O Globo
Popular nas redes sociais pela produção de conteúdos, o influenciador e historiador Jones Manoel (PSOL-PE) afirma que a esquerda ainda não encontrou “uma fórmula adequada de enfraquecer a extrema direita” discursivamente e considera que a comunicação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) errou ao escolher seu mote central no passado. Eleito o segundo deputado federal mais votado de Pernambuco, ele passou a integrar um grupo de parlamentares jovens que tem sido consultado pelo PT para ajustes na estratégia digital durante o segundo turno.
O grupo chegou a participar de uma reunião com o presidente para a discussão do tema e o planejamento de uma “força-tarefa” para fazer frente ao desempenho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes e nas urnas no segundo. Como parte da nova estratégia, por exemplo, o presidente gravou vídeos no modo “selfie”, característico de redes sociais como TikTok e Instagram, intensificou a participação em atos nas ruas organizados pelo movimento estudantil e pela classe artística e passou a encampar novas pautas, com a tarifa zero.
Leia maisO que explica a sua eleição como o segundo mais votado para a Câmara em Pernambuco?
Foi uma campanha de rua, da base, e também tivemos a conectividade digital. Também recebi o voto de categoria, porque eu fui o candidato mais votado pelo movimento sindical. Depois da contrarreforma trabalhista de Michel Temer, a maioria da esquerda passou a apostar que o movimento sindical perdeu força, o que é verdade, e que, portanto, não era um vetor de força política eleitoral. A gente pegou essa verdade e transformou numa conclusão equivocada. O movimento sindical ainda tem força, ainda que hoje seja mais difícil.
Ao mesmo tempo, foram eleitos parlamentares que vão formar uma maioria de direita tanto na Câmara quanto no Senado. A que aspecto você atribui esse movimento?
A primeira coisa é que o campo da direita e da extrema direita no Brasil é muito mais sólido e consolidado em termos de articulação da comunicação digital e de mobilização de bases sociais a partir, por exemplo, das igrejas evangélicas não pentecostais. Eles também conseguiram uma coesão ideológica muito maior e têm um inimigo comum muito claro. Por outro lado, também existe a dinâmica bilionária do uso das emendas parlamentares sem rastreio, que favoreceu principalmente esses candidatos para o Congresso. Então, não é surpresa para mim a votação deles, e acho que quem se surpreendeu não está entendendo muito bem o Brasil de hoje.
Você considera, então, que o resultado dessa eleição confirmou uma guinada do país para a direita?
Acho que a gente ainda não conseguiu encontrar a fórmula política para enfraquecer a direita e a extrema direita, dado que o setor progressista apoia um modelo de frente ampla democrática como chave para esse enfrentamento, colocando como linguagem política central a ideia de defesa da democracia. Só que essa ideia tem pouca ressonância na classe trabalhadora e na consciência popular, considerando que a maioria do nosso povo vive numa situação de salário baixo, de desemprego, de precariedade, de falta de serviços públicos, de violência estatal e do crime organizado.
Investir nesse discurso foi um dos erros cometidos pela campanha de Lula no primeiro turno?
Eu acho que todos os candidatos progressistas que tiveram como mote de campanha a defesa da democracia de forma abstrata, que disseram que “não podemos deixar a extrema direita vencer porque as coisas vão piorar”, mas falaram de futuro, de projeto de país, tiveram um resultado aquém do necessário. Nesse ano, a gente lançou um manifesto da bancada da esquerda radical, que tem uma característica de programa antineoliberal, e, dos sete que estiveram por trás desse projeto, seis foram eleitos. Não acho que isso seja algo aleatório. É um recado das urnas de que a classe trabalhadora está pedindo um projeto de futuro.
Como você enxerga a estratégia de comunicação usada pela campanha de Lula até aqui?
O governo precisa melhorar muito a comunicação digital, que precisa se tornar mais ágil, se conectar com o público das grandes cidades e aprender a trabalhar com múltiplas linguagens. Acho que é preciso mudar na forma e, principalmente, no conteúdo. Eu, por exemplo, tenho dialogado com pessoas da campanha do presidente e dito que o presidente precisa, como proposta para o cidadão, de temas como a tarifa zero, o enfrentamento ao caos urbano, a expansão do sistema metroviário e ferroviário, para diminuir o engarrafamento nas cidades. Ninguém aguenta mais levar de 4 a 5 horas para ir e voltar do trabalho para casa (após a realização da entrevista, o presidente anunciou o envio ao Congresso Nacional de uma proposta que prevê a tarifa zero no transporte público nos finais de semana).
Há tempo hábil para mudar essa estratégia?
Considero totalmente possível. Eu estou, inclusive, engajado na campanha do presidente Lula para garantir essa vitória e a derrota do Flávio Bolsonaro. Estou em contato com a coordenação da equipe dele para a gente dialogar justamente sobre como mobilizar as experiências da classe trabalhadora e da juventude para que a gente supere o estado de coisas da economia brasileira. A gente precisa escutar o futuro muito mais do que falar do passado.
No seu estado, a governadora Raquel Lyra (PSD) foi reeleita e impôs uma derrota ao ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), que já tinha essa linguagem mais voltada para as redes sociais. Em que ponto você considera que a campanha dele falhou?
Não existe diferença entre o João Campos e a Raquel Lyra do ponto de vista do projeto ideológico. São figuras de centro e liberais, que defendem basicamente o mesmo programa. Na campanha, ele construiu um discurso de que “um bom governo é aquele que entrega obras” e fez isso a partir de toda a comunicação institucional da prefeitura de Recife desde a reeleição em 2024. Enquanto a governadora incumbente não precisou se desincompatibilizar para concorrer, também entregou suas obras e disse que continuaria fazendo isso. O João Campos, então, não conseguiu encaixar o discurso de oposição, enquanto uma figura oligárquica e que vem da política tradicional.
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Abaixo, o artigo do cientista político Antonio Lavareda, entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, publicado na Folha de São Paulo. No texto Lavareda analisa de que maneira a taxa de comparecimento nas urnas afeta mais alguns candidatos do que outros e acarreta as diferenças entre pesquisas e o total computado pelo TSE. Confira!
Por Antonio Lavareda*
“No sistema solar das campanhas, os profissionais são de Marte, os acadêmicos são de Vênus.”
A frase do estrategista Dan Schnur distingue não apenas duas categorias, mas dois olhares sobre as eleições. Devo ser de Mercúrio, pois pertenço a um grupo minoritário de “híbridos”.
Leia maisTalvez eu seja hoje um dos que estudam eleições e partidos há mais tempo, tendo publicado meu primeiro artigo em 1979. Nessa área escrevi dissertação de mestrado, tese de doutorado e 12 livros, sozinho ou em parceria.
De outro lado, antes de me dedicar aos comentários na TV, participei de pelo menos 91 campanhas majoritárias, dentro e fora do país, sendo cinco presidenciais.
Atuei como coordenador de pesquisas, consultor de estratégia e, em mais de uma dezena, coordenador do marketing. Tive a honra de trabalhar para muitos dos melhores políticos da Nova República. Nesse número não estão computadas as centenas de campanhas em que o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) forneceu pesquisas.
Faço essa observação apenas para dizer que, desde as primeiras eleições pós-redemocratização, acompanho o problema do diferencial de comparecimento. Quando os clientes tinham condições de vencer no primeiro turno, preocupava-me assegurar uma margem de alguns pontos acima dos 50%, pois a experiência mostrava que parte dessa vantagem não se concretizaria.
Na quinta-feira anterior ao primeiro turno deste ano, antecipei em entrevista ao NeoFeed que “Lula perderia milhões de votos para a abstenção” e que “não ficaria surpreso se ele nas urnas fosse ultrapassado por Flávio”.
A princípio, todos os candidatos perdem votos para a ausência nas urnas. Quem não conhece amigos ou parentes que deixaram de votar pelos mais variados motivos? O voto obrigatório certamente impede que o comparecimento seja menor, mas não evitou que os ausentes superassem um quinto do eleitorado.
A questão com repercussão concreta é outra: quem perde mais? Ou o prejuízo é simétrico? Fernando Henrique Cardoso perdeu votos. Lula e Dilma Rousseff também. Perdem mais os candidatos, de esquerda ou direita, com grande penetração na base da pirâmide social.
Em 1989, nenhum dos principais concorrentes tinha essa característica e, com abstenção baixa, as urnas praticamente reproduziram as pesquisas para os três primeiros líderes. De 2002 para cá, em média, os candidatos do PT recuaram oito pontos na totalização do TSE para o primeiro turno, em relação aos levantamentos divulgados na véspera.
Os principais adversários dos petistas declinaram quatro vezes menos: apenas dois pontos. Os terceiros colocados perderam três, mesma redução média do agregado das demais candidaturas.
Como podemos inferir isso? Pelo menos desde a eleição passada, estabeleceu-se relativo consenso entre os participantes do COP/Abep (Conselho de Opinião Pública da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa) e da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais) em torno de duas premissas.
A primeira: pesquisas não são prognósticos (o que tenho afirmado publicamente desde 2014). Medem “atitudes”, dentro de margens de erro conhecidas, sem pretender prever o “comportamento” na urna. Somente no caso de previsões cabe falar em “acerto ou erro”.
A segunda: a comparação correta entre levantamentos e resultados oficiais exige cotejar os respectivos totais. Como sintetiza o veterano pesquisador João Francisco Meira: “Amostras são desenhadas para representar o total do eleitorado. Estimar comparecimento é apenas uma adivinhação educada”.
Em artigo na Ilustríssima, na eleição de 2022, rebati críticas às pesquisas, explicando as discrepâncias com base nos totais divulgados por Datafolha, Ipespe, MDA, Ipec e Quaest.
A tabela abaixo reúne as últimas pesquisas anteriores ao primeiro turno das dez eleições presidenciais pós-ditadura, ao lado dos resultados do TSE, ambos calculados sobre o eleitorado total. Os levantamentos são do Datafolha, único instituto presente em todo o período, permitindo acompanhar uma série metodologicamente consistente.
Por que trato seus números como referentes ao universo dos eleitores, e não apenas aos votantes, embora o instituto tenha aplicado um filtro, excluindo quem declarava não pretender votar? Por três razões.
Primeiro, porque sua metodologia define o universo como “eleitores com 16 anos ou mais”. Segundo, porque a pergunta sobre comparecimento é em grande medida inócua. A ausência, embora sujeita a multa baixa, é socialmente ilegítima e pouco confessada, enquanto o TSE promove intensas campanhas de estímulo ao voto, inclusive dos desobrigados.
Na última pesquisa Nexus, próxima à do Datafolha, nada menos que 96% declaravam intenção de comparecer.
Terceiro, pela evidência empírica: os percentuais da pesquisa da véspera praticamente repetiram os de três dias antes, sem filtro. Lula permaneceu estável; Flávio avançou dois pontos, dentro da margem de erro, possivelmente pelo voto útil; e os demais oscilaram de 11 para 10 pontos.
No primeiro turno de 2026, todos os candidatos tiveram eleitores que não compareceram. Conforme a tabela, Lula perdeu 8 pontos; Flávio, 5; Cury, apenas 1; e os demais, somados, 4. Brancos e nulos representaram 4% do eleitorado, enquanto a abstenção superou ligeiramente 21%.
Foi isso que mudou a ordem de colocação. Lula perdeu mais, em razão do peso de pessoas de baixa renda, menor escolaridade e mais idosas na composição de sua base. Na véspera, alcançava 56% entre os eleitores de ensino fundamental, 51% entre os não economicamente ativos e 50% na faixa de até dois salários mínimos.
Neste último grupo estavam cerca de 6 em cada 10 eleitores dele, contra pouco mais de um terço dos de Flávio.
Como mostra a tabela, FHC também sofreu perdas expressivas em 1994 e 1998, quando tinha grande força entre os mais pobres. Há quem discorde, argumentando que a ausência não prejudicou Lula porque permaneceu relativamente estável no país e até diminuiu no Nordeste, sua principal base eleitoral.
Essa interpretação ignora, primeiro, que o fenômeno já havia subtraído votos potenciais do presidente em 2022, como demonstrei no artigo mencionado. Naquela ocasião, o prejuízo pode ter sido ainda maior, pois sua intenção de voto era 6 pontos superior, com concentração mais acentuada na base da pirâmide.
Segundo, mesmo que tenha perdido proporcionalmente menos no Nordeste, isso não exclui a possibilidade de muitos de seus apoiadores terem ficado em casa nas demais regiões, especialmente no Sudeste.
O cientista político Jairo Nicolau identificou que, nas cinco maiores cidades —São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Guarulhos e Campinas—, a abstenção superou a média nacional. Ressalvando possíveis problemas cadastrais, destacou que quase 30% dos ausentes não tinham obrigação de votar.
Nesse contingente estavam nada menos que 4,5 milhões de mulheres idosas de baixa escolaridade que não compareceram.
O gráfico é eloquente. Elaborado com dados da eleição de 2022, cuja taxa geral de abstenção diferiu da registrada agora em apenas 0,13 ponto percentual, revela uma relação ordinal quase perfeitamente inversa entre escolaridade e abstenção nas oito categorias analisadas.
A taxa de ausência chega a 52,1% entre os eleitores analfabetos, contra 12,4% entre aqueles com ensino superior completo. No primeiro grupo, portanto, a abstenção é 4,2 vezes maior. Como o número de categorias é pequeno, o coeficiente deve ser entendido como estritamente descritivo.
Além disso, por se basear em dados agregados, não autoriza inferências sobre comportamentos individuais, o que incorreria em “falácia ecológica”.
A maior ausência dos mais pobres não é singularidade brasileira. Há décadas sabe-se que a participação eleitoral é socialmente seletiva, favorecendo grupos com maiores recursos econômicos, educacionais e políticos.
A ausência atinge especialmente pessoas de baixa renda, trabalhadores em ocupações precárias e mulheres pobres chefes de família, que no Brasil enfrentam dificuldades adicionais com o fechamento das creches públicas aos domingos eleitorais.
A tese clássica do cientista político Arend Lijphart, sobre a desigualdade socioeconômica refletida na presença às urnas, confirma-se a cada ciclo.
Embora a abstenção varie entre países por múltiplos fatores, a maioria dos estudos encontra associação positiva entre renda, escolaridade e participação. Os mais escolarizados, além de disporem de mais informação e recursos, têm maior familiaridade com temas políticos e atribuem maior importância ao voto.
A educação reduz, portanto, os custos cognitivos da participação e aumenta a probabilidade de comparecimento.
A renda exerce efeito menos direto e não linear. Votar, em princípio, não exige grandes despesas, mas custos aparentemente modestos, como transporte até a seção eleitoral, podem representar obstáculos relevantes para cidadãos pobres, sobretudo quando residem longe do local de votação.
A idade também constitui recurso político importante. Em geral, os mais velhos comparecem mais que os jovens, tanto nas democracias desenvolvidas quanto nos países em desenvolvimento. Exemplo clássico foi o brexit. A maioria da opinião pública optava por permanecer na União Europeia. Os jovens, porém, votaram menos, e os mais velhos deram vitória à saída do grupo.
No Brasil, contudo, há uma particularidade decisiva: a desobrigação do voto a partir dos 70 anos altera essa trajetória. Consideradas 22 faixas etárias, a correlação entre idade e abstenção é positiva, mas não linear.
A taxa começa relativamente baixa aos 16 anos (16,22%), cresce até os 21–24 (23,50%) e depois declina até atingir o mínimo entre 55 e 59 anos (11,93%). A partir daí volta a subir, alcançando 38,98% entre 70 e 74 anos e ultrapassando amplamente 50% nas idades seguintes.
Aqui na América Latina, os cientistas políticos Carreras e Castañeda-Angarita analisaram o comparecimento em 18 países a partir de três perspectivas: recursos individuais, motivações políticas e redes de mobilização.
Concluíram que, embora votar demande menos tempo e dinheiro do que outras modalidades de participação, exige habilidades e recursos mínimos para compreender o que está em disputa e desenvolver interesse pelo resultado, aspecto enfatizado também por Jairo Nicolau.
Para os autores, a idade aproxima a experiência política acumulada pelo contato com questões concretas – emprego, habitação, impostos, saúde e benefícios sociais –, além das conversas e do aprendizado sobre política.
Seus resultados não atribuem a nenhuma das três perspectivas capacidade isolada de explicar o comparecimento. Identificam, porém, dois preditores particularmente fortes: escolaridade e idade, esta última como indicador de experiência.
Esses recursos objetivos explicam a participação bem mais que motivações subjetivas, como confiança nas eleições, sentimento de eficácia e até interesse pela política, que frequentemente pressupõem algum patamar educacional.
Os autores contestam, assim, interpretações como a de Carolina A. Fornos, segundo a qual variáveis socioeconômicas, decisivas em outras democracias ocidentais, teriam pouca relevância na América Latina.
Ao contrário, demonstram que escolaridade, idade e situação ocupacional são preditores fundamentais do ato de votar.
O que eu já havia constatado empiricamente muito tempo atrás no marketing eleitoral, quando, apuradas as urnas, faltavam votos que as pesquisas nos haviam feito aguardar.
*Cientista político, sociólogo do Ipespe e presidente de honra da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais)
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O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) encaminhou, ontem, ofício à governadora Raquel Lyra cobrando transporte público intermunicipal gratuito em todo o estado no segundo turno das eleições, domingo (25). No primeiro turno, a gratuidade ficou restrita à Região Metropolitana do Recife (RMR).
A medida atende a requerimento da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), presidida pelo deputado federal Carlos Veras, também presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula em Pernambuco.
Leia maisO TRE-PE reforça que a gratuidade deve alcançar todo o território pernambucano, incluindo a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão, com frequência compatível com a dos dias úteis, e destaca que se trata de uma obrigação legal.
“O direito ao voto não pode depender do dinheiro da passagem. Cabe ao Governo do Estado cumprir a legislação e garantir transporte gratuito em todo Pernambuco, para que ninguém deixe de votar por falta de transporte”, afirma Carlos Veras.
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A empresa Meta (dona do Facebook, WhatsApp e Instagram) respondeu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hoje, e afirma que cumpriu as determinações da Corte para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno das eleições.
No documento, a empresa diz que uma declaração técnica juntada ao processo “atesta que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória, e descreve o mecanismo que assegura essa isonomia”. As informações são do portal G1.
Leia maisAlém disso, também declara que não houve negligência nem resistência ao cumprimento das determinações do TSE. “O Facebook Brasil e as equipes da Meta trabalham de forma incessante para produzir a documentação em cumprimento das dezessete alíneas da ordem”, afirma o texto.
O documento foi enviado ao TSE após decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze. Ele determinou nessa segunda-feira (19) que a empresa apresentasse, em até 24 horas, um detalhamento das medidas tomadas para garantir igualdade entre as campanhas.
Campanhas alegam prejuízo
Em 15 de outubro, a Justiça Eleitoral determinou que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem de Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão atendeu a um pedido da campanha do presidente Lula, candidato à reeleição. A ação enviada pela equipe do petista afirma que a Meta “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”.
A campanha também mencionou que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitem a criação de conteúdos sobre Lula. Ainda de acordo com a petição, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) está liberada.
Segundo a coligação, há indícios de tratamento desigual na distribuição de conteúdos políticos pela plataforma.
Os advogados da coligação afirmaram ainda que perfis ligados à candidatura adversária, entre eles o do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), registrariam números de visualizações considerados incompatíveis com os parâmetros usuais da plataforma.
Além de Lula, Flávio Bolsonaro (PL) também afirmou que conteúdos da campanha dele foram prejudicados nas plataformas da empresa.
Caso Nikolas e Marçal
Nessa segunda (19), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, proibiu que Nikolas Ferreira e o influenciador Pablo Marçal voltem a publicar, em plataformas digitais, conteúdos que já tiveram a remoção determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cueva também determinou que a Meta (responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook) e o X suspendam o impulsionamento pago de conteúdos publicados pelas contas de Nikolas e Marçal até o fim do segundo turno.
Em caso de descumprimento, a multa prevista é de R$ 50 mil por publicação. A decisão também vale para posts considerados reproduções substancialmente idênticas aos conteúdos vetados, mesmo que não sejam os mesmos.
As plataformas também não poderão conceder tratamento privilegiado a esses perfis na distribuição de propaganda eleitoral.
Regras estabelecidas pelo TSE
Em 15 de outubro, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta:
No Outubro Rosa, mês simbólico de ações de conscientização e prevenção do câncer de mama, o Hospital da Mulher do Recife (HMR), vinculado à Prefeitura do Recife, passa a contar com um novo mamógrafo digital (marca GE e modelo Pristina), reforçando a assistência à saúde da mulher e ampliando a capacidade de realização de exames de imagem das mamas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além da tecnologia digital, o equipamento, fruto de uma importante parceria com o Governo Federal, também realiza exames de estereotaxia mamária, técnica que utiliza imagens e coordenadas tridimensionais para localizar lesões com alta precisão, auxiliando na investigação diagnóstica de alterações identificadas nas mamas. Nesta segunda-feira (19), o prefeito do Recife, Victor Marques, acompanhou o funcionamento da nova tecnologia e reafirmou o compromisso da gestão com uma saúde acessível.
Leia mais“Hoje, dia mundial do combate ao câncer de mama, nós estamos aqui no Hospital da Mulher do Recife, que é uma referência em Pernambuco e no Nordeste inteiro, com os melhores atendimentos para a saúde da mulher, para entregar um grande equipamento, um novo mamógrafo – investimento de R$ 1,5 milhão. É uma tecnologia mais eficiente, muito mais rápida e que traz muito mais conforto para a mulher, o que faz a gente reduzir etapas no diagnóstico da doença. E sabemos que o tempo é a variável mais importante para o tratamento dar certo. Eu fico muito feliz porque quando você tem um governo federal parceiro e próximo dos entes, as coisas acontecem e quem ganha sempre são as pessoas que estão na ponta, aquelas que mais precisam. São políticas públicas que promovem igualdade e que fazem a diferença na vida das pessoas”, afirmou o prefeito do Recife.
Ao todo, com o equipamento, serão ofertadas 600 mamografias por mês, além da capacidade para a realização de 30 procedimentos de estereotaxia mamária, permitindo a localização de lesões não facilmente identificadas pelo exame físico ou por outros métodos de imagem. O equipamento também oferece vantagens relacionadas ao fluxo de informações: as imagens (em tempo real) e os laudos ficam disponíveis digitalmente e podem ser acessados pela paciente e pelo médico no mesmo dia do exame, por meio de QR Code, facilitando o acesso aos resultados. O HMR contará com o único equipamento desse modelo disponível em um hospital do SUS em Pernambuco.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde, do Ministério da Saúde, Mozart Sales, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participaram da visita ao Hospital da Mulher do Recife, destacando a importância do equipamento. “Em pleno Outubro Rosa, nós estamos aqui oferecendo e anunciando para a população do Recife mais um serviço tão importante e tão efetivo, que é o mamógrafo em 3D, em alta geração de tecnologia, que vai fazer a diferença na vida das mulheres. Tudo o que as mulheres querem é isso, é se sentir segura, bem atendida e orientada naquilo que pode e deve ser prevenção. Estou muito feliz de estar aqui”, afirmou a ministra das Mulheres.
O HMR realiza mamografias de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde e, com o novo recurso, a expectativa é ampliar em até 25% a capacidade de exames. Atualmente, o hospital conta com uma equipe de quatro mastologistas, responsáveis pelo atendimento das pacientes no ambulatório e pela realização de procedimentos cirúrgicos. O acesso a esse serviço se dá por meio da Central de Regulação do Recife, a partir de encaminhamento feito pelas unidades da rede municipal de saúde.
As secretárias da Mulher, Glauce Medeiros, e da Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, também acompanharam o prefeito na visita, reforçando os investimentos no atendimento à saúde da mulher. “Acabamos de entregar aqui no Hospital da Mulher um novo mamógrafo, em parceria com o Governo Federal, que agrega várias novidades. Além de fazer a mamografia, esse novo aparelho também faz a mamotomia por estereotaxia, ou seja, a partir da imagem oferecida pela mamografia, se tiver alguma alteração, ali mesmo já pode ser feita a punção, a biópsia. Isso agiliza o tratamento, quando necessário, dá mais efetividade, mais precisão à imagem e ao diagnóstico dessa mulher. Então hoje é um dia de grande felicidade para as mulheres, para as mulheres recifenses e a gente está aqui no Hospital da Mulher comemorando esse momento”, destacou a secretária de Saúde do município.
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O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, inaugurou, ontem, a nova sede do Programa Municipal de Imunização (PMI), ampliando a estrutura de apoio à vacinação no município. O equipamento será responsável pelo armazenamento e pela distribuição de imunobiológicos para as 49 salas de vacinação. A entrega integrou mais uma edição do Segundou com Trabalho, iniciativa da gestão municipal voltada à entrega de obras e investimentos para a população.
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, destacou que a nova unidade fortalece a saúde municipal, garantindo melhores condições de trabalho e mais segurança no armazenamento e na distribuição de vacinas. “Essa é uma importante conquista para todos que fazem a nossa atenção primária. Estamos entregando um equipamento fundamental para garantir o abastecimento de vacinas em todas as unidades de saúde da cidade. É um investimento em estrutura, organização e melhores condições de trabalho para os profissionais, fortalecendo a vacinação e garantindo mais segurança no armazenamento e na distribuição dos imunobiológicos”, afirmou.
Leia maisA secretária municipal de Saúde, Ana Perez, ressaltou a importância do espaço para qualificar o trabalho das equipes e aprimorar a organização da rede de imunização. “A nova sede é fundamental para fortalecer o trabalho desenvolvido pelas equipes de vacinação. Com um espaço próprio e equipamentos adequados para a conservação dos imunobiológicos, teremos melhores condições para organizar a distribuição das vacinas, capacitar os profissionais e acompanhar os indicadores de imunização. É um investimento que contribui diretamente para a qualidade das ações de prevenção realizadas em Camaragibe”, destacou.
O novo espaço foi estruturado para melhorar as condições de armazenamento, classificação e distribuição dos imunobiológicos destinados às 49 salas de vacinação do município. A unidade também será responsável pelo planejamento das ações de imunização, pela capacitação dos profissionais que atuam nas salas de vacina e pelo monitoramento dos indicadores vacinais.
A estrutura conta com sala de rede de frio, responsável pelo acondicionamento dos imunobiológicos, salas de administração e coordenação, almoxarifado, copa, banheiro, sala de treinamento e quarto de plantão. O equipamento dispõe ainda de câmaras de conservação de vacinas com capacidade de manter a temperatura adequada por até 72 horas em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica, contribuindo para a segurança e a qualidade dos imunobiológicos.
Anteriormente, o Programa Municipal de Imunização funcionava provisoriamente em um espaço compartilhado com a Unidade de Saúde Bairro Novo. Com a nova sede, o serviço passa a contar com instalações próprias, favorecendo a organização dos processos de trabalho e o planejamento das ações desenvolvidas pela rede municipal de saúde.
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Em uma solenidade repleta de amigos, familiares, autoridades, lideranças institucionais e funcionários, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) inaugurou o busto em homenagem ao médico e gestor Antonio Carlos Figueira, que completaria 66 anos, ontem (19). O monumento se encontra no Pátio dos Espelhos D’Água, no Hospital Pedro II, no Recife.
Presente na homenagem, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), ressaltou o legado de Figueira e falou da sua importância para a saúde na cidade. Confira no vídeo!
A cerimônia teve como objetivo reconhecer a trajetória e o legado de Antonio Figueira, que, entre outras atribuições, exerceu os cargos de superintendente (1999-2008) e presidente do Imip (2008-2010), além de secretário de Saúde de Pernambuco (2011-2014) e secretário-chefe da Casa Civil de Pernambuco (2015-2017). As informações são da Folha de Pernambuco.
Leia maisLegado
Irmão de Antonio Figueira e atual diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, Fernando Figueira ressaltou o lado visionário do parente e celebrou o aniversário.
“Estamos comemorando o que seriam os 66 anos de Antonio Carlos Figueira, o meu irmão. Um homem que teve a capacidade de vislumbrar sempre um futuro e estar à frente do tempo”, exaltou.
Em seguida, Fernando se posicionou diante do compromisso de dar continuidade ao legado de Antonio Figueira, que ficou marcado pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), assistência à população e formação de novos profissionais de saúde.
“Hoje, o nosso compromisso, enquanto irmão, família, enquanto instituição, é sempre garantir que a gente possa manter a visão de Antonio, que foi uma pessoa que nunca faltou, assim como Guimarães Rosa falava: ‘o que a vida quer da gente é coragem’. Nunca faltou coragem para que ele tivesse lado, e é isso que a gente tem que honrar o nome dele”, concluiu Fernando Figueira.
Impressionada com a quantidade de pessoas que foram prestigiar o momento, a presidente do IMIP, Silvia Rissin, relembrou os momentos ao lado do antigo chefe e destacou a capacidade de liderança de Antonio Figueira
“Para nós que trabalhamos com ele, a emoção é ainda maior. Antonio Carlos era um chefe que nos dava prazer de trabalhar juntos. Ele era exigente, não podia faltar nada ou deixar algum trabalho incompleto, mas ele era aquele mentor, aquela pessoa que nos mostrava o caminho e nos dava a mão para alcançarmos o objetivo”, lembrou.
Também ressaltando a dedicação à saúde pública de Antonio Carlos Figueira, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, iniciou a fala citando alguns exemplos do legado do ex-gestor.
“A criação da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) e a reforma do Hospital Pedro II são exemplos concretos dessa trajetória de persistência, honradez e de perseverar naquilo que sonhava e acreditava”, destacou.
Compromissos
Em seguida, concluiu que o trabalho de Figueira permitiu reunir assistência, ensino e pesquisa colocando a serviço das pessoas, especialmente daquelas que mais precisam.
“É assim que ajudamos o legado de Figueira: apoiando que a ciência chegue ao leito do hospital, melhore o diagnóstico e contribua para o tratamento e leve esperança para as famílias brasileiras. Homenagear Figueira é também reafirmar os valores que orientaram sua vida: compromisso com a saúde pública, o conhecimento e as pessoas”, disse a ministra Luciana Santos.
O diretor-executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi, esteve presente na cerimônia e destacou o compromisso do médico com o setor público.
“Sinto muito honrado em estar participando dessa homenagem a Antonio Carlos Figueira, que muito fez para engrandecimento do Imip, emprestou sua biografia ao setor público, secretário de Saúde Pernambuco, de forma que essa é mais que uma homenagem merecida”, ressaltou.
Também estiveram presentes no evento o superintendente de Ensino e Pesquisa do Imip, Eduardo Jorge; a presidente do Imip, Silvia Rissin; a superintendente Geral do Imip, Tereza Campos; o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales; o senador Humberto Costa; o prefeito do Recife, Victor Marques; e a secretária de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti.
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Por Cláudio Humberto
Ulysses Guimarães era candidato do PMDB – partido de Miguel Arraes – na campanha presidencial de 1989. Numa reunião com lideranças do interior de Pernambuco, Arraes prega o voto em Lula. À saída do encontro, o assessor Francisco Simões indaga: “E o Dr. Ulysses?”, perguntou ao ex-governador. “Que é que tem?”, respondeu Arraes. “O senhor não vai votar nele?”. “Claro que vou votar no Ulysses!”, disse. “Não entendi, dr. Arraes…”, admitiu o assessor. “Você ainda não entende essas coisas. Já pensou se na ‘minha’ urna não aparece nenhum voto pro Ulysses?”.
O que Lula finge não enxergar
Há um detalhe nesta eleição que Lula (PT) finge que não enxerga: quem votou em Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e sinaliza repetir a aposta no próximo domingo, no segundo turno, enxerga no candidato da direita o freio de arrumação no Supremo Tribunal Federal.
O eleitor de Flávio conhece o passado dele, suas fragilidades e sua incapacidade até de dar rumo ao País. Mas tem a certeza de que, ele eleito, já com uma maioria esmagadora de senadores e deputados num Congresso conservador e de direita, iniciará uma cruzada pelo impeachment de Alexandre de Moraes e de outros ministros da alta corte da justiça brasileira.
Leia maisO que, convenhamos, Lula não fará. Por isso, o voto em Flávio está cristalizado. Ninguém muda. De nada adianta Lula fazer pirotecnias, entre elas ir ao STF abrir o seu sigilo para constranger o adversário. Se essas coisas contagiassem o eleitor, o envolvimento de Flávio no escândalo do Master já o teria inviabilizado.
O que Lula precisa entender é que não se concebe que o Supremo que prendeu Bolsonaro sob acusação de golpe seja o mesmo que tem ministros envolvidos com Vorcaro, o dono do banco Master, a começar pelo relator da prisão do ex-presidente, Alexandre de Moraes, cuja esposa embolsou R$ 130 milhões num contrato para defender o banqueiro bandido. Isso gera indignação e repulsa por parte da sociedade.
Ninguém que vota em Flávio, portanto, acredita na sua inocência, nos seus propósitos ou nas suas propostas de governo para um Brasil melhor. Mas enxerga nele uma esperança de passar a limpo uma justiça injusta, que só enxerga do seu umbigo para baixo. Esta é uma eleição em que o mote STF está acima das questões partidárias ou ideológicas.
MORAES DERROTADO – A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a abertura de uma investigação por abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de uma representação apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes. Em documento sigiloso enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, no sábado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há elementos suficientes para dar prosseguimento à apuração. Ao analisar a representação de Moraes contra Mendonça, a PGR afirmou que os relatórios internos da Polícia Federal que motivaram o conflito entre os ministros não constituem provas e tampouco demonstram a prática de crime de abuso de autoridade.

Nem celular usa – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, ontem, que vai enviar ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, uma autorização para que sejam abertos seus sigilos bancário e telefônico, assim como os de seus filhos, como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O presidente cobrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário, faça o mesmo. Lula não tem telefone celular e utiliza para se comunicar o aparelho do ajudante de ordens e da primeira-dama, Janja da Silva. O presidente é pai de Lulinha, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio.
Sidônio na berlinda – O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate da Band na noite de domingo ampliou as críticas à comunicação da campanha à reeleição do petista liderada pelo ministro da Secretaria da Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Integrantes da equipe de Lula apontam que o petista deixou de apresentar propostas, deu respostas pouco firmes às acusações do adversário e transmitiu uma imagem de cansaço em alguns momentos. Sidônio foi o responsável pela preparação do presidente para o debate e estava sentado na primeira fileira da plateia no estúdio.
Só fez Lula tremer – Há um entendimento entre membros da campanha de que a postura de Sidônio transmitiu nervosismo ao presidente. O trabalho da comunicação vem sendo alvo de questionamentos desde o primeiro turno. O tom da propaganda eleitoral voltado ao legado do presidente foi criticado internamente. As cobranças aumentaram nos dias seguintes ao resultado da primeira etapa da disputa em que Flávio terminou dois pontos à frente de Lula.

É o vale-tudo para se salvar – O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o calendário de pagamentos do Bolsa Família e todos os beneficiários irão receber os valores reajustados antes do segundo turno das eleições presidenciais, no próximo domingo. Pelo calendário original, os pagamentos seriam feitos entre ontem e o dia 30. Com a mudança nas datas, os beneficiários receberão o reajuste do Bolsa Família antes da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) no próximo domingo.
CURTAS
IMITOU – A decisão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de antecipar o calendário de pagamentos do Bolsa Família, de modo que todos os beneficiários recebam os valores antes do segundo turno das eleições, tem precedente. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) adotou o mesmo expediente.
PAROU – O canal de WhatsApp “Exército do Lula” está parado há mais de 12 horas, desde a internação de André Janones (Rede-MG) com arritmia cardíaca. Com a ausência do deputado, o canal de mobilização digital —o maior da campanha— está sem mensagens desde a madrugada de ontem. Janones é o único administrador e responsável pelo disparo de mensagens no canal que já reúne mais de 5 milhões de apoiadores.
LAVAREDA – Professor, cientista político e profundo conhecedor da leitura de pesquisas eleitorais, além de excelente formulador de estratégias políticas, Antônio Lavareda será o entrevistado de hoje do meu podcast Direto de Brasília, uma parceria com a Folha de Pernambuco, transmitido para 165 emissoras de rádio no Nordeste. Vai ao ar às 18 horas.
Perguntar não ofende: O debate da Globo também será de agressões e sem propostas?
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou contra um pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para investigar André Mendonça, que também integra a Suprema Corte.
Com base em informações de relatórios da PF (Polícia Federal), Moraes havia apontado suspeitas de irregularidades na condução de Mendonça nos inquéritos sobre o Banco Master e sobre as fraudes no INSS.
A manifestação da PGR, contrária ao pedido de Moraes, foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, no último sábado (17). As informações são da CNN.
Leia maisGonet afirmou que não viu irregularidade na atuação da PF de ter elaborado um relatório de inteligência sobre a conduta de André Mendonça, mas que não há elementos suficientes para abertura de investigação contra o magistrado.
“Os relatórios sugerem direção das investigações com vieses desafeiçoados da posição de neutralidade do magistrado incumbido de supervisionar os procedimentos policiais. A representação, contudo, não parece demonstrar que a conduta possa ser reconduzida a ato punido por algum tipo da Lei n. 13.869/2019, a Lei de Abuso de Autoridade, que é o tema que cabe examinar neste momento”, afirma.
O procurador-geral, porém, afirmou que a apuração contra Mendonça pode prosseguir caso o STF entenda ser necessário.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, portanto, a representação não apresenta condições de ter seguimento, ressalvado entendimento em contrário do Plenário, titular da decisão de admitir ou recusar autorização para investigar integrante da Corte”, afirma.
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar a regularização fundiária no Pará e eliminar o que chamou de “entraves ambientais por razões ideológicas”. Durante uma motociata em Marabá, nesta segunda-feira (19/10), ele afirmou que pretende garantir aos produtores rurais mais liberdade para utilizar suas terras.
Flávio disse que ouviu de moradores paraenses o pedido para trabalhar sem impedimentos do governo. Segundo o senador, a proposta é promover o que classificou como “a maior regularização fundiária que o Pará já viu” e assegurar o direito à propriedade privada. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra”, afirmou.
O presidenciável, no entanto, não detalhou como pretende implementar as medidas nem quais regras ambientais pretende alterar. O Pará reúne terras indígenas, unidades de conservação e áreas marcadas por conflitos fundiários, fatores que tornam a regularização das propriedades e o uso da terra temas complexos no estado.
Durante discurso, o senador também afirmou que pretende atuar em favor do desenvolvimento econômico da região amazônica. Ele criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o petista poderia retaliar o Pará após a derrota de aliados na eleição estadual.
“O atual presidente da República tem uma coisa no DNA dele: além da mentira e da corrupção, tem a vingança. Nosso governador Daniel se elegeu em primeiro turno contra os Barbalhos (aliados de Lula no Estado) e como o presidente Lula é vingativo, ele vai se vingar contra o povo do Pará”, disse Flávio Bolsonaro.
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Entidades sociais se reuniram nesta segunda-feira (19/10) em frente à sede da Meta, em São Paulo, para protestar contra uma suposta interferência da empresa estadunidense nas eleições presidenciais brasileiras.
Durante o protesto, os manifestantes criticaram a empresa por supostamente agir em favor do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na campanha. Segundo os organizadores do ato, a Meta estaria boicotando conteúdos relacionados ao presidente Lula (PT) em benefício do adversário bolsonarista. As informações são do Metrópoles.
Leia maisAlém de ataques contra a Meta e Flávio Bolsonaro, os manifestantes também criticaram empresários como Elon Musk, dono da Space X, Jeff Bezos, dono da Amazon, e o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegando que todos eles se beneficiariam caso Flávio fosse eleito presidente do Brasil.
Durante o ato nesta segunda, foram vistos bonecos infláveis satirizando Trump, Jeff Bezos, Elon Musk e de Mark Zuckerberg, diretor e fundador da Meta, além de diversas faixas pedindo a regulamentação de plataformas digitais, para que autoridades brasileiras possam controlar o algoritmos das redes sociais no Brasil. Confira imagens da manifestação:
Organizadores tinham planejado entregar uma carta assinada por movimentos sociais ao diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister, mas foram barrados pelos seguranças do prédio, que liberaram a ida dos organizadores apenas até a garagem falar com o assessor de Conrado, o que frustrou o movimento. A gigante de tecnologia é a controladora das plataformas Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads.
O Metrópoles entrou em contato com a Meta, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
No documento, pedem para que a Meta, “imediatamente e em prazo compatível com o calendário eleitoral”, proíba a veiculação de anúncios político-eleitorais do exterior, com bloqueio de pagamentos em moeda estrangeira, e restitua toda a receita auferida com anúncios eleitorais irregulares.
Também solicitam um painel público de transparência atualizado em tempo real, com o número de contas banidas, posts removidos e anúncios recusados/aprovados, discriminados por plataforma, além do restauro dos conteúdos removidos e as contas banidas por manifestação política legítima e conforme a regulamentação eleitoral.
Requerem ainda que a redução seletiva de alcance seja cessada e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja notificado sobre todo e qualquer limite de distribuição, bem como que a Meta realize uma auditoria independente dos algoritmos das plataformas. As organizações da sociedade civil (OSC) exigem, da mesma forma, proteção especial a jornalistas, veículos de comunicação, movimentos sociais e organizações da sociedade civil e uma apuração interna de supostas violações já ocorridas.
Por fim, os movimentos pedem que a big tech reconheça publicamente “as falhas e violações ocorridas durante as eleições de 2026” e sugerem a seguinte mensagem a ser exibida no comunicado: “Reconhecemos que, durante as eleições de 2026, falhas técnicas nos nossos sistemas de publicidade, moderação e inteligência artificial afetaram a distribuição e a disponibilidade de conteúdos de usuários e de campanhas no Brasil, prejudicando, em especial, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Pedimos desculpas ao Brasil e aos eleitores”.
A carta é assinada pelas organizações não governamentais (ONGs) Código Não Binário, ARTIGO 19 Brasil e América do Sul e CTRL+Z. As entidades tentaram entregar a carta ao diretor-geral durante um ato contra as suspeitas de interferência da Meta na corrida eleitoral brasileira, realizado em frente à sede da gigante de tecnologia na Avenida Faria Lima, nº 3732, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.
A entrega, contudo, foi barrada pelos seguranças da big tech, que aceitaram somente que a carta fosse entregue a um assessor de imprensa na garagem do prédio, algo que não foi aceito pelos movimentos.
Ainda sobre esse tema, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para que a big tech comprove isonomia na distribuição dos posts das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O novo prazo foi estipulado após a empresa não cumprir o prazo inicial de 72 horas para prestar as informações.
Na última semana, a Justiça Eleitoral atendeu a um pedido da campanha do presidente Lula, candidato à reeleição, para que a Meta fosse obrigada a se explicar. A equipe do petista alega que a multinacional estaria favorecendo publicações da direita em detrimento de conteúdos do PT, o que infringe a lei eleitoral.
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