O livro de 365 páginas de 2022 tem seu ponto final hoje, à meia-noite. A cortina de 2023 que se abre é também um novo livro, mas com páginas em branco. Somos escritores da cavalgada do novo livro, com novas histórias, novos sorrisos, novos desafios, novos sonhos em busca da felicidade.
Um livro escrito por 230 milhões de brasileiros, cada mão pedindo que as luzes dos fogos de artifício que vão pipocar à meia-noite tragam o brilho indispensável para a nova caminhada. Se o ano anterior foi bom ou não, isso não interessa, porque já acabou e a vida é tocada andando adiante e não para trás.
Sigo com a esperança de que as folhas escritas no livro de 2023 serão mais floridas, para se chegar a um final feliz, mais feliz que o ano que se encerra, mais pacífico e glorioso. Que 2022, mesmo com todas as adversidades e pesadelos, possa ser lembrado apenas como passado, retrovisor de gratidão. A alegria do presente tem que nos levar a encarar o futuro de 2023 sem medo. Sem medo de ser feliz!
Na última página em branco do livro de 2022 devemos escrever também que nos curvamos aos pés do altar celestial para agradecer aos amores que vieram e foram, às amizades sinceras e falsas, aos sucessos e fracassos. Tudo isso faz parte do jogo da vida. Depende só da sua visão como escriba deste novo livro.
Nas próximas 365 páginas abertas deste livro você tem que ser poeta, romântico, amante da lua e do sol que te ilumina, para sempre ter prazer em reler. O próximo ano tem que brilhar tanto quanto o céu à meia-noite de réveillon, cheio de esperança e coragem para enfrentar qualquer desafio.
O livro 2023 traz a escrita de um Brasil que uma maioria bem apertada resolveu apostar num modelo que, para alguns, deu certo do ponto de vista social, mas para outros foi frustrante pelo ciclo de escândalos, entre os quais o da Lava Jato, que levou o presidente eleito a ver o sol nascer quadrado por mais de um ano.
O que se desenha no capítulo reservado a Pernambuco tem letras coloridas pelo tom da mudança. Nas urnas, o povo deu um basta ao reinado do PSB, de longos e quase intermináveis 16 anos. O primeiro capítulo vem com recheio de tinta feminina, a chegada ao poder da primeira mulher governadora, a tucana Raquel Lyra.
Que ambos, Lula e Raquel, possam construir os caminhos da verdade, dosar o fazer o bem sem distinção, caprichar numa ação que atenda a todos.
Para mim, este ano me ensinou valiosas lições que levarei para o resto da minha vida, mas com uma dor insuportável: o voo do meu pai Gastão Cerquinha para o reino dos céus. Mais tarde, as tintas do meu livro de 2022 terão a cor e o sentimento da saudade.
Mário Quintana disse que a saudade é o que faz as coisas pararem no tempo. A saudade que sinto do meu pai é muito grande, mas jamais será maior que o amor que tenho por ele.
Sempre haverá uma lembrança de meu pai que encherá meus olhos de lágrimas. Essa saudade nunca terá fim!
Magno, bom dia! Que maravilha o podcast com Xico Sá!
Ouvir uma conversa como essa é perceber o quanto a história possui bastidores que, muitas vezes, somente chegam ao conhecimento da sociedade décadas depois dos acontecimentos. São informações reveladoras que, infelizmente, o tempo vai guardando até que alguém resolva pesquisar, ouvir personagens, confrontar versões e, finalmente, colocá-las à disposição do público.
O relato de Xico Sá sobre o livro ‘O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias’ nos transporta para um período marcante da história política brasileira: a eleição presidencial de 1989, a primeira eleição direta para presidente depois de um longo período sem esse exercício democrático, a ascensão de Fernando Collor e, posteriormente, toda a crise política que culminaria no seu afastamento da Presidência.
E quantas histórias ainda estavam escondidas!
Chama particularmente a atenção a narrativa sobre a fuga de Paulo César Farias, o PC Farias, em 1993. Os detalhes apresentados por Xico Sá – a mudança de aparência, o deslocamento pelo Sertão de Pernambuco, a utilização de um pequeno avião, a passagem pelo Paraguai e pela Argentina e, posteriormente, a chegada a Londres – parecem roteiro de cinema.
Mais impressionante ainda é saber que parte desses detalhes permaneceu desconhecida do grande público durante tantos anos.
Outro aspecto muito interessante da entrevista é o próprio papel do jornalismo naquele momento. Xico relembra a descoberta do paradeiro de PC Farias em Londres e também reconhece a importância da histórica entrevista realizada por Roberto Cabrini. São registros que demonstram como o jornalismo investigativo pode ajudar a documentar acontecimentos que, depois, passam a integrar a própria memória política do país.
Até o famoso Morcego Negro, avião associado a PC Farias desde a campanha presidencial de 1989, reaparece cercado de informações e bastidores que ajudam a compreender melhor aquele período.
É justamente aí que está, para mim, o grande valor de trabalhos dessa natureza.
Nós que gostamos de história, assim como jornalistas, pesquisadores e formadores de opinião, precisamos estar permanentemente dispostos a revisitar aquilo que imaginávamos conhecer. Novos documentos, depoimentos e investigações podem acrescentar peças ao quebra-cabeça e nos fazer enxergar determinados acontecimentos com outros olhos.
Isso não significa necessariamente apagar aquilo que já foi escrito, mas ampliar a compreensão dos fatos.
A história nunca deve ter medo de novas informações.
Por isso, Magno, parabéns pelo podcast e pela oportunidade de ouvir Xico Sá. Além de uma excelente entrevista, foi uma verdadeira viagem aos bastidores de um período que marcou profundamente a política brasileira.
Fiquei ainda mais interessado em ler o livro.
Porque, mesmo quando determinadas revelações chegam décadas depois, vale a pena conhecê-las. Conhecer os bastidores também é uma forma de compreender melhor a história.
Como morador da região da Jaqueira, Parnamirim e Casa Forte, faço um apelo à governadora de Pernambuco e às forças de Segurança Pública para que utilizem, de forma imediata e coordenada, todos os mecanismos de inteligência policial, investigação, policiamento ostensivo e repressão qualificada ao crime para combater a crescente sensação de insegurança nesses bairros.
Moradores relatam assaltos à mão armada nas entradas de condomínios, estabelecimentos comerciais, academias, consultórios e durante práticas esportivas, ocorrendo em diferentes horários do dia e da noite. Também são frequentes os relatos de invasões a garagens de edifícios para furtos de bicicletas e objetos deixados dentro dos veículos. A população está assustada e cobra uma resposta efetiva do Estado.
Jaqueira, Parnamirim e Casa Forte concentram milhares de famílias e contribuintes que pagam elevados impostos e não estão pedindo nenhum privilégio. Pedem apenas que o Estado cumpra uma de suas obrigações mais básicas: garantir segurança e o direito constitucional de ir e vir.
É necessário ampliar o trabalho de inteligência para identificar quadrilhas e criminosos reincidentes, reforçar o policiamento ostensivo nos pontos e horários de maior incidência e realizar operações permanentes na região. Os moradores não podem continuar reféns do medo. Segurança pública precisa ser tratada como prioridade.
*Publicitário, Cientista Social e Político, especialista em Comex, Inteligência Competitiva, Marketing, Turismo e Comunicação.
A Assembleia Legislativa de Pernambucano recebeu, ontem, o pedido de impeachment elaborado pelos deputados Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Romero Albuquerque, todos do PSB, contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD). Confira abaixo a nota enviada pelos parlamentares.
Nota oficial
Na condição de membros da Assembleia Legislativa de Pernambuco, e diante da importância de fiscalizar e acompanhar os recursos públicos geridos pelo Governo de Pernambuco, ingressamos, ontem, com pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD).
A medida ocorre depois de uma série de denúncias já feitas pela bancada da oposição quando a vice-governadora ocupou interinamente a chefia da administração estadual, assinando R$ 200 milhões de orçamento que também chegava ao hospital que tem, como principal sócio e administrador, seu marido, Jorge Branco – com quem é casada em comunhão de bens.
Na última semana, auditoria federal apontou irregularidades na Casa de Saúde e Maternidade Nsa. do Perpétuo Socorro LTDA com graves prejuízos aos cofres públicos, principalmente pelo apontamento de fraudes em tratamentos de câncer e de hemodiálise. A auditoria se tornou um escândalo nacional, revelado pelos veículos de imprensa.
Some-se a isso, o fato de a unidade já ter recebido R$ 75 milhões do Governo de Pernambuco, o que reforça a necessidade da devida investigação. De acordo com informações disponíveis no próprio Diário Oficial, Priscila Krause ainda nomeou os responsáveis das áreas jurídica, de licitação e financeira da Secretaria de Saúde que cuidavam de toda a cadeia de pagamento para o hospital gerido pelo seu marido.
Esse conjunto de irregularidades, que fez o Ministério da Saúde exigir que o marido da vice-governadora faça a devolução de recursos para o SUS, nos levaram a exigir que a Assembleia Legislativa se mobilize formalmente para apreciar o caso. O nosso objetivo é que tudo seja devidamente apurado como prevê a lei, diante de indícios evidentes de graves irregularidades. O impeachment é necessário para proteger o dinheiro do SUS, que está sendo desviado para o marido da vice-governadora.
Atenciosamente,
Sileno Guedes – deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Alepe
Rodrigo Farias – deputado estadual e vice-presidente da Alepe
Integrantes do PT e da campanha do presidente Lula encomendaram pesquisas para medir um possível impacto das recentes denúncias envolvendo o braço direito do petista, seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana, e seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo apurou o portal Metrópoles, as pesquisas internas, os chamados trackings, indicam que, até o momento, as denúncias contra os dois ainda não produziram impacto significativo na imagem de Lula. A prévia desses levantamentos, no entanto, mostra que o caso envolvendo Marcola pode trazer mais desgaste ao presidente, justamente pela proximidade entre os dois.
Nome de confiança do petista, ele circulava pela sala do presidente e, inclusive, atuava como intermediador de ligações para o petista. No caso de Lulinha, integrantes da campanha avaliam que o filho do presidente é uma “personagem antigo”, que já apareceu em outras eleições e episódios envolvendo seu nome não foram para frente0. Por isso, a avaliação interna é de que o assunto, por si só, não representa uma novidade capaz de provocar um impacto imediato.
Reforçando laços com o bolsonarismo, Raquel Lyra (PSD) se deixou ser filmada, ontem, no Congresso de Mulheres da Assembleia de Deus Novas de Paz, controlada pela família Tércio. A governadora aparece cantando uma marcha neopentecostal ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD), do candidato a senador Eduardo da Fonte (PP) e da deputada federal Clarissa Tércio (PP), que chegou a ser cotada como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República.
Clarissa é um dos nomes mais radicais do bolsonarismo em Pernambuco. Durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, ela chegou a postar vídeos apoiando as manifestações e foi alvo de um inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), posteriormente arquivado. Também se notabilizou por incitar manifestantes na porta do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no Recife, em 2020, para tentar impedir o aborto legal em uma menina de 10 anos vítima de estupros do tio no estado do Espírito Santo. Recentemente, Clarissa voltou a causar polêmica ao atribuir a rituais de religiões de matriz africana a poluição nas margens do Rio Utinga, em Igarassu.
Em maio deste ano, Raquel já havia aparecido ao lado da deputada em um evento político. No palco, Tércio usou o termo “amarrar” para reforçar a aliança incondicional entre a governadora e ela, o que gerou desconforto em setores da esquerda que ainda não acreditavam que Raquel era a candidata do bolsonarismo em Pernambuco. Nos últimos dias, a governadora também tem sido vista ao lado de Mendonça Filho, candidato a senador pelo PL, e do candidato a deputado federal Gilson Machado (Podemos), outro nome notável do bolsonarismo em Pernambuco.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, ontem, ampliar o alcance da aplicação da Lei Maria da Penha, criada em 2006 para combater a violência contra as mulheres.
Pela decisão, a lei deve ser aplicada pelos juízes para combater toda forma de violência de gênero contra a mulher. Antes da decisão, a norma era aplicada somente em casos de violência doméstica, familiar ou relações íntimas de afeto.
A Corte também estabeleceu que a lei também deve ser aplicada durante as eleições de outubro para combater a violência política de gênero contra as candidatas. A partir desse entendimento, caberá à Justiça Eleitoral decidir sobre a concessão de medidas de proteção.
A Lei Maria da Penha prevê diversas medidas protetivas, como afastamento do agressor do lar, proibição de aproximação da vítima, uso de tornozeleira eletrônica e decretação de prisão preventiva.
“Armação entre polícia e política para encobrir uma grande queima de arquivo”, diz Xico Sá sobre morte de PC Farias
A versão oficial para as mortes de PC Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, nunca eliminou as suspeitas em torno do caso. Para o jornalista cearense Xico Sá, que mergulhou na trajetória do ex-tesoureiro de Fernando Collor para escrever O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias, a hipótese mais consistente é ainda mais grave. “Creio que a tese mais correta, e tudo leva a crer, é que foi uma armação entre a polícia e a política para encobrir uma grande queima de arquivo”, afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
PC e Suzana foram encontrados mortos em 23 de junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió. Xico sustenta sua desconfiança na maneira como as primeiras investigações foram conduzidas, citando desde a destruição do colchão em que o casal dormia até alterações na cena do crime. O biógrafo também menciona as dúvidas que cercaram a morte, dois anos antes, de Elma Farias, mulher de PC. “Parecia que estava todo mundo correndo para resolver logo uma versão de que teria sido um crime passional. Inclusive a família”, disse.
A investigação para o livro, previsto para setembro, levou Xico também a redimensionar o papel desempenhado por PC no Governo Collor. Em vez de um simples operador financeiro ou arrecadador de campanha, o jornalista descreve uma relação muito mais profunda entre os dois. “Era uma sociedade, não era colaboração eventual ou dinheiro do PC que pingou na mão do Collor. A montagem era de uma sociedade, e essa é a grande história”, ressaltou. Segundo ele, o Fiat Elba, que se tornou símbolo do escândalo que levou ao impeachment, estava longe de representar o tamanho das transações entre eles. “Do Fiat Elba, PC deu uma Mercedes ao Collor”, revelou.
Entre os achados mais contundentes da apuração está a relação de PC com integrantes dos próprios órgãos encarregados de procurá-lo durante a fuga. “O delegado Edson Oliveira, que era chefe da Interpol no Brasil, estava na folha de pagamento do PC Farias. Ele dava entrevistas, fingia que estava procurando PC, e na verdade estava na mão do PC”, relatou Xico. Segundo o biógrafo, Oliveira chegava a avisar ao ex-tesoureiro por onde passariam as equipes policiais e da Interpol.
Essa relação ajuda a entender um dos capítulos mais impressionantes reconstruídos pelo biógrafo: a fuga de PC do Brasil, em 1993. Procurado pela Justiça, o ex-tesoureiro contratou um grupo especializado em retirar fugitivos da América Latina e conseguiu deixar o país pelo Sertão pernambucano. “Ele raspa o bigode, bota peruca e sai escondido de Maceió rumo a uma fazenda em Pernambuco. Ele contrata um grupo especializado em fugas de criminosos […] e parte em um teco-teco do Sertão de Pernambuco”, contou Xico. O itinerário passou por Paraguai e Argentina antes de terminar em Londres.
Foi na capital inglesa que Xico, então repórter da Folha de S.Paulo, descobriu o paradeiro de PC, em outubro daquele ano. No dia seguinte à publicação, o jornalista Roberto Cabrini conseguiu entrevistá-lo para o Jornal Nacional. Agora, três décadas depois, o biógrafo afirma ter reconstruído detalhes inéditos da operação que permitiu a fuga, inclusive a participação do grupo contratado por PC e sua conexão com o então chefe da Interpol no Brasil.
O livro ainda recupera uma ambição pouco conhecida do ex-tesoureiro: construir uma dinastia política própria em Alagoas capaz de disputar espaço com famílias tradicionais como os Collor, os Palmeira e os Bulhões. PC não conseguiu concretizar o projeto, mas seus irmãos permaneceram na política. Augusto Farias exerceu quatro mandatos de deputado federal, enquanto o médico Luiz Romero Farias foi escolhido suplente de Arthur Lira (PP), candidato ao Senado neste ano. “A família não obteve o sonho de virar um grande clã alagoano, mas está aí de carona com Arthur Lira. Esse sim conseguiu fazer um grande clã e tenta avançar agora em outubro como senador”, observou Xico.
Raquel rebate João sobre cortes na saúde – A governadora Raquel Lyra (PSD) rebateu, ontem, a afirmação de João Campos (PSB) de que o Estado teria reduzido em R$ 500 milhões os recursos próprios destinados à saúde. Mais cedo, durante agenda no Sindicato dos Odontologistas, o candidato ao Governo de Pernambuco disse que, enquanto a União destinou R$ 2 bilhões ao setor, a gestão estadual deixou de aplicar R$ 500 milhões. Raquel contestou os números e afirmou que Pernambuco investiu R$ 2,5 bilhões, além dos recursos federais. “Ano a ano a gente tem recebido, feito e executado recordes de investimentos na saúde pública”, declarou.
Sem identidade – Em entrevista ao blog da Folha, ontem, o senador e candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa (PT), comentou sobre a “suposta” relação do deputado Túlio Gadêlha (PSD), que também concorre a uma vaga no Senado, com o presidente Lula (PT). “As pessoas conhecem a história de cada um. Eu posso falar por mim. Eu acho que tenho uma identidade inquestionável na relação com Lula. Fui fundador do PT, sempre militei no partido, estive com o presidente nas horas difíceis e nas mais fáceis. Eu tenho uma história, uma identidade. Eu acho que todo mundo pode apoiar Lula – e é ótimo que apoiem – mas eu acho que as pessoas sabem o que é a prioridade de Lula e quem tem mais identidade”, finalizou.
Mandados de prisão – Um levantamento feito pelo portal G1, ontem, mostrou que nove candidatos das eleições de 2026 são alvos de mandados de prisão em aberto. Os casos envolvem dívidas de pensão alimentícia. Nessas situações, o juiz emite a ordem de prisão não porque a pessoa cometeu um crime, mas para forçá-la a fazer o pagamento. Somadas, as dívidas chegam a R$ 95.221,88. Somente um dos nove mandados não informa o valor em atraso. Cinco nomes concorrem a deputado federal, três a deputado estadual e um a segundo suplente de senador. Eles disputam as eleições em seis estados.
Sem baixar a cabeça – O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, que o Brasil precisa “ter força para poder dizer não”. “A gente tem que estar preparado para ele saber que a gente vai ter força pra poder dizer não, que a gente vai ter força pra poder dizer: ‘Vamos competir’. O que a gente não pode é ser um país desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira”, declarou. Apesar de não citar nomes, o petista pode ter feito uma referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). Os dois mantêm uma relação de altos e baixos, com um tensionamento com a aproximação das eleições brasileiras. No discurso, Lula defendeu a soberania nacional. “A gente não tem soberania nacional só porque a gente faz discurso. Sabe, o discurso é só palavra, que o adversário às vezes nem escuta”. As informações são do portal Poder360.
Michelle lidera no DF – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera a pesquisa Real Time Big Data para o Senado no Distrito Federal, com 25% das intenções de voto. O levantamento indica que Leila do Vôlei (PDT) tem 17% e está tecnicamente empatada com Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT), que somam, cada uma, 15%. Logo atrás, aparece o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), com 8%. Cristian Viana (Podemos) foi escolhido por 2%, mas ele não concorre ao cargo de senador – disputa como segundo suplente de Michelle Bolsonaro. Com a confirmação de sua candidatura, Michelle tornou-se a segunda ex-primeira-dama da República a concorrer a um cargo eletivo. Antes dela, apenas Rosane Malta, conhecida anteriormente como Rosane Collor e ex-mulher do ex-presidente Fernando Collor de Mello, havia disputado uma eleição.
CURTAS
GOLPE – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) emitiu um alerta sobre uma tentativa de golpe por telefone que utiliza indevidamente o nome da Justiça Eleitoral. Durante a chamada, uma gravação ou uma pessoa se apresenta como representante da Justiça Eleitoral e solicita que o eleitor digite 1, caso precise de orientações, ou 2, caso esteja com a situação eleitoral regular.
GOLPE II – O TRE-PE esclarece, no entanto, que a Justiça Eleitoral não realiza ligações para solicitar que eleitores confirmem a regularidade da situação eleitoral por meio da digitação de números, nem entra em contato dessa forma para oferecer orientações. A Justiça Eleitoral reforça a orientação para que os eleitores utilizem somente os canais oficiais para consultar informações sobre o título e outros serviços eleitorais.
REABERTURA – A chefe do Gabinete do Centro do Recife (Recentro), Ana Paula Vilaça, anunciou, ontem, a reabertura da Rua da Imperatriz, na Boa Vista, para a circulação de carros, atendendo a um antigo pleito dos proprietários de imóveis e comerciantes da área. A previsão é que a medida seja implementada em setembro, a partir de uma intervenção de urbanismo tático.
Perguntar não ofende: Raquel consegue provar que não cortou R$ 500 milhões da saúde?
Recém-chegado à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), o marqueteiro Duda Lima reconheceu que o estilo do ex-presidente Jair Bolsonaro provoca resistência entre o eleitorado feminino e apontou a aproximação com as mulheres como um dos desafios de comunicação do campo bolsonarista nesta eleição. O publicitário afirmou que o “jeito duro de falar” do ex-presidente gera uma “certa repulsão” e avaliou que a dificuldade está mais na forma de se comunicar do que no conteúdo.
As declarações foram feitas durante uma palestra promovida pela Companhia de Negócios, plataforma que reúne empresários e autoridades, em São Paulo. As informações são do jornal O GLOBO.
— Quando você pega alguém como Jair, que tem essa estrutura militar, motociata, essa coisa toda, esse jeito duro de falar, normalmente, mulher tem uma certa repulsão a isso. Então, é muito mais forma, muito mais jeito do que conteúdo. E esse, de fato, é um desafio de comunicação mesmo — afirmou Duda.
A avaliação toca em um dos pontos de atenção da campanha de Flávio. O senador tenta herdar a base eleitoral construída pelo pai sem carregar a rejeição acumulada pelo ex-presidente nos segmentos nos quais o bolsonarismo encontra maior resistência. As mulheres estão no centro dessa equação e também ajudam a explicar o peso atribuído pela campanha à participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho, as mulheres representam 52,8% das pessoas aptas a votar no país.
A preocupação com esse eleitorado não é nova no bolsonarismo. Na eleição de 2022, a campanha de Jair Bolsonaro buscou reduzir a resistência entre as mulheres, inclusive com maior exposição de Michelle na reta final da disputa. Agora, um dos desafios de Lima é construir uma identidade própria para Flávio sem abrir mão do sobrenome e do legado político que sustentam sua candidatura.
Ao fazer o diagnóstico, o marqueteiro também reconheceu uma maior capacidade do presidente Lula de estabelecer uma conexão emocional com o eleitor. Segundo ele, o petista consegue “tocar as pessoas” por sua trajetória e pela forma de se comunicar, enquanto o campo bolsonarista estabelece uma relação que classificou como “mais racional”.
— Como a gente tem um candidato como o Lula, que tem uma capacidade de lidar com o lado emocional, de tocar as pessoas pela sua história, pela sua habilidade, pelo seu treino, pela sua capacidade, ele conecta com as pessoas. O outro lado tem uma certa dificuldade em ter este tipo de conexão, tem uma conexão mais racional — disse.
Duda Lima relacionou essa diferença ao comportamento do eleitorado feminino e afirmou que não há uma fórmula pronta para enfrentar a dificuldade. Para ele, a construção depende do formato da candidatura, da história apresentada ao eleitor e do próprio jeito de falar.
— Isso é um grande desafio, porque isso está na forma também, está no formato. No formato da candidatura, da história, do jeito de comunicar, de falar, e as pessoas acabam se identificando com isso. Então, isso é um grande desafio de comunicação para ser trabalhado. Tem fórmula para isso? Não. Isso não é fazer um vídeo com alguém fazendo coração com a mão e botar no ar. Isso é dia a dia, isso é dedo no pulso, isso é trabalho, coração na campanha, cérebro também — afirmou.
Eleição ‘super apertada’
Ao falar sobre o cenário presidencial, Duda Lima classificou a eleição como “super apertada”. A avaliação encontra um cenário de pouca distância entre os dois líderes das pesquisas: na última Quaest, Lula aparece com 43% e Flávio, com 40%, em um eventual segundo turno, situação de empate técnico.
— Sim, é uma eleição super apertada. Eu sinto que aquela coisa, aquela polarização do pai não falar com o filho, do cunhado não entrar para sentar, eu entendi que isso já deu uma certa sentada, independente da ideologia de cada um. Mas o que eu posso perceber rodando esse país, gente, a gente não sabe entender direito o que o brasileiro quer, mas a gente sabe o que o brasileiro não quer. Isso eu consegui perceber. E, na minha leitura, a eleição está aí — afirmou.
Na sequência, o marqueteiro sinalizou uma das linhas de contraste que enxerga para a disputa com Lula: confrontar a expectativa criada na eleição anterior com problemas enfrentados durante o atual mandato.
— Se um dos lados conseguir explicar exatamente a situação real do país, fica um pouco mais difícil para o outro lado, que vai contar uma história de esperança de novo. Eu fico imaginando aquelas pessoas que votaram na esperança, imaginando que a violência ia diminuir. Não, a violência aumentou. Então, a esperança virou medo — disse.
A aposta no Nordeste
Duda Lima também dedicou parte da palestra ao Nordeste, região que representa um desafio histórico para o bolsonarismo. No segundo turno de 2022, Lula obteve 69,34% dos votos válidos na região, contra 30,66% de Jair Bolsonaro. Foi a maior vantagem regional do petista sobre o então presidente.
O marqueteiro afirmou ter passado a estudar mais profundamente o Nordeste e o classificou a região como estratégica para o desenvolvimento do país. Citou o potencial de geração de energia, agricultura, logística, data centers e inteligência artificial e afirmou que “o futuro do Brasil está lá”.
Candidato a suplente de senador na chapa do Democracia Cristã, o ator Dilcon Afonso foi intimado a trocar a foto encaminhada à Justiça Eleitoral no Piauí. O artista, conhecido em muitas comunidades por interpretar o papel de Cristo durante a Semana Santa, ainda justificou que realiza trabalho comunitário vestido como o personagem.
A negativa veio acompanhada da informação de que, “mesmo que seja aquela sua identidade pública”, a imagem do candidato paramentado como Cristo descumpre as regras eleitorais.
A nove dias do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, os principais candidatos à presidência intensificam as gravações para os programas, filmam com candidatos aliados e aproveitam agendas na rua para produzir material para as campanhas.
Quatro candidatos terão tempo de televisão: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Terão, respectivamente, 5 minutos e 32 segundos (44,3%), 4 minutos e 20 segundos (34,7%), 2 minutos e 2 segundos (16,3%) e 36 segundos (4,8%). As informações são do g1.
Já Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não terão espaço na programação e apostam em debates e vídeos com potencial de viralizar nas redes.
A Justiça Eleitoral usa como base a representação dos partidos na Câmara dos Deputados para definir a divisão do tempo entre os partidos. 90% do total é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Os 10% que restam são divididos igualmente entre as siglas que superaram a cláusula de desempenho.
A propaganda gratuita é considerada crucial pelas campanhas para atrair eleitores e dar projeção aos candidatos. Começará no dia 28 de agosto e vai até 1º de outubro. Os programas dos presidenciáveis serão às terças, quintas e sábados, à tarde e à noite. Eles contarão também com as inserções diárias, mais curtas.
O presidente Lula aproveitou esta terça (18) para gravar uma série de materiais para o programa eleitoral, explorando diferentes temas. Devem usar imagens do ato inicial de campanha no estádio da Vila Euclides, em São Paulo, e da convenção do PT nos vídeos. Os trabalhos são liderados por Raul Rabelo, marqueteiro da campanha.
Também tem dedicado tempo a gravações com candidatos a governador, senador e deputado aliados. O deputado federal e candidato a senador Paulo Pimenta (PT) gravou com o petista nesta terça, em Brasília.
Flávio dedicou a agenda desta quarta (19) para gravações e não fez agendas públicas. Na última semana, o candidato gravou com candidatos ao Senado – entre eles, Michelle Bolsonaro, marcando o primeiro encontro dos dois após as rusgas familiares, como anteciparam a GloboNews e o g1.
As gravações, segundo um aliado, foram em Brasília, lideradas pelo marqueteiro Duda Lima. Flávio viajará a São Paulo nesta quinta (20) para agenda conjunta com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), na zona leste da cidade, em um esforço para ampliar o eleitorado onde Lula venceu em 2022.
Caiado deve intensificar as gravações a partir da próxima semana. A ideia da campanha é apresentar o candidato e mostrar o que fez no comando do governo de Goiás, de onde saiu com aprovação de 84%, segundo pesquisa Quaest. A ideia é unir a essência do candidato com uma carga de “emoção”.
Em evento com empresários na última quinta (13), Gilberto Kassab, presidente do PSD e vice na chapa de Caiado, comemorou o tempo de TV da chapa. Disse que os partidos do Centrão “deram um presente” ao abrirem mão de candidatura: “Caiado tinha 50 segundos, agora tem dois minutos e quase 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença.”
As filmagens de Augusto Cury estão previstas para este fim de semana. A ideia é escutar o povo e mostrar as suas dores, segundo um integrante da campanha do escritor.
Para contornar a falta de espaço na televisão, Renan Santos e Zema apostam em vídeos nas redes sociais, debates e entrevistas.
O candidato do Missão quer fazer vídeos curtos, de baixo custo e com alta taxa de viralização. Um dos que mais geraram engajamento em suas redes foi o de um prato de comida ficando vazio ao longo dos anos, com críticas aos oponentes. Tem aproveitado também agendas nas ruas para gerar mais material para a campanha.
Já Zema quer mais vídeos para as redes sociais com soluções para problemas do país com base em seu plano de governo. Um exemplo é um vídeo com a temática de enfrentamento às bets.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta quarta-feira (19) mais um discurso em defesa da soberania brasileira, uma das bandeiras do petista na campanha à reeleição, durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP).
O petista afirmou que ter soberania é competir e poder dizer não a grandes potências em assuntos internacionais. As informações são do g1.
Ele também disse que o Brasil não pode andar de “cabeça baixa” na relação com outros países e defendeu investimentos em submarinos de propulsão nuclear e no enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como na produção de energia.
“Soberania não é só discurso. É estar preparado pra eles saberem que podemos dizer não, que podemos competir, o que não pode é ser cabeça baixa vida inteira” afirmou Lula.
O presidente estava acompanhado dos ministros da Defesa, José Múcio, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Ao conhecer o Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha, Lula afirmou que, apesar de o orçamento ter prioridades como saúde e educação, é preciso discutir uma previsão financeira para finalizar a construção do submarino nuclear que está sem desenvolvimento no local. Segundo o presidente, o projeto está em andamento desde 2007.
“Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade, estamos falando do futuro, do emprego qualificado, enriquecimento de uranio, saúde, energia”, declarou o petista. Durante o evento, Lula destacou mais de uma vez a importância do submarino nuclear e do domínio da tecnologia para o enriquecimento de urânio no Brasil para fins pacíficos, “como está na nossa Constituição”, segundo o presidente.
Lula também defendeu a possibilidade de o Brasil exportar urânio enriquecido para outros países interessados em utilizar a energia nuclear para fins pacíficos.
” O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia pra dar e pra vender, para que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos como está na nossa constituição e pra vender para o mundo”, afirmou.
O que diz a Constituição?
A Constituição brasileira determina que todas as atividades nucleares devem ter fins pacíficos e estabelece que a União deve ter o monopólio sobre atividades como por exemplo, o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares.
A comercialização com outros países segue regras próprias e está sujeita a autorizações e controles dos órgãos responsáveis pelo setor nuclear.
Soberania Nacional
Desde o primeiro tarifaço e embates com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula tem reforçado discursos em torno da defesa da soberania nacional e afirmado que o Brasil deve preservar sua autonomia diante de outros países.
O presidente tem dito que o Brasil está aberto ao diálogo, mas que não aceitará interferências externas em decisões internas do país.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, nesta quarta-feira (19), de uma caminhada na Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, ao lado dos candidatos ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), a vice Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição. Durante o ato, Marília citou investimentos federais realizados na região. “A Zona Oeste do Recife conhece, de perto, como os investimentos em infraestrutura feitos com recursos vindos do Governo Lula, através do PAC, transformaram a realidade de milhares de pessoas”, afirmou.
Mais cedo, Marília e João Campos se reuniram com representantes do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Pernambuco (SOEPE), na Madalena, e receberam um documento com reivindicações da categoria sobre infraestrutura, insumos, equipamentos, serviços especializados e valorização profissional. Entre as pautas está o Projeto de Lei 1.365, que estabelece piso salarial para cirurgiões-dentistas e médicos no serviço público. “A gente precisa entender a importância do cirurgião-dentista na saúde pública. Contem com a gente também para garantir a presença de vocês onde for necessário”, declarou.