Magno Martins e o editor do Correio do Agreste, Fernando Guerra (Foto: Reprodução/ Divulgação)
Do Correio do Agreste
Foi lançada na noite desta quinta-feira (16), na Câmara de Vereadores de Surubim, o livro “O Estilo Marco Maciel”, do jornalista Magno Martins. A obra retrata a forma de “fazer política” do pernambucano, falecido em 2021, aos 80 anos. Conhecido como excelente articulador e homem de hábitos simples, Maciel foi deputado estadual, federal, governador, senador e vice-presidente da República. Durante mais de 50 anos de vida pública nunca teve o nome envolvido em escândalos.
“Era um homem honesto. Não usava cartões corporativos, verbas de gabinete. Morreu pobre. É um exemplo para as próximas gerações”, ressaltou Magno Martins, ao discursar pouco antes de iniciar a sessão de autógrafos.
O ex-prefeito de Surubim, Antônio Barros, também usou a tribuna para falar sobre o biografado. Barros destacou as obras de Maciel em Surubim, como o abastecimento de água da barragem de Pedra Fina, a construção de casas populares, o tombamento da Casa Grande de Cachoeira do Taépe, entre outras. Em forma de agradecimento pela implantação da rede de distribuição de água no município, Marco Maciel foi homenageado na década de 1980 com um busto em praça pública.
Além das homenagens oficiais, como o busto, Maciel recebia outras deferências, do povo simples, muitas que ele nem sequer tomava conhecimento, como a que foi prestada pelo pai do vereador Geraldo Lira. O parlamentar contou que tem dois irmãos, Marco e Maciel, que foram batizados assim por causa da admiração do pai dele pelo político.
Lançamento do livro lotou o plenário da Casa Euclides Mota (Foto: Reprodução/ Divulgação)
O lançamento do livro lotou o plenário da Casa Euclides Mota. O evento contou com a presença da prefeita Ana Célia, do presidente da Câmara, Luciano Medeiros (Bomba), e dos vereadores Itamar Lira, Neto da Saúde, Neto da Padaria e Geraldo Lira. Ainda estiveram presentes, a vice-prefeita de Santa Maria do Cambucá, Auxiliadora Pereira e o vereador daquela cidade, George Almeida.
Logo Caruaruense continua produzindo trocas de acusações
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O episódio da Logo Caruaruense continua rendendo trocas de acusações entre deputados aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) e a oposição, mesmo depois de a gestora anunciar o fim das atividades da empresa do pai, o ex-governador João Lyra Neto. A Logo Caruaruense foi objeto de reportagem do portal Metrópoles, este mês. O veículo expôs a falta de fiscalização nos ônibus da empresa há três anos.
Fiel à chefe do Poder Executivo e com uma experiência parlamentar de vários mandatos, o que impõe respeito entre os colegas, Antônio Moraes (PP) chamou os oposicionistas à responsabilidade. Disse que a oposição manipulou as informações a respeito do assunto para tentar atacar a governadora e tirar proveito político da situação.
O deputado Romero Albuquerque (UB), que pediu o impeachment de Raquel Lyra por causa do episódio, reagiu. Segundo o parlamentar, Moraes cumpre o papel de alguém escalado pelo governo para tentar confundir a opinião pública em meio à falta de justificativas do Palácio do Campo das Princesas sobre as denúncias.
Moraes apresentou dados do Detran-PE e de outros órgãos para informar que não existem débitos pendentes dos veículos da empresa, nem em 2025, nem em anos anteriores, além de todos os veículos possuírem o CRLV 2025. Segundo Moraes, os levantamentos desta semana comprovam que todos os ônibus da Caruaruense passam sempre por revisões diárias e inspeções rigorosas, além de manterem as revisões periódicas em dia.
“Diante dos relatórios que recebi dos órgãos responsáveis pela fiscalização, a frota de ônibus da Caruaruense há anos é considerada a mais bem cuidada do setor, inclusive rodando mais de 400 mil quilômetros por mês, com um percentual de quebra extremamente mínimo e um índice de sinistralidade nas seguradoras ainda mais baixo, algo que pode ser comprovado documentalmente pela facilidade de renovação anual da apólice da empresa”, explicou Moraes.
O deputado foi duro e acusou os oposicionistas de anteciparem as eleições deste ano, algo sempre mencionado nos bastidores, tanto pelos aliados de Raquel quanto pelos do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que vai enfrentar a governadora nas urnas. Os dois lados se acusam de antecipação. Mas Moraes foi além, acusou os aliados de João de promoverem um “Carnaval de mentiras”.
“Infelizmente, a oposição está cega, só pensa em política e eleição, sem ligar para as necessidades do povo de Pernambuco, que tanto usufruiu da Caruaruense, uma empresa que integrou as regiões do Estado. Hoje, eles só pensam em atacar a governadora, nem que, para isso, seja preciso manipular informações e esconder a verdade da população. Não adianta tentar montar um Carnaval de mentiras, porque, no final, o que sempre prevalece é a justiça”, declarou.
Romero Albuquerque lembrou que o CRLV é um documento exigido nacionalmente, inclusive por autoridades federais. Para ele, Moraes se esquivou de comentar sobre as infrações administrativas da empresa, que deveriam ser fiscalizadas pela EPTI, órgão estadual. “Havia taxas atrasadas, falta de vistorias e frota sucateada, tudo comprovado em documentos da própria EPTI. O deputado, que tenta explicar o inexplicável, está sugerindo que esses documentos são falsos? Está atuando para esconder a omissão da governadora Raquel Lyra”, disse Romero.
Contradição – Ainda segundo Romero Albuquerque, a fala de Moraes contradiz o único esboço de reação feito pelo governo até agora: a exoneração do presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), Antônio Carlos Reinaux. “Se estava tudo certo, se a empresa era a de melhor qualidade no setor, como ele diz, por que o presidente da EPTI foi exonerado? Os aliados tentam falar em cortina de fumaça da oposição, mas é o próprio governo que está tentando confundir a sociedade com desinformação. E isso nós não vamos permitir”, enfatizou Albuquerque.
Sem histórico na Justiça – Antônio Moraes também argumentou que a empresa Logo Caruaruense não tem histórico de processos judiciais, tanto na esfera cível como na trabalhista. Entretanto, reiterou que, por conta da crise financeira sofrida pela empresa – sobretudo pela dificuldade de concorrência com os transportes por aplicativo na esfera intermunicipal –, “lamentavelmente a Caruaruense, após 60 anos de atividade, foi obrigada a entregar suas linhas à EPTI, o que vai acarretar o fechamento e o desemprego de parte dos funcionários, da mesma forma como ocorreu, recentemente, com a empresa de transportes 1002, que fazia as rotas da Mata Norte do Estado”.
Alta nos feminicídios – Os dados oficiais divulgados sobre os feminicídios no Brasil em 2025 revelam uma realidade brutal. O país registrou 1.470 casos de mulheres mortas por razões de gênero ao longo do ano, superando o recorde anterior de 2024, que havia contabilizado 1.464 ocorrências. O número consolida uma média estarrecedora de quatro mulheres assassinadas por dia, segundo levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Frente a esses dados, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UPB) afirmou que os números demonstram que o enfrentamento à violência de gênero exige ação permanente e efetiva do Estado brasileiro.
Comemoração – A indicação para o Oscar do filme “O Agente Secreto”, ambientado no Recife da década de 70, foi comemorada nas redes sociais pela governadora Raquel Lyra (PSD) e pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB). Ambos fizeram questão de registrar a escolha do filme para a maior premiação do cinema mundial. “Momento histórico para Pernambuco! O filme pernambucano O Agente Secreto é indicado a quatro categorias do Oscar! É do Brasil, é de Pernambuco!”, disse Raquel. “O Recife é cinema, é arte, é criação pulsando. Ver nossa cidade, nossas histórias e nossos artistas brilhando na maior cerimônia do cinema mundial mostra que quando a cultura é valorizada, ela atravessa fronteiras”, publicou João Campos.
“Tem o molho” – Já o presidente Lula (PT) também comemorou nas redes sociais e, em uma das publicações, disse que o ator Wagner Moura, indicado à categoria de Melhor Ator, “tem o molho e tem talento”. “Wagner Moura tem o molho, tem talento de sobra, já levou o Globo de Ouro de melhor ator em filme drama e agora pode vir o Oscar de melhor ator”, escreveu Lula. O filme brasileiro “O Agente Secreto” foi indicado às principais categorias do Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Elenco.
CURTAS
Troca na Adepe – O Governo do Estado anunciou, ontem (22), a troca de comando na Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe). No lugar de Ana Luiza Ferreira, assumirá a advogada Roberta Andrade Figueirôa como diretora Geral de Fomento, Inovação e Arranjos Produtivos da agência. Ela também assumirá interinamente a presidência do órgão.
Aumento das tarifas – A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Pernambuco (Arpe) homologou o aumento das tarifas de ônibus do Grande Recife. O valor do Anel A (Bilhete Único), o mais utilizado, foi arredondado de R$ 4,47 para R$ 4,50. A homologação foi publicada na edição de ontem (22) do Diário Oficial.
Assédio moral – O Estado do Rio Grande do Norte (RN) foi condenado ao pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo em decisão da 6ª Vara do Trabalho de Natal, após ação movida pelo Ministério Público do Trabalho no RN. A sentença reconheceu a ocorrência de assédio moral organizacional no âmbito da Secretaria de Estado da Administração.
Perguntar não ofende: Quem antecipou primeiro as eleições de 2026, Raquel ou João?
Moradores do Pina, na Zona Sul do Recife, denunciam alterações no sistema de videomonitoramento da Secretaria de Defesa Social que, segundo eles, reduziram a cobertura de segurança em um ponto estratégico do bairro.
De acordo com a comunidade, uma câmera da SDS que ficava em frente ao Restaurante Mingus, no cruzamento da Rua Amazonas com a Rua Atlântico, foi retirada. No local, ainda segundo os moradores, foi instalada outra câmera do tipo 360 graus na Rua Amazonas. No entanto, o equipamento estaria direcionado principalmente para a entrada e a saída da garagem do prédio onde mora a governadora Raquel Lyra.
Moradores afirmam que o motivo da nova instalação seria a redução da presença da guarda civil no entorno, o que teria levado à adoção de um novo esquema de monitoramento. Ainda assim, a comunidade avalia que a mudança comprometeu a segurança coletiva.
Antes da alteração, a câmera possuía cobertura 360 graus e monitorava as duas vias. Com o novo posicionamento, a Rua Atlântico não estaria sendo monitorada integralmente, apesar de ser uma via bastante movimentada do bairro.
Diante da situação, os moradores cobram esclarecimentos da Secretaria de Defesa Social e do Governo do Estado sobre os critérios técnicos adotados. A pergunta que fica, segundo a comunidade, é se a segurança pública está sendo pensada para proteger os cidadãos e o espaço urbano ou se atende, prioritariamente, à governadora.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descartou, em conversas com interlocutores próximos, a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo ou ao Senado nas eleições de outubro.
A aliados, Alckmin manifestou preferência por manter o posto de vice na chapa pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo relatos à CNN, Alckmin disse que seu futuro é ficar na vice ou “capinar em Pinda” — em referência à sua cidade de origem, Pindamonhangaba (SP), onde foi vereador e prefeito nos anos 1970. As informações são da CNN.
Trata-se de uma expressão literal. A família de Alckmin ainda tem um sítio em Pindamonhangaba, que o ex-tucano gosta de visitar e onde tem a roçada do mato como uma de suas atividades preferidas.
Capinar, gosta de dizer Alckmin aos amigos, é uma forma de se exercitar fisicamente, mas também um exercício mental e espiritual, uma forma de estar próximo da terra e de Deus.
Em termos políticos, o que importa é Alckmin fechar completamente as portas para uma eventual candidatura ao governo estadual ou ao Senado por São Paulo.
O PT flertava com essa possibilidade. Para o partido, a vaga de vice na chapa com Lula poderia ser oferecida a outros aliados que ajudassem em uma composição nacional, como o MDB.
Além disso, o Palácio do Planalto está preocupado com o desempenho de Lula em São Paulo.
Se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) for candidato à reeleição, ele desponta como favorito e pode dificultar a atração de votos em Lula no maior colégio eleitoral do país. Por isso, o Planalto avalia que ter Alckmin na eleição em São Paulo seria uma boa estratégia.
No entanto, ministros próximos de Lula e a cúpula petista reconhecem que o vice tem a prerrogativa de escolher seu próprio futuro nas urnas em 2026.
“Na minha opinião, não é posição do PT, Alckmin será o que ele quiser ser. O vice-presidente Geraldo Alckmin é, na minha avaliação, hoje uma liderança nacional de primeira grandeza no Brasil”, afirmou, em dezembro, o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Lula costuma dizer que está satisfeito com a escolha de Alckmin, em 2022, como companheiro de chapa. Na semana passada, os dois tiveram uma conversa reservada, fora da agenda oficial.
Procurada, a assessoria do vice-presidente não fez comentários.
Com a iminente candidatura para concorrer às eleições para o governo de Pernambuco, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), comentou sobre o seu possível último Carnaval como gestor da capital pernambucana.
O depoimento de Campos aconteceu após a apresentação da programação do Carnaval do Recife, no Museu Paço do Frevo, na área central da cidade, no começo da tarde desta quinta-feira (22).
Durante sua fala, João Campos evitou cravar que esse será o seu último Carnaval como prefeito do Recife e afirmou estar animado para a festa.
“Tudo na minha vida eu faço com o ânimo da primeira vez e com a emoção da última […]. A gente nunca sabe quando é a última [vez]. O importante é como diz minha mãe, que a gente tem que estar em dia com a vida, porque é importante fazer e fazer bem feito. Eu tenho certeza que vai ser um grande carnaval e bem feito, em cada detalhe”, afirmou.
Durante sua fala, Campos também destacou o papel do Carnaval no Recife e admitiu que sempre tentou realizar uma boa festa durante os seus mandatos.
“Eu acho que o Carnaval do Recife é uma das grandes marcas da cidade. O Carnaval do Recife não pertence a um governo, a uma gestão, a um prefeito, é um Carnaval gigante, e eu sempre procurei fazer o melhor, desde fazer ele ampliado, aumentar os dias, colocar novos polos, trazer novas linguagens. Este ano a gente vai ter novas áreas aqui no Centro, praça de alimentação maior, novos polos. Então essas novidades a gente faz com muita alegria”, comentou.
Recife teve um dia diferente hoje. O presidente da Heineken, Maurício Giamellaro, rodou pela cidade, visitando bares, sentindo o clima, observando balcões, copos e histórias. Mas, no fim das contas, o destino já estava traçado: o Bar do Xerém, em Setubal.
Não foi só uma visita institucional. Foi encontro. Foi curiosidade genuína. Foi respeito por quem faz bar do jeito certo. O Xerém, que já é parada obrigatória pra quem do Recife é de Pernambuco e descoberta feliz pra quem vem de fora, recebeu o visitante ilustre como manda a tradição: com conversa, acolhimento e comida que fala por si.
E o acaso caprichou. Justo hoje era dia da famosa “porcheta de Bebezinho” ou melhor, de Arnóbio, o dono da casa, figura central dessa história. Ao lado dos filhos, Vinícius e Vitor, ele fez o que sempre fez: abriu o bar, abriu a cozinha e abriu o coração.
Ali não tinha pose nem cerimônia. Tinha Pernambuco vivo. Tinha boteco raiz. Tinha aquela cultura que não se aprende em manual, só no balcão, no tempo e na insistência de fazer bem feito.
No fim, ficou claro: não foi a Heineken que escolheu o Xerém. Foi o Xerém que mostrou por que merece ser escolhido.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber a visita do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira. Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como “Papudinha” por ficar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda.
Jorge Oliveira foi ministro da Secretaria-Geral no primeiro ano do governo Bolsonaro, e depois foi indicado pelo então presidente ao TCU. O ministro já fez outras visitas a Bolsonaro durante o tempo em que o ex-presidente estava em prisão domiciliar. Atualmente, é relator do processo sigiloso do TCU que trata da compra do Master pelo BRB no ano passado. As informações são do jornal O GLOBO.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por uma tentativa de golpe de Estado e todas as suas visitas precisam ser autorizadas por Moraes. Na semana passada, ele teve a transferência para a Papudinha determinada por Moraes. Antes, o ex-presidente estava em uma sala de estado maior na Polícia Federal, em Brasília.
Nesta semana, Moraes havia autorizado que o ex-presidente recebesse a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas o encontro acabou não ocorrendo. Segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira, o motivo do adiamento foi “cumprimento de compromissos” no estado, e uma nova data será solicitada.
Apesar da justificativa oficial, a mudança de planos se dá num contexto de pressão a Tarcísio. O governador, que para muitos da direita é considerado o melhor presidenciável para enfrentar o presidente Lula (PT), viu Bolsonaro colocar um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como candidato, e tem sido cobrado quando faz movimentos lidos como de pretenso concorrente.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), confirmou que conversou com o presidente Lula (PT) e o convidou para visitar a capital pernambucana durante o Carnaval de 2026 ou na subida do Galo Gigante, no dia 11 de fevereiro.
A revelação do convite aconteceu em momento com a imprensa após a apresentação da programação de Carnaval do Recife, no Museu Paço do Frevo, na área central da cidade, no começo da tarde desta quinta-feira (22).
“Eu cheguei a falar com o presidente sobre isso, da importancia dele tentar vir no Carnaval. Eu até disse ‘presidente, a subida do Galo é um negócio interessante’, e ele disse ‘como é isso?’. Ai eu expliquei a ele, porque ele não sabia que tinha mudado, que o Galo antes subia de madrugada e agora tem uma bricadeira. É uma coisa leve para acompanhar”, disse.
Campos disse que Lula ainda não confirmou sua presença no Recife, mas disse que o presidente está tentando organizar a agenda para visitar a capital pernambucana, além das cidades de Salvador e do Rio de Janeiro.
“Ele [Lula] disse que iria tentar organizar a agenda e que tentaria passar no Recife, Salvador e no Rio. Mas isso a gente sabe que a agenda de um presidente depende de muita coisa, e ele é sempre bem-vindo. O presidente Lula é sempre um grande convidado para o Carnaval do Recife e para o Recife”, afirmou Campos.
Antes de João Campos, o ministro de Portos e Aeroportos do Governo Lula, Silvio Costa Filho, já tinha informado, em visita ao Recife, na última quinta-feira (15), que o chefe do Executivo nacional estava animado e avaliava visitar Pernambuco durante o Carnaval.
“Ele quer andar o país. Deve vir a Pernambuco e está avaliando participar do Carnaval. está avaliando essa agenda”, afirmou o ministro.
Dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio em 2025, superando o recorde anterior, de 1.464 ocorrências em 2024. O levantamento aponta uma média de quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero, reforçando a persistência da violência contra a mulher no país.
Diante do cenário, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UPB) afirmou que o enfrentamento à violência de gênero demanda atuação contínua e articulada do Estado. No Congresso Nacional, o parlamentar é autor de propostas que destinam recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para a criação e manutenção de Casas Abrigo, ampliam e fortalecem medidas protetivas, autorizam o monitoramento eletrônico de agressores, endurecem penas para crimes de maior gravidade e permitem o uso de instrumentos de autodefesa, como spray de pimenta.
Desde a tipificação do feminicídio como crime, em 2015, o país contabiliza cerca de 13.448 mulheres mortas por razões de gênero, crescimento superior a 300% em uma década. “Cada vida perdida representa uma falha coletiva. Não podemos normalizar que quatro mulheres sejam mortas por dia no nosso país. É preciso transformar indignação em medidas que protejam efetivamente as vítimas e responsabilizem os agressores”, afirmou Eduardo da Fonte.
Uma pena que, na nossa passagem por Mariana, tenha desabado uma chuva torrencial, o que impediu o registro de fotos. Para não perder, literalmente, o bonde da história, ainda consegui um clique em frente à antiga estação ferroviária (foto acima).
Mariana é conhecida como a primaz de Minas, por ter sido a primeira vila, cidade, bispado e capital de Minas Gerais. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para o Império Português. Tornou-se a primeira capital mineira por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.
Em comparação com outros municípios do Estado, Mariana detém uma posição econômica de destaque, sendo que o seu produto interno bruto (PIB) é um dos maiores de Minas Gerais. Conhecida pela preservação cultural e patrimonial, lidera, por 16 anos, com a maior pontuação, o ICMS Cultural.
Fundada em 1696, Mariana é uma das cidades mais antigas do Brasil e tem um papel significativo na história do país, especialmente durante o ciclo do ouro. Com suas ruas de paralelepípedos, igrejas barrocas e casarões coloniais, é um destino imperdível para os amantes de história, cultura e arquitetura.
Começamos o passeio pelo charmoso centro histórico. A Praça Minas Gerais é um ótimo ponto de partida, com suas famosas Igrejas Gêmeas (São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo) e o Pelourinho, que guarda histórias fascinantes da era colonial.
Passamos pela Casa de Câmara e Cadeia, que já foi usada como casa de fundição de ouro e prisão, hoje sede da Câmara Municipal. Fomos à Igreja São Pedro dos Clérigos, uma igreja que oferece uma vista panorâmica da cidade e se destaca pelo seu estilo arquitetônico diferenciado. Repleta de lendas locais, a história da construção e suas torres derrubadas são de arrepiar.
Impossível não passar na Catedral da Sé, conhecida por seu órgão alemão histórico. Passamos pelo Museu de Arte Sacra, com obras de Aleijadinho, e pela Mina de Ouro da Passagem, um dos passeios mais famosos de Mariana, a maior mina de ouro aberta à visitação no mundo.
Em maio de 2024, o garanhuense Flávio Alexandre da Silva, conhecido como Flávio da Pamonha, foi a pé da Suíça Pernambucana até o Recife. A iniciativa foi tomada com o objetivo de sensibilizar as autoridades para a construção do Hospital Mestre Dominguinhos.
Na época, Flávio tentou uma audiência com a governadora Raquel Lyra, mas não foi atendido no Palácio e voltou de “mãos vazias”.
Naquele ano, Pamonha disputou um mandato de vereador, porém, não chegou nem perto de se eleger.
Um gesto que se assemelha ao de Flávio Alexandre está sendo praticado neste momento pelo deputado federal mais bem votado do Brasil, o mineiro Nikolas Ferreira, do PL.
O parlamentar iniciou esta semana uma caminhada do interior de Minas a Brasília.
Ele está sendo acompanhado por outros deputados e uma centena de pessoas, andando pelas estradas.
Deu uma paradinha de ontem para hoje e se hospedou num hotel em Goiás, porque ninguém é de ferro.
Provavelmente, o resultado do protesto de Nikolas, que caminha “pela liberdade de Bolsonaro”, será igual ao de Flávio da Pamonha: não dará em nada, a não ser render vídeos nas redes sociais.
Imagine se a moda pega, mudar decisões do Supremo Tribunal Federal e de juízes de outras instâncias por meio de protestos bizarros como os citados.
Nikolas, também conhecido como Chupetinha, é o Pamonha federal.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) superou todas as Metas Nacionais do Poder Judiciário em 2025, alcançando 100% de cumprimento dos indicadores estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os dados, divulgados pelo Painel de Metas do CNJ, foram atualizados pelo DataJud com base nas informações consolidadas até 31 de dezembro de 2025.
Na Meta 1, que mede a capacidade do Tribunal de julgar mais processos do que os distribuídos ao longo do ano, o TJPE atingiu 110,29%. Já a Meta 2, voltada ao julgamento de processos mais antigos, registrou 109,33%, evidenciando avanço consistente na redução do acervo histórico.
A Meta 3, que avalia o aumento do índice de conciliação em relação ao ano anterior, foi cumprida integralmente, com 100%. Na Meta 4, que prioriza o julgamento de processos relacionados a crimes contra a administração pública e à improbidade administrativa, o índice alcançado foi de 121,09%.
No que se refere à Meta 5, destinada à redução da taxa de congestionamento líquida — indicador que mede o percentual de processos que permaneceram sem solução definitiva no período — o TJPE superou o patamar exigido pelo CNJ, atingindo 104,54%.
As Metas 6 e 7 também foram amplamente superadas. Na Meta 6, o Tribunal alcançou 127,52%, enquanto a Meta 7 atingiu 200%, refletindo o desempenho em processos coletivos e ações de relevante impacto social.
Na Meta 8, que trata da priorização do julgamento de processos relacionados à violência doméstica e ao feminicídio, o desempenho foi de 101,40%. A Meta 9, voltada ao estímulo à inovação no Poder Judiciário, foi cumprida integralmente, com 100%. Já a Meta 10, que busca identificar e julgar processos relacionados à temática ambiental, alcançou 109,13%.
Segundo o juiz coordenador da Governança de Dados do TJPE, José Faustino Macêdo, o resultado alcançado em 2025 traduz uma mudança estrutural na forma de pensar e gerir o Judiciário. “Superar todas as Metas Nacionais do CNJ é reflexo de um trabalho que vai além do cumprimento de indicadores. É fruto da construção de uma cultura institucional baseada em dados qualificados, acompanhamento estratégico permanente e capacitação prática de magistrados e servidores. Iniciativas como o CGJ em Ação e a massiva disponibilização de painéis gerenciais customizados para as unidades judiciais, por exemplo, mostram que, quando o conhecimento é aplicado à realidade do dia a dia, o planejamento ganha sentido e os resultados se tornam sustentáveis. Mais do que números, estamos falando de uma Justiça que aprende, evolui e entrega mais à sociedade”, afirmou.
Para o presidente do TJPE, desembargador Ricardo Paes Barreto, o resultado reforça o compromisso institucional do Tribunal com a melhoria contínua da prestação jurisdicional.
“As metas do CNJ expressam o compromisso dos tribunais com o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, buscando oferecer à sociedade uma Justiça mais ágil, com maior eficiência e qualidade. Superar todas as metas em 2025 é resultado do trabalho sério, contínuo e comprometido de magistrados e magistradas, servidores e servidoras, que diariamente se dedicam a entregar um Judiciário mais efetivo para a população pernambucana”, destacou o presidente. As informações são da Assessoria de Comunicação do TJPE.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (21) ter chegado a um acordo preliminar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre o futuro da Groenlândia, que incluirá direitos sobre minerais de terras raras.
“Eles estarão envolvidos nos direitos minerais, e nós também”, disse Trump sobre a Otan e os Estados Unidos em entrevista à CNBC após o anúncio na rede social Truth Social.
Ele não especificou nenhum termo preliminar. Mas a riqueza mineral inexplorada da Groenlândia ajudou a colocar a ilha no topo da lista de desejos de Trump. As informações são da CNN.
Autoridades do governo Trump veem as riquezas subterrâneas da Groenlândia como uma forma de afrouxar o domínio da China sobre os metais de terras raras, que são cruciais para desde caças e lasers até veículos elétricos e aparelhos de ressonância magnética.
Trump minimizou os recursos naturais da Groenlândia, inclusive durante o discurso que fez no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na quarta (21), quando afirmou que a extração de minerais de terras raras não era o motivo pelo qual os Estados Unidos precisavam do território.
“Todo mundo fala dos minerais. Há tantos”, disse Trump. “Não existe essa coisa de terra rara. Existe processamento raro. Mas há tanta terra rara. E para chegar a essa terra rara, é preciso atravessar centenas de metros de gelo. Não é por isso que precisamos dela. Precisamos dela para a segurança nacional estratégica dos EUA e para a segurança internacional”, declarou.
Horas depois, Trump afirmou que o acordo para a Groenlândia incluía duas partes: a defesa antimíssil “Domo de Ouro” e minerais. Isso coincide com o que o ex-conselheiro de segurança nacional, Mike Waltz, disse à Fox News em 2024, quando afirmou que o foco do governo na Groenlândia era “minerais críticos” e “recursos naturais”.
A realidade é que a posse da Groenlândia pela Dinamarca não é o que impede os Estados Unidos de explorar o tesouro da ilha. É o ambiente do Ártico.
“Completamente insano” Pesquisadores afirmam que seria extremamente difícil e caro extrair os minerais da Groenlândia, pois muitos dos depósitos minerais da região estão localizados em áreas remotas acima do Círculo Polar Ártico, onde existe uma camada de gelo polar com mais de um quilômetro de espessura e a escuridão reina durante grande parte do ano.
Além disso, a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, não possui a infraestrutura e a mão de obra necessárias para tornar esse sonho de mineração uma realidade.
“A ideia de transformar a Groenlândia na fábrica de terras raras dos Estados Unidos é ficção científica. É simplesmente uma loucura”, analisou Malte Humpert, fundador e pesquisador sênior do Instituto Ártico. “Seria o mesmo que minerar na Lua. Em alguns aspectos, é pior que a Lua”.
Aproximadamente 80% da Groenlândia é coberta por gelo. E a extração mineral — ou praticamente qualquer outra atividade — no Ártico pode ser de cinco a dez vezes mais cara do que em qualquer outro lugar do planeta.
O interesse de Trump pela Groenlândia não é novidade — e ele não é o primeiro presidente dos EUA a cobiçar a ilha.
Há anos, senão décadas, as autoridades da Groenlândia vêm buscando investimento estrangeiro direto. Os habitantes da Groenlândia dizem que já estão abertos a oportunidades de negócios.
O mito do “pote de ouro” Convencer empresas americanas a investir na Groenlândia pode ser uma fantasia, alegam especialistas.
“Se houvesse um ‘pote de ouro’ esperando no fim do arco-íris na Groenlândia, empresas privadas já teriam ido para lá”, afirmou Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador no Instituto Peterson de Economia Internacional.
No entanto, Funk Kirkegaard, que trabalhou anteriormente no Ministério da Defesa da Dinamarca, afirmou que é “muito difícil” justificar o enorme investimento inicial que seria necessário.
É possível que Trump esteja tentando oferecer incentivos financeiros e garantias para atrair empresas americanas a fazerem esses investimentos maciços, semelhantes às garantias que as grandes petrolíferas buscam para explorar petróleo na Venezuela.
“Se tivessem dinheiro suficiente dos contribuintes, as empresas privadas estariam dispostas a fazer quase tudo”, apontou Funk Kirkegaard. “Mas essa é uma boa base para comprar um território? A resposta é não na Groenlândia, assim como não na Venezuela”.
Fatores ambientais A crise climática causou o derretimento do gelo e o rápido aumento das temperaturas no Ártico.
No entanto, ainda é cedo para afirmar que isso será suficiente para superar os desafios ambientais da mineração na Groenlândia. Embora o derretimento do gelo tenha aberto algumas rotas de navegação, também tornou o solo menos estável para perfuração e aumenta o risco de deslizamentos de terra.
“Mudanças climáticas não significam facilidade. Há apenas menos gelo”, disse Humpert, do Instituto Ártico.
Além disso, as rigorosas regulamentações ambientais da Groenlândia aumentariam os custos e as dificuldades da mineração em larga escala.
É claro que essas regulamentações refletem o desejo da população local de manter o meio ambiente preservado. Se o governo Trump, de alguma forma, revogasse essas regulamentações, isso poderia se tornar extremamente impopular.
Amigo ou “valentão”? Adam Lajeunesse, professor de política canadense e do Ártico na Universidade St. Francis Xavier, afirmou que a “retórica bizarra” de Trump sobre a anexação da Groenlândia corre o risco de minar os objetivos econômicos e estratégicos das autoridades americanas, prejudicando o relacionamento com a Groenlândia e a Dinamarca.
“Poderíamos ver os Estados Unidos não mais como um amigo e parceiro, mas como um valentão que deve ser combatido”, comentou ele.
Em certa medida, isso já pode estar acontecendo.
Christian Keldsen, diretor-geral da Associação Empresarial da Groenlândia, alerta que as autoridades americanas correm o risco de prejudicar a relação com a população local.
“No momento, tudo o que é americano é um sinal de alerta”, disse ele. “Todos se perguntam: ‘Estou apoiando alguém que está tomando o controle do meu país?’”.