Coluna da sexta-feira

Duelo de titãs 

Por Juliana Albuquerque – Repórter do Blog

Não é de hoje que a relação entre os poderes Legislativo e Executivo em Pernambuco ganha ares de um verdadeiro duelo de titãs. Na última quarta-feira (22), após abandonar a sessão na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a qual preside, por discordar do prosseguimento da votação dos projetos do PLDO do próximo ano e o PPA 2024-2027, a deputada Débora Almeida (PSDB) conseguiu colocar ainda mais lenha no fogo que queima desde o início do Governo Raquel Lyra. 

Ontem, em entrevista à Rádio Jornal, a tucana, aliada de primeira hora da governadora de Pernambuco, disse em alto e bom tom que há um movimento contrário na Assembleia em relação à governadora Raquel Lyra (PSDB), comandado pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB).

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Com 29.102 votos para deputado estadual nas eleições de 2026, dos quais quase 20 mil somente em Caruaru, o vereador Anderson Correia (PP) encerra o pleito fortalecido politicamente. Mesmo ficando na suplência da Federação União Progressista, o resultado demonstra sua capacidade de transformar trabalho e serviços prestados em reconhecimento popular. Com uma campanha de estrutura mais enxuta e sem dispor dos mesmos recursos de muitos concorrentes, Correia conquistou uma votação expressiva, ficando à frente de grandes nomes da política caruaruense que disputaram o mesmo pleito. Em 2024, já havia feito história ao conquistar 7.310 votos e se tornar o vereador mais votado de Caruaru em uma reeleição. Agora, amplia seu capital eleitoral e demonstra que sua atuação ultrapassa os limites do município.

Embora seja reconhecido estadual e nacionalmente pela defesa da causa animal, a votação de Correia também reflete a pluralidade de seu mandato, com destaque para a saúde, a defesa das pessoas com câncer e os direitos da pessoa idosa. Um dos principais exemplos é sua atuação em favor do Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA), contribuindo, por meio de articulações políticas, para a habilitação da instituição no SUS, que garantiu aproximadamente R$ 9 milhões anuais em repasses. Também teve participação nas articulações que viabilizaram dez novos leitos de UTI pediátrica no Instituto, dobrando a capacidade do Agreste, de dez para vinte leitos, além de recursos de emendas parlamentares para fortalecer seus serviços. Na causa animal, sua atuação também resultou em importantes avanços a partir de requerimentos de sua autoria atendidos pelo Poder Executivo, como a criação da Secretaria Executiva de Bem-Estar Animal e a implantação do Hospital Público Veterinário. Conquistas que contribuíram para fazer de Caruaru uma referência estadual em políticas públicas de proteção animal e combate aos maus-tratos.

O desempenho nas urnas também coloca Anderson Correia em evidência nas articulações políticas para 2028. Presidente da Federação União Progressista em Caruaru, o vereador amplia sua capacidade de diálogo com diferentes lideranças, entre elas a governadora Raquel Lyra e o prefeito Rodrigo Pinheiro. Seu nome já é ventilado nos bastidores como uma possibilidade para a disputa majoritária municipal, embora não exista definição sobre uma eventual candidatura. Sua votação e capilaridade eleitoral também o tornam um nome estratégico nas articulações dos grupos políticos para a próxima eleição. Advogado animalista e conhecedor das políticas públicas, Correia demonstra capacidade de transitar por diferentes segmentos e defender pautas que impactam diretamente a população. O resultado de 2026 consolida uma liderança que ganhou dimensão estadual e chega ao próximo ciclo eleitoral com maior presença nas decisões e articulações políticas de Caruaru e de Pernambuco.

Câmara Municial Recife

Depois de Olinda, chegou a vez de Caruaru debater o resultado das eleições 2026 e a surpreendente virada do presidente Lula (PT). A discussão, saudável, salutar e oportuna, está marcada para hoje, a partir das 20 horas, na Câmara de Vereadores. “Vamos ampliar esse debate, que é necessário”, disse o presidente da Câmara, Bruno Lambreta (PSDB), que me fez o convite em nome dos demais colegas da Casa.

O debate será precedido de uma palestra minha na qual apresento um diagnóstico dos votos que saíram das urnas. Como ficou a composição do Congresso? Quais os partidos que elegeram maior número de senadores e deputados? Nos Estados, quais os partidos que emplacaram o maior número de governadores? Lula governa com o novo Congresso, de perfil extremamente conservador e de centro direita?

O evento é aberto ao público em geral, uma sequência do primeiro ocorrido em Olinda na última quinta-feira, por iniciativa do presidente da Câmara, Saulo Holanda (MDB).

Para onde vão mais R$ 2 bilhões em empréstimos?

A governadora Raquel Lyra (PSD) joga pedras no ex-governador Paulo Câmara injustamente. Dele, recebeu, ao contrário do que propaga, um Estado enxuto, ajustado financeiramente. Do contrário, não teria contratado cerca de R$ 15,2 bilhões em operações de crédito. Adicionalmente, foram aprovados US$ 275 milhões para a reestruturação e refinanciamento de dívidas antigas do Estado.

O montante acumulado por meio dessas diversas operações de crédito é dividido entre contratos já executados e novas autorizações de captação concedidas pela Assembleia Legislativa.

Ontem, a Alepe aprovou mais R$ 2 bilhões sem conhecer, com clareza, onde os recursos serão aplicados, quais serão as condições dos empréstimos e quanto essa conta custará aos cofres públicos.

Caruaru - Minha rua nova

Integrantes do governo Lula trabalham com a expectativa de uma reunião bilateral entre o presidente brasileiro e Donald Trump ainda neste ano. O encontro deve ocorrer às margens da cúpula do G20, marcada para os dias 14 e 15 de dezembro, em Miami, na Flórida.

Até o momento, não houve pedido formal de nenhum dos dois lados. No entanto, segundo apuração da âncora Débora Bergamasco, para o CNN 360º desta quarta-feira (4), o governo brasileiro avalia que pode tomar a iniciativa caso não haja sinalização do lado americano. As informações são da CNN.

A expectativa surgiu após Trump declarar publicamente que falaria com Lula. Quando questionado sobre a vitória eleitoral do presidente brasileiro, Trump afirmou que entraria em contato.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez nesta quarta-feira um discurso contra os questionamentos do PL ao resultado da eleição presidencial, horas depois de o partido lançar Rogério Marinho (RN) como candidato ao comando da Casa. A manifestação ocorreu em meio a um embate com a oposição após a decisão de adiar a votação da proposta de redução da maioridade penal, que provocou críticas à condução dos trabalhos pelo senador.

Alcolumbre ironizou o fato de o partido de Flávio Bolsonaro ter comemorado a eleição de deputados e senadores no primeiro turno, mas passado a contestar a confiabilidade das urnas eletrônicas após a derrota do candidato para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do jornal O GLOBO.

Olinda - Refis 2026

O presidente nacional do PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro), Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira (4) que a sigla está articulando com outras legendas em busca de consenso e apoio para aprovar o voto distrital misto nas próximas semanas.

O deputado federal destacou que os tucanos apoiam historicamente uma transição no modelo eleitoral, mas ainda avaliam qual alternativa é mais adequada. Segundo o parlamentar, os partidos de centro devem decidir em breve se apoiarão o projeto de “distritão misto”, com um período de transição, ou o “distritão puro”, sem transição. As informações são da CNN.

As siglas de centro — que, na avaliação do deputado, consideram que o modelo atual precisa “evoluir” – buscam o apoio de outros partidos, como o PT (Partido dos Trabalhadores) e o PL (Partido Liberal), para que o projeto avance ainda neste ano.

Palmares - Creche Quilombo II

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta quarta-feira (4) que nunca se filiará ao PL. A declaração foi dada ao g1 após o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, anunciar publicamente que pretende levar a parlamentar para o partido.

“Nunca! Eu estou é convidando Michelle pra vir para o Republicanos e daí ele saiu com essa, fazendo resenha”, afirmou Damares. As informações são do g1.

A troca de declarações ocorre em meio a articulações do Republicanos para filiar a ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF). Damares negou que vá mudar de sigla e confirmou que há um esforço para atrair Michelle. A ex-primeira-dama conquistou 38.496 votos e assumirá a cadeira em 2027.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira que a Casa irá analisar a possibilidade do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) continuar participando de votações remotamente, mesmo estando nos Estados Unidos, para onde fugiu após a derrota na eleição presidencial.

A declaração ocorreu após uma questão de ordem apresentada pelo líder do governo no Congresso Randolfe Rodrigues (PT-AP), que questionou a ausência de comunicação formal da saída do país, as providências que serão adotadas pelo Senado e a validade dos votos registrados pelo parlamentar na terça-feira. As informações são do jornal O GLOBO.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encerrou o processo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se desafiaram a divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos, incluindo informações de familiares e empresas.

A decisão foi assinada nesta quarta-feira (4/11), após manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE). O órgão considerou não haver motivos para o TSE intervir na disputa entre os dois adversários. As informações são do Metrópoles.

A vitória dos democratas no Congresso dos Estados Unidos projeta dificuldades crescentes para a família Bolsonaro que reside no país. Na avaliação de diplomatas brasileiros, a nova configuração do parlamento americano será um terreno de críticas diretas e duras para Flávio e Eduardo Bolsonaro, que contam com o abrigo do governo Donald Trump, que amarga uma grande derrota.

Integrantes do Itamaraty avaliam que a eleição do Congresso é muito ruim para os filhos de Bolsonaro porque “haverá pouca paciência dos parlamentares com Trump e seus intentos de interferir nos processos democráticos na América do Sul e no Brasil, em particular”. As informações são do jornal O GLOBO.

O presidente do PT (Partidos do Trabalhadores), Edinho Silva, abriu nesta quarta-feira (4) conversas com as siglas do chamado Centrão sobre a montagem do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula delegou a Edinho essa tarefa de articulação. O dirigente irá se reunir com todas as legendas do Centrão, inclusive as que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. As informações são da CNN.

O primeiro contato se deu com o MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Edinho se reuniu com o presidente da legenda, Baleia Rossi, em Brasília, por volta das 12h. Segundo fontes próximas ao dirigente, o encontro durou cerca de 40 minutos.

A jornalista Miriam Leitão, 73 anos, do Grupo Globo, disse nesta quarta-feira (4) que “do ponto de vista da democracia, a vitória brasileira e a vitória nos Estados Unidos do Partido Democrata são excelentes notícias”.

Ela estava se referindo aos resultados eleitorais recentes nos 2 países: no Brasil, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e, nos EUA, a derrota do presidente Donald Trump (republicano), nas disputas de meio de mandato para o Congresso norte-americano. As informações são do Poder 360.

A declaração foi dada à rádio CBN, do Grupo Globo, no início da tarde, quando a jornalista falava dos possíveis impactos da derrota dos republicanos nas eleições desta semana nos EUA: “[…] Nós aqui precisamos, como eu tenho falado, o governo Lula precisa explicar melhor o caminho da economia. Nós temos um problema que é só nosso, que é a dificuldade de fazer um horizonte para as contas públicas. No caso da dívida pública, no mundo inteiro houve aumento da dívida pública. Não é só o [caso do] Brasil. Mas o Brasil tem uma dívida muito cara. E essa discussão dos últimos tempos só complicou mais.

Ouça a declaração:

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