssemos candidaturas a todos os cargos: governador, senador, deputado federal e deputado estadual. […] [Com isso] a gente tenta diminuir essa diferença que Lula tem aqui no estado de Pernambuco. A gente sabe que Pernambuco, Piauí, Maranhão são redutos ainda muito fortes de Lula e, consequentemente, do PT”, afirmou, ressaltando que prevê uma eleição decidida no detalhe.
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A cidade de Cabaceiras, na Paraíba, receberá nos dias 20 e 21 de junho o VII Encontro do Borborema Cangaço, evento voltado à história, cultura e memória do Nordeste brasileiro. A programação será realizada na Fazenda Gangorra e reunirá palestras, apresentações culturais e visitas a locais históricos. Entre os destaques está a homenagem a Theophanes Ferraz Torres, além da palestra do escritor e pesquisador Geraldo Ferraz sobre a trajetória do personagem no combate ao banditismo rural nordestino.

O encontro contará ainda com palestras sobre o cangaço fora do período de Lampião, a atuação do movimento na região de Paulo Afonso (BA), apresentações de cordel e atividades culturais. A programação principal acontece no dia 20 de junho, enquanto o dia 21 será dedicado a uma visita opcional aos locais históricos da Fazenda Gangorra.
Em visita à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, nesta quinta-feira (4), o pré-candidato a governador João Campos (PSB) defendeu a construção de uma agenda de longo prazo para ampliar a competitividade de Pernambuco diante dos desafios econômicos dos próximos anos.
Ao lado de empresários e representantes do setor produtivo, ele destacou a necessidade de criar uma nova carteira de projetos para fortalecer a infraestrutura, atrair investimentos e, sobretudo, ter foco na formação de capital humano como estratégia para garantir o crescimento do estado e recolocá-lo na liderança do Nordeste. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisNa ocasião, Campos alertou para os impactos da reforma tributária sobre a competitividade da região e ressaltou a importância de preparar Pernambuco para um cenário de maior concorrência entre os estados brasileiros.
“A gente precisa construir uma agenda de formação profissional, que hoje não está conectada no ambiente do estado de Pernambuco”, afirmou, reforçando a proposta de criar uma iniciativa similar ao Embarque Digital, programa de sua gestão na Prefeitura do Recife, para viabilizar dez mil vagas de formação superior em tecnologia em todo o estado.
João Campos também fez a ressalva de que os projetos de infraestrutura viária executados pela atual gestão estadual partiram de propostas que já tinham sido concebidas em governos anteriores.
“Hoje, da carteira de projetos de estradas, por exemplo, 97% do que está em obra ou foi inaugurado nos últimos três anos foram projetos feitos e concebidos até o final de 2022. Por que eu estou dizendo isso? Porque não foram projetados quais serão os próximos anos de investimento de obras e de conexões. A gente está falando da execução de uma carteira que já havia sido concebida, e 97% de todas as obras foram executadas dentro de uma carteira existente. Então, há uma necessidade latente da construção de um novo ciclo de desenvolvimento”, defendeu.
O debate também abordou a necessidade de ampliar investimentos estruturadores capazes de fortalecer a posição de Pernambuco na disputa por novos empreendimentos. João Campos ressaltou a importância da integração logística do estado, especialmente por meio da chegada da Transnordestina ao Porto de Suape, e reforçou a proposta de, caso eleito governador, avançar com a possibilidade de estadualizar a construção e concessão do trecho pernambucano para garantir o destravamento da obra. João já havia feito menção ao assunto em visita recente ao Sertão Central.
“É fundamental a participação da sociedade civil e de instituições como a Fiepe nesse debate e que a gente tenha a capacidade de planejar, executar e deixar isso como um legado para Pernambuco, entendendo que isso é maior do que qualquer gestão. Esse debate precisa ser feito e vocês têm o meu compromisso de que estará na minha plataforma de governo”, concluiu.
O pré-candidato a governador foi recebido pelo presidente da Fiepe, Bruno Veloso, pelo vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Essinger, e outros dirigentes do setor. Ainda ao longo da visita, ao lado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do vereador Samuel Salazar (MDB), João Campos conheceu o Observatório da Indústria, mantido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e firmou o compromisso de construir uma gestão estadual baseada em dados qualificados sobre os diversos setores econômicos.
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que, entre as duas novas propostas de taxação sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, a mais provável de ser aplicada integralmente é a que trata da investigação sobre a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O relatório recomenda a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. Fontes no governo sinalizam que a preocupação maior é com essa possibilidade, ainda que o Brasil vá tentar negociar. As informações são do Metrópoles.
Leia maisNa terça-feira (2/6), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu mais uma investigação comercial envolvendo o Brasil — desta vez, ao lado de outros 59 países. A apuração apontou supostas falhas dessas economias em impedir a entrada, em seus mercados internos, de produtos fabricados com mão de obra forçada.
Segundo o USTR, a ausência de mecanismos eficazes para barrar esse tipo de importação gera concorrência desleal para empresas norte-americanas que seguem padrões trabalhistas, o que justificaria a adoção de medidas comerciais.
O Brasil aparece entre as 54 economias que, de acordo com o relatório, não conseguiram implementar ou aplicar, de forma efetiva, a proibição de importações desse tipo. Na mesma lista, estão países como China, Argentina, Austrália, Japão, Reino Unido, Índia e África do Sul.
Outras seis economias — Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão — foram classificadas como países que possuem mecanismos legais de restrição, mas falham na aplicação. Para esse grupo, o USTR propôs uma tarifa adicional de 10%. Já para os demais, incluindo o Brasil, a sobretaxa sugerida é de 12,5%.
A proposta ainda passará por consultas e audiências públicas, previstas para julho, antes de uma decisão final do governo de Donald Trump.
O resultado da investigação, aberta em março, não surpreendeu o governo brasileiro. O caso era acompanhado desde o início, e o Brasil apresentou sua defesa ao órgão norte-americano em abril.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que essa possível sanção, ligada ao trabalho forçado, será difícil de reverter. Isso porque a medida é vista como uma forma de recompor as chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado e suspensas em fevereiro deste ano após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos.
A escolha do tema também é considerada estratégica, já que contestar investigações relacionadas ao trabalho escravo tende a ser mais complexo, por se tratar de uma pauta amplamente reconhecida como legítima.
Aliados do presidente Lula avaliam ainda que essa apuração funciona como instrumento de pressão nas negociações envolvendo outra medida do USTR, direcionada especificamente ao Brasil. Divulgada um dia antes, a investigação recomenda uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, ao questionar práticas comerciais do país, incluindo o Pix.
Somadas, as duas medidas poderiam resultar em uma taxação de até 37,5% sobre exportações brasileiras. Ambas se baseiam na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974.
Diante desse cenário, o governo brasileiro passou a avaliar os limites de negociação. A leitura é que a gestão Trump pode recuar na tarifa de 25%, mas apenas mediante concessões. A estratégia do Planalto é apostar no diálogo para evitar um impacto mais amplo na economia.
Nesse contexto, o governo deposita expectativa nas reuniões do grupo de trabalho bilateral criado no mês passado entre Brasil e Estados Unidos, após encontro entre Lula e Trump na Casa Branca.
A etapa inicial das conversas vai até domingo (7/6) e busca, ainda dentro do prazo, reverter as primeiras tarifas anunciadas. Caso não haja acordo ao fim dos 30 dias originalmente previstos, a intenção é solicitar a prorrogação das negociações até 15 de julho, data-limite para contestar as medidas.
Segundo interlocutores, temas como minerais críticos e big techs, de natureza não tarifária, estão fora da mesa. Já no campo tarifário, a análise envolve identificar setores de interesse dos Estados Unidos no mercado brasileiro.
Nesse contexto, a investigação que propõe a tarifa de 25% menciona, além do Pix, questões como combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, desmatamento ilegal e etanol.
No caso do etanol, a alegação é que o Brasil teria interrompido, em 2017, um regime tarifário equilibrado e, desde então, deixado de oferecer tratamento recíproco às exportações norte-americanas. Resta saber se o governo brasileiro estará disposto a fazer concessões nesse ponto, dado o potencial impacto sobre uma parcela relevante da produção nacional.
O presidente Donald Trump, confirmou, na quarta-feira (3/6), que participará da reunião da cúpula do G7, que ocorrerá em Evian, na França, entre 15 e 17 de junho. No mesmo dia, o líder brasileiro confirmou que também vai comparecer ao evento.
Apesar da presença dos dois presidentes, ainda não há confirmação de encontro oficial ou reunião bilateral. O governo brasileiro, no entanto, avalia as possibilidades, diante do cenário, mesmo que haja expectativa do Planalto para tal.
O último encontro entre Lula e Trump ocorreu no dia 7 de maio, na Casa Branca, antes dos anúncios recentes feitos pelo governo norte-americano.
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Deputados da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminharam um pedido formal a parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos para que sejam apuradas possíveis conexões financeiras em território americano envolvendo integrantes da família Bolsonaro e o Banco Master.
O documento é assinado pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), pela líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), pelo vice-líder do governo Pedro Campos (PSB-PE) e pelo deputado André Janones (Rede-MG). As informações são da CNN.
Leia maisNa solicitação, os parlamentares brasileiros pedem que congressistas americanos examinem a eventual utilização de empresas, fundos de investimento, escritórios de advocacia, contas bancárias e contratos sediados ou operacionalizados nos Estados Unidos para ocultação de ativos, lavagem de dinheiro, financiamento político irregular e obstrução de investigações.
O pedido menciona especificamente o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, além de estruturas relacionadas à Reag Investimentos e fundos que, segundo os signatários, aparecem em reportagens e investigações sobre supostas fraudes financeiras e esquemas de lavagem de dinheiro.
Os deputados sustentam que há elementos públicos que justificariam uma investigação sobre uma possível rota financeira internacional envolvendo recursos ligados ao ecossistema do Banco Master e pessoas associadas à família Bolsonaro.
O documento cita suspeitas de que valores eventualmente relacionados a Vorcaro poderiam ter transitado por estruturas empresariais e contratuais nos Estados Unidos antes de beneficiar direta ou indiretamente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente mora nos Estados Unidos.
Os parlamentares afirmam que não estão atribuindo responsabilidade criminal definitiva aos envolvidos, mas defendem a abertura de procedimentos investigativos para esclarecer a origem e a movimentação dos recursos.
Segundo o texto, o objetivo é que autoridades e representantes americanos avaliem registros bancários, documentos societários, contratos, movimentações financeiras e eventuais beneficiários finais de operações realizadas nos Estados Unidos.
O documento também faz referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os autores mencionam a necessidade de investigar informações sobre uma suposta solicitação de recursos a Daniel Vorcaro e eventual vinculação desses valores a projetos audiovisuais de interesse político. As alegações são apresentadas pelos parlamentares como hipóteses que deveriam ser verificadas por autoridades competentes.
À CNN Brasil, Flávio Bolsonaro afirmou que o irmão não participou da gestão financeira da produção.
“Ele não fez gestão de dinheiro. Na verdade, ele foi uma pessoa que pôs dinheiro do bolso dele nesse projeto. Ele que conseguiu o diretor com padrão hollywoodiano”, afirmou.
O senador também negou que recursos do fundo privado utilizado para financiar o filme tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro.
“Não existe nenhum centavo colocado nesse fundo privado que tenha ido para o Eduardo”, declarou.
Outro ponto destacado é a suposta relação entre operações do Banco Master e fundos ligados à Reag Investimentos. Segundo os signatários, reportagens e investigações públicas apontariam para a necessidade de apurar se recursos provenientes dessas estruturas financeiras poderiam ter sido utilizados para financiar atividades políticas, ações de lobby, campanhas de comunicação ou iniciativas desenvolvidas nos Estados Unidos.
Na avaliação dos deputados governistas, a eventual utilização do sistema financeiro americano para ocultação ou circulação internacional de recursos exigiria cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas. O pedido defende a preservação de documentos, contratos, registros bancários e informações societárias que possam auxiliar investigações em curso no Brasil.
Os parlamentares solicitam ainda que os congressistas democratas encaminhem as informações às autoridades competentes dos Estados Unidos e avaliem medidas para identificar beneficiários finais de pagamentos, contratos e estruturas de investimento eventualmente relacionadas aos fatos narrados.
Ao final, os signatários afirmam que a cooperação internacional seria fundamental para esclarecer se houve utilização de mecanismos financeiros sediados nos Estados Unidos para ocultação de patrimônio, financiamento político irregular ou circulação de recursos vinculados a supostos crimes financeiros investigados no Brasil.
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