Fiquei extremamente feliz ao receber, há pouco, de leitores que adquirem a biografia de Marco Maciel, de minha autoria, pela Amazon, a maior loja de venda de livros pela internet, que a classificação da qualidade da obra, pela própria Amazon, recebeu a nota 4,3, quando a máxima é cinco.
Aproveito para informar que o livro pode ser encontrado no Recife nas duas livrarias Jaqueira, a do Parque e a do Paço Alfândega, e em Brasília na livraria Leitura, do Conjunto Nacional. Ainda em Pernambuco, nos postos da rede Cruzeiro em Tacaimbó e Arcoverde.
Mensagens coletadas pela Polícia Federal e obtidas pela Folha mostram conversas no WhatsApp atribuídas ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), tratando de processos de seu interesse.
Nos diálogos, trocados na noite de 11 de novembro de 2022, Castro escreve a Mendonça, às 19h37: “Amigo, preciso falar com urgência” e completa “caso Cabral” — numa referência ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Em seguida, Castro encaminha dois arquivos com pedidos de habeas corpus e alvará de soltura, objeto de julgamento do STF.
Mendonça responde à mensagem às 20h25, com a descrição de um processo da 13ª Vara Federal de Curitiba que decretou a prisão preventiva de Cabral por corrupção, no âmbito da Operação Lava Jato. Após escrever essa mensagem, Mendonça completa: “ligo em alguns minutos”. Castro, então, responde com um “ok”.
Diálogos entre o ministro André Mendonça, do STF, e do ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL-RJ), coletados pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Refino
Sete minutos depois, Mendonça encaminha ao ex-governador um link da página do Supremo que remete ao habeas corpus movido por Cabral. O caso estava sendo julgado na Segunda Turma da corte, da qual Mendonça faz parte.
Procurado, o gabinete de André Mendonça informou, em nota, que ele não mantém relação de amizade com Cláudio Castro e que os dois se conheceram institucionalmente, quando o ministro ocupava o cargo de ministro da Justiça.
Também afirmou que ele não guarda registro de tratativa alguma sobre o mérito do processo mencionado e que, como é de conhecimento público, “magistrados são procurados por advogados, partes e terceiros pelas mais diversas vias”. “Tais manifestações não alteram o curso do exame dos processos, que se dá exclusivamente a partir do que consta dos autos. O voto proferido no caso está publicamente disponível, é fundamentado e reflete entendimento que o ministro aplicou de forma uniforme em casos análogos”, afirmou.
Já Cláudio Castro, também em nota, disse que a sua relação com Mendonça “sempre se restringiu ao âmbito institucional, em contatos voltados a assuntos de interesse público do estado”.
O mandado de prisão objeto da conversa entre Castro e Mendonça havia sido expedido pelo ex-juiz Sergio Moro em 2016, quando Cabral foi preso, e mantido pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
O caso tratava da investigação sobre suposto pagamento de propina por executivos da Andrade Gutierrez ao ex-governador. Cabral havia sido condenado a 14 anos e 2 meses de prisão no caso.
De acordo com a movimentação do processo no site do STF, no dia 24 de outubro, Mendonça havia pedido vista dos autos (quando um ministro pede mais tempo para análise). A medida aconteceu após o voto de Edson Fachin, relator do caso, que negou o recurso de Cabral. No dia 28 de novembro de 2022, portanto 17 dias após a interação de Mendonça com Castro, o ministro devolveu o processo para julgamento. Em 9 de dezembro, ele votou pela soltura de Cabral.
Na ocasião, Mendonça afirmou haver excesso de prazo na detenção do ex-governador, configurando um ilegal “cumprimento antecipado de pena”. “O que há, a essa altura, é a presunção de que o agravante seguirá a cometer crimes, o que não é admitido pela jurisprudência desta corte”, escreveu ele, em seu voto.
Em 16 de dezembro, com um placar de 3 votos a 2, o STF decidiu revogar a prisão de Cabral, que estava preso preventivamente havia seis anos. Cabral foi para prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
Mendonça não é investigado. Os diálogos interceptados pela PF e vistos pela Folha foram obtidos pela Operação Sem Refino, da qual Castro foi alvo no último dia 14, em pedido autorizado pelo ministro relator do caso, Alexandre de Moraes. Moraes retirou o sigilo da operação, mas essas mensagens seguem sob reserva.
A ação aponta suspeitas sobre a atuação da Secretaria de Meio Ambiente do Rio para que fossem concedidas licenças à atividade da refinaria Refit. As mensagens não deixam claro o interesse de Castro na soltura de Cabral. Os dois não tinham uma conexão política direta.
Prazo de operação criticado
A Polícia Federal criticou, no relatório interno usado por Moraes para contra-atacar o seu colega de tribunal, a diferença do tempo da autorização entre as operações que estão no gabinete de Mendonça relacionadas ao senador governista Jaques Wagner (PT-BA) e Cláudio Castro.
De acordo com a PF, enquanto a análise por pedidos de busca contra Wagner levou nove dias, contra o ex-governador Cláudio Castro, o prazo foi de 74 dias. Castro foi alvo de operação sobre aplicações de mais de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do estado, no Banco Master.
Policiais relataram que Castro e assessores, na véspera da operação, foram vistos saindo com caixas de um dos endereços vinculados ao ex-governador, tendo como suposto destino uma outra residência, em Petrópolis.
Por isso, em 30 de maio, a PF encaminhou uma nova representação a Mendonça pedindo buscas nesse novo endereço, o que foi negado pelo ministro no dia 15 de julho. Apenas em 14 de agosto, foram autorizadas por Mendonça as buscas no local.
Mendonça nega amizade
O gabinete de Mendonça afirmou que a atuação do ministro nos casos envolvendo Castro é pública e verificável e que, em 26 de maio, autorizou, a pedido da Polícia Federal os mandados de busca e apreensão cumpridos na residência do ex-governador na oitava fase da Operação Compliance Zero, que trata do Master.
“No Tribunal Superior Eleitoral, reconheceu a ocorrência de abuso de poder com impacto na normalidade e na legitimidade das eleições de 2022 no estado do Rio de Janeiro e consignou que a cassação seria cabível, restando prejudicada a pena diante da renúncia ao mandato”, afirmou. Por fim, disse que “as decisões do ministro se baseiam exclusivamente nos elementos de prova constantes dos autos e no direito aplicável”.
Cláudio Castro afirmou que discutia a possibilidade de soltura de Cabral “por sua relevância para o estado, assim como fazia com outras situações sensíveis de interesse público”. “[Castro] Afirma, de forma categórica, que jamais fez qualquer pedido relacionado a processos judiciais ao ministro André Mendonça ou a qualquer outro integrante do STF”, declarou.
Além disso, afirmou que expressões como “amigo”, “parceiro” e “irmão” “são formas de tratamento usuais no meio político e não indicam, por si só, vínculo de amizade, intimidade ou convivência pessoal”. “O emprego desse tipo de expressão não altera a natureza estritamente institucional da relação com o ministro”, completou.
Por Juliana Dal Piva e André Uzêda Do ICL Notícias
O Banco Master e o Fundo de Investimento Reag pagaram R$ 7,3 milhões para o advogado que administrava o escritório de Gustavo Rocha (Republicanos-DF), candidato a vice na chapa de Celina Leão (PP-DF) e que durante seis anos foi secretário da Casa Civil do governador Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal. Celina assumiu o governo do Distrito Federal após Ibaneis renunciar ao cargo em março deste ano. Rocha diz que o escritório estava inativo e colocou “amigo” para gerir para “não perder CNPJ”.
Entre junho de 2024 e dezembro de 2025, o escritório individual do advogado Engels Augusto Muniz emitiu nota fiscal de quatro repasses milionários de três fontes pagadoras investigadas pela Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025. O núcleo investigativo do ICL Notícias teve acesso às notas fiscais eletrônicas do escritório de Engels e checou a veracidade delas no site do governo federal.
Em 12 de junho de 2024, Engels Muniz emitiu uma nota fiscal no valor de R$6,3 milhões, que foi paga pelo Fundo Legal Reag Claims – renomeado posteriormente de Fundo Pedra Azul. O grupo pertence à Reag Investimentos, liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano por fraude ao sistema financeiro em operações vinculadas ao Banco Master. Em delação premiada fechada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-dono da Reag Investimentos João Carlos Mansur afirmou que fundos administrados pela gestora foram usados para ocultar o pagamento de propinas de Daniel Vorcaro a autoridades públicas, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo.
Em maio de 2025, o escritório de Engels emitiu uma nova nota para receber R$1 milhão do Banco Master, sob a justificativa de ter prestado “consultoria jurídica” ao banco de Daniel Vorcaro.
Serviço prestado diretamente a Vorcaro
Em dezembro daquele mesmo ano, quando o Banco Central já havia decretado a liquidação extrajudicial do Master, Engels Muniz emitiu outras duas notas fiscais, mas desta vez tendo como tomador de serviço o próprio banqueiro Daniel Vorcaro. As duas notas somam R$ 4 milhões. A primeira nota foi em 12 de dezembro, no valor de R$2 milhões. A justificativa foi por prestação de “serviços jurídicos”.
Em 29 daquele mesmo mês, a três dias do fim do ano, a operação se repetiu: outra nota no valor de R$2 milhões remetida a Daniel Vorcaro, sob a mesma justificativa de prestação de “serviços jurídicos”. Como os bens do banqueiro já estavam indisponíveis àquela altura, não é possível comprovar se, nestes casos, houve o efetivo repasse no valor das notas emitidas.
No momento em que cada uma das notas foi enviada pelo escritório, Engels ocupava funções públicas de destaque. Nas duas primeiras (para o Fundo Reag e o Banco Master), o advogado era conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Nas duas últimas, que teve como tomador de serviço o próprio Vorcaro, Engels já era conselheiro do Conselho de Administração do Cartão BRB – o banco público de Brasília que, a partir de junho de 2024, passou a comprar as carteiras de crédito do Banco Master.
Quando o contrato entre o escritório de Engels e Vorcaro foi firmado para “serviços jurídicos”, o BRB já vinha operando nestas compras. No total, o banco público de Brasília adquiriu R$21,9 bilhões em carteiras de crédito do Master. Procurado, Engels Muniz justificou o acordo com o Fundo Reag como “cessão de créditos de honorários advocatícios”, além de indicar que os processos correm sem segredo de justiça e podem ser consultados.
O advogado também informou que, desde dezembro, atua como “advogado de Daniel Vorcaro em processos no STF, na Justiça do DF e perante o liquidante do Banco Master”. E que “as notas fiscais correspondem à remuneração por serviços jurídicos regularmente prestados por meu escritório”.
Engels Muniz informou ainda que seu mandato já havia terminado no Conselho Nacional do Ministério Público quando passou a advogar para Vorcaro. No entanto, não mencionou que era Conselheiro de Administração do Cartão BRB quando atuou para o dono do Master.
Relação entre Engels e vice de Celina Leão
Gustavo Rocha, vice de Celina Leão e ex-braço direito de Ibaneis Rocha, mantém uma estreita conexão com o advogado Engels Muniz. Em abril de 2024, os dois receberam conjuntamente o título de Cidadão Honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Na mesma noite, o ex-presidente Michel Temer (MDB) também foi laureado com a mesma honraria.
E foi justamente durante o governo Temer que Rocha e Engels trabalharam juntos em mais de uma oportunidade. Assim que o vice de Dilma assumiu a Presidência da República, em 2016, Gustavo Rocha se tornou subchefe para assuntos jurídicos, cargo subordinado à Casa Civil, então ocupado por Eliseu Padilha. E Engels Muniz foi nomeado chefe de gabinete de Rocha.
Em 2018, no último ano de Temer, Rocha foi alçado ao posto de Ministro dos Direitos Humanos, tendo Engels como secretário-executivo da pasta – chegando até a assumir interinamente o ministério em algumas oportunidades.
As ligações entre eles não param por aí. Até junho deste ano, Engels figurava como administrador do escritório de advocacia Vale Rocha e Passamani Advogados, que tem como sócios o candidato a vice de Celina, Gustavo Rocha, e sua esposa, a advogada e arquiteta Marcela Meira Passamani. Marcela Passamani também atuou por seis anos no governo de Ibaneis Rocha, ocupando até março de 2026 a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal. Atualmente, ela é candidata a deputada distrital pelo MDB.
Em consulta ao site da Receita Federal, é possível constatar que, antes da saída de Engels Muniz como administrador, o escritório dele mantinha o mesmo endereço físico do Vale Rocha e Passamani Associados: um prédio no Lago Sul, área nobre de Brasília.
Um mês antes de ser anunciado como vice-governador na chapa de Celina Leão, Gustavo Rocha e sua esposa modificaram a organização societária do escritório, retiraram Engels Muniz do quadro e pediram alteração do endereço comercial.
Procurado pela reportagem, Gustavo Rocha disse que é amigo de Engels Muniz e que ele administrava seu escritório no período em que ele exercia funções públicas. Rocha diz que desde o ano passado já estava certo que seria candidato a vice na chapa de Celina Leão.
“Quando eu assumi a função pública, eu fiquei incompatível com a advocacia. Meu escritório estava inativo e eu precisava botar alguém para administrar mesmo ele estando inativo. Se não eu perdia o CNPJ do escritório que existe desde 2004. A legislação da OAB permite que você coloque qualquer pessoa. Isso não significa que ele [Engels] seja meu sócio. O Engels tem o escritório dele. O Engels é meu amigo. O Engels tem o escritório dele, os clientes dele e as causas dele. Eu tenho meu e os meus clientes”, afirmou Rocha. O candidato a vice de Celina negou que tenha prestado serviços para o Banco Master ou Daniel Vorcaro.
Centenas de pessoas se reuniram na orla de Boa Viagem, no Parque Dona Lindu, para celebrar a 25ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco, neste domingo (13). Em ano eleitoral, o evento trouxe como lema a conscientização a respeito da importância do voto. Com o tema “De pé, com o orgulho – Nossos corpos existem, nosso voto decide”, a edição de 2026 terá como um dos principais focos a participação política da população LGBTQIA+, no âmbito das Eleições 2026.
A proposta é relacionar a defesa de direitos e a representatividade à importância do voto e da participação nas decisões que afetam a sociedade. “Estamos vivendo um momento de muito retrocesso e conservadorismo. Por isso, estamos trazendo a importância da conscientização política para a população LGBTQIA+”, ressaltou Lucas Lira, um dos organizadores da Parada.
A festa começou às 8h, e segue com uma programação gratuita de apresentações culturais, performances de drag queens e shows ao longo do dia. Entre as atrações musicais estão Eliza Mell e Banda Sentimentos, além de outros artistas. As apresentações acontecem intercaladas com atividades de conscientização e manifestações culturais.
Trânsito
A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) montou um esquema especial para a circulação de veículos na Avenida Boa Viagem, com apoio de agentes e orientadores de trânsito durante toda a Parada da Diversidade, atuando no monitoramento e organização do tráfego.
O trecho compreendido entre o cruzamento da avenida com as Ruas João Cardoso Aires e a Engenheiro Zael Diógenes será interditado das 7h às 18h. Os bloqueios serão desfeitos conforme a dispersão do público no desfile.
Os condutores que saem de Piedade ou Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, ou de praias do Litoral Sul do estado devem entrar à esquerda na Rua João Cardoso Aires, a partir do local, há duas opções de trajeto.
Uma delas é seguir pela Avenida Marechal Juarez Távora, Rua Rio Azul, Avenida Desembargador José Neves e Avenida Dom João VI, com acesso à Via Mangue. A outra é entrar à direita na Rua Pedro Paes Mendonça e continuar pela Rua Félix de Brito e Melo até a Avenida Conselheiro Aguiar.
O cantor Rey Vaqueiro sofreu ferimentos leves após o avião em que estava sair da pista e pegar fogo neste domingo (13), em Parelhas, no Rio Grande do Norte. Segundo a esposa do artista, Thaynan Farias, ele machucou as costas e o pé, mas está bem.
“Teve um machucado nas costas e machucou o pé. Mas ele está bem, está todo mundo bem. Graças a Deus, ninguém se feriu. Deus colocou a mão, Nossa Senhora Aparecida colocou a mão e está todo mundo bem, graças a Deus”, relatou.
Além de Rey Vaqueiro, outras sete pessoas estavam na aeronave e foram retiradas em segurança, segundo o Corpo de Bombeiros. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) vai apurar as causas da ocorrência.
O cantor havia se apresentado em Moreno, no Grande Recife, e faria um show em Parelhas durante a madrugada. Após o acidente, foram canceladas as apresentações que ele faria neste domingo em Custódia, no Sertão de Pernambuco, e em Canhotinho, no Agreste.
João Campos (PSB) participou, neste domingo (13), da tradicional Missa do Vaqueiro, em Canhotinho, no Agreste. O candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular circulou entre o público, conversou com moradores e parou diversas vezes para fotos, cumprimentos, abraços e manifestações de apoio.
“É bonito demais ver Canhotinho assim, com tanta gente reunida, famílias inteiras, crianças, jovens, idosos e vaqueiros celebrando a fé e uma tradição que faz parte da nossa história. A gente sente o carinho das pessoas em cada abraço, em cada encontro. Tenho um respeito enorme pelo vaqueiro e por tudo que essa celebração representa para Pernambuco. Estar aqui hoje é uma alegria muito grande”, afirmou João.
A Missa do Vaqueiro reúne diferentes gerações em torno da fé e de uma tradição profundamente ligada à cultura nordestina. Cavalos, gibões e chapéus de couro compõem o cenário da celebração, que todos os anos leva famílias e visitantes a Canhotinho.
João esteve acompanhado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, Álvaro Porto; pelo candidato a deputado federal Gabriel Porto; pela prefeita de Canhotinho, Sandra Paes; pelos prefeitos Vinícius Marques, de São José do Belmonte, e Erivaldo Chagas, de Lajedo; pelos ex-prefeitos Felipe Porto, de Canhotinho, atual secretário de Turismo do Recife; Neném, de Capoeiras, Alvinho, de Quipapá; e Ricardo, de Saloá; além de outras lideranças da Região.
Áudio vazado da reunião de Raquel Lyra (PSD) com prefeitos, ontem, revela o vice-presidente estadual do PSD, André Teixeira, primo da governadora, admitindo uma larga vantagem de João Campos (PSB) no Recife, cidade da qual ele foi prefeito. O dirigente partidário chegou a dizer que Raquel precisa atingir 70% das intenções de voto em municípios do interior para não precisar “nem pisar” na capital, em referência à dificuldade de inserção dela no reduto de seu principal adversário.
“No mínimo, o que a gente pode chegar em cada município é a 70% dos votos. Com 70% dos votos, ‘mainha’ não precisa nem pisar no Recife”, disse Teixeira, usando o apelido que o marketing da campanha de Raquel vem tentando atribuir a ela. Percebendo o ato falho, a governadora o repreendeu após essa fala. “Não fala isso, não. Não, não é isso, não”, emendou.
Teixeira ainda admitiu que João Campos tem uma margem de mais de dez pontos à frente de Raquel na capital pernambucana e, embora diminuindo a importância da cidade frente ao interior, concordou com a tese lançada na ocasião de que a governadora terá que dedicar os próximos dias de campanha a tentar reduzir essa diferença, evitando se afastar da Região Metropolitana. “Ela vai ter que estar aqui nos próximos 23 dias para diminuir a diferença no Recife”, sentenciou.
Ainda no áudio, Teixeira aparece esnobando a influência que o presidente Lula (PT) pode ter nas eleições em Pernambuco. Ele fez referência aos 42% de intenção de voto que João Campos atingiu na pesquisa Quaest divulgada na sexta (11). No levantamento, o candidato do PSB apareceu em empate técnico com Raquel, o que alertou a campanha dela. “Ele cresceu o máximo que ele conseguia, esses 42, que é o patamar máximo que ele consegue pegar de Lula”, amenizou.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que investigações em curso reúnem indícios de que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) pode ter exercido papel de liderança e centralidade em um esquema criminoso de desvio de recursos.
Dino fez a afirmação na decisão deste domingo (13) que retirou o sigilo de documentos remetidos pela Justiça do Estado de São Paulo e unificou sob sua relatoria inquéritos que apuram um possível esquema de desvios e ocultação de verbas públicas. As informações são do g1.
“Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mario Frias, que no terreno hipotético da investigação ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa”, escreveu Dino no despacho deste domingo.
A apuração cujo sigilo foi retirado por Dino engloba recursos federais originários de emendas parlamentares e verbas municipais oriundas de termos celebrados com a Prefeitura de São Paulo. Entre os pontos sob suspeita da Polícia Federal, está a possibilidade da destinação de recursos para o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na última quinta-feira (10), o deputado classificou a operação policial como uma “cortina de fumaça”. Em publicação em suas redes sociais, Frias negou quaisquer irregularidades, declarou-se à disposição para colaborar com a entrega de documentos e afirmou confiar no arquivamento do processo.
De acordo com a decisão de Flávio Dino, que transcreve representações da Polícia Federal, a manutenção de investigações paralelas na esfera estadual e na federal trazia prejuízos à elucidação dos fatos. A PF afirma que as investigações não apuram esquemas isolados, mas, sim, um contexto único articulado para captar, circular e ocultar verbas públicas.
Conforme apontado pelos investigadores e reproduzido na decisão, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para executar projetos custeados com recursos públicos, recebeu repasses diretos do próprio deputado Mário Frias.
Paralelamente, a empresa devolvia recursos ao ICB e transferia quantias à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade do terceiro setor gerida pela mesma administradora do ICB, a empresária Karina Ferreira da Gama. Karina também atuou como produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O candidato a governador João Campos (PSB) ganhou duas causas contra a governadora Raquel Lyra (PSD), ontem (12). O desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo determinou que a coligação pare de divulgar a denúncia do “fura-fila”, acatando o pedido da Frente Popular de Pernambuco. A coligação de Raquel ainda terá que ceder tempo para direito de resposta. O magistrado também autorizou que a coligação de aposição mantenha a denúncia sobre o salário além do teto recebido por Raquel. As informações são do site Dantas Barreto.
O desembargador colocou na sua decisão que, apesar de a nomeação de um procurador em vaga de pessoa com deficiência na Procuradoria do Recife, “até o momento, não encontra correspondente suporte nos elementos probatórios”, “a peça ultrapassa a exposição dos fatos documentalmente demonstrados ao organizá-los em sequência apta a sugerir relação de favorecimento”.
“Determino às representadas coligação Pernambuco de Coração e Raquel Teixeira Lyra Lucena que se abstenham de entregar, autorizar, promover ou determinar nova veiculação da íntegra ou parte da propaganda eleitoral identificada pela mídia e pela transcrição juntadas à petição inicial”, decidiu Luiz Gustavo Mendonça.
FURA-TETO
Também ontem, a Frente Popular foi autorizada a continuar divulgando na propaganda eleitoral a denúncia de que Raquel Lyra recebe vencimentos mensais de R$ 50 mil, por ter optado o valor referente à função de procuradora estadual. A oposição argumenta que ela deveria receber R$ 22 mil como governadora. A coligação Pernambuco de Coração entrou com ação na Justiça Eleitoral solicitando a retirada da peça da propaganda, mas perdeu a causa.
O ministro do STF André Mendonça disse que abrir a íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode “tumultuar o julgamento” e comprometer investigações.
O despacho de hoje (13) responde a cobranças internas por acesso total ao espelhamento do iPhone apreendido pela Polícia Federal. Nos últimos dias, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin acionaram a presidência do STF para pedir a liberação integral do material ligado às apurações sobre o Banco Master.
Moraes criticou a ideia de o relator definir o que o colegiado pode ver. “Não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento”, escreveu o ministro, em manifestação à presidência da Corte.
Mendonça disse que os ministros terão, para o julgamento de terça, o mesmo conjunto de documentos que ele usará. “Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os Ministros deste Tribunal”, argumentou. Para tal fim, este Ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão”, afirmou.
O ministro sustentou que anexar dados que ainda não estão nos autos abriria espaço para desviar o foco do processo. “A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural”, disse Mendonça.
Citando o presidente do STF, Edson Fachin, Mendonça afirmou que a gravidade do caso não justifica atalhos nem manobras. “Como bem enfatizou o eminente Presidente, ‘A gravidade dos fatos não autoriza atalhos’, mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça”, completou.
Pedido de explicações à PF
No mesmo despacho, Mendonça pediu a Fachin que quatro delegados da PF prestem informações em 24 horas sobre o envio de relatórios e mídias ao seu gabinete em março de 2026. O ministro disse haver “divergência de informações” sobre como o material foi encaminhado e citou um ofício que chegou sem indicar decisão que determinasse a remessa.
Mais cedo, a Polícia Federal informou que havia encaminhado o material a pedido do gabinete do ministro, o que ele nega. Mendonça também solicitou que os delegados detalhem as circunstâncias da entrega e relatem se sofreram constrangimentos durante as apurações. A solicitação ocorre em meio à troca de ofícios no STF às vésperas do julgamento.
Em resposta a Fachin na manhã de hoje, a PF informou que pode enviar o material original extraído do celular de Vorcaro a todos os ministros da corte. O presidente do STF havia dado prazo de 24 horas para que a corporação informasse sobre o estado do material.
Corporação afirmou que o celular e a extração originais seguem guardados com segurança, e esclareceu que material enviado a Mendonça, em março, era uma cópia. O ministro também já havia declarado que mantém os arquivos lacrados e criptografados no gabinete como contraprova, sem manuseá-los.
A vereadora de Arcoverde Célia Galindo reagiu à reprodução de uma fala sua veiculada pelo ex-vice-prefeito Werner Brito em relação ao Hospital Regional do município. Em nota, ela afirmou que continuará fiscalizando a unidade e reconheceu avanços promovidos pela governadora Raquel Lyra (PSD) na saúde de Pernambuco.
Diante da citação feita pelo ex-vice-prefeito Werner Brito sobre críticas que fiz a situações relacionadas ao Hospital Regional de Arcoverde, reafirmo meu compromisso: como vereadora, estarei sempre atenta aos problemas da população e não me omitirei diante do que precisa ser melhorado.
Fiscalizar e cobrar não significa negar os avanços. Pelo contrário. É preciso reconhecer o trabalho da governadora Raquel Lyra na saúde de Pernambuco.
O hospital recebeu melhorias estruturais, novos equipamentos, ampliação e qualificação dos serviços, além de profissionais que vêm contribuindo para uma assistência muito superior à realidade anterior.
Mas ainda há muito a fazer. Por isso, continuaremos acompanhando, cobrando e defendendo os interesses da população. Tenho convicção de que, em um segundo governo, Raquel Lyra ampliará esse trabalho, modernizando ainda mais o Hospital Regional, fortalecendo seus serviços e garantindo uma saúde pública mais digna para Arcoverde.
O que lamento é ver manifestações que parecem estar mais ligadas ao calendário eleitoral do que a uma preocupação verdadeira com a população. É curioso que o ex-vice-prefeito valorize agora as falas de parlamentares que estão todos os dias nas ruas, nos bairros, nas comunidades e nos serviços de saúde, ouvindo as pessoas e cobrando soluções.
Em ano eleitoral, até fiscalização pode virar palanque. Mas Arcoverde sabe diferenciar quem aparece apenas nesse período de quem trabalha durante todo o ano.
Da minha parte, continuarei fiscalizando, cobrando, reconhecendo avanços e defendendo, acima de qualquer projeto político, o direito da população a um Hospital Regional cada vez melhor e a uma saúde pública de qualidade.
Porque mandato não é instrumento de conveniência eleitoral.
Mandato é compromisso. E compromisso não tem calendário.
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a pedir que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, “filtre” o conteúdo do celular do banqueiro antes de tornar qualquer dado público. Nos últimos dias, ministros da Corte pediram o encaminhamento de conteúdo integral do aparelho para a instrução do julgamento da próxima terça-feira, ocasião em que pode ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes.
A defesa requer que não sejam publicizados conteúdos “protegidos pela intimidade, pela vida privada ou por sigilo legal”. São citadas, em específico, mensagens e imagens que envolvem os filhos de Vorcaro e diálogos trocados com seus advogados.
“Entre os materiais obtidos a partir dos aparelhos telefônicos apreendidos existem conteúdos que não guardam qualquer relação com os fatos investigados e dizem respeito exclusivamente à sua esfera privada”, sustentam os advogados de Vorcaro.
O pedido foi apresentado no procedimento que reúne relatório da Polícia Federal que cita o ministro Alexandre de Moraes. Antes, solicitação semelhante havia sido feita diretamente ao relator da Operação Compliance Zero.
A defesa de Vorcaro pede que Fachin faça uma “ressalva expressa” de que a solicitação de publicidade feita pelo presidente do STF “não compreende” as mensagens. Para os advogados, essa medida “preserva finalidade legítima do levantamento do sigilo, sem exposição indevida de informações estranhas à investigação”.
A solicitação foi feita na noite de ontem (12), após Fachin determinar que a Polícia Federal se informe, em 24 horas, quem mantém a custódia e qual é o estado do material extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
A ala aliada a Moraes requereu acesso aos dados do aparelho antes do julgamento de terça-feira (15), que vai analisar as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a Moraes na véspera de sua prisão, no final do ano passado.
A Polícia Federal afirmou que tem “plenas condições técnicas” para encaminhar cópias do conteúdo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal que as solicitaram antes do julgamento sobre o ministro Alexandre de Moraes, previsto para terça-feira.
A informação consta de manifestação enviada neste domingo ao presidente da Corte, Edson Fachin. Neste sábado, o presidente do STF havia dado 24 horas para que a corporação informasse quem mantém a custódia e qual é o estado do material extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em nota, a corporação informou que o celular de Vorcaro “permanece integralmente nas dependências da instituição, dentro de cadeia de custódia formalmente documentada, com os respectivos lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital”.
Ainda de acordo com a corporação, uma cópia dos dados extraídos do aparelho foi enviada ao gabinete do ministro André Mendonça em março, a pedido do próprio gabinete.
Nessa linha, a PF registrou que “dispõe de plenas condições técnicas para produzir e encaminhar cópia idêntica da extração aos demais gabinetes que a solicitaram, observadas as determinações da Corte e as cautelas de sigilo aplicáveis”.
A ala aliada a Moraes requereu acesso aos dados do aparelho antes do julgamento de terça-feira, que vai analisar as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a Moraes na véspera de sua prisão, no final do ano passado.
O primeiro ministro a requerer acesso aos dados foi Cristiano Zanin. A Fachin, o ministro sustentou que, em sua avaliação, os dados do celular de Vorcaro tem de ser públicos porque já estão abrangidos pela derrubada do sigilo das informações e procedimentos que estão relacionados, de alguma forma, à petição que será analisada na próxima terça-feira, no plenário do STF. Este procedimento foi aberto por Mendonça justamente a partir das mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro.
Segundo Zanin, a obtenção da íntegra do celular de Vorcaro visa permitir a “apreciação completa e necessária” do parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República sobre o relatório que identificou Moraes como interlocutor de Vorcaro. O chefe do Ministério Público Federal, Paulo Gonet, defendeu a anulação do documento, sob o argumento de que Mendonça não poderia ter determinado, sozinho, a elaboração do mesmo.