Por Agência O Globo
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou ontem (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscará o confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL) no debate da Band na noite deste domingo (18). O petista, que disputa a reeleição, passaou o sábado no Palácio da Alvorada se preparando para o encontro.
“O que nós mais queremos é o confronto direto. Nós queremos que o povo brasileiro possa saber o que representa o Flávio Bolsonaro, que mente o tempo todo”, afirmou Edinho, que é coordenador-geral da campanha de Lula.
Leia maisO presidente do PT ainda disse que Lula representa o projeto que garante direito aos trabalhadores e o adversário o que tira direitos. “Esses projetos têm que ser confrontados amanhã”, disse. Edinho ainda destacou que Lula também irá ao debate da Globo na próxima sexta-feira.
“Vai participar do debate da Globo e nós queremos confrontar o projeto que o Flávio Bolsonaro defende de perda dos direitos. Nós vamos desmascarar todas as mentiras do Flávio Bolsonaro e queremos que ele se explique.”
Na manhã de ontem, estiveram com Lula no Alvorada, além de Edinho, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o senador Camilo Santana (PT-CE).
O comando da preparação caberá a Sidônio. A estratégia do ministro é preparar Lula para discutir propostas e apresentar um presidente propositivo ao público. Interlocutores de Sidônio afirmam que Lula vai evitar ataques pessoais e centrar o embate nos riscos de cortes de programas sociais diante do “tesouraço” proposto por Flávio.
Também será feita a comparação com entregas do governo de Jair Bolsonaro. Lula deve falar de novas propostas, como o perdão de dívidas para MEIs e as promessas do programa Pé-de-Meia Universitários para estudantes de universidades públicas e de passe livre no transporte público aos finais de semana.
Lula contará mais uma vez no treinamento para os debates com o auxílio da jornalista Olga Curado, preparadora de candidatos que mistura princípios do aikido (arte marcial japonesa), psicologia, budismo e meditação.
A consultora já havia auxiliado o petista nas eleições de 2006 e 2022. Na disputa de 20 anos atrás, antes de um debate com Geraldo Alckmin, então candidato a presidente pelo PSDB, Olga deu uma chave de braço e tentou enforcar o então presidente da República no treino para o encontro. Em 2018, Olga Curado ajudou o então candidato do PT, Fernando Haddad, na preparação para debates, entrevistas e discursos
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O cantor João Gomes, 24, após grande cobrança para se posicionar politicamente, leu uma carta durante um show em Londrina (PR). João não declarou voto em nenhum candidato, mas disse ser a favor da educação, de cotas como política pública e de segurança. “Primeiramente sou a favor da educação. Dos meus mestres, doutores e professores, que me ensinaram a ler e a escrever. Graças a isso posso me comunicar com o mundo inteiro e ter opinião também”, disse.
Ele também ressaltou ser a favor de “auxílios”, do SUS e da democracia. “Eu acho que eu não tenho muito tempo pra falar tudo que eu quero mas eu só queria dizer uma última coisa? Eu sou a favor sim da democracia!”. As informações são do UOL.
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“A gente conquistou o direito de votar nesse nosso Brasil, e isso foi através de muita luta, então, que a gente vote pensando nas nossas crianças, que a gente vote pensando no futuro do nosso país!”, disse o cantor.
Cobrança de posicionamento
Ary Mirelle, mulher de João Gomes, disse que o artista enfrentava depressão e trauma por se posicionar politicamente nas últimas eleições. Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas de comentários com cobranças para que ele se posicionasse.
Em setembro de 2022, durante uma apresentação no Rock in Rio, João puxou um coro ofensivo contra Jair Bolsonaro, então presidente da República e candidato à reeleição. O episódio viralizou e provocou uma onda de críticas ao cantor, que decidiu se retratar publicamente dois dias depois.
“Da última vez que João se posicionou em uma eleição, ele foi extremamente cancelado, tem que ouvir coisas horríveis até hoje, e até hoje também ele toma antidepressivos fortes, porque se não tomar, ele nem consegue levantar para trabalhar”, comentou Ary Mirelle, em uma publicação no Instagram. “Eu não aguento mais ver a pessoa que eu amo entrando em desespero e sem conseguir dormir por que não para de ler as notícias.”
Veja seu discurso na íntegra:
Estou com um nó na garganta. Mas não arrancaram a minha cabeça. Com uma dor no peito. Mas não levaram meu coração. Eu não mereço sofrer. Eu não mereço adoecer porque o mundo está doente.
Me questionaram pra que lado eu tava a favor. Eu pensei, me calei… Mas agora posso falar depois de tanto conversar comigo mesmo.
Primeiramente sou a favor da educação. Dos meus mestres, doutores e professores, que me ensinaram a ler e a escrever. Graças a isso posso me comunicar com o mundo inteiro… e ter opinião também. Que eles possam receber mais dinheiro pelo seu trabalho tão importante
Que pessoas brilhantes ocupem as faculdades, que os alunos mais necessitados não desistam do ensino. As cotas não são chacotas e serão multiplicadas.
Também já ganhei bolsa de estudo pra morar na escola por causa da gravidade da situação do bairro em que eu morava. Isso aconteceu porque no caminho da escola fui roubado mas não deixei de ir porque precisava estar lá, eu não desisti ali.
Sou a favor da segurança. Que a gente não seja uma vítima assim que sair de casa e que possamos voltar em paz pra ela também. Pra nossos filhos, pra nossos pais.
Sou a favor de que que conquistemos nossos sonhos também. Que a gente possa ser enxergado no meio de tanto desengano. Todo trabalho é digno de respeito e as pessoas também.
Que todo auxílio aos que precisam seja respeitado. Eu tenho um grande amigo que se chama Italo, que nunca pode jogar aquele campeonato da escola, porque depois da aula já trabalhava pra ajudar a mãe em casa. Nos fins de semana tambem não tinha tempo! Era um menino bom, guerreiro. Tantos como ele podiam jogar em qualquer time do mundo que você pode imaginar. Por tanto tempo lutaram, só sobrou tempo pra lutar, eu sou a prova viva disso.
Sou a favor do SUS, da pesquisa. Que mais pessoas consigam se capacitar para cuidar da gente. Que a gente não sofra em filas, que a gente seja cuidado.
Nossa geração hoje é tão ansiosa que a saúde mental seja levada a sério e que não seja motivo de desdem. A gente chora, pede socorro e que nessas horas a gente ganhe um abraço também.
Mais que isso: Que a gente sinta o prazer de se sentir vivo! um sorriso, uma palavra, tenhamos bons amigos e que possamos conviver com as nossas diferenças.
O meu primeiro psicólogo, de joelhos no quarto, eu clamava, não sabia como falar mas ele me ouvia e conseguiu me ajudar.
Eu acho que eu não tenho muito tempo pra falar tudo que eu quero mas eu só queria dizer uma última coisa: eu sou a favor sim da democracia!
Que a gente possa falar e ser ouvido. E se não falar também, ser compreendido. Que não sejamos oprimidos, que tenhamos liberdade de expressão e que as pessoas se amem sem se justificar. Que a gente possa perdoar até o que a gente não tem culpa.
A gente demorou muito tempo para conquistar o direito a votar e isso foi através de muita luta, então, que a gente vote pensando nas nossas crianças, que a gente vote pensando no futuro do nosso país!
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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam pela primeira vez neste domingo (18), no debate da Band, a uma semana da eleição presidencial. O debate está marcado para as 20h nos estúdios da Band, em São Paulo. Haverá transmissão simultânea no Estadão, na TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan.
O encontro será dividido em três blocos. No primeiro, Flávio e Lula vão responder perguntas feitas pelos apresentadores Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, em ordem definida por sorteio prévio. Em seguida, ocorre o primeiro embate direto, com 15 minutos para cada candidato administrar como quiser. As informações são do UOL.
Leia maisO segundo bloco e terceiro bloco também começam com perguntas dos jornalistas. Depois, um candidato direciona perguntas diretamente ao adversário, com possibilidade de réplica e tréplica com tempo contado.
Esse será o primeiro embate entre os dois desde o início da campanha. No primeiro turno, Flávio condicionou sua participação nos debates à presença de Lula. O presidente optou por não ir a nenhum dos encontros e concedeu entrevistas à TV Record e ao Flow Podcast no mesmo horário da transmissão dos debates.
No segundo turno, a estratégia mudou. “Agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête, agora é um contra um”, disse Lula.
Inicialmente, Flávio disse que não participaria do debate da Band. Ele recuou e mudou de ideia após o adversário confirmar presença. “Lula, como você é previsível, né? Bastou eu falar que não ia no debate da Band para você no minuto seguinte falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, afirmou.
Campanhas ainda avaliam se vão ao último debate antes do segundo turno. O encontro promovido pela TV Globo está marcado para 23 de outubro, no Rio, dois dias antes da votação.
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Do Poder360
Pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo (18) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o petista registra 51% dos votos válidos, o congressista tem 49%. Os dois candidatos estão empatados dentro da margem de erro.
Eis os resultados:

O levantamento entrevistou 2.100 eleitores de todo o Brasil de 15 a 17 de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04332/2026. Custou R$ 50.000. Foi paga com recursos próprios.
Leia maisEm relação à rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro estão numericamente empatados. Os dois têm 45,3% de eleitores que afirmam que não votariam neles “de jeito nenhum”.

Chance de vencer
O levantamento também perguntou aos eleitores quem tem mais chances de vencer a eleição presidencial no 2º turno. Para 46,9%, Lula será o vencedor, enquanto 41,6% acreditam na vitória de Flávio Bolsonaro.
Eis os resultados:

Por Silvino Teles Filho*
Ser médico é muito mais do que exercer uma profissão. É assumir responsabilidades, enfrentar desafios diários e dedicar anos da própria vida ao estudo, ao conhecimento e ao cuidado com o próximo. É escolher um caminho que exige atualização constante, equilíbrio emocional, ética e compromisso com a vida humana.
Por trás do jaleco, existe um profissional que também sente cansaço, enfrenta preocupações, lida com pressões e precisa conciliar as exigências do trabalho com a vida pessoal e familiar. A rotina médica envolve decisões difíceis, jornadas intensas, burocracia e a responsabilidade de lidar com a dor, o sofrimento e as expectativas de pacientes e familiares. Nem sempre os resultados são os esperados, e aprender a conviver com os limites da medicina também faz parte dessa jornada.
Leia maisApesar das dificuldades, a profissão oferece recompensas que vão muito além do reconhecimento ou da remuneração. A possibilidade de aliviar uma dor, recuperar a saúde, melhorar a qualidade de vida e devolver a esperança a alguém representa uma das maiores satisfações da prática médica. Saber que o seu conhecimento e a sua dedicação fizeram diferença na vida de outra pessoa dá sentido a cada esforço realizado.
Ser médico também significa compreender que cada paciente tem uma história, necessidades próprias e uma maneira particular de vivenciar o adoecimento. A ciência é indispensável, mas a escuta, o acolhimento e a sensibilidade humana são igualmente importantes para uma assistência verdadeiramente integral. Nem sempre é possível curar, mas é possível cuidar, orientar, aliviar o sofrimento e oferecer dignidade.
Neste Dia do Médico, celebrado em 18 de outubro, é importante reconhecer a grandeza dessa profissão, sem ignorar os desafios enfrentados por quem a exerce. Valorizar o médico também significa defender condições dignas de trabalho, respeito, reconhecimento e o direito de cuidar da própria saúde física e emocional.
Ser médico é carregar grandes responsabilidades, enfrentar dificuldades e, ainda assim, encontrar sentido na oportunidade de transformar vidas. É uma profissão que exige muito, mas que também oferece o privilégio de fazer a diferença na história de tantas pessoas.
Feliz Dia do Médico a todos aqueles que exercem a medicina com conhecimento, ética, responsabilidade e humanidade.
*Médico com atuação em Psiquiatria, Neurologia Clínica e Medicina da dor | Instagram: @drsilvinoteles
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No sertão onde nasci e fui criado não havia televisão. A energia, escassa e com hora marcada para nos jogar no mundo das trevas, de uma escuridão assustadora, era gerada por um motor super barulhento a diesel. Quando quebrava, dormíamos à luz de candeeiros. Era um mundo também sem fotografias. São raras as fotos que tenho dos tempos de infância.
Diferente de hoje, onde os celulares permitem até as autofotos, as chamadas selfies, naquele tempo registros fotográficos só pagos, porque ninguém tinha máquina fotográfica. Em Afogados da Ingazeira, papai recorria a “seu” Adamastor, o precursor da fotografia na cidade. As imagens eram entregues sob encomenda, muitos dias depois, em preto e branco.
Leia maisAdamastor ganhou um concorrente: José Barros Tenório, pai do meu amigo e contemporâneo Sérgio Tenório, hoje empresário em Brasília. Barros, na verdade, viu na arte de fotografar um nicho de mercado promissor e abriu um negócio mais sofisticado para a época, o Foto Popular, espaço para os retratos 3 x 4 exigidos em documentos — identidade, a reservista do Exército e outros derivados. Trouxe equipamentos de São Paulo para acompanhar casamentos, festas e eventos em geral.
O tempo foi passando e houve a primeira revolução: os binóculos. Tinham uma lente de aumento de um lado e um pequeno fotograma do outro, com uma tampinha translúcida na parte de trás. Para ver a foto era preciso fechar um dos olhos, colocar a lente grudada no outro olho e apontar a parte de trás para a luz (o sol, uma lâmpada ou a janela) para conseguir enxergar a foto minigigantesca e ampliada lá dentro
O precursor em Afogados da Ingazeira entre os anos 60 e 70 foi Zé Pedra, figura extremamente engraçada, típica de enredo para filmes. Fazia registro de festas, casamentos, bailes, aniversários e batizados. Era um verdadeiro paparazzo.
Nos bailes, tirava fotos de Deus e o mundo. Dias depois, saía pela ruas da cidade a procura dos personagens clicados para cobrar o resultado do seu produto. E ai de quem não aceitasse a oferta! Zé Pedra andava de paletó e gravata, no sol escaldante do Sertão, levando a tiracolo sua potente máquina e um punhado de binóculos.
Adamastor e Zé Pedra traziam o mundo de Afogados da Ingazeira de forma instantânea. Cada fotografia deles conta um pedaço da nossa história. Capturaram o enredo perfeito, a forma de expressão silenciosa, com imagens que falavam mais do que palavras.
A fotografia deles nos ensinou a observar, a prestar atenção aos detalhes e a encontrar a beleza nas coisas simples da vida. Parece que foi ontem, um pedaço de papel que guarda uma vida inteira. O tempo passa, mas a fotografia deles dá uma tremenda saudade daquilo que a gente ainda não sabia que ia ser tão especial.
Carlos Drumond de Andrade, ao falar da sua Itabira poeticamente, trouxe o sentimento da dor na fotografia: “Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói”. Quem não tem uma foto dolorida numa estante de casa? Tenho fotografias que me emocionam todos os dias. A com meus pais Gastão e Margarida, pela ordem, são as mais dolorosas.
Os fotógrafos, temos que tirar o chapéu para eles, são os artistas que criam a obra-prima. Conseguem guardar para sempre um segundo que nunca mais vai se repetir. Uma foto conta histórias, transmite sentimentos e revela o invisível aos olhos comuns. Permite reviver detalhes, expressões e saudades cada vez que é vista.
A fotografia é a prova de que mesmo as coisas mais efêmeras podem se tornar eternas. É arte de congelar um momento no tempo. Às vezes, uma única foto é capaz de expressar o que mil palavras não conseguem transmitir. Enxerga o invisível aos olhos comuns. Cada fotografia é uma pequena cápsula do tempo, preservando para sempre a magia e a emoção daquele momento especial.
Uma foto, enfim, é a prova de que momentos efêmeros podem se tornar eternos, congelando o tempo e transformando a realidade em arte, memória e emoção. Através da lente da câmera, a foto revela a beleza oculta no mundo que está ao nosso redor.
SOBRE A FOTO ACIMA
Não sei o autor da foto, mas a imagem compõe um painel da minha adolescência ao lado dos meus irmãos em Afogados da Ingazeira. Sou o personagem em destaque, cabeludo, calça branca e cinto, com a mão de minha irmã Ana no meu ombro. Os demais: Marcelo, Augusto e Fátima.
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Do Poder360
A lobista Roberta Luchsinger afirmou que já presenciou “inúmeras vezes” o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com ministros do governo. No entanto, disse não poder detalhar as circunstâncias dos encontros por causa de decisões judiciais. Ela afirmou que o petista “é um grande mentiroso” por, segundo ela, negar que o filho tenha se sentado com ministros.
“O Fábio Luís, o Lulinha, inúmeras vezes esteve com ministros, inclusive, viajou para a casa de ministros, ministro Camilo, no Ceará […] o filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinhas, seja para trocar qualquer outro tipo de diálogo”, afirmou Luchsinger em entrevista divulgada pela CNN Brasil neste sábado (17).
Leia maisDeclarou também que recebia integrantes do governo em uma casa alugada em Brasília. Luchsinger citou o ministro da Educação, Leonardo Barchini, e o das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. Eis o que disseram os citados por Luchsinger à CNN Brasil:
• Camilo Santana – nunca esteve com Lulinha para tratar de assuntos de governo;
• MEC – nunca houve qualquer discussão ou tratativa envolvendo o MEC com Roberta ou com Lulinha;
• Ministério das Comunicações – nunca houve nenhuma tratativa com Roberta ou Fábio para acesso à agenda da Presidência da República e que todos os contatos para agendar compromissos foram feitos pelas vias institucionais, e que eles nunca estiveram no Ministério das Comunicações.
Luchsinger é investigada junto de Lulinha em três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência. A suspeita é que eles tenham trabalhado junto a autoridades de órgãos federais para favorecer empresas.
O que diz Lula
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que Lula desconhece os fatos relatados por Luchsinger. Declarou que o presidente “jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimento de supostas tratativas como as mencionadas”.
O Planalto disse também que “causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do 2º turno da eleição. O Brasil já assistiu em outros processos eleitorais a divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores”.
Eis a íntegra da nota do Planalto:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger. Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimendo de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta.
“Causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição. O Brasil já assistiu, em outros processos eleitorais, à divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores.”
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O deputado federal reeleito e presidente estadual do PT, Carlos Veras, reuniu, na última quinta-feira (15), o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), e representantes dos partidos PCdoB, PSOL, Rede, PDT, PSB e MDB para discutir a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na capital pernambucana.
“Podem ter certeza, vai ter muito volume de campanha no Recife. Nós vamos virar cada voto, nós vamos para cima e vamos ganhar a eleição”, afirmou Veras. Victor Marques também convocou a mobilização em torno da candidatura. “É muito importante que você que está do outro lado assistindo se mobilize para a gente garantir a vitória do povo e da democracia”, declarou.
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou, neste sábado (17), que está recolhendo assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das “big techs”, após a Meta, empresa dona de plataformas de redes sociais como o Facebook, Instagram e WhatsApp, admitir falhas técnicas durante a campanha eleitoral. Para a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados, são necessárias ao menos 171 assinaturas.
A iniciativa ocorre após a divulgação de mensagens internas da Meta, reveladas ontem (16) pela Folha de S.Paulo, que indicam que a empresa tinha conhecimento de restrições que prejudicaram a campanha do presidente Lula (PT). As informações são do Valor Econômico.
Por Agência O Globo
Richarlison voltou a falar sobre a disputa envolvendo uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (17), o atacante do Tottenham acusou o senador Flávio Bolsonaro de ter obtido a posse do imóvel sem pagar por ele e pediu que a Polícia Federal investigue o caso.
No relato, Richarlison afirmou que comprou a ilha entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco. O atacante disse que recebeu propostas de compra, inclusive de Flávio Bolsonaro, mas que recusou vender ao senador.
Leia mais“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada (documentação da posse da ilha), e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”, disse Richarlison.
No vídeo, Richarlison pediu que a Polícia Federal investigue o caso e afirmou que busca respostas sobre o dinheiro investido. O atacante também convocou seus seguidores a cobrar explicações de Flávio Bolsonaro, que tem agenda prevista no Espírito Santo amanhã (18)
O jogador ainda prometeu destinar parte do valor que espera recuperar ao hospital de Nova Venécia, sua cidade natal, no Espírito Santo. “Se eu recuperar esse dinheiro, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital lá da minha cidade, de Nova Venécia. Pra poder tá ajudando o hospital lá”, afirmou.
A disputa começou após uma empresa ligada a Richarlison adquirir direitos de ocupação do imóvel, em 2020. Posteriormente, a posse passou para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa de Tomaz, e as ações foram encerradas após a desistência dos autores.
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Por Agência Brasil
A abstenção de eleitores com mais de 70 anos caiu quase 10 pontos percentuais no primeiro turno das eleições, segundo um levantamento do Movimento Voto 70+, iniciativa apartidária da sociedade civil que defende a participação política dos idosos.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reunidos pelo movimento, o percentual de eleitores nessa faixa etária que não foram votar passou de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026. No eleitorado em geral, a abstenção em 2026 foi de 21,08%, o que significa que 33 milhões de brasileiros aptos deixaram de participar.
Leia maisO voto é facultativo para eleitores com mais de 70 anos, assim como para os analfabetos e para os jovens com mais de 16 e menos de 18 anos. Na hora de votar, eleitores com mais de 80 anos têm prioridade nas filas das seções eleitorais.
A página da Corte que apresenta os resultados da eleição traz mais detalhes sobre o comparecimento às urnas dos idosos que têm voto facultativo:
70 a 74 anos: 68,77%;
75 a 79 anos: 52,23%;
80 a 84 anos: 37,12%;
85 a 89 anos: 24,30%;
90 a 94 anos: 13,46%;
95 a 99 anos: 4,34%.
Mais eleitores idosos
A redução ocorreu em um cenário de expansão do eleitorado de mais de 70 anos, que passou de 14,9 milhões, em 2022, para 17,2 milhões de pessoas aptas a votar em 2026. O grupo cresce para 36,8 milhões de eleitores se forem considerados também os que têm mais de 60 anos.
Para a idealizadora do Movimento Voto 70+, Cléa Klouri, o aumento do comparecimento representa um avanço importante, porque é um sinal de que o envelhecimento não significa afastamento da vida política. “Estamos falando de uma geração que ajudou a construir o país e que continua tendo muito a contribuir para as decisões sobre o próprio futuro”, afirma Cléa.
A pesquisadora Adriana de Queiroz contou que, para entender o que está por trás do não comparecimento nessa faixa etária, o Movimento Voto 70+ conduziu a pesquisa exploratória Retratos do Voto 70+: descobertas sobre a abstenção eleitoral. O estudo identificou três perfis entre os eleitores 70+ que deixariam de votar ou não tinham certeza se iriam comparecer às eleições de 2026:
• o eleitor com “baixa autoestima política”, que acredita que seu voto não faz diferença;
• o eleitor que considera que o resultado da eleição já não terá impacto sobre sua vida;
• o eleitor que deseja votar, mas enfrenta barreiras físicas, como filas, distância do local de votação ou dependência de terceiros para se deslocar até a zona eleitoral.
“Entender essas diferenças é importante para compreender por que um eleitorado que cresce tão rapidamente continua apresentando níveis tão elevados de abstenção”, afirma Adriana, que é pesquisadora do Data8, centro de pesquisa, tendências, inteligência e inovação sobre a economia da longevidade.
Segundo turno
O Movimento Voto 70+ pretende ampliar o debate sobre os obstáculos que dificultam o comparecimento às urnas. Entre eles, estão as limitações de mobilidade, a ausência de redes de apoio e o etarismo.
No segundo turno, o comparecimento dos 70+ continua a contar com um incentivo relevante: o voto pode ser utilizado pelo INSS para a prova de vida automática de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais. Em 2026, a medida vale, inclusive, para os que não votaram no primeiro turno.
‘Vovó vota’
No segundo turno, o Movimento Voto 70+ promoverá também a campanha Vovó Vota, que propõe aproximar netas e avós durante as eleições. A iniciativa busca enfrentar barreiras que contribuem para a abstenção feminina, como dificuldades de mobilidade, ausência de redes de apoio e desestímulo familiar.
Em 2022, segundo dados reunidos pelo Data8, 64% das mulheres com mais de 70 anos não votaram, percentual dez pontos superior ao registrado entre os homens da mesma faixa etária.
Por meio de um guia digital, a campanha reúne orientações práticas para organizar o deslocamento até o local de votação, conferir documentos e oferecer companhia às eleitoras que desejam comparecer às urnas.
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Neste sábado (17), o deputado federal Coronel Meira (PL) e Cabo Aênia (PL) realizaram um “adesivaço” em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O evento contou com a distribuição de adesivos perfurados e materiais de campanha.
“Cada carro adesivado, cada bandeira balançando representa a esperança do brasileiro de ver o nosso país seguindo o caminho da ordem, da segurança e da prosperidade. Estamos juntos com Flávio Bolsonaro rumo à vitória no dia 25 de outubro”, declarou Coronel Meira.
