Por Marlos Porto*
O episódio envolvendo a tentativa de visita do assessor do governo Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão revela muito mais do que um desencontro diplomático entre Brasil e Estados Unidos. Expõe, em suas entrelinhas, uma fragilidade estrutural da posição brasileira no cenário internacional — fragilidade esta que é, em grande medida, produto da própria estratégia de confronto interno adotada pelo governo Lula.
Analisado em seus detalhes, o caso Beattie revela uma sucessão de trapalhadas de todas as partes envolvidas. O governo norte-americano errou ao não informar, desde a solicitação do visto, que o assessor pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O visto foi concedido com base em um propósito declarado — a participação em um fórum sobre minerais críticos em São Paulo — e a visita a Bolsonaro simplesmente não constava desse objetivo, conforme registrou o chanceler Mauro Vieira, em ofício ao STF.
Leia maisOs advogados de Bolsonaro contribuíram para a confusão ao utilizar, em recurso ao Supremo Tribunal Federal, a expressão “agenda diplomática” para se referir aos compromissos de viagem de Beattie, sem esclarecer que não se tratava de reuniões com o governo brasileiro. A embaixada dos Estados Unidos, já diante da polêmica instalada, tentou corrigir o erro de forma extemporânea, buscando agendar reuniões com o governo brasileiro por canais informais apenas após a controvérsia, numa clara tentativa de criar uma justificativa para a visita que já havia sido solicitada.
Nesse contexto, a decisão do ministro Alexandre de Moraes de revogar a autorização para a visita mostrou-se acertada do ponto de vista processual. O fundamento utilizado — a incompatibilidade entre a visita solicitada e o propósito declarado para a concessão do visto — é sólido e amparado na legislação.
Não se tratou de proibir genericamente a visita de um diplomata a um ex-presidente, mas de constatar que o visitante pretendia usar um visto, concedido para um fim específico, para realizar um ato que não estava autorizado e fora omitido.
O que padece de vício e levanta questionamentos quanto a eventual perseguição política é a atitude do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Sua justificativa de que “a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência” é uma fórmula genérica, de baixa densidade jurídica, que politiza a questão com um argumento frágil. Em um momento de relações delicadas com os Estados Unidos, o chanceler deveria ter se limitado aos fatos objetivos.
A fragilidade dessa justificativa fica evidente quando se faz uma simples pergunta: e se o assessor norte-americano, em vez de visitar Bolsonaro, decidisse se reunir em São Paulo com o ex-presidente Michel Temer? Estaria também cometendo ingerência em assuntos nacionais?
O próprio Temer é ex-presidente da República, e a mesma lógica teria que ser aplicada. O absurdo da situação demonstra, de forma inequívoca, que o problema nunca foi a condição genérica de ex-presidente ou o ano eleitoral. O problema é Bolsonaro. Fica claro que a manifestação do chanceler ofendeu o princípio da impessoalidade que deve nortear a administração pública.
No dia seguinte, porém, o presidente Lula corrigiu o rumo ao determinar a revogação do visto de Beattie com fundamentos inatacáveis: a omissão de informações na solicitação e o princípio da reciprocidade, em resposta à negativa de visto ao ministro da Saúde, Padilha, e seus familiares pelos EUA em 2025.
Essa foi uma postura corajosa e firme, amparada nas melhores práticas do direito internacional — algo que a justificativa inicial do chanceler, infelizmente, não foi. A decisão presidencial recoloca o Brasil no terreno da racionalidade diplomática e demonstra que, quando quer, o governo sabe usar os instrumentos corretos.
O problema, no entanto, vai muito além desse episódio. O Brasil assistiu à derrocada brutal do governo venezuelano, com uma operação militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama.
O país vê ameaças explícitas ao governo de Cuba, aliado histórico das esquerdas brasileiras. Por fim, a nação está totalmente à mercê de que essa vaga intervencionista nos atinja, porque temos aqui segmentos importantes da oposição que alegam estar sendo vítimas de perseguição política.
A Argentina concedeu refúgio a um condenado do 8 de janeiro por entender haver “perseguição por opinião política”. A Justiça espanhola negou a extradição de Oswaldo Eustáquio, reconhecendo “motivação política” no pedido brasileiro e risco de agravamento da pena por suas opiniões.
A OEA foi instada a se manifestar sobre o tema das perseguições. Em suma, o mundo assiste aos desdobramentos de uma confrontação interna bastante desgastante, que nos fragiliza como nação perante a comunidade internacional.
Diante de um apetite voraz dos Estados Unidos em exercer poder e influência na América Latina, é extremamente inábil da parte do atual governo fomentar essa animosidade, aumentar a radicalização e aprofundar a divisão interna. O Brasil deveria estar unido e coeso.
O resultado dessa tática controversa está nas pesquisas. Levantamento Datafolha de março de 2026 mostra empate técnico no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, com 46% a 43%. Em dezembro, era 51% a 36% para Lula. Flávio cresceu 10 pontos em apenas três meses. Isso talvez seja um indicativo forte de que o atual governo não está cumprindo o papel de unir e pacificar o país, como prometeu o então candidato Lula na campanha de 2022.
*Analista político
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O Sextou de logo mais, às 18h, traz uma mistura dos dois ritmos bem pernambucanos, frevo e forró, expressados na voz da forrozeira, carnavalesca e compositora Fabiana, a Pimentinha do Nordeste, que está comemorando 40 anos de carreira. Fabiana canta tudo, do frevo a autêntica ciranda de Lia de Itamaracá.
Em quatro décadas no palco, gravou 25 discos. Fabiana ganhou o título de Pimentinha do Nordeste pela desenvoltura nos palcos e pelos figurinos como Maria Bonita, Carmem Miranda e Clara Nunes.
Leia maisO Sextou vai ao ar daqui a pouco, das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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O incêndio que atingiu o Shopping Recife, localizado no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, deixou estragos na parte interna do estabelecimento comercial, nesta sexta-feira (13). As informações são da Folha de Pernambuco.
Em vídeos que circulam nas redes sociais atribuídos ao estabelecimento comercial, é possível observar o estado que ficou um dos andares do Shopping Recife.
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Portas, vidraças de lojas e cadeiras aparecem quebradas, além de sinais de queimaduras nas partes superiores e danos à escada rolante.
Procurada pela reportagem da Folha de Pernambuco, o Shopping Recife não confirmou se o vídeo se refere ao estado do local no dia do incêndio.
Por meio de nota, o estabelecimento comercial confirmou que seguirá fechado nesta sexta (13). As atividades serão retomadas em horário normal a partir deste sábado (14).
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A Prefeitura de Águas Belas assinou a ordem de serviço para a retomada das obras da Escola do Morro do Galo, projeto padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) com 12 salas de aula e quadra poliesportiva. A construção teve início em 2019, mas foi interrompida após as eleições de 2020 e não havia sido retomada desde então. O tema foi alvo de debates durante a última campanha municipal.
De acordo com informações registradas no Ministério da Educação, cerca de 40% da obra constava como concluída. No entanto, vistoria realizada recentemente pela gestão municipal apontou que menos de 20% da estrutura estava finalizada. Parte do que foi construído também foi considerada comprometida por problemas na qualidade dos materiais utilizados e por riscos à continuidade da obra.
A assinatura da ordem de serviço contou com a presença do prefeito Elton Martins, da secretária de Educação, Rosângela Brandão, vereadores, secretários municipais e moradores das comunidades próximas. Durante o ato, o prefeito comentou o histórico da obra e a situação encontrada pela atual gestão. “Me perguntaram a história dessa escola, mas não precisei contar. Basta olhar para estas paredes abandonadas que se vê o descaso que foi feito com dinheiro público”, afirmou. Segundo a prefeitura, serão investidos mais de R$ 5 milhões na retomada do projeto, que tem prazo estimado de 24 meses para conclusão.
Por Matheus Calmon – Portal Muita Informação
O ex-ministro das Cidades e pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), afirmou, nesta sexta-feira (13), que não há qualquer relação sua com o escândalo do Banco Master. O presidente estadual do PL desafiou o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), a abrir seu sigilo bancário e destacou que está disposto a prestar contas desde que Rui faça o mesmo.
“Olha, eu não posso estar me comparando com o Rui Costa. Ele deve suas explicações. Ele é que participou de reunião secreta… O senador Humberto Costa pediu quebra do meu sigilo. Não tem dificuldade. Eu entrego de bom grado desde que o Rui Costa entregue o dele. Vamos brincar? Vamos ver quem é que tem culpa no cartório, Rui Costa? Não deixe de mandar o seu não, porque senão eu vou saber porque o seu apelido é ‘correria’”, afirmou Roma a jornalistas durante a Lavagem de Arembepe, em Camaçari.
Leia maisSuposto envolvimento
Segundo o colunista Ricardo Noblat, Roma seria aliado do banqueiro Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, que também foi preso na Operação Compliance Zero, e teria tido papel relevante no crescimento do Banco Master. Ele foi convocado para depor na CPI do Crime Organizado, que deve abordar, entre outros pontos, o credenciamento do Banco Master para atuar no consignado do auxílio emergencial no final do governo Bolsonaro.
Durante o governo Bolsonaro e gestão de Rui Costa, o cartão CredCesta passou a ser responsável por operações de crédito consignado para aposentados do INSS em 24 estados do país, sendo chefiado por Augusto Lima no Banco Master. O cartão opera em todas as linhas de consignado do INSS, permitindo saques com taxas de juros reduzidas, além de serviços adicionais, como descontos em farmácias e auxílio-funeral. Segundo o INSS, o número de contratos passou de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024, um aumento de 2.500%, tornando o cartão responsável por metade da receita do banco.
Roma foi chefe de gabinete de ACM Neto e, com o apoio dele, foi eleito deputado federal em 2018 pelo Republicanos. Durante o mandato, os dois romperam politicamente, e Roma foi nomeado ministro por Bolsonaro, migrando do Republicanos para o PL. Nesse período, teria facilitado o contato de Augusto Lima com a direita, enquanto o banqueiro mantinha relações com políticos petistas, como Jaques Wagner e Rui Costa.
Empresário citado em investigação acende alerta no PT
Nos bastidores de Brasília, interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que a trajetória empresarial de Guga Lima pode estabelecer conexões indiretas entre o caso investigado e o grupo político que administra a Bahia há quase duas décadas. A origem dessa relação remonta a 2018, período em que o senador Jaques Wagner (PT-BA) exercia o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, durante a gestão do então governador Rui Costa (PT-BA), atualmente ministro da Casa Civil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Naquele contexto, Augusto Ferreira Lima venceu a licitação para adquirir ativos da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), estatal responsável pela rede de supermercados populares Cesta do Povo. Do processo de aquisição surgiu posteriormente o CredCesta, um cartão de crédito consignado direcionado principalmente a servidores públicos. Com o passar dos anos, o produto financeiro se consolidou como um dos ativos mais relevantes vinculados ao Banco Master, ampliando sua presença no mercado de crédito consignado.
Segundo fontes próximas ao governo federal, é justamente essa ligação histórica entre o projeto econômico desenvolvido na Bahia e a estrutura financeira associada ao Banco Master que passou a despertar atenção em Brasília. Integrantes do governo avaliam que, dependendo do avanço das investigações financeiras, eventuais desdobramentos poderiam alcançar personagens políticos com relevância na estrutura de poder do estado, o que aumentaria a sensibilidade do caso no ambiente político nacional.
Críticas à oposição e defesa da transparência
Roma afirmou que a tentativa da oposição de ligá-lo ao escândalo é reflexo do “desespero completo do PT” diante das mudanças políticas na Bahia. O dirigente partidário criticou a postura do partido e ressaltou que sua vida pública é transparente, principalmente durante sua passagem pelo ministério do presidente Bolsonaro.
“Desespero completo do PT. Parece que essa movimentação de mudança da Bahia está atingindo a muitos esses pré-candidatos. Hoje você vê um PT batendo a cabeça, resolvendo filho de fulano, filho de beltrano, cada um preocupado com a sua cadeira e está numa posição confortável em Brasília. Então eles ficam tentando criar ilações. Não escondo minhas amizades pessoais, mas toda a minha vida pública é muito transparente, as pessoas podem verificar, especialmente quando eu estive no ministério do presidente Bolsonaro”, disse Roma.
O ex-ministro afirmou ainda que não existe qualquer registro de ato administrativo praticado por ele ou por sua pasta que tenha beneficiado o Banco Master ou instituições relacionadas ao grupo. Segundo ele, setores da oposição tentam criar “uma cortina de fumaça”, estratégia que, na sua avaliação, a população identifica como uma tentativa frustrada de desviar o foco do debate político.
“Não há nenhum ato meu, nem do meu ministério, que beneficie ou faça qualquer vinculação a Banco Master ou a qualquer entidade vinculada a ele. Então o PT fica querendo criar essa cortina da fumaça e claramente a população percebe muito que não dá para colocar isso para o lado do carro. Então o PT certamente vai ter muito o que explicar para a população”, declarou João Roma.
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O governo Trump propôs que o Brasil receba em prisões brasileiras os estrangeiros capturados nos EUA, tal como faz El Salvador em sua penitenciária de alta segurança Cecot. A demanda faz parte da proposta americana de cooperação para o combate a organizações criminosas transnacionais em negociação entre os dois governos.
A cooperação seria o grande anúncio da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao americano Donald Trump. O encontro estava programado para março, mas só deve sair em abril. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisOs EUA também querem que o Brasil apresente um plano para acabar com o PCC, o Comando Vermelho, o Hezbollah e as organizações criminosas chinesas em solo brasileiro, segundo um alto funcionário americano informou à Folha.
O governo Trump pede ainda que o Brasil compartilhe com autoridades americanas informações, incluindo dados biométricos, de estrangeiros buscando refúgio e refugiados no país. Isso seria parte de medidas para combater a criminalidade transnacional e bloquear a imigração em massa passando por portos e fronteiras brasileiros.
As demandas americanas são uma contraproposta ao plano de cooperação apresentado pelo presidente Lula em telefonema a Trump no ano passado —que também selou a trégua das tensões entre os dois países em decorrência do tarifaço.
O Brasil havia proposto um plano de combate ao crime transnacional com quatro pontos principais. Um deles era cooperação para combater a lavagem de dinheiro, mirando criminosos brasileiros que transferem recursos para empresas de fachada no estado de Delaware, espécie de paraíso fiscal nos EUA.
A proposta também incluía o bloqueio de ativos nos EUA provenientes de recursos ilícitos de brasileiros que cometeram crimes no Brasil, com aumento de cooperação entre a Receita Federal e o Internal Revenue Service; a colaboração entre autoridades alfandegárias, com aperto da fiscalização no tráfico de armas que abastecem facções como CV e PCC; e intensificar o intercâmbio de informações sobre transações em criptoativos.
As demandas americanas não foram aceitas pela gestão Lula, que está em processo de negociação com as autoridades dos EUA. Os funcionários dos dois governos correm contra o tempo para fechar uma proposta aceitável aos dois países para ser apresentada pelos dois presidentes na visita a Washington.
O governo brasileiro tenta evitar que os EUA anunciem a designação do CV e do PCC como organizações terroristas. De acordo com reportagem do UOL, Washington já decidiu classificar as facções como terroristas.
Na visão do governo Lula, a designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política do tema pelos bolsonaristas durante a campanha eleitoral.
Desde segunda-feira (9), o presidente se dedica a reuniões em busca de uma alternativa à proposta americana. O governo teme ainda a exploração política dos bolsonaristas e tenta traçar uma estratégia de comunicação para explicar por que resiste à ideia.
Como a Folha mostrou em uma série de reportagens, o CV e o PCC já estão presentes em todos os estados brasileiros e exercem hegemonia em ao menos 13 deles. As facções também expandiram sua atuação para além das fronteiras: o CV mantém negócios com ao menos oito países da América Latina, enquanto o PCC tem presença em ao menos 16 nações.
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O prefeito de Aliança, Pedro Freitas, assumirá a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) na próxima terça-feira (17), durante assembleia extraordinária que reunirá prefeitos e prefeitas na sede da entidade, no Recife. A reunião está marcada para as 9h e formalizará o início de uma nova etapa na condução da instituição.
Freitas sucede o ex-prefeito de Paudalho Marcelo Gouveia, que esteve à frente da Amupe no primeiro ano do atual biênio. A mudança ocorre dentro de um modelo de gestão compartilhada definido previamente entre os dois dirigentes, no qual Gouveia conduziu o primeiro ano do mandato e Freitas ficará responsável por concluir o ciclo administrativo da entidade até fevereiro de 2027.
Ao comentar o início da nova fase, Pedro Freitas afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho institucional da associação em defesa das administrações municipais. “Assumo a Amupe com o compromisso de fortalecer o apoio aos municípios pernambucanos. Nossa atuação seguirá voltada ao diálogo institucional e à construção de soluções que contribuam para o funcionamento das gestões municipais”, declarou. Durante a assembleia, também deve ser discutida a situação dos cachês artísticos em eventos promovidos pelos municípios.
O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia, e o vice-presidente da entidade e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, participaram nesta quinta-feira (12) de uma reunião com o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), Carlos Neves. O encontro teve como objetivo discutir pautas de interesse dos municípios e reforçar o diálogo institucional entre as duas instituições.
Durante a reunião, os representantes da Amupe convidaram o presidente do TCE-PE para participar da assembleia de posse de Pedro Freitas na presidência da entidade, marcada para o próximo dia 17 de março. Na ocasião, o Tribunal também deve apresentar orientações sobre o pagamento de cachês artísticos em eventos promovidos pelos municípios, tema que vem sendo acompanhado pela associação e envolve recomendações do órgão de controle para garantir transparência e adequação às normas vigentes.
O TCE-PE também confirmou participação no congresso da Amupe, previsto para os dias 27 e 28 de abril, no Recife Expo Center. “O encontro institucional reforça a parceria entre as instituições na busca por orientações e soluções que auxiliem a gestão pública municipal em Pernambuco. A Amupe e o TCE-PE seguirão trabalhando juntos para fortalecer cada vez mais os municípios pernambucano”, afirmou Marcelo Gouveia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (13), que proíbe o assessor do governo Donald Trump, Darren Beattie, de vir ao Brasil enquanto os Estados Unidos não liberarem os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de sua família, que foram cancelados pelo governo norte-americano no ano passado.
“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proíbo de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que tá bloqueado”, disse Lula durante inauguração de um hospital no Rio de Janeiro. As informações são da CNN.
Leia maisDarren Beattie foi, inicialmente, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, onde ele se encontra preso desde janeiro. Contudo, na noite de quinta-feia (12), o magistrado voltou atrás e decidiu negar a visita.
A decisão foi tomada após o Itamaraty alertar à Corte que o encontro de um funcionário do governo dos Estados Unidos com um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país.
Ao reconsiderar a autorização que havia dado anteriormente, Moraes afirmou que as informações enviadas pelo Ministério das Relações Exteriores indicam que a visita não fazia parte da agenda diplomática que justificou a concessão do visto ao assessor americano.
No início desta semana, a defesa de Bolsonaro pediu a Moraes que Beattie pudesse visitá-lo na prisão. Os advogados afirmam que o assessor americano ficaria poucos dias no Brasil e teria disponibilidade para ir ao presídio apenas nos dias 16 e 17 de março, que são segunda e terça-feira.
Relembre as sanções
A sanção envolvendo o ministro Alexandre Padilha ocorreu no contexto de medidas adotadas pelos Estados Unidos contra autoridades e pessoas ligadas ao programa Mais Médicos. O visto pessoal de Padilha não foi cancelado porque já estava vencido desde 2024, mas também não foi renovado. A esposa e a filha dele tiveram os vistos revogados pelo governo americano.
Na época, Padilha classificou a decisão como “absurda” e criticou a postura do governo americano, afirmando que a medida não altera sua atuação institucional. A CNN também informou que o Ministério das Relações Exteriores pediu aos Estados Unidos a abertura de um novo processo de visto caso o ministro precise participar de compromissos internacionais presenciais.
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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), se reuniu, hoje, no Recife, com representantes da nova diretoria da Aena Brasil para discutir investimentos e melhorias no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre e em outros aeroportos administrados pela concessionária no país.
Participaram do encontro Joaquin Rodriguez Guerrero, diretor-geral da Aena Brasil; Lúcio Fonseca, diretor do Aeroporto do Recife; e Jesús Campo Hortas, diretor de Operações da Aena Brasil.
Leia maisNa ocasião, foram discutidas ações voltadas à ampliação de investimentos, melhorias operacionais e estratégias para fortalecer a infraestrutura aeroportuária, com foco no Aeroporto do Recife e nos demais terminais administrados pela empresa no Brasil. Durante a reunião, o ministro destacou a importância do diálogo com a concessionária para garantir avanços no setor.
“Foi uma reunião muito produtiva com a nova diretoria da Aena Brasil. Conversamos sobre investimentos e ações para fortalecer o Aeroporto do Recife e outros aeroportos administrados pela empresa no país. Nosso objetivo é ampliar a qualidade da infraestrutura, melhorar o atendimento aos passageiros e estimular ainda mais o crescimento da aviação no Brasil”, afirmou Silvio Costa Filho.
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Empresário bem-sucedido em Sergipe, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) é o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça. Na pauta, sua atuação no Congresso em favor de políticas públicas de fortalecimento do setor industrial, a proposta de redução da jornada de trabalho em tramitação no Congresso, os escândalos do Banco Master e do INSS.
Também eleição presidencial e o rumo que a federação partidária União Progressista, que uniu PP-UB, tomará na eleição presidencial. Laércio é intransigente na defesa da iniciativa privada. Empresário de visão moderna, acredita na redução dos juros e em iniciativas que reduzam a produção, o chamado “Custo Brasil”.
Leia maisDe origem pernambucana, nascido em Olinda, Laércio está atuando como empresário em Sergipe há mais de 60 anos. Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo Solidariedade. Votou a favor do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer.
Laércio Oliveira é também autor da PEC 01/2026, destinada a promover uma desoneração transversal da folha de pagamentos de todas as empresas e setores. A ideia é reduzir os elevados encargos que incidem sobre o custo direto do emprego formal, que geram distorções no mercado de trabalho e ameaçam a Previdência Social.
A proposta altera a base de cálculo da contribuição patronal à Previdência Social, substituindo a contribuição de 20% sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos à pessoa física por uma contribuição linear de até 1,4% da receita ou faturamento de todas as empresas. A medida prevê a implantação a partir de 2027, alcançando inclusive as empresas do Simples, cuja contribuição para a Previdência já ocorre sobre a Receita Bruta, mas em percentuais variados, que muitas vezes atingem patamares muito mais elevados.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado, na manhã de hoje, com “quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios”. Segundo os médicos, os exames confirmaram “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”, ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias. As informações são do portal Estadão.
Segundo o boletim, Bolsonaro “no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”. A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.
Leia maisApós a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava “consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, “nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago”, disse aos jornalistas na saída do hospital.
Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. “Isso pode se alastrar para uma grande infecção”, disse o senador.
“Estão brincando com a vida do meu pai”, disse Flávio. O senador pede que Bolsonaro volte para prisão domiciliar para ter “cuidado permanente da família, cuidado técnico de enfermagem e um ambiente melhor”.
O advogado de Bolsonaro Paulo Cunha Bueno também reforçou o pedido para que o ex-presidente volte para a prisão domiciliar. “A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do Presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, diz o advogado em nota publicada no X (antigo Twitter).
Bolsonaro foi atendido na prisão pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por volta das 8h. Em nota enviada ao Estadão, o Samu informou que o ex-presidente apresentava “caso clínico sugestivo à pneumonia queixando-se de falta de ar”. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
O ex-presidente está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro ficou esteve em prisão domiciliar até o dia 22 de novembro, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou sua prisão preventiva após a violação da tornozeleira eletrônica.
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