Eleitor de Flávio aposta no impeachment de ministros do STF
Por que Flávio Bolsonaro (PL) teve mais votos do que Lula (PT) no primeiro turno e desponta como favorito no segundo turno, próximo dia 25? Quem votou no filho de Bolsonaro na realidade mandou um recado de insatisfação com o Governo, que não passa de 42% de aprovação, e, principalmente, com o Supremo Tribunal Federal. Uma provável vitória de Flávio representa o primeiro passo para o impeachment de ministros da alta corte da justiça envolvidos em negócios escusos, como o escândalo do Banco Master.
O eleitor de Flávio entende que uma reeleição de Lula, ao contrário da volta do bolsonarismo ao poder, garante a impunidade de ministros, como Alexandre de Moraes. Não tenha dúvida: eleito, Flávio vai detonar os algozes do seu pai. As condições iniciais para isso já foram construídas: 46 senadores eleitos ontem são comprometidos com as causas bolsonaristas.
Leia maisLula está abatido e com medo de um grande revés no segundo turno. A vantagem construída por ele nos estados do Nordeste na votação de domingo não foi suficiente para superar o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) em regiões de maior peso eleitoral.
Flávio terminou o 1º turno à frente, com 56,1 milhões de votos (47,03%), contra 53,8 milhões de Lula (45,16%). A diferença foi de 2,2 milhões. Com esses números, o filho superou a votação do pai, Jair Bolsonaro, que no 1º turno de 2022 conseguiu 51 milhões de votos, contra 57,2 milhões de Lula.
No primeiro turno, Lula registrou seus maiores saldos de votos no Nordeste, onde venceu em todos os estados e acumulou diferenças superiores a 3,2 milhões de votos na Bahia, 1,8 milhão em Pernambuco e 1,8 milhão no Ceará. Ao todo, Lula fez um saldo de 11 milhões de votos no Nordeste.
O resultado, porém, é contrabalançado pelos ganhos de Flávio Bolsonaro em estados de maior peso eleitoral. Considerando as demais regiões, o candidato do PL acumulou 13 milhões de votos a mais que Lula. O destaque é São Paulo, onde o senador abriu vantagem de 3,4 milhões de votos, o maior saldo.
Também contribuíram para o desempenho os resultados no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Juntos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro somam mais de 40% dos eleitores do país. Somente os saldos obtidos por Flávio em São Paulo e no Rio já tiraram boa parte da vantagem construída por Lula em estados nordestinos.
A força do senador na região foi complementada pelos resultados positivos no Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, onde as diferenças ultrapassaram 1,8 milhão de votos. Assim, embora Lula tenha conseguido uma ampla dianteira no Nordeste, não foi suficiente para fazer com que o presidente terminasse à frente na votação no primeiro turno.
O peso eleitoral dos maiores colégios do Sudeste e a vantagem de Flávio em estados do Sul acabaram equilibrando a disputa nacional e garantiram ao senador um saldo superior na soma dos estados.
SERRA DESBANCA OS COELHO – O resultado da eleição deixou uma coisa clara em Petrolina, maior colégio eleitoral do Sertão: a supremacia política da família Coelho acabou apequenando a representação do município e do São Francisco. Com mais de 200 mil eleitores, Petrolina elegeu apenas dois representantes com base política no município: Fernando Filho, deputado federal, e Antônio Coelho, deputado estadual. Miguel Coelho, que também disputou uma vaga para a Câmara dos Deputados, ficou na primeira-suplência. A comparação com Serra Talhada é inevitável. Com um eleitorado muito menor, apenas 70 mil eleitores, a cidade elegeu quatro representantes da terra: Waldemar Oliveira para a Câmara dos Deputados e Sebastião Oliveira, Luciano Duque e Breno Araújo para a Assembleia Legislativa. É um resultado que chama atenção pela diversidade da representação política conquistada pelo município.

Andando para trás – Em Petrolina, ao contrário, um vasto universo de candidaturas acabou sufocado pela concentração de forças em torno da família Coelho. O resultado da eleição expôs justamente esse contraste. Para os críticos desse modelo, trata-se de mais um exemplo do que consideram o monopólio político municipal exercido pelos Coelhos, uma concentração que, na avaliação desses setores, limita a renovação e a pluralidade da representação da cidade. E a própria trajetória de Miguel Coelho nesta eleição reforça o tamanho do revés político: depois de ter sido candidato a governador, foi preterido na disputa pelo Senado, mudou a rota para a Câmara dos Deputados e terminou fora da lista de eleitos. Talvez seja a hora de Petrolina discutir de forma mais ampla o seu modelo de representação política. Uma cidade pode crescer economicamente, expandir sua população e se transformar urbanisticamente. Mas isso não significa, necessariamente, que esteja ampliando sua força política. Petrolina cresce para frente. Mas, na representação política, o resultado desta eleição mostra uma cidade que pode estar andando para trás.
Miguel pode assumir mandato – Ouvi, ontem, que na montagem do seu secretariado, a governadora Raquel Lyra (PSD) tende a oferecer uma pasta para a deputada federal eleita Juliana de Chaparral, esposa do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral, eleita pela federação União Progressista, a mesma que Miguel Coelho disputou um mandato federal e acabou na primeira-suplência. Essa seria a equação política que Raquel teria para contemplar o ex-prefeito de Petrolina, que assumiria a vaga de Juliana na Câmara dos Deputados.
Alckmin na Fazenda – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia anunciar que o vice Geraldo Alckmin será o ministro da Fazenda em um eventual quarto mandato. A indicação serviria para sinalizar ao mercado e ao eleitorado de centro no segundo turno das eleições, após o petista ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Aliados de Lula e integrantes do governo defendem a ideia, mas o presidente ainda não estaria convencido. Ex-tucano, Alckmin teve como bandeira nos seus quatro mandatos em São Paulo o controle dos gastos públicos.

O gigante Evilásio – Em Araripina, o prefeito Evilásio Mateus (PDT), um dos mais pressionados pelo clã Coelho para apoiar a reeleição de Raquel ao longo da campanha, resistiu a todos os tentáculos, mantendo-se fiel e firme aos compromissos assumidos com João Campos (PSB). Abertas as urnas, o candidato socialista teve 26.761 votos, 64,85% dos votos válidos, enquanto a governadora ficou com 14.157 votos, 34,9% dos votos válidos. O resultado mostra também a sintonia de Evilásio com a população e altíssima aprovação da sua gestão.
CURTAS
TRAIÇÃO – Escrevi ontem que o PT traiu João Campos com base na votação de Humberto, campeão de votos para o Senado. Mapeando a votação de Raquel identifiquei que Humberto foi apoiado oficialmente por 40 dos 150 prefeitos aliados da governadora, inclusive os dois gestores mais próximos – Caruaru e Sertânia.
VINGANÇA – A traição petista não é obra de Humberto nem tampouco foi conduzida por ele. Tem um histórico, guardado na geladeira petista: na votação do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, praticamente toda a bancada do PSB na Câmara dos Deputados votou pelo afastamento dela. Vingança se come pelas beiras, feito papa.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília de hoje, o ex-ministro Gilson Machado vai falar sobre o resultado da eleição, sua expectativa em relação ao segundo turno entre Lula (PT) e Flávio, confronto marcado para o próximo dia 25. Gilson vai falar ainda da possibilidade de o novo Senado, formado por maioria expressiva de representantes da direita, do conservadorismo e do bolsonarismo, retomar a pauta do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso Flávio venha a vencer Lula.
Perguntar não ofende: Para onde vão os votos de Cury, Caiado, Zema e Renan no segundo turno?
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (5) ser o único candidato “antissistema” e que carrega nas costas “a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira”. Lula vai disputar o segundo turno das eleições, em busca da reeleição, contra Flávio Bolsonaro (PL).
“Porque só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”. As informações são do g1.
Leia maisO presidente também afirmou que é preciso fazer uma reforma no sistema judiciário e definir uma nova forma de escolha para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. […] Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso. A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei”.
As falas foram durante uma reunião com aliados para traçar estratégias para segundo turno.
Lula afirmou ainda ser necessário ir atrás dos votos dos eleitores que não foram votar. A abstenção no primeiro turno ultrapassou os 33,4 milhões de eleitores — 21,08% do eleitorado apto a votar.
“O que nós temos é que tentar convencer porque 30 milhões de seres humanos não foram votar, possivelmente tem uma causa desinteresse e a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral. É simples assim”.
“A gente não tem que ficar procurando defeito que os outros cometeram que pode ter nos prejudicado. Não. Nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”.
O petista afirmou ainda estar convencido de que “não há nenhuma razão” para que ele não seja reeleito presidente da República.
“Eu estou convencido de que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República no segundo turno. Não há nenhuma razão. Inclusive nos temas polêmicos, como segurança, vocês governadores sabem que foi passado a responsabilidade para o estado. O estado sozinho não dá conta da segurança pública. Porque a bandidagem cresceu, se transformaram, em tudo em qualquer lugar estão envolvidos, inclusive funcionando como se multinacional”.
Após a reunião com lideranças, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que “o segundo turno é uma outra eleição” e que independente da configuração do Congresso Nacional no próximo ano, Lula “saberá dialogar”.
“O segundo turno é uma outra eleição. Nós sabemos que é uma eleição de confronto direto de projetos. De um lado, nós sabemos que é um projeto liderado, infelizmente, uma liderança que tem relações com as milícias do Rio de Janeiro […] Uma liderança que representa um projeto de entrega das riquezas naturais do Brasil. Ele próprio foi oferecer as riquezas do Brasil ao governo Trump”.
Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, a campanha de Lula deve buscar ampliar os votos no Nordeste e diminuir a abstenção dos eleitores.
Em uma eleição presidencial marcada pela consolidação da polarização entre bolsonarismo e petismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos, e Lula, tinha 44,74%.
Conforme o TSE, Flávio terminou o primeiro turno das eleições com 47,03%, mais de 56 milhões de votos. Já Lula obteve 45,16%, mais de 53,8 milhões de votos.
Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial.
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Reeleito para o quarto mandato na Câmara dos Deputados com 113.844 votos em Pernambuco, Fernando Monteiro (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para agradecer o apoio recebido em Caruaru, onde obteve 9.863 votos. “Hoje, a palavra é gratidão. Agradecer a cada uma e cada um que confiaram no nosso trabalho”, afirmou. O parlamentar também agradeceu ao prefeito Rodrigo Pinheiro, à vice-prefeita Dayse Silva e aos apoiadores que participaram da campanha.
Eleita senadora por Pernambuco com mais de 2,3 milhões de votos, Marília Arraes (PDT) participou, na noite desta segunda-feira (5), em Brasília, de uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para alinhar a estratégia do segundo turno da eleição presidencial. A senadora eleita ficou na mesa principal ao lado de Lula durante o encontro, que reuniu lideranças de diferentes estados.
A reunião foi dividida em dois momentos: um com políticos que disputaram eleições majoritárias e outro com candidatos que seguem na disputa. Segundo Marília, a prioridade agora será ampliar a mobilização pela reeleição de Lula. “Saio das urnas com mais de 2,3 milhões de votos e uma responsabilidade imensa com Pernambuco e com o Brasil. Vamos levar essa força às ruas pela reeleição do presidente Lula, dialogando com quem pensa diferente”, afirmou.
O candidato derrotado à Presidência Romeu Zema (Novo) declarou nesta segunda-feira (5) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
“Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25, conto com você”, afirmou.
Zema foi o sexto colocado na disputa à Presidência, 326.488 votos. O candidato do Novo obteve 0,27% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. As informações são do g1.
Leia maisFlávio Bolsonaro recebeu mais de 56 milhões de votos e enfrentará, no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, que recebeu 53,8 milhões de votos.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula ficou com 45,15%.
Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) ficaram nas terceira e quarta posições, respectivamente. Os dois já disseram que não vão apoiar nem Flávio nem Lula.
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para o dia 25 de outubro.
“A mensagem que o brasileiro mandou nas urnas nesse último domingo está muito clara. Precisamos tirar os intocáveis de Brasília. Com o avanço que a direita teve no Senado e na Câmara, ela já tem um número de parlamentares suficiente para poder pedir o impeachment”, disse Zema em uma publicação nas redes sociais.
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, também busca o apoio de Ronaldo Caiado na disputa do segundo turno. Flávio deve ir a Goiânia (GO) nesta terça-feira (6) para se reunir com o ex-presidenciável.
Ex-governador de Goiás, Caiado recebeu 2.605.148 votos e ficou em quinto lugar eleição presidencial. O candidato de direita recebeu 2,18% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral.
Neste domingo (4), após o resultado do primeiro turno, ele havia afirmado que estaria contra o PT, mas não citou o nome de Fávio.
“Onde estiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT. Porque PT é atraso. PT já teve todas as chances de mostrar para o que veio e o que ele entregou é um país estagnado, um país repleto de corrupção, como nós estamos vendo”, disse neste domingo.
Sobre as eleições, Zema afirmou que a missão está cumprida e comemorou as eleições de candidatos do Novo a senadores e deputados.
“O trabalho que nós fizemos para que um partido pequeno avançasse deu resultado”, disse em entrevista.
“Missão concluída. Partidonovo30 atingindo cláusula de barreira e direita fortalecida. Seguiremos. SEMPRE contra o PT. Meu muito obrigado a todos. Que Deus abençoe o Brasil”, afirmou nas redes sociais.
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques quer julgar logo após o segundo turno da eleição a ação que pede a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial.
O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso (um pedido de revisão criminal feito pela defesa do ex-presidente) seja levado ao plenário da corte. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisKassio tem dito a auxiliares que vê uma série de “exageros” na ação da trama golpista conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Bolsonaro cumpre a sentença em regime domiciliar.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indulto ao ex-presidente caso vença o segundo turno contra Lula (PT). Porém, como só terá essa prerrogativa depois de eventualmente empossado, ele conta com uma decisão do ministro para subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado do pai.
Em maio, durante um evento da pré-campanha no Paraná, Flávio disse querer “fazer justiça” com o ex-presidente. “Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027”, projetou. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o mesmo durante uma live feita com o senador em setembro.
A interlocutores Kassio afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado, mas que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições —o ministro é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Kassio afirmou a um auxiliar que já refletiu sobre sua posição e concluiu que houve excessos no julgamento de Bolsonaro —por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada.
O ministro disse a essa pessoa próxima que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação a serem contestados.
A decisão pode desencadear uma nova crise interna no Supremo, que já vem dividido desde o início do ano na esteira das investigações sobre o Banco Master, com ministros se acusando mutuamente de atuação com viés político.
Embora Kassio tenda a dar razão aos advogados, há uma ala no Supremo que discorda da revisão criminal: os ministros que já votaram pela condenação: Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Eles ainda têm o apoio de Gilmar Mendes.
A avaliação é a de que esse tipo de pedido só pode ser admitido em casos excepcionais —por exemplo, quando surge um fato novo que comprove a inocência do réu ou quando há evidências de que a condenação ocorreu com base em depoimentos ou documentos falsos, o que não se aplicaria ao caso.
Já André Mendonça e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro no julgamento, devem acompanhar o relator para rever a pena do ex-presidente. A dúvida recai sobre a posição do ministro Dias Toffoli e a do presidente do STF, Edson Fachin.
Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do pedido de revisão criminal. De acordo com o PGR, a condenação definida pela Primeira Turma do Supremo foi baseada em um “vigoroso conjunto probatório”.
Gonet afirmou que o ex-presidente não teve uma postura passiva, mas se envolveu em uma articulação concreta para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe de Estado, culminando nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
“O controle da máquina pública, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática”, disse o procurador-geral.
Os advogados de Bolsonaro pedem a anulação da sentença e dizem ser necessária “a reparação do erro judiciário”. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.
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A segunda-feira (5) marcou o começo da corrida presidencial para o segundo turno entre os candidatos Flávio Bolsonaro, do PL, e Lula, do PT. As duas campanhas disputam votos dos outros partidos e buscam motivar quem não foi às urnas.
Desde o fechamento das urnas às 17h, foram quase quatro horas de apuração até se confirmar que a eleição presidencial será decidida no segundo turno.
“20h56, hora de Brasília. Flávio Bolsonaro, do PL, vai para o segundo turno com Lula, presidente da República, candidato à reeleição pelo PT”, anunciou César Tralli. As informações são do g1.
Leia maisFlávio Bolsonaro esteve à frente durante toda a apuração. Às 17h22, com menos de 1,5% das urnas apuradas, Flávio tinha 48,85% dos votos válidos. Lula, 42,5%. Depois das 18h, Flávio chegou a passar dos 51% – o que indicaria eleição definida no primeiro turno. Lula tinha pouco mais de 40%. Mas, a partir daí, com o avanço da apuração em regiões onde Lula teve desempenho melhor, a diferença começou a diminuir.
“A gente vê aqui, Tralli, que são duas linhas que nunca se encontraram, que não houve ultrapassagem, mas que houve, sim, e está havendo muito claramente aqui um estreitamento, que é esse estreitamento que está mostrando para a gente a possibilidade, a perspectiva de haver segundo turno entre eles”, disse Renata Lo Prete.
Com todas as urnas apuradas, Flávio Bolsonaro ficou com 47,03% dos votos válidos, mais de 56 milhões de votos. Lula recebeu 45,16%, com quase 54 milhões. Uma diferença de 2.225.000 votos ou 1,87 ponto percentual.
O mapa eleitoral mostra onde esse resultado foi construído e o que mudou em relação ao primeiro turno de quatro anos atrás. Em 2022, quando Lula enfrentou Jair Bolsonaro, o petista venceu o primeiro turno em 14 estados. Bolsonaro venceu em 12, mais o Distrito Federal. No domingo (4), Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal. Lula ficou na frente em 12.
Em Minas Gerais, Lula tinha vencido há quatro anos no primeiro turno. Agora, perdeu para Flávio Bolsonaro por quase a mesma diferença. No Tocantins, outra virada. Lula venceu em 2022. Agora, a maioria dos votos foi para Flávio Bolsonaro. Lula também teve votação menor na Bahia, onde, historicamente, o PT tem boa vantagem. Ele venceu, mas com uma vantagem menor do que em 2022. No maior colégio eleitoral do Brasil, Jair Bolsonaro havia ficado sete pontos percentuais a frente de Lula no primeiro turno de 2022. Agora, Flávio Bolsonaro venceu por mais de 13 pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro venceu em quatro das cinco regiões do país. No Sudeste, a vantagem de Flávio Bolsonaro foi de pouco mais de 11 pontos percentuais. No Sul, de quase 29 pontos. No Centro-Oeste, foi de quase 24 pontos. No Norte, foi mais apertado, 4,5 pontos de diferença. E, no Nordeste, vantagem foi de Lula – quase 33 pontos.
O número de brasileiros que não foram às urnas passou de 33 milhões. A abstenção, que vem crescendo desde 2002, foi acima de 21% – o maior índice desde 1998. Com uma diferença apertada, Flávio e Lula partem agora para a disputa desses eleitores e dos votos dos candidatos derrotados. Flávio, para manter a dianteira. Lula, para tentar virar o jogo.
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A bancada federal de Pernambuco terá uma renovação de 48% e o dobro de mulheres na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Dos 25 parlamentares eleitos neste domingo (4), 12 não integravam a bancada escolhida há quatro anos. A representação feminina passará de três para seis deputadas, ampliando a participação das mulheres de 12% para 24% das cadeiras. A eleição também foi marcada pela chegada de Jones Manoel à Câmara, garantindo ao PSOL sua primeira vaga na bancada pernambucana.
A renovação foi ligeiramente superior à registrada em 2022, quando 14 deputados conseguiram a reeleição e 11 cadeiras mudaram de mãos, o equivalente a 44% do total. Desta vez, 13 parlamentares foram novamente eleitos, enquanto os outros 12 não integravam a bancada escolhida na eleição anterior. As informações são do JC.
Leia maisPedro Campos (PSB) conquistou a maior votação para deputado federal em Pernambuco, com 261.555 votos. Jones Manoel (PSOL) ficou em segundo lugar, com 249.077. Anderson Ferreira (PL), com 185.429 votos, Marcelo Gouveia (Podemos), com 183.124, e Juliana de Chaparral (União Brasil), com 183.089, completam a relação dos cinco candidatos mais votados.
A eleição de Jones Manoel representa um marco para o PSOL em Pernambuco. Pela primeira vez, o partido terá um representante do estado na Câmara dos Deputados. O historiador e comunicador recebeu 249.077 votos, equivalentes a 4,73% dos votos válidos, e conquistou a segunda maior votação nominal para o cargo.
Nascido e criado na favela da Borborema, no Recife, Jones começou a trabalhar ainda adolescente, vendendo jornais nas ruas. Formado em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde também concluiu o mestrado em Serviço Social, ganhou projeção nacional produzindo conteúdo político na internet, especialmente sobre marxismo, desigualdade social e história brasileira.
Militante comunista, disputou o Governo de Pernambuco pelo PCB em 2022, quando recebeu 33.931 votos. Posteriormente, passou a integrar o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e se filiou ao PSOL para concorrer à Câmara dos Deputados em 2026.
Com mais de dois milhões de seguidores no Instagram durante a campanha, Jones utilizou as redes sociais para divulgar suas propostas e mobilizar apoiadores. A candidatura também arrecadou mais de R$ 600 mil em doações.
Entre suas principais bandeiras estavam o fim da escala de trabalho 6×1, com redução da jornada para 30 horas semanais, e a criação de um teto de 10% ao ano para os juros de financiamentos. Ele também defendeu a tarifa zero no transporte público, recursos federais para o deslocamento de estudantes universitários entre municípios e a ampliação dos investimentos em saúde e educação.
Em Pernambuco, posicionou-se contra a privatização do Metrô do Recife e defendeu a reversão das concessões dos serviços da Compesa. Outra proposta apresentada durante a campanha foi a realização de plenárias regionais para que a população participe das decisões sobre a destinação das emendas parlamentares.
A eleição marca a chegada de Jones ao Congresso Nacional depois de uma trajetória construída na militância política, na educação popular e nas plataformas digitais.
A nova bancada pernambucana terá seis mulheres, contra três eleitas em 2022. A representação feminina passará a ocupar quase um quarto das 25 cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados.
As eleitas são Juliana de Chaparral (União Brasil), Rosa Amorim (PT), Clarissa Tércio (PP), Iza Arruda (MDB), Eliana Soares (PSB) e Liana Cirne (PT). Clarissa e Iza conquistaram a reeleição, enquanto as outras quatro não integravam a bancada eleita em 2022.
Rosa Amorim deixará a Assembleia Legislativa de Pernambuco para assumir uma cadeira na Câmara. Juliana de Chaparral, por sua vez, conquistou 183.089 votos, ficando entre os cinco candidatos com as maiores votações nominais do estado.
Apesar do avanço, os homens continuarão ocupando a maioria das vagas. Serão 19 deputados e seis deputadas na legislatura que começa em fevereiro de 2027.
Além de Jones Manoel, os outros 11 nomes que não integravam a bancada eleita em 2022 são Anderson Ferreira, Marcelo Gouveia, Juliana de Chaparral, Gilson Machado, Rosa Amorim, Gabriel Porto, Eduardo Moura, Eliana Soares, Thiago Medina, Liana Cirne e Ricardo Teobaldo.
A renovação não significa, entretanto, que todos sejam estreantes na política ou na Câmara dos Deputados. Anderson Ferreira e Ricardo Teobaldo já exerceram mandatos federais, enquanto Rosa Amorim foi eleita deputada estadual em 2022.
Entre os 13 deputados que também foram eleitos há quatro anos estão Pedro Campos, Sílvio Costa Filho, Felipe Carreras, Lula da Fonte, Carlos Veras, Fernando Filho, Fernando Monteiro, Clarissa Tércio, Iza Arruda, Guilherme Uchoa Júnior, Waldemar Oliveira, Augusto Coutinho e Clodoaldo Magalhães.
O PSB terá quatro representantes na Câmara dos Deputados: Pedro Campos, Felipe Carreras, Gabriel Porto e Eliana Soares. Na eleição de 2022, a legenda havia conquistado cinco cadeiras.
O PT ampliou sua representação de um para três deputados, com a reeleição de Carlos Veras e a chegada de Rosa Amorim e Liana Cirne. O Podemos também conquistou três vagas, com Marcelo Gouveia, Gilson Machado e Ricardo Teobaldo. O partido não havia elegido representantes por Pernambuco em 2022.
PL, União Brasil, Republicanos, PP e PSD terão dois deputados cada. PSOL, Novo, MDB, Avante e PV completam a bancada, com uma cadeira por legenda.
As mudanças também refletem as migrações partidárias ocorridas ao longo dos últimos quatro anos. Fernando Monteiro, eleito pelo PP em 2022, conquistou o novo mandato pelo PSD. Guilherme Uchoa Júnior, anteriormente filiado ao PSB, também foi eleito pelo PSD.
Com quase metade dos integrantes renovada, a representação feminina duplicada e a chegada de partidos que não tinham representantes na bancada anterior, Pernambuco terá uma nova composição parlamentar a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os eleitos exercerão mandato até janeiro de 2031.
Veja a lista de deputados federais eleitos em Pernambuco
Pedro Campos (PSB) – 261.555
Jones Manoel (PSOL) – 249.077
Anderson Ferreira (PL) – 185.429
Marcelo Gouveia (Podemos) – 183.124
Juliana de Chaparral (União) – 183.089
Sílvio Costa Filho (Republicanos) – 170.859
Gilson Machado (Podemos) – 156.754
Felipe Carreras (PSB) – 148.971
Lula da Fonte (PP) – 147.913
Rosa Amorim (PT) – 144.101
Carlos Veras (PT) – 133.118
Fernando Filho (União) – 124.147
Gabriel Porto (PSB) – 114.860
Fernando Monteiro (PSD) – 113.844
Eduardo Moura (Novo) – 113. 482
Clarissa Tércio (PP) – 110.608
Iza Arruda (MDB) – 103.758
Eliana Soares (PSB) – 102.396
Guilherme Uchoa Júnior (PSD) – 98.569
Waldemar Oliveira (Avante) – 97.152
Augusto Coutinho (Republicanos) – 94.737
Clodoaldo Magalhães (PV) – 92.229
Thiago Medina (PL) – 88.354
Liana Cirne (PT) – 85.039
Ricardo Teobaldo (Podemos) – 59.951
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John Kiriakou, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA) que ficou conhecido por revelar segredos do serviço de Inteligência norte-americano, afirmou que a agência de espionagem dos Estados Unidos está “potencialmente intervindo” nas eleições do Brasil a favor de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração do ex-agente foi divulgada nesta segunda-feira (5/10).
Inicialmente, o ex-oficial da CIA afirmou ter conversado com o “presidente Bolsonaro três anos atrás, quando ele era candidato”. Na sequência, disse ter “subestimado o poder do populismo nesta corrida atual”, afirmou que “ele vai perder” e declarou haver “evidências críveis de que a CIA está envolvida”. As informações são do Metrópoles.
Logo depois, Kiriakou se corrigiu e disse ter conversado com o presidente Lula, e não Bolsonaro.
Leia mais“Correção aqui: minha conversa foi com LULA, não com Bolsonaro”, disse em uma publicação na rede social X, sem apresentar provas concretas. “Para esclarecer, a CIA está potencialmente intervindo em nome de Bolsonaro, não de Lula”.
John Kiriakou foi agente da CIA por cerca de 15 anos. Ele ganhou destaque em 2007 após revelar que a agência de inteligência dos EUA praticava tortura durante interrogatórios.
Kiriakou foi condenado a 30 meses de prisão em 2013, após ser processado pelo Departamento de Justiça dos EUA por vazar o nome de um agente da agência de inteligência enquanto revelava as práticas de tortura da CIA para a mídia.
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À procura de culpados pela passagem do senador Flávio Bolsonaro (PT) para o segundo turno da eleição ao Palácio do Planalto na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cúpula do PT vai dar uma guinada na comunicação da campanha.
Um dia depois de assistir à onda bolsonarista invadir o País, Lula participou de duas reuniões: uma mais reservada, apenas com o seleto grupo de coordenadores de sua campanha, e outra com aliados do PT e de outros partidos. As informações são do Estadão.
Leia maisSem meias palavras, a ordem de Lula para a equipe foi direta: “mudar tudo” para conseguir se aproximar dos jovens, das mulheres e do espectro ideológico de centro. O núcleo de coordenação da campanha será ampliado, com a participação de partidos aliados, como o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin, e terá maior presença de integrantes do Nordeste, como o líder do PT no Senado, Camilo Santana.
No inventário de erros do primeiro turno, dirigentes do PT responsabilizam o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, por boa parte dos problemas. Sidônio é sócio do publicitário Raul Rabello, que assina a propaganda eleitoral de Lula.
Ao menos por enquanto, não se discute a substituição de Rabello, mas, sim, uma parceria com o marqueteiro Otávio Antunes, dono de um estilo mais agressivo de comunicação. O publicitário foi responsável pelos programas eleitorais de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.
Haddad perdeu a eleição ao Palácio dos Bandeirantes, no primeiro turno, para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas essa fatura não foi debitada na conta de Antunes. O publicitário foi o criador da campanha sobre a “taxação BBB” – bilionários, bancos e bets –, lançada em meados do ano passado, em defesa da cobrança de impostos dos mais ricos. com a isenção dos mais pobres.
O processo de “caça às bruxas do PT” atribui a Sidônio a responsabilidade por convencer Lula a extinguir todas as apostas online no País, as chamadas bets, às vésperas do primeiro turno.
Coordenador da campanha de Lula, o presidente do PT, Edinho Silva, e o Ministério da Fazenda foram contra a medida radical, sob o argumento de que uma iniciativa assim, tomada de forma atabalhoada, não apenas provocaria impacto sobre a arrecadação federal como empurraria grande parte do eleitorado para o colo de Flávio.
A ideia inicial previa apenas a proibição dos cassinos online, como o jogo do Tigrinho. Mas Sidônio bateu o pé, mesmo comprando briga com Edinho e com a Fazenda. Procurado, o ministro não se manifestou sobre a insatisfação manifestada pelos petistas.
Além disso, o diagnóstico do PT é o de que o trabalho de redes sociais da campanha de Lula, no primeiro turno, foi pífio, possibilitando o avanço de Flávio nessa seara, até mesmo no exterior. Edinho chegou a acusar, sem provas, tentativas de interferência dos Estados Unidos e de outros países na disputa presidencial.
Como mostrou o Estadão, o trabalho de redes da campanha ficou fragmentado. Os perfis de Lula nas redes sociais são administrados pelo fotógrafo oficial, Ricardo Stuckert e pela jornalista Nicole Briones, que trabalha no PT e cuida das plataformas digitais.
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O deputado federal reeleito Waldemar Oliveira (Avante), o Dema, teve em Paulista sua maior votação entre os municípios pernambucanos nas eleições deste domingo (4). Ele recebeu 5.260 votos na cidade, onde contou com o apoio do presidente da Câmara Municipal, vereador Eudes Farias (MDB). No estado, Dema somou 97.152 votos e garantiu novo mandato na Câmara dos Deputados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (5) que o segundo turno das eleições no Brasil deve ser muito acirrado. A declaração foi dada a jornalistas em frente à Casa Branca, antes de o republicano partir para um compromisso no estado de Nebraska.
Questionado sobre o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do seu aliado Jair Bolsonaro, Trump se disse surpreso com o resultado. As informações são do g1.
“Bom, é uma grande vitória. Muito apertada, mas impressionante, na verdade”, afirmou.
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O americano evitou falar mais sobre a disputa no Brasil. Nos dias anteriores ao pleito do último domingo (4), o republicano não respondeu se apoiaria Flávio.
“Estamos de olho em tudo e vamos observar esta eleição de muito perto”, afirmou, na última sexta (2).
Na manhã desta segunda, o secretário de Estado do país, Marco Rubio, disse que “todos esperavam” que o pleito fosse para o 2º turno. Ele indicou também que o governo Trump acompanhará a nova disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula em 25 de outubro.
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