A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu, na tarde desta terça-feira (18), um alerta de Estado de Atenção para a Região Metropolitana do Recife, Mata Sul, Mata Norte e Agreste.
O alerta indica que as chuvas terão intensidade moderada a forte e é válido a partir da noite desta terça e ao longo da quarta-feira (19). As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisSegundo a agência, “um canal de umidade continua favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva moderada (pontualmente forte) entre o Agreste e o Litoral do Estado de Pernambuco”.
O alerta laranja da Apac indica o risco de chuva entre 50mm e 100mm. A agência pede que a população das áreas afetadas siga as orientações da Defesa Civil.
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Por Rinaldo Remigio*
Embora eu não seja cientista político, gosto de acompanhar a política, observar seus movimentos e, principalmente, confrontar as análises que leio com aquilo que conheço da história de Petrolina e do Sertão do São Francisco.
Ao ler a matéria publicada no Blog do Magno Martins sobre a candidatura de Miguel Coelho a deputado federal e seus possíveis reflexos nas trajetórias políticas de Fernando Filho e Antônio Coelho, confesso que vejo esse processo com muita naturalidade.
Leia maisE explico por quê.
A política precisa de continuidade. Alguém precisa assumir responsabilidades, ocupar espaços, renovar lideranças e dar prosseguimento a projetos. É a representação política que, em grande medida, proporciona sustentação às demandas de uma cidade, de uma região, de um Estado e do próprio País.
Lideranças não podem ter medo de liderar. Precisam ter coragem, determinação e disposição para enfrentar críticas — inclusive aquelas mais duras e, por vezes, depreciativas.
Conheço Petrolina e acompanho seu desenvolvimento há décadas. Sei o quanto a representação política foi importante para que nossa cidade alcançasse a posição que ocupa hoje. Petrolina não chegou até aqui por acaso. Houve trabalho de sua gente, capacidade empresarial, agricultura irrigada, comércio, educação e empreendedorismo, mas também houve presença política, articulação e representação nos centros de decisão.
Por isso, não consigo enxergar com naturalidade a ideia de que a candidatura de Miguel necessariamente transforme Fernando Filho ou Antônio Coelho em figuras secundárias, muito menos em “mamulengos” de um projeto familiar.
Fernando Filho tem sua própria história. Construiu mandatos, ocupou espaços importantes na vida pública nacional e possui uma folha de serviços que deve ser avaliada pelo eleitor. Antônio Coelho, da mesma forma, vem construindo seu caminho político. Miguel, por sua vez, foi prefeito de Petrolina, disputou o Governo de Pernambuco, percorreu o Estado e ampliou sua presença política para além das fronteiras do município.
São trajetórias que podem se encontrar sem necessariamente se anularem.
A história política de Petrolina, evidentemente, registra divisões familiares profundas. Quem viveu ou acompanhou o rompimento entre Fernando Bezerra Coelho e Osvaldo Coelho sabe o quanto aquele episódio marcou a cidade. Durante muitos anos, Petrolina conviveu com uma polarização que ultrapassou a política e alcançou amizades, relações empresariais e até famílias.
Mas os tempos são outros.
Também considero necessário algum cuidado quando se busca estabelecer uma relação direta entre o atual momento e o velho coronelismo. A história deve servir para compreendermos o presente, mas não necessariamente para reproduzirmos, sobre ele, as mesmas categorias do passado.
Hoje existem eleições competitivas, partidos, redes sociais, imprensa atuante, oposição, fiscalização e, sobretudo, um eleitor muito mais informado e independente. Ninguém possui mandato por direito hereditário. Sobrenome pode ajudar a abrir portas, mas não substitui votos.
E voto precisa ser conquistado.
Miguel tentou chegar ao Governo de Pernambuco e não conseguiu. Buscou outras construções políticas e encontrou obstáculos. Isso faz parte da política. Derrotas, recuos e mudanças de estratégia não significam necessariamente o encerramento de uma trajetória. Muitas vezes são justamente esses movimentos que obrigam uma liderança a se reposicionar.
A política é dinâmica.
O que hoje parece uma derrota pode amanhã representar aprendizado. O que parece um recuo pode ser reorganização. E aquilo que alguns interpretam como disputa interna pode também representar uma tentativa de ampliar a representação política de Petrolina e do Sertão.
Será que Petrolina deve escolher entre Miguel e Fernando Filho? Ou poderá eleger os dois?
Essa pergunta não será respondida pelos analistas, pelas famílias políticas nem pelos candidatos.
Será respondida pelas urnas.
E é justamente aí que está a beleza da democracia.
Tenho defendido que Petrolina precisa ampliar sua representação. Uma cidade com a importância econômica, populacional e estratégica que conquistou não deve se contentar com pouco espaço político. Quanto maior for sua representação qualificada na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados, no Senado e nos demais espaços de decisão, maiores poderão ser as possibilidades de defender os interesses da região.
Naturalmente, caberá aos candidatos demonstrarem que possuem méritos próprios. Nenhum deles deve viver à sombra do outro. Fernando Filho precisa continuar sendo Fernando Filho. Antônio precisa construir a trajetória de Antônio. E Miguel precisa responder politicamente por suas escolhas, acertos e erros.
A democracia fará o restante.
Por isso, vejo com naturalidade esse novo capítulo da política petrolinense. Divergências existirão. Críticas também. Algumas construtivas, outras exageradas e outras até depreciativas. É o preço pago por quem decide participar da vida pública.
Mas liderança exige coragem.
A história não é construída apenas por aqueles que permanecem onde estão para preservar espaços conquistados. Também é feita por quem aceita correr riscos, enfrentar julgamentos, disputar eleições e colocar seu nome novamente diante da população.
No final, não serão os sobrenomes, as análises ou as previsões que decidirão.
Será o eleitor.
E talvez seja exatamente essa a grande diferença entre o coronelismo do passado e a democracia do presente: antes, poucos decidiam por muitos; hoje, pelo voto, muitos têm a oportunidade de decidir quem continuará escrevendo a história.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia
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Em relação às informações repassadas ao blog pelo presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco, que afirmou, com base em documentos, que os bens do prefeito Zeca Cavalcanti estão bloqueados em processo que tramita na Justiça Federal, o gestor encaminhou os seguintes esclarecimentos:
Nota de esclarecimento
Diante das recentes declarações reproduzidas por este blog, o prefeito Zeca Cavalcanti esclarece que sua preocupação continua sendo a mesma desde o primeiro dia de sua gestão: trabalhar por Arcoverde.
Leia maisEnquanto alguns parecem mais interessados em lançar “torpedos” políticos e alimentar disputas pessoais, o prefeito prefere dedicar seu tempo a entregar resultados à população.
Sobre as informações divulgadas, é importante esclarecer que Zeca Cavalcanti não possui qualquer condenação relacionada ao caso citado. Trata-se de uma discussão que tramita na Justiça Federal, na qual a defesa já foi apresentada, com a documentação e os elementos necessários à demonstração da regularidade dos fatos questionados.
O prefeito permanece colaborando com a Justiça para o completo esclarecimento da questão e reafirma sua absoluta confiança no Poder Judiciário. Questões que estão sendo discutidas na esfera judicial devem ser tratadas onde efetivamente cabem: na Justiça, com provas, documentos e direito de defesa — e não transformadas em instrumento de disputa política.
Zeca Cavalcanti possui seus bens devidamente declarados e não se intimidará com ataques, insinuações ou tentativas de transformar discussões judiciais em palanque político.
Enquanto isso, Arcoverde segue avançando.
Nesta semana, será inaugurado o primeiro Centro Veterinário Municipal da história do município. Uma nova Cozinha Comunitária também será entregue, passando a integrar o Alimenta Arcoverde, programa que, com 11 unidades, deverá garantir mais de 60 mil refeições por mês.
Na infraestrutura, seguem os investimentos em pavimentação asfáltica e calçamento, que ultrapassam R$ 24 milhões, além de outros R$ 15 milhões destinados à reforma de 25 escolas da rede municipal.
São esses os “torpedos” que interessam ao prefeito: trabalho, obras, investimentos e serviços chegando à população.
Zeca Cavalcanti reafirma ainda seu compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher e seu respeito a todas as pessoas.
Respeito à mulher não é discurso, não é homenagem e muito menos instrumento de disputa política. Respeito à mulher é direito.
Arcoverde tem problemas reais para resolver, obras para entregar, serviços para melhorar e uma população que espera trabalho. É nisso que Zeca Cavalcanti está concentrado.
Ataques políticos passam. O trabalho por Arcoverde continua.
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A atriz Glória Menezes, um dos grandes nomes da história da dramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira (18), em seu apartamento no Rio de Janeiro, aos 91 anos.
Segundo a assessoria de imprensa da artista, a morte foi por causas naturais.
Glória construiu uma carreira de mais de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão e atuou em mais de 40 novelas da Globo. As informações são do g1.
Leia maisGlória Menezes nasceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 19 de outubro de 1934. Seu nome de batismo era Nilcedes Soares de Magalhães. Ela iniciou a carreira artística no teatro e posteriormente se destacou na televisão e no cinema.
Na Globo, estreou em 1967, na novela “Sangue e Areia”, como a heroína Doña Sol. Na trama, fez par romântico com Tarcísio Meira (morto de Covid em 2021), com quem manteve uma das uniões mais conhecidas da televisão brasileira. Os dois foram casados por quase seis décadas, até a morte do ator, em 2021.
“Existe um respeito mútuo no trabalho de cada um e uma colaboração amiga, porque não existe amigo maior do que o Tarcísio – e eu me considero a melhor amiga dele também. Trocamos críticas construtivas, para que estejamos sempre melhorando”, disse Glória em entrevista ao Memória Globo.
Ao lado de Tarcísio, Glória protagonizou outras produções marcantes e também estrelou o seriado “Tarcísio & Glória”, exibido em 1988.
Glória Menezes atravessou diferentes fases da teledramaturgia brasileira e esteve em novelas de grande repercussão.
Entre seus trabalhos estão “Irmãos Coragem” (1970), “O Homem que Deve Morrer” (1971), “Cavalo de Aço” (1973), “Pai Herói” (1979), “Guerra dos Sexos” (1983), “Brega & Chique” (1987), “Rainha da Sucata” (1990), “Deus nos Acuda” (1992), “A Próxima Vítima” (1995), “Torre de Babel” (1998), “Senhora do Destino” (2004), “A Favorita” (2008) e “Totalmente Demais” (2015).
Em “Rainha da Sucata”, Glória interpretou Laurinha Figueroa, uma das personagens mais lembradas de sua carreira. A novela voltou a ser exibida pela Globo em 2025 e 2026, colocando novamente a atriz em destaque entre o público.
Seu último trabalho em uma novela foi “Totalmente Demais”, em 2015. Depois, a atriz passou a ter uma rotina mais discreta e longe das produções de televisão. Em 2026, ela voltou a ser homenageada pela Globo na Calçada da Fama da emissora.
A trajetória de Glória Menezes ficou profundamente ligada à de Tarcísio Meira. Os dois formaram um dos casais mais populares da televisão brasileira e trabalharam juntos em diversas produções.
Tarcísio morreu em agosto de 2021, aos 85 anos, vítima de complicações da Covid-19. Na época, Glória também havia sido internada com a doença. Anos depois, o filho do casal, Tarcísio Filho, contou como foi difícil comunicar à mãe a morte do marido.
Glória também tinha outros dois filhos, de seu primeiro casamento.
Segundo o Memória Globo, Glória Menezes atuou em mais de 40 telenovelas da emissora.
Além de “Sangue e Areia”, sua estreia na Globo, a lista inclui “Passo dos Ventos”, “Rosa Rebelde”, “O Grito”, “Espelho Mágico”, “Jogo da Vida”, “Corpo a Corpo”, “Porto dos Milagres”, “O Beijo do Vampiro”, “Da Cor do Pecado”, “Páginas da Vida”, “Joia Rara” e “Totalmente Demais”.
No cinema, também teve uma trajetória de destaque. Entre seus trabalhos está “O Pagador de Promessas”, filme dirigido por Anselmo Duarte que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1962.
Ao longo da carreira, Glória Menezes se consolidou como uma das principais atrizes de sua geração e como uma das protagonistas da história da televisão brasileira.
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Por Lauro Jardim – O GLOBO
Não surgiu fumaça branca da reunião desta segunda-feira entre a Amil, ou seja, José Seripieri Filho, o Junior, o controlador da empresa, os representantes dos fundos Bain Capital e Advent.
Os dois lados, vendedor e compradores, saíram do longo encontro com contas a refazer.
Haverá uma nova reunião, mas a data ainda não foi marcada.
O advogado, professor e candidato a deputado federal Maurício Rands participou, nessa segunda-feira (17), do Diálogos IDG, realizado no Paço do Frevo, no Recife, e defendeu a preservação da identidade cultural diante do avanço da inteligência artificial. O encontro integrou as comemorações pelos 25 anos do Instituto de Desenvolvimento e Gestão e marcou o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. “O desafio é fazer com que essas ferramentas ampliem a diversidade em vez de produzir uma cultura cada vez mais homogênea. A tecnologia precisa nos ajudar a preservar nossa memória, nossas expressões populares e a identidade das nossas comunidades”, afirmou.
Rands também relacionou o tema a iniciativas apresentadas durante sua passagem pela Câmara dos Deputados, entre elas o projeto que resultou na Lei nº 12.286/2010, que proclamou Olinda Capital Simbólica do Brasil, e a proposta para elevar o Recife à condição de monumento nacional. “Preservar patrimônio não significa simplesmente olhar para o passado. É garantir que aquilo que nos identifica continue chegando às próximas gerações”, declarou. O evento também contou com as presenças de artistas como Lenine, Marrom Brasileiro e Maestro Spok.
Por Luiz Queiroz – Capital Digital
O Banco Central vai ampliar sua capacidade de investigar o que acontece nas redes sociais e em outros ambientes digitais com uma contratação que aproxima duas atividades que até agora apareciam de forma mais separada dentro da instituição: a inteligência de ameaças, tradicionalmente associada à Segurança, e o acompanhamento de imagem, reputação e percepção pública, mais próximo da Comunicação. O novo modelo coloca sob o guarda-chuva da contrainteligência o monitoramento de manifestações contra o BC, discursos sobre suas políticas, influenciadores, campanhas de desinformação, redes de relacionamento e movimentos coordenados nas plataformas digitais.
O Pregão Eletrônico nº 20/2026, publicado nesta terça-feira, 18 de agosto, prevê a contratação de serviços continuados de Inteligência de Fontes Abertas, conhecida pela sigla OSINT, e Social Listening, com foco explícito em contrainteligência. A área requisitante é a Coordenação de Riscos e Inteligência do Departamento de Segurança do Banco Central. O valor total estimado exibido no Portal Nacional de Contratações Públicas é de R$ 11,02 milhões/ano.
Leia maisEmbora a nova contratação já estivesse prevista no planejamento do Banco Central antes do caso Master, o edital chega ao mercado depois de a instituição experimentar na prática um fenômeno que a ferramenta foi desenhada para identificar: uma campanha coordenada nas redes destinada, segundo investigação da Polícia Federal, a comprometer a credibilidade da autoridade monetária.
Em julho, a PF identificou pelo menos 40 perfis envolvidos em uma atuação coordenada nas redes. As investigações apontam para contratação de influenciadores e páginas para divulgar narrativas favoráveis ao Banco Master e críticas ao BC. Em janeiro, a Folha de São Paulo havia identificado pelo menos 46 perfis participando do que classificou como um bombardeio digital contra a instituição e seus dirigentes. Parte significativa deles era ligada a humor, fofoca e entretenimento e não tinha atuação habitual em assuntos econômicos.
Não há nos documentos da licitação evidência de que o caso Master tenha provocado a contratação. Ao contrário, o projeto já constava do Plano de Contratações Anual de 2026 publicado em 9 de maio de 2025, sob o item 254 e com a identificação da futura contratação 179087-20/2026.
O que não é possível descartar é que a experiência do Master tenha reforçado a preocupação do Banco Central ou influenciado o detalhamento final da solução. O Estudo Técnico Preliminar que acompanha o edital somente foi concluído e assinado em 6 e 7 de agosto deste ano, depois, portanto, da campanha contra o BC e das investigações da PF. Não foi localizada até agora uma versão anterior do mesmo ETP que permita estabelecer se as funcionalidades relacionadas a influenciadores, desinformação e redes coordenadas já estavam presentes antes do episódio.
O contexto, porém, ajuda a explicar a dimensão da nova defesa que o BC pretende construir. A instituição já contratava ferramentas de Cyber Threat Intelligence, CTI. No Pregão Demap nº 5/2023, por exemplo, a inteligência estava concentrada na detecção de ameaças cibernéticas. A ferramenta podia vasculhar internet aberta, fóruns, blogs, redes sociais, deep web e dark web e acompanhar pessoas consideradas de interesse, mas a finalidade estava associada à segurança cibernética, ataques direcionados, credenciais, vulnerabilidades, domínios e ativos digitais.
A contratação de 2026 avança sobre outro território. O próprio ETP determina que sejam acompanhadas especificamente “manifestações sociais contra o BCB”, mobilizações em redes sociais e grupos de mensagens, convocações para protestos ou ações hostis e, de maneira ainda mais abrangente, “narrativas e discursos contra a instituição ou suas políticas”. Também prevê identificar indivíduos ou organizações com histórico de ataques e acompanhar campanhas de desinformação, incitação à violência e mobilizações físicas articuladas digitalmente.
O documento inclui, entre os objetivos da contratação, a proteção da imagem institucional, a identificação preventiva de riscos reputacionais, a análise de tendências e comportamentos, a identificação de perfis que possam representar ameaças e a produção de relatórios de contrainteligência. É nesse ponto que duas vertentes que antes tinham objetivos distintos começam a se encontrar.
De um lado está a segurança. Ela procura criminosos, vazamentos, vulnerabilidades, planejamento de ataques, ameaças a sistemas, funcionários e instalações e informações circulando na deep e na dark web. De outro aparece uma vertente informacional e reputacional: discursos contra políticas do Banco Central, manifestações, influenciadores, campanhas de desinformação, sentimento nas redes e propagação de narrativas.
No novo modelo, ambas passam a produzir insumos para a contrainteligência.
O Termo de Referência deixa explícito que o sistema deverá identificar ameaças não apenas físicas, digitais e operacionais, mas também reputacionais. O monitoramento será ininterrupto e deverá procurar comportamentos suspeitos, campanhas de desinformação e manifestações públicas relevantes. Os resultados serão convertidos em inteligência para apoiar decisões estratégicas do BC. A proteção da imagem institucional e da credibilidade da autoridade monetária aparece associada à própria estabilidade do sistema financeiro.
A defesa digital pretendida pelo Banco Central, portanto, vai muito além de contar quantas pessoas falam bem ou mal da instituição.
A solução acompanhará X, Facebook, Instagram, LinkedIn, YouTube e TikTok. Também alcançará grupos públicos de Telegram e WhatsApp, Discord, fóruns, comunidades, blogs, sites de notícias, plataformas de vídeo, repositórios públicos de documentos, deep web e dark web. Serão monitorados palavras-chave, perfis e hashtags. O sistema fará análise de sentimento e engajamento e acompanhará tendências e comportamentos.
A diferença mais relevante está na capacidade de relacionar essas informações. O BC exige análise de redes e conexões, identificação de influenciadores, análise de alcance, detecção de padrões anômalos e análise georreferenciada. Também serão acompanhados vazamentos e exposição de informações sensíveis.
O resultado poderá ser uma espécie de mapa da circulação de determinada informação. O ETP prevê expressamente o “mapeamento detalhado de redes de influência e vetores de propagação” de informações relevantes ou desinformação. A ferramenta também deverá produzir análises preditivas baseadas no histórico dos dados e em tendências comportamentais para antecipar riscos antes que se transformem em crises.
A inteligência artificial terá papel importante nessa estrutura. O Termo de Referência exige profissionais capazes de trabalhar com grandes modelos de linguagem, RAG, GraphRAG, análise de dados, metadados, rastreamento digital, footprinting, geointeligência e análise de redes sociais. Para o social listening, o edital cita como referências ferramentas como Brandwatch, Talkwalker, Pulsar e Meltwater.
A contratação também prevê uma equipe que não se limita a operadores de software. Entre os perfis aparecem gerente de projeto, coordenador de contrainteligência, analistas de dados para contrainteligência, analista de redes, analistas OSINT, analista de ameaças, especialista em Social Listening, especialista em ferramentas OSINT e Social Listening e especialista em inteligência artificial para contrainteligência. A plataforma terá acesso para até 14 usuários do Banco Central e produzirá relatórios diários, semanais e mensais, alertas em tempo real e análises específicas sob demanda.
O caso Master permite compreender concretamente o que uma estrutura desse porte poderá representar.
A PF investiga a contratação de influenciadores e páginas para disseminar conteúdos favoráveis ao Master e atacar o Banco Central. Em março, depoimentos colhidos pela polícia relataram propostas para participar de um projeto de gestão reputacional e de crise. Em julho, a investigação apontou pagamentos que teriam chegado a R$ 2 milhões para influenciadores e uma atuação coordenada destinada a atingir a credibilidade da autoridade monetária.
Documentos do chamado Projeto DV mostraram ainda contratos com influenciadores que, somados, chegariam a R$ 8 milhões, embora boa parte tenha sido interrompida depois que a PF começou a investigar o caso.
Uma plataforma com as características agora exigidas pelo BC poderia, em tese, detectar sinais desse tipo de operação antes mesmo de se conhecer quem a financiava. Um aumento repentino de publicações sobre uma decisão do Banco Central poderia ser identificado. A ferramenta poderia apontar os perfis responsáveis pela propagação, medir alcance e engajamento, identificar influenciadores, estabelecer conexões entre contas, analisar a repetição de narrativas e procurar padrões indicativos de atuação coordenada.
Isso não permitiria concluir automaticamente que os participantes estavam sendo pagos nem substituiria uma investigação policial. Mas forneceria ao BC um sistema próprio para identificar que uma movimentação aparentemente espontânea nas redes apresenta características anormais e merece investigação.
Nesse sentido, o Banco Central chega à nova contratação escaldado pelo Master, ainda que o episódio não possa ser apontado documentalmente como sua causa.
O caso também abriu uma segunda frente de preocupação dentro da instituição. Na semana passada, o diretor de Fiscalização Ailton de Aquino relatou à Polícia Federal que havia receio de vazamentos internos durante o processo de liquidação do Master. Segundo seu depoimento, o ambiente de desconfiança levou a restringir o número de pessoas informadas previamente sobre a decisão.
Assim, a crise colocou o BC diante de duas ameaças de naturezas distintas. Uma estava dentro, relacionada à segurança de informações sensíveis e ao risco de vazamentos. A outra estava fora, na capacidade de grupos organizados utilizarem redes sociais e influenciadores para disputar a narrativa sobre decisões do regulador e atingir sua credibilidade.
A nova estrutura de contrainteligência tem instrumentos que podem atuar nas duas frentes. O edital prevê monitoramento de vazamentos e exposição de informações sensíveis, ao mesmo tempo em que permite acompanhar campanhas de desinformação, redes de influência, manifestações e narrativas contrárias à instituição.
Há, contudo, uma fronteira sensível nessa ampliação. O ETP coloca no mesmo universo de monitoramento criminosos financeiros, ataques cibernéticos, invasões e vazamentos, mas também manifestações sociais, protestos e “narrativas e discursos contra a instituição ou suas políticas”.
Uma campanha clandestinamente financiada para descredibilizar o regulador é uma situação. Uma manifestação contra a taxa de juros, uma reportagem crítica, a opinião de um economista, um discurso parlamentar ou uma publicação de um cidadão contra uma decisão do BC são situações completamente diferentes. O desafio estará nos critérios utilizados para separar crítica legítima de ameaça institucional.
O próprio Banco Central reconheceu esse risco na documentação. O Termo de Referência inclui entre os riscos críticos da contratação a “exposição a dados pessoais em desacordo com a LGPD” e afirma ter incorporado medidas de mitigação aos requisitos do contrato.
A mudança que emerge do Pregão 20/2026, portanto, não é simplesmente a compra de uma ferramenta mais moderna de monitoramento. O Banco Central está construindo uma capacidade em que segurança cibernética, inteligência de fontes abertas, comportamento nas redes e proteção reputacional passam a conversar dentro da contrainteligência.
O projeto nasceu antes da ofensiva digital relacionada ao Master. O Plano Diretor de Segurança 2024-2029 já previa aprimorar o monitoramento automatizado de ameaças e a contratação entrou no planejamento anual em maio de 2025. Mas a especificação definitiva foi concluída depois de a instituição experimentar uma campanha que, segundo a PF, utilizou dezenas de influenciadores para atacar sua credibilidade.
O Master, portanto, não pode ser apresentado como a origem comprovada da contratação. Pode ser apresentado como o episódio que mostrou, na prática, por que uma ferramenta com essas características passou a ser estratégica para o Banco Central.
E há uma mudança conceitual relevante: o BC não pretende apenas saber o que está sendo dito sobre ele. Quer saber quem impulsiona determinadas narrativas, como os participantes se relacionam, por onde a informação se espalha, se há sinais de coordenação e quando uma movimentação digital pode se transformar em ameaça reputacional, cibernética ou física. É esse conjunto de informações que, a partir da nova contratação, passa a alimentar sua estrutura de contrainteligência.
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Entre janeiro e junho, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) contratou R$ 26,5 bilhões. O volume representa crescimento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 50,4% dos R$ 52,6 bilhões programados para todo o exercício. Administrado pela Sudene e operado pelo Banco do Nordeste (BNB), o fundo regional recebeu as maiores demandas de crédito pelos setores de comércio e serviços, pecuária, agricultura e infraestrutura.
O maior volume de contratações no primeiro semestre foi registrado em comércio e serviços, com R$ 7,46 bilhões, equivalente a 28,2% do total. Na sequência, aparecem a pecuária, com R$ 6,04 bilhões; a agricultura, com R$ 5,06 bilhões; e a infraestrutura, com R$ 4,13 bilhões. Juntos, os quatro setores concentram cerca de 86% das contratações realizadas no período.
Leia maisA indústria respondeu por R$ 2,06 bilhões em financiamentos no primeiro semestre. Também foram contratados R$ 1,07 bilhão para o setor de turismo, R$ 613,5 milhões para a agroindústria e R$ 60,8 milhões em operações destinadas a pessoas físicas por meio dos programas FNE Sol e P-Fies.
O resultado setorial mostra uma distribuição dos recursos entre atividades urbanas e rurais. O comércio e os serviços, por exemplo, ultrapassaram o volume contratado pela agricultura e pela pecuária somadas individualmente, enquanto infraestrutura respondeu por mais de R$ 4 bilhões no semestre.
Na distribuição por estado, a Bahia registrou o maior volume de contratações no primeiro semestre, com R$ 5,68 bilhões, seguida por Ceará, com R$ 3,68 bilhões; Maranhão, com R$ 3,02 bilhões; Pernambuco, com R$ 2,59 bilhões; e Paraíba, com R$ 2,58 bilhões. Depois, aparecem Sergipe, com R$ 2,23 bilhões; Piauí, com R$ 2,21 bilhões; Minas Gerais, com R$ 1,78 bilhão; Alagoas, com R$ 1,07 bilhão; Rio Grande do Norte, com R$ 1,04 bilhão; e Espírito Santo, com R$ 593,9 milhões.
A Bahia responde por aproximadamente 21,4% do total contratado pelo FNE entre janeiro e junho. Ceará, Maranhão, Pernambuco e Paraíba, juntos, representam outros 52% aproximadamente, considerando os valores registrados no período.
Pelas diretrizes do FNE, 62% dos recursos contratados no ano, ou R$ 32,6 bilhões, devem ser destinados a empreendimentos micro, mini e pequeno portes. Os dados do primeiro semestre mostram, entre as categorias de porte disponíveis no levantamento, R$ 6,69 bilhões contratados para empreendimentos classificados como mini, R$ 3,53 bilhões para micro e R$ 3,77 bilhões para pequenos.
Ainda em relação aos portes, foram contratados R$ 2,41 bilhões do FNE por pequenos-médios empreendedores; R$ 3,81 bilhões por médios e R$ 6,27 bilhões para projetos classificados apresentados por empresas classificadas como grandes.
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Em meio à repercussão do caso em que é suspeito de agredir três mulheres após um show de São João em Arcoverde, no Sertão, o presidente da Câmara de Vereadores, Luciano Pacheco (MDB), revidou ao que classificou como um “torpedo” atribuído ao prefeito Zeca Cavalcanti. A este blog, enviou documentos de um processo que aponta para o bloqueio de valores em contas do prefeito em uma execução que tramita na 28ª Vara Federal, em Arcoverde.
De acordo com os documentos apresentados por Luciano, o processo de número 0001446-50.2026.4.05.8310 tem José Cavalcanti Alves Junior, nome civil do prefeito Zeca Cavalcanti, como executado. A ação é classificada como execução de título extrajudicial e tem valor de causa de R$ 294.406,74. Em decisão de 1º de julho, a Justiça Federal determinou, entre outras medidas, a realização de bloqueio de valores por meio do sistema Sisbajud.
O detalhamento do Sisbajud registra que o bloqueio original e suas reiterações alcançaram R$ 93.450,36. Em uma das contas, no Banco do Brasil, foi efetivamente bloqueado o montante de R$ 41.322,58, em 16 de junho de 2026. O documento judicial informa que a ordem foi cumprida parcialmente, por insuficiência de saldo.
Em decisão posterior, a Justiça Federal analisou um pedido de Zeca Cavalcanti para desbloquear R$ 93.450,00. O prefeito alegou que R$ 21.800 correspondiam ao limite de cheque especial e que o restante seria impenhorável. O juiz, porém, indeferiu o pedido de desbloqueio naquele momento e determinou que a parte apresentasse, em cinco dias, documentos para comprovar as alegações.
A divulgação dos documentos por Luciano ocorre no momento em que os dois políticos estão rompidos e após o vereador ter sido alvo de acusações relacionadas ao episódio ocorrido em junho de 2025. Luciano nega ter agredido as produtoras, afirma que nunca foi formalmente intimado sobre o procedimento e sustenta que existem vídeos capazes de demonstrar a dinâmica dos fatos. O caso tramita sob análise do Ministério Público de Pernambuco, em procedimento que corre em sigilo.
Ex-estrategista de Javier Milei na Argentina e aliado do clã Bolsonaro no Brasil, o marqueteiro argentino Fernando Cerimedo foi preso, hoje, na Bolívia, acusado de mandar matar a própria esposa.
Cerimedo foi detido no aeroporto de Santa Cruz de lá Sierra. A prisão ocorreu após uma investigação local apontar que ele teria contratado sicários para matar sua esposa, a engenheira Natalia Belén Basil.
A mulher foi vítima de um ataque a tiros na frente do hotel em que estava hospedada em Santa Cruz. Ao jornal La Nácion, a polícia local disse investigar problemas de relacionamento entre o casal.
“Ele está sob custódia e estamos investigando se ele tem algum envolvimento. Estamos trabalhando com várias hipóteses; a primeira é que Beller tinha algum tipo de problema amoroso com Cerimedo”, disse o comandante da polícia de Santa Cruz, David Gómez.
O aliado de Milei se tornou conhecido no Brasil em 2022, quando membros da família Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro, divulgaram vídeos dele alegando ter um dossiê com provas contra as urnas eletrônicas.
As alegações foram posteriormente refutadas pelo TSE. O ex-estrategista acabou incluído entre os investigados no inquérito da trama golpista, que levou Jair Bolsonaro a ser condenado e preso.
Além de ter ajudado Milei, Cerimedo afirmava ter colaborado com outras campanhas de nomes da direita latino-americana, como a do próprio Bolsonaro, em 2018, e a de José Antonio Kast, no Chile, em 2021.
No próximo dia 22 de agosto, Tabira ganha mais uma importante contribuição para sua literatura, a trilogia “Ser Tão Pra Sempre”, do poeta Jotta Messias. O lançamento será realizado às 19h, no Centro Cultural Poeta Zé de Mariano. A obra reúne 90 poemas, divididos em três livros: Ser Tão Nordestino, Ser Tão Raiz e Ser Tão Muderno. Em seus versos, Jotta percorre as tradições, as memórias e as transformações do sertão, construindo uma poesia que preserva suas raízes sem deixar de olhar para o futuro.
Com uma linguagem que mistura identidade nordestina, inovação e humor, a trilogia apresenta um sertão que vai além dos estereótipos e se reinventa através da poesia. Em “Ser Tão Nordestino”, aparecem elementos como cuscuz, mandacaru, forró e vaqueiro. “Ser Tão Raiz” mergulha nas origens e na memória sertaneja. Já “Ser Tão Muderno” rompe com o passado e apresenta um Nordeste conectado ao presente, com poemas como Drones, PoesI.A. e Oxente online. “O novo sempre vem” é a provocação central da obra — um convite para reconhecer as raízes, celebrar o presente e imaginar o que ainda está por vir.
Ponta de Pedras celebrou, hoje, seus 525 anos com uma programação que reuniu moradores, estudantes, autoridades e representantes da comunidade em momentos de homenagem à história do distrito do município de Goiana e de anúncio de novos investimentos.
As atividades começaram pela manhã, na sede da Subprefeitura de Goiana, com o desfile da Escola Municipal Manuel César de Albuquerque e da Escola de Referência em Ensino Médio Frei Campo Mayor. Em seguida, foram hasteadas as bandeiras do Brasil, de Pernambuco e de Goiana, em uma cerimônia acompanhada pela execução do Hino de Goiana.
Leia maisDa sede da Subprefeitura, a programação seguiu para a orla, onde foi lançada a pedra fundamental do obelisco que será construído em homenagem aos 525 anos de Ponta de Pedras. Como símbolo da memória da comunidade, foram depositados no local documentos relacionados à história do distrito, moedas e outros objetos representativos da trajetória de seus moradores.
A programação também foi marcada pelo anúncio de investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Entre eles está a construção de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Malvinas. Atualmente, o atendimento funciona em uma estrutura provisória, e a previsão apresentada durante a solenidade é de que a nova unidade seja entregue nos próximos seis meses. O prefeito Marcílio Régio anunciou, ainda, a retomada da obra da UBS Malvinas. Segundo ele, após o abandono dos serviços pela empresa responsável, a Prefeitura realizou o distrato e providenciou uma nova licitação para viabilizar a conclusão da unidade.
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