Em 10 décadas de história, dá pra dizer que a lista de acontecimentos históricos é extensa. Em São Caetano, no Agreste de Pernambuco, uma idosa que celebrou 100 anos de idade no sábado (23) constrói mais um capítulo da própria história. Maria Joaquina, agricultora aposentada, se dedica a estudar em uma escola municipal e abandonou o analfabetismo.
Com 11 filhos, sendo sete deles ainda vivos, cerca de 40 netos, 30 bisnetos e 6 tataranetos, Joaquina encara o desafio de estudar em uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) há quase três anos. Isso porque, quando criança, começou a trabalhar cedo e não teve a oportunidade de estudar.
Joaquina contou que começou a trabalhar aos 13 anos de idade para poder se alimentar. Ela trabalhava na roça, na zona rural da cidade, para poder comer beiju, farinha e macaxeira. Quando os filhos vieram, ela enfrentou uma separação do marido e teve que se sacrificar para cuidar deles.
“Sem chinelo nos pés, tirei madeira de bloco, limpei mato, arrancava feijão, cavei roça, trabalhava pra todo mundo. Recebia cinco ‘conto’ naquela época. Dava de comer aos filhos e ficava só na vontade de comer”, contou Joaquina.
Atualmente, ela vive na zona rural de São Caetano, na Vila Santa Luzia. Além de estudar, a idosa que está aposentada vive uma vida mais tranquila, se dedicando à costura e hobbies domésticos e diz que não quer ficar parada. No terceiro ano do Ensino Fundamental da turma de EJA, ela conta com apoio da família e não tem intenção de parar de estudar.
“Eu sinto gosto em estudar, prazer. Se não tiver paciência, não vai. Quem corre, cansa. Quem espera por Deus não cansa”, afirmou Joaquina.
O sanfoneiro Luizinho de Serra participará, pelo segundo ano consecutivo, do maior bloco de carnaval de rua do mundo, o Galo da Madrugada. O artista serratalhadense foi convidado pelo cantor Gustavo Travassos. Luizinho promete levar ao público muito frevo sanfonado ao longo de todo o percurso e animar os foliões com sua sanfona e energia contagiante.
A apresentação integra as comemorações pelos 10 anos de carreira solo do músico, que celebra a trajetória em grande estilo, em um dos palcos mais tradicionais do carnaval brasileiro.
Uma reflexão íntima sobre Recife, sua paisagem urbana e nosso comportamento coletivo
Eu amo Recife. Amo sua história, seus rios, suas pontes, seu mar, sua cultura vibrante e sua identidade única. Mas amar uma cidade também é ter coragem de olhar para ela com honestidade. E há algo que me inquieta profundamente: nós nos acostumamos a conviver com o feio. E pior – deixamos de perceber o quanto isso diz mais sobre nós do que sobre o concreto que nos cerca.
Recife não nasceu feia. Tornou-se, lentamente, ao longo de décadas, uma cidade marcada por degradações visíveis que foram sendo naturalizadas até perderem a capacidade de causar incômodo. A paisagem urbana passou a refletir descuidos acumulados, mas também uma perigosa acomodação social.
Sempre me chama atenção a entrada da cidade pelo encontro da BR-101 com a BR-232. Um emaranhado de viadutos sem paisagismo, concreto cru, sujeira e abandono. Ali começa o primeiro retrato de uma capital que deveria acolher com beleza e organização. O mesmo ocorre no caminho para o aeroporto pelo bairro de Afogados: desordem visual, comércio irregular espalhado, calçadas deterioradas. É como se a cidade pedisse desculpas antes mesmo de receber quem chega.
No Recife Antigo, área que deveria ser um santuário urbano, convivemos há anos com fios pendurados, postes saturados, poluição visual que esconde o valor do patrimônio histórico. A promessa recente de embutir essa fiação revela o quanto demoramos para reagir. Enquanto isso, pichações cobrem muros, prédios e monumentos sem distinção, apagando memórias e ferindo a estética da cidade.
Quando caminho pelo Centro – Boa Vista, Santo Antônio, São José – vejo prédios abandonados, fachadas em ruínas e imóveis que contam histórias esquecidas. Sob viadutos espalhados pela cidade, acumulam-se sujeira e espaços mortos. Sempre penso no quanto esses locais poderiam ser transformados em equipamentos culturais. Sonho com bibliotecas urbanas nesses vazios – as Viadutotecas – como forma de devolver dignidade a áreas que hoje simbolizam abandono.
Outro cenário que me incomoda é o entorno do Hospital das Clínicas da UFPE, tomado por barracas desordenadas que escondem a arquitetura institucional atrás de improvisos. E não consigo ignorar a presença constante dos flanelinhas dominando ruas e pontos turísticos, constrangendo o cidadão e naturalizando uma forma velada de extorsão urbana. Praças transformadas em lava-jatos improvisados completam esse retrato de descaso cotidiano.
Nada disso é novo. Esses problemas existem há décadas. Eles sobreviveram porque foram tolerados por governos sucessivos, mas também porque nós, recifenses, aprendemos a aceitá-los sem resistência. E é aqui que minha crítica se volta para dentro. O feio não está apenas na arquitetura; está no comportamento social. Está no lixo jogado na rua, na indiferença diante das pichações, na aceitação passiva da desordem e no silêncio coletivo que permite que o provisório vire permanente.
Muitos dirão que sou pessimista. Dirão que Recife tem a Rua do Bom Jesus, uma das mais bonitas do mundo. E é verdade. Mas sempre me pergunto: quando foi a última vez que a visitamos com olhar atento? Quantos prédios degradados estão ali pedindo cuidado? Quantas vezes tentamos estacionar sem sermos constrangidos?
E há ainda o antigo prédio do Grupo Nassau, de João Santos, no Marco Zero. A troca brutal da fachada original por vidro foi um golpe violento na paisagem histórica. O que era belo tornou-se um corpo estranho no coração simbólico da cidade. Nunca vi um movimento firme para exigir a recomposição arquitetônica daquele imóvel no centro mais emblemático de Recife.
Eu continuo acreditando na beleza da minha cidade. Mas amar Recife é não aceitar o feio como destino. É desejar sempre mais cuidado, mais respeito ao patrimônio, mais ordem urbana e mais consciência cidadã.
Porque uma cidade só permanece bonita quando seu povo se recusa a se acomodar diante da própria degradação. Quando o feio deixa de incomodar, ele se instala não apenas nos muros e nas ruas, mas também dentro de nós.
Fiz minha corridinha diária de 8 km das férias, há pouco, em torno da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, a charmosa e acolhedora capital mineira. A Lagoa da Pampulha faz parte de um complexo de monumentos arquitetônicos concebidos por Oscar Niemeyer, com projetos estruturais do engenheiro Joaquim Cardozo, que foram construídos durante a gestão de Juscelino Kubitschek à frente da Prefeitura de Belo Horizonte.
Nas proximidades da lagoa encontram-se várias atrações turísticas, como o Parque Promotor Lins do Rego, o Jardim Botânico, o Jardim Zoológico de Belo Horizonte, o Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), o Ginásio Mineirinho, o Parque Guanabara, a Igreja de São Francisco de Assis e o Museu de Arte da Pampulha.
Embora a ideia original de criar a Lagoa da Pampulha tenha surgido sob a administração do prefeito Otacílio Negrão de Lima, o projeto se expandiu sob a gestão de Juscelino Kubitschek, transformando-se em um grande complexo arquitetônico.
Criado por Oscar Niemeyer e com cálculos estruturais de Joaquim Cardozo, o projeto se tornou um marco de relevância internacional, destacando a capacidade de Kubitschek em conciliar a tradição com seu espírito inovador.
A região também se tornou um centro de entretenimento, com locais como o Cassino e a Casa do Baile oferecendo ambientes luxuosos para a população. A lagoa da Pampulha também é palco de grandes eventos esportivos como a Volta Internacional da Pampulha, entre outras competições nacionais e internacionais. Em 2010, recebeu um desfile com personagens da Disney.
Parte dos ministros do governo Lula passou a defender, nos bastidores, que o ministro do STF Alexandre de Moraes autorize ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a cumprir prisão em regime domiciliar.
O portal Metrópoles ouviu, nos últimos dias, sob reserva, ao menos três ministros de Lula que defenderam que Bolsonaro passe a cumprir em casa a pena à qual foi condenado no chamado inquérito do golpe.
A avaliação desses ministros é de que Moraes deveria transferir Bolsonaro para domiciliar por “coerência”, uma vez que ele concedeu o mesmo benefício ao ex-presidente Fernando Collor de Mello.
“Por que o Collor está em casa e ele (Bolsonaro) não? Precisa ter coerência”, afirmou à coluna, sob reserva, um influente ministro que despacha diariamente com Lula.
Para outro ministro, Bolsonaro precisa ter o benefício por ser ex-presidente da República. “O cara é ex-presidente, tem que ter algum grau de diferenciação mesmo”, avaliou esse auxiliar de Lula.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antecipou a volta a Brasília para esta semana, na tentativa de gerenciar os impactos da crise do banco Master na imagem do tribunal.
O blog da Ana Flor apurou que, desde ontem, Fachin tem procurado os demais ministros para conversar sobre o caso. Ele retornou à capital federal das férias na noite de segunda, de onde teve reuniões e fez ligações telefônicas.
Hoje, ele segue para São Luís (MA), onde vai se reunir com o ministro Flávio Dino. O ponto central das discussões é a manutenção do ministro Dias Toffoli à frente do inquérito do Caso Master.
Decisões atípicas do ministro Toffoli causaram reações na Polícia Federal, Procuradoria Geral da República e até entre as defesas dos investigados.
A volta de Fachin antes da data prevista foi decidida após conversas com colegas da Corte. Ele havia passado a presidência ao vice, ministro Alexandre de Moraes, e a previsão inicial era de retorno apenas no final de semana, já que a abertura do ano Judiciário será em 2 de fevereiro.
As Eleições Gerais de 2026, que ocorrerão em outubro, representam mais uma oportunidade para a sociedade escolher seus dirigentes e definir os rumos do Estado e do país. Nesse pleito, serão eleitos os representantes para os principais cargos do Poder Executivo e do Poder Legislativo nas esferas federal, estadual e distrital.
Diferentemente das Eleições Municipais — cuja próxima edição ocorrerá em 2028 —, nas Eleições Gerais o eleitor escolhe todos os cargos eletivos, exceto Prefeito e Vereador. Assim, em 2026, cada eleitora e eleitor terá seis votos, sendo eles destinados aos seguintes cargos: Presidente da República, Governador(a) de Estado, Deputado(a) Federal, Deputado(a) Estadual ou Distrital e dois votos para o cargo de Senador(a).
Aqui surge uma curiosidade que costuma gerar dúvidas: por que, nesta eleição, cada estado escolherá dois senadores? Isso ocorre porque cada estado da Federação possui três senadores, com mandato de oito anos, o mais longo entre os cargos eletivos.
A renovação do Senado é alternada: em uma eleição renova-se um terço das vagas; na eleição seguinte, dois terços. Esse modelo garante a continuidade dos trabalhos legislativos, evitando a renovação integral da Casa em um único pleito. Por essa razão, nas Eleições Gerais de 2026, os eleitores poderão votar em dois candidatos ao Senado.
Outra dúvida frequente é: por que só podemos votar em um deputado estadual e um deputado federal, se vários serão eleitos por estado? A explicação está no sistema eleitoral adotado no Brasil. Os cargos de Presidente da República, Governador(a), Prefeito(a) e Senador(a) são preenchidos pelo sistema majoritário, em que é eleito o candidato mais votado.
Já os cargos de Deputado(a) Federal, Deputado(a) Estadual ou Distrital e Vereador(a) seguem o sistema proporcional, no qual o resultado final depende não apenas da votação individual do candidato, mas também da votação obtida pelo partido ou federação, do quociente eleitoral e do número de vagas disponíveis.
Nas Eleições Gerais de 2026, em um único dia, eleitoras e eleitores escolherão quem comandará o Poder Executivo e quem os representará no Poder Legislativo, tanto na esfera federal quanto na estadual e distrital. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro de 2026, primeiro domingo do mês.
Havendo necessidade, o segundo turno para os cargos de Presidente da República e Governador(a) de Estado ocorrerá no dia 25 de outubro, último domingo do mês, conforme previsto na Constituição Federal, quando nenhuma candidatura alcançar a maioria absoluta dos votos válidos.
O sistema eleitoral brasileiro prevê tanto o voto obrigatório quanto o voto facultativo, a depender da idade e de condições específicas. Em regra, o voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos. Já os jovens de 16 e 17 anos, as pessoas analfabetas e aquelas com mais de 70 anos podem optar por votar ou não, conforme assegura a Constituição Federal.
Quem ainda não possui título de eleitor ou precisa regularizar ou atualizar seus dados cadastrais deve procurar a Justiça Eleitoral dentro do prazo legal. Em muitos estados, o atendimento pode ser iniciado pela internet, com o envio de documentos digitalizados e o acompanhamento do pedido em ambiente virtual.
Quando o comparecimento presencial ao cartório eleitoral é necessário, o atendimento costuma ser feito mediante agendamento. O fechamento do cadastro eleitoral ocorre 150 dias antes da eleição, conforme determina a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), encerrando-se em 6 de maio. Trata-se de prazo que deve ser rigorosamente observado, pois, após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível realizar alistamentos, transferências ou atualizações de dados até depois do pleito.
A partir de julho de 2026, partidos políticos e federações realizam suas convenções partidárias, momento em que escolhem os candidatos que concorrerão aos cargos eletivos e definem as alianças para as disputas majoritárias.
A legislação eleitoral brasileira não admite candidaturas avulsas. Assim, para concorrer às eleições, é obrigatório estar filiado a um partido político, com domicílio eleitoral na circunscrição do pleito, respeitando o prazo mínimo legal de seis meses antes da eleição.
Encerradas as convenções, inicia-se a fase de registro de candidaturas, quando partidos e federações apresentam oficialmente seus candidatos à Justiça Eleitoral. Nessa etapa, são analisados requisitos como idade mínima para o cargo, nacionalidade brasileira, alfabetização, pleno exercício dos direitos políticos e a inexistência de inelegibilidades ou impedimentos legais.
Cada fase do processo eleitoral possui regras próprias e detalhes relevantes. Semanalmente, trarei informações atualizadas sobre o Direito Eleitoral e as Eleições, contribuindo para que candidatos, agentes políticos e eleitores compreendam, com clareza e segurança, seus direitos, deveres e responsabilidades. Afinal, a democracia é o nosso bem mais precioso e se fortalece com informação, participação e consciência cidadã.
*Advogada especialista em Direito e Processo Eleitoral, mestranda em Direito, autora de livros, assessora jurídica de diversos municípios. Já foi Presidente do Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEPPE), Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE, Secretária-Geral da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Nacional, Presidente da Comissão de Relações Institucionais da OAB/PE, Conselheira Estadual da OAB/PE e candidata ao Quinto Constitucional da advocacia para o cargo de Desembargadora do Tribunal de Justiça de Pernambuco, tendo sido a mais votada da lista tríplice.
Pedido de impeachment contra Raquel Lyra feito por Romero Albuquerque valoriza apoio da bancada governista em ano eleitoral
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
Ao formalizar o pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ontem (19), o deputado Romero Albuquerque (UB) criou um fato político. Mesmo sabendo da dificuldade de o processo prosperar na Casa, porque a governadora tem a maioria dos parlamentares como aliados, o pedido gera desgaste para Raquel, sobretudo em um ano eleitoral.
Para aprovar um impeachment, é preciso que haja quórum, o que hoje a oposição não tem, mesmo havendo materialidade na denúncia contra a governadora no episódio da falta de fiscalização da empresa Logo Caruaruense por parte do Estado. A empresa pertence ao pai de Raquel Lyra, o ex-governador João Lyra Neto, e opera de forma irregular em Pernambuco desde que Raquel assumiu a gestão, há três anos, segundo investigação do portal Metrópoles.
No entanto, além do desgaste externo, com o episódio da Logo Caruaruense sendo lembrado na memória da população toda vez que houver algo novo sobre o pedido de impeachment, Romero Albuquerque acabou valorizando internamente, nos corredores do Palácio do Campo das Princesas e também na Alepe, a fidelidade dos deputados da base governista, porque agora virou uma missão ainda maior para Raquel e sua Casa Civil agradar aos governistas, principalmente os mais distantes.
É pouco provável que os mais próximos e fiéis coloquem na mesa o peso de seus votos, neste momento, e a importância de seus apoios para Raquel. Já aqueles que não integram a “cozinha” da governadora, mas, mesmo assim, têm votado com ela, ampliaram o poder de barganha em um ano eleitoral, com praticamente todos buscando suas reeleições, o que não é nada confortável para Raquel.
Se tratando da relação do governo de Raquel com a Alepe, nada é simples. O pedido de impeachment, como disse a líder da bancada governista, Socorro Pimentel (UB), ontem (19), pode até ser “uma grande cortina de fumaça dos aliados do prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, para encobrir o recente escândalo envolvendo um concurso público na cidade”, já que ele vai enfrentar a governadora nas eleições de outubro.
Porém, sendo espuma ou não, o fato político criado por Romero Albuquerque tem grande potencial de gerar dor de cabeça para a chefe do Poder Executivo. Para ser aprovado no plenário, o pedido de impeachment precisa do aval de dois terços dos deputados, ou seja, 33 parlamentares. Na atual conjuntura, a oposição não obtém esses 33 votos, mas nada garante que o cenário se mantenha com o trabalho dos bastidores, o que vai exigir de Raquel mais articulação para preservar a base unida e fiel.
Passo a passo – Os leitores desta coluna ficaram sabendo, ontem (19), qual é o passo a passo de um processo de impeachment contra a governadora. (veja aqui) É algo lento, que pode levar meses e, antes de tudo, depende do posicionamento do presidente da Alepe. Quem ocupa a função, neste momento, é o deputado Rodrigo Farias (PSB), porque o deputado Álvaro Porto (PSDB) está de férias até a próxima quinta-feira (22). Farias informou, ontem, ao receber o pedido de Albuquerque, que o requerimento será analisado a partir do dia 2 de fevereiro, data de retomada dos trabalhos legislativos, conforme o calendário oficial da Casa. “A tramitação seguirá os critérios regimentais e constitucionais vigentes, garantindo a devida seriedade e transparência ao processo”, declarou.
Regimento interno – O assunto é previsto no Regimento Interno da Assembleia entre os artigos 328 e 332. De acordo com o documento, o presidente é o primeiro a receber o pedido de impeachment, podendo escolher entre três decisões: engavetar, rejeitar ou encaminhar para a Comissão de Justiça (CCLJ). Caso opte pela CCLJ, fica sob responsabilidade do colegiado convocar a governadora no prazo de dez dias úteis para apresentar sua defesa. O passo seguinte seria a CCLJ apresentar um parecer e um projeto de resolução para que seja instaurado o processo. Esse projeto de resolução precisaria ser aprovado no plenário por dois terços dos deputados, ou seja, 33 parlamentares.
Comissão processante – Depois do plenário, seria formada uma comissão processante composta por 15 membros, sete deputados escolhidos também pelo plenário, sete desembargadores e o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que hoje é Ricardo de Oliveira Paes Barreto, mas a partir de fevereiro será Francisco Bandeira de Mello. A partir da instalação da comissão processante, é que começaria, de fato, a análise de um possível impeachment, com a análise de documentos e a oitiva das testemunhas.
Palavra da líder – Socorro Pimentel enviou nota à imprensa, ontem (19), na qual afirmou: “Nós temos convicção, temos a certeza de que o Governo Raquel Lyra é muito sério, que não está ligado a nenhum tipo de corrupção. Nós estamos aqui por isso. E digo mais, será que nomear uma pessoa que concorreu em um concurso sem comprovação de que tinha algum tipo de deficiência no lugar de outra que tinha esse direito garantido por lei não é muito mais grave? Será que não era para a gente estar falando mais sobre isso?”, questionou, referindo-se ao episódio envolvendo a Prefeitura do Recife.
Chumbo trocado – Já o líder do PSB na Alepe, Sileno Guedes, cobrou, ontem (19), a demissão do presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), Antônio Carlos Reinaux. Segundo o parlamentar, a medida é uma resposta esperada pela sociedade após o escândalo da Logo Caruaruense. “É fato que houve omissão. Eu mesmo denunciei a inoperância da EPTI por diversas vezes ao longo do ano passado. E o encerramento das atividades da Logo Caruaruense na sexta-feira passada, de forma bastante abrupta após as denúncias, foi a confissão de que a operação estava irregular e de que o Governo de Pernambuco nada fez, colocando vidas em risco. Será que o sistema vem sendo fiscalizado? A única resposta possível é a demissão da diretoria do órgão responsável”, declarou Sileno.
CURTAS
Mais contenda 1 – O deputado estadual Junior Matuto (PRD), oposição à Raquel, respondeu, ontem (19), às declarações do deputado Antônio Moraes (PP), da base governista, que acusou a oposição de tentar tirar proveito político do encerramento das atividades da empresa Logo Caruaruense.
Mais contenda 2 – Para Matuto, “a tentativa de desqualificar o debate ignora o ponto central da discussão: a responsabilidade do Governo do Estado pela fiscalização de uma empresa pertencente à família da governadora Raquel Lyra”.
É apenas janeiro – Ainda não começou o ano efetivamente na Alepe, tampouco o período eleitoral, e o clima entre as bancadas de governo e oposição já pega fogo, um sinal de como serão os próximos meses até as eleições de outubro no ambiente político pernambucano.
Perguntar não ofende: Onde vai parar o incêndio na política de Pernambuco?
Pela primeira vez, a Europa admite recorrer a um instrumento extremo para se defender de um aliado histórico. Diante das ameaças comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o bloco passou a discutir o uso do chamado “instrumento anticoerção” — uma ferramenta inédita, nunca acionada, criada para reagir a pressões econômicas e políticas externas e que permite aplicar várias restrições comerciais de bens e serviços.
A discussão ganhou força depois que Trump anunciou um novo tarifaço contra países europeus. A partir de fevereiro, as tarifas seriam de 10%, podendo chegar a 25% em junho. As informações são do g1.
A ameaça estaria condicionada à recusa da Dinamarca em aceitar a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos. O presidente americano chegou a mencionar, inclusive, a possibilidade de uso de força militar.
O deputado estadual Cayo Albino reagiu às declarações do deputado Antônio Moraes, da base governista, sobre a atuação da oposição no caso envolvendo a empresa de transporte Logo Caruaruense, ligada à família da governadora Raquel Lyra. Segundo Albino, as críticas buscam desqualificar a atuação do Legislativo diante das irregularidades apontadas e da falta de fiscalização do Governo do Estado, que resultaram no encerramento das atividades da empresa.
Ao comentar a justificativa apresentada por parlamentares governistas de que o fechamento teria ocorrido exclusivamente por dificuldades financeiras, Cayo Albino afirmou que a versão ignora o papel do Estado na fiscalização do serviço de transporte intermunicipal. “Dizer que estamos tirando proveito político por denunciar uma irresponsabilidade grave do governo é ser desonesto com o povo”, declarou o parlamentar, ao sustentar que houve falha do poder público no cumprimento de suas atribuições legais.
O deputado também afirmou que o histórico da empresa não elimina as responsabilidades do Estado no episódio. “A história da empresa não pode servir de escudo para a irresponsabilidade e erros graves de gestão. Houve omissão e conivência com falhas que poderiam ter colocado em risco a vida de pernambucanos. A pergunta que precisa ser respondida é por que a Logo Caruaruense não era fiscalizada”, questionou Cayo Albino, ao defender que o caso seja apurado sob o aspecto institucional.
Uma missa em homenagem a Raul Jungmann será realizada nesta quinta-feira (22), às 19h, na Igreja das Fronteiras, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. A celebração foi organizada por amigos, colegas e pessoas que conviveram com Jungmann ao longo de sua trajetória. Segundo os organizadores, a missa tem como objetivo recordar a vida, a atuação pública e o legado deixado por Raul Jungmann.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou em entrevista ao Globo News Mais desta segunda-feira (19) que o atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ex-presidente da Casa, Arthur Lira, teriam pressionado um setor do Tribunal de Contas da União a “liquidar a liquidação” do Banco Master.
“Tenho informações de que o atual presidente da Câmara dos Deputados e o ex-presidente da Câmara dos Deputados pressionaram e continuam pressionando um setor do TCU para que o Tribunal liquide a liquidação”, relatou. As informações são do g1.
Na última quinta-feira (15), o Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações do caso.
O ex-presidente da Câmara Arthur Lira se manifestou sobre a declaração de Renan Calheiros. Lira disse que o senador Renan “tem se especializado em criar fake news e atacar sem provas seus adversários. Além disso, usa assuntos sérios de forma leviana para chantagear o governo, o parlamento e tentar limpar a própria biografia, muito manchada por malfeitos”.
O Agente Secreto venceu mais um prêmio. Na noite do último domingo, 18, o longa brasileiro levou a categoria de melhor coprodução internacional no Lumière, renomada premiação francesa.
Além do Brasil, o filme é uma colaboração entre Alemanha, França e Holanda.
O francês O Estrangeiro, de François Ozon, destacou-se na premiação. Além de vencer a categoria de melhor filme, a adaptação do livro homônimo de Albert Camus ainda faturou a estatueta de melhor ator e melhor direção de fotografia. As informações são do UOL.
‘O Agente Secreto’: Indicações e vitórias Protagonizado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto foi indicado e venceu uma série de premiações em todo o mundo. Dentre as mais recentes, estão as vitórias do Critics Choice Awards, na categoria de Melhor Filme Internacional, e no Globo de Ouro, quando o longa levou a estatueta de Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Melhor Ator Em Filme De Drama.
Enquanto as demais premiações acontecem, o Oscar se aproxima. O evento acontece no dia 15 de março, em Los Angeles, e os indicados serão revelados nesta quinta-feira, 22.