A 14ª Vara Cível Federal de São Paulo suspendeu, em decisão liminar, pontos da Resolução nº 6.074/2025 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que ampliam as penalidades e os mecanismos de fiscalização do transporte interestadual irregular de passageiros. A medida atende a pedido da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) e impede temporariamente, em relação às empresas associadas, a aplicação de multas de 53.240 UMRP, ordens de apreensão de ônibus e perdimento de veículos envolvidos em contratos com essas companhias. A decisão não revoga a proibição ao transporte irregular, prevista nas normas que regulamentam o setor.
A liminar foi concedida quatro dias após um acidente envolvendo um veículo apontado como clandestino que seguia de Minas Gerais para o Rio de Janeiro e deixou 11 mortos. Segundo as informações divulgadas pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), mais de 300 veículos foram apreendidos por transporte irregular no período de um ano. “O passageiro que embarca tendo comprado via aplicativo não sabe se o ônibus tem autorização válida, se é ou não regular”, afirmou a diretora-executiva da entidade, Letícia Pineschi.
A Resolução nº 6.074/2025 deveria entrar em vigor na terça-feira (18) e prevê o endurecimento das sanções aplicadas a operadores que descumprem as regras do transporte interestadual. A discussão continuará na Justiça Federal de São Paulo até o julgamento do mérito. “O mercado aguarda a manifestação definitiva do Ministério Público Federal e o julgamento do mérito. Esperamos que a Justiça resguarde o equilíbrio econômico, social e a segurança nas estradas brasileiras”, declarou Letícia.
O vereador Douglas Brito (Avante) classificou como “lacração e busca por likes” o projeto apresentado pela vereadora Jô Cavalcanti (PSol) para criar o Dia Municipal da Mestra Ritinha, referência da Jurema Sagrada. A proposta, apresentada na Câmara do Recife na segunda-feira (17), foi rejeitada por 12 votos a 8. “Não podemos misturar fé, ancestralidade e tradição com a lógica da lacração e da busca por ‘likes’”, afirmou Douglas. A declaração provocou críticas de seguidores, entre eles o advogado Pedro Josephi, que escreveu: “Que triste, amigo. Não esperava de você tal voto”.
Autora do projeto, Jô Cavalcanti classificou a rejeição como racismo religioso. A Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PE também criticou o tom adotado por parlamentares contrários à proposta. Ao comentar declarações do vereador Thiago Medina (PL), que chamou o projeto de “porcaria” e se referiu à Mestra Ritinha como “mestra do cabaré”, o presidente da comissão, Dantas Martorelli, afirmou que houve desrespeito a pessoas que reconhecem a tradição religiosa ligada à Jurema Sagrada.
Por Antonio Magalhães*
É grande o eleitorado brasileiro de votantes com mais de 60 anos e tem uma presença expressiva no pleito. Mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prefere focar os jovens na propaganda institucional das eleições gerais deste ano. O preconceito institucional, que tipifica o crime de etarismo, e a falta de incentivo afastam eleitores mais idosos, incluindo os de 70 anos, para quem o voto é facultativo nas urnas, o que vem resultando em alto índice de ausência desse grupo em pleitos recentes.
O favorecimento aos jovens foi assim também em 2022, quando o TSE intensificou uma campanha pública com o objetivo de cadastrar milhares de eleitores juvenis, favorecendo o eleitorado de esquerda. Agora, impossibilitado de uma campanha massiva como a anterior, o TSE vende a eleição como um pagode de Jorge Aragão, a “Coisa da Pele”, em que aparecem eleitores “menores de 60 anos” no remelexo pré-eleitoral sem os “coroas”.
Leia maisDe acordo com o TSE, o eleitorado com mais de 60 anos pulou de 20 milhões em 2010 para 37 milhões em 2026. O crescimento foi de 80%, enquanto o número total de eleitores aumentou apenas 15% no mesmo período. Os mais velhos com mais de 60 anos passaram a representar quase 1 em cada 4 votos. É a primeira vez que essa faixa etária supera a de jovens de 16 a 24 anos.
Segundo a Folha de São Paulo, “em 2022, a abstenção de eleitores com 70 anos ou mais foi de 60%. Apenas 45% do grupo compareceu ao segundo turno. Em uma eleição presidencial decidida por 2,1 milhões de votos, a ausência se estabelece como uma distorção obtusa. Quando o país trata eleitores longevos como estatística, exclui uma das parcelas mais experientes do processo democrático”.
“A abstenção dos idosos, legalmente depois dos 60, está associada a um afastamento proposital. Esses brasileiros são protagonistas de transformações que moldaram o Brasil. Atravessaram mudanças políticas, econômicas e culturais profundas; vivenciaram alterações de moeda e turbulências sociais; adaptaram-se à revolução tecnológica. Seguem ativos. Ainda assim, a participação deles nas urnas não acompanha a experiência que carregam”, acrescenta a publicação.
Esses eleitores mais velhos têm majoritariamente raízes conservadoras que colocam a religiosidade e os laços familiares como pilares centrais da vida pessoal, dão ênfase à segurança e à punição com leis mais duras contra crimes. E se insurgem contra as pautas progressistas de costumes – como liberação do aborto, de drogas, questão de gênero, disputa identitária. Portanto, a participação deles na eleição é fundamental para refletir a maioria do conservadorismo nacional, registrada em estudos e pesquisas, mas contraditoriamente não representada nos Três Poderes da Nação.
Por isso é justificável a campanha do “Voto70+” nas redes sociais a favor do comparecimento às urnas dos eleitores seniores de 60 a 100 anos, uma iniciativa cívica e apartidária que traz essas gerações ao centro das decisões, numa ponte entre longevidade e participação. Eles podem decidir a eleição presidencial. Embora tenham que enfrentar e superar barreiras físicas nas seções eleitorais e legais contra candidatos conservadores e até mesmo suportar o mau uso do processo eletrônico de eleição, considerado inexpugnável pelo TSE.
Diante do que foi apresentado, o eleitor brasileiro, seja jovem ou idoso, poderá se ver diante de duas referências: o receio de retrocesso ao caos conhecido e vivenciado no momento ou a lembrança de um passado controverso, com a incerteza de uma pandemia, mas cheio de esperança de prosperidade. Ele decide o que quer para si e sua descendência. É isso.
*Jornalista
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A Prefeitura de Araripina recebeu, pela primeira vez, o Selo A em Qualidade Contábil e Fiscal. O resultado, obtido na gestão do prefeito Evilásio Mateus e do vice-prefeito Bringel Filho, leva em conta indicadores orçamentários, financeiros e patrimoniais e o padrão das informações prestadas pelo município aos órgãos de controle.
“Eu e Bringel Filho assumimos a missão de governar com pés no chão, transparência e responsabilidade com o dinheiro público”, afirmou Evilásio. Segundo a gestão municipal, a classificação considera critérios acompanhados por instituições como a Secretaria do Tesouro Nacional, o TCU, a CGU e o TCE-PE.
O candidato a deputado estadual Breno Araújo realizou, ontem, mais um ato político em Serra Talhada, com concentração na Praça Lampião e carreata até o bairro Bom Jesus, onde percorreu as ruas e visitou centenas de casas ao lado da esposa, a prefeita Márcia Conrado. Durante o porta a porta, Breno conversou com moradores, apresentou propostas e destacou a receptividade da população. Hoje, a agenda segue no bairro do Ipsep, com concentração marcada para as 18h13, na Praça Lampião.
Por Luciano Bivar*
Pois é! Por mais que você almeje o poder absoluto, como um Czar, um Faraó ou um Cézar, se não estiver imbuído de ideais e valores morais, jamais alcançará sua paz interior, muito menos da sociedade que você vive ou circunstancialmente comanda, porque na verdade você é uma fraude.
Não sou religioso, mas tenho uma profunda fé. Por outro lado, não acredito que Deus castiga e muda o destino de alguém, que julga pessoas e que ouve pedidos. Vender essa esperança em púlpitos ou palanques é um estelionato.
Leia maisQuando vejo um político defender Deus, família e pátria e ao mesmo tempo traem pessoas e coisas, que desviam emendas parlamentares para seus próprios interesses, hasteiam uma bandeira estrangeira em plena avenida Paulista e ao mesmo tempo se dizem patriotas, é querer subestimar a inteligência de um o povo e toda uma nação.
Seria mais honesto parar de bravejar como se fossem os salvadores pátria. A defesa do nome de Deus, pátria e família como o fazem é tão tolo como visitar templos obscuros e frios que o homem construiu e dizer que é a casa de Deus.
Minha fé é paradoxal daqueles que usam um Deus para enganar. Acredito sim, que Deus e o inferno está dentro de cada um de nós, vender seus ideais para obter vantagens é como vender a própria alma para o diabo em busca do poder. Esquecem eles, posto finito que somos, efêmeros e passageiros.
A política é um esforço sem fim para alcançar o bem comum, guiado pela ética, pela sabedoria e pela habilidade de lidar com os desafios da convivência humana. Os discursos enganadores que o fazem, na verdade são uma busca de bens materiais através dos escaninhos da política, mas o seu mundo espiritual ou interior os tornam mais miseráveis ainda. Não sou guru, nem um expert em gnosiologia, mas posso te garantir que vivem um mundo de angústias e inquietações.
Todos entendemos que políticos são aqueles que orbitam em torno de governos, quer da situação ou oposição, mas não podem esquecer que os limites da dignidade humano são inegociáveis.
A política como ciência social, nos torna sempre em mutação para continuarmos nós mesmo, em cuja bússola aponta para nossas crenças e ideais. Fugindo disso, nos lembra a frase atribuída ao filósofo italiano Nicolau Maquiavel “a poucos homens é dado retificar os erros que cometem”.
Discriminar raças e credos, diferentes ou iguais, ultrapassa sim, o limite da essência humana. Não importa quer seja candidato a gari, Deputado, Senador ou Presidente, jamais esqueça do seu eu, senão você estará esquecendo de todos que os amam e são amados.
Um político sem ideal é como uma tocha que não ilumina, uma estrela cadente ou um idiota sem rumo.
*Deputado federal
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Por Cláudio Soares*
Decisão do Supremo Tribunal Federal abre caminho para a concessão de medidas protetivas em casos de violência baseada no gênero mesmo quando não existe relação familiar, doméstica ou afetiva entre vítima e agressor.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu um passo importante na ampliação da proteção jurídica às mulheres vítimas de violência de gênero. No Tema 1.412 da repercussão geral, relativo ao ARE 1.537.713, a Corte discute justamente o alcance das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha quando a violência ocorre fora dos contextos tradicionalmente previstos pela legislação.
Leia maisA controvérsia surgiu diante de uma questão prática: uma mulher que sofre violência motivada por sua condição de mulher pode receber uma medida protetiva mesmo quando o agressor não é marido, companheiro, familiar ou alguém que integre seu ambiente doméstico?
A discussão chegou ao STF porque a Lei nº 11.340/2006 foi estruturada, originalmente, para enfrentar a violência praticada no âmbito da unidade doméstica, da família ou de uma relação íntima de afeto.
O entendimento em discussão na Suprema Corte amplia essa perspectiva ao considerar os compromissos assumidos pelo Brasil na proteção dos direitos humanos das mulheres, especialmente a Convenção de Belém do Pará. O próprio STF descreve o Tema 1.412 como uma controvérsia sobre a possibilidade de proteção diante de violência baseada no gênero praticada fora dos contextos expressamente disciplinados pela Lei Maria da Penha.
A proteção não depende necessariamente de vínculo com o agressor.
Na prática, a mudança pode alcançar situações em que o agressor seja, por exemplo, um colega de trabalho, vizinho, conhecido ou outra pessoa sem vínculo doméstico, familiar ou afetivo com a vítima.
O ponto central passa a ser a existência de violência contra a mulher baseada no gênero e a necessidade concreta de proteção, evitando que a ausência de uma relação doméstica ou afetiva deixe a vítima sem instrumento eficaz de proteção.
Mas existe uma ressalva jurídica fundamental.
A ampliação das medidas protetivas de urgência não significa, automaticamente, que todo o regime jurídico da Lei Maria da Penha passe a incidir sobre qualquer violência praticada contra uma mulher.
É preciso separar duas questões:
uma coisa é a utilização das medidas protetivas como instrumento de proteção, outra é reconhecer que determinado fato constitui violência doméstica e familiar para todos os efeitos da Lei nº 11.340/2006.
Essa distinção também é importante para definir a competência judicial. Medida protetiva não significa, automaticamente, Vara da Violência Doméstica.
Se a violência ocorreu fora dos contextos doméstico, familiar ou de relação íntima de afeto, a concessão de uma medida protetiva não transforma automaticamente o caso em violência doméstica e familiar.
Consequentemente, não há, apenas por esse motivo, deslocamento automático do processo para uma Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
A competência deverá ser definida conforme as regras ordinárias de organização judiciária e as normas específicas eventualmente estabelecidas pelo respectivo Tribunal.
Da mesma forma, a existência de uma medida protetiva não significa, por si só, que eventual ação penal deva ser remetida à Vara de Violência Doméstica. A discussão no STF representa uma mudança relevante na forma de compreender a proteção jurídica da mulher.
A questão deixa de ser exclusivamente:
“Qual é a relação entre a vítima e o agressor?” E passa a considerar também:
“A mulher está sendo vítima de uma violência baseada no gênero que exige proteção estatal?”
Essa perspectiva procura impedir que uma lacuna formal, a inexistência de vínculo doméstico, familiar ou afetivo, impeça o Estado de oferecer proteção imediata a uma mulher submetida a uma situação concreta de violência.
O Tema 1.412 ainda deve ser acompanhado com atenção quanto à formulação definitiva da tese vinculante, especialmente para delimitar o alcance das medidas protetivas e seus efeitos sobre competência e procedimento. O STF reconheceu repercussão geral da matéria em agosto de 2025, tendo o ministro Edson Fachin como relator.
O Supremo caminha para fortalecer a proteção contra a violência de gênero sem necessariamente exigir que vítima e agressor tenham uma relação doméstica, familiar ou afetiva. Mas isso não significa transformar toda violência contra a mulher em violência doméstica nem deslocar automaticamente todo processo para a Vara da Maria da Penha.
É uma distinção jurídica que, na prática, poderá ter grande impacto na atuação de advogados, Ministério Público, magistrados e autoridades policiais.
*Advogado criminalista e jornalista
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Caros amigos,
Depois de uma vida dedicada à política e à democracia, decidi colocar novamente meu nome à disposição dos eleitores de Brasília, como candidato a deputado federal.
Tomei essa decisão diante da grave crise que atravessamos na relação entre os Poderes da República — Executivo, Legislativo e também o Judiciário — em um momento de profundas transformações e disfunções na sociedade e na própria política.
Acredito que a Câmara dos Deputados e o Congresso precisam recuperar sua capacidade de diálogo, iniciativa e realização das reformas de que o país necessita, contribuindo para restabelecer o equilíbrio e a harmonia entre os Poderes.
É nesse momento que entendo que a experiência acumulada ao longo de tantos anos de vida pública ainda pode ser útil. Não para voltar ao passado, mas para ajudar a construir respostas para um tempo novo.
Se os eleitores de Brasília assim decidirem, quero voltar à Câmara dos Deputados, como seu representante, e colocar essa experiência a serviço da democracia, das reformas e do futuro do Brasil.
Roberto Freire – advogado, ex-deputado federal e filiado ao Cidadania
Candidato a deputado estadual, Batista Cabral (PSB) segue avançando nas articulações pelo interior de Pernambuco e realizou uma série de agendas, ontem (19), em Arcoverde, no Sertão. Ao lado do candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), ele se reuniu com lideranças políticas e representantes da comunidade para fortalecer a presença da Frente Popular na região e ampliar o diálogo em torno do projeto liderado por João Campos (PSB) no Estado.
A passagem por Arcoverde integra uma movimentação estratégica que Batista Cabral vem alinhando em municípios pernambucanos, aproximando sua candidatura de lideranças e comunidades de diferentes regiões. O resultado tem sido muito positivo, com a consolidação de uma base política conectada às demandas locais, com foco na ampliação da representação dos municípios na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Com atuação política iniciada no Cabo de Santo Agostinho e uma agenda que avança pelo interior, Batista Cabral vem consolidando uma candidatura estadual que conecta diferentes regiões de Pernambuco. Em Arcoverde, o encontro reforçou essa articulação e a construção de alianças no Sertão em torno da Frente Popular. “É carga do Cabo ao Sertão. Pernambuco precisa de uma política que una as regiões, fortaleça os municípios e faça o Estado avançar. É isso que estamos construindo, com diálogo, presença e compromisso”, afirmou Batista Cabral.
Poder360
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, defenderam uma nova discussão sobre a exigência de diploma para o exercício do jornalismo no Brasil.
A regra foi considerada inconstitucional pela Corte em 2009, mas voltou ao debate na última terça-feira. Dino disse que o sigilo da fonte não pode ser um direito para “desinformar”. Moraes declarou que a liberdade de imprensa não pode ser usada para “cometimento de crimes”.
Moraes é o autor da decisão que determinou busca e apreensão contra Raimundo Soares Cutrim no Maranhão. O ex-secretário estadual de Assuntos Legislativos do Estado é, de acordo com a Polícia Federal, fonte do jornalista Luís Pablo, responsável pelo Blog do Luís Pablo e alvo de operação realizada 5 meses atrás.
Pablo escreveu reportagens sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino no Estado. O magistrado negou e afirmou que o veículo era seu. A exigência do diploma é pouco usual entre parceiros diplomáticos e comerciais do Brasil.
Países como Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido, Suécia e Suíça não exigem um diploma específico em jornalismo para o exercício da profissão.
Canadá, Coreia do Sul, México, Rússia e Índia também não dispõem de obrigatoriedades formais para o exercício do jornalismo. Em alguns desses países, existem outras formas de regulamentação ou de reconhecimento profissional, como testes de conhecimento e registros. Já entre os países que exigem o diploma para jornalistas exercerem a função profissional estão:
O Programa Ilumina Pernambuco tem como objetivo modernizar a iluminação pública dos municípios do Estado. Ele substitui antigas lâmpadas de vapor de sódio e mercúrio por luminárias de LED, garantindo mais eficiência energética e segurança. Apesar de não ser considerado município, o distrito estadual de Fernando de Noronha também está sendo contemplado pelo programa com um investimento de R$ 2.219.417,12, que garantirá a modernização de 1.229 pontos de iluminação em LED na ilha.
As obras estão previstas para começar no próximo mês, em setembro. A modernização será realizada em duas etapas: a primeira, com investimento de R$ 719.417,12, contemplará 969 pontos e prevê a ampliação e substituição de todo o sistema de iluminação pública da ilha; e a segunda, com o aporte financeiro aproximado de R$ 1.500.000,00, contemplará 260 pontos envolvendo a substituição de todo o sistema de iluminação das pedonais (acessos de pedestres), infraestrutura elétrica, revitalização de iluminação da Praça Flamboyant e implantação de sistema de telegestão em todos os pontos de iluminação da ilha.
Leia maisO Programa Ilumina PE é uma iniciativa do Governo de Pernambuco, executada por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH) do estado. E, no arquipélago pernambucano, a ação conta com o apoio da Administração de Fernando de Noronha.
O administrador da ilha, Virgílio Oliveira, comemorou a conquista. “Desde o início da gestão, quando chegamos, observamos a necessidade de fazer uma renovação em toda a estrutura de iluminação pública de Fernando de Noronha. Prometemos que iríamos trazer essa mudança. E, agora, em parceria com o Programa Ilumina PE, da SEDUH, estamos trazendo toda essa troca e modernização de 1.229 pontos de iluminação”, ressaltou Virgílio.
“Fernando de Noronha só tem a agradecer por ter sido contemplado pelo maior programa de iluminação de Pernambuco”, salientou Roberta Meneses, superintendente de Infraestrutura e Meio Ambiente da Administração da ilha.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Embora a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (19) aponte uma situação de empate técnico entre o candidato do PT, Leandro Grass, e o candidato do PSD, José Roberto Arruda, na disputa pelo segundo lugar, é Arruda quem é o alvo da preocupação da governadora Celina Leão (PP), que lidera a corrida pela reeleição. Segundo a pesquisa, Arruda tem 22% das intenções de voto, e Grass tem 18%.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, no limite Arruda e Grass estão empatados. Celina está 12 pontos à frente de Arruda. Mas o seu peso na disputa fica claro quando ele sai em um segundo cenário: no caso, Celina pula de 34% para 45%. E Grass sobe para 20%. Assim, a grande aposta de Celina segue sendo conseguir que Arruda seja considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa e saia da disputa.
Leia maisPela Lei da Ficha Limpa original, as condenações contra Arruda na Operação Caixa de Pandora o deixariam inelegível até 2032. Mas a Lei Complementar nº 219/2025 alterou esses prazos. Antes, o período de inelegibilidade era contado a partir do final do cumprimento da pena, a lei mudou o prazo para o momento da condenação. Isso beneficiou não apenas Arruda, mas outros políticos como Anthony Garotinho (Republicanos) e Eduardo Cunha (Republicanos).
Há, porém, uma contestação quanto à constitucionalidade dessa lei, que está sendo julgada no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação é movida pela Rede. A relatora da ação, Cármen Lúcia, e Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade. Então, Gilmar Mendes pediu vista e até agora não devolveu a ação ao plenário. Arruda segue candidato sem saber qual será o posicionamento final do STF. Os que querem ver Arruda fora da disputa avaliam que Gilmar Mendes irá segurar o processo consigo o máximo possível.
Assim, passaram a acreditar que o caminho mais provável para tirar Arruda do páreo é uma impugnação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Esse pedido de impugnação foi feito efetivamente nesta quarta-feira pelo deputado distrital Claudio Ferreira Domingues (Democrata). Mas não seria exatamente uma ação individual dele, já que a saída de Arruda da disputa interessa a muita gente.
Segundo disseram fontes, quem se moveria nos bastidores para tentar obter a impugnação de Arruda é o candidato a vice-governador na chapa de Celina, Gustavo Rocha (Republicanos). O relator do processo no TRE será o desembargador Guilherme Pupe. O que poderia aproximar Rocha de Pupe seriam os direitos humanos.
Gustavo Rocha foi ministro de Direitos Humanos no governo Michel Temer. Rodrigo Pupe é um dos sócios do escritório de Rodrigo Mudrovitsch, presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Muito embora a questão seja polêmica. Mesmo uma eventual proximidade poderia não levar a se atropelar uma decisão do STF.
Assim, especula-se como outra possibilidade que o TRE resolva esperar a decisão do TSE para se manifestar ou não pela impugnação de Arruda. O problema é a demora provocada no STF pelo pedido de vista de Gilmar Mendes, que faz com que candidatos disputem as eleições sem saber a essa altura se são elegíveis ou não.
Uma situação que leva às eleições brasileiras – não somente à de Arruda – insegurança jurídica. No fundo, a demora pode acabar tornando a situação fato consumado. A Justiça irá depois cassar o diploma de um governador que venha a ser eleito? Como resolverá? Dará posse ao segundo colocado? Convocar nova eleição?
Por outro lado, não se pode ignorar os interesses diversos. Celina Leão vê Arruda como o nome capaz de derrotá-la. Tirá-lo do páreo lhe interessa. De fato, a nova lei alterou os prazos de inelegibilidade da Ficha Limpa. Mas ficaram pontos controversos. Arruda tem seis condenações. A mudança vale para os casos conexos?
O caminho da impugnação no TRE tem outro problema, caso o STF demore. O que o TRE decidir cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ou seja, a situação se arrastará. Empurrar com a barriga provavelmente não é a melhor solução. Como, no final, acontece também com a história do mandato-tampão no Rio de Janeiro.
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