Anderson Ferreira (PL) deu declaração, hoje, na qual destacou ter promovido mais de 120 debates com a população de todo o estado e lamentou o que chamou de “circo eleitoral” nos encontros realizados nas emissoras de tevê entre os candidatos ao Governo de Pernambuco ao longo do primeiro turno das eleições. Representante do Partido Liberal na disputa ao Palácio do Campo das Princesas, Anderson disse que os debates televisivos não “apresentaram nada a ninguém, somente brigas, intrigas e acusações”.
“O estado não merece isso, o povo pernambucano não merece isso. É um formato que, no fundo, não passa de um imenso desserviço”, afirmou Anderson, ao acrescentar que muitos dos adversários não têm moral alguma para criticar o PSB do governador Paulo Câmara. “Marília, Raquel, Miguel e Danilo são ou, um dia, foram dos quadros do PSB, e hoje brigam entre si e puxam o estado para baixo. Não estou aqui por nenhuma outra razão além de acabar com essa briga para colocar o pernambucano à frente e governar para todos, unindo as pessoas, como fizemos no passado”, explicou.
“Vamos trazer de volta os empregos e os investimentos, melhorar a saúde e a educação, e fortalecer os programas de proteção social”, continuou o liberal, ao citar que apesar de as pesquisas o colocar no segundo turno, “a confiança vem, na verdade, do que tem sido visto nas ruas”.
“Por onde passamos, percebemos que as pessoas têm a compreensão e nos dão o respaldo sobre o trabalho que fizemos. O povo sabe que somos a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL) em Pernambuco. E, no próximo domingo (2), vamos ter uma grande vitória nas urnas, uma vitória do tamanho de Pernambuco e do Brasil”, pontuou Anderson Ferreira.
O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), emitiu uma nota fazendo duras criticas e cobrando respostas à governadora Raquel Lyra (PSD) sobre a “perseguição política” e a “investigação paralela” denunciadas, ontem, em rede nacional pela TV Record. Segundo a nota, uma operação clandestina teria sido montada com uso da estrutura da Polícia Civil, sem ordem judicial ou inquérito, para monitoramento com fins eleitorais. Confira abaixo o documento na íntegra:
“Desde o início de nossa gestão em Garanhuns temos sentido os efeitos da perseguição política e administrativa por parte do Governo Raquel Lyra, mas o que se noticia agora, nunca vimos nada igual.
Sem inquérito, sem ordem judicial, montou-se uma OPERAÇÃO CLANDESTINA para monitoramento de adversários. Fica provado pela reportagem da TV Record exibida para todo o país, que o Governo do Estado montou uma polícia paralela para investigar adversários políticos, utilizando a estrutura e equipamentos da Polícia Civil, com fins eleitorais!
A linha democrática foi rompida, tal e qual os piores momentos da ditadura militar, quando os órgãos de segurança serviam para perseguir adversários do regime. Isto é gravíssimo e precisa de uma resposta incisiva da sociedade e suas instituições representativas.
E mais. Muitas perguntas precisam de respostas. Quem ordenou? Quem mais foi monitorado e se encontrava sob observação da Operação Clandestina? Prefeitos, deputados, outros secretários municipais?
A reportagem vai além da denúncia e traz provas, o que demonstra que estamos diante de um absurdo inaceitável e que deve ter uma resposta à altura do povo brasileiro, para que métodos golpistas não se normalizem no estado de Pernambuco”.
Foi ao ar uma reportagem da TV Record que revela denúncias sérias sobre a possível atuação de uma polícia paralela contra adversários políticos no Governo de Pernambuco, com indícios de perseguições, monitoramento ilegal e uso político da estrutura policial. O deputado estadual Cayo Albino (PSB) postou um vídeo em suas redes sociais questionando quem deu a ordem para a investigação paralela.
Segundo a matéria, documentos internos, trocas de mensagens e depoimentos apontam que ações da Polícia Civil teriam sido direcionadas por interesses políticos, inclusive em um contexto de disputa eleitoral.
“Não vamos aceitar que a força policial seja utilizada como instrumento de perseguição política. Quem exerce poder deve responder pelos seus atos, sempre dentro da lei e com respeito às instituições. A sociedade pernambucana merece transparência, respeito ao Estado de democrático de Direito e assegurar a proteção de quem pensa diferente”, afirmou o parlamentar.
Araripina segue avançando com trabalho, articulação e resultados concretos. O prestígio político do prefeito Evilásio Mateus, aliado à parceria com o deputado federal Fernando Filho, resultou em mais duas importantes conquistas para o município: a implantação de cobertura 5G nos distritos de Nascente e Bom Jardim do Araripe.
A iniciativa foi viabilizada em articulação direta com o Ministério das Comunicações e vai transformar a realidade de comunidades que, por anos, conviveram com a ausência ou precariedade do sinal de telefonia móvel. No distrito de Nascente, a cobertura existente é insuficiente e instável. Já em Bom Jardim do Araripe, não há qualquer tipo de cobertura de telefonia móvel, o que limitava o acesso da população a serviços básicos, comunicação e oportunidades.
Com a chegada da tecnologia 5G, os distritos passam a contar com uma infraestrutura moderna, que fortalece o desenvolvimento econômico, amplia o acesso à informação, melhora a comunicação e facilita o uso de serviços digitais.
Em breve, a gestão municipal anunciará outros povoados que atualmente não possuem cobertura de telefonia móvel e que, graças à articulação do prefeito Evilásio Mateus e do deputado Fernando Filho junto ao Ministério das Comunicações, também deverão ser incluídos no projeto de expansão da conectividade.
A história já mostrou, e sempre da pior forma, que quando o Estado transforma a polícia em instrumento político, a democracia começa a ruir.
Isso nunca começa de uma vez. Começa com “missões” sem papel timbrado. Com pessoas virando “alvo”, não por decisão da Justiça, mas por ordem de quem se acha acima da lei.
Foi assim na Itália de Mussolini. A polícia vigiava professores, artistas, servidores. Bastava discordar.
Foi assim na Alemanha nazista. A Gestapo não investigava crimes. Investigava consciências.
Foi assim no Brasil da ditadura. O SNI espionava, o DOI-CODI torturava, tudo em nome do poder.
Em um momento em que todos comemoram o sucesso de filmes como O Agente Secreto constatamos, lamentavelmente, que absurdos e arbitrariedades daquelas épocas ainda não foram superados.
É irônico e triste perceber que nosso próprio estado, cenário de O Agente Secreto, ainda abriga situações parecidas às denunciadas nas telas, provando que o autoritarismo que pensávamos ter ficado no passado insiste em se fazer presente.
E por que lembrar disso agora?
Porque Pernambuco acordou chocado com uma denúncia exibida em rede nacional: a existência de uma Polícia Paralela, operando à margem da lei.
Uma estrutura usada para perseguir adversários políticos, monitorar servidores, manter investigações arquivadas e espionar pessoas sem ordem judicial.
Não tinha boletim de ocorrência.
Não tinha inquérito.
Não tinha mandado.
O que tinha era rastreamento ilegal, pressão interna e cidadãos tratados como “alvo”.
Isso não é erro administrativo. Isso é um ataque direto à democracia.
A polícia existe para proteger o povo, não para vigiar ilegalmente adversários.
A Assembleia não pode se calar. É preciso investigar, com transparência e independência. E, se confirmado, responsabilizar os envolvidos.
Defender a democracia não é pauta de esquerda ou direita. É dever de quem acredita no Estado de Direito. Fica aqui a pergunta: quem deu a ordem para a Polícia Paralela agir assim? Isso é o que Pernambuco quer saber.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os devotos da seita vermelha e os rebanhos bovinos movem as forças de gravidade em torno dos seus astros. Aonde a vaca vai, o boi vai atrás. Assim funciona a lei da gravidade. O que seria do azul se não fosse o amarelo! O que seria do guru vermelho e do rei do gado se não fosse a polarização!? Seriam apenas bezerros desmamados. Eles padecem da fadiga dos materiais.
Adivinhão! Quem te contou que o Véio do Pastoril Encarnado é o principal interessado na manutenção da candidatura de Flávio Bolsonaro como seu rival na disputa presidencial. Sem Bolsonaro seria quebrado o círculo de ferro da polarização e o vermelhão ficaria sem discurso. Não se admirem se um dia um beija-flor apresentar uma pesquisa dizendo que Flávio conquistou a dianteira das preferências populares. São as artimanhas do sistema para fazê-lo navegar nas ilusões eleitorais. Os babões não contam esses babados para Flávio com medo de levar uns cascudos dele.
A dinastia vermelha já governou o Brazil nos três mandatos do Véio do Cordão Encarnado e nos dois mandatos daquela senhora que estocava ventos uivantes. Ela deixou como legado a maior recessão da história e o maior contingente de desempregados. Depois desses 20 anos negativos, qual a nova plataforma de governo do Véio do Pastoril? Esculachar Bolsonaro noite e dia. E também implora para ser esculachado a fim de manter a polarização. “Eu não presto, mas eu te amo”, é a cantiga do traste. Assim vai levando a vida do jeito que o diabo gosta.
O guru da seita vermelha, no poder desde 2002, e o rei destronado do gado são duas mercadorias vencidas. Nos primórdios o PT simbolizava renovação e esperança. Lambuzou-se no poder, virou seita, apresenta um legado de malfeitorias e corrupção. Não cometeu erros, como alguns tentam minimizar, cometeu crimes auto evidentes, desde o mensalão e o Petrolão e sujeiras nas estatais.
Bolsonaro governou quatro anos acossado e boicotado pelos poderes magnéticos das esquerdas dominantes em todas as instâncias e instituições. Já estava escrito que seria derrotado nas urnas. O Brazil é uma nação de formação conservadora cujas instituições são dominadas pelas esquerdas. Este é o paradoxo do círculo quadrado e duvido que seja decifrado pelos intelectuais. Lula é um cara semiletrado de nascença por quem os doutores e sábios são apaixonados os quatro pneus. Os intelectuais babam de emoção diante das lábias dos lábios de Lula. That’ is incredible!
O nome do governador Tarcísio de Freitas abala as placas tectônicas da seita vermelha, e a guarda pretoriana acende as luzes amarelas de alerta. Alguma coisa se move no coração do Brazil. O sistema existe, sim. Foi o sistema que tirou o guru vermelho da cadeia para elegê-lo presidente. Flávio navega nas ilusões do amor. O nome dele atrai raios e tempestades. Tarcísio de Freitas possui pontos de aderência ao sistema.
Por que uma polícia criada para proteger o cidadão estaria sendo usada para espionar adversários políticos, principalmente em ano eleitoral? Se não há mandado judicial, se não existe inquérito instaurado, se não há crime tipificado, por que agentes do Estado estariam monitorando servidores da Prefeitura do Recife? Quem autorizou esse tipo de “nova missão” fez isso com base em que fundamento legal?
Desde quando a relevância eleitoral passou a justificar a continuidade de investigações arquivadas por ausência de provas? Qual é o limite entre investigação legítima e perseguição política? Quando policiais chamam um secretário municipal de “alvo” em grupos internos, isso é linguagem técnica ou vocabulário de espionagem? Que tipo de democracia admite que adversários políticos sejam tratados como inimigos internos?
Se hoje a espionagem atinge auxiliares do prefeito do Recife, João Campos, amanhã quem será considerado o próximo “alvo”? É aceitável que policiais sigam servidores públicos, fotografem, monitorem rotinas e instalem rastreadores sem autorização judicial? Que Estado de Direito permite vigilância sem processo, sem juiz e sem defesa?
Que tipo de “inteligência” atua fora da lei? Quando agentes relatam pressão interna para cumprir ordens ilegais, estamos diante de casos isolados ou de um método institucionalizado? Qual o impacto disso na confiança da população em uma Polícia Civil com mais de 200 anos de história?
Quem ganha quando a polícia deixa de servir à sociedade e passa a servir a interesses políticos? Por que um inquérito contra um prefeito foi reaberto na canetada, no meio de uma eleição? Se policiais que se recusam a participar dessas ações sofrem retaliação, quem está protegendo quem age corretamente? Por que a inteligência, tão mencionada, não atuou no combate ao crime, a exemplo das brigas de torcida de ontem?
Como falar em eleições livres se o aparato estatal é usado para intimidar, vigiar e constranger? Que precedente se cria quando o Estado aceita a espionagem política como prática normal? Até onde vai essa lógica se não for interrompida agora? Que garantias restam ao cidadão comum se o pensamento divergente passa a ser tratado como ameaça? O que o ex-ministro da justiça e fiel antagonista contra a ditadura, Fernando Lyra, diria de casos assim?
E, diante de tudo isso, a pergunta que não quer calar: isso ainda é democracia ou já é polícia paralela com espionagem institucionalizada? Quem deu a ordem final para a polícia agir assim? Clique aqui e confira a denúncia feita pela TV Record
Reunião do PT de Pernambuco dará início às discussões sobre rumo do partido em 2026
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT de Pernambuco se reúne na próxima quinta-feira (29), às 16h, na sede da sigla, em Santo Amaro, no Recife. A missão é tomar decisões sobre as eleições deste ano. Mas, de acordo com membros do partido ouvidos ontem (25) por este blog, não vai ser um processo rápido definir qual será o rumo do PT no Estado, em 2026. Nesta quinta, apenas terá início uma discussão que ainda vai precisar de muitas reuniões e articulações.
Internamente, a legenda está dividida em Pernambuco, com uma parte dos integrantes defendendo um palanque local único para o presidente Lula (PT), que seria o da Frente Popular, liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), que concorrerá à cadeira de governador. Essa fatia do PT considera, entre vários fatores, a aliança nacional entre PT e PSB.
Outro grupo da sigla acredita que o PT deve estar ao lado, também, da governadora Raquel Lyra (PSD), abrindo mais um palanque em prol da reeleição de Lula. Nas últimas semanas, o debate ganhou força depois que o deputado estadual João Paulo (PT) defendeu o apoio do PT não só às candidaturas de João Campos e de Raquel Lyra, mas também à candidatura de Ivan Moraes (Psol). A declaração foi dada em entrevista à Rádio Jornal FM 90.3.
O parlamentar acredita que Lula precisará de todo suporte possível em Pernambuco para contrapor outros Estados nos quais o presidente enfrenta problemas, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. “De toda forma, o PT de Pernambuco vai começar as discussões, mas quem vai fechar é a Executiva Nacional, ou seja, o próprio Lula, que deve escolher o que for melhor para ele e para o Brasil, no caso, a reeleição dele”, afirmou João Paulo, ontem, em conversa com este blog.
Ex-presidente do PT do Recife e atualmente segundo vice-presidente do PT de Pernambuco, Cirilo Mota pensa diferente. “Não terá segundo palanque de Lula em Pernambuco. O palanque da Frente Popular será o palanque de Lula nas eleições de 2026, posições diferentes dessa é pura chantagem. O movimento ‘politico’ de João Paulo não se trata de ‘ansiedade’ e sim de vender o PT e tirar a vaga do senador Humberto Costa (PT)”, disparou.
Na opinião de Mota, para o senador Humberto Costa ser reeleito, será necessário a unidade da força política da militância do PT e a capilaridade eleitoral do PSB, “como foi em 2010 e 2018, com Humberto Costa (Senador) e 2022 com Teresa Leitão (Senadora)”. “Se não fosse assim, João Paulo seria senador em 2014. Lembre-se que o PT do Recife elegeu em 2000 João Paulo prefeito do Recife sem Lula pisar na capital pernambucana. São feitos históricos. Esse jogo de João Paulo só atrapalha a reeleição do senador Humberto Costa. Caso haja a derrota do senador Humberto Costa, essa conta não será da militância do PT e sim, mais uma vez, dos caciques do PT”, declarou Mota.
Incerteza – A senadora Teresa Leitão (PT) também tem indicado incerteza a respeito de um possível apoio do PT à reeleição de Raquel Lyra (PSD). A indefinição seria provocada pela permanência de partidos de oposição ao presidente Lula no palanque de Raquel, como o PL, de Jair Bolsonaro. “Eu não sei, porque eu estou sabendo que alguns partidos de oposição ao governo do presidente Lula permanecerão nesse palanque (de Raquel Lyra). Ainda é insuficiente, porque o debate interno no PT não começou”, afirmou Teresa à imprensa nos últimos dias.
Feridos em Brasília – Pelo menos 72 duas pessoas ficaram feridas pelo raio que atingiu as proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, onde houve o encerramento, ontem (25), do ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O Corpo de Bombeiros contabilizou 72 vítimas atendidas no local, sendo que 42 estão estáveis, conscientes e orientadas. Ao todo, 30 pessoas foram encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito vítimas apresentavam condições instáveis. As informações são da CNN Brasil. Entre os feridos pelo raio, alguns apresentaram queimaduras na mão e na região do tórax.
Discurso sem feridos – Nikolas Ferreira discursou no encerramento do ato em Brasília e não mencionou os feridos pelo raio. De acordo com o UOL, o deputado disse que o presidente do Senado é omisso e pediu abertura de CPMIs. Dirigindo-se a Davi Alcolumbre (União-AP), Nikolas Ferreira cobrou a instalação de uma CPMI do INSS e uma do Banco Master. O discurso marcou o fim de uma caminhada de uma semana que começou em Minas Gerais na última segunda-feira (19).
Flávio não foi – Pré-candidato a presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não compareceu ao evento de Ferreira. Ele está em viagem internacional para encontrar lideranças da direita de outros países. Mas o rosto do pré-candidato apareceu em bandeiras, de mãos dadas com Bolsonaro junto ao slogan “Deus, pátria, família”. O nome do senador também esteve nas músicas. Uma versão atualizada de um jingle que critica o PT incluiu o nome de Flávio.
Esquerda criticou – Políticos da esquerda, além de se solidarizar pelos feridos pelo raio, responsabilizaram Nikolas pelo incidente. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a caminhada e afirmou que “entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais”. Também declarou que o deputado liderou o ato “de forma completamente irresponsável”.
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Reação de Raquel – A governadora Raquel Lyra afirmou, na tarde de ontem (25), que o Estado “não tolera” os episódios de violência registrados antes do jogo Santa Cruz x Náutico. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram homens vestindo camisas do Santa Cruz agredindo outros dois homens com pedaços de pau e pontapés. Em postagem nas redes sociais, Raquel classificou os agressores como criminosos e afirmou que determinou prioridade à Polícia Civil para identificar e responsabilizar os envolvidos. “É a paz que deve marcar o nosso futebol”, declarou a governadora.
Homenagem 1 – Políticos e representantes da sociedade civil descerraram, na manhã do último sábado (24), uma placa em homenagem à memória do advogado, militante político e defensor dos direitos humanos Manoel Bezerra de Mattos Neto, assassinado em janeiro de 2009, na Paraíba.
Homenagem 2 – O painel foi instalado no Viaduto Manoel Mattos, localizado na Rodovia PE-75, sobre a BR-101, no município de Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, no dia em que se completou 17 anos do crime. Manoel Mattos atuava no enfrentamento a grupos de extermínio que agiam na região e na luta pelos direitos dos trabalhadores.
Perguntar não ofende: Alguma coisa melhorou na vida do trabalhador brasileiro após a caminhada de políticos até Brasília?
Uma longa reportagem exibida pela TV Record, no programa Domingo Espetacular de hoje (25), trouxe à tona um conjunto de denúncias de extrema gravidade envolvendo a atuação da Polícia Civil de Pernambuco durante a gestão da governadora Raquel Lyra. O material apresentado reúne documentos internos, trocas de mensagens entre policiais, além de depoimentos públicos e sob sigilo que apontam para o provável uso político da estrutura policial, perseguição a servidores que se recusaram a cumprir ordens consideradas ilegais e práticas de arapongagem, consolidando a presença de uma “polícia paralela” contra adversários políticos do governo estadual, em um contexto diretamente relacionado à disputa eleitoral.
A reportagem destaca que entre os principais alvos das ações denunciadas está o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, líder com ampla vantagem em todas as pesquisas de intenção de voto sobre a corrida eleitoral em Pernambuco. O fato de o prefeito aparecer indiretamente em duas das denúncias, segundo a TV Record, reforça a suspeita de que investigações e operações teriam sido direcionadas não por critérios técnicos ou jurídicos, mas por interesses políticos, especialmente em um cenário pré-eleitoral.
Entre os episódios mais sensíveis revelados está a divulgação de trocas de ofícios internos da Polícia Civil. Em um dos documentos exibidos na reportagem, um delegado determina a continuidade de uma investigação mesmo após o arquivamento formal do caso por outro delegado responsável pelas investigações — por ausência de provas e vestígios de crime, no episódio envolvendo creches do Recife. De acordo com a emissora, o texto do ofício menciona a relevância eleitoral da apuração, o que levanta fortes suspeitas de desvio de finalidade e de violação dos princípios da legalidade, da impessoalidade e da imparcialidade que regem a atuação policial.
Na esteira de uma provável atuação policial ilegal contra o prefeito João Campos, a reportagem envolve a divulgação de prints de conversas em um grupo de WhatsApp formado por policiais civis, caracterizado como “Nova Missão”. Segundo a TV Record, as mensagens indicam a organização de ações de monitoramento contra o secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro. Em um dos prints exibidos, os policiais se referem ao secretário como “o alvo”, acompanhando a mensagem com uma fotografia dele, o que, segundo a reportagem, evidencia o caráter direcionado da ação. Em outra troca de mensagens, os participantes afirmam que era utilizado o clearview, sistema de reconhecimento facial de uso restrito da alta cúpula da polícia.
As conversas também apontam indícios de vigilância e possível rastreamento ilegal de Eduardo Monteiro, servidor da Prefeitura do Recife e irmão do secretário. De acordo com a reportagem, ele teria sido seguido por policiais civis e teve um rastreador instalado no carro oficial que utilizava. Em nenhum momento das mensagens aparece referência à existência de crime investigado, decisão judicial, autorização legal ou abertura formal de inquérito que justificasse a ação, o que levanta suspeitas de abuso de autoridade e prática de vigilância estatal à margem da lei. A própria Polícia Civil de Pernambuco confirma que não foi aberto um procedimento formal, o que contraria a legislação.
Diretoria de Inteligência – A gravidade das denúncias é ampliada pelo depoimento, mantido sob sigilo, de um agente da Polícia Civil que confirmou à reportagem as ações de monitoramento descritas. O policial relatou que as atividades eram realizadas sem respaldo formal e que havia um clima de pressão interna para o cumprimento das ordens, o que reforça a suspeita de que não se trataria de episódios isolados. Entre os delegados presentes neste grupo, liderando o processo ilegal de investigação, aparecem Izaias Gonçalves, à frente da Diretoria de Inteligência (Dintel), junto com o delegado Wagner Domingues, coordenador do serviço de inteligência que teria comprado pessoalmente o rastreador, como apontam as mensagens.
O Domingo Espetacular também apresentou o depoimento do presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, que denunciou a existência de perseguição institucional dentro da corporação. Segundo ele, policiais civis que não concordaram em realizar ações contra adversários do governo Raquel Lyra teriam sido pressionados, isolados ou retaliados.
Caso as denúncias sejam confirmadas, os fatos podem caracterizar uso indevido da máquina pública, desvio da função investigativa, perseguição a servidores públicos e violação de garantias fundamentais, com impactos diretos sobre o processo democrático e eleitoral no estado. A reportagem da TV Record procurou o Governo de Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Polícia Civil para responder sobre as denúncias. Apenas a última instituição respondeu, tratando apenas de uma das acusações, confirmando a inexistência de inquérito formal, além da ausência de qualquer prova contra os servidores.
O Partido dos Trabalhadores (PT) passou a trabalhar com a deputada federal Natália Bonavides como alternativa para a disputa ao Senado pelo Rio Grande do Norte, caso a governadora Fátima Bezerra decida permanecer no comando do Executivo estadual e não entre na corrida eleitoral de 2026.
A possibilidade vem sendo discutida nos bastidores da legenda como “plano B” e faz parte das análises de cenários políticos e institucionais em curso. Embora Fátima Bezerra continue sendo o nome prioritário do PT para a vaga no Senado, dirigentes reconhecem que sua permanência no governo exigiria a construção de um plano alternativo.
Outro fator que pesa nas avaliações internas é a dificuldade do governo em viabilizar a candidatura do secretário Cadu Xavier em uma eventual eleição indireta, hipótese que poderia ocorrer caso a governadora deixasse o cargo para disputar o Senado. Lideranças do partido avaliam que, no atual cenário, não há base política consolidada para garantir esse resultado.
Diante disso, o nome de Natália Bonavides ganha força dentro do PT. Deputada federal com atuação destacada no Congresso Nacional e bom desempenho eleitoral, ela é vista como um dos principais quadros do partido no estado e uma opção viável para a disputa majoritária.
Pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, quer ser um dos nomes da direita na disputa deste ano, mas sem se colocar como representante do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista coletiva, neste domingo (25), no Recife, Zema disse que concorda em muitas questões com Bolsonaro e em outras não.
Apesar de o pré-candidato do PL ser o senador Flávio Bolsonaro e ter outros nomes do mesmo campo querendo se candidatar, o mineiro garante que a direita não está dividida. Zema participou do Encontro Estadual do Novo e foi ovacionado como futuro presidente do Brasil. Sobre a decisão do ex-presidente indicar o filho para concorrer à Presidência pelo PL, Romeu Zema disse que faz parte da democracia. “É um direito dele. Ele está totalmente certo ao escolher uma pessoa que tem potencial”, respondeu.
Zema também foi questionado se pretende defender o legado de Bolsonaro, durante a campanha. “Nós estamos numa democracia. Não é só preto e branco, não. Tem muita zona cinzenta. Eu, como governador de Minas, por ser de direita, apoiei o presidente na minha reeleição em 2022. Fui eleito em primeiro turno e apoiei ele no segundo turno. Em muitas coisas eu caminho junto com ele, em outras não. Para mim, Deus só existe no céu. Aqui na Terra só tem seres humanos e cada um tem os seus defeitos, como eu também. Concordo em vários pontos e discordo em outros. Na pandemia, nós atuamos de maneira distinta. Eu tomei vacina, acredito na vacina, recomendo que tome a vacina. Fechei algumas regiões do estado e acredito no que o meu secretário de saúde fala e no que a ciência também fala”, cravou.
Aliados
O pré-candidato do Novo afirmou que vem conversando periodicamente com governadores do Sudeste e do Sul, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), com o objetivo de unir forças para derrotar o presidente Lula (PT). Segundo ele, a articulação envolve nomes da direita como Ratinho Júnior (PSD-PR) e o próprio Caiado. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já disse que tentará a reeleição.
E reagiu ao ser questionado sobre a divisão da direita. “Em vez de dividida, fortalecida. Ter três ou quatro candidatos que só vão somar pontos para a direita. Quem acompanha eleição sabe. Com mais candidatos a deputado estadual, federal e a senador, a tendência é somar mais votos, já que cada candidatura adicional traz novos eleitores. E nós somos governadores bem avaliados nos nossos estados. Então, eu espero que todos saiam. Nós estamos somando pela direita e, no segundo turno, aí sim nós vamos estar todos juntos, transferindo, com toda a certeza, a maior parte desses votos. Então, estou muito confiante. Não é a direita dividida, é uma direita que está trabalhando até porque tem muitos talentos”, salientou Romeu Zema.
Vencer Lula
O governador afirma que derrotar Lula é o primeiro passo para as mudanças que defende para o Brasil. Mas reconhece que isso não acontece de forma repentina.
“Nós não estamos aqui para mudar o Brasil numa eleição, num ano. Não existe bala de prata. Nós do partido Novo começamos um trabalho lá em 2018, em Minas Gerais. Eu diria que tem muitos degraus pela frente. Então, não vamos esperar milagre, porque ele não existe. É um passo de cada vez e nós vamos mostrando que hoje o Governo Federal tem uma bomba relógio armada. A qualquer hora, nós vamos ter aí uma explosão igual a que aconteceu em 2015 e 2016. É só recordar o que aconteceu há cerca de 10 anos, que nós teremos uma repetição. Qualquer um que acompanha economia sabe disso”, salientou Zema, se referindo à recessão causada, segundo ele, pela corrupção, mensalão e questões que causaram o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, afirmou na tarde deste domingo (25) que o estado “não tolera” os episódios de violência registrados antes do jogo Santa Cruz x Náutico. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram homens vestindo camisas do Santa Cruz agredindo outros dois homens com pedaços de pau e pontapés.
Em postagem nas redes sociais, Raquel classificou os agressores como criminosos e afirmou que determinou prioridade à Polícia Civil para identificar e responsabilizar os envolvidos. “É a paz que deve marcar o nosso futebol”, declarou a governadora.
Os times começaram o jogo às 18h, na Arena de Pernambuco, pela quinta rodada do Campeonato Pernambucano, com torcida única.
A reportagem solicitou respostas às polícias Civil e Militar e aguarda posicionamento.
Cenas
Um dos registros teria ocorrido no entorno do Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife. Durante as agressões, é possível ouvir gritos de “vão morrer” e referências à torcida organizada Inferno Coral.
“Vão morrer”, diz um dos agressores. “Aqui é Inferno”, comenta outro em referência à torcida organizada do Santa Cruz, Inferno Coral.
Outros vídeos mostram mais pessoas sendo agredidas.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) discursou no encerramento do ato na praça do Cruzeiro, em Brasília, na tarde de hoje, e não mencionou os feridos por um raio que atingiu o local antes de sua fala.
Deputado disse que o presidente do Senado é omisso e pediu abertura de CPMIs. Dirigindo-se a Davi Alcolumbre (União-AP), Nikolas Ferreira cobrou a instalação de uma CPMI do INSS e uma do Banco Master. O discurso marcou o fim de uma caminhada de uma semana que começou em Minas Gerais na última segunda-feira. As informações são do portal UOL.
“Nós estamos aqui também como um grito de quem nao aguenta mais, pra poder saber e punir quem teve ações criminosas ou o que aconteceu pra uma esposa de um ministro do STF ter um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master”, disse o deputado.
“Sabe o que é engraçado? Que o brasileiro paga altas contas e aí o governo Lula, juntamente com vários outros magistrados, utilizam dos seus recursos pra poder desviar da sua finalidade, enquanto o povo sofre, você vê pessoas como o filho do Lula tendo mesadinha e enchendo o bolso de dinheiro”, continuou.
“O Nordeste vai ser livre e vai acordar”, disse. A manifestação foi convocada com o mote “Acorda, Brasil”. Em diversos momentos, o parlamentar fez menções e instruiu os manifestantes de que eles tinham como missão “acordar outras pessoas”. Ele também se dirigiu aos professores, pedindo para que também “acordassem”.
“Eu sei que chega na eleição, tem muita gente que guarda um sentimento contra o Norte, contra o Nordeste, mas posso falar uma coisa pra vocês, se o PT chegou lá e manipulou essas pessoas, é porque nós não conseguimos chegar nelas para levar a verdade. O Nordeste vai ser livre e vai acordar.”
Antes do discurso, a queda de um raio causou pânico e deixou dezenas de feridos, não mencionados pelo deputado no discurso. Antes da chegada de Nikolas à praça do Cruzeiro, um raio deixou feridos sob chuva intensa. Bombeiros montaram tendas e encaminharam vítimas a hospitais.
Houve cuidados para o evento parecer grande. Deputados e lideranças convocaram apoiadores e ônibus levaram caravanas de pessoas vestidas de verde e amarelo carregando símbolos religiosos e bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.
Ato que marcou fim da caminhada repetiu os comícios de Bolsonaro na campanha de 2022. Grades metálicas formaram um corredor até o carro de som, com militantes dos dois lados, criando a impressão de uma chegada apoteótica. O evento foi organizado pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF).
Pré-candidato a presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não compareceu. Ele está em viagem internacional para encontrar lideranças da direita de outros países. Mas o rosto do pré-candidato já aparece em bandeiras. Ele aparece de mãos dadas com Bolsonaro junto ao slogan “Deus, pátria, família”.
O nome do senador também apareceu nas músicas. Uma versão atualizada de um jingle que critica o PT incluiu o nome de Flávio. O público reagiu gritando quando escutou. A menção ocorre em um momento que Flávio é questionado. Nomes importantes da direita sinalizam que preferem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), concorrendo ao Planalto.
A mobilização de Nikolas serviu de palanque à família Bolsonaro. Todos os filhos do ex-presidente aproveitaram para aparecer nas redes sociais do deputado, que tem 24 milhões de seguidores quando somados X, Tiktok e Instagram.
Flávio fez ligações de Israel. Ele foi chamado de “presidente” pelos participantes da caminhada. Carlos Bolsonaro se juntou à caminhada mais de uma vez. Ele enfrenta dificuldades em cacifar sua candidatura ao Senado em Santa Catarina por ser do Rio de Janeiro. Até Eduardo Bolsonaro, que tem diferenças com Nikolas, apareceu. O ex-deputado ligou dos Estados Unidos e parabenizou a iniciativa numa ligação protocolar.
Michelle apareceu no evento final. Ao longo da semana, a ex-primeira dama postou vídeo e obteve engajamento nas redes sociais.