O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, esclarece que o comentário feito na noite da última segunda-feira (27/02), durante inauguração do Centro Educacional do Sesc em Caruaru, não teve qualquer caráter de crítica à governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSDB).
Muito pelo contrário: a intenção foi tão somente lamentar a ausência dela, por saber que a governadora teve e mantém até hoje a educação como uma de suas prioridades. Ele comentou ter certeza de que a governadora desejaria ter podido participar, especialmente por ser em sua terra natal. Ou seja, trata-se de um lamento, mas com pleno entendimento de que Raquel Lyra não pôde participar devido a sua agenda.
Finalizando seu discurso, Bernardo Peixoto afirmou que tinha certeza que a governadoria faria uma visita assim que pudesse e que faria questão de acompanhá-la.
Enquanto prefeita, inclusive, Raquel acompanhou o desenvolvimento do projeto, ao lado do Sesc, conforme lembrou o representante do Governo do Estado, o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico, André Teixeira, em seu discurso no evento. Teixeira também explicou que a mudança na agenda da governadora se deu no fim da tarde, quando ela o destacou para representá-la.
Da mesma forma, o presidente lamentou que o prefeito Rodrigo Pinheiro não pudesse ter estado presente, em virtude de compromissos já agendados fora da cidade, como havia informado sua assessoria à organização do evento. O prefeito também enviou representação, por meio do secretário de Desenvolvimento Econômico Pedro Augusto
O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, que ganhou fama nacional como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), resultando no impeachment da sucessora de Lula (PT), é o meu convidado do podcast ‘Direto de Brasília’, programa em parceria com a Folha de Pernambuco, de amanhã. Ele vai falar sobre os limites daquela corte nas investigações no Banco Master e o escândalo que envolve políticos graúdos e dois ministros do Supremo Tribunal Federal.
Atual ministro e ex-presidente do TCU, Nardes foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul durante três mandatos e deputado estadual por dois mandatos, além de vereador de Santo Ângelo, município do RS. Ele é graduado em administração de empresas pela Fundames, pós-graduado em política do desenvolvimento e mestre em estudos de desenvolvimento, pelo Institut Université d’Études, em Genebra, na Suíça.
Recentemente, Nardes disse à Revista Veja que pode se candidatar ao Senado nas eleições de outubro ou compor como vice uma chapa de direita ao governo do Rio Grande do Sul ou do Distrito Federal. Se consolidada, a candidatura abriria uma nova vaga na Corte que tomou o noticiário político-econômico nos últimos dias ao chamar para si uma inspeção para apurar o processo de liquidação do Banco Master.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A saga do clã Bolsonaro em busca da manutenção do seu espaço político vai ganhando contornos que lembram essas novelas mexicanas que agora andam passando em alguns canais de streaming. Há madrastas, há filhos que não se entendem, há idosos abandonados, traídos, traidores. E, acima de todos, um patriarca que está preso.
Se o enredo tivesse mais qualidade, poderia dar um Rei Lear, de Shakespeare. A canastrice em alguns momentos, como no episódio da tornozeleira, deixa mais para algo mesmo como o Destino dos Bolsonaros2, A Missão. O capítulo de hoje desenrola-se entre as convidativas praias de mar azul de Santa Catarina e o árido – especialmente para alguns – sertão do Piauí.
Nos capítulos anteriores, vimos o patriarca Jair Bolsonaro tentar dar cabo de sua tornozeleira eletrônica, o que lhe valeu a ida para a prisão. Devidamente condenado, tratou de procurar espalhar seus filhos por vários postos como forma de manter o seu legado político. É nessa parte da trama em que estamos. Nessa tarefa, Bolsonaro enviou seu filho Carlos Bolsonaro para tentar a sorte política em Santa Catarina.
Ao se instalar na cidade de São José, próxima de Florianópolis, para iniciar sua campanha como senador por Santa Catarina, o recém-chegado Carlos Bolsonaro produziu uma tremenda bagunça na conformação que estava combinada na direita em torno da reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Ele tinha prometido dar a vaga de vice para o MDB, para Carlos Chiodini. E formar uma chapa na qual um dos senadores seria do PL e o outro seria o idoso Esperidião Amin, do PP, de 78 anos, candidato à reeleição.
A ida de Carlos produziu um problema. Lidera a corrida para o Senado a deputada Caroline de Toni, também do PL. Para abrir vaga para Carlos, alguém iria ter que sobrar: ou Carol de Toni ou Esperidião Amin. De Toni ameaçou ir para o Novo e formar uma chapa com o prefeito de Joinville, Adriano Silva, como candidato a governador. Jorginho Mello correu para desfazer a possibilidade.
Jorginho Mello procurou, então, o Novo, e fechou aliança com o partido. Adriano Silva seria seu candidato a vice. E a chapa para o Senado seria Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. Esse final feliz para alguns produziu novo problema: ficaram de fora o MDB e Esperidião Amin. O MDB tratou logo de romper.
A madrasta Michelle Bolsonaro, que não se dá bem com seus enteados, tratou de declarar em Santa Catarina apoio a Caroline de Toni. Contudo, mesmo tendo grande simpatia política por Michelle, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, resolver intervir na semana passada, mudando os destinos da chapa.
Valdemar interveio para manter Esperidião Amin na chapa para o Senado, retirando Caroline de Toni, que agora afirma que vai buscar outro partido. E por que Valdemar entrou em favor de Amin? Porque há risco de o PP não fechar apoio formal ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para presidente da República.
Saímos, então, das praias de Santa Catarina para o sertão do Piauí. Em um estado com grande domínio do PT, o presidente do PP, Ciro Nogueira, corre risco de não conseguir ser reeleito senador. Ele teria, então, tido um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do ano passado para propor um pacto de não agressão.
Pelo pacto, Lula só se empenharia na campanha de um nome para o Senado, Marcelo Castro, do MDB. Isso daria a Ciro chance de se eleger na segunda vaga. Em troca, Ciro cozinharia Flávio em banho-maria, fazendo com que o PP não se empenhasse na sua campanha e entrasse oficialmente na sua chapa.
Valdemar, assim, precisa evitar novos ruídos com o PP. Caso da situação com Amin em Santa Catarina. Mas ali ainda ficaram outras pontas soltas. Como o julgamento da cassação do senador Jorge Seif (PL) no TSE, que pode abrir possibilidade de nova vaga. A seguir, cenas dos próximos capítulos.
Pela primeira vez em seus 76 anos de existência, a Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE) passa a ser presidida por uma mulher, a juíza Ana Veras. A solenidade de posse da Diretoria Executiva e dos Conselhos da entidade foi realizada na noite da última sexta-feira, no auditório da Escola Judicial (Esmape), no Recife. Representando a advocacia do Sertão do Pajeú, a presidente da OAB Subseccional São José do Egito, Hérica Nunes Brito, participou do ato ao lado de diversas autoridades estaduais e municipais.
A Prefeitura de Arcoverde sofreu um revés jurídico importante, hoje. O conselheiro Valdecir Pascoal, do Tribunal de Contas de Pernambuco, concedeu uma medida cautelar que suspende imediatamente todos os pagamentos à empresa PAE Editora e Distribuidora de Livros. A decisão trava o Contrato nº 063/2025, que previa o gasto de R$ 1.177.470,00 para a compra de kits pedagógicos destinados ao ensino infantil.
O caso chegou ao Tribunal após uma representação do Ministério Público de Contas (MPCO), que detectou uma “explosão” nos gastos da Secretaria de Educação. De acordo com a auditoria, o investimento municipal em materiais didáticos saltou de pouco mais de R$ 541 mil em 2024 para quase R$ 5 milhões em 2025 – um crescimento vertiginoso de 2.724%. As informações são do portal Causos e Causas.
A suspensão foi baseada em quatro pontos principais levantados pelos auditores:
Falsa Exclusividade: A prefeitura comprou o material por “inexigibilidade” (quando não há concorrência), mas o documento da Câmara Brasileira do Livro provava apenas que a empresa era dona dos direitos de edição, e não a única vendedora autorizada.
Custo-Benefício Duvidoso: Não houve um estudo técnico comparando o “Projeto Lógico Primo” com outros materiais do mercado para provar que ele era o melhor para as crianças.
Cálculos “Inflados”: A quantidade de kits comprados (1.323 conjuntos) foi baseada no Censo Escolar de 2024, ignorando que o material poderia ser compartilhado entre os alunos, o que gerou suspeita de superestimativa.
Alertas Ignorados: Tanto o Conselho Municipal de Educação quanto o Conselho do FUNDEB haviam condicionado o apoio à compra a uma revisão dos dados, o que não foi feito pela prefeitura.
Risco aos cofres públicos
Ao justificar a medida urgente, o conselheiro Valdecir Pascoal destacou a “plausibilidade do direito” (os indícios de irregularidade são fortes) e o “perigo da demora” (se o pagamento for feito agora, o prejuízo ao erário pode ser irreversível).
“A suspensão cautelar não compromete a política educacional do município, pois a regularidade pode ser comprovada depois. Mas o risco é a execução financeira de uma despesa vultosa em uma contratação irregular”, afirmou o relator em sua decisão.
Próximos passos
Com a suspensão dos pagamentos, o TCE-PE determinou a abertura de uma Auditoria Especial para investigar o mérito da contratação e se houve dolo ou má-fé por parte dos gestores interessados, incluindo o prefeito e secretários. A decisão agora segue para referendo da 2ª Câmara do Tribunal.
À frente da gestão do município de Brejão por duas oportunidades (2017–2020 e 2021–2024), a ex-prefeita Beta Cadengue (PSB) utilizou suas redes sociais para reafirmar o compromisso de toda a família Cadengue com a eleição de João Campos (PSB), a quem classifica como “futuro governador” de Pernambuco. As informações são do blog do Wellington Freitas.
Em tom enfático, a ex-gestora destacou que, na política, é preciso posicionamento. “Não dá para ficar em cima do muro. Mas o que não dá mesmo é virar as costas para quem sempre esteve conosco, dentro e fora da vida pública”, escreveu. A manifestação pública sinaliza o alinhamento definitivo do grupo Cadengue ao projeto estadual do PSB, antecipando o palanque que deve ser montado na cidade de olho nas eleições de 2026 e posteriormente 2028.
Para quem pretende ir além do debate ideologizado, vale prestar atenção nos estudos sobre as causas do fraco desenvolvimento brasileiro. Ao longo do Século XX, as teorias do desenvolvimento avançaram algumas hipóteses que acabaram refutadas pelo evoluir dos fatos.
Nos anos 50-60 foi atraente a hipótese da substituição das importações. Era necessário industrializar para não depender tanto da produção estrangeira. Basta notar que o Brasil se industrializou, mas o desenvolvimento não veio para que o conjunto da população pudesse viver dignamente. Nesse sentido, concepções como as de Caio Prado Júnior, Nélson Werneck Sodré e Celso Furtado, gigantes ao seu tempo, restaram superadas.
Os estudos do economista Alexandre Rands têm jogado luz sobre as causas profundas do nosso atraso. Em livro de 2016 ele já se alinhava com os teóricos que explicam o atraso do Brasil pela deficiência do nosso capital humano. A falta de investimento em educação, a baixa qualidade ofertada e os desincentivos à inovação, definidores do capital humano, foram por ele explicados como resultantes dos conflitos entre as classes sociais e as suas respectivas forças políticas. A exclusão e a desigualdade dando causa ao nosso baixo capital humano e, portanto, ao atraso do nosso desenvolvimento.
Agora, com seu livro “O Grande Fracasso”, que acaba de ser lançado, ele identifica as causas por que o PIB per capita do Brasil não cresceu em linha com o de países como Coréia do Sul, Taiwan e Singapura. Para isso, desenvolve uma teoria própria a partir da verificação de várias hipóteses que são submetidas aos dados empíricos tratados com rigor e sofisticação. E que, em sentido Popperiano, não sendo refutadas por esses dados, dão sustentação a teorias cientificamente sólidas. O modelo teórico criado por Alexandre parte do estado da arte sobre as teorias do desenvolvimento e cria uma teoria própria à luz das ferramentas sofisticadas da econometria, como análises de regressão, valendo-se de dados por ele levantados e de bancos de dados como os do Madison Project e do Total Economy Database da Conference Board. Sua teoria identifica quatro camadas determinantes para o crescimento do PIB per capita. A primeira, a acumulação dos fatores de produção e a evolução da produtividade desses fatores (capital físico, capital humano, recursos naturais). A segunda, os fatores de eficiência econômica (produtividade, inovação tecnológica, empreendedorismo, poupança, incentivos para investimentos etc.). A terceira, os fatores culturais e institucionais. A quarta, os fatores ligados à geografia e à evolução histórica do país.
Entre 1950 e 2025, o PIB per capita brasileiro desapontou os sonhos do “Brasil do futuro”. Dados de 2023 apontavam que o nosso era apenas 25% do americano e 33% da média dos países do G7. Nesse novo livro, Alexandre apresenta um diagnóstico sobre as causas dessa frustração. Avança uma teoria explicativa para o baixo desenvolvimento do nosso capital humano e demais fatores de produção. Argumenta que as instituições e os traços culturais que prevaleceram findaram por dificultar o desenvolvimento brasileiro. E as causas mais decisivas desses elementos institucionais e culturais nocivos à acumulação de fatores de produção foram as estruturas e relações entre as classes e segmentos sociais. Nessas relações, a maioria dos trabalhadores pobres e remediados não conseguiu impor os seus interesses. Eles não tiveram acesso à educação de qualidade que os empoderasse econômica, social e politicamente. E que, assim, alavancasse o capital humano, a inovação e a produtividade de modo a influenciar as quatro camadas de determinantes do desenvolvimento apresentadas em sua original teoria.
Mas o livro vai além. Preocupa-se em formular direções de políticas públicas com propostas para combater as causas do atraso diagnosticado. Todas na direção do aperfeiçoamento das nossas instituições e cultura. Para superar a situação de um país que tem uma “divisão social marcada pela falta de empatia das classes dominantes política, cultural e ideologicamente com as demais classes sociais que [são] a maioria da população”. O livro avança propostas de reformas institucionais capazes de tornar o estado mais eficiente e, ao mesmo tempo, aumentar o poder relativo das classes trabalhadoras e demais pobres. Assume que o empoderamento dos setores populares vai resultar em mais acesso à educação e à formação que impulsionem nosso capital humano e demais fatores de produção. A reforma das nossas instituições vista como instrumental para produzir mudanças culturais e nas relações entre as classes sociais. Para que o país possa elevar os investimentos na qualidade da educação, promover inovação e fomentar uma competição saudável entre os agentes privados a partir de um estado eficiente e livre da atual captura por interesses patrimonialistas.
*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford
Na última sexta-feira (6), o prefeito de Paulista, Severino Ramos, marcou presença na 3ª edição da Feira de Artesãos 60+, realizada em frente à Igreja Matriz de Santa Isabel, no Centro da cidade. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social, por meio da Diretoria da Pessoa Idosa, fortalece o empreendedorismo e amplia as oportunidades de geração de renda para pessoas com mais de 60 anos
Durante a visita, o prefeito destacou a importância de ampliar espaços para que os idosos continuem contribuindo com a cidade. Aos 77 anos, Severino Ramos usou a própria trajetória para mostrar que experiência e compromisso seguem orientando sua atuação à frente da Prefeitura do Paulista.
“Cada pessoa aqui carrega uma história de trabalho e dedicação. Envelhecer bem, com saúde e dignidade, é um desejo comum a todos nós. Por isso, nosso papel é criar oportunidades e garantir mais qualidade de vida para a população idosa”, declarou Ramos.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – O cérebro acelerado do genial dançarino/compositor Michael Jackson vivia atormentado por insônia. Usava anestésicos para dormir. Naquela noite fatal um médico incompetente administrou uma overdose do anestésico propofol nas veias de Michael. Ele dormiu profundamente, mais que profundamente, e acordou na eternidade. No seu inventário De-Lovely, o sublime Cole Porter imaginou Deus como sendo um dançarino, o dançarino das galáxias. Michael Jackson bailava na lua (moonwalk), entre o céu e a terra. Michael era um negrinho do pastoreio abençoado por Deus e bonito por natureza.
O nome dele neste reino de Pindorama é Michael Jackson do Pandeiro, paraibano da gema da Serra da Borborema.
Esta terra de Vera Cruz, a terra de verdadeira Cruz, está sob efeito de anestésicos, tipo propofol, morfina e xilocaína. A nação vive anestesiada e não se dá conta. Os atuais donos do Congresso dobraram a meta de escândalo da arapuca Master, aliás, minto, perpetuaram o escândalo do Master sob a forma de emendas parlamentares.
Abrakadraba! Bruxas e bruxos, feiticeiros, caboclos mamadores, alquimistas, maloqueiros e quizumbeiros reuniram-se num serpentário em encruzilhada em Brasília para buscar a fórmula do crime perfeito, o crime que não é crime. Assim foram recolhidas num caldeirão de enxofre as catrevagens dos porões do Congresso. Adicionaram piolhos de cobra dos meliantes do INSS. Somaram os substratos de corrupção no INSS. Banco Master e dos Correios, mais os legados do Petrolão e do Mensalão. O caboclo mamador pronuncia as palavras mágicas: quizílias pé de pote vai fungar no teu cangote. Pariu! Assim foi criado o crime perfeito das emendas parlamentares bilionárias. O crime que não é crime, o crime sem castigo. Os criminosos são os Zé Manés que trabalham para pagar impostos para pagar as emendas.
Vorcaro semeia vulcões de corrupção no Brazil.
Estamos falando de um estupro no Orçamento da União. Ou que seja um estupro consentido. Dirão que as emendas irão contemplar os municípios dos rincões não alcançados pelos poderes públicos. Mentira. A maior parte dos recursos destinam-se a obras superfaturadas e vão parar nos bolsos dos caboclos mamadores e seus apaniguados ou em contas no Exterior. Haja uma sangria desatada de recursos públicos.
Somados aos escândalos, centenas de bilhões de denários da corrupção resultam no atraso econômico e na miséria social deste País. Como exemplo singelo, os milhares de zumbis e drogados que perambulam nas ruas refletem os efeitos colaterais da corrupção. Corrupção é corrupção partido.
Daqui a 30 anos, quando eu estiver com 125 anos, já bem velhinho e nos trinques, com nova namorada popozuda, continuarei escrevendo sobre corrupção em Brasília e nas Prefeituras e o sistema político estará a cada dia mais corrupto e corruptor até o tutano. Tá no sangue auriverde. Repito a sentença do meu guru o economista Roberto Campos: o Brazil não corre nenhum risco de um dia dar certo. Quem concorda comigo levante o braço. Hasta la vista, cabroeira!
A tradução do encontro de Humberto com Dudu da Fonte
Bem longe do burburinho que Pernambuco já vive com as prévias carnavalescas, o senador Humberto Costa (PT) e o deputado Eduardo da Fonte (PP) emendaram os bigodes em Brasília numa longa conversa sobre o peso e os reflexos de uma chapa majoritária nas eleições deste ano abrigando os dois num só palanque.
A conversa foi num restaurante, também distante do Congresso Nacional. De perfil histórico de esquerda, Humberto seria o único candidato com presença garantida numa eventual chapa liderada pelo pré-candidato do PSB, João Campos. Já Eduardo, o Dudu da Fonte, como é mais conhecido, está tomando a massaranduba do tempo, como diria o saudoso Joaquim Francisco.
Quem tem prazo, não tem pressa, ensinou o sábio Marco Maciel. A pressa é inimiga da perfeição, diz um ditado popular. Humberto e Dudu não têm a pressa que aniquila o verso, mas sabem que um entendimento entre eles pode ser um fator decisivo nas eleições de Pernambuco em qualquer palanque que os abriguem.
Sabem que não há espaço para a eleição de dois senadores com o mesmo perfil ideológico, seja de esquerda ou de direita. Humberto, se vier a ser candidato à reeleição com João na disputa pelo Governo do Estado, não pode ter um companheiro de chapa à Casa Alta de esquerda, mas de centro.
O raciocínio bate. Basta interpretar as últimas pesquisas de intenção de voto para presidente e constatar que o Brasil continua rachado ao meio. Humberto e Dudu juntos podem também dar o xeque-mate na disputa para o Governo do Estado a qualquer dos candidatos, seja Raquel ou João.
Em português claro, Humberto tem a força e o prestígio do presidente Lula no Estado. Dudu detém o controle da maior federação partidária do País. A conjugação do PP com o União Brasil deu a Dudu, que tem o controle da federação no Estado, o maior tempo na propaganda eleitoral na TV e o mais robusto fundo eleitoral.
Em Pernambuco, Dudu agrega ainda o maior exército de prefeitos e de vereadores, além da maior bancada na Assembleia Legislativa. Quem, candidato a governador, pode torcer o nariz para tamanha obviedade política?
BOM SINAL – Há quem possa dizer que a federação de Dudu, no plano nacional, seja um complicador para ele sair senador na chapa de João Campos, caso venha a se alinhar a um candidato de direita contra Lula, como tem pregado o presidente do PSD, partido de Raquel Lyra, Gilberto Kassab. Há outros indicativos. Presidente da federação, da parte do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) sinalizou para um entendimento com Lula e o PT no Piauí, seu Estado.
O costa quente de Raquel – Nas tratativas com o presidente Lula (PT), o maior defensor de um palanque duplo em Pernambuco nas eleições presidenciais para o petista é o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ex-governador da Bahia, Rui faz a cabeça de Lula na liberação de todas as demandas de Raquel. Acha que a governadora tem chances de ser reeleita e que Lula não deveria privilegiar João Campos. Quem circula em Brasília, como eu, sabe disso tudo. De cor e salteado.
Alencar com marca-passo – O senador Otto Alencar (PSD-BA) foi submetido a uma cirurgia cardíaca para a implantação de um marca-passo após ter sentido mal quando voltava de uma agenda política no município baiano de Lapão. O parlamentar, de 78 anos, está internado na UTI cardíaca do Hospital Aliança, em Salvador, onde o procedimento foi realizado. A assessoria do baiano informou que o quadro de saúde é considerado estável. Alencar foi submetido a exames médicos que diagnosticaram o quadro de bradicardia, caracterizado por uma frequência cardíaca lenta. A indicação da equipe que presta atendimento foi a implantação do marca-passo.
Governo perdulário – As despesas da União com diárias, passagens e locomoção atingiram R$ 3,88 bilhões em 2025. A alta real (descontando a inflação) é de 3,7% ante 2024, quando somaram R$ 3,74 bilhões. O gasto sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o maior valor real desde 2014, quando totalizou R$ 4,52 bilhões. Naquele momento, o Brasil era comandado por Dilma Rousseff (PT). A União gastou R$ 1,63 bilhão com passagens e locomoção em 2025 — alta de 9% ante 2024. Já a despesa com diárias avançou 0,2% no período: atingiu R$ 2,25 bilhões no ano passado.
Pisada de bola – Ao afirmar que todo mundo gostaria de ser vizinho hoje do cantor João Gomes e levantar suspeitas se isso também se daria quando ele morava em Serrita, no Sertão, a governadora Raquel Lyra (PSD) foi muito infeliz. O sentido da sua frase ainda foi pior. No fundo, o que ela quis dizer foi o seguinte: “João, quando você era sertanejo pobre, um morto de fome, miserável, ninguém queria ser seu vizinho”. É isso aí! Esta foi, sem dúvida, a maior pisada de bola da governadora nesta pré-campanha.
CURTAS
GRANDE ENCONTRO – A reunião reservada em 22 de dezembro de 2025 entre os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Progressistas (PP), o senador Ciro Nogueira, serviu para desarmar possíveis bombas políticas dos dois lados do espectro político agora em 2026, que é um ano eleitoral. O encontro reservado foi realizado na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência na capital federal.
TEMORES – No caso de Lula, do PT e das esquerdas, há um temor de que Comissões Parlamentares de Inquérito sejam instaladas de forma destrambelhada, sobretudo na Câmara, onde o ambiente é mais hostil ao Planalto. Há investigações em curso que podem mostrar conexões do governo com o Banco Master. A CPMI (Comissão parlamentar Mista de Inquérito) do INSS tem menções a um irmão e a um filho do presidente.
INVESTIGAÇÕES – Do lado da direita e do Centrão em geral, há receio de que investigações políticas sejam empreendidas pela Polícia Federal e possam contaminar o ambiente de disputa nas urnas em vários Estados. Muitos integrantes do Centrão não querem confusão neste ano. O PL, maior partido de direita no Brasil, não participa desse acordo. Ciro Nogueira tem grande ascendência sobre Hugo Motta. São amigos muito próximos.
Perguntar não ofende: Eduardo da Fonte será candidato ao Senado na chapa de João ou de Raquel?
Uma confusão envolvendo vários foliões provocou momentos de tensão no Pré-Carnaval de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, durante o show do cantor Dilsinho. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram agressões físicas e parte do público tentando se afastar do tumulto para evitar a briga.
A situação foi controlada após a intervenção da Polícia Militar. Nas redes sociais, houve críticas ao tempo de resposta das forças de segurança. Até o momento, não há informações oficiais sobre pessoas feridas ou detenções. Com informações da Rádio Independente FM.
O município do Cabo de Santo Agostinho lança, amanhã (9), o Programa de Educação Financeira da Rede Municipal de Ensino, iniciativa que passa a integrar de forma estruturada o currículo da educação pública local. O lançamento acontece às 9h, no auditório do Centro de Formação de Professores Elmo de Freitas, e marca mais um avanço nas políticas educacionais voltadas à formação integral dos estudantes.
A nova disciplina será ofertada aos alunos dos Anos Iniciais e Finais das Escolas em Tempo Integral (ETIs) e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI). O projeto é resultado de uma parceria entre a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho e a EfincKids (Ensino de Educação Financeira para Crianças e Adolescentes), com foco no desenvolvimento de competências ligadas ao planejamento financeiro, ao empreendedorismo e à cidadania.
Especialistas apontam a educação financeira como uma ferramenta essencial diante de um cenário econômico cada vez mais complexo, com impacto direto na autonomia e na tomada de decisões ao longo da vida. “Pesquisas recentes sobre a implementação de educação financeira na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), são unânimes em apontar que o ambiente escolar é o espaço mais eficaz para disseminar esse tipo de conhecimento de maneira estruturada e equitativa. Estamos dando um passo importante ao preparar nossos alunos para a vida, ensinando desde cedo o valor do planejamento financeiro, do empreendedorismo e da responsabilidade social”, afirmou o prefeito Lula Cabral.
As aulas serão ministradas por professores da própria rede municipal, que passaram por formação específica para conduzir o conteúdo. A proposta pedagógica inclui metodologias ativas, como oficinas práticas, feiras de empreendedorismo, dramatizações e simulações. “Essa abordagem busca não apenas transmitir conhecimento, mas também cultivar atitudes e comportamentos responsáveis em relação ao dinheiro — um diferencial que prepara alunos para os desafios econômicos atuais e futuros”, explicou o secretário municipal de Educação, Isaltino Nascimento.
O eleitorado do Japão aprofundou sua guinada à direita nas eleições legislativas realizadas neste domingo. A primeira-ministra ultraconservadora Sanae Takaichi, simpática a Trump e hostil à China, obteve aval consagrador. Precisava de 233 cadeiras para assegurar maioria na Câmara Baixa, a mais relevante do Parlamento japonês. Pesquisa de boca de urna indica que passará a governar com maioria legislativa de 70,5%. Deve amealhar 328 das 465 cadeiras em disputa.
Um detalhe valorizou a vitória acachapante que sacramentou a supermaioria da coalizão de Takaichi. Ela submeteu sua popularidade a teste numa eleição extraordinária convocada em pleno inverno japonês. Insinuou que renunciaria ao cargo se perdesse a maioria legislativa. Desafiando as intempéries, o eleitorado foi às urnas com temperaturas abaixo de zero, sob forte nevasca. Takaichi agradeceu o apoio obtido “apesar do frio.”
Embora continue minoritária na Câmara Alta, que não dispõe de poder para dissolver, Takaichi obteve aval dos japoneses para impor sua agenda. Escorada num binômio de viés expansionista na economia e nacionalista na segurança, o programa da primeira-ministra apavora o mercado e enfurece a China.
Deve-se o pavor do mercado ao receio de que Takaichi comprometa o equilíbrio fiscal do Japão, já ameaçado por uma das maiores dívidas públicas do mundo. A zanga da China decorre do vínculo que a primeira-ministra japonesa estabeleceu entre seu desejo de tonificar os investimentos militares e os planos expansionistas de Pequim.
Depois de assumir o cargo, em outubro do ano passado, Takaichi ameaçou responder a um eventual ataque chinês contra Taiwan, a ilha democrática cujo território é reivindicado por Pequim. Deflagrou com a China uma crise que encantou Trump. Na semana passada, o imperador laranja de Washington declarou “total apoio” a Takaichi nas eleições legislativas deste domingo. Em abril, Trump visitará Pequim. Antes, estenderá o tapete vermelho da Casa Branca para recepcionar a líder japonesa, em março.