Rio Grande do Sul tem 616 mil pessoas fora de casa pela calamidade

Da Agência Brasil

Mais de 616,6 mil pessoas ainda estão impossibilitadas de voltar para suas casas no Rio Grande do Sul, devido à calamidade pública provocada pelas fortes chuvas que caíram no estado entre o fim de abril e maio. Entre elas, 37.154 estão abrigadas temporariamente em um dos 857 abrigos provisórios disponibilizados pelo estado. De acordo com o balanço das enchentes atualizado pela Defesa Civil no estado, nesta segunda-feira (3), 579.457 pessoas ainda estão desalojadas, morando temporariamente em casas de parentes, amigos ou à beira de estradas, enquanto não podem retornar às suas residências.

A tragédia provocou 172 mortes, conforme divulgado pela Defesa Civil neste domingo. E 42 pessoas ainda seguem desaparecidas. Desde o início das fortes chuvas, 77,8 mil pessoas foram resgatadas e também 12,5 mil animais silvestres, domésticos e de produção foram resgatados das enchentes, como cachorros, gatos, cavalos, porcos, bois e galinhas.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Da Agência Brasil

A catástrofe climática no Rio Grande do Sul ainda está longe de terminar para o povo gaúcho, que vive agora os efeitos prolongados da devastação causada pelas enchentes e inundações. No dia em que o decreto que reconheceu a calamidade pública completa um mês, ainda há 37,8 mil pessoas em abrigos e mais de 580 mil fora de casa. Quem conseguiu voltar para casa encontrou um cenário de absoluta destruição e perdas inestimáveis.

A catadora de material reciclável Claudia Rodrigues, 52 anos, que mora na região da Vila Farrapos, zona norte de Porto Alegre, voltou há menos de dois dias para casa. Antes, ela passou quase quatro semanas acampada à beira da rodovia Freeway, que corta a cidade pela zona norte, em uma cena que se tornou comum na região metropolitana. A rua ainda está alagada na altura dos calcanhares, mas dentro de casa a água baixou completamente, revelando um ambiente repleto de lama, ratos mortos, móveis revirados e eletrodomésticos perdidos.

Petrolina - Destino

Da Agência Brasil

O número de mortos em decorrência das fortes chuvas, enchentes e enxurradas que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de abril aumentou para 171, de acordo com balanço divulgado neste sábado (1º) pela Defesa Civil gaúcha.

De acordo com os dados, o número de desaparecidos caiu para 43, enquanto o de feridos permanece em 806. Outras 618 mil pessoas seguem desalojadas, com 37.812 em abrigos temporários, mais de um mês desde o início do mau tempo. Ao todo, mais de 2,3 milhões de moradores foram afetados, em 475 municípios.

Ipojuca - IPTU 2026

Em visita realizada ao Rio Grande do Sul, ontem, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou a ampliação da malha aérea emergencial criada para atender à demanda de passageiros que procuram voos para Porto Alegre e região metropolitana em razão do fechamento do aeroporto Salgado Filho após ser atingido por fortes enchentes. A partir do próximo dia 10, a Base Aérea de Canoas, que fica a aproximadamente 15 quilômetros da capital, terá sua operação dobrada, de 35 para 70 frequências semanais, o que equivale a 10 voos diários.

A decisão de dobrar os voos em Canoas se deu após avaliação técnica realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, Ministério da Defesa, Força Aérea Brasileira, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas. Junto com os órgãos e empresa citados, será realizado também um estudo para permitir a operação de voos no período noturno. A Base Aérea de Canoas é um dos 7 aeródromos do Rio Grande do Sul com voos ampliados para atender o estado. O terminal iniciou operação comercial de passageiros na última segunda-feira.

Caruaru - IPTU

Por Edward Pena – repórter do Blog

O Governo Federal destinou R$ 15 bilhões em três novas linhas de crédito em apoio a empresas do Rio Grande do Sul. A Medida Provisória que garante o recurso foi assinada, hoje, pelo presidente Lula (PT) e vai auxiliar os empresários que tiveram suas negociações impactados por calamidades públicas – como a tragédia climática que devastou o Estado.

No discurso de hoje, o presidente informou a União mudou o paradigma de tratar de problemas climáticos no país e assegurou que “a partir de agora, não apenas o Rio Grande do Sul, mas qualquer região que tiver um problema climático terá que ter uma ação especial. É por isso que nós estamos trabalhando na construção de um plano antecipado, para que a gente tente evitar que as coisas aconteçam neste país”.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O Auxílio Reconstrução deve ser liberado a 34.196 famílias afetadas pelas cheias no Rio Grande do Sul até amanhã, anunciou o governo federal. O pagamento de R$ 5,1 mil é feito a quem foi desabrigado ou desalojado em municípios cadastrados. Segundo o governo, a maior parte dos primeiros beneficiados é de Canoas, na Região Metropolitana. São R$ 174,3 milhões liberados para essa parcela do auxílio.

Desde segunda-feira (27), 44.592 famílias já podem confirmar os dados cadastrados pelas prefeituras para ter acesso ao benefício. O cidadão deve confirmar os dados acessando o portal do Auxílio Reconstrução com uma conta GOV.BR. “Ainda temos 10.396 famílias que não confirmaram os dados. É importante que elas façam isso o mais rápido possível para que tenham acesso aos R$ 5,1 mil, após o envio das informações para a Caixa”, diz o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Palmares - IPTU 2026

Após meses de intensas discussões internas, a Executiva Nacional do PT oficializou, hoje, que vai abrir mão de lançar candidatura própria em Curitiba (PR) para apoiar o pré-candidato a prefeito Luciano Ducci (PSB). A decisão ampliou a crise entre o deputado federal e pré-candidato Zeca Dirceu (PT-PR) e a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Zeca pretende recorrer da decisão interna e já avisou que vai procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Estou bem chateado, até porque a Gleisi se recusa a conversar, nem mesmo para tentarmos um acordo”, afirmou Zeca Dirceu à Coluna do Estadão. Procurada, a dirigente não comentou.

Olinda - Refis últimos dias 2025

O Ministério da Agricultura e Pecuária instalará, hoje, um gabinete itinerante no município de Santa Cruz do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul. De acordo com o governo federal, a medida via a ajudar no atendimento de demandas para a reconstrução do agro gaúcho. A cerimônia de inauguração do gabinete está marcada para acontecer no Parque da Oktoberfest e contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. As informações são do portal Poder 360.

Também será realizada a entrega de máquinas agrícolas a regiões afetadas pelas enchentes. Segundo comunicado do ministério, 31 municípios serão beneficiados. “Os equipamentos, como retroescavadeiras, motoniveladoras e escavadeiras hidráulicas, foram adquiridos a partir de emendas da bancada federal do Rio Grande do Sul”, informou, acrescentando que senadores e deputados do Estado devem comparecer ao ato. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a agricultura é o setor privado mais afetado pelas chuvas no Estado. Os prejuízos somam R$ 2,7 bilhões. Já a pecuária teve prejuízo de R$ 245,4 milhões.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, nesta quarta-feira (22), novos avisos de tempestade para o Rio Grande do Sul. O vermelho, que sinaliza grande perigo, é para parte das faixas central e sudeste do Estado. Já o alerta em laranja, que significa perigo, é para municípios de todas as demais regiões, como Norte, Sul, Campanha, Serra e Fronteira Oeste.

O alerta mais grave, válido até as 14h desta quinta-feira (23), abrange 20 municípios. Entre eles estão Agudo, Bagé, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Minas do Leão, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e São Sepé. O Inmet chama atenção para chuva superior aos 100 milímetros em 24 horas, o que pode ser considerado um valor alto. Em Rio Grande, por exemplo, é normal chover 112mm em maio, em média. As informações são da GZH.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), foi poupado pelos entrevistadores do programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na noite de ontem. Em alguns momentos o debate foi direcionado para temas ligados ao meio ambiente, como algumas normas estaduais flexibilizadas pela administração do tucano – como se isso tivesse sido o motivo principal das enchentes recentes.

Sobre a reforma do código ambiental estadual, o governador gaúcho respondeu que não houve flexibilização, mas uma atualização das normas para que fossem condizentes com as leis federais. Mas não houve questionamentos diretos sobre falhas objetivas no sistema de prevenção de alagamentos que estava defeituoso na região de Porto Alegre e permitiu o desastre. As informações são do portal Poder360.