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Banho de água fria na propaganda de Raquel
Em ano eleitoral, a governadora Raquel Lyra (PSD) vem movendo mundos e fundos para turbinar as impressões positivas sobre sua gestão, ainda que às custas da tentativa de esconder problemas deixados sem solução nos últimos quatro anos. Foi assim com a reforma da fachada do Hospital da Restauração, massificada em suas redes sociais ao longo de semanas e só desmascarada depois que parte do teto do 7º andar da unidade desabou, despertando a ira da opinião pública.
Na segurança pública, não tem sido diferente. O tema é alvo de um marketing pesado do governo por conta dos chamados laranjinhas, policiais militares recém-formados que só são vistos em corredores de grande circulação. A estratégia até engana desavisados, mas esconde um vazio de patrulhamento no interior do Estado, onde há casos de apenas dois agentes de segurança trabalhando por plantão para dar conta de vastas áreas territoriais, até mesmo de mais de um município.
A face invisível da insegurança, porém, foi desvelada de forma tóxica para a propaganda da governadora esta semana. Dados do Atlas da Violência, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Nacional de Segurança Pública, apontaram Pernambuco como terceira unidade federativa com mais homicídios no Brasil. Com 37,3 mortes por 100 mil habitantes, o Estado governado por Raquel registrou quase o dobro da média nacional (20,1).
Leia maisA quatro meses de sua tentativa de reeleição, a governadora amarga o preço de escolhas erradas. Em 2023, encerrou o Pacto pela Vida, programa que chegou a registrar 39% de redução nos índices de criminalidade em seus sete primeiros anos e que foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu lugar, com 11 meses de atraso, Raquel lançou o Juntos pela Segurança, que projetava reduzir as mortes violentas em 30% até 2026. Nos dois primeiros anos da atual gestão, contudo, o número de casos fez o caminho inverso, crescendo em relação a 2022 e evidenciando o fracasso do programa.
Entre laranjinhas, renovação de viaturas com veículos de locadoras e miras de armas apontadas para as câmeras com o objetivo de encantar o público bolsonarista, Raquel vai fazendo o que pode para levar o povo pernambucano a acreditar que a segurança pública vai bem.
Só não pode controlar dados independentes como os divulgados esta semana, à revelia do que a propaganda tenta esconder. E foi justamente isso que deu um banho de água fria em um governo que tem apostado na pintura de fachadas para se salvar de um fiasco nas urnas.
O EXEMPLO CEARENSE – Quando se quer, há foco e políticas arrojadas, a pobreza se reduz. O exemplo vem do Ceará, do Governo Elmano de Freitas (PT). Em seu primeiro mandato, mais de 400 mil pessoas deixaram a extrema pobreza, conforme estudo do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará. A pesquisa, apresentada durante seminário realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, analisa dados da PNAD Contínua e compara os antigos e novos critérios da linha internacional de pobreza. De acordo com o levantamento, entre 2023 e 2025, a renda real dos 10% mais pobres do Estado cresceu mais de 40%, o que contribuiu para uma redução de 35% na proporção de pessoas em extrema pobreza.

Cuidamos das pessoas, diz governador cearense – O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou que o resultado do avanço social é resultado de um trabalho integrado e de políticas públicas que cuidam das pessoas. “Seguimos investindo em segurança, educação e inclusão social, com ações como o Ceará Sem Fome, que já conta com 1,3 mil cozinhas ativas levando alimento e dignidade para milhares de famílias cearenses”, disse o governador cearense.
Campeão em superlotação – O Conselho Penitenciário de Pernambuco realizou inspeção no Presídio de Igarassu. Identificou superlotação e irregularidades envolvendo presidiários. Trata-se da unidade mais superlotada do Estado. Segundo a vistoria, há 6.125 detentos para 1.226 vagas. A estrutura é dividida em 15 pavilhões e o efetivo conta com apenas 106 policiais penais, sendo 23 distribuídos na área administrativa e o restante trabalhando em regime de plantão.
Chaveiros controlam tudo – Durante a vistoria, os representantes do conselho constataram também a permanência da figura de representantes dos presidiários (chaveiros) e identificaram 11 cantinas administradas pelos próprios detentos. A direção informou ao conselho a previsão de reduzir a população prisional para 4 mil pessoas com a transferência de alguns presos para o Complexo Prisional de Araçoiaba, cuja finalização da obra foi anunciada para o segundo semestre deste ano.

Dudu estrutura campanha para o Senado – Embora a governadora Raquel Lyra (PSD) não tenha sequer sinalizado com prazo para anunciar a sua chapa, o presidente da federação Progressista, Eduardo da Fonte (PP), não tem perdido tempo na estruturação da sua campanha ao Senado. Tem conversado com frequência com um conhecido e bem-sucedido marqueteiro, já com destacada atuação em campanhas majoritárias no Estado. Raquel deve confirmar Dudu e Túlio Gadelha (PSB) candidatos ao Senado em sua chapa até o dia 5 de junho, conforme uma fonte palaciana.
CURTAS
ESCÂNDALO – A cobertura em que o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), mora, há poucas semanas, na qual foi alvo da Polícia Federal numa operação realizada na terça-feira passada, pertence a uma empresa controlada por um ex-secretário de seu governo. Ex-chefe da pasta de Transformação Digital, o advogado Mauro Farias abriu o CNPJ da J3 Real Estate Participações em abril de 2023 e, menos de dois meses depois, comprou por R$ 3,5 milhões o imóvel no condomínio Península, na Zona Sudoeste do Rio, de acordo com documentos levantados em cartório pelo jornal O Globo.
VOTO CONTRA – Na comissão especial, apenas quatro deputados votaram de forma contrária a PEC que reduz a jornada de trabalho 6×1: três do PL e um do Novo: Júlia Zanatta (PL-SC), Maurício Marcon (PL-RS), Osmar Terra (PL-RS) e Gilson Marques (Novo-SC). O texto foi apresentado na segunda-feira, após um acordo fechado entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
COMO FICOU – A proposta prevê a redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho em uma transição de um ano. Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação, ou seja, quando entra em vigor após ser aprovado no Congresso. Salários acima de R$ 21,1 mil não terão limite de jornada.
Perguntar não ofende: Por que o Ceará reduz miséria e Pernambuco continua tão miserável?
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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em primeiro turno, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1. A proposta foi aprovada por 472 votos a 22.
Na sequência, a proposta ainda será votada em segundo turno antes de ser enviada ao Senado Federal. As informações são do g1.
Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação.
Leia maisMais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado por 34 a 4. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra.
Os parlamentares ainda rejeitaram um destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5×2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana.
O parecer de Leo Prates, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.
Com a aprovação na comissão, o parecer segue para o plenário da Câmara, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em dois turnos de votação.
O regimento estabelece um intervalo de cinco sessões do plenário para votação entre um turno e outro, mas os parlamentares costumam aprovar um requerimento que dispensa esse período.
A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.
A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos.
A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.
O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:
O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.
O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.
O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.
Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.
A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.
Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.
Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
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Em um documento divulgado nesta quarta-feira (27), a OpenAI, criadora do ChatGPT, detalhou um plano de atuação para proteger a integridade das eleições de 2026 no Brasil e nos Estados Unidos. O ano é considerado um dos mais sensíveis para as democracias ocidentais desde que as ferramentas de Inteligência Artificial se popularizaram e passaram a fazer parte da rotina da maioria dos eleitores.
A iniciativa vem na esteira de uma série de manifestações de órgãos e autoridades que estão preocupadas com o uso irregular da tecnologia para influenciar o debate eleitoral. No Brasil, por exemplo, partidos já entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão, nas plataformas digitais, do perfil Dona Maria, um avatar criado por inteligência artificial que reproduz a imagem de uma mulher de meia idade crítica ao governo Lula. Os partidos alegaram uso de inteligência artificial e deepfake para fazer propaganda eleitoral antecipada. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisPara especialistas e juristas, a combinação de IA generativa com plataformas sociais digitais de massa criou um um ambiente eleitoral sem precedentes. Vídeos falsos de candidatos, mensagens fabricadas e campanhas automatizadas de desinformação passaram a circular em uma escala e velocidade praticamente impossíveis de controlar manualmente.
A decisão da OpenAI de citar explicitamente o Brasil ao lado dos Estados Unidos em seu plano eleitoral de 2026 não é trivial. Neste ano, milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Já nos Estados Unidos, os americanos elegem neste ano os 435 membros da Câmara dos Representantes e um terço do Senado nas eleições de meio de mandato.
“As ferramentas de rastreabilidade não são uma solução completa para a fraude eleitoral, mas são uma parte importante de uma estrutura de integridade mais ampla. E como a maioria das pessoas encontra conteúdo de IA em redes sociais e plataformas de mensagens, temos o prazer de colaborar com empresas de mídias sociais enquanto elas consideram medidas para proteger as eleições, usando marcadores de rastreabilidade como um sinal relevante para decidir qual conteúdo cívico recomendar e distribuir no feed dos usuários”, diz a empresa.
Para enfrentar o período, a empresa anunciou uma parceria com a Associated Press para fornecer, em tempo real, os resultados das apurações diretamente no ChatGPT. O objetivo, segundo a gigante comandada por Sam Altman, é que usuários que perguntem ao sistema sobre os resultados recebam dados verificados, e não versões distorcidas ou prematuras que circulam nas redes. Nos Estados Unidos, haverá também uma integração com a organização Democracy Works para informações práticas sobre locais de votação, cadastro e prazos eleitorais.
A preocupação sobre eleições, segundo a Open AI, vem crescendo desde 2024, primeiro grande ciclo eleitoral após a popularização da IA generativa. Naquele ano, pesquisadores e jornalistas documentaram o uso de conteúdos falsos gerados por IA em disputas eleitorais na Índia, Indonésia, México e nos Estados Unidos.
O Brasil teve uma experiência anterior, em 2022, quando uma onda de desinformação tomou conta das redes no período eleitoral. Naquele ano, as IAs generativas de grande escala ainda não tinham se popularizado, o que aumenta o cenário de preocupação para 2026.
No pacote tecnológico anunciado pela OpenAI, uma parceria com o Google deve incorporar ao ChatGPT o sistema SynthID, que gera uma marca d’água invisível que pode ser aplicada a imagens geradas por IA e resiste até a capturas de tela e outras transformações.
O sistema será usado de forma complementar com o padrão “Coalition for Content Provenance and Authenticity” (C2PA), que usa metadados e assinaturas criptografadas para registrar a origem e o histórico de modificações de uma imagem. Paralelamente, a OpenAI anunciou uma ferramenta pública de verificação que permite a qualquer pessoa checar se uma imagem foi gerada por ferramentas da OpenAI.
A empresa também deixou claro na publicação que não aceitará propaganda política na plataforma durante o ciclo eleitoral de 2026. A OpenAI também mantém a proibição de uso do Chat para criar campanhas de marketing eleitoral em escala, em que mensagens fabricadas podem simular um movimento popular orgânico. Ao mesmo tempo, a empresa afirma querer preservar o uso legítimo da IA por campanhas para tarefas internas como redigir resumos, traduzir materiais, planejar agendas e tarefas administrativas.
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Por Anthony Santana – Blog da Folha
O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) reagiu à negativa da Secretaria Estadual de Saúde sobre acusações de redução no número de leitos e no valor investido na saúde em Pernambuco.
Em coletiva de imprensa, nesta quarta (27), a gestora da Pasta, Zilda Cavalcanti, chegou a desafiar os deputados a provarem a realização de reduções nos valores de investimentos e na disponibilidade de leitos em hospitais estaduais.
Leia maisEm resposta, o parlamentar frisou que os dados apresentados pelos oposicionistas tiveram como base o relatório quadrimestral encaminhado pela secretária à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
“As informações estão no relatório do quadrimestre que a própria secretaria entrega. Não somos nós quem dizemos, são os documentos da Secretaria Estadual de Saúde entregues à Assembleia Legislativa. Se estão mentindo, então é um novo tipo de crime que se está cometendo: não fornecer os dados corretos. Somos fiscalizadores daquilo que nos é entregue e confirmamos ao fiscalizar in loco”, destacou Moraes.
Além de Moraes, os deputados estaduais Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Eriberto Filho, todos do PSB, numa coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), denunciaram, ontem, que o governo estadual havia reduzido em R$ 1,5 bilhão o valor investido na saúde e reduziu em 226 o número de leitos.
Diogo Moraes voltou a destacar os números de redução de leitos e enfatizou que as denúncias tiveram como base, além dos relatórios enviados pelo governo, a visita às unidades hospitalares para fiscalizar a existência de superlotação.
“Contra números não há argumentos, fechou-se leitos, fechou hospitais, o governo do Estado reduziu os investimentos, tudo segundo relatório do próprio Executivo. Quando falam do Hospital da Mulher do Agreste, não lembram que fecharam o Jesus Nazareno. Nesse hospital tinham 700 procedimentos mensais, o Hospital da Mulher do Agreste faz 400 procedimentos mensais. Então há um déficit de 300 e isso impacta na superlotação das unidades, que vi pessoalmente, ninguém me contou”, disse.
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O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e Daniel Vorcaro, do Master, tiveram oito encontros mapeados pela Polícia Federal. Alguns deles coincidem com aportes do Rioprevidência no banco.
No relatório que embasou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou mandado de busca e apreensão contra Castro, a PF cita um jantar em Nova York, em maio de 2023, como a primeira reunião presencial. Haveria ainda um outro, em julho, antes do instituto de previdência começar os aportes, em novembro daquele ano. As informações são do jornal O GLOBO.
Entre o primeiro e o segundo investimento no banco, inclusive, Castro foi à casa de Vorcaro, em São Paulo. A partir dali, os volumes se multiplicaram, com direito a aplicações de centenas de milhões de reais de uma vez só.
Leia maisUma das principais correlações feitas pela PF foi com base em indícios de maio de 2024. Castro encontrou Vorcaro duas vezes em Nova York — uma delas em uma degustação de uísque avaliada em R$ 5,25 milhões. No dia seguinte, 15 de maio, o Rioprevidência aportou R$ 80 milhões no Master.
Antes disso, em março de 2024, mensagens indicam que Vorcaro foi ao Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio. Castro não morava no edifício localizado na Zona Sul da capital fluminense, mas usava o local para solenidades e reuniões importantes.
“Coincidentemente”, segundo a PF, Vorcaro havia questionado no mesmo dia um auxiliar sobre valores do Rio mantidos no Master, “o que sugere alinhamento temporal entre reuniões presenciais e tratativas financeiras”.
No total, a Polícia Federal somou cerca de R$ 3 bilhões que saíram do instituto de aposentadoria dos servidores do estado e foram para o banco de Vorcaro.
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O Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, recebe neste sábado (30) o “Além das Letras”, programação especial ligada à Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. O evento acontece das 14h às 21h, no Auditório 3 e em áreas integradas do espaço, reunindo literatura, música, poesia, feira criativa, gastronomia e atividades infantis com entrada gratuita. A iniciativa é coordenada por Rogério Robalinho e busca manter a conexão entre a Bienal e o público até a próxima edição do evento, prevista para 2027.
O principal destaque da programação será a participação do jornalista e escritor Fernando Morais, que lança o livro “Lula – Volume 2” e participa de conversa com a escritora Cida Pedrosa, às 17h30. A agenda também contará com debates literários, sessões de autógrafos e apresentações culturais ao longo do dia. Entre os convidados estão FML Pepper, Andrea Nunes, Roberto Azoubel, Evaldo Costa e Ítalo Rocha Leitão, além do coletivo Afrologia e do Sarau das Floriterárias.
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Encerrando a programação, às 20h, os músicos Aluisio Maluf e Silvério Pessoa apresentam o show “Cantoria Urbana”, com participação de Breno Lira nas violas. No foyer do Centro de Convenções, o público poderá visitar a Crabolando Feira Criativa, com artesanato, moda, gastronomia e produtos da economia criativa pernambucana. O evento também terá espaço infantil, troca de figurinhas da Copa, contação de histórias e acessibilidade com intérpretes de Libras.
Serviço
Além das Letras
Data: 30 de maio de 2026
Horário: das 14h às 21h
Local: Auditório 3 do Pernambuco Centro de Convenções
Endereço: Av. Professor Andrade Bezerra, s/n — Salgadinho, Olinda
Entrada gratuita
O plenário da Câmara dos Deputados vota, na noite desta quarta-feira (27), o primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — em que o trabalhador folga apenas uma vez na semana.
Para ser aprovada, a PEC precisa do apoio de três quintos dos deputados no plenário — ou seja, 308 votos. A proposta precisa passar ainda por dois turnos de votação. As duas votações devem ocorrer ainda nesta quarta-feira. As informações são do Metrópoles.
Mais cedo, a proposta foi aprovada na comissão especial por 34 votos a favor e quatro contrários. Acompanhe a votação ao vivo:
A proposta reduz o atual teto constitucional de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e institui dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Ao todo, serão 14 meses de transição: duas horas serão adotadas 60 dias após a promulgação e as outras duas um ano depois.
Destaques retirados
Ao todo, foram apresentados sete destaques (pedidos de análise em separado de trechos específicos do relatório de Leo Prates). Porém, seis foram retirados pelos autores após negociação. Está em análise um destaque do Partido Liberal, sobre a transição de 60 dias. O líder, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse “não deixar o povo ser enganado. Queremos transição imediata”.
Na terça-feira, Sóstenes havia dito que a bancada passará a defender a escala 4×3. A cúpula da Câmara pretendia aprovar o texto do deputado baiano sem alteração na comissão, a fim de evitar ruídos.
Trata-se de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera do período eleitoral. A discussão foi travada e atrasada em uma semana por falta de acordo sobre a transição. O acordo foi costurado no início da semana por Motta e Lula.
Entre os pontos acordados pelos dois, estão a transição total de 14 meses e exceções, como a quem ganha mais de R$ 22 mil. Esse grupo não vai se sujeitar às regras de escala e jornada, desde que não supere o teto de 40 horas. Isso não se aplica a funcionários públicos e funcionários de estatais. Lula e Motta também acordaram medidas de apoio para os Microempreendedores Individuais (MEIs).
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O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, deu 20 dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro contra a pena de 27 anos e três meses de prisão que lhe foi imposta na ação penal por tentativa golpe de Estado.
A expectativa é que o Ministério Público Federal defenda a condenação do ex-presidente, nos moldes do que argumentou quando do julgamento na Primeira Turma. As informações são do jornal O GLOBO.
A remessa do caso para a PGR consta de despacho assinado nesta quarta. No documento, Kassio indica que era o caso de enviar o caso para o Ministério Público Federal vez que o pedido não foi negado de pronto.
Leia maisO prazo normal para apresentação de manifestação, pela PGR, em casos de revisão criminal é de 10 dias. No entanto, em razão da “complexidade” do caso, que envolve o julgamento de ex-presidente da República, o ministro estendeu o prazo.
Ao enviar o caso para o MPF, Nunes Marques citou trecho do Código de Processo Penal que prevê que, após a manifestação da Procuradoria, o caso será examinado pelo relator e o revisor – provavelmente o ministro André Mendonça – e, em seguida, o pedido será julgado.
Conforme o regimento interno do STF, o primeiro passo de Nunes Marques ao analisar a revisão criminal de Bolsonaro será verificar as alegações e provas apresentadas e requeridas pela defesa do ex-presidente. O ministro pode admitir ou rejeitar os documentos e também determinar a produção de outras provas.
A defesa de Bolsonaro pediu ao Supremo a anulação de toda a ação penal do golpe, sob a alegação de que o julgamento deveria ter ocorrido diante do Plenário da Corte máxima. Também é pedida a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid. O principal argumento de suposto cerceamento da defesa.
Os advogados ainda fizeram um pedido secundário, caso o STF não acolha o pedido de absolvição integral do ex-presidente. A defesa tenta livrar o ex-chefe do Executivo de pelo menos alguns crimes aos quais ele foi condenado, como o de organização criminosa armada.
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Blog da Andréia Sadi – G1
Os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) começaram a sinalizar publicamente a possibilidade de uma aliança para a disputa presidencial de 2026. O tema ganhou força após um encontro entre os dois, realizado em São Paulo (SP), na última terça-feira (26).
Em entrevista nesta quarta-feira (27), Caiado afirmou que Zema é “uma pessoa aberta” e disse que ambos estão avaliando essa aliança política, destacando que é “preciso ter humildade” para reconhecer que as pré-candidaturas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ainda lideram o cenário eleitoral.
“Ele é uma pessoa aberta. Estamos avaliando. Nesse momento, as duas candidaturas [Lula e Flávio Bolsonaro] estão em uma posição, que é preciso ter humildade para reconhecer, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos forças, elas poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno”, afirmou Caiado à Rádio Nova Difusora.
Leia maisA pesquisa Datafolha mais recente, divulgada na semana passada, mostra o ex-governador de Minas Gerais com 3% das intenções de voto e Caiado com 4%. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 40%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou 31%.
Do lado de Caiado, integrantes do PSD defendem que Zema seja vice em uma eventual chapa. Já aliados do ex-governador mineiro também admitem, nos bastidores, a possibilidade de composição, embora reconheçam que ainda não há acordo sobre quem encabeçaria a candidatura.
O próprio Zema comentou o assunto durante um evento com investidores na capital paulista. O pré-candidato do Novo afirmou que conversas sobre alianças são naturais neste momento, mas ponderou que definições costumam acontecer apenas perto do prazo final para registro das chapas na Justiça Eleitoral, em 15 de agosto.
Zema também ressaltou a boa relação que mantém com Caiado e outros governadores, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e chegou a levantar a hipótese de uma composição em que Caiado fosse seu vice: “Por que não ao contrário?”.
Aliados do mineiro afirmam que ainda é cedo para uma definição e defendem esperar o cenário eleitoral amadurecer para entender quais candidaturas terão maior potencial de crescimento nas pesquisas. A avaliação é de que tanto Caiado quanto Zema disputam um eleitorado semelhante: o voto anti-PT que também mantém resistência ao bolsonarismo.
Outro fator observado por esse grupo é a situação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Integrantes próximos a Zema querem acompanhar os impactos da crise envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro para avaliar se haverá desgaste político e eventual redistribuição de votos no campo da direita.
Há ainda pontos considerados favoráveis para uma aliança entre os dois governadores. O primeiro é o tempo de televisão. Aliados de Zema avaliam que o PSD, partido de Caiado, poderia garantir uma estrutura mais robusta de campanha. Outro ponto é que, caso se aliem, há expectativa de que um ajude a abrir caminhos para o outro nos estados que governaram, Minas e Goiás.
Apesar disso, a construção de uma chapa conjunta ainda enfrenta obstáculos internos. No Novo, setores mais alinhados ao bolsonarismo resistem à aproximação com Caiado e criticam os ataques recentes de Zema a Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios envolvendo o senador e Daniel Vorcaro. Além disso, uma eventual aliança precisaria ser aprovada pelas convenções partidárias.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, realizou nesta quarta-feira (27), durante audiência pública na Câmara Municipal, a entrega de equipamentos, materiais e fardamentos destinados à rede municipal de saúde. Segundo a gestão, os investimentos ultrapassam R$ 1,6 milhão e contemplam agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e unidades de atendimento do município.
De acordo com a prefeitura, R$ 415 mil foram destinados à aquisição de kits de trabalho para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), por meio de emenda conjunta de 16 vereadores. Os equipamentos incluem camisas UV, bolsas, tablets, lanternas, máscaras de proteção, balanças digitais e outros materiais de apoio. “Nosso compromisso é garantir que cada profissional tenha estrutura, segurança e dignidade para realizar seu trabalho”, afirmou Márcia Conrado durante a audiência.
O município também recebeu R$ 1,1 milhão em equipamentos por meio do Novo PAC Saúde, do Ministério da Saúde, destinados a seis unidades de saúde. Entre os itens entregues estão desfibriladores externos automáticos, eletrocardiógrafos digitais, dermatoscópios, espirômetros, câmaras frias para vacinas e cadeiras de rodas. Segundo a secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa, os equipamentos devem ampliar a capacidade de atendimento e diagnóstico da rede pública de saúde de Serra Talhada.
Por Alex Fonseca – Blog da Folha
A secretária de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, rebateu as críticas de deputados estaduais da oposição contra a gestão da saúde pública no estado, na manhã desta quarta-feira (27). Ela desafiou os parlamentares a comprovarem os dados apresentados na terça (26), que apontavam redução de leitos e dos investimentos na área.
“Eu precisaria que eles expressassem onde é que esses 200 e poucos leitos diminuíram. Não foi esclarecido. Digo com muita tranquilidade, disse hoje e digo para todos que nos ouvem: trabalhamos com transparência, dizemos a verdade e eu não tenho nenhum problema com isso”, declarou, acrescentando que a divergência entre os números pode ser atribuída à devolução de dois hospitais por questões judiciais.
Leia maisOntem, os deputados estaduais Sileno Guedes, Rodrigo Farias, Diogo Moraes e Eriberto Filho, todos do PSB, numa coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), alegaram que o governo estadual havia reduzido em R$ 1,5 bilhão o valor investido na saúde e reduziu em 226 o número de leitos. Os dados, de dezembro de 2022, foram comparados com os de dezembro de 2025.
Zilda Cavalcanti contestou todos os números apresentados e ressaltou que houve, na verdade, tanto um maior volume de investimentos quanto um crescimento no total de leitos abertos pelo estado. Ela informou que, em 2025, o valor total investido na área da saúde atingiu R$ 11,4 bilhões, o maior da história, disse ela, citando o Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops).
A secretária também disse que o fechamento dos hospitais Jesus Nazareno, em Caruaru, e de Retaguarda em Neurologia, no Recife, não atingiu a disponibilidade de leitos no estado. Ela explicou que, quando houve o fechamento de 204 leitos nas duas unidades, o governo estadual abriu mais vagas no Hospital da Mulher do Agreste (198, superior aos 119 do Jesus Nazareno), no Hospital Alfa (40) e na rede complementar (93). Os dois últimos totalizam 133 vagas, número também superior ao do Hospital de Retaguarda (85). Os dados, referentes a 2026, são da Secretaria de Saúde.
De acordo com Zilda, as duas unidades precisavam ser devolvidas por questões judiciais. No caso do Hospital de Retaguarda, a contratação foi feita na época da pandemia de Covid-19. Com o fim da emergência sanitária, precisou também ser devolvido.
“Houve crescimento de 670 leitos novos credenciados em todo o estado. Se a gente levar em consideração que cada um dos hospitais metropolitanos tem cerca de 150 leitos, estaríamos entregando com esses 670 leitos, cerca de quatro hospitais metropolitanos”, revelou a secretária.
Zilda ainda negou que os deputados estaduais tenham procurado a secretaria para comunicar o estado dos hospitais Getúlio Vargas, Otávio de Freitas, Agamenon Magalhães e da Restauração. Também negou que tenha tomado conhecimento de que havia descarte de materiais de saúde ainda no prazo de validade, uma alegação dos parlamentares.
“Precisa, inclusive, que seja feita formalmente uma denúncia para que a gente possa tomar todas as atitudes que precisam ser tomadas. Isso é uma questão de vigilância sanitária, é uma questão de segurança e não tenho conhecimento (da acusação)”, disse.
A secretária esclareceu que os parlamentares têm o direito de fiscalizar o governo e garantiu que está disponível para prestar qualquer tipo de informação. Pediu, no entanto, que houvesse responsabilidade com as informações repassadas à população. “Estamos aqui com muita transparência, com muita tranquilidade, porque a gente está falando do que está fazendo”.
Eleição
Questionada se a atitude dos parlamentares tinha a ver com movimentações eleitorais, Zilda Cavalcanti afirmou que o foco da administração da governadora Raquel Lyra (PSD) tem sido trazer benfeitorias para a população, sem focar na eleição.
“Não estamos fazendo campanha política, estamos fazendo política de saúde e, como disse, com muita verdade, coerência e transparência. Estamos dizendo o que está sendo feito e temos a condição absoluta de provar tudo o que está sendo dito”, enfatizou.
Fachadas
Ao responder às acusações de que o governo estadual só estaria se limitando a reformar as fachadas dos hospitais públicos, Zilda Cavalcanti disse que as requalificações e reformas sempre começam dentro das unidades. Também ironizou quem tem feito uso político das iniciativas do governo na saúde. “A gente sabe que, quando a árvore dá fruto, é normal que as pessoas queiram comê-lo”.
O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, assinou nesta quarta-feira (27) dois projetos de lei voltados à educação e às políticas de inclusão no município. As propostas serão encaminhadas à Câmara de Vereadores e tratam da inclusão das auxiliares de creche efetivas na carreira do magistério público municipal e da criação de reserva de vagas para pessoas negras, pardas, indígenas e quilombolas em concursos públicos e seleções simplificadas da administração municipal.
Segundo a prefeitura, o projeto voltado às auxiliares de creche garante direitos como piso salarial da educação, aposentadoria especial e mudanças na jornada de trabalho, adequando a legislação municipal às normas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Lei do Piso Salarial. “O projeto representa reconhecimento às profissionais que exercem um trabalho essencial na educação infantil”, afirmou Zeca Cavalcanti durante a assinatura.
A segunda proposta estabelece cotas para grupos étnico-raciais em concursos e seleções do município, seguindo parâmetros previstos em legislações federal e estadual. De acordo com a gestão municipal, a medida busca ampliar a inclusão social e a representatividade desses grupos no serviço público de Arcoverde.

