Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o ex-senador e atual presidente do Cidadania, Roberto Freire, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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De volta à presidência do Cidadania, o ex-senador Roberto Freire é o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje. Na pauta, o cenário nacional, os escândalos do INSS e do banco Master e a eleição presidencial. Freire é defensor da pré-candidatura ao Planalto do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Ao longo de sua vida pública, Freire destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia, sempre defendendo amplas alianças políticas e criticando os segmentos da esquerda menos favoráveis a acordos e composições com setores da direita política.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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De volta à presidência do Cidadania, o ex-senador Roberto Freire é o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje. Na pauta, o cenário nacional, os escândalos do INSS e do banco Master e a eleição presidencial. Freire é defensor da pré-candidatura ao Planalto do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Ao longo de sua vida pública, Freire destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia, sempre defendendo amplas alianças políticas e criticando os segmentos da esquerda menos favoráveis a acordos e composições com setores da direita política.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Vencer a polarização política é o desafio para o Brasil em 2026, na visão do professor, sociólogo e cientista político Antonio Lavareda. Em entrevista ao podcast “Direto de Brasília”, ele projetou um discreto favoritismo do presidente Lula (PT), analisou as postulações da oposição e criticou o sistema político brasileiro, que permite eleger um Congresso Nacional completamente desalinhado em relação ao chefe do Executivo federal. “Está passando da hora de aderirmos a um semipresidencialismo”, disparou.
Professor, entre tantas dúvidas para 2026, qual é sua análise de cenário mais provável para o Brasil?
O maior desafio do Brasil hoje é como enfrentar e vencer essa questão da polarização. Vale lembrar que essa polarização não é simétrica, como será na França, com a extrema-direita enfrentando a extrema-esquerda. No Brasil, temos uma polarização que é de ultradireita versus centro-esquerda. Lula sempre fez governos transversais, que no popular se chama de balaio de gatos, de cores diferentes do ponto de vista ideológico ou frequências. Acredito que para melhorar o clima político do país, precisa ter um conjunto de circunstâncias, como uma economia caminhando bem, o país crescendo. Só o crescimento econômico ajuda a diminuir as tensões numa sociedade. Também precisa fazer um combate eficiente às fake news, enfrentar a necessidade de regulação das redes sociais, que é algo muito difícil no Brasil a preço de hoje. E precisa ter um aperfeiçoamento institucional, uma reforma do sistema eleitoral, além de pequenas reformas em todos os Poderes, haja vista essa crise na qual o Judiciário está mergulhado no momento.
Leia maisO presidente é o favorito para a reeleição?
Lula tem um discreto favoritismo, mas não é um jogo jogado. A eleição 2026 não está resolvida, vai depender de fatores internos da própria campanha, vai depender de escândalos, se a economia vai na direção projetada ou se anda de lado ou até descarrila. Lula começa o ano com um discreto favoritismo. Lembrando que das nove eleições presidenciais que tivemos, quem terminou o ano anterior em primeiro lugar nas pesquisas, que é como o Lula terminou, ganhou a eleição em seis dessas oportunidades.
E o pós-eleição? Como fica 2027, por exemplo?
Vamos ter um ano difícil em 2027, que é desenhado como um ano mais difícil ainda. Os problemas da dívida vão cobrar seu preço, de modo ainda mais forte, segundo os analistas de mercado. E o Brasil continuará com um Congresso Nacional com maior peso da direita. Essa é uma dificuldade do Lula, é uma dificuldade do nosso sistema político, produzir um presidente de esquerda, que embora faça governos e alianças, está em dissonância com a maioria do Congresso. Sou favorável, e o sistema político mostra que eu provavelmente tenha razão nisso, à posição defendida pelo ministro Gilmar Mendes e pelo ex-presidente Michel Temer, de o Brasil evoluir para o semipresidencialismo. Já está passando da hora.
O que é que o Lula tem de mais forte?
Esse apelo, as realizações e o que o governo ofereceu até agora para segmentos que foram estratégicos à sua eleição. Para quem recebe até dois salários mínimos, a política de valorização real do salário mínimo é fundamental. Para o segmento de usuários do SUS, o programa Agora Tem Especialistas, o reforço da atividade do Ministério da Saúde, que chega ao final do ano com uma boa avaliação positiva, aprovação superior a 50 pontos, o que não é pouco. O Programa Pé-de-Meia, vai começar a mostrar resultados, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Agora, o governo com certeza poderia ter até um melhor desempenho de aprovação.
De que forma?
Se capitalizasse um pouco melhor, e faz isso, o fato de que, a despeito de todos os prognósticos dos economistas, o Brasil cresceu desde 2023 para cá. Mesmo com a projeção reduzida do boletim Focus, o Brasil vai ter crescido praticamente o dobro do que o PIB cresceu no período de Jair Bolsonaro. Um levantamento feito pelo UOL mostrou que os economistas erraram 95% das previsões sobre a economia e a Bolsa de Valores desde 2021. Agora mesmo estamos terminando 2025, e das cinco projeções importantes feitas por economistas sobre inflação, dólar, PIB, Ibovespa e SELIC, quatro não só foram erradas, como ficaram aquém da realidade. Não são erros triviais. O erro da projeção do PIB foi de mais de 10%, no dólar foi de mais de 20%, não são erros triviais.
E isso impacta nas decisões do Banco Central…
Sim, elas são tomadas com base nessas projeções dos economistas do mercado, que eram todas piores do que a realidade. Foi praticamente uma profecia que se auto cumpriu. Eles fizeram previsões negativas, medíocres sobre alguns aspectos do ponto de vista de resultado para a economia, e isso produziu uma taxa de juros elevadíssima, a segunda maior taxa de juros real do mundo. Ou seja, será que nem ninguém percebe que esses erros influenciaram a SELIC, cujo valor não é uma coisa trivial, porque faz explodir a dívida interna, que é toda comprada pelo governo com base nos títulos que o governo oferece o mercado compra? Ou seja, termina nos transformando num país que é paraíso dos rentistas.
Além das projeções, quais os principais problemas para o governo, em sua avaliação?
Uma dívida pública projetada para 84% do PIB, o que é elevadíssimo. O governo também não acertou numa política de segurança pública. O presidente prometeu durante a campanha recriar o Ministério da Segurança Pública e não recriou. Ainda tem tempo, vamos torcer para que seja recriado, porque o país precisa muito de uma política nacional de segurança pública. E obviamente o presidente também tem contra si uma rejeição elevada, de 45%, mas ele é competitivo. E a grande vantagem que o Lula leva é de ser candidato com a caneta na mão. Das quatro eleições em que os chamados incumbentes participaram, em três delas eles foram vitoriosos. Ou seja, 75%.
Essa rejeição é a grande dificuldade para o governo?
A grande dificuldade é o fato de que, pela sua história, pelo número de vezes que Lula já foi candidato, fica cada vez mais difícil despertar novas expectativas, despertar a esperança na população. Lula é um caso singular, ninguém no mundo democrático foi candidato seis vezes para eleições presidenciais. Isso não tem paralelo em nenhum outro país, e obviamente consolida Lula como uma das maiores lideranças eleitorais de todo o mundo, não apenas do Brasil. Mas também esgota em boa medida a capacidade de renovar a cada quatro anos as esperanças da população e dos segmentos de jovens que vão se juntando, se somando ao eleitorado. Eu diria que essa é a maior dificuldade dele. A idade poderia ser também eventualmente uma dificuldade, mas o presidente (dos Estados Unidos) Donald Trump terminou ajudando o Lula a resolver isso, quando fez comentários que o brasileiro estava em excelente forma e tinha praticamente a idade dele. Então Trump retirou da direita brasileira, que tem nele, declaradamente ou não seu maior líder mundial, esse argumento (da idade).
Agora sobre o campo da oposição, como fica, após a definição do nome de Flávio Bolsonaro (PL) representando o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro?
No que concerne à candidatura do Flávio, temos que raciocinar no quadro do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por volta de setembro, as manchetes apontavam que, depois da inviabilização do deputado Eduardo Bolsonaro e da superação das questões relativas ao tarifaço dos Estados Unidos, o centrão se preparava para rifar qualquer influência do ex-presidente na condução da montagem da chapa da direita para a eleição presidencial de 2026. Ou seja, de repente se imaginou que Bolsonaro poderia ser um personagem importante do ponto de vista da ligação com o segmento bastante expressivo do eleitorado, mas politicamente teria se tornado irrelevante, sem capacidade de fazer articulação, sobretudo e imprimir sua vontade na dimensão política. Acredito que a candidatura do Flávio responde a isso em boa medida, além de hierarquizar os interlocutores no próprio universo familiar.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparecia nas pesquisas melhor do que o Flávio, o que mudou?
Exato, ela parecia melhor antes do Flávio receber a bênção expressa do pai. Hoje, depois do comunicado de Jair Bolsonaro, talvez a primeira comunicação de uma série que nós devemos esperar, o Flávio assumiu a liderança na maior parte das pesquisas. Ele fica à frente de quaisquer outros candidatos do campo da direita em um enfrentamento com o presidente Lula. Lembro de uma manchete de setembro que dizia que após o desembarque do governo, o centrão preparava um plano para escantear Bolsonaro. Você imagina como foi para o ex-presidente reagir a manchetes desse tipo. Não ia dar certo. Ele de fato lançou essa candidatura para manter o bastão do seu patrimônio eleitoral dentro da dinastia, dentro do universo familiar.
Já que mencionou, para onde vai o centrão?
Essa pergunta é instigante, e a resposta exata vale um milhão de dólares (risos). Nós não temos uma resposta definitiva, como nada no centrão é definitivo. O centrão não é alguma coisa que tenha concretude, materialidade. Como eu digo, o centrão é uma entidade metafísica, é uma maçonaria sem loja. Ninguém jamais ouviu falar de quem é a diretoria do centrão, quem é a comissão dirigente. Não há presidente, não há o maior líder do centrão. As expressões são sempre “líderes” ou “membros do centrão”. O centrão é muito amorfo, não tem uma definição, e obviamente a marca principal dele é o pragmatismo, que por definição é contextual. Ou seja, a racionalidade se adapta às circunstâncias. Se as circunstâncias, as posições mudam também. Mas eu acho que a preço de hoje, se a decisão fosse nesse momento, a posição de boa parte do centrão seria de liberar seus diretórios estaduais para apoiarem os candidatos à Presidência que lhes convierem. Eles hoje não apoiaram nenhum candidato.
Nem o Ronaldo Caiado, que já é do União Brasil?
Teoricamente ele poderia ser candidato da federação do União com o PP, mas até pelos entreveros públicos com Ciro Nogueira (presidente nacional do PP), não tem espaço. Acredito que a Federação União Progressista hoje não iria para qualquer candidatura. E isso é um fato que pode provavelmente estimular outros partidos do centrão, como o MDB, que podem fazer a mesma coisa. Um partido que é colocado na categoria do centrão, mas é um pouco diferenciado, é o PSD. Que, a preço de hoje, tem candidato, que é o governador do Paraná, Ratinho Junior.
Se Flávio tem o carimbo da família Bolsonaro, não seria mais fácil para o centrão apoiar um nome como Tarcísio de Freitas?
Olha, esse era o caminho que o centrão, notadamente a federação, perseguia até setembro, e que despertou arranhões na família Bolsonaro. Era uma chapa sendo montada com Tarcísio e Ciro Nogueira, e os Bolsonaros simplesmente entrando com a chancela do ex-presidente. Ou seja, sem opinar nem colocar um membro da família nessa chapa. A compreensão do centrão é que Bolsonaro se tornou tóxico, e ele reagiu a isso. Bolsonaro pode não ter os votos para ser vitorioso no segundo turno, mas os votos que ele mantém e o seu legado eleitoral tornam seu apoio essencial para uma candidatura da direita. Tarcísio não pode lançar sua candidatura sem ter apoio explícito de Bolsonaro, pela fidelidade que ele tem, pelo temperamento, pela gratidão. Quem o fez governador de São Paulo foi Jair Bolsonaro. Ele tem respeito a isso, e também a memória histórica recente do que ocorreu com João Dória, que se elegeu governador na esteira do bolsonarismo, depois se afastou dele e literalmente desapareceu do cenário político. Tarcísio vê isso, então a estratégia dele é que precisaria ter uma candidatura ungida desde o primeiro momento por Bolsonaro. Já Ratinho pode lançar sua candidatura independente num primeiro momento, pode eventualmente disputar como se fosse uma primária contra Flávio Bolsonaro, e apostar em chegar ao segundo turno, onde inexoravelmente apoio da família contra Lula.
Qual a viabilidade eleitoral do Flávio?
Ele é tão competitivo quanto seria Jair Bolsonaro, se este pudesse participar da eleição. O eleitor que votaria em Jair Bolsonaro provavelmente votará em Flávio, não vejo grandes diferenças. A rejeição ao Flávio diminuirá ao longo do tempo, à medida que ficar mais claro para todo eleitorado que ele é um candidato ungido por seu pai. Não acho que Flávio seria inviável. Na eleição contra um incumbente, a disputa gira em torno do incumbente. O que vai definir a eleição é a rejeição ao Lula. O candidato que o enfrentar no segundo turno vai ser diretamente beneficiado pela rejeição do presidente. Então a aprovação e rejeição do Lula hoje são as variáveis básicas para a elaboração de qualquer prognóstico que queiramos estimar com relação a 2026.
A direita brasileira está desarrumada?
Eu tenho uma perspectiva totalmente diferente dessa opinião. Desde que foi instituído o segundo turno, e olha que pilotei várias campanhas no Brasil todo, um dos piores problemas para quem disputa a eleição na cadeira é uma oposição muito fragmentada. Porque o eleitorado destes se juntam no segundo turno, inexoravelmente, independente do acordo dos líderes. Ou seja, o eleitor se reagrega por adjacência ideológica. E no caso, havendo o segundo turno, eu vou deixar a frase para você: a divisão faz a força.
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Um dos campos políticos que mais cresceu na última década em disputas eleitorais – mesmo sem apresentar candidaturas competitivas – foi o chamado centrão. Ironicamente chamado de “lado sem lado”, o grupo que apoiou Jair Bolsonaro (PL) e hoje ainda figura na base do presidente Lula (PT) é quem garante a governabilidade, por vezes a um alto preço. Para o cientista político Antonio Lavareda, descobrir os rumos do centrão em 2026 é uma pergunta “instigante”.
“A resposta exata vale um milhão de dólares”, (risos). “Nós não temos uma resposta definitiva, como nada no centrão é definitivo. O centrão não é alguma coisa que tenha concretude, materialidade. Como eu digo, o centrão é uma entidade metafísica, é uma maçonaria sem loja. Ninguém jamais ouviu falar de quem é a diretoria do centrão, quem é a comissão dirigente. Não há presidente, não há o maior líder do centrão. As expressões são sempre ‘líderes do centrão’, ‘membros do centrão’, então ele é amorfo, não tem uma definição, e obviamente a marca principal dele é o pragmatismo, que por definição é contextual. Ou seja, a racionalidade se adapta às circunstâncias. E se as circunstâncias mudam, as posições mudam também. Mas acho que, a preços de hoje, se a decisão fosse nesse momento, boa parte do centrão liberará seus diretórios estaduais para apoiarem os candidatos à presidência que lhes convierem”, pontuou Lavareda, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia maisLavareda relembrou que, em setembro, o grupo do centrão, especialmente a federação União Progressistas, iniciou um rompimento com o governo Lula. Naquele momento, a ideia do grupo era uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira, como candidato a vice. O grupo, que sinalizou descartar o apoio ao clã Bolsonaro, agora refaz as contas, após o ex-presidente lançar seu filho, o também senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), como presidenciável para 2026.
“A compreensão do centrão é que o sobrenome Bolsonaro se tornou tóxico, e Bolsonaro reagiu a isso. Ele pode não ter os votos para ser vitorioso no segundo turno, mas os votos que ele mantém tornam o seu apoio essencial para uma candidatura da direita. A candidatura do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), pode percorrer uma trajetória um pouco diferente da que poderia Tarcísio, porque são duas estratégias diferentes. Tarcísio não pode lançar sua candidatura sem apoio explícito de Jair Bolsonaro, por sua lealdade, porque quem o fez governador foi Bolsonaro. Ele tem respeito a isso, e também a memória histórica recente do que ocorreu com João Dória, que se elegeu governador na esteira do bolsonarismo, depois se afastou dele e literalmente desapareceu do cenário político. Tarcísio vê isso, então a estratégia dele é que precisaria ter uma candidatura ungida desde o primeiro momento por Bolsonaro. Ratinho pode se lançar independentemente do apoio de Bolsonaro num primeiro momento e apostar em chegar ao segundo turno, quando inexoravelmente teria, contra Lula, o apoio de Bolsonaro e da família”, analisou Lavareda.
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O ano de 2026 começa praticamente dando a largada para a sucessão presidencial. E o atual ocupante da cadeira, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inicia o último ano de seu terceiro mandato com “discreto favoritismo” para a reeleição, na visão do cientista político Antonio Lavareda. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o estudioso ressaltou que o pleito ainda não está definido, mas o cenário atual seria vantajoso para o atual mandatário da República.
“Nós vamos para uma eleição no ano que vem na qual deve ser dito: hoje, Lula é o favorito, mas com ele tem um discreto favoritismo. Não é um jogo jogado, a eleição de 2026 ainda não está resolvida. Vai depender de fatores internos da própria campanha, vai depender de escândalos, se a economia vai na direção projetada, se anda de lado ou até descarrila. Não é um jogo jogado, mas o Lula começa o ano com um discreto favoritismo. Vale lembrar que das nove eleições presidenciais que nós tivemos desde 1989, quem termina o ano anterior em primeiro lugar nas pesquisas, que é como o Lula termina hoje, ganhou a eleição em seis ocasiões”, destaca Lavareda.
Leia maisPara o cientista político, um dos principais desafios do Brasil hoje é vencer a polarização que “não é simétrica como na França, onde a extrema direita disputará com a extrema esquerda”. “No Brasil, nós temos uma polarização que é ultradireita versus centro-esquerda. Lula sempre fez governos transversais, que no popular se chama de balaio de gatos, de cores diferentes do ponto de vista ideológico ou frequências. Acredito que para melhorar o clima político do país, precisa ter um conjunto de circunstâncias, como uma economia caminhando bem, com o país crescendo. Só o crescimento econômico ajuda a diminuir as tensões numa sociedade”, observou.
“Precisa também fazer um combate eficiente às fake news, enfrentar a necessidade de regulação das redes sociais, que é algo muito difícil no Brasil a preços de hoje. Você precisa ter um aperfeiçoamento institucional, uma reforma do sistema eleitoral. Aliás, você precisa de pequenas reformas em todos os poderes, haja vista essa crise na qual o Judiciário está mergulhado no momento”, completou Lavareda.
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“A divisão faz a força”. É com essa precisão cirúrgica que o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda define a eleição do ano que vem. Embora avalie o presidente Lula (PT) como favorito, o estudioso não vê o campo da direita desarrumado, como pregam alguns analistas políticos, e reforça o potencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), recentemente ungido como candidato do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Flávio é tão competitivo quanto seria o pai se pudesse participar da eleição. O eleitor que votaria em Jair Bolsonaro provavelmente votará em Flávio. Não vejo grandes diferenças. Essa rejeição ao Flávio diminuirá ao longo do tempo, à medida que ficar mais claro para todo o eleitorado bolsonarista que ele de fato é um candidato ungido por seu pai. Então acho que ele terá de 90% a 95% daquele segmento eleitoral que votaria no ex-presidente. Não acho que o Flávio seria inviável. O que vai definir a eleição é a rejeição ao Lula. O candidato que o enfrentar no segundo turno vai ser diretamente beneficiado por essa rejeição. Então a aprovação e rejeição do Lula hoje são as variáveis básicas para a elaboração de qualquer prognóstico que se queira estimar com relação a 2026”, detalhou Lavareda, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia maisAo analisar a situação do campo da direita, Lavareda lembrou das campanhas que fez no passado para ressaltar seu ponto de vista. “Eu tenho uma perspectiva totalmente diferente (da maioria dos analistas). Já pilotei várias campanhas no Brasil todo. Desde que foi instituído o segundo turno, um dos piores problemas para quem disputa na cadeira, que é o caso do Lula, é ter uma oposição muito fragmentada. Porque o eleitorado deles se junta no segundo turno inexoravelmente, independentemente do acordo dos líderes. Ou seja, o eleitor se reagrega por adjacência ideológica. No caso, havendo segundo turno, vou deixar uma frase para você: a divisão faz a força”, cravou.
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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o professor, escritor, cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O professor, escritor, cientista político e sociólogo Antônio Lavareda será o entrevistado do último podcast do ano Direto de Brasília, hoje. O programa é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
Lavareda é pioneiro no Brasil nos estudos teóricos e na utilização de ferramentas de neuropolítica, mestre em Ciência Política e em Sociologia. É também um dos consultores mais bem-sucedidos em campanhas eleitorais no País, craque em pesquisas e análises de cenários eleitorais nacionais e internacionais.
É também advogado, jornalista, mestre em sociologia e doutor em ciência política, senior fellow do CEBRI, conselheiro do PNUD da ONU, coordenador do Observatório Febraban, conselheiro do COPS da Associação Comercial de São Paulo, diretor Geral do Barômetro da Lusofonia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, presidente do conselho científico do IPESPE, presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais e comentarista eleitoral da CNN.
O podcast tem a participação dos jornalistas José Maria Trindade, da Jovem Pan Brasília; Marcelo Tognozzi, do Poder360; Rudolfo Lago, do Correio da Manhã; Betânia Santana, da Folha de Pernambuco; Heron Cid, do site MaisPB; Arnaldo Santos, da revista Mais Nordeste, de Fortaleza; Felipe Klisma, da Rede de Rádio ANC, do Ceará; Orlando Pontes, do jornal Brasília Capital, e Ângelo Girotto, do jornal O Potengy, do Rio Grande do Norte.
Na pauta, a prisão de Bolsonaro, os escândalos do INSS e do Banco Master, o Governo Lula, as pesquisas de intenção de voto para presidente, o golpe no orçamento da União dado pelo Congresso, através das emendas e do inflado fundo eleitoral, além de outras cositas mais, como a iniciativa do senador Alessandro Vieira de colher assinaturas para investigar o contrato do banco Master com a esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O professor, escritor, cientista político e sociólogo Antônio Lavareda será o entrevistado do último podcast do ano Direto de Brasília, hoje. O programa é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
Lavareda é pioneiro no Brasil nos estudos teóricos e na utilização de ferramentas de neuropolítica, mestre em Ciência Política e em Sociologia. É também um dos consultores mais bem-sucedidos em campanhas eleitorais no País, craque em pesquisas e análises de cenários eleitorais nacionais e internacionais.
Leia maisÉ também advogado, jornalista, mestre em sociologia e doutor em ciência política, senior fellow do CEBRI, conselheiro do PNUD da ONU, coordenador do Observatório Febraban, conselheiro do COPS da Associação Comercial de São Paulo, diretor Geral do Barômetro da Lusofonia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, presidente do conselho científico do IPESPE, presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais e comentarista eleitoral da CNN.
O podcast tem a participação dos jornalistas José Maria Trindade, da Jovem Pan Brasília; Marcelo Tognozzi, do Poder360; Rudolfo Lago, do Correio da Manhã; Betânia Santana, da Folha de Pernambuco; Heron Cid, do site MaisPB; Arnaldo Santos, da revista Mais Nordeste, de Fortaleza; Felipe Klisma, da Rede de Rádio ANC, do Ceará; Orlando Pontes, do jornal Brasília Capital, e Ângelo Girotto, do jornal O Potengy, do Rio Grande do Norte.
Na pauta, a prisão de Bolsonaro, os escândalos do INSS e do Banco Master, o Governo Lula, as pesquisas de intenção de voto para presidente, o golpe no orçamento da União dado pelo Congresso, através das emendas e do inflado fundo eleitoral, além de outras cositas mais, como a iniciativa do senador Alessandro Vieira de colher assinaturas para investigar o contrato do banco Master com a esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
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