











Por Anthony Santana – Blog da Folha
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto anunciou que vai deixar as fileiras do Partido Liberal (PL), alegando não ter apoio da direção da legenda para ser candidato ao Senado Federal. Ele se manifestou por meio de nota, divulgada nesta quarta-feira (21), com título “Carta ao Partido Liberal e aos conservadores e liberais do Brasil.”
No documento, Gilson reforçou que, apesar de ter sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser candidato ao Senado, não tem a chancela da direção estadual da sigla liberal.
Leia maisEle lembrou as candidaturas que teve pela legenda, como em 2022 como candidato ao Senado, quando obteve 1,3 milhão de votos, ficando em segundo lugar na disputa. Em 2024, Machado Neto também teve destaque na disputa pela Prefeitura do Recife, tendo sido o segundo mais votado.
O ex-ministro ainda destacou a própria lealdade a Bolsonaro (PL), do qual foi ministro, e citou o senador Flávio Bolsonaro (PL). O filho mais velho do ex-presidente se lançou candidato à presidência da República no fim do mês passado.
Na carta divulgada hoje, Gilson informa que a decisão foi tomada em acordo com Flávio e com o irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro, pela impossibilidade de encontrar-se com Bolsonaro, que está preso na Papudinha.
Gilsom Machado não informou, no entanto, qual legenda deve passar a integrar. Na semana passada, Gilson chegou a produzir material adesivo com sua foto ao lado de Bolsonaro e distribuir, reforçando a pré-campanha de Flávio à presidência.
Confira a carta divulgada por Gilson Machado Neto:
Carta ao Partido Liberal e aos conservadores e liberais do Brasil
Comunico meu desligamento do Partido Liberal (PL) com a consciência tranquila de quem cumpriu o dever como cidadão e gestor de políticas públicas. Com lealdade, coragem e trabalho.
Troco de partido, mas não de lado. Sigo fiel aos meus ideais e valores.
Sempre leal ao Presidente Jair Bolsonaro e ao Senador Flávio Bolsonaro.
Minha relação com o presidente não é de circunstância, foi e é, uma parceria construida e baseada na confiança, valores e projetos em comum por um Brasil melhor e mais justo.
Continuo sendo o nome defendido pelo Presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão.
Dessa forma sigo minha caminhada alinhada aos valores do Presidente Bolsonaro.
Minha intenção é somar e unir forças de forma positiva para o desenvolvimento do Brasil.
No PL, contribuí efetivamente para o fortalecimento da legenda, por meio de mobilizações populares e obtendo mais de 1,3 milhão de votos em 2022, além de repetir o segundo lugar em 2024, resultado direto da força da base e do povo nordestino.
Por estar, neste momento, com restrições de deslocamento e impedido de sair de Recife, não pude comunicar pessoalmente minha decisão ao Presidente Jair Bolsonaro.
A decisão, contudo, foi compartilhada com meus amigos Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro, que compreenderam que este novo passo fortalece nosso projeto político para 2026.
Seguirei na linha de frente da luta pela liberdade de expressão e contra as perseguições políticas. Pautada nos valores conservadores e pelo respeito ao serviço público e as responsabilidades que se reque.
Sigo no projeto para uma nação cada vez mais soberano para Pernambuco e o Brasil.
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O Ibovespa fechou em forte alta nesta quarta-feira (21), renovando a máxima histórica pelo 2º dia seguido e encostando nos 172 mil pontos, em movimento puxado principalmente por fluxo estrangeiro, com ações blue chips como Itaú Unibanco e Vale renovando seus topos históricos.
O otimismo foi reforçado pelo recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação às ameaças de impor tarifas como alavanca para tomar a Groenlândia. As informações são da CNN.
Leia maisO Ibovespa encerrou o pregão em forte alta de 3,33%, aos 171.816,67 pontos.
Apenas neste pregão, foram superadas pela primeira vez as marcas de 167 mil, 168 mil, 169 mil, 170 mil e 171 mil pontos. A mínima do pregão foi registrada na abertura, quando o Ibovespa marcou 166.277,91 pontos — na máxima do dia tocou 171.969,01 pontos.
Já o dólar fechou a quarta-feira em baixa firme ante o real em meio ao recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior e ao fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira.
O dólar à vista encerrou o dia com recuo de 1,10%, aos R$ 5,3209 — menor cotação de fechamento desde 4 de dezembro de 2025, quando atingiu R$ 5,3103. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,06%.
Assim como em 2025, os ativos brasileiros se beneficiam pelo movimento de rotação global de capital em busca de diversificação. No ano passado, a bolsa brasileira registrou entrada líquida de estrangeiros de cerca de R$ 25 bilhões, segundo a B3. Neste ano, até o dia 19, o saldo está positivo em R$ 7,6 bilhões.
“É fluxo que explica essa alta da bolsa”, afirmou o gestor de uma empresa de previdência complementar.
Novas tensões geopolíticas globais e preocupações em torno da política comercial dos Estados Unidos têm corroborado para a migração de recursos, principalmente oriundos dos EUA, em meio a um cenário também de queda da taxa de juros norte-americana.
Estrategistas do JPMorgan avaliam que 2026 pode ser mais um ano com fortes fluxos de capital externo para as ações brasileiras, conforme investidores devem continuar buscando diversificação fora dos EUA, o que deve beneficiar emergentes.
A alocação de emergentes em fundos globais, observaram, está em níveis historicamente baixos e uma reversão à média dos últimos 10 anos poderia se traduzir em aproximadamente US$25 bilhões em ingressos para o Brasil.
“O ciclo de afrouxamento monetário no Brasil adiciona outra camada de otimismo”, acrescentaram, citando que economistas do JPMorgan esperam um ciclo de cortes de 3,5 pontos percentuais, com início em março, levando a Selic a 11,50% no final de 2026.
A equipe do JPMorgan ponderou que uma possível escalada de tensões geopolíticas e comerciais globais podem afetar o apetite por mercados de maior beta, enquanto, no Brasil, os riscos residem em queda de juros mais lenta ou maior ruído político.
No cenário eleitoral, os investidores também repercutem a primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em todos os cenários de primeiro e segundo turnos testados pelo instituto. O levantamento aponta ainda que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) registram a mesma diferença em relação ao petista em uma disputa direta: 49% a 45%.
No Brasil, o Banco Central decretou nesta quarta-feira a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master.
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O deputado estadual Edson Vieira divulgou nota pública para se manifestar sobre a denúncia mencionada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), afirmando que ainda não foi oficialmente notificado sobre o conteúdo do procedimento. No posicionamento, o parlamentar destacou que os processos licitatórios realizados durante sua gestão como prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, em 2013, foram analisados e aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), ressaltando que todas as suas contas à frente do Executivo municipal receberam parecer favorável do órgão de controle.
Confira a nota na íntegra:
Leia maisEm 2013, todos os processos licitatórios realizados pela Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe foram analisados e devidamente aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, atestando a legalidade e a correção dos procedimentos adotados naquele período.
O deputado estadual Edson Vieira esclarece que ainda não foi oficialmente notificado sobre a denúncia mencionada na matéria. Assim que tiver acesso formal ao seu conteúdo, irá se manifestar e apresentar todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.
Edson Vieira destaca que, durante sua gestão como prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, teve as oito contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, o que comprova a seriedade, a responsabilidade e o zelo com os recursos públicos ao longo de sua administração.
O deputado lembra também que, no período citado, o município enfrentava uma situação de emergência administrativa e financeira, o que exigiu decisões imediatas para assegurar a continuidade de serviços essenciais, entre eles a merenda escolar. Reafirma que nenhuma dessas medidas causou qualquer prejuízo à população, especialmente aos estudantes da rede municipal.
Por fim, o parlamentar afirma estar tranquilo e confiante de que a verdade prevalecerá, com o devido esclarecimento dos fatos e a confirmação de que sempre atuou dentro da legalidade e do interesse público.
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Cheguei, há pouco, com minha Nayla, a engenheira Tayse Lira e o casal Cid e Kelly, em Ouro Preto, segunda etapa da minha agenda de férias nas cidades históricas de Minas Gerais. Começamos por uma visita fantástica a maior mina de ouro aberta à visitação, mundialmente famosa, a Grande Mina Central.
Uma experiência emocionante. Com capacete, alcançamos mais de 600 metros de galerias abertas.
Leia maisÉ considerada a maior mina de ouro aberta do mundo, localizada a 350 metros da Praça Tiradentes. São visíveis afloramentos de minério de ferro, uma vez que a mina está situada no Quadrilátero Ferrífero, maior reserva de minério de ferro do Brasil.
Confira esta entrevista!
Por Fernando Dueire*
Pernambuco vive um momento raro e necessário: o reencontro com a própria memória. Depois de anos em que a preservação do patrimônio histórico parecia distante das prioridades públicas, o estado retoma — com vigor — uma agenda de resgate material e simbólico de sua identidade. É um movimento que merece reconhecimento e que só se concretiza graças ao empenho do Governo do Estado e ao trabalho criterioso conduzido pela presidente da Fundarpe, Renata Borba.
As iniciativas em curso não se limitam a restaurar paredes, cobertas e estruturas antigas. São ações que devolvem vida ao centro do Recife, oxigenam o Sítio Histórico de Olinda e alcançam o Sertão e o arquipélago de Fernando de Noronha. Preservar, afinal, é garantir que as próximas gerações possam caminhar por onde caminhamos — reconhecendo a beleza, a luta, a fé e a criatividade que moldaram Pernambuco.
Leia maisEntre os exemplos mais emblemáticos está a restauração do Liceu de Artes e Ofícios, que volta a respirar após décadas de abandono, tornando-se um centro moderno de formação e inovação. Antes dele, o Cinema São Luiz — reaberto parcialmente, com sala de exibição devolvida ao público — também entrou em uma etapa decisiva de requalificação. O mesmo ocorre com o Museu do Trem, preparando-se para renascer como referência nacional, e com o antigo prédio do Diario de Pernambuco, que será transformado na futura sede da Secretaria de Cultura, fortalecendo a revitalização do centro da capital.
Olinda vive igualmente um ciclo virtuoso. O Mosteiro de São Bento passa por uma das maiores obras de restauro da sua história, revelando pinturas do século XVIII ocultas por mais de cem anos. O Museu de Arte Contemporânea está sendo requalificado para voltar a abrigar exposições com segurança e modernidade. A Igreja de São Pedro Mártir, fechada há quase uma década, prepara-se para reabrir suas portas, devolvendo ao bairro do Carmo um dos seus símbolos mais caros.
No interior, Triunfo celebra a requalificação do Cine Theatro Guarany, patrimônio vivo que sustenta a vocação cultural do Sertão. Em Fernando de Noronha, os fortes de São Pedro do Boldró e Santo Antônio atravessam intervenções profundas, fundamentais para preservar estruturas que movimentam não apenas a paisagem histórica da ilha, mas sua economia turística.
A verdade é que toda cidade precisa de raízes. Como já se disse, “o futuro tem um coração antigo” — e é com esse espírito que Pernambuco reencontra seu passado. A decisão da Assembleia Legislativa de restaurar seu edifício histórico reforça essa lógica, assim como o legado de gestores que compreenderam a importância da memória, a exemplo do ex-prefeito Gustavo Krause, responsável pela implantação de museus que até hoje iluminam nossa história.
Um povo que não cuida de suas referências condena-se à incerteza. Por isso, o esforço em curso não é apenas administrativo: é civilizatório. Pernambuco, finalmente, volta a reconhecer que seu patrimônio não é peso — é fundamento. É identidade. É horizonte. É memória do tempo que, preservada, abre caminho para um futuro mais sólido e mais nosso.
*Senador da República por Pernambuco
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Ação ocorre nos dias 24 e 25 de janeiro e adianta atendimentos agendados entre 28 e 30, período em que as agências estarão fechadas para manutenção dos sistemas
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promove, neste fim de semana, dias 24 e 25 de janeiro, mutirões que irão antecipar 1.124 perícias médicas (realizadas por peritos do Ministério da Previdência Social – MPS) em cidades de Pernambuco. A mobilização atende segurados com agendamento previsto para o período de 28 a 30 de janeiro, quando as Agências da Previdência Social (APS) estarão fechadas em razão da manutenção dos sistemas previdenciários.
As ações ocorrem em Recife, Caruaru, Petrolina e Serra Talhada e são direcionadas exclusivamente aos segurados que já possuíam agendamento para os dias de paralisação. Não haverá abertura de novas vagas para o público externo.
Leia maisRecife
Na capital pernambucana, estão previstos 584 atendimentos, sendo 328 no sábado (24) e 256 no domingo (25). O atendimento começa a partir das 7h e segue até a conclusão da demanda em cada dia.
Durante o mutirão, serão realizadas apenas perícias médicas, sem avaliações sociais. No sábado, atuarão 12 peritos do MPS, e no domingo, 11 peritos do MPS.
Como não houve abertura de vagas no sistema, os segurados foram convocados previamente por telefone ou mensagem, com confirmação direta junto aos gerentes das unidades. No dia do atendimento, o segurado deve comparecer com documentos pessoais e laudos médicos, informar o nome e, constando na lista de antecipação, seguirá para triagem e perícia.
Caruaru
Em Caruaru, o mutirão foi organizado para absorver a demanda gerada pela paralisação e prevê a realização de 300 perícias médicas (do MPS), sendo 150 no sábado e 150 no domingo.
Os segurados convocados tinham agendamento previsto para o período de 28 a 30 de janeiro e foram chamados exclusivamente por mensagem. Não haverá abertura de agenda para outros públicos. Aqueles que não comparecerem ao mutirão terão o atendimento remarcado para a semana seguinte.
Petrolina e Serra Talhada
No Sertão, o mutirão acontece no sábado (24) nas APS de Petrolina e Serra Talhada. Em cada unidade, estão previstos 120 atendimentos, totalizando 240 perícias médicas (do MPS).
Assim como nas demais cidades, apenas segurados com agendamento original entre 28 e 30 de janeiro estão sendo convocados para antecipação.
Atendimento direcionado
O INSS reforça que os mutirões têm caráter excepcional e direcionado, com foco na redução de impactos aos segurados já agendados, garantindo a continuidade dos atendimentos mesmo diante da necessidade de modernização dos sistemas previdenciários.
Não caia em golpes!
Toda a comunicação do INSS é feita pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, pelo site gov.br/inss, pela Central 135 e pelas agências dos Correios.
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A Fundação Celestin realiza, entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, a VI ArtChão – Feira de Arte, Cultura, Literatura e Desenvolvimento Sustentável, no distrito de Riacho Pequeno, em Belém do São Francisco. A programação se estende por três dias e reúne atividades culturais, artísticas e de incentivo à economia criativa, com participação de artesãos e produtores da comunidade local e de regiões vizinhas.
Durante o evento, o público poderá visitar estandes de artesanato em geral, confecções, artigos de decoração em pedra, madeira e barro, produtos em couro, bordados, crochê e materiais reciclados, além de itens da agricultura familiar e comidas típicas da gastronomia regional.
Leia maisA agenda inclui oficinas empreendedoras, espaço de publicações da Fundação Celestin e da Academia de Letras Celestin, atividades voltadas ao público infantil, como cinema e oficina de pintura, além de roda de ciranda. Dentro da programação, no dia 31 de janeiro, a partir das 20h, será realizada a V Serenata da Saudade, e a feira também marcará a inauguração da Brinquedoteca Celestin.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que o governo norte-americano e a Otan estabeleceram a estrutura de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia e, de forma mais ampla, a região do Ártico. A declaração foi feita após uma reunião com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte.
Segundo Trump, o acordo atende aos interesses dos Estados Unidos e de todos os países membros da Otan. Ele não detalhou os termos, mas indicou que as negociações envolvem questões estratégicas de segurança e presença no Ártico. As informações são do g1.
Leia maisComo parte desse entendimento preliminar, Trump disse que não irá impor tarifas que estavam previstas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. No domingo, ele disse que iria impor taxas contra países europeus que estavam contrariando os interesses dos EUA na Groenlândia.
O presidente também afirmou que há discussões adicionais em andamento sobre o chamado “Domo de Ouro” em relação à Groenlândia, sem fornecer mais informações sobre o projeto.
O Domo de Ouro é uma estrutura militar planejada pelos EUA para interceptar mísseis lançados contra o território norte-americano.
“O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações — e se reportarão diretamente a mim”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio ao aumento da relevância geopolítica do Ártico, região estratégica tanto por razões militares quanto econômicas, e que tem sido alvo de crescente disputa entre potências globais.
Uso de força
Mais cedo, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump disse que não faria “uso da força” para tomar a Groenlândia, embora tenha voltado a defender a proposta de adquirir o território e elevado o tom contra a Europa e a Otan.
“Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”, disse.
Ainda no discurso, o presidente americano chamou a Dinamarca de “ingrata” e afirmou que “a Europa não está indo na direção correta”. Ele também se referiu à Groenlândia várias vezes como “um pedaço de gelo”.
Trump afirmou ainda que a ilha deveria ter passado ao controle americano ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando tropas dos EUA ocuparam a ilha para protegê-la de forças alemãs.
Após o discurso, o governo dinamarquês reiterou que não há negociações em curso para a venda do território.
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Merendeiras da rede estadual de ensino de Pernambuco denunciam atraso no pagamento de salário e benefícios. Segundo informações enviadas hoje (21) a este blog, as trabalhadoras ainda não receberam o salário de dezembro de 2025, nem vale-alimentação e vale-transporte.
O Estado também fornece cestas básicas para as profissionais, mas a última foi entregue pela metade e sem previsão de quando a outra metade será ofertada. “Eu estou indo, desde 19 de novembro, trabalhar com meu próprio dinheiro”, relatou uma das merendeiras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter uma nova conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) antes de enviar ao Legislativo a indicação formal de Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A expectativa é que o encontro aconteça antes do início do ano Legislativo, no dia 2 de fevereiro. Alcolumbre mostrou, no ano passado, resistência ao nome de Messias e defendia que o indicado fosse o seu antecessor no comando do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisLula e Alcolumbre já se encontraram em dezembro, perto do Natal, no Palácio da Alvorada para discutir o assunto. Mas integrantes do governo dizem que o presidente da República pretende ter uma nova conversa com o presidente do Senado antes de enviar formalmente a indicação do atual advogado-geral da União.
A indicação de Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF foi anunciada por Lula no dia 20 de novembro. Alcolumbre chegou a marcar a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa para 10 de dezembro, mas o governo acabou segurando o envio da mensagem presidencial formal de indicação diante da resistência dos senadores ao advogado-geral da União em razão da preferência majoritária na Casa por Pacheco. Depois de aprovado na comissão, o nome do indicado ao Supremo ainda precisa ser submetido à votação no plenário.
O presidente do Senado decidiu no dia 2 de dezembro desmarcar a sabatina, mas criticou o governo. “Essa omissão, de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo”, disse o presidente do Senado, em nota enviada aos senadores na ocasião.
Alcolumbre enfrentou um novo desconforto com o Planalto no começo de janeiro quando a escolha de Otto Lobo para o comando da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi atribuída a ele.
Um ministro chegou a procurar o presidente do Senado para saber se a informação era verdade, mas Alcolumbe afirmou que não havia negociado o posto com Lula. Nos bastidores, assessores do governo dizem que a indicação de Otto Lobo teve apoio do empresário Joesley Batista, um dos controladores do Grupo J&F. A empresa negou que Joesley tenha feito a indicação.
O trâmite prevê que o indicado para presidir a CVM seja sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e depois passe por uma votação no plenário da Casa.
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Por Flávio Chaves*
Algumas ausências não fazem barulho, não derrubam portas, não acendem sirenes. Ainda assim, atravessam a casa como um vento que ninguém vê, mas que move, com delicadeza cruel, as cortinas daquilo que se acreditava estar arrumado. Não é a falta gritante de quem partiu ontem, com as malas ainda quentes de pressa. É outra espécie de desaparecimento: mais antigo, mais lento, uma retirada que já se instalou no cotidiano como uma lei invisível. Mesmo assim, continua doendo. Porque quando o coração aprende um corpo, uma voz, um modo de olhar o mundo, não desaprende com facilidade. Apenas se adapta, como quem passa a andar com um peso no bolso e um sorriso ensaiado no rosto.
Certas memórias preferem o abrigo do indizível. Como residência, caminham no mistério. Nomear seria dissolver a bruma que as protege. Há amores que não cabem em palavras porque nasceram para ser respirados em silêncio. Quando a lembrança é funda, o que a sustenta não é a fala, mas a permanência.
Leia maisA saudade, porém, não é um incêndio. E talvez por isso seja mais perigosa. O fogo ao menos consome e termina. Vira cinza, deixa escombros, dá lugar a uma paz provisória. Já essa febre é constante. Uma temperatura que não explode, mas também não cede. Uma chama morna, que simula cura, mas só ensina a conviver.
Em certas manhãs, tudo parece ordenado. A luz entra, os pássaros repetem seu ofício, a rua oferece sua pressa. O corpo se levanta, cumpre o ritual do café, da água, do espelho. Mas basta um detalhe, um som de talheres, um perfume breve, um gesto visto de relance, e a febre reaparece na pele como um aviso sem voz. Não é dor que sangra. É presença na ausência. Um convívio com aquilo que permanece sem estar.
A saudade tem uma inteligência sutil. Sabe a hora exata em que a casa silencia, em que os ruídos se dissolvem, em que ninguém chama. Entra sem pedir, com passos limpos. Senta-se ao lado do livro aberto e transforma a frase em lembrança, a lembrança em rosto, o rosto em voz. Tudo silencioso, tudo intacto, como se o tempo fosse uma sala onde nada desaparece, apenas muda de lugar.
Muito se aconselha: preencher a ausência com viagens, com paisagens novas, com outras presenças. Como se o coração fosse um espaço que se reorganiza trocando os móveis. Mas o que fica não é espaço, é marca. E marca não se move. Aprende-se, quando muito, a conviver com ela. Como quem perde um idioma que falava sem saber e passa os dias traduzindo o mundo com vocabulários emprestados.
Existe uma fidelidade que não depende de promessa. Que nasce do que foi inteiro. Um amor verdadeiro não precisa continuar para permanecer. Ele se transforma em estrutura. Torna-se parte invisível da ossatura da vida. Dentro de cada gesto, há um espaço que não se fecha, não se amplia. Apenas existe. É ali que mora a febre.
Talvez os grandes amores não terminem. Apenas mudem de estado. Como a água, que deixa de ser líquida e se espalha como vapor. Invisível, mas presente. O que partiu, seja por destino, silêncio ou desencontro, não se tornou menos real por ter ido. Tornou-se mais etéreo. Mais delicado. Mais profundo. Queima sem chama, aquece sem fogo. E isso é a febre. A doença branda que não mata, mas também não cura.
Não se espera retorno. Esperar seria negociar com o que já foi decidido. Resta apenas a consciência: aquilo existiu. E segue existindo, mesmo quando não se fala. Há dias em que a saudade é um lenço dobrado no bolso. Quase não pesa, mas acompanha. E há noites em que se torna um cobertor úmido, e o espaço da cama parece maior do que deveria. Ainda assim, há beleza nessa febre. Porque ela prova que houve amor o suficiente para deixar marca.
Certos amores pertencem à linguagem do indizível. Vivem num ponto onde a palavra recua, onde o silêncio se ajoelha. Quando a linguagem tenta alcançar, se dilui. Melhor deixar que permaneçam onde sempre estiveram: intocados, mas presentes. Como brisa que passa e muda tudo sem ser vista.
Talvez por isso a saudade de um grande amor nunca ceda. Porque não foi feita para passar. Foi feita para iluminar por dentro, como uma lâmpada escondida atrás da parede, acesa no coração da memória.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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A Festa de Janeiro em Manari encerrou sua mais recente edição com um balanço amplamente positivo, consolidando-se como um dos eventos mais bem-sucedidos do calendário festivo da região. Por trás do brilho dos palcos, da organização impecável e da tranquilidade vivida pelo público, esteve a atuação estratégica de Leonardo Martins, responsável por articular, planejar e executar cada etapa do evento nos bastidores.
Reconhecido pela capacidade de gestão e pelo olhar técnico apurado, Leonardo Martins foi o grande elo entre a estrutura de entretenimento, a logística do evento e a integração das equipes envolvidas. Seu trabalho garantiu que a festa alcançasse um alto padrão de organização, refletido na satisfação do público e no impacto positivo gerado para o município.
Leia maisPara o prefeito Júnior de Audálio, a contribuição de Leonardo foi fundamental para o êxito da festividade. Segundo o gestor, a visão estratégica e a experiência de Leonardo permitiram equilibrar uma grande estrutura de shows com segurança, acolhimento e eficiência operacional.
Além do aspecto cultural, o prefeito destacou os reflexos diretos da festa na economia local. O evento movimentou o comércio, gerou emprego e renda e impulsionou setores como alimentação, hospedagem e serviços. Outro ponto ressaltado foi o forte esquema de segurança integrada, que garantiu um ambiente seguro e familiar durante todos os dias de programação.
“Assim como ocorreu nas gestões do ex-prefeito Otaviano, Leonardo Martins foi mais uma vez decisivo para que tudo funcionasse com excelência nos bastidores. Ele transformou planejamento em resultados concretos, promovendo alegria, desenvolvimento e orgulho para o povo de Manari”, afirmou Júnior de Audálio.
Com uma atuação discreta, porém determinante, Leonardo Martins reafirma seu papel como peça-chave na realização de grandes eventos no município, contribuindo para fortalecer a imagem de Manari como referência em organização, segurança e valorização cultural.
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