A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu deixar a equipe que auxilia o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a formular um plano de governo. A decisão foi confirmada pela própria em entrevista ao Metrópoles, dias após ela denunciar ataques misóginos de bolsonaristas na esteira do racha familiar entre a aliada Michelle Bolsonaro (PL) e o enteado.
A ex-ministra de Jair Bolsonaro (PL) havia sido convidada para as discussões sobre a área de direitos humanos do plano de governo. Na entrevista, Damares deixou em aberto uma possível colaboração futura caso Flávio seja eleito em outubro. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, disse. A senadora destacou ter sido “atacada diretamente pelo time da direita” e confirmou que Flávio não a procurou novamente desde a escalada da crise. “Ele está correndo”, minimizou. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisNo início de julho, Damares revelou ter sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. As declarações foram feitas durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida pela própria parlamentar, um dia depois de Michelle anunciar que deixaria a presidência do PL Mulher em meio à crise com Flávio — em vídeo, a mulher de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o senador a maltratou e desrespeitou.
Segundo Damares, os ataques ultrapassaram as críticas políticas e passaram a atingir sua vida pessoal e sua família. “Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques (…) Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar”, afirmou, na ocasião.
Após o discurso, Damares afirmou ao jornal O Globo que a bancada feminina do Senado passou a avaliar a adoção de medidas institucionais diante dos episódios recentes de violência política contra mulheres, independentemente de uma manifestação formal das vítimas.
Leia menos
O presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Pacheco (MDB), criticou neste domingo (12) a gestão do prefeito Zeca Cavalcanti (Pode) por, segundo ele, não levar artesãos e artesãs do município para a 26ª Fenearte, realizada no Recife.
Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado da presidente do Psol de Caruaru e pré-candidata a deputada federal, Michelle Santos, o parlamentar afirmou que há “um estande institucional com o nome Arcoverde vazio em artesanato” e fez um apelo à Prefeitura para que envie os expositores ao evento. “A Feneart começou essa semana, ainda dá tempo. Mande os artesãos lá para Recife”.
O deputado federal Lucas Ramos (PSB) reafirmou apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco durante mais uma edição do projeto Chega Junto Pernambuco, realizada no Clube Sociedade 21 de Setembro, no Centro de Petrolina, na noite de ontem (11). Em discurso, o parlamentar defendeu uma parceria entre um eventual governo de João Campos e o presidente Lula (PT). “Vai ser a reedição da parceria que o presidente tinha com seu pai, governador”, afirmou.
Do Metrópoles
O Republicanos divulgou neste domingo (12) uma nota para negar que tenha fechado apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). A legenda também negou ter negociado uma indicação do presidente do partido, Marcos Pereira (foto em destaque acima), ao Supremo Tribunal Federal (STF) como condição para a aliança.
A nota mostra como está o isolamento de Flávio Bolsonaro na pré-campanha. Como revelou a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, o União Brasil e o PP já haviam indicado ter “zero chance” de apoiarem o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na corrida presidencial. A reportagem apurou que, internamente, o Republicanos avalia que, se as eleições fossem hoje, Lula venceria a disputa contra o herdeiro do bolsonarismo.
Leia maisSegundo a nota assinada pelo presidente do partido, o deputado Marcos Pereira (SP), ele não conversa com Flávio Bolsonaro “há mais de um mês” e as tratativas foram “inconclusivas”. O partido informou ainda que iniciou consultas às bancadas, executivas estaduais e apoiadores para definir seu posicionamento e afirmou que a decisão será tomada apenas em convenção nacional. Também declarou que “o apoio a Lula está completamente descartado”.
Marcos Pereira ainda demonstrou “frustração” com Flávio depois de ver os resultados de uma pesquisa encomendada pela sigla. “O presidente Marcos Pereira detectou (…) um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições”
Nota do Republicanos
“A decisão final dos rumos do Republicanos será tomada em Convenção Nacional que será realizada em Brasília.” A nota do partido foi feita depois de uma reportagem de um colunista que afirmou que o apoio a Flávio estava selado e condicionado à indicação de Pereira para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A legenda refutou a negociação pela vaga como condição para o apoio.
Pesquisa exibida em reunião mostrou “números ruins”
Segundo um integrante do Republicanos que conversou com o Metrópoles neste domingo (12), as lideranças do partido se reuniram em São Paulo no final de semanas e ficaram enfurecidos com especulações de que haveria uma negociação para fechar com Flávio, com a ex-presidente da Caixa e ex-conselheira do Digimais (banco do bispo Edir Macedo, alvo da Polícia Federal) Daniella Marques como vice na chapa. Daniella se filiou ao Republicanos e é coordenadora econômica da pré-campanha bolsonarista.
Na ocasião, a pesquisa mencionada por Pereira na nota foi apresentada. Segundo um dirigente, havia “números ruins” para Flávio. A pesquisa mostraria um “desgaste” do bolsonarismo em todo o Brasil, revelaria que Flávio simboliza menos a figura de Jair Bolsonaro que a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, em pé de guerra com o enteado. Por fim, a sondagem mostrava o tamanho do estrago que a briga com Michelle e com as relações comerciais com o banqueiro Daniel Vorcaro causaram na pré-candidatura do senador.
Leia menos
Do jornal O Globo
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha em uma investigação que apura o desvio de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. A decisão, assinada em 6 de julho, também suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas sob suspeita.
“Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Eduardo Cosentino da Cunha, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais”, escreveu Dino.
Leia maisAssim como a investigação deflagrada na última semana contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Eduardo Cunha também é apontado pela Polícia Federal como o responsável pela indicação de recursos de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato no Congresso Nacional.
De acordo com Polícia Federal, Cunha atuava como uma espécie de “parlamentar informal”: mesmo sem cargo, dispunha de uma cota própria de emendas e definia diretamente quais municípios receberiam os recursos, sempre com a intermediação de uma servidora da Câmara. O ex-presidente da Câmara é pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais.
Nos diálogos interceptados pela Polícia Federal, o deputado aparece interessado particularmente nas emendas para o estado. Ao todo, a PF identificou pelo menos 21 emendas somando R$ 6,15 milhões.
Neste sábado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu à operação, afirmando que a Polícia Federal estaria tentando criminalizar a atividade política. Na decisão assinada no último dia 6, o ministro Flávio Dino afirmou que não se trata de afirmar que toda irregularidade administrativa configure, por si só, algum ilícito criminal, mas defendeu que a falta de rastreabilidade do dinheiro público gera indícios de possível peculado ou desvio.
Na representação, a Polícia Federal reforçou que chama a atenção a influência de Cunha mesmo sem exercer mandato político há 10 anos.
“O quadro é absolutamente grave no ponto em que Eduardo Cunha não exerce cargo de deputado desde SET/16. Ou seja, fala-se de uma pessoa que não dispõe de qualquer representatividade no parlamento há pelo menos 10 anos, mas que dispõe de considerável cota de destinação de recursos para redutos eleitorais de interesse”, afirmou a PF.
Leia menos
Do Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula ao menos 19 declarações controversas e gafes no 1º semestre de 2026, ano marcado por sua tentativa de reeleição.
Em fevereiro de 2026, Lula trocou o nome da primeira-dama Janja Lula da Silva pelo nome de Marisa Letícia (1950-2017), que foi sua mulher de 1974 a 2017. Também em fevereiro, confundiu-se e referiu-se à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como sendo a ex-deputada federal Irma Passoni.
Leia maisA controvérsia mais recente foi em 28 de junho, quando Lula esteve em Santa Catarina. Na ocasião, foi visitar obras de embarcações de apoio offshore contratadas pela Petrobras no estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí (SC). Em um discurso inflamado, o presidente disse que não é possível “permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”. Lula ainda declarou que não se pode permitir “essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país”.
Eis o que disse: “Está chegando o momento de a onça beber água. Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não podem permitir. Não podem permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas pela síndrome de grandeza, porque esse Estado é muito rico, não é pobre. A gente tem o Estado brasileiro, e todo mundo tem que ser tratado igual. Todo mundo. Não tem um cara, porque é branco, é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. Isso a gente não pode permitir, essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. Na verdade, isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância, que a gente tem que ter coragem de debater”, afirmou.
A declaração causou reação de opositores por considerarem que Lula sugeriu que o Estado é racista. Em 30 de junho, o PL protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a punição do petista. Argumenta que ele propagou “discurso de ódio e racismo” contra a população de Santa Catarina, além de ter praticado propaganda eleitoral antecipada.
“Nunca fui esquerdista”
Em 17 de junho, ele disse que “o mundo é do caminho do meio” e que “nunca foi esquerdista”. O petista teve a fala captada por um microfone aberto enquanto conversava com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, durante a cúpula do G7, na França.
Celulares roubados
Em 10 de junho, Lula anunciou o envio automático de notificações para celulares roubados em nova fase do programa Celular Seguro. Na ocasião, disse que pessoas ricas não compram celulares roubados, mas pobres compram.
No mesmo discurso, afirmou que estudaria a possibilidade de os aparelhos serem devolvidos nos Correios já que, nas delegacias, “a pessoa não sabe qual delegado vai encontrar”. A fala causou incômodo em associações de delegados. O Sindesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), por exemplo, criticou a declaração e disse que delegados e policiais civis desempenham papel fundamental na investigação criminal, na recuperação de bens subtraídos e na proteção da sociedade.
Em 23 de junho, a nova fase do programa foi lançada oficialmente. Em evento, Lula afirmou que quem recebeu uma notificação pode devolver o celular roubado em uma delegacia “sem medo” de ser preso. A declaração provocou questionamentos por conflitar com o que determina o Código Penal para o crime de receptação.
No lançamento do Celular Seguro, Lula também pediu que os brasileiros tenham “mais cuidado” ao usar o celular e fez alerta sobre “alguém dando pirueta na bicicleta” quando for usar o aparelho na rua.
Honestidade
Em duas ocasiões, Lula deu a entender que não é um político honesto. Em 1º de abril, afirmou: “Vocês são as pessoas honestas que querem que eu seja”. Já em 22 de junho, disse que o “político honesto” que os jovens procuram está dentro de si e não dentro dele, Lula.
Leia menos
Do jornal O Globo
A rixa entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o enteado que disputará a Presidência, Flávio Bolsonaro, é o caso mais recente de um antigo padrão familiar. Jair Bolsonaro colocou as três mulheres com as quais foi casado em situações políticas que despertaram rachas, disputas eleitorais entre integrantes da família ou investigações por suspeitas de irregularidades.
Agora, a exposição das insatisfações de Michelle em relação ao senador representa uma crise no momento de maior projeção de um parente do ex-presidente. A esposa de Jair, que chegou a deixar o comando do PL Mulher, reluta em se envolver na empreitada do enteado, que vê em risco o engajamento de setores como as mulheres e os evangélicos.
Leia maisUm dos casos mais emblemáticos na história política da família se deu em 2000. Divorciado da vereadora carioca Rogéria, eleita em 1992 e 1996 com sobrenome do marido, o então deputado Bolsonaro resolveu colocar um dos filhos do casal, Carlos, para concorrer contra a própria mãe. Aos 17 anos, ele foi eleito para o cargo no qual ficou até dezembro do ano passado, e Rogéria não conseguiu a recondução.
Veio então o casamento com Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan. Foram anos de prosperidade: Bolsonaro e ela construíram um patrimônio calcado na compra de 14 imóveis ou terrenos, cinco deles pagos em espécie. A união estável durou de 1997 a 2008.
Foi só com os holofotes colocados sobre a família, a partir da eleição de 2018, que os negócios do antigo casal passaram por escrutínio. Durante a investigação das supostas “rachadinhas” de Flávio quando era deputado no Rio, Ana Cristina virou peça-chave.
Embora não tenha sido denunciada, a ex de Jair era protagonista de um dos núcleos investigados, na esteira da nomeação de dez parentes no gabinete. O Ministério Público analisou dados bancários da família dela e verificou que, dos R$ 4,8 milhões pagos em salários no período considerado, R$ 4 milhões foram retirados em espécie.
A segunda mulher do ex-presidente também teve o sigilo quebrado na investigação sobre outra suposta rachadinha, a de Carlos Bolsonaro. Ela foi chefe de gabinete do enteado na Câmara do Rio.
Em carta enviada a Jair em 2007 e obtida pelo portal Uol em 2022, Ana Cristina desabafa sobre problemas que aconteceram durante a relação. Menciona, por exemplo, atritos relacionados a Carlos, o que mostra como Michelle não é a primeira a ter tensões com os filhos de Bolsonaro.
“Por dois anos, eu o amei, amparei e socorri todos os seus medos e em troca tive o título de sedutora de menor. Ah, como dói, dói muito, falar para ele que meu amor era sincero e puro”, escreveu.
Cargos e candidaturas
A partir da união com Bolsonaro, a mãe de Jair Renan ganhou sucessivos cargos em gabinetes. Logo no início da relação, foi assessora no gabinete da liderança do PPB, partido do deputado na época.
A fim de pegar embalo na força do ex-marido como figura nacionalizada, Ana Cristina chegou a tentar uma vaga de deputada federal no Rio em 2018 pelo Podemos. Usou o nome de urna “Cristina Bolsonaro”, o mesmo que adotou quatro anos depois, filiada ao PP, para tentar virar deputada distrital no DF.
Michelle nunca gostou da tentativa dela de pegar carona no nome, e Cristina não conseguiu se eleger em nenhuma das eleições. Em 2022, a irritação da ex-primeira-dama tinha motivo adicional: um irmão dela também buscou, sem sucesso, uma vaga de deputado distrital.
Quem tem ansiado retornar a cargos eletivos é Rogéria. Em 2020, concorreu à mesma Câmara do Rio em que atuou no passado. Dessa vez, o movimento se deu em comum acordo com o filho Carlos e o ex-marido, mas Bolsonaro não se engajou na campanha. Acabou com exíguos 2 mil votos.
Para este ano, Rogéria foi escolhida como suplente do pré-candidato ao Senado pelo Rio Márcio Canella (União), que vê a candidatura em xeque por ter sido preso em flagrante com posse ilegal de fuzil. Alguns aliados, como noticiou a colunista do jornal O Globo Bela Megale, sugerem que Flávio deveria escolher a mãe para preencher outra vaga: a de candidata ao Senado do PL, que está sem postulante depois da desistência de Cláudio Castro.
Leia menos
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), recebeu ontem (11) o apoio do ex-prefeito de Orocó, Reginaldo Crateú Cavalcante (PDT), conhecido como Dédi. Agricultor e uma das principais lideranças políticas do município, ele administrou a cidade por dois mandatos consecutivos, entre 2009 e 2016, e passa a integrar o movimento em torno da pré-candidatura de João no Sertão do São Francisco.
Localizado a cerca de 140 quilômetros de Petrolina, Orocó possui aproximadamente 14 mil habitantes e tem sua economia fortemente ligada à agricultura e às atividades desenvolvidas às margens do Rio São Francisco.
Ao comentar a aliança, João Campos destacou a importância de construir um projeto coletivo para o Estado. “Recebo esse apoio com muita alegria e responsabilidade. Dédi conhece a realidade do Sertão e chega para somar na construção de um Pernambuco que cuide das pessoas e gere oportunidades em todas as regiões do Estado.”
Por AFP
O número de mortes provocadas pelo duplo terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho superou 4.300, informou ontem (11) o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. “O número de venezuelanos e venezuelanas que faleceram por ação direta dos terríveis terremotos de 24 de junho é de 4.333”, disse Rodríguez em uma entrevista coletiva.
O balanço anterior era de 4.118 mortos e 16.740 feridos — o número de feridos não foi alterado. Os terremotos potentes afetaram Caracas e principalmente o estado vizinho de La Guaira, onde os acampamentos de famílias que ficaram sem casa estão espalhados por estádios, praças e calçadas.
De acordo com Rodríguez, mais de 19.000 desabrigados estão nos acampamentos. Voluntários venezuelanos e estrangeiros prestam atendimento médico em unidades instaladas em áreas abertas e distribuem alimentos. Rodríguez evitou falar sobre o número de desaparecidos, uma cifra que, segundo a ONU, pode chegar a 50.000.
Por Blog da Folha
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), prometeu ontem (11), durante entrevista à imprensa em sua chegada a Petrolina, realizar a construção do Hospital Regional do São Francisco, voltado para atendimentos de alta complexidade, e criar o Vale AgroTech, um centro de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico para impulsionar o agronegócio da região.
Ao apresentar suas propostas para o setor, João declarou que Petrolina e o Vale do São Francisco já se consolidaram como referência nacional na fruticultura irrigada, mas defendeu que o momento agora é abrir um novo ciclo de crescimento, baseado em inovação, tecnologia e formação de mão de obra qualificada.
Leia mais“A gente já tem conquistas importantes. Ao longo de muitos anos houve uma consolidação da produção aqui em Petrolina e no Vale do São Francisco, que é uma referência. O desafio agora é criar um novo ciclo de expansão e poder levar essa produção e esse modelo para outras regiões.”
Vale AgroTech
Para impulsionar essa nova etapa de desenvolvimento, João anunciou a criação do Vale AgroTech do São Francisco, iniciativa inspirada em polos internacionais de inovação que pretende integrar tecnologia, pesquisa, universidades, produtores rurais e instituições de fomento para desenvolver soluções voltadas aos desafios da agricultura irrigada no Semiárido.
“Nós vamos lançar um centro de pesquisa e desenvolvimento ligando tecnologia, formação e agro. Vamos reunir instituições como a Embrapa, as universidades e criar um modelo integrado de financiamento para desenvolver soluções para os desafios da produção do Semiárido.”
Segundo o pré-candidato, a proposta permitirá que o Vale do São Francisco fortaleça sua posição não apenas como referência na produção de frutas, mas também como um polo de desenvolvimento tecnológico voltado ao agronegócio.
Hospital Regional
Na área da saúde, João afirmou que o porte de Petrolina e sua importância para o Sertão do São Francisco exigem uma estrutura hospitalar capaz de atender à demanda da cidade e dos municípios vizinhos.
Por isso, assumiu o compromisso de construir o Hospital Regional do São Francisco, unidade de alta complexidade que contará com mais de 200 leitos e serviços especializados em cardiologia, cirurgia cardiovascular, neurologia, tratamento de AVC, terapia intensiva, exames e reabilitação.
“Nós vamos construir o Hospital Regional do São Francisco. Será um hospital de grande porte para dar suporte não apenas à saúde de Petrolina, mas de toda a região.”
O plano também contempla a ampliação do Hospital Universitário, em parceria com o Governo Federal, e a requalificação do Hospital Dom Malan, fortalecendo a rede pública de saúde e ampliando a oferta de especialidades médicas para a população do Vale do São Francisco.
“Hoje alguns serviços especializados são encaminhados para Serra Talhada. Uma cidade do porte de Petrolina precisa ter uma hemodinâmica mais forte, ampliar a cirurgia cardiovascular e outras especialidades de alta complexidade. Além disso, vamos fortalecer o Dom Malan e trabalhar pela expansão do Hospital Universitário. O Estado precisa ter uma estrutura de grande porte aqui.”
As propostas foram anunciadas durante entrevista coletiva concedida por João Campos à imprensa na chegada ao município. A agenda em Petrolina marca mais uma etapa da construção do programa de governo para Pernambuco e reuniu lideranças da Frente Popular, entre elas a pré-candidata a deputada federal Eliane Soares, o pré-candidato a deputado estadual Ricardo Rocha, o deputado estadual Rodrigo Farias, o deputado federal Lucas Ramos, o ex-deputado federal Gonzaga Patriota, a pré-candidata Socorro Lacerda, a pré-candidata ao Senado Marília Arraes, o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa e o senador Humberto Costa.
Leia menos
O publicitário Thiago Miranda se tornou alvo da Polícia Federal dois dias depois de anunciar o encerramento de sua sociedade no Grupo Léo Dias de Comunicação. A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra ele na última quinta-feira (9), por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na 10ª fase da operação Compliance Zero.
As investigações apuram a existência de uma estrutura organizada para intimidar jornalistas e pagar influenciadores para atuar de forma coordenada contra o Banco Central, a favor do Banco Master. Miranda já vinha sendo citado durante as investigações por conversas com Daniel Vorcaro, fundador do Master. As informações são do Poder360.
Leia maisInvestigadores da PF encontraram diálogos de março e abril de 2025 em que Vorcaro pedia que o publicitário buscasse informações pessoais sobre a jornalista Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo. As mensagens vieram a público cinco dias antes de Miranda anunciar a venda da sua participação societária no Grupo Leo Dias.
No comunicado, publicado na terça-feira (7), em seu perfil oficial no Instagram, o publicitário afirmou que encerrava “um importante ciclo” de sua trajetória profissional. Ele atuou como CEO do Grupo Leo Dias até junho de 2025. Depois, afastou-se do portal, mantendo apenas a participação societária.
“Levo comigo os aprendizados, as amizades, as conquistas e a convicção de que empreender é, acima de tudo, transformar ideias em impacto”, afirmou. Miranda era sócio do portal e, de acordo com a jornalista Samara Schwingel, do Metrópoles, iniciou o processo de transferência da participação societária no final de 2025.

10ª fase
As operações realizadas no meio da tarde da quinta-feira (9), diferentemente das anteriores realizadas no início da manhã, definiram que Miranda era responsável por coordenar um núcleo para espionar pessoas que contrariavam os interesses de Vorcaro.
Em depoimento à PF, Miranda afirmou que conheceu Vorcaro quando o ex-banqueiro ofereceu R$ 3,5 milhões para comprar o Portal de Notícias Léo Dias. Vorcaro teria o interesse de montar um grupo de mídia. Logo depois, o publicitário ofereceu serviços para “gerenciamento de imagem”, com a contratação de influenciadores para defender os interesses de Vorcaro.
Em nota, a defesa do publicitário nega que tenha agido com ilegalidade e que “sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros”.
Alvos de Vorcaro
As mensagens trocadas com Vorcaro indicam que Miranda buscou informações sigilosas com base em serviços de venda ilegal de dados pessoais sigilosos. Entre os alvos estão:
• Malu Gaspar: Teve dados sobre sua movimentação bancária violados, com o levantamento de informações de familiares, como seus filhos, bem como de dados patrimoniais e cadastrais;
• Milton Maluhy Filho: Vorcaro pediu um levantamento sobre o executivo do Itaú, alegando que ele estaria “causando muito problema”. Foram colhidas informações financeiras e pessoais de Maluhy;
• Consuelo Dieguez: A jornalista se recusou a retirar as reportagens da Revista Piauí sobre o banco, deixando Vorcaro contrariado. Segundo a decisão, ela orientou que os executivos do banco encaminhassem uma carta à Revista Piauí com os termos que achassem que iriam “refletir a verdade”. Vorcaro mandou os prints das conversas com a jornalista para Miranda;
• Renato Breita: Sócio da consultoria Nord Investimentos, que acabou aceitando remover o conteúdo solicitado. Depois do sucesso da abordagem, Thiago enviou um print da conversa para Daniel Vorcaro, comemorando com a frase: “Mais um arquivado!”
Leia menos
Pouca gente sabe, mas um dos desafios enfrentados por Raquel Lyra desde o início de seu governo sempre foi a percepção de distanciamento e a dificuldade de transmitir espontaneidade e empatia.
Para tentar enfrentar esse problema, a governadora passou a contar, há alguns anos, com o trabalho da especialista em comunicação Olga Curado. Conhecida por sua atuação na preparação de lideranças políticas, Olga participou do treinamento de Dilma Rousseff para debates e apresentações públicas.
Seu trabalho, porém, vai além da preparação para entrevistas: envolve comportamento, linguagem corporal, comunicação não verbal e a identificação de características pessoais que podem ser ajustadas para melhorar a conexão com o público.
É dentro dessa estratégia que muitos observadores interpretam a mudança de postura da governadora. Ainda assim, entre analistas e integrantes dos bastidores da política, há quem avalie que essas demonstrações de simpatia nem sempre parecem naturais, transmitindo a impressão de serem resultado de treinamento — e não de verdadeira espontaneidade.
