Na próxima quinta-feira, das 12h30 às 15h, o presidente da Ademi-PE, Rafael Simões, se reúne com Oscar Barreto, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife. O objetivo é discutir a proposta para a Lei de Arborização do Recife, um tema de relevância para o setor da construção civil e para a sustentabilidade urbana.
Este encontro faz parte da 3ª Conferência Municipal de Meio Ambiente, que abordará questões como uso do solo, mobilidade urbana, gestão de resíduos sólidos, recursos hídricos e drenagem urbana. A interação entre o setor da construção civil e o governo municipal é fundamental para promover práticas sustentáveis e garantir que o desenvolvimento urbano da cidade esteja alinhado com as necessidades ambientais.
A discussão sobre a Lei de Arborização é um passo significativo para assegurar um Recife mais verde e bem planejado, refletindo o compromisso das partes envolvidas com a sustentabilidade e a qualidade de vida dos cidadãos.
“Essa colaboração entre a Ademi-PE e a Secretaria de Meio Ambiente é essencial para construir um futuro urbano mais equilibrado e resiliente, destacando a importância de políticas públicas que favoreçam a arborização e o desenvolvimento sustentável na capital pernambucana”, revela Rafael Simões, presidente da Ademi-PE.
Até que ponto o Estado pode vigiar um cidadão? Onde termina o dever de investigar e começa a violação da privacidade? Um recente episódio envolvendo a Polícia Civil de Pernambuco e um secretário da Prefeitura do Recife não apenas reacende esse debate, mas serve como um alarmante estudo de caso sobre o desrespeito às garantias fundamentais e o potencial uso político do aparato policial.
Segundo noticiado, uma investigação sigilosa, que durou três meses e mobilizou uma estrutura considerável de delegados e agentes, foi iniciada com base em uma simples denúncia anônima. Durante esse período, teria sido utilizado um rastreador veicular para monitorar os passos do secretário. O mais alarmante, contudo, foi a tentativa de usar o Clearview AI, uma controversa tecnologia de reconhecimento facial, para identificar e obter dados de todas as pessoas que se aproximassem do alvo. Tudo isso sem a devida autorização judicial.
Para o cidadão comum, a questão pode parecer complexa, mas a ilegalidade de tal procedimento é cristalina e repousa sobre pilares básicos do nosso Estado de Direito.
Primeiro, a denúncia anônima não é um cheque em branco. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem uma posição pacífica de que uma delação apócrifa, por si só, não pode dar início a medidas invasivas. Ela pode, no máximo, justificar uma apuração preliminar e discreta para verificar se os fatos narrados têm alguma verossimilhança. Iniciar uma operação de grande porte, com vigilância contínua por meses, com base apenas nisso, é um abuso flagrante. A denúncia anônima pode ser uma ferramenta para a vingança pessoal ou, como o contexto sugere, para a perseguição política.
Segundo, e mais grave, é a vigilância em massa sem autorização de um juiz. O uso de tecnologias como o Clearview AI representa um salto qualitativo na capacidade de vigilância do Estado. Esse software não apenas identifica uma pessoa; ele vasculha bilhões de imagens da internet para mapear sua vida, seus contatos e seus hábitos. Ao mirar não apenas o investigado, mas todos que com ele se relacionam, a polícia promove uma devassa indiscriminada na vida de cidadãos que não são alvo de qualquer suspeita.
A Constituição Federal, em seu artigo 5º, protege de forma rigorosa o direito à intimidade, à vida privada, à imagem e, mais recentemente, à proteção dos dados pessoais. O uso de reconhecimento facial para criar um mapa de relações sociais é uma das mais profundas invasões de privacidade imagináveis e, por isso, submete-se à cláusula de reserva de jurisdição. Apenas um juiz, de forma imparcial e fundamentada, pode autorizar uma medida tão extrema, garantindo que ela não seja usada de forma arbitrária. Quando a polícia decide por conta própria quem e como vigiar, ela usurpa uma função que não é sua e coloca em risco a liberdade de todos.
As provas obtidas por esses meios são consideradas ilícitas. No direito, vigora a “Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada”: se a origem da prova é ilegal (a árvore), tudo o que dela derivar (os frutos) também estará contaminado e não poderá ser usado em um eventual processo. A consequência jurídica para uma investigação conduzida dessa forma é, invariavelmente, a sua completa anulação.
O cenário se torna ainda mais preocupante quando adicionamos a variável política. A investigação mirou um auxiliar direto do prefeito do Recife, João Campos, em um governo estadual comandado por sua adversária política, Raquel Lyra. Quando o aparato policial é utilizado em um tabuleiro de xadrez político, a democracia adoece. A força do Estado, que deveria servir para proteger a sociedade, passa a ser uma arma para intimidar e desgastar oponentes.
A eficiência na luta contra o crime não pode servir de desculpa para o arbítrio. Os fins não justificam os meios, especialmente quando os meios atropelam a Constituição. O caso de Pernambuco deve servir de lição: a vigilância sem controle judicial não é investigação, é arbítrio. E em uma democracia, não há espaço para isso.
*Advogado com especializações em Direito Penal e Processo (ESMAPE); Governança Corporativa, Conformidade e Análise de Risco (UFPE); Compliance (COIMBRA); Gestão Pública e Processo Legislativo (UPE).
A governadora Raquel Lyra (PSD) consolidou uma imagem de “perseguidora” durante sua gestão à frente de Pernambuco e não é possível dizer que se trata de uma injustiça, por mais que haja quem a defenda aqui ou acolá e aponte: “o jogo na política é bruto, tem que perseguir mesmo”. Independentemente de aprovar ou não o estilo de Raquel, vamos aos fatos.
No primeiro dia de seu mandato, a governadora tratou de dar uma canetada demitindo todos os cargos comissionados do Estado, no intuito de eliminar qualquer pessoa ligada ao PSB, o então partido do seu antecessor, Paulo Câmara, e do seu atual adversário, o prefeito do Recife, João Campos. João ainda não tinha sido reeleito prefeito, mas Raquel já queria mostrar desde janeiro de 2023 como trataria qualquer um ligado a ele.
Em seguida, mandou voltar ao Estado os funcionários cedidos às prefeituras, sabendo que na administração de João havia vários trabalhadores, no primeiro escalão, inclusive. Raquel acusa a oposição de antecipar o debate eleitoral deste ano, mas já em 2023 marcou posição contra o adversário com o episódio dos servidores.
Em setembro de 2025, demitiu uma equipe de dez servidores da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) sob acusação de serem infiltrados do prefeito João Campos. Na época, fontes deste blog informaram, sob a condição de anonimato, que não havia provas de que os trabalhadores passavam informações internas ao prefeito, nem de que eles prejudicavam, de alguma forma, a administração do Estado.
Mal começou o ano eleitoral, explodiu a bomba de que a Polícia Civil, subordinada ao comando de Raquel, passou três meses monitorando o secretário de Articulação Política e Social de João Campos, Gustavo Monteiro, e seu irmão, também funcionário de João. O episódio reforça a imagem de que a governadora persegue adversários. Diante do histórico, tem como dizer o contrário?
Em entrevista à colunista de Política da Folha de Pernambuco, Betânia Santana, ontem (27), após um evento no Cais do Sertão, Raquel justificou a ação da Polícia Civil. Disse que “ninguém está acima da lei”, uma declaração no mínimo curiosa. Se ninguém está acima da lei, é preciso seguir as regras. Principalmente a gestora do Estado.
Se havia uma denúncia de corrupção contra Gustavo Monteiro e o irmão dele, por qual razão a governadora não formalizou a investigação? Por que não abriu um inquérito policial, procurou o Ministério Público, deu direito de defesa? Afinal, era uma denúncia ou já havia alguma prova? Mesmo que houvesse, daria o direito à Raquel de mandar monitorar o servidor sem que ele pudesse ao menos apresentar sua defesa?
Quer dizer que basta alegar que chegou um envelope na Secretaria de Defesa Social (SDS) apontando alguém como corrupto que a chefe do Poder Executivo se acha no direito de colocar a polícia atrás da pessoa? Sem informar à Justiça? Sem ampla defesa? Expondo parentes, como a mãe do “alvo”? É grave demais. É necessária uma resposta firme da sociedade e das autoridades contra essa conduta de Raquel Lyra, sob risco de todos e todas nós nos transformarmos nos próximos alvos.
Ninguém está acima da lei, só a família de Raquel – É contraditória a declaração da governadora Raquel Lyra de que “ninguém está acima da lei”. O pai dela, o ex-governador João Lyra Neto, comandou a empresa Logo Caruaruense durante todo o governo dela sem cumprir o que determinam as regras do setor. Se não fossem as denúncias do portal Metrópoles, os ônibus continuariam rodando, mesmo acima da idade permitida e sem pagar as taxas exigidas relacionadas à segurança da operação, pondo em risco trabalhadores e passageiros. A lei só serve para quem está abaixo da família Lyra.
MPPE entra no caso – De acordo com matéria do jornalista Raphael Guerra, do JC, a espionagem ao secretário Gustavo Monteiro foi tema de ofício do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) à SDS, ontem (27). O MPPE informou ao repórter, em nota oficial, que tomou conhecimento das notícias pelos meios de comunicação e, por isso, decidiu formalizar o pedido. O texto não informou qual Promotoria analisará as informações, nem possíveis medidas que possam vir a ser tomadas, a partir do que for constatado.
Delegado promovido – O delegado Wagner Domingues, que aparece no centro das investigações e no rastreamento do secretário Gustavo Monteiro, foi promovido pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, dias antes da abertura de grupo de WhatsApp intitulado “Nova missão”. O grupo, que era formado por delegados e agentes da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, foi usado para acompanhar o andamento da investigação. A Prefeitura do Recife trata a operação como “uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política”. As informações são do R7.
Sinpol reage 1 – O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco divulgou, ontem (27), nota em reação à reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, que apontou o uso da estrutura da Polícia Civil em ações classificadas como perseguição a adversários políticos do governo Raquel Lyra. “O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) vem a público repudiar de forma veemente a tentativa de instrumentalização política e eleitoral da Polícia Civil, prática escancarada na reportagem exibida neste domingo (25/01) pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record”, inicia a nota.
Sinpol reage 2 – “A matéria revelou a utilização da estrutura da instituição para fins de perseguição e controle de adversários políticos, distorcendo a finalidade constitucional da atividade policial e comprometendo a credibilidade das investigações no Estado. Além de evidenciar o desvio de finalidade, o episódio confirma um padrão: o assédio e a perseguição contra policiais civis para forçá-los a executar tarefas de interesse político do atual governo. Trata-se de um assédio institucional que combina ameaças de Corregedoria, remoções, transferências e processos disciplinares, mecanismos que, somados ao achatamento salarial, constituem hoje um dos principais fatores de adoecimento da categoria”, ressalta o Sinpol.
CURTAS
Tentativa de silenciamento – O próprio presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, diz ter sido alvo reiterado de perseguições por exercer atividade sindical. “Após denunciar a precariedade das delegacias, das condições de trabalho dos policiais e mostrar que os propagados investimentos do Juntos pela Segurança não chegaram na Polícia Civil, o Governo Raquel Lyra instaurou Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e acionou a Corregedoria numa tentativa de silenciar o sindicato.”
Protesto 1 – Agentes da Polícia Civil de Pernambuco realizam, na tarde de ontem (27), uma caminhada no Recife com pauta que inclui, segundo as entidades representativas, a valorização profissional, a modernização do órgão e do fortalecimento da segurança pública no Estado.
Protesto 2 – O ato teve concentração às 15h, com saída da sede do Sinpol e da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), seguindo em direção ao Palácio do Campo das Princesas. A mobilização foi organizada pelo Sinpol e pela Adeppe e reuniu representantes de diferentes carreiras.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), recebeu nesta terça-feira (27), na sede da Prefeitura, o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil). O encontro foi divulgado nas redes sociais do gestor recifense e repercutiu nos bastidores da política pernambucana.
Embora apresentado como uma agenda institucional, o encontro ganhou forte leitura política. Nos bastidores, a reunião entre João Campos e Miguel Coelho foi interpretada como um gesto que afasta as especulações de que o presidente estadual do União Brasil pudesse integrar a chapa da governadora Raquel Lyra (PSDB) como candidato ao Senado. As informações são do Blog da Folha.
Ao mesmo tempo, a aproximação reforça as conjecturas de que Miguel Coelho possa compor uma chapa competitiva em aliança com o grupo liderado por João Campos, ocupando possivelmente a segunda vaga na disputa como senador.
“Sempre bom receber o amigo e parceiro @miguelcoelhope aqui na @PrefeituraRecife. Momento de trocar experiências, falar sobre Pernambuco e colocar em dia os assuntos do interior do estado com quem vive e conhece tão bem a realidade do povo do Sertão”, escreveu João Campos na publicação.
Apesar das análises e especulações, até o momento nenhum dos dois líderes confirmou oficialmente qualquer definição sobre alianças ou formação de chapa para as eleições.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (27), durante sua agenda oficial ao Panamá, que pretende se reunir com o líder dos EUA, Donald Trump, no início de março, em uma tentativa de “voltar à normalidade” nas relações entre os dois países e fortalecer o multilateralismo no cenário internacional.
“O Brasil e os Estados Unidos são as duas principais democracias do Ocidente. Acho que é importante que dois chefes de Estado conversem olhando um no olho do outro para discutir boas relações”, afirmou.
O presidente disse esperar que o encontro com Trump aconteça no começo de março e destacou que o objetivo é fortalecer o diálogo institucional e econômico entre as duas nações. As informações são da CNN.
Lula acrescentou que manteve contato com outros líderes globais, como o presidente da França, Emmanuel Macron, em prol da democracia, cooperação entre países e a retomada do crescimento econômico global.
Crise na Venezuela O presidente também comentou a situação política da Venezuela, tema sensível na agenda internacional diante da presença militar norte-americana no país sul-americano, e adotou um tom cauteloso, defendendo a soberania do país.
Lula afirmou que pretende dialogar com a liderança venezuelana nos próximos dias, mas ressaltou que a solução para a crise não deve vir de fora.
“Quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, não serão os Estados Unidos”, disse.
Para Lula, cabe à comunidade internacional respeitar a autodeterminação do país e agir com paciência, ajudando para que os venezuelanos possam decidir o próprio destino.
A governadora Raquel Lyra (PSD) se pronunciou sobre as investigações da Polícia Civil de Pernambuco envolvendo o veículo que seria utilizado pelo secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro.
“A polícia recebeu uma denúncia grave de corrupção, fez seu papel de investigação dentro da legalidade, como sempre”, disse a gestora. As informações são do JC.
“Nós somos um governo que respeita as leis e sempre busca trabalhar para garantir transparência, isonomia. Agora, ninguém está acima da lei, também. A gente precisa, claro, sempre combater a corrupção. E foi isso o trabalho que a Polícia Civil fez”, completou.
A Polícia Civil chegou a ser acusada de “perseguição política” pela Prefeitura do Recife em nota divulgada à imprensa.
“Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis”, comunicou.
Pernambuco foi o segundo estado com mais assassinatos contra pessoas trans e travestis em 2025. Foram sete transsexuais vítimas de homicídio no Estado no ano passado, segundo dados do Dossiê de assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras.
O levantamento é realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA) desde 2018. A edição com dados relativos ao ano de 2025 foi divulgada nesta segunda (26). As informações são do Diario de Pernambuco.
Esse número é o mais baixo registrado no Estado desde 2022, quando 13 assassinatos contra pessoas trans foram registrados no Dossiê. Em 2023, foram 9 contabilizados, e em 2024, 8.
Apesar da queda recente, Pernambuco alcançou a marca de 83 mortes violentas contra transsexuais nos últimos seis anos, conforme aponta a pesquisa da ANTRA. O número coloca o Estado no sexto lugar do ranking de assassinatos a pessoas trans no período avaliado pela Associação. Confira:
O Estado acompanha uma alta de assassinatos registrados no Nordeste entre 2017 e 2025: 349 registros. Os outros nordestinos no ranking são Ceará, Bahia e Paraíba.
No Brasil
Segundo o levantamento, 80 pessoas trans foram assassinadas em todo o país em 2025, o menor número desde 2017. Confira a contabilização de assassinatos contra pessoas trans nos últimos seis anos:
De acordo com a pasta, a redução não é sinônimo de avanço.
“A redução métrica aparente não reflete avanços estruturais, proteção do direito à vida ou fortalecimento da cidadania com a garantia de direitos fundamentais, mas evidencia a consolidação de novos mecanismos de invisibilização da violência, acompanhados da manutenção deliberada da não produção de informações e da subnotificação estatística como parte da necropolítica”, destaca a pesquisa.
Um segundo sargento da Polícia Militar recebeu punição de três dias de detenção devido ao tamanho do bigode. Segundo a corporação, o estilo utilizado pelo militar não estaria conforme os padrões de apresentação pessoal exigidos. O policial recorreu da decisão, e o processo está em andamento.
Samuel de Araújo Lima tem 35 anos de atuação na PM e, atualmente, está lotado na Companhia Independente de Apoio ao Turista (CIATur), cuja sede fica em Olinda. Segundo a defesa, ele usa o mesmo bigode há anos e nunca havia sido questionado anteriormente, mesmo quando foi recebido pelo comandante-geral da corporação em 2024. As informações são do g1.
Em entrevista ao g1, o advogado Tiago Reis, que representa o sargento, afirmou que, mesmo mantendo o visual há tanto tempo, Samuel de Araújo recebeu a notificação de desacordo com os padrões após uma fiscalização durante um serviço extra da PM.
Saiba penteados, acessórios e tatuagens proibidos para PMs em PE A punição disciplinar foi publicada em boletim interno da Polícia Militar no dia 13 de janeiro deste ano. Segundo o advogado, o sargento não foi denunciado por ninguém.
“Tem um oficial de operações e o oficial que está na rua e fiscaliza ele. Como militar, ele fiscaliza a questão da segurança pública e a questão do militarismo. E na questão do militarismo, uma capitã passou de fiscalização, ele estava no serviço extraordinário, que é chamado PJES (Programa de Jornada Extra de Segurança), que é um complemento, quando um policial tira um serviço extra, como uma hora extra. (…) E olhou para o bigode dele e disse que tinha passado o limite”, contou.
Procurada, a Polícia Militar informou que a punição disciplinar está de acordo com o Suplemento Normativo (Sunor) nº 68, de 26 de outubro de 2020, que regulamenta os padrões de apresentação pessoal dos militares estaduais.
A regra consta na seção 1 do capítulo 2 do Sunor. Segundo a norma, o bigode é permitido desde que seja discreto e aparado, não ultrapasse a linha dos lábios e conste na carteira de identidade do militar. O texto também determina que ele deve ser aparado acima da linha do lábio superior.
De acordo com a PM, “a medida adotada não retira o militar do serviço, tratando-se de sanção administrativa prevista nos regulamentos internos da instituição”.
“Foi uma surpresa”, diz advogado Segundo o advogado Tiago Reis, o sargento recebeu com surpresa a notificação e precisou cortar o bigode de acordo com as normas.
“Foi uma surpresa. Ele teve que aparar o bigode e teve que explicar que não foi informado a ele, essa alteração, né, porque são muitas legislações que altera no Sunor da polícia”, contou.
A defesa informou também que o processo está atualmente em fase de recurso. Após a notificação feita pela capitã, o sargento apresentou uma defesa, que foi analisada, mas não foi acolhida pela corporação.
Enquanto o processo não for concluído, ele pode continuar exercendo suas funções normalmente.
“Ele foi punido com três dias. Só que essa punição ainda não foi cumprida porque existe o recurso e aí tem ele tem que fazer um recurso, a gente tem prazo, que é um recurso de reconsideração”, disse.
Gesto de bravura Conforme a defesa de Samuel de Araújo Lima, o policial, utilizando o mesmo bigode, foi recebido e parabenizado pelo comandante-geral da PM, coronel Ivanildo Torres, após um gesto de bravura, depois que prendeu um suspeito de latrocínio em flagrante enquanto estava a caminho do trabalho.
O episódio ocorreu em 2024, quando o policial seguia para o batalhão, presenciou o crime, deu voz de prisão ao suspeito e apreendeu uma arma de fogo que estava com ele.
“Ele estava com esse mesmo bigode na sala com o comandante. Foi elogiado por esse fato (…). E aí, quando foi agora, por conta de um simples bigode, do tamanho de bigode, o mesmo bigode que ele sempre teve a vida toda, a capitã o notificou”, relatou o advogado.
Natural de Sertânia, no Sertão do Pajeú, o médico Álvaro Perazzo construiu uma trajetória que liga a formação no interior de Pernambuco à atuação em alguns dos principais centros de cardiologia do Brasil e do exterior. Atualmente cirurgião cardiovascular e fellow em transplante cardíaco no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, ele integra a equipe do Núcleo de Transplante Cardíaco e Assistência Circulatória Mecânica.
Criado entre Sertânia e Tuparetama, Álvaro teve contato desde cedo com a realidade do sertão e com um ambiente familiar voltado à educação. Filho de Argemiro Perazzo, engenheiro, advogado e teólogo, e de Rosalva Perazzo, farmacêutica com mestrado, recebeu incentivo à formação acadêmica e humanística. A convivência com tios e tias ligados à docência, à engenharia, ao direito e à literatura também marcou sua formação.
A decisão pela medicina surgiu ainda na infância. Um episódio durante uma seca severa, ao presenciar a mãe aplicar soro em um animal doente, e a morte do avô por problemas cardíacos reforçaram o interesse pela área da saúde, especialmente pela cardiologia.
Após concluir o ensino médio em Petrolina, Álvaro ingressou no curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), após aprovação em quatro instituições. Durante a graduação, realizou estudos na Accademia Italiana de Salerno e, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, cursou parte da formação na Università degli Studi di Padova, na Itália. É fluente em português, espanhol, italiano, inglês e alemão.
A residência em Cirurgia Cardiovascular foi realizada no Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), no Recife. Em 2019, participou de um clinical fellowship na Emory University, nos Estados Unidos. Com a pandemia de Covid-19, passou a atuar no InCor, em São Paulo, onde foi aprovado em primeiro lugar para a residência em transplante cardíaco.
Além da atuação assistencial, Álvaro mantém produção acadêmica. É doutorando em Cirurgia Cardíaca pela Maastricht University, na Holanda, e realizou fellowship na Universidade de Viena e, mais recentemente, no Deutsches Herzzentrum der Charité, em Berlim. Também possui MBA em Gestão em Saúde pela Fundação Getulio Vargas.
Na área científica, foi presidente da Associação Brasileira dos Residentes em Cirurgia Cardiovascular, atua como editor e revisor de periódicos internacionais e recebeu o Young Investigator Award em duas edições do EuroELSO. Em 2026, tem trabalhos apresentados em congressos em Toronto e Dublin.
Um dos episódios destacados em sua trajetória foi a participação em um transplante cardíaco realizado no InCor em uma paciente natural de Afogados da Ingazeira, também no Sertão do Pajeú. Segundo pessoas próximas, a coincidência da origem reforçou o vínculo entre médico e paciente.
Casado com a cardiologista Gabriela Montenegro, Álvaro é pai de dois filhos. Mesmo atuando em São Paulo e no exterior, mantém a intenção de aproximar a medicina de alta complexidade das regiões do interior pernambucano, especialmente do sertão, de onde partiu para a carreira médica.
Se o leitor não conseguiu assistir a reprise do podcast ‘Direto de Brasília’, com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, integra a comitiva do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em missão oficial ao Panamá, que ocorre nesta terça (27) e quarta-feira (28). A agenda inclui a participação no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), em parceria com o governo panamenho, reunindo lideranças políticas e empresariais para debater desafios da região.
No fórum, Silvio Costa Filho participa de reunião bilateral com o CEO da Copa Airlines, Pedro Heilbron, para tratar da ampliação da atuação da companhia no Brasil e do fortalecimento do turismo. A missão do Ministério de Portos e Aeroportos também tem como foco a cooperação em logística, transporte marítimo, comércio exterior e desenvolvimento tecnológico.
O ministro acompanha ainda o presidente Lula em visita ao Canal do Panamá, uma das principais rotas do comércio marítimo internacional. O Brasil é o 15º maior usuário do canal, por onde passam cerca de sete milhões de toneladas anuais de exportações brasileiras. “Essas reuniões são estratégicas para fortalecer a integração do Brasil com a América Latina e o Caribe, ampliando parcerias em logística, aviação, comércio exterior e infraestrutura”, afirmou Silvio Costa Filho.
O delegado Wagner Domingues, que aparece no centro das investigações e no rastreamento do secretário Gustavo Monteiro, foi promovido pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, dias antes da abertura de grupo de WhatsApp intitulado “Nova missão”.
O grupo, que era formado por delegados e agentes da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, foi usado para acompanhar o andamento da investigação. A Prefeitura do Recife trata a operação como “uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política”. As informações são do R7.
Policiais civis seguiram de perto os passos de Gustavo Monteiro e do irmão dele Eduardo por três meses. Um rastreador foi instalado no carro usado pelo secretário. Também foi usado um sistema de reconhecimento facial para identificar as pessoas que interagiram com Monteiro.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação foi aberta com base em uma denúncia anônima de corrupção. Não foi aberto inquérito policial, mas apenas uma investigação preliminar que usou as ferramentas de investigação sem autorização judicial.
A Polícia Civil ressaltou em nota que a investigação foi feita dentro da legalidade.
Domingues teve um papel central na operação. De acordo com o conteúdo das conversas do grupo “Nova Missão”, foi ele quem comprou o rastreador e cobrava o resultado das diligências dos agentes de campo.
Dias antes da criação do grupo, o delegado foi promovido pela governadora para assumir o cargo de Coordenador de Inteligência da Polícia Civil, de acordo com registro do Diário Oficial do Estado de Pernambuco de 16 de julho de 2025.
O monitoramento da rotina de Gustavo Monteiro durou de agosto a outubro. Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação foi encerrada sem instauração de inquérito policial, porque “não foi constatada a prática de nenhum ato ilícito”.
Pouco mais de um mês depois de concluídos os trabalhos do grupo “Nova Missão”, o delegado Wagner Domingues foi novamente promovido pela governadora.
De acordo com o Diário Oficial, no dia 28 de novembro, ele foi nomeado por Raquel Lyra para assumir o cargo de Gerente Geral do Centro Integrado de Inteligência de Defesa Social, da Secretaria de Defesa Social. Ele entrou no lugar do delegado Felipe Monteiro que dias antes havia sido promovido a chefe da Polícia Civil de Pernambuco.
Agentes da Polícia Civil de Pernambuco realizam, na tarde desta terça-feira (27), uma caminhada no Recife com uma pauta que inclui, segundo as entidades representativas, a valorização profissional, a modernização do órgão e do fortalecimento da segurança pública no estado. O ato teve concentração às 15h, com saída da sede do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) e da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), seguindo em direção ao Palácio do Campo das Princesas.
A mobilização foi organizada pelo Sinpol e pela Adeppe e reuniu representantes de diferentes carreiras. Entre as principais reivindicações estão a regularização da carga horária, o pagamento do reajuste de 33% reconhecido judicialmente, a melhoria das condições de trabalho nas delegacias e a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil em Pernambuco. De acordo com o Sinpol, a cobrança do reajuste de 33% está relacionada ao aumento da carga horária ocorrido em 2010, quando a jornada de trabalho passou de seis para oito horas diárias sem reajuste proporcional nos salários.
A entidade afirma que decisões judiciais já reconheceram o direito ao pagamento, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal de que o aumento da jornada deve ser acompanhado de reajuste salarial na mesma proporção, sob pena de violação ao princípio constitucional da irredutibilidade salarial.
Segundo o sindicato, os processos judiciais já transitaram em julgado, não cabendo mais recursos, e a categoria busca agora a abertura de diálogo com o governo do estado para discutir a forma de implementação do pagamento para todos os policiais civis.
“A Constituição é clara sobre isso, e o próprio Supremo Tribunal Federal já se pronunciou: se houver aumento da carga horária do trabalhador ou do servidor público, o salário precisa ser reajustado na mesma proporção”, destaca Áureo Cisneiros, presidente do Sinpol.
Outro ponto do protesto é a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil em Pernambuco. A legislação nacional, sancionada em 2023, estabelece diretrizes para a organização, os direitos, os deveres e o funcionamento das polícias civis em todo o país. As entidades defendem que a norma é fundamental para modernizar a estrutura da instituição, atualizar procedimentos investigativos e garantir maior autonomia administrativa e financeira.
A lei fixa a jornada de trabalho em até 40 horas semanais, com previsão de pagamento de horas extras quando esse limite for ultrapassado e garante direitos como porte de arma, inclusive para policiais aposentados, prisão especial, estabilidade após o estágio probatório e pensão integral para dependentes em caso de morte em serviço. “A gente não pode ser o último estado a modernizar a Polícia Civil. Precisamos correr atrás, porque é urgente dar esse choque de gestão. A lei foi aprovada em 2023, e desde então a gente espera diálogo”, afirma Áureo Cisneiros.
Para o presidente da Adeppe, delegado Diogo Victor, a regulamentação da Lei Orgânica é uma medida urgente para fortalecer a Polícia Civil e enfrentar o avanço da criminalidade no estado. Segundo ele, a legislação também contribui para resguardar a instituição de eventuais usos indevidos com fins político-eleitorais, reforçando o caráter de polícia de Estado. “É uma lei que traz prerrogativas para a investigação, modernização e autonomia administrativa, financeira e institucional. Então é importante, sobretudo, falar dessa independência, dessa autonomia que a polícia quer. E a polícia trabalha para a Justiça”, pontua o delegado Diogo.
Durante o ato, representantes das entidades também denunciam as condições estruturais das delegacias, apontando problemas como prédios deteriorados, falta de manutenção e funcionamento de unidades em imóveis alugados sem adequação para atividades policiais. Segundo os dirigentes, essas condições impactam o trabalho investigativo e a prestação de serviços à população.