Não é de hoje que a relação entre os poderes Legislativo e Executivo em Pernambuco ganha ares de um verdadeiro duelo de titãs. Na última quarta-feira (22), após abandonar a sessão na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a qual preside, por discordar do prosseguimento da votação dos projetos do PLDO do próximo ano e o PPA 2024-2027, a deputada Débora Almeida (PSDB) conseguiu colocar ainda mais lenha no fogo que queima desde o início do Governo Raquel Lyra.
Ontem, em entrevista à Rádio Jornal, a tucana, aliada de primeira hora da governadora de Pernambuco, disse em alto e bom tom que há um movimento contrário na Assembleia em relação à governadora Raquel Lyra (PSDB), comandado pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB).
Sua fala, um dia após Álvaro ter dado parecer favorável à continuidade da sessão na reunião de finanças – que Débora abandonou – se deve, de acordo com ela, pela indicação de Fred Loyo para o comando do PSDB em Pernambuco. Segundo deixou a entender, o presidente da Alepe se sentiu preterido ao ver um empresário de turismo no comando da sigla no Estado.
Na ocasião, contudo, Álvaro foi firme ao dizer que deu o parecer favorável para que a reunião continuasse em sintonia com o regimento interno da Casa. “Uma reunião que, com falta de respeito, deixou sete deputados ainda na comissão, e eles tinham o direito e o dever de continuar trabalhando. Então, tudo que foi feito está dentro do Regimento. E eu, como presidente, o que chegar aqui que for pra ter deferimento, eu vou deferir. Não sou omisso”, enfatizou.
Desde que assumiu, Álvaro Porto vem reafirmando a sua autonomia no comando do Legislativo, descartando, ao contrário de Débora Almeida, qualquer tipo de subserviência ao Governo do Estado. De acordo com o presidente da Casa, diferente do que o governo e seus aliados querem fazer entender, a Alepe é a Casa do Povo e legisla a favor do povo.
Desgaste – Em conversa com este blog, o deputado Alberto Feitosa (PL) disse que o que tem ocorrido recentemente, nada mais é do que uma tentativa do governo querer desgastar a imagem da Alepe perante à sociedade. De acordo com ele, não tem cabimento isso de que a Alepe tem sido contra a atual gestão. Pelo contrário, quem tem agido como um verdadeiro gerador de crise é o próprio Governo. Como exemplo, ele citou o envio do pacote com 33 projetos de leis, ao apagar das luzes do expediente da Alepe, na última segunda-feira (20). “Fazem tudo de última hora, sem nos dar sequer tempo para analisar antes de publicar no Diário Oficial”, aponta o deputado.
Tempo – Segundo Alberto Feitosa, ainda não houve tempo para que o parlamento pernambucano analise as propostas apresentadas pelo Governo. Porém, ele garante que os projetos que são do interesse e em favor do povo pernambucano, serão, com certeza, aprovados pelo plenário da Casa sem qualquer dificuldade.
Financiador – O empresário de turismo colocado por Raquel Lyra para comandar o PSDB em Pernambuco, Fred Loyo, foi um dos maiores financiadores da campanha de Raquel ao Governo de Pernambuco. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, Fred Loyo doou R$ 70 mil para a campanha da tucana em 2022. Segundo dados da plataforma DivulgaCandContas, do TSE, foram dois repasses: um de R$ 50 mil, em 2 de setembro, e outro de R$ 20 mil, em 16 de setembro, ambos via transferência eletrônica.
Troca – O prefeito de Paulista, Yves Ribeiro, trocou o MDB pelo PT. A homologação da filiação ao Partido dos Trabalhadores ocorreu na última terça-feira (21), mas deve enfrentar alguns entraves. É que a Democracia Socialista (DS), tendência interna do partido, entrou com recurso para cancelar a filiação de Yves, um dia após a homologação.
Escola de Sargentos – Outra grande celeuma criada pelo Governo do Estado diz respeito à construção da Escola de Sargentos e Armas do Exército em Pernambuco. Até o momento, seis meses após a governadora criar o Grupo de Trabalho para tratar sobre o tema, o Estado joga a culpa na questão ambiental como desculpa para adiar a validação para a construção do maior investimento da história do Exército do Brasil – R$1,8 bilhão.
CURTAS
INTRIGANTE – Não deixa de ser intrigante o fato de no pacote de projetos enviados pelo Governo do Estado esta semana à Alepe, constar a criação da iniciativa chamada de “Bônus Livros”. Com a distribuição de R$ 1.000 para os professores e R$ 500 para os demais servidores, a bonificação será concedida durante a realização da feira de livros no Estado, organizada ou apoiada pela Secretaria de Educação e Esportes. Será essa a formalização da Fenelivro, que terminou não acontecendo depois do cancelamento, às pressas, do termo de inexigibilidade de licitação para contratar uma única empresa privada, a Adelivros, por R$ 52,5 milhões?
POLÍCIA PENAL – Por unanimidade, a deputada Gleide Ângelo conseguiu aprovar na Comissão de Finanças da Alepe, na quarta-feira (22), uma emenda adicional na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2024, que realoca uma parte do orçamento que estava sem destinação prévia para o chamamento imediato de todos os aprovados no último concurso da Polícia Penal.
Perguntar não ofende: Qual será a próxima crise que o Governo Raquel irá provocar com o poder legislativo do Estado?
Hoje, o Blog do Magno abre espaço para uma homenagem diferente. Em vez das notícias e análises que diariamente marcam a trajetória de um dos mais tradicionais portais de Pernambuco, o protagonismo, desta vez, é de quem está por trás delas.
Neste 23 de agosto, data em que Magno Martins celebra mais um aniversário, a equipe também decidiu homenageá-lo. Nós, que acompanhamos de perto sua caminhada e convivemos diariamente não apenas com o jornalista, mas também com o ser humano, decidimos expressar nosso reconhecimento e admiração por este profissional ímpar. Confira, abaixo, os parabéns da equipe.
Feliz aniversário, chefe! Que esta nova idade te traga ainda mais sabedoria, realizações e muito sucesso profissional. Agradeço muito o seu apoio e a sua dedicação. Parabéns por ser esse líder humano e generoso! – Geisa Souza, secretária e gerente administrativa.
Chefe, neste dia especial, quero lhe desejar muita saúde, felicidades e muitos anos de vida para continuar fazendo o que sabe fazer de melhor, o jornalismo com paixão, coragem e a dedicação de sempre. Quero também agradecer por todo aprendizado e a parceria que mantemos firmes nestes 12 anos de caminhada. Você é um ser humano incrível e merecedor de todo reconhecimento. Que venham muitos anos de histórias e conquistas! – Ítala Alves, editora-chefe.
Feliz aniversário, chefe! Que este novo ciclo seja repleto de saúde, paz, alegrias e muita coisa boa. Aprendo diariamente com sua experiência e seu olhar atento, como conduz o jornalismo e a comunicação política. Você é uma grande referência para mim e para todos que têm o prazer de conhecê-lo. – Waleska Cambrainha, estrategista digital.
Feliz aniversário, Magno! Que a nova idade venha repleta de saúde, alegrias e realizações. Tenho em você uma referência e admiro a forma como faz jornalismo, com um olhar sagaz e contundente, mas também sensível e muito humano. Que Deus o abençoe imensamente. Um abraço! – Camila Emerenciano, editora.
Parabéns pelo seu aniversário, chefe! Que este novo ciclo seja marcado por muita saúde, felicidade, sucesso e grandes conquistas. Que seu dia seja especial e cheio de momentos felizes, assim como a sua presença e liderança são importantes para todos nós. Muitas felicidades! – Otávio Souto, motorista e colaborador.
Parabéns, Magno! Trabalhar com você é uma grande e enriquecedora jornada, sempre com muito aprendizado. É inspirador acompanhar de perto quem se dedica com tanto esmero ao ofício. Um prazer também ser leitora de suas crônicas dominicais. Vida longa, enfim! Que não te faltem saúde e boas notícias. Abraço! – Thaís Leandro, editora.
Uma das características do governador Eduardo Campos era, nos momentos de crise, não só resolver os problemas, mas sair dali de olho em criar projetos de impacto positivo. A primeira-dama Renata Campos lembra bem de uma reunião da qual participou ao lado do marido sobre uma crise na Funase, depois de várias rebeliões dos adolescentes apreendidos. Era maio de 2011. Eduardo quis saber quanto custava ao governo manter um adolescente na Funase por seis meses. Diante da resposta, o governador pediu a Renata que ligasse para uma prima para saber quanto a família iria gastar no intercâmbio de uma filha, por seis meses, no Canadá. A resposta deixou Eduardo e Renata chocados porque o custo era praticamente o mesmo gasto com cada adolescente recolhido à Funase. À noite, já em casa, Eduardo falou para Renata que o governo jamais iria deixar de amparar os menores infratores. Mas, também, estava pensando em investir essa mesma quantia de verba e enviar alunos das escolas públicas para aprender inglês no exterior.
Foi assim que nasceu o “Ganhe o Mundo”.
No ano seguinte, 548 alunos que atenderam aos critérios do programa viajaram para estudar inglês em escolas dos Estados Unidos e no Canadá.
Depois, o tempo foi ampliado para 12 meses, o espanhol também se tornou uma opção e outros países entraram na lista.
Pouco mais de uma década depois, quis o destino que João Campos, filho de Eduardo e Renata, sentasse na cadeira de prefeito do Recife e criasse também um programa com essas mesmas características de inclusão social. Em 2024, a Prefeitura do Recife anunciou o primeiro embarque de alunos e professores do ensino fundamental das escolas públicas municipais para o exterior, dentro de um novo programa de intercâmbio batizado de “Recife no Mundo”!
Obs.: esse é um dos relatos que estão no livro “Eduardo Campos em histórias” – escrito por mim e Evaldo Costa.
A celebração do aniversário de Magno Martins ganha mais um capítulo especial no Blog do Magno. Entre as mensagens que destacam sua trajetória pessoal e profissional, os irmãos Tarso, Gastão Filho, Ana, Fátima, Zeza, Augusto, Marcelo e Denise prestam uma homenagem ao jornalista, ressaltando o homem por trás da figura pública e as lembranças que marcam a convivência familiar.
Hoje, o Blog do Magno postará uma sequência de homenagens ao seu titular. Em razão do seu aniversário, os filhos, amigos, irmãos e admiradores terão espaço no blog para falar sobre o lado mais humano do jornalista que todos conhecem. Abaixo, a homenagem enviada pelos filhos André Gustavo, Felipe Martins e a enteada Maria Heloisa.
Há quem o conheça pelo jornalista de escrita ácida, pelos bastidores do poder, pelas perguntas que nem sempre são fáceis de responder. Há quem ame e há quem odeie o jornalista Magno Martins. Faz parte da trajetória de quem escolheu a palavra, a opinião e o jornalismo como ofício de vida.
Mas quem conhece os outros Magnos que existem nesse Martins?
Eu conheço o Magno esposo: amoroso, dedicado, presente e companheiro. Aquele com quem, a cada dia, descubro novos mundos, novos amores e novas formas de nos amarmos. Aquele com quem divido não apenas os grandes acontecimentos, mas a vida como ela realmente é – os dias bons, os difíceis, os sonhos, os planos, as diferenças, os aprendizados e os recomeços.
Foi a vida, no Sertão do Pajeú, que tratou de cruzar nossos caminhos de uma maneira tão rápida, espontânea e surpreendente. E, desde então, já vivemos tantos momentos que não caberiam em uma única escrita. Talvez precisássemos de muitas crônicas para contar tudo aquilo que a nossa história já guardou.
E seguimos.
Continuamos escrevendo nossa própria história, todos os dias, com amor, cumplicidade e companheirismo. Descobrindo que amar também é aprender um ao outro, reconhecer nossas diferenças, celebrar nossas alegrias e encontrar, juntos, novas forças para continuar.
Porque, para muitos, ele será sempre Magno Martins, o jornalista.
Para mim, antes e além de tudo isso, existe Magno, o homem com quem escolhi compartilhar a vida.
Viro, neste domingo abençoado de 23 de agosto, mais uma página do calendário da vida. Feliz, bem-humorado, manifestando no quotidiano um sentimento muito mais arraigado do amor. Amor que não acaba nunca, que emana da família. Meus filhos, irmãos e minha amada Nayla Valença, que mudou o transcurso do meu rio de vida.
Tesouros que caíram do céu, como caí uma chuva para molhar a terra sedenta no mundo de vidas secas do Pajeú, de onde parti, e fazê-la renascer num passe de mágica. Levo a vida sonhando. Quem não sonha, não vive. Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe!
Sonhe como Cora Coralina sonhou: “Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras, e planta roseiras, e faz doces. Recomece!” Cora viveu a vida na sua plenitude. Fez poemas dos sonhos materializados, que nos enebriam, acendem a luz da nossa caminhada. Uma deusa na poesia e na forma romântica de encarar a vida.
Quando o pessimismo insiste em bater à minha porta, corro na minha estante, abro João Cabral de Melo Neto para um transplante de energia: “E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida”.
João Cabral de Melo Neto enxergou no Rio Capibaribe um Cão sem plumas, uma das obras-primas da literatura brasileira. O homem que fez do Capibaribe um belo poema, embora sofrido e com suas chagas sociais, também me inspira para levar a vida como eu gosto e me sinto feliz: escrevendo. “Escrever é estar no extremo de si mesmo”, veja que lição do mestre de outro grande clássico – Morte e vida Severina.
Já quando falo em bom-humor, me reporto ao mestre Rui Barbosa: “A forma mais simples de superar os problemas”, li no seu livro Oração aos moços, que traz conselhos aos jovens formandos em Direito. Aos que acham serem vencidos pelo pessimismo, que se abracem com Carlos Drumond de Andrade: “O sentido da vida é buscar qualquer sentido”.
Na vida, aprendi com o grande e saudoso Mário Quintana que o segredo é não cuidar das borboletas e, sim, do jardim para que elas venham até você. Li numa crônica do jornalista, poeta e cronista Caio Fernando Abreu, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola”, segundo ele.
O poetinha Vinicius de Moraes dizia que a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Em mais um aniversário, faço esta crônica de cara alegre e feliz, seguindo Machado de Assis: “Quem faz anos tem a cara alegre”.
Feliz aquele que faz aniversário e ainda tem alguém que se importa em lembrar. Eu lembro de tanta gente que não gosta de aniversário. Meu pai era um deles. Morreu aos 100 anos. Fiz a festa dos seus 90 anos contrariando ele. Foi uma contrariedade que repetiria em qualquer celebração da vida dele.
Como papai e aos que não gostam de celebrar o passar dos tempos, recomendo Ariano Suassuna, outra feliz e acertada referência literária que tenho orgulho de exibir: “A tarefa de viver é dura, mas fascinante”.
É preciso saber viver, diz o refrão da música dos Titãs. No meu aniversário, eu só quero hoje o que Tim Maia cantou em “Não quero dinheiro, só quero amar: “De jeito maneira/Não quero dinheiro/Quero amor sincero/Isto é que eu espero/Grito ao mundo inteiro/Não quero dinheiro/Eu só quero amar”.
EX2, o elétrico da Geely: mais carro por menos dinheiro
O compacto elétrico EX2 foi o nono automóvel mais emplacado em julho, com 5,9 mil carros. No geral, a Geely vendeu 7 mil, ultrapassando os 25 mil veículos desde julho de 2025. Com esse resultado, a companhia se consolida como a montadora chinesa de crescimento mais rápido no setor de veículos eletrificados do país. Mas a que se deve o desempenho da Geely, que chegou no Brasil há apenas um ano?
A turma do marketing talvez tenha uma explicação melhor, mas o fato é: há dois fatores que, somados e atuando em etapas e proporções diferentes na psicologia do consumidor, geram o que chamamos de custo-benefício. O EX2 cria a percepção de que o consumidor está levando um carro de categoria superior pelo preço de um compacto. A versão Max, testada por uma semana por este colunista, atende neste caso aos desejos e expectativas do comprador. Esse requisito é básico: se um produto não faz o básico muito bem, nada vai salvá-lo.
O EX2 oferece, por exemplo, coisas como segurança, economia, conforto e, por fim, um design bem interessante, sóbrio (embora haja muita subjetividade nesse quesito). São, enfim, detalhes que o consumidor brasileiro valoriza muito: bom pacote de equipamentos, espaço interno e, eureca, preço bem competitivo. E a Geely fez mais: colocou o modelo como um carro com características de uma categoria superior.
O preço foi só o chamariz básico. Até agora, a marca faz as pessoas gastarem dinheiro acreditando naquilo que tem prometido. Vejamos, porém, como será quando os primeiros clientes voltarem às concessionárias para serviços de pós-venda. O que se espera de um carro de R$ 136,8 mil? Vai da desnecessária pintura biton, com o teto na cor preta, ao freio de estacionamento eletrônico (ainda há carro por aqui de R$ 200 mil para cima com aquela terrível alavanca no meio do salão).
Da suspensão independente nas 4 rodas aos seis airbags. Do piloto automático adaptativo, que controla sozinho a velocidade, a aceleração e os freios do carro, ao alerta de mudança de faixa. Da frenagem automática de emergência a uma câmera panorâmica de 540º. Do banco do motorista com ajuste elétrico ao carregador de smartphones por indução. Do multimídia de 14,6″ de qualidade – de excelente resolução e respostas rápidas – a saídas de ar para o banco traseiro.
Exigência – Pois é: mesmo sendo um compacto de entrada da marca, o EX2 tem – na versão Max, testada – tudo isso. O consumidor acredita que está “levando mais carro pelo mesmo dinheiro”. Claro que tudo pode ser melhorado. Como (olha o pós-venda aí de novo) rede de concessionárias ainda embrionária e um receio, já diminuindo, de excessiva desvalorização numa futura revenda. Ou, o que não é um problema específico deste modelo, a ainda reduzida estrutura rodoviária para abastecimento de veículos elétricos. Ou mesmo da capacidade do porta-malas, pequeno (375 litros) para quem trabalha como motorista de aplicativo, por exemplo. Ou a autonomia de rodagem, inferior à de alguns concorrentes. E, afinal, vale reforçar: não espere sofisticação ao entrar na cabine, mesmo com a central multimídia. O acabamento de plástico rígido está presente em algumas partes. Mas, pelo preço cobrado… O EX2 fornece, no geral, mais coisas legais do que ruins. Essa invasão chinesa vai fazer com que as marcas acomodadas, deitadas no berço esplêndido tupiniquim, tenham em breve que obrigatoriamente incluir nos seus modelos seis airbags, banco de motorista com regulagem elétrica e freio de estacionamento eletrônico, por exemplo. Em suma: o que agora é surpresa agradável vai ser uma exigência amanhã, pode apostar. O hatch já nasceu como elétrico – e isso é uma grande vantagem. Tem piso plano e, consequentemente, maior espaço interno. Como todo elétrico, tem excelente aceleração, motivada por causa do torque instantâneo, da ausência de marchas e da simplicidade mecânica, enfim. E ele ainda vai absorver para si outra vantagem: a nacionalização, ainda em 2026. Ele será fabricado no Paraná, no complexo da Renault em São José dos Pinhais, próximo a Curitiba. Vale lembrar: a chinesa passou a deter 26,4% das operações da francesa no Brasil. Ah, a Geely não é uma empresa neófita: controla, por exemplo, a Volvo, a Lotus (aquela mesma da F1) e a Polestar. Assim, reduz uma dificuldade relevante para novas marcas, pois se vale do uso da estrutura da Renault (bem estabelecida com rede de concessionárias, assistência técnica e peças). Por todas essas características citadas, o EX2 é um carro muito ágil. É legal até mesmo para divertimento nas ultrapassagens e retomadas. É um carro na mão, mesmo com direção elétrica – e é daqueles que você tem controle da situação. A suspensão parece ter sido feita para as estradas brasileiras, segurando os trancos do péssimo asfalto. Tudo bem equilibrado. Como deve ser um carro, independentemente do preço, da marca, da origem geográfica.
Tem picape nova no mercado. Desta vez, a Tasman, da Kia – A sul-coreana Kia entra oficialmente no segmento de picapes no Brasil com o lançamento da Tasman, primeiro modelo deste tipo desenvolvido em sua história. Versão única GL chega às concessionárias por R$ 250 mil. Desenvolvida integralmente como uma picape, a Tasman nasce para atender ao público que usa o veículo tanto como ferramenta de trabalho quanto para viagens, lazer e atividades ao ar livre. Segundo os diretores da marca, ela amplia os limites tradicionais do segmento ao combinar capacidade off-road, refinamento em pisos pavimentados, conectividade e versatilidade em um único produto. José Luiz Gandini, presidente da Kia Brasil e do Grupo Gandini, destaca que, após 34 anos de operação no País, finalmente conseguiu realizar um antigo sonho que era o de trazer um produto da Kia no segmento de picapes. “Um dos grandes momentos da marca Kia no Brasil passou pelo segmento 4×4, com a primeira geração do Sportage, na década de 1990, com apelo off-road. Porém, faltava uma picape”, festeja ele. O painel da picape adota uma arquitetura horizontal de linhas limpas e simétricas. Isso serviria para reforçar a sensação de amplitude da cabine. O console central concentra os principais comandos do veículo de forma intuitiva, enquanto o volante multifuncional e os comandos físicos posicionados facilitam a operação das principais funções durante a condução. As saídas de ar-condicionado com desenho em padrão colmeia completam a identidade visual do interior. Um dos destaques do interior fica por conta do painel panorâmico: são 29,6 polegadas de telas – o maior da categoria – formado pelo painel de instrumentos digital de 12,3”, uma central de 5” dedicada aos comandos do sistema de climatização e a do sistema multimídia também de 12,3”. O sistema multimídia oferece conectividade sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. O conforto também recebeu atenção especial durante o desenvolvimento da Tasman. O amplo entre-eixos de 3.270 mm permitiu à Kia criar uma cabine espaçosa, com 915 mm de espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro e inclinação dos encostos entre 25 graus, proporcionando maior conforto em viagens. O interior também incorpora materiais de origem renovável e reciclada em diversos pontos. Entre eles estão bioplásticos, revestimentos em couro sintético, tecidos produzidos a partir de garrafas PET recicladas e carpetes confeccionados com materiais reciclados.
Capacidade off-road – A picape é equipada com motor diesel 2.2 Smartstream de quatro cilindros, que desenvolve 210 cv de potência e 45 kgfm de torque. O conjunto trabalha com transmissão automática de oito velocidades. A estrutura foi desenvolvida sobre um chassi do tipo body-on-frame, concebido para oferecer rigidez estrutural, durabilidade e estabilidade em diferentes condições de uso. A aptidão off-road é reforçada pelo sistema de tração nas quatro rodas com 4 modos de condução (Eco, Normal, Sport e My Drive). Dependendo das condições de utilização, o motorista pode selecionar configurações dedicadas para diferentes tipos de terreno, como neve, lama e areia, otimizando a distribuição de torque e a atuação dos sistemas eletrônicos de assistência. Totalizam-se, assim, 7 modos de condução disponíveis.
Segurança – A Tasman tem vários equipamentos voltados à proteção dos ocupantes e à estabilidade dinâmica do veículo, com seis airbags (frontais, laterais e de cortina), freios a disco ventilados nas quatro rodas com ABS e EBD, controle eletrônico de estabilidade, controle eletrônico de tração, assistente de partida em rampa, controle de frenagem em declives, assistente de estabilidade de reboque, sistema de frenagem pós-colisão e sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis. O pacote tecnológico será ampliado em versão a ser apresentada ao mercado brasileiro em breve, segundo a marca. Vai incorporar sistemas de assistência à condução, o ADAS. A caçamba possui 1.512 mm de comprimento, 1.572 mm de largura e 540 mm de profundidade, oferecendo capacidade volumétrica de 1.173 litros. A Tasman também possui capacidade de carga útil de 1.007 kg e capacidade máxima de tração de até 6.200 kg, ampliando sua versatilidade para diferentes tipos de utilização. O acesso à caçamba foi facilitado por degraus integrados aos cantos do para-choque traseiro, permitindo alcançar a área de carga com mais praticidade.
Eletrificados chegam a 25% das vendas – Um estudo da primeira quinzena de agosto feito pela Bright Consulting revela que, dos 101.457 emplacamentos, as marcas chinesas ultrapassaram 25% do mercado. Assim, os eletrificados atingiram participação de 26% entre carros e comerciais leves. Entre as 15 primeiras do ranking, cinco são da China. No geral, os eletrificados somaram 26.370 unidades na quinzena, um novo patamar recorde, com volume pouco acima dos 25.065 de julho, porém mais que o dobro dos 11.029 emplacamentos do mesmo período de agosto de 2025.
Aircross XTR ganha nova multimídia – A linha 2027 do Aircross chega com algumas atualizações. A versão topo de gama XTR passa a oferecer as novas cores e uma central multimídia de 10,25” com interface escurecida com detalhes em cáqui. A gama também incorpora, de acordo com a versão, itens como sistema keyless (partida sem a necessidade da chave), porta-revistas e porta-documentos. Neste ano, o Aircross passa a ter as versões Feel Turbo 200 AT, Feel Pack 7 Turbo 200 AT. Esta última retorna para integrar a estratégia de diversificação do modelo, trazendo um pacote de conteúdos competitivo e mais opção para o consumidor brasileiro. A XTR 7 Turbo 200 AT se mantém como topo de gama, em razão de seu conteúdo, sendo hoje a versão mais vendida. Na nova linha, todas as versões também passam a contar com a atualização da central multimídia Citroën Connect Touchscreen de 10,25” que, após estrear no ano anterior com bordas ultrafinas em preto brilhante, agora ganha uma nova interface mais moderna com fundo escurecido, tornando a navegação mais intuitiva e confortável visualmente. O painel de instrumentos digital de 7” TFT, que mantém uma leitura clara e moderna das informações a bordo, oferece espelhamento sem fio via Android Auto e Apple CarPlay. Todas as versões contam também com dupla entrada USB do tipo C. O sistema oferece fácil interação, permitindo acesso às principais funções tanto pela tela de 10 polegadas quanto pelos controles no volante. Entre as demais evoluções da gama, todas as versões passam a contar com porta-documentos, item que adiciona praticidade ao conjunto. Já a versão XTR 7 Turbo 200 AT recebe também keyless (partida sem a necessidade de chave) e porta-revistas, recursos que reforçam a funcionalidade a bordo e a conveniência no uso diário.
Versões e preços
Aircross Feel Turbo 200 AT – R$ 124.990
Motor Turbo 200
Câmbio automático CVT com 7 marchas simuladas e Modo Sport
1 porta USB tipo A e tomada 12 V no painel
2 portas USB tipo C na segunda fileira
3ª fileira com 2 assentos individuais, rebatíveis e removíveis
Aerofólio traseiro
Alarme
Ar-condicionado manual
Apoio de braço do painel de porta revestido em tecido
Banco do motorista com ajuste de altura
Bancos traseiros bipartidos e rebatíveis com ISOFIX e TOP TETHER (fixação para cadeiras de crianças)
Chave tipo canivete com abertura remota
Citroën Connect touchscreen 10,25″ com moderna nova interface + espelhamento Android Auto e Apple CarPlay sem fio, 6 alto-falantes e controle de áudio no volante
Direção elétrica
DRL com LED
Emblema “Aircross” centralizado
Espelho de cortesia no para-sol motorista e passageiro
Exclusivo sistema de ventilação suplementar no teto
Hill Assist – Assistente de Partida em Rampa
iTPMS – Monitoramento de pressão de pneus
Luz de iluminação no porta-malas
Luz no porta-luvas
Maçanetas na cor da carroceria
Painel com revestimento em tecido
Painel de instrumentos digital 7″ TFT
Porta-celular na 3ª fileira
Porta-documentos no para-sol
Travamento automático das portas e do porta-malas com veículo em movimento
Vidros elétricos dianteiros e traseiros com função One Touch e antiesmagamento
Aircross Feel Pack 7 Turbo 200 AT – R$ 128.990 Todos os itens da versão Feel 7 mais:
Câmera de ré
Painel de instrumentos digital 7″ TFT
3ª fileira com 2 assentos individuais, rebatíveis e removíveis
Exclusivo sistema de ventilação suplementar no teto
Faixa traseira em preto brilhante
Logotipo 7 no porta-malas
Porta-celular na 3ª fileira
Retrovisores elétricos
Roda de liga 16”
Aircross XTR 7 Turbo 200 AT – R$ 134.990 Todos os itens da versão Feel Pack 7 mais:
Adesivo “XTR” no capô
Adesivo verde na coluna C
Apliques inferiores de para-choque dianteiros e traseiros (skid plates) na cor Technical Gray
Apoio de braço com revestimento premium soft touch e costura Light Green
Ar-condicionado digital e automático
Banco do motorista com apoio de braço com revestimento premium soft touch
Bancos com revestimento premium e costura Light Green (com porta-revista)
Câmera traseira
Capa do retrovisor em preto brilhante
Controlador e limitador de velocidade
Duplo chevron dianteiro escurecido
Emblema XTR na traseira, bancos dianteiros e soleira
Faixa traseira em preto brilhante
Faróis de neblina
Grade frontal em preto brilhante
Interior escurecido
Keyless, partida sem a necessidade da chave
Painel com revestimento premium soft touch com costura Light Green
Pedaleira com acabamento cromado
Porta-objetos com acabamento premium no painel
Pneus 215/60 – Uso misto (Pirelli Scorpion HT)
Protetor inferior lateral de porta com detalhe na cor Light Green
Retrovisores elétricos
Rodas de liga leve 17″ escurecidas
Sensor de estacionamento
Soleira de porta
Volante revestido em acabamento premium
Negócio da China? BYD vende kit solar nas concessionárias – Líder do mercado brasileiro de híbridos plug-in e elétricos, a BYD agora passa a vender seus kits de energia solar nas 233 concessionárias da marca do país. A compra não está vinculada à aquisição ou à propriedade de um veículo BYD: qualquer consumidor pode adquirir o sistema, inclusive donos de veículos de outras marcas. Mas, pelo menos neste momento, faz um casado com o novo Song Pro Flex. Quem adquirir o SUV à vista ou financiado pelo Santander pode comprar o kit solar em 36 parcelas fixas de R$ 512, sem entrada e sem juros. O valor das parcelas não inclui IOF de R$ 578,62 e taxa de cadastro de R$ 1.149, cobrados separadamente na contratação. O total chega a R$ 20,2 mil. Quem já tem um BYD ou veículos de outras marcas também pode comprar o kit financiado pelo Santander, com taxas a partir de 1,69% ao mês, de acordo com as condições da operação. Com a iniciativa, a chinesa atende a dois propósitos: mobilidade eletrificada e energia solar. Além, claro, de transformar a rede de vendas em mais um canal de acesso a soluções de geração de energia limpa. A proposta da BYD é simplificar o acesso à geração de energia solar residencial ao concentrar, em uma única contratação, diferentes etapas. O valor final do kit contempla os equipamentos, a instalação completa do sistema, a homologação junto à distribuidora de energia e o seguro pelo período de um ano. O kit é composto por oito módulos fotovoltaicos de 600 W cada, com potência total de 4,8 kWp, além de inversor, estrutura de suporte, cabos e conectores. Em condições médias, o sistema tem capacidade para gerar cerca de 600 kWh por mês. Os módulos fotovoltaicos que integram os kits são produzidos pela fábrica da BYD em Campinas (SP). A oferta permite ampliar os benefícios da eletrificação para além da mobilidade, com a possibilidade de gerar parte da energia consumida em casa.
Uber agora cobra motoristas por corrida não aceita – A Uber começou a cobrar os motoristas em caso de corridas confirmadas pelo aplicativo e não aceitas. Mesmo quando eles decidem não aceitar a viagem. A chamada “taxa de despacho”, em teste em Malmö, na Suécia, e na Basileia, na Suíça, cria um novo custo para quem está conectado à plataforma e pode sinalizar uma mudança na forma como a empresa tenta equilibrar a oferta de motoristas e a espera dos passageiros. Em Malmö, a cobrança é de 2 coroas suecas por chamada, cerca de R$ 1,03. Na Basileia, são 0,30 franco suíço, aproximadamente R$ 1,88. Segundo a big tech, a medida busca priorizar os motoristas mais próximos do passageiro e reduzir o tempo até o embarque. A própria empresa orienta os condutores a ficarem offline quando não estiverem disponíveis, já que a taxa não é cobrada nesse período. O tempo de espera é, de fato, um dos principais motivos de cancelamento. Levantamento da Machine mostra que 48,09% das desistências estão relacionadas à espera, enquanto mudanças de planos respondem por 18,8% e casos em que o motorista não aparece representam 4,92%.
Satisfação – A maior concentração ocorre nos primeiros minutos após o pedido, especialmente entre um e quatro minutos. “Os dados indicam que a experiência inicial do usuário define o sucesso da corrida. Pequenas variações de segundos podem determinar se um passageiro cancela ou permanece, o que impacta diretamente a satisfação e a receita da plataforma”, diz Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Machine. Os números não permitem afirmar que a taxa criada pela Uber vá reduzir os cancelamentos, mas ajudam a dimensionar o problema que a plataforma tenta atacar. Ao cobrar pela chamada, a empresa cria um incentivo para que permaneçam conectados aqueles que realmente estão dispostos a aceitar viagens. É aí que a mudança deixa de ser apenas operacional. Até agora, o motorista podia ficar online e avaliar cada corrida sem que uma recusa tivesse um custo direto. Com a nova regra, estar disponível passa a ter um preço. O impacto financeiro varia conforme o mercado. Em Malmö, a Uber diz que devolverá aos motoristas o valor arrecadado, distribuído de acordo com as corridas concluídas. Na Basileia, não haverá devolução, mas a comissão da empresa cairá de 25% para 23% nas categorias UberX e UberXL. Ainda não há indicação de que o modelo será levado ao Brasil. Caso isso aconteça, porém, a discussão será maior do que a criação de uma nova tarifa. A Uber estará definindo, na prática, quanto custa para um motorista permanecer disponível para receber uma corrida.
Preço médio dos 0km recua em julho – Os veículos 0km apresentaram queda de preço no mercado brasileiro durante o mês de julho. Enquanto os valores sugeridos pelas montadoras (MSRP) apresentaram uma média de R$ 168.405, cerca de 3,3% menor do que em junho, o tíquete médio por unidade nas concessionárias acompanhou esse recuo, ficando em R$ 158.403, um valor 3,5% mais baixo em comparação ao mês anterior. Isso representa um aumento do desconto médio praticado em relação ao MSRP de junho (6,9%) para 7,1%. Os dados são do PVZ – Estudo de Preços de Veículos Zero Km, feito pela MegaDealer com dados da plataforma Auto Avaliar. No ranking de descontos por região, o Norte manteve a média de 7,9% na redução dos preços em relação aos valores sugeridos pelas montadoras, novamente na primeira posição. Na sequência vieram o Sudeste (7,7%); o estado de São Paulo (7,5%), que é analisado individualmente; Centro-Oeste (6,7%) e Nordeste (6,7%); e o Sul (6,4%).
As novidades das motos Honda para 2027– A Honda aproveitou o festival de Interlagos, no começo do mês, em São Paulo, para apresentar algumas mudanças adotadas na linha 2027 de algumas das suas motocicletas. Mas, na verdade, a marca vem apresentando as novidades no Brasil de forma gradual desde o final de 2025 e ao longo de 2026. Já foram objeto de anúncios, por exemplo, modelos como Pop 110i, Biz, Elite 125, CB500 Hornet, NX500, CB650R, XR300L Tornado e XRE300 Sahara. O foco é amplo: tecnologia, segurança, praticidade e até novas cores. Não há alterações significativas nos motores. No geral, a estratégia é levar tecnologias antes restritas a motocicletas maiores para modelos de cilindrada intermediária. A Honda XR300L Tornado, que tem preço sugerido de R$ 31.700, ganha controle de tração HSTC e ABS traseiro com possibilidade de desativação, ABS traseiro desativável para uso na terra, sistema antifurto e painel com optical bonding – colagem óptica que elimina a camada de ar entre o display e a cobertura, reduzindo reflexos e melhorando a visualização sob luz intensa. Nela, a Honda realmente mexeu no conteúdo tecnológico. Ela tem novos comandos elétricos, pisca-alerta, indicadores dianteiros funcionando também como luzes de posição e nova opção de cor preta. A XRE 300 Sahara recebeu atualização importante em segurança e eletrônica, com chave codificada, ajustes na ciclística e novas opções de cores e grafismos. Mas o principal destaque é o HSTC, controle de torque/tração da Honda. A Sahara continua disponível nas configurações Standard, Rally e Adventure, preservando a proposta de atender desde o uso urbano até viagens e utilização mais aventureira. A Pop 110i ES 2027, por sua vez, mantém o foco na economia e praticidade urbana com atualizações visuais e de facilidade de pilotagem. Mas recebeu mudanças interessantes, como usar rodas de liga leve com pneus tubeless, eliminando as câmaras de ar. O pneu dianteiro também ficou mais largo, passando de 60/100-17 para 70/90-17. Os tambores de freio cresceram de 110 mm para 130 mm, melhorando a capacidade de frenagem. Outra mudança importante é que o tradicional pedal de freio foi substituído por uma alavanca no punho esquerdo, que atua nos dois freios. Visualmente, ganhou novo conjunto de carenagens. O motor 109,5 cm³, entretanto, foi mantido. A Honda também oferece USB-C como acessório. Veja outras novidades:
Elite 125 2027 – A scooter ganhou uma novidade prática: um porta USB-C de série, localizado próximo ao porta-luvas. Também passou de três para quatro opções de cores, todas inéditas. Mecanicamente, não houve mudança significativa: continua com o motor 123,9 cm³ e tecnologia eSP, além do sistema Idling Stop e câmbio automático V-Matic.
Linha 500cc e 650cc (NX500, CB500 Hornet, CB650R E-Clutch) –Receberam novas opções de cores. Nos grupos especializados, há críticas à ausência de uma oferta mais ampla do Honda RoadSync no mercado brasileiro. Ela está habilitada de forma restrita, em modelos de alta cilindrada. O aplicativo de conectividade via Bluetooth com comandos de voz atua na navegação (mostra rotas passo a passo no painel), chamadas e mensagens (permite atender ligações e ouvir mensagens de texto) e música e clima (controla o som e checa o tempo pelo painel e fone do capacete). A CB650R E-Clutch mantém seu principal diferencial, o E-Clutch, sistema que permite ao motociclista utilizar a embreagem manualmente ou deixar o acionamento a cargo do sistema eletrônico. A permanência do E-Clutch é importante porque é uma tecnologia ainda relativamente nova no mercado brasileiro. A E-Clutch tem preço sugerido de R$ 59.560.
CB1000 Hornet 2027 – A família Hornet foi ampliada com a nova CB1000 Hornet, disponível nas versões ABS e SP. O modelo é equipado com motor de quatro cilindros em linha derivado da CBR1000RR Fireblade, que entrega 147,4 cv e 10,3 kgfm de torque. As duas versões contam com acelerador eletrônico, modos de pilotagem configuráveis, controle de tração, painel TFT de 5 polegadas com conectividade para smartphone e suspensão dianteira invertida Showa. A proposta é combinar alto desempenho com uma condução precisa, tanto no uso urbano quanto em estradas. A versão topo de linha, CB1000 Hornet SP, traz diferenciais como amortecedor traseiro Öhlins TTX36, pinças de freio Brembo Stylema e quickshifter de série. Já a versão ABS utiliza componentes Showa na suspensão traseira e freios Nissin. Preços: a CB1000 Hornet (branco perolizado e vermelho) custa R$ 68.800; a CB1000 Hornet SP (preto fosco), R$ 76.750. Ambas estarão disponíveis na rede de concessionários Honda a partir de setembro.
CB300F Twister 2027 – Chega com novidades em segurança, tecnologia e design. O modelo será oferecido em duas versões: CB300F Twister ABS e CB300F Twister S. Entre os destaques estão a adoção do HSTC (Honda Selectable Torque Control), que auxilia no controle de tração da roda traseira, e a nova suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP com mesas de alumínio forjado mais leves. O modelo também passa a contar com o sistema ESS (Emergency Stop Signal), que aciona automaticamente os piscas em frenagens bruscas. A iluminação full-LED foi aprimorada com luzes de posição integradas aos indicadores dianteiros, enquanto o painel digital LCD blackout recebeu a tecnologia Optical Bonding, que reduz reflexos e melhora a resistência do conjunto. No visual, a Twister 2027 traz novas carenagens laterais e para-lama dianteiro redesenhado. A versão S se diferencia por detalhes exclusivos, como a rabeta esportiva, rodas com friso vermelho e mola traseira na mesma cor. A CB300F ABS (vermelho metálico e preto metálico) tem custo de R$ 26.880; a CB300F S (azul metálico), de R$ 27.680.
Biz 125 EX Kuromi – Baseada na Honda Biz125 EX 2027 lançada recentemente, a Biz Kuromi tem como cor predominante o roxo característico da personagem, além de grafismos que retratam o universo Kuromi e a cultura kawaii, que valoriza a fofura, o charme e a simplicidade, elementos coincidentes com o caráter das Biz. A Biz Kuromi tem motor monocilíndrico FlexOne, OHC, com transmissão semiautomática rotativa de quatro marchas. O chassi de aço tipo monobloco tem suspensão dianteira por garfo telescópico e traseira por braço oscilante. A roda dianteira tem 17” e a traseira 14”, calçadas com pneus tubeless. A frenagem CBS – Combined Brake System tem freio dianteiro a disco e traseiro a tambor. As luzes de posição frontais em LED, o quadro de instrumentos tipo blackout, o útil compartimento sob o banco, a tomada USB-C e a chave de ignição que opera a abertura do banco na parte posterior do escudo frontal são itens de praticidade/conforto da Biz Kuromi, já disponível na rede de concessionários Honda. O preço sugerido é de R$ 17.990.
Gold Wing Tour — 50 anos – A série especial celebra cinco décadas do modelo e incorpora conectividade Apple CarPlay e Android Auto sem fio; sistema de áudio aprimorado e atualizações da ECU (a unidade de controle eletrônico que é o “cérebro” da motocicleta. Ela gerencia o sistema PGM-FI, controlando a injeção de combustível, o ponto de ignição, a marcha lenta e o desempenho geral com base em dados de vários sensores). Também ganhou sensor OBD2-2 para atender ao Promot 5; elementos exclusivos alusivos aos 50 anos; animação especial de inicialização do painel; acabamento e grafismos comemorativos. A moto mantém o monumental motor seis cilindros de 1.833 cm³, câmbio DCT de sete marchas e suspensão eletrônica.
Linha Pro Honda – O portfólio de produtos Pro Honda foi melhorado, com o lançamento de quatro novas soluções voltadas à segurança, praticidade e manutenção das motocicletas. Todas são produtos homologados que combinam eficiência, conveniência e qualidade. Entre os lançamentos está o cristalizador de viseiras, que cria uma película hidrorrepelente para melhorar a visibilidade em condições de chuva, contribuindo para uma pilotagem mais segura. A linha passa a contar também com o Engine Cleaner Pro Honda, desenvolvido para auxiliar na limpeza dos componentes internos do motor e do sistema de alimentação de combustível, ajudando a preservar o desempenho e a eficiência operacional da motocicleta. Completam a novidade o Reparador de Pneus Instantâneo Pro Honda, solução prática para vedação temporária e enchimento de pneus tubeless em casos de pequenos furos durante o trajeto, e o Desengraxante Spray Pro Honda, produto de alta capacidade de limpeza destinado tanto a profissionais de oficinas e concessionárias quanto a motociclistas adeptos da manutenção própria.
Denza Z9 GT
Denza lança dois novos modelos: o Z9 GT e a D9 – A marca chinesa Denza, do grupo BYD, apresentou dois modelos nesta quarta-feira (20/8) com uma proposta ousada: “redefinir o significado de mobilidade de luxo”. Ela pretende fazer isso por meio da combinação de tecnologia, design, performance e experiências sofisticadas como a do próprio lançamento, num hotel de seis estrelas em São Paulo ao som da Orquestra Villa-Lobos. “O consumidor brasileiro é apaixonado por carros. Gosta de potência, valoriza design, entende de tecnologia e, principalmente, sabe reconhecer quando existe excelência por trás de um produto”, afirma Alexandre Baldy, vice-presidente sênior do Grupo BYD no Brasil. “Queremos construir algo que vá muito além de uma relação entre marca e cliente. Queremos construir desejo, confiança e pertencimento”, completa. Outra proposta da Denza é fazer com que cada veículo nasça de um princípio simples, mas poderoso: a tecnologia deve ser invisível, porém essencial. E isso já traz resultados para a companhia: o Denza B5 foi o veículo premium mais vendido do Brasil em junho e julho. Agora, a chegada do Z9 GT e do D9 inaugura uma nova frente no segmento de luxo no Brasil. O cupê esportivo Denza Z9 GT, equipado com três motores elétricos, incorpora soluções tecnológicas, como a Crab Walk, que permite ao veículo se deslocar lateralmente para facilitar manobras em espaços apertados, além do sistema de autoestacionamento. Custa R$ 650 mil (informação não oficial, mas crível). Com 952 cv de potência, o Z9 GT acelera de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos e se posiciona como um dos elétricos mais tecnológicos do segmento premium global – onde materiais nobres e sistemas avançados se harmonizam.
Denza D9
O Denza D9 EV é uma minivan executiva 100% elétrica, de alto luxo, com 7 lugares, autonomia de até 600 km, bateria de 115 kW, carregamento flash e acabamento comparável à classe executiva de avião. O D9 mantém um nível de ruído interno excepcionalmente baixo, registrando entre 65-70 dB a uma velocidade constante de 110 – 120 km/h em rodovia. O silêncio na cabine é comparável ao de uma biblioteca, tornando o ruído de rodagem notavelmente baixo para uma minivan de luxo de grande porte. O evento também marcou a apresentação da tecnologia Flash Charging, sistema de carregamento ultrarrápido, que chega ao Brasil para reduzir uma das principais preocupações dos consumidores de veículos elétricos: o tempo de recarga. Com potência de até 1.500 kW, a tecnologia permite recuperar a carga da bateria de 10% a 70% em apenas cinco minutos e de 10% a 97% em nove minutos, tempo semelhante ao necessário para abastecer um carro em um posto de combustíveis. O Z9 GT será o primeiro carro no mercado nacional com a tecnologia compatível com carregamento Flash. Em breve, todas as concessionárias da marca terão um Flash Charging. O preço deste modelo não foi divulgado.
Vai vender o carro pela internet? Veja alguns cuidados – A negociação de veículos usados pelas plataformas digitais nunca foi tão simples e, ao mesmo tempo, tão suscetível a fraudes. Em um cenário de mercado aquecido, criminosos têm aperfeiçoado golpes que envolvem comprovantes de pagamento falsos, documentos adulterados e perfis fictícios, exigindo atenção redobrada de quem pretende fechar negócio. Segundo Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, líder do franchising no segmento de intermediação de venda de veículos no Brasil, o desejo de vender rapidamente faz com que muitos proprietários deixem de adotar medidas básicas de segurança. “A maioria dos golpes acontece porque o vendedor acredita que uma proposta muito vantajosa ou uma negociação extremamente rápida é sinônimo de bom negócio. Na prática, é justamente nesses momentos que é preciso redobrar a atenção”, afirma. Para evitar prejuízos, o executivo reuniu seis orientações para quem pretende vender um veículo.
Nunca entregue o veículo antes da conclusão da transferência – Um dos erros mais comuns é liberar o carro antes que toda a documentação esteja regularizada e o pagamento tenha sido efetivamente compensado. “O ideal é entregar o veículo somente depois que o dinheiro estiver disponível na conta e a transferência de propriedade tiver sido formalizada. Promessas de pagamento ou comprovantes enviados por aplicativos não substituem a confirmação bancária”, alerta Miguel Souza.
Desconfie de quem tem muita pressa – Golpistas costumam criar um senso de urgência para impedir que a vítima analise a negociação com calma. “Quem realmente está interessado costuma fazer perguntas sobre o veículo, pedir tempo para avaliar a documentação e até negociar valores. Quando existe uma pressa exagerada para fechar negócio, vale acender o sinal de alerta”, diz o CEO de Vaapty.
Considere a intermediação especializada – Para quem deseja mais segurança durante todo o processo, recorrer a empresas especializadas pode reduzir significativamente os riscos. “A intermediação profissional elimina toda essa vulnerabilidade da negociação direta. Além da avaliação técnica do veículo, há análise documental, validação das partes envolvidas, suporte jurídico e acompanhamento de todas as etapas da venda. Isso oferece muito mais tranquilidade tanto para quem vende quanto para quem compra”, destaca o CEO de Vaapty.
Prefira pagamentos rastreáveis – Receber em espécie pode dificultar a comprovação da transação e aumentar os riscos. A recomendação de Miguel é priorizar transferências bancárias ou PIX identificados e somente considerar a venda concluída após a confirmação definitiva da operação pela instituição financeira.
Verifique a identidade do comprador – Antes de avançar na negociação, é importante solicitar documentos e conferir se as informações são verdadeiras. “Hoje existem diversas ferramentas que ajudam a validar dados pessoais e evitar fraudes. Alguns minutos de conferência podem evitar um prejuízo significativo”, explica.
Escolha locais seguros para mostrar o veículo – Test drives e encontros devem acontecer em locais públicos, movimentados e monitorados por câmeras. Também é recomendável estar acompanhado por outra pessoa e evitar informar o endereço residencial logo no primeiro contato. Para Miguel, a evolução das vendas digitais deixou o processo mais prático no mercado automotivo, mas, por outro lado, muito mais vulnerável. “Os golpistas estão cada vez mais preparados e exploram justamente a confiança e a pressa de quem quer vender. Por isso, adotar procedimentos de segurança, verificar todas as informações e contar com apoio especializado quando necessário são medidas fundamentais para proteger o patrimônio e concluir a negociação com tranquilidade”, conclui.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O jornalista Homero Fonseca, que nos deixou na tarde deste sábado (22) de agosto, foi, certamente, um dos repórteres de imprensa mais completos que o jornalismo entregou como profissional.
Homero era refinado. Tinha técnica de apuração sofisticada, disciplinada e exigente com o que entregava. Tão preciso que não demorou para ser chamado para produzir relatórios de empresas pernambucanas quando elas decidiram publicar algo mais que simples balanço.
Ele dava lustro a dados frios e capturava ações sociais dessas empresas, provocando a apresentação delas e mostrando gente naquilo. Na década de 80, seriam considerados os atuais relatórios de ESG, quando a sigla sequer existia. Essa precisão naturalmente o levou para o jornalismo econômico, onde acabou por fazer quase toda sua carreira.
Homero Fonseca já era profissional sindicalizado e atuante na entidade sindical, quando decidiu prestar vestibular na Unicap, formando-se na turma de 1979. Tinha uma outra marca que hoje poucas pessoas sabem. Ele cuidava da formação dos novos jornalistas. Não apenas na questão de apuração, mas também de ensinar conceitos de ética e respeito às pessoas e aos entrevistados.
Sim, Homero era duro e exigente. Cobrava dados precisos e, no tempo em que capturar informações de retaguarda exigia ir ao departamento de pesquisa, folhear centenas de páginas recortadas. Mas era generoso quando surpreendia os novatos assinando os primeiros textos, seja no Diário de Pernambuco, seja no Jornal do Commercio.
O jornalista era defensor da ideia, ainda hoje moderna, do editor decidir se assina ou não um texto como prêmio pelo seu trabalho de apuração, especialmente aos estagiários. Como um incentivo a “aprender a respeitar a língua, a ortografia e a apuração dos fatos.’
Homero Fonseca sempre se apresentou como um jornalista engajado de esquerda. Embora não filiado, esteve na linha de frente nas batalhas de rua em passeatas que percorriam o centro do Recife com os manifestantes atrás da megafaixa “Pelas Liberdades Democráticas”.
Ele esteve à frente de vários jornais, fez a capa deles, entre eles o Diário de Pernambuco, estruturou redações, além de ser primeiro nas atuais assessorias de comunicação de órgão públicos, entre eles a Fundação Joaquim Nabuco nos tempos de Gilberto Freyre.
E escreveu dezenas de relatórios anuais de bancos, entre eles o do Banorte, quando o banco de Pernambuco era um dos mais avançados em termos de tecnologia.
Como diziam seus amigos mais próximos, era o texto mais preciso do jornalismo pernambucano. Ele passou pelas redações dos três grandes jornais de Pernambuco e esteve à frente da Folha de Pernambuco, onde ‘aspeou’ uma frase que virou marca pela tragédia do desabafo de uma mãe ao ver seu filho morto numa operação policial: “Meu filho era uma alma sebosa”.
A diferença é que a expressão típica do noticiário policial veio suportada pela história de uma mãe pranteando a dor da morte pelo aparelho policial, resignando-se com o seu insucesso como progenitora.
Homero esteve na redação do Recife dos grandes jornais e participou de todas as coberturas da campanha da redemocratização numa carreira tão limpa e honesta que o fez ser lembrado e respeitado, pelo que elevou o nível da régua de produção do lugar por onde passou pelo seu padrão de entrega.
E isso é possível na rigorosa apuração do seu livro Tapacurá: Viagem ao planeta dos boatos que lançou em maio de 2011, analisando o boato de que Tapacurá havia estourado mais uma vez, assombrou a população recifense.
Na vida cultural, era um leitor voraz, freguês premium do icônico Livro Sete de Tarcísio Pereira e era uma espécie de orientador sobre o que um jornalista não poderia deixar de ler para ser um profissional de qualidade.
Muitos de nossos colegas leram John Reed e seu clássico Dez Dias que Abalaram o mundo; A Primeira Vítima, de Phillip Knightley, é um livro clássico de 1975, que analisa a história dos correspondentes de guerra e Esquerdismo A Doença Infantil do no Comunismo, de Vladimir Lénine indicados por Homero Fonseca.
E no Carnaval, ajudou a fundar o icônico Siri na Lata ao lado de Ricardo Carvalho e Paulo Brás pelas ruas de Olinda. Talvez esse fosse o único espaço onde o sério e carrancudo Homero se permitia mudar a fantasia.
Por isso, a partida de Homero, que deixou o jornalismo e enveredou pelos livros, nos deixa menores. Ele ajudou centenas de jornalistas a apurar melhor, escrever melhor e responder às demandas da sociedade.
O que a gente poderia chamar hoje de trabalhar pela melhoria da reputação do profissional de imprensa.
Talvez a maior contribuição de Homero Fonseca ao jornalismo tenha sido essa: formar uma geração inteira de profissionais que aprendessem a ser éticos. E lutar para que muitos não se perdessem pelo caminho.
E tudo isso apenas mostra o seu método de trabalho de jornalismo de precisão. Quando não existia a barra de rolagem no PC, o Google e o smartphone.
Dois casos de grande repercussão envolvendo os filhos de dois chefes do Executivo colocaram a Polícia Federal e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro das discussões da disputa eleitoral de 2026. As informações são do portal Metrópoles.
O integrante da Corte acumula as relatorias da investigação do financiamento do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o inquérito envolvendo a suspeita de tráfico de influência por parte do empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O filho petista é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo a pedido da Polícia Federal (PF). Interlocutores da Presidência ainda não conseguem dimensionar os efeitos dos desdobramentos da investigação sobre a campanha de Lula, que tenta acompanhar possíveis impactos nas pesquisas de intenção de voto.
Nessa sexta-feira (21/8), pesquisa Datafolha mostrou Lula com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio, que registrou 43%. O levantamento ouviu 2.058 eleitores entre 18 e 20 de agosto, período em que Lulinha já era alvo de inquéritos da Polícia Federal (PF).
Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de julho, Lula tinha 48% das intenções de voto, contra 43% de Flávio. Na ocasião, a vantagem era de cinco pontos percentuais. Agora, com a oscilação de um ponto para cada candidato, a distância caiu para quatro pontos.
Apesar da redução de um ponto na intenção de voto de Lula, o levantamento ainda não permite associar a oscilação aos efeitos políticos da investigação sobre Lulinha, já que a variação está dentro da margem de erro.
Pesquisa Datafolha, divulgada hoje, mostra como está a disputa pela Presidência da República em Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e é o primeiro divulgado pelo instituto após o início das campanhas. Veja os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos.
Lula (PT): 56%
Flávio Bolsonaro (PL): 24%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Romeu Zema (Novo): 1%
Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
Samara Martins (UP): 1%
Edmilson Costa (PCB): 1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
Clariana Barão (DC): 0
Hertz Dias (PSTU): *o candidato foi estimulado, mas não foi citado
Em branco/nulo/nenhum: 8%
Indecisos: 4%
Cenário com Pablo Marçal
O Datafolha testou dois cenários de 1º turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por causa de uma condenação na Justiça Eleitoral. O TSE ainda vai julgar se ele pode concorrer e, na última semana, proibiu o candidato de fazer propaganda na TV, ir a debates e usar dinheiro público em sua campanha até que haja uma decisão definitiva.
Segundo o instituto, a inclusão de Marçal não altera de forma significativa o quadro geral da disputa. Veja os números:
Lula (PT): 55%
Flávio Bolsonaro (PL): 24%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 2%
Pablo Marçal (PRTB): 1%
Samara Martins (UP): 1%
Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
Romeu Zema (Novo): 1%
Edmilson Costa (PCB): 0
Clariana Barão (DC): 0
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
Rui Costa Pimenta (PCO): 0
Hertz Dias (PSTU): 0
Em branco/nulo/nenhum: 7%
Indecisos: 4%
O Datafolha ouviu 1.204 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00109/2026. Foram incluídos na pesquisa os 13 candidatos que pediram registro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro do prazo.
Imagens publicadas nas redes sociais, na tarde de hoje, mostram corredores lotados no Hospital Getúlio Vargas, no Recife, com pacientes relatando dificuldades e demora no atendimento. O registro expõe mais um episódio de reclamações relacionadas à assistência na rede pública de saúde de Pernambuco.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) voltou às ruas da Mata Sul de Pernambuco, hoje, em mais uma intensa agenda de campanha ao lado dos demais integrantes da chapa majoritária da Frente Popular. Ao lado do candidato a governador João Campos (PSB), do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, Marília participou de atividades em Ribeirão e Xexéu e segue para Tamandaré, onde participará de uma caminhada e da inauguração de um comitê da Frente Popular na cidade.
Em Ribeirão, Marília visitou a feira livre e as ruas do Centro, conversando com comerciantes, trabalhadores e moradores. A agenda também incluiu uma visita à fábrica do Grupo Metalúrgica Barra do Piraí (MBP), empreendimento instalado no município em 2022, com investimento inicial de cerca de R$ 100 milhões e geração de mais de 160 empregos diretos e 500 indiretos. Os candidatos da Frente Popular foram recebidos pelo ex-prefeito Marcello Maranhão (PSB). A atividade contou, também, com a presença do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD).
Na sequência, em Xexéu, a Marília participou de caminhada, adesivaço e de um encontro com lideranças, promovido por Pino Mendes, uma das principais lideranças da oposição no município. Também participaram da atividade o deputado federal Pedro Campos (PSB) e o deputado estadual Junior Matuto (Republicanos).
“A Mata Sul tem uma força enorme e precisa voltar a ter oportunidades à altura do seu povo. É isso que estamos construindo ao lado de João, Carlos, Humberto e do presidente Lula: um projeto que una Pernambuco, gere emprego e faça os investimentos chegarem a todas as regiões. No Senado, quero ser uma voz forte dos municípios pernambucanos e ajudar Lula a fazer ainda mais pelo nosso estado”, afirmou Marília. À noite, a pedetista retorna ao Recife onde participa de atividades junto a aliados da capital e de Olinda.