O deputado federal Carlos Veras também estará presente na carreata em Jaboatão dos Guararapes neste domingo (29), reforçando o apoio do PT nesta reta final da campanha do candidato Elias Gomes. Veras, que vem se dividindo entre o interior e a região metropolitana, retorna a Jaboatão para fortalecer o time de Lula e garantir a presença no segundo turno em um dos maiores colégios eleitorais de Pernambuco.
“O momento é decisivo e estar em Jaboatão reforça nosso compromisso com a vitória do time de Lula, levando Elias Gomes para o segundo turno. Precisamos derrotar o bolsonarismo e garantir que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa e promover mais desenvolvimento. Estamos unidos para conquistar essa vitória para o povo de Jaboatão”, afirma Carlos Veras.
Roberto Freire quer Eduardo Leite presidente do Brasil
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
O presidente nacional do Cidadania, o ex-senador e ex-ministro da Cultura Roberto Freire, defende veementemente o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), como candidato ideal à Presidência da República nas eleições deste ano. Para Freire, Eduardo Leite é o estadista que o Brasil precisa para romper a polarização entre o PT e o bolsonarismo que, na opinião dele, só atrapalha o país.
Ao longo de sua vida pública, o ex-senador militou no campo da esquerda e destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia. Atualmente, continua se considerando de esquerda, mas não a mesma esquerda representada pelo presidente Lula (PT), uma liderança que, para Freire, não acompanhou as mudanças no mundo com a revolução digital e governa como se estivesse ainda no século 20.
Roberto Freire foi o primeiro entrevistado deste ano no podcast Direto de Brasília, ontem (6), comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Na ocasião, justificou o apoio a Eduardo Leite dando como exemplo a postura do governador do Rio Grande do Sul na crise dos últimos dias entre Estados Unidos (EUA) e Venezuela.
Ao contrário de outros governadores brasileiros, sobretudo os de direita, que concordaram com a ação do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar à força o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e levá-lo a julgamento em solo americano, Eduardo Leite criticou a medida e manifestou “profunda preocupação com a escalada de tensão em nossa região”, embora sem aprovar as atitudes de Maduro.
“O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”, escreveu Eduardo Leite nas redes sociais.
O governador ainda disse: “Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil”. Roberto Freire avaliou que a invasão de Trump não provocou mudança no regime ditatorial na Venezuela e elogiou a opinião de Eduardo Leite.
“Não houve mudança no regime. Houve tirar, sequestrar e prender o ditador Maduro, mas a ditadura que veio do Chavismo lá continua. Quem (no Brasil), nesse processo todo, teve a capacidade de ver claramente isso foi o governador Eduardo Leite, que é o meu candidato. Ele demonstrou ser um estadista, que condenava sempre o regime Chavista, mas esse não é um mecanismo que o mundo civilizado aceite (a atitude de Trump)”, analisou Freire.
Bolsonarista não – Questionado se apoiaria outro candidato do PSD, como o governador do Paraná, Ratinho Júnior, Freire afirmou que vai lutar para que o Cidadania marche junto a Eduardo Leite, mas que pretende convocar um congresso nacional do partido. Porém, foi taxativo quanto aos políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): “não vou apoiar nenhum candidato do campo bolsonarista. Isso não significa que eu seja petista ou lulista. Eu não sou nenhum dos dois. O Brasil precisa superar essa fase”.
2026 ainda em aberto – Para Roberto Freire, a eleição presidencial de 2026 não está resolvida, mesmo com o favoritismo do presidente Lula (PT), a quem ele não considera imbatível. O ex-senador destacou que a vitória apertada do petista em 2022 é um sinal do esgotamento lulista. “Ele não é imbatível, e já teve riscos em 2022, uma eleição da rejeição. Lembro bem o impacto que a candidatura de Simone Tebet (MDB) tinha. Percebia-se que era um quadro político, que tinha um programa, que tinha um projeto, que Lula hoje relega, de integração com a América Latina. Esse é um grande projeto para o Brasil”, observou Freire.
Abrindo os trabalhos – A Federação União Progressista realizou, ontem (6), no Recife, um encontro com lideranças políticas do Litoral Sul de Pernambuco, o primeiro do ano. Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte receberam o deputado France Hacker, o prefeito de Rio Formoso, Berg de Hacker, a ex-prefeita de Sirinhaém Camila Machado, o conselheiro federal da OAB Maurício Albuquerque, além de representantes de Rio Formoso, Sirinhaém e Tamandaré. Na reunião, foram discutidos cenários para as eleições de 2026 e 2028. A Federação, formada pelos partidos Progressistas e União Brasil, trabalha para ampliar sua presença nas próximas disputas, com a meta de eleger deputados estaduais e federais e concorrer a uma vaga no Senado.
Sem alarde, uma passadinha na Espanha 1 – A notícia de que a governadora Raquel Lyra (PSD) viajou de férias para a Espanha, esta semana, em meio à interrupção do recesso parlamentar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), repercutiu nos bastidores da política. A informação foi dada com exclusividade pelo titular deste blog, ontem (6), que observou, ainda, que não houve passagem de bastão para a vice-governadora, Priscila Krause. Deputados da base governista chegaram a cancelar viagens para marcarem presença na Alepe, atendendo ao pedido da governadora por convocação extraordinária.
Sem alarde, uma passadinha na Espanha 2 – Com a oposição e com a presidência da Alepe, Raquel não pode contar. Então, sobrou para os deputados governistas estarem no Recife em janeiro para as possíveis votações dos projetos enviados por ela à Casa, além de enfrentarem em nome dela o ambiente hostil na Alepe causado pela própria inabilidade política de Raquel. Os governistas só não contavam que apenas eles cancelariam suas férias, já que a governadora pegou um avião e foi descansar na Europa, deixando os parlamentares na capital “comendo a bronca” na Assembleia e sem definição, por exemplo, de como ficará o orçamento de Pernambuco este ano, já que a LOA permanece sob análise da Procuradoria da Casa. Um oposicionista brincou: “É uma graça. Os deputados da base dela que desmarcaram suas agendas devem estar arretados”.
CURTAS
Atos golpistas – O presidente Lula pretende usar o ato de 3 anos do 8 de Janeiro, nesta quinta-feira (8), para vetar parcialmente o projeto da dosimetria. A cerimônia não contará com os chefes do Congresso. Hugo Motta (RP-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (UB-AP), do Senado, informaram que não participarão. As informações são do portal Poder360.
Tensão – As ausências reforçam o clima de tensão entre Planalto e Legislativo em torno da proposta da dosimetria aprovada pela Câmara em 10 de dezembro e pelo Senado em 17 de dezembro. O texto flexibiliza penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro e pela tentativa de golpe de 2023, como Jair Bolsonaro (PL).
Aniversário de Goiana – A Prefeitura de Goiana celebra, hoje (7), os 315 anos do Estabelecimento da Câmara e da antiga Vila de Goyanna, marco da formação política, administrativa e institucional do município. A data remete a 7 de janeiro de 1711, quando foram oficialmente instaladas as estruturas de poder local, conforme registros históricos.
Perguntar não ofende: Por que Raquel Lyra não passou o cargo de governadora para Priscila Krause antes de viajar para a Espanha?
A TV Cultura se pronunciou após a saída de Vera Magalhães do comando do programa Roda Viva. A jornalista anunciou nesta terça-feira (6), pelas redes sociais, que deixará a emissora, onde esteve à frente da atração desde 2019. Segundo ela, a decisão partiu do canal, que teria voltado atrás na renovação do contrato para 2026.
Em nota, a emissora afirmou que o Roda Viva sempre adotou um sistema de trocas na bancada e que um novo nome será anunciado para apresentar o programa em 2026. De acordo com a TV Cultura, “um dos sucessos do programa está justamente na rotatividade de seu comando ao longo de décadas”. As informações são do Metrópoles.
Ao longo de seus 40 anos, o Roda Viva teve 14 apresentadores, entre eles Marília Gabriela, Mario Sergio Conti e Daniela Lima. Vera Magalhães é a terceira que permaneceu por mais tempo no comando, atrás de Paulo Markun, à frente da atração de 1998 a 2007, por nove anos, e de Augusto Nunes, que somou oito anos em dois períodos: de 1986 a 1989 e de 2013 a 2018.
O que seria a sétima temporada de Vera à frente do programa coincidiria com os 40 anos do Roda Viva e com a cobertura eleitoral. Nas redes sociais, a jornalista relatou que a renovação havia sido acertada em reunião realizada em 10 de dezembro de 2025.
“Como uma das mais importantes TVs públicas do país, é da natureza da emissora abrir oportunidade para novos apresentadores, que trazem sua contribuição ao já consagrado formato. A diversidade de jornalistas na bancada, vindo dos mais diversos veículos de comunicação do país, também contribui para o debate público das questões que impactam o Brasil e o mundo”, justificou a emissora.
Vera também relatou que, após ser informada do desligamento, a diretora de jornalismo da TV Cultura, Marília Assef, pediu que ela permanecesse no programa por mais quatro meses. A jornalista recusou a proposta. “Diante da quebra de um acordo já selado presencialmente, optei por me desligar de imediato”, escreveu.
Por fim, o canal de TV agradeceu a contribuição da jornalista ao longo dos últimos seis anos: “A Cultura agradece a Vera Magalhães por sua longa contribuição ao Roda Viva e ao jornalismo público”.
Leia a nota na íntegra: Em referência ao desligamento da jornalista Vera Magalhães da apresentação do Roda Viva, a TV Cultura ressalta que um dos sucessos do programa está justamente na rotatividade de seu comando ao longo de décadas.
Vera Magalhães esteve à frente do Roda Viva nos últimos seis anos e manteve a relevância do programa durante este período.
Como uma das mais importantes TVs públicas do país, é da natureza da emissora abrir oportunidade para novos apresentadores, que trazem sua contribuição ao já consagrado formato. A diversidade de jornalistas na bancada, vindo dos mais diversos veículos de comunicação do país, também contribui para o debate público das questões que impactam o Brasil e o mundo.
No ano em que completa 40 anos, um dos programas mais prestigiados da televisão brasileira será renovado e dará continuidade ao seu relevante papel, trazendo um novo nome para o time de apresentadores que fizeram a história do Roda Viva.
A Cultura agradece a Vera Magalhães por sua longa contribuição ao Roda Viva e ao jornalismo público.
A jornalista Vera Magalhães anunciou nesta terça-feira (6), por meio das redes sociais, que deixará a TV Cultura, onde apresentava o programa Roda Viva. Segundo a apresentadora, a decisão partiu da emissora, que já havia acertado a renovação do contrato anual para 2026, mas voltou atrás.
A diretora de jornalismo do canal, Marília Assef, ainda pediu que Vera permanecesse por mais quatro meses no ar. A jornalista, no entanto, recusou o convite. As informações são do Metrópoles.
“Diante da quebra de um acordo já selado presencialmente, optei por me desligar de imediato”, compartilhou.
Vera estava à frente da atração desde 2019. A próxima seria sua sétima temporada no ar, coincidindo com os 40 anos do Roda Viva e com a cobertura eleitoral. Na publicação, a jornalista relatou que a renovação havia sido acertada em reunião realizada em 10 de dezembro de 2025.
“Falei do meu desejo de coroar este ciclo virtuoso para o programa com a celebração dos 40 anos e a cobertura eleitoral. Ficou tudo acertado com a direção da emissora neste sentido e fui avisada de que seria chamada em breve para assinar o contrato”, escreveu.
O cenário mudou após voltarem a circular notas na imprensa especulando sua saída da emissora. Diante disso, Vera procurou a presidente da Fundação Padre Anchieta, Maria Ângela de Jesus, em busca de um posicionamento. Em seguida, em reunião com Marília Assef, foi informada da mudança de planos.
Leia o comunicado na íntegra:
Venho por meio desta comunicar que, por decisão da TV Cultura, deixo de apresentar o Roda Viva a partir de fevereiro.
Em reunião em 10 de dezembro de 2025, tinha acertado a renovação do meu contrato por mais um ano. Eu mesma alertei que seria importante renovar por apenas um ano e fazer a transição no programa, uma vez que esta seria minha sétima temporada.
Falei do meu desejo de coroar este ciclo virtuoso para o programa com a celebração dos 40 anos e a cobertura eleitoral. Ficou tudo acertado com a direção da emissora neste sentido e fui avisada de que seria chamada em breve para assinar o contrato.
Como isso não aconteceu até o fim do ano e voltaram a sair notas na imprensa colocando a renovação em dúvida, escrevi para a presidente da Fundação Padre Anchieta, Maria Ângela de Jesus, no último dia 2, pedindo um posicionamento.
Ela realizou uma reunião com a diretora de jornalismo, Marília Assef, que me comunicou da mudança de planos e me pediu para permanecer até abril.
Diante da quebra de um acordo já selado presencialmente, optei por me desligar de imediato.
Sem comunicado prévio, a Rádio Cidade FM, em Caruaru, retirou do ar, desde ontem, o meu programa Frente a Frente, que vinha sendo transmitido pela emissora há mais de um ano. Caruaru é a terra da governadora Raquel Lyra (PSD), que já governou o município por dois mandatos. A rádio pertence ao grupo do empresário Adolfo da Modinha, que tem a concessão municipal do transporte urbano.
Após sofrer uma queda e bater a cabeça em sua cela na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília nesta terça-feira (6), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta sinais de apatia, tontura e uma queda na pálpebra esquerda, segundo o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-mandatário.
“Fiz uma última avaliação no presidente agora, ele estava apático, uma leve queda na pálpebra esquerda, com a pressão normalizada e com sinal de tontura. Sem dor. O próximo é aguardar a liberação para a realização dos exames e imediatamente nos deslocarmos para o hospital, que está de prontidão para recebê-lo”, disse o médico a jornalistas. As informações são da CNN.
Moraes negou transferência imediata para hospital Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou a transferência imediata de Bolsonaro para um hospital. O magistrado do Supremo entendeu não haver necessidade de remoção imediata do ex-mandatário.
Segundo o despacho, a PF (Polícia Federal) deveria apresentar ao STF o laudo médico realizado pelos médicos da corporação.
O que diz o laudo médico da PF Como mostrou a CNN Brasil, a PF enviou o laudo médico a Moraes nesta tarde. De acordo com o documento, Bolsonaro apresentou sinais de ter caído da cama durante a noite. O relatório descreve lesão superficial no rosto e a presença de sangue.
“Paciente no pós-operatório recente de herniorrafia inguinal bilateral e bloqueio anestésico bilateral do nervo frênico. Em uso recente de CP AP para tratamento de apneia do sono. Considerando a recente internação, o uso de medicamento de ação no sistema nervoso central (Gabapentina, Escitalopram, Clorpromazina), o uso recente de anticoagulante e demais comorbidades, foi comunicado à sua equipe médica assistente a informação sobre o quadro clínico”, diz trecho do documento.
Agora, Moraes deve deliberar sobre a liberação ou não do ex-presidente para realizar exames médicos no hospital.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela concordou em enviar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos EUA. O anúncio foi feito em uma rede social.
A declaração ocorre três dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou no sequestro do ditador Nicolás Maduro. Ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos morreram na operação.
Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele disse ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”. As informações são do g1.
“O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou. Mais cedo, a agência Reuters revelou que autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos.
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, um acordo para vender o petróleo parado da Venezuela às refinarias dos EUA redirecionaria os embarques que antes seguiriam para a China.
A Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los por causa de um bloqueio imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em vigor desde dezembro.
O embargo faz parte da crescente pressão americana sobre a Venezuela, que resultou na queda de Maduro.
Interesse dos EUA No sábado (3), logo após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas, o presidente Donald Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias dos EUA.
“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, declarou.
As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia.
Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente, cerca de 1 milhão de barris por dia, devido às sanções e a problemas de infraestrutura.
De acordo com Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção, como pretende Trump, não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos.
A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos.
Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração.
Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital.
Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021.
No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo.
Oriundo do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que se transformou no PPS e segue atualmente como Cidadania, o ex-senador e ex-deputado federal Roberto Freire disparou críticas à esquerda brasileira. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o hoje presidente nacional da referida sigla diz que continua sendo um homem de esquerda, mas não como os aliados do presidente Lula (PT).
“Continuo um homem de esquerda, tal como fui durante toda a minha vida. Só que eu não sou daqueles que têm ideia fixa, não sou doido. Se o mundo muda, eu tenho que entender o que mudou para saber como me posicionar, com os meus valores e os meus princípios, que continuam os mesmos. Não estou dizendo que os outros não têm valores, mas que eles estão equivocados em analisar a realidade. Aqueles que se dizem de esquerda não querem perceber que o mundo do trabalho mudou, que estamos vivendo uma realidade que jogou fora toda uma ordem, inclusive internacional, que vinha vigendo”, disparou Freire.
“Como é que você continua pensando a política com um programa, com conceitos que não se aplicam mais? E vem me falar de esquerda e vem me criticar como se não estivesse na esquerda? Essa esquerda, com vocês, morre, não tem futuro. E eu quero ter futuro. Eu tenho muito mais passado, por isso que estou apoiando o (governador do Rio Grande do Sul) Eduardo Leite (PSD), porque estou pensando na juventude, porque ele tem futuro e eu quero pelo menos imaginar que meus filhos e netos, agora muito mais os netos, podem ter um mundo melhor. E vou continuar pensando isso, e não tenho nenhum medo de ficar alguém falando que eu deixei de ser de esquerda, até porque esse tipo de fanatismo pega bem para os talibãs, para quem defende a teocracia iraniana, para quem está defendendo Vladimir Putin ou ditaduras por aí afora. Estou defendendo liberdade, democracia, uma sociedade mais justa, menos desigual. Infelizmente, no Brasil, essa esquerda está nesse século 20 há quase 20 anos no poder e nós continuamos sendo uma das sociedades mais perversas em termos de igualdade do mundo”, completou.
Moradores e comerciantes da Rua Tomé Gibson, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, relatam o uso frequente de crack em plena via pública. Segundo os relatos, usuários da droga ocupam diariamente calçadas e áreas próximas a residências e estabelecimentos comerciais, em diferentes horários do dia, alterando a rotina da rua.
A situação preocupa quem circula pelo local, especialmente em razão do intenso fluxo de estudantes e trabalhadores que transitam pela área durante o dia. De acordo com moradores, o cenário tem provocado sensação de insegurança e levado comerciantes a registrarem queixas recorrentes sobre a presença constante de usuários de drogas na via.
Ainda segundo os relatos, apesar das reclamações encaminhadas aos órgãos competentes, não houve até o momento mudanças perceptíveis no quadro. A população cobra a adoção de medidas que envolvam segurança pública, saúde e assistência social, com ações voltadas tanto à proteção dos moradores quanto ao atendimento adequado das pessoas em situação de dependência química.
Dois anos após ter sido afastado da presidência nacional do Cidadania, o ex-senador e ex-deputado federal Roberto Freire reassumiu recentemente o comando da sigla. Aos 83 anos, ele garante que, embora o retorno tenha caráter liminar, seguirá com os preparativos para o ano eleitoral. Freire planeja convocar um congresso extraordinário do partido, no qual deverá sair o posicionamento da sigla para a Presidência da República. O dirigente, entretanto, não esconde sua preferência pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
“Essa decisão não será só minha. Terá que haver uma decisão do congresso, que eu imagino convocar, e que há tempo de decidir qual o nosso caminho e quem vamos apoiar com o projeto nacional. Vou lutar evidentemente para que o partido tenha uma candidatura, tal como fizemos em 2022 com Simone Tebet, que seja uma alternativa a essa polarização tóxica e embrutecedora da política brasileira, traumática, porque fratura a sociedade até o nível familiar, e é atrasada. O Brasil avança ou cresce a passos de cágado, enquanto outros países cavalgam”, disparou Freire, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Vamos trabalhar e discutir internamente nesse congresso para definirmos qual caminho seguir. Vou defender claramente o apoio ao candidato Eduardo Leite. Não é questão de vontade; será uma questão política. Não vou apoiar nenhum candidato do campo bolsonarista. Isso não significa, como pensam os lulopetistas e bolsonaristas, que se você não é um é o outro. Não, eu não sou nenhum dos dois. Estou pensando nisso há muito tempo, porque o Brasil precisa superar essa fase”, completou.
Freire lembrou ainda que já apoiou Lula em outros momentos, embora tenha lançado o ex-ministro Ciro Gomes (atualmente no PSDB) em 1998 e 2002, disputando contra o petista. Mas a aliança não se repetirá agora. “Nós votamos em Lula algumas vezes, uma delas até no primeiro turno. Mas teve um momento em que inclusive lançamos, em duas oportunidades, o Ciro Gomes, que voltou para o PSDB. Então eu não sei como vai ficar em função desse processo nacional. Mas imagine Ciro Gomes apoiando o Eduardo Leite. Aí eu apoio Ciro no Ceará, pronto”, resumiu Roberto Freire.
O governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que Nicolás Maduro chefiava um cartel de drogas chamado Cartel de los Soles. A mudança ocorre após a captura do ditador venezuelano por militares dos Estados Unidos, em Caracas, no último fim de semana.
A informação foi publicada pelo jornal The New York Times e confirmada pela CNN Brasil.
Após a prisão de Maduro, o Departamento de Justiça americano atualizou as acusações. O ditador ainda é acusado pelo governo Trump de conspiração para tráfico de drogas, mas a alegação de que o Cartel de los Soles é uma organização de fato foi abandonada. As informações são da CNN.
Em vez disso, os promotores se referem a um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” alimentados pelo dinheiro do narcotráfico.
Na versão anterior, que foi publicada pela primeira vez em 2020, a acusação descrevia Maduro expressamente como líder do Cartel de Los Soles, destacando que ele e outros integrantes da organização corromperam instituições legítimas da Venezuela para facilitar a importação de toneladas de cocaína para os Estados Unidos.
Isso incluiria partes das Forças Armadas, do aparato de inteligência, do Legislativo e do Judiciário
“Desde pelo menos 1999, Maduro Moros, Cabello Rondón, Carvajal Barrios e Alcalá Cordones atuavam como líderes e gestores do Cártel de Los Soles, ou ‘Cartel dos Sóis’, comenta a acusação na versão anteriore.
“O Cartel de Los Soles buscava não apenas enriquecer seus membros e aumentar seu poder, mas também inundar os Estados Unidos com cocaína e infligir os efeitos nocivos e viciantes da droga aos usuários americanos”, adiciona.
Já o documento atualizado, divulgado no dia 3 de dezembro, afirma que o ditador e seu antecessor, Hugo Chávez, participa, perpetua e protege uma “cultura de corrupção na qual poderosas elites venezuelanas se enriquecem com o narcotráfico e a proteção de seus parceiros traficantes”.
Assim, a acusação alega que há um “sistema de clientelismo” e que isso seria referido como Cartel de Los Soles.
“Os lucros dessa atividade ilegal fluem para funcionários corruptos de baixa patente, civis, militares e da inteligência, que operam em um sistema de clientelismo comandado por aqueles no topo — referido como o Cartel de Los Soles ou Cartel dos Sóis, uma referência à insígnia de sol afixada nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente”, explica o texto.
Especialistas já questionavam a ideia de que o “Cartel de Los Soles” seria uma organização formal assim como outros grupos de Colômbia e México, e consideram exagerado sugerir que Maduro o lidere, embora possa haver envolvimento governamental no tráfico de drogas.
De volta à presidência nacional do Cidadania, após ter sido afastado do comando por dois anos, o ex-senador e ex-deputado federal Roberto Freire rejeita a tese de que a eleição de 2026 está quase definida. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele ressaltou que o presidente Lula (PT), candidato à reeleição e liderando as pesquisas, não é imbatível e que a vitória apertada que o petista teve sobre Jair Bolsonaro (PL) há quatro anos já deu sinais disso.
“Ele não é imbatível, e já teve riscos em 2022, que foi uma eleição da rejeição. Lembro bem o impacto que a candidatura de Simone Tebet (MDB) tinha. Percebia-se que era um quadro político, que tinha um programa, que tinha um projeto, que Lula hoje relega, de integração com a América Latina. Esse é um grande projeto para o Brasil”, exalta Roberto Freire.
Segundo ele, a emedebista, hoje ministra do Planejamento do próprio Lula, foi prejudicada pela polarização do país na última eleição — conjuntura que ele avalia que não se repetirá em 2026. “Quando vinha a grande disputa daquela polarização, aquele eleitor que era simpático a Simone, mas era contra Bolsonaro, dizia que ia votar em Lula para Bolsonaro não ganhar. O mesmo se dava para aquele que era contra Lula e dizia que não ia votar nela, porque, se não votasse em Lula, poderia Bolsonaro ganhar. Esse processo não vai ser o atual; não é o mesmo, não vai ser Lula contra Bolsonaro. Talvez seja contra um filho (Flávio Bolsonaro, do PL), mas, de qualquer forma, a sociedade cansou dessa polarização tóxica”, concluiu.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o ex-senador e atual presidente do Cidadania, Roberto Freire, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!