A expectativa para a reunião é de agradecimentos aos ministros que deixam os cargos, apresentação de balanços das ações nas pastas e definição de metas, além de boas-vindas aos novos integrantes do governo.
Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo precisam se desincompatibilizar até 4 de abril para disputar o pleito. Ou seja, precisam ser exonerados e sair do governo.
Lula já afirmou que pretende minimizar ao máximo os impactos das trocas na Esplanada. Por isso, em muitos ministérios, a tendência é que os secretários-executivos assumam os cargos, com a missão de garantir a continuidade das políticas e ações já em andamento em cada área.
Um exemplo é o Ministério da Fazenda, com a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo. Já foi anunciado Dario Durigan como novo ministro da pasta. Ele ocupava o cargo de secretário-executivo desde o início do governo.
Durigan, inclusive, já participou de evento público ao lado do presidente, que o apresentou oficialmente como novo titular da Fazenda. Mas essa não é a regra. Alguns ministérios podem ser chefiados por outros nomes que já são ligados ao governo, mas não são secretários. O nome de Olavo Noleto, chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado, Conselhão, vem sendo citado por interlocutores de Lula. Veja quem deve sair do governo Lula:
Fernando Haddad (PT), da Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
Sônia Guajajara (PSol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais
Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior e vice-presidente: deve ser vice de Lula em um possível Lula 4 e por isso deve ajudar na campanha;
Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
Márcio França (PSB), do Empreendedorismo: deve sair do governo, mas ainda está indefinido se ajudará na Campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo;
Wolney Queiroz (PDT), da Previdência: deve sair do governo, mas ainda está indefinido se ajudará na Campanha eleitoral ou concorre a câmara federal por Pernambuco;
Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis
Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco;
Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano para ser o marqueteiro de Lula na Campanha.
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