Coluna da sexta-feira

Duelo de titãs 

Por Juliana Albuquerque – Repórter do Blog

Não é de hoje que a relação entre os poderes Legislativo e Executivo em Pernambuco ganha ares de um verdadeiro duelo de titãs. Na última quarta-feira (22), após abandonar a sessão na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a qual preside, por discordar do prosseguimento da votação dos projetos do PLDO do próximo ano e o PPA 2024-2027, a deputada Débora Almeida (PSDB) conseguiu colocar ainda mais lenha no fogo que queima desde o início do Governo Raquel Lyra. 

Ontem, em entrevista à Rádio Jornal, a tucana, aliada de primeira hora da governadora de Pernambuco, disse em alto e bom tom que há um movimento contrário na Assembleia em relação à governadora Raquel Lyra (PSDB), comandado pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB).

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O debate realizado hoje pela Rádio Cidade, em Caruaru, deixou claro o contraste entre os dois principais candidatos: de um lado, João Campos, seguro, apresentando fatos e falando sobre aquilo que fez no Recife. Do outro, Raquel Lyra, recorrendo ao passado para tentar justificar o que não conseguiu entregar no presente.

João mostrou, com exemplos concretos, que é possível fazer mais por Pernambuco e apontou caminhos para enfrentar problemas que continuam sem solução no estado, como segurança pública, abastecimento de água, saúde, infraestrutura e educação.

Raquel, por sua vez, não conseguiu prestar contas de forma convincente sobre os resultados do seu governo. Preferiu atribuir responsabilidades a gestões anteriores, anunciar ordens de serviço e prometer que Pernambuco vai mudar.

O problema é que Pernambuco já deveria ter mudado. Foram quatro anos de governo. E a população quer saber não apenas o que será feito daqui para frente, mas o que foi efetivamente entregue até agora.

João Campos defende que Pernambuco precisa, sim, mudar. Mas mudar de verdade, com trabalho, planejamento, capacidade de execução e resultados concretos, e não apenas com promessas.

No fim, o debate em Caruaru expôs duas realidades bem distintas: de um lado, a verdade dos fatos apresentados por João Campos. Do outro, as mentiras de Raquel Lyra ao esconder a falta de resultados atrás de explicações sobre o passado e promessas para o futuro.

Sebrae - Fazer dar certo

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) fugiu de uma pergunta sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro ao ser questionada pelo candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru. Em vez de responder diretamente sobre sua posição em relação ao governo Bolsonaro, Raquel direcionou a fala para as gestões anteriores do PSB e para a relação de seu governo com o presidente Lula (PT). “O governo do PSB anterior ao nosso brigou com três presidentes da República: brigou com Lula, com Temer, com Bolsonaro, com Dilma. E aí não é uma questão de ideologia, é uma questão de compreender que não se constrói pontes. Nós estamos construindo pontes e construímos com o presidente Lula e com o Governo Federal”, afirmou. Confira:

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

A provocação feita pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru, levou o blog a apurar a remuneração recebida pela chefe do Executivo estadual. Na tréplica, João chamou Raquel de “fura-teto”, afirmou que ela recebe como procuradora do Estado valor superior ao subsídio de governadora e questionou a constitucionalidade dos pagamentos. “Eu queria fazer um apelo à candidata Raquel, que ela pudesse devolver ao povo de Pernambuco esses mais de um milhão de reais que foram recebidos de forma inconstitucional, furando o teto e afrontando a nossa Constituição”, disparou.

A documentação consultada pelo blog mostra que Raquel continua recebendo pela carreira de procuradora do Estado durante o mandato. Em julho deste ano, o Portal da Transparência registra, em nome de Raquel Teixeira Lyra Lucena e com vínculo de procuradora do Estado, pagamentos de R$ 50.776,20 e R$ 10.155,24, que somam R$ 60.931,44. Levantamento dos pagamentos entre janeiro de 2023 e junho de 2026 aponta um total de R$ 2.211.744,08. O subsídio do cargo de governador de Pernambuco é de R$ 22 mil mensais.

Caruaru - Minha rua nova

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) aproveitou a pergunta dirigida ao candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), no segundo bloco do debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru, para destacar programas sociais de sua gestão. Antes de perguntar ao adversário sobre suas propostas para reduzir a pobreza, Raquel citou o Mães de Pernambuco, que paga R$ 300 mensais a 100 mil mulheres, e as cozinhas comunitárias e solidárias. Na réplica, voltou aos números do governo, mencionou investimento anual de R$ 350 milhões no programa e destacou a geração de empregos com carteira assinada.

Ivan rebateu a governadora com os indicadores de pobreza e desemprego do Estado. O candidato afirmou que Pernambuco ainda tem quase 5 milhões de pessoas na faixa da pobreza e 1 milhão passando fome e lembrou que as cozinhas solidárias são uma política defendida pelo PSOL e financiada também com recursos do Governo Federal. Na tréplica, contestou o discurso de Raquel sobre geração de empregos: “Se aumentou o emprego e a gente continua sendo o segundo estado do país com o maior índice de desemprego, está difícil”, afirmou.

Ipojuca - Na palma da sua mão

No início do segundo bloco do debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru, os candidatos passaram a fazer perguntas entre si, seguindo ordem definida por sorteio. Primeiro a perguntar, João Campos (PSB) escolheu Raquel Lyra (PSD) e cobrou explicações sobre o fechamento de 1.200 leitos hospitalares durante a atual gestão. O socialista também citou 150 mil cirurgias que teriam deixado de ser realizadas e o fechamento de dois hospitais. Raquel, porém, não respondeu diretamente ao ponto levantado e concentrou a fala em investimentos, reformas e novos equipamentos da rede estadual.

Na réplica, João insistiu no tema e acusou a governadora de não responder à pergunta. “Lamento que a candidata não tenha respondido porque fechou os 1.200 leitos. Isso é um fato, não é uma opinião, dito pelo Ministério da Saúde”, afirmou. Em seguida, comparou os números com sua passagem pela Prefeitura do Recife e disse ter aberto mais de 190 leitos. “Enquanto a candidata Raquel fechou 1.200 leitos, como prefeito, abrimos mais de 190”, declarou.

A justificativa de Raquel só veio na tréplica. “Os leitos fechados eram leitos Covid, e todo mundo sabe que depois da Covid precisava fechar leitos”, disse. A governadora afirmou ainda que sua gestão já entregou 600 leitos e mantém novos hospitais em construção. Antes de encerrar a troca, João voltou a pressionar a adversária e questionou se o governo estadual havia inaugurado alguma UPA.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Três dos oito candidatos ao Governo de Pernambuco participam, nesta sexta-feira (11), dos primeiros debates da campanha, a 23 dias da votação. Daqui a pouco, às 9h, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) se enfrentam no teatro do Shopping Difusora, em Caruaru, em debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, com transmissão ao vivo pelo canal da emissora no YouTube.

Palmares - Forró Mares 2026

O primeiro bloco do debate entre candidatos ao Governo de Pernambuco, promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru, foi marcado pelo confronto entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) sobre os resultados de suas gestões. Ao apontar a desigualdade social como principal desafio do Estado, João afirmou que Pernambuco precisa de “um governo que funcione, que não trabalhe apenas em ano de eleição” e comparou ações realizadas durante sua passagem pela Prefeitura do Recife com a atual administração estadual. Raquel, por sua vez, disse ter recebido uma “casa desmantelada” e sustentou que, em três anos e meio, seu governo investiu mais em diferentes áreas do que a gestão estadual anterior em oito anos.

João destacou a ampliação das vagas em creches e dos investimentos públicos no Recife e prometeu duplicar o número de escolas técnicas de Pernambuco, ampliar o ensino integral e a assistência especializada em saúde no interior. Também anunciou a construção do Hospital Geral Metropolitano, com mais de 900 leitos, e do Hospital da Criança de Caruaru. “Essa eleição não se trata de um debate entre o presente e o passado. Quem está aqui está para discutir o presente e o futuro”, afirmou o socialista, em crítica ao discurso de Raquel sobre as condições em que encontrou o Estado.

A governadora citou investimentos em estradas, abastecimento de água, segurança e saúde e afirmou que 500 mil pessoas deixaram a extrema pobreza durante sua gestão. Raquel também destacou a entrega do Hospital da Mulher do Agreste e as obras do Hospital Mestre Dominguinhos, além de prometer novos investimentos caso seja reeleita. “Agora é importante saber onde a gente está para saber onde a gente quer chegar”, declarou. Ao defender a continuidade da gestão, a candidata afirmou que pretende governar por mais quatro anos para fazer Pernambuco “crescer sem deixar ninguém para trás”.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O Sextou, programa musical que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, traz hoje a mais nova revelação da MPB, o cantor e compositor ZéVitor. Filho do ator e cantor Jackson Antunes e da atriz Cristiana Britto, desde muito cedo teve contato com a música, o teatro e a literatura.

ZéVitor iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e, desde então, vem construindo uma identidade artística própria, transitando por diferentes influências da música brasileira, do pop, do rap e da MPB. Ele é autor e intérprete das músicas “Deixe-me ir”, que gravou com Xande de Pilares, “Versos ardentes”, que gravou com Fagner e “Até me perder”, feita em parceria com a dupla César Menotti e Fabiano.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

O contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com o antigo Banco Master previa consultoria estratégica em inquéritos da PF (Polícia Federal) e procedimentos envolvendo o Banco Central, a Receita Federal e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A informação consta na íntegra do documento, que foi revelado após a retirada de sigilo das investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quinta-feira (10). As informações são da CNN.

Segundo o contrato, o Escritório Barci de Moraes ficaria responsável por prestar “consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e CADE”.

A Polícia Federal (PF) detalhou em um documento, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10), as articulações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro nos dias que antecederam a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou em sua prisão.

Segundo a PF, Vorcaro teve conhecimento sobre a operação policial que estava para ser deflagrada e que reforçam a tese de fuga, “sendo improvável que sua viagem ao exterior, na noite imediatamente anterior à data do cumprimento dos mandados, seja mera coincidência”. As informações são do g1.

Nesta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantou o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte.

Se não é nazifascismo, o que é então?

Numa simples consulta aos manuais históricos das eleições mais agressivas da humanidade, as campanhas com métodos nazistas e fascistas foram centradas no uso da violência para destruir opositores. Também recorreram a táticas específicas para manipular as massas, conquistar ou se manter no poder absoluto a qualquer custo. No capítulo da desumanização das campanhas fascistas, o adversário não é visto apenas como alguém que pensa diferente, mas como um “câncer” ou “traidor” que precisa ser eliminado.

Qualquer semelhança com os métodos usados pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na sua campanha de reeleição para se manter no poder não é mera coincidência. Para destruir João Campos (PSB), seu rival na guerra eleitoral, a governadora parece não ter limites. Primeiro, uma reportagem em rede nacional de TV Record mostrou um grande esquema de monitoramento ilegal e espionagem envolvendo a Polícia Civil da gestão de Raquel contra aliados do então prefeito do Recife.

Por Alexandre Cunha – Diario de Pernambuco

Alianças, rompimentos, passagens por governos e posições sobre episódios da história recente do país atravessaram a sabatina com os candidatos ao Senado por Pernambuco, nesta quinta-feira (10). Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD) revisitaram trajetórias políticas e expuseram diferenças sobre educação, saúde, democracia e a relação entre os Poderes. O encontro foi promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.

Em diferentes momentos, as divergências deram lugar a confrontos diretos. Humberto e Mendonça trocaram acusações sobre seus históricos políticos; Marília e Túlio protagonizaram uma discussão que terminou com uma acusação de machismo; e Marília também confrontou Mendonça sobre a ditadura militar e os atos de 8 de Janeiro. Mendonça e Eduardo, por sua vez, entraram em choque quando o candidato do PL pressionou o adversário a revelar seu voto para presidente. Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Raquel Lyra (PSD) também permearam boa parte das discussões.