











A reeleição do presidente Lula (PT) para um quarto mandato é cristalina na visão do marqueteiro Edson Barbosa, o Edinho. Com a experiência de quem coordenou campanhas em diversos estados do Brasil, entre eles Pernambuco, e também em outros países, o profissional avalia que os nomes do campo oposicionista não terão êxito, pois não há “robustez” na sociedade para favorecer nomes como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS).
“De um para um, não tem ninguém competitivo para encarar uma eleição contra Lula. E digo mais: não tem nenhum competitivo para encarar uma eleição contra Lula nem contra o Alckmin, que é o vice do Lula. O Lula é candidatíssimo à reeleição; seu campo de força está robusto e tende a crescer mais. Qual é o campo de força que vai dar sustentação a esse esfacelamento dos candidatos de direita?”, disparou Edinho, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia mais“Imagina o tamanho da briga dentro do União Brasil. Olha como fritaram o Ronaldo Caiado, pelos interesses do centrão. Olha a dificuldade do Eduardo de sair candidato a presidente. E o Tarcísio vai correr o risco de enfrentar um território minado desse, tendo uma possibilidade muito mais consistente de se reeleger governador de São Paulo e preparar-se com mais qualidade para disputar em 2030? Não creio. Então vai acabar rodando para enfrentar o Lula uma candidatura para cumprir tabela. É como eu vejo a preço de hoje. O que vai acontecer de fato nós sabemos, não somos futurólogos”, completou o marqueteiro.
Edinho ressaltou que o cenário atual é completamente diferente de 2018, quando Jair Bolsonaro (PL) chegou à Presidência da República. Mas reforçou que o lado petista ainda precisa de avanços na área da comunicação digital, um dos pontos responsáveis pela campanha do ex-presidente, que hoje está preso e inelegível, tendo lançado seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), como candidato contra Lula.
“Nós ainda precisamos avançar muito e temos avançado na consciência da sociedade democrática a respeito do mundo digital, da necessidade de tratar as coisas no mundo virtual. Acho que o cenário de hoje não é o cenário de 2022, como o de 2022 não foi o cenário de 2018. Em 2018 foi um susto, uma coisa que derrubou não apenas o PT e o Lula. Os setores democráticos, mesmo os conservadores de direita, não contavam que fosse Bolsonaro, e deu Bolsonaro sobretudo por dominar de uma maneira, como os demais não se perceberam, o mundo digital, o mundo da tecnologia. Eu penso que a coisa hoje é outra, há muito mais equilíbrio no enfrentamento”, concluiu.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Conselho da Paz de Gaza.
O líder dos EUA afirmou que espera que o brasileiro tenha um “grande papel” no grupo, pontuando que gosta do petista.
De toda forma, fontes disseram à CNN Brasil que o governo federal resiste ao convite de Trump. De acordo com apuração de Caio Junqueira, a avaliação é a de que, da forma como está concebido, o grupo deixa poder excessivo nas mãos do presidente americano. As informações são da CNN.
Leia maisPresidido por Trump, o “Conselho Executivo fundador” do Conselho de Paz também inclui o enviado de política externa de Trump, Steve Witkoff, o vice-conselheiro de segurança nacional, Robert Gabriel, e o genro de Trump, Jared Kushner, bem como o empresário bilionário Marc Rowan e o diretor-geral do Banco Mundial, Ajay Banga.
Diversos países foram convidados, incluindo Argentina, Canadá, Paraguai, Turquia, Egito, entre outros.
De acordo com apuração de Gustavo Uribe, âncora da CNN Brasil, Lula deve discutir sobre o assunto com Emmanuel Macron, presidente da França. Na segunda-feira (19), um porta-voz do governo francês pontuou que o líder do país recusará o convite.
Acordo Mercosul-União Europeia
Durante a coletiva, Trump também foi questionado sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado no dia 17 de janeiro.
Porém, ele desconversou, apenas exaltando os Estados Unidos e a situação comercial do país.
“Acho que temos um comércio como nunca tivemos antes. Estamos nos saindo melhor no comércio do que jamais estivemos. Não estamos sendo explorados por todos os países do mundo como antes. Estamos alcançando números que ninguém jamais imaginou serem possíveis. Somos mais ricos do que nunca”, disse.
“Isso se deve às tarifas e ao uso adequado delas, e também somos os mais seguros”, finalizou.
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Por Rinaldo Remígio*
Há homens cuja biografia não se impõe pelo acúmulo de cargos, mas pela densidade dos compromissos assumidos ao longo da vida. O professor José Batista da Gama insere-se nesse seleto grupo de sertanejos que fizeram da coerência um método, do serviço público uma missão e da educação um instrumento permanente de transformação social.
Sua trajetória começa antes mesmo da formação acadêmica formal. No início da década de 1970, ainda jovem, iniciou sua vida profissional como professor de Língua Portuguesa, entre 1971 e 1974, na então EMAAF. Ali já se revelava uma vocação que o acompanharia por toda a vida: ensinar com responsabilidade, formar consciências e respeitar o tempo e a realidade de cada aluno. Não era apenas o domínio do conteúdo, mas o compromisso humano com o outro que marcava sua presença em sala de aula.
Leia maisA formação em Agronomia, concluída em 1974, ampliou seus horizontes e lhe deu novos instrumentos de atuação. Como extensionista agrícola, iniciou em 1975 no município de Orocó, vivendo de perto os desafios enfrentados pelos pequenos produtores rurais. Transferido posteriormente para Belém do São Francisco, aprofundou essa experiência prática, sempre com um olhar atento à produção, à organização e, sobretudo, à dignidade do homem do campo.
Conheço o professor José Batista da Gama desde que cheguei a Petrolina. Fui apresentado a ele por seu irmão, o saudoso Juvêncio Gama, que já não está mais entre nós, mas cuja memória permanece viva pela retidão e pelos laços fraternos que construiu. Outro irmão é Jacinto Gama, casado com Sônia, irmã de minha cunhada Auxiliadora Remígio, vínculo que reforçou a proximidade e permitiu conhecer ainda melhor a dimensão humana de José Batista. Sempre muito pragmático em tudo o que faz, nunca foi homem de improvisos ou de discursos vazios. Sua trajetória familiar carrega forte simbolismo: foi o primeiro filho de uma numerosa prole a conquistar o acesso à Universidade, abrindo caminhos e servindo de referência para que outros irmãos seguissem o mesmo percurso acadêmico, numa clara demonstração de liderança silenciosa e valorização do saber como instrumento de ascensão e transformação social.
O reconhecimento pelo trabalho sério e pelos resultados concretos veio naturalmente. Promovido para atuar na Coordenadoria da antiga Emater-PE, em Afogados da Ingazeira, na área de Cooperativismo e Comercialização, consolidou sua reputação como profissional equilibrado, conhecedor da realidade regional e capaz de dialogar com agricultores, lideranças e gestores públicos. Em 1979, assumiu a função de Coordenador Regional da Emater-PE em Bonito, permanecendo até 1982. Na sequência, foi convidado a coordenar a regional de Caruaru, onde permaneceu por nove meses, ampliando sua experiência administrativa e seu conhecimento das dinâmicas do Agreste e do Sertão.
Um dos momentos mais emblemáticos de sua vida profissional ocorreu com a implantação do Convênio EMATER-PE/CODEVASF, no Projeto Senador Nilo Coelho. Convocado para coordenar o assentamento de cerca de 1.500 colonos, exerceu a função por três anos e meio, conduzindo um processo complexo de organização social, produtiva e humana. Ali, mais do que técnicas agrícolas, aplicou princípios de justiça, planejamento e respeito às famílias assentadas, deixando uma marca duradoura naquele território.
A vocação para educar nunca se afastou de sua trajetória. Como professor da então Escola Técnica Federal — hoje Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Campus Petrolina Zona Rural — dedicou-se à formação técnica e cidadã de gerações de jovens. Para muitos, foi mais que professor: foi orientador, conselheiro e exemplo de ética profissional, sempre associando conhecimento técnico à responsabilidade social.
A entrada na vida política não foi fruto de ambição pessoal, mas de reconhecimento público. Em março de 1988, convidado pelo então prefeito Augusto Coelho para disputar uma vaga na Câmara Municipal de Petrolina, hesitou diante da responsabilidade. A resposta que ouviu — “não é cedo, é tarde” — sintetizou o sentimento de quem via em José Batista um homem preparado para servir também no Parlamento. Aceitou o desafio, foi eleito em seu primeiro mandato e iniciou uma trajetória que se estenderia por cinco legislaturas consecutivas.
Na Câmara, manteve a mesma postura que sempre o caracterizou: independência, firmeza e fidelidade às próprias convicções. Nunca foi político de recados nem de meias palavras. Seu discurso, direto e por vezes considerado duro, jamais se afastou da verdade. Atuou com atenção especial aos menos favorecidos e contribuiu decisivamente para a aprovação de projetos estruturantes em benefício do povo petrolinense. Preferiu o confronto honesto à conveniência silenciosa, entendendo a política como instrumento de serviço, e não de autopromoção.
Essa postura lhe rendeu respeito, inclusive entre adversários. Sabiam que ali estava um homem público que não se escondia atrás de discursos fáceis nem se deixava conduzir por interesses circunstanciais. No campo social, sua atuação extrapolou o mandato eletivo, participando de iniciativas comunitárias relevantes e recebendo reconhecimentos institucionais que refletiam uma vida pública exercida com discrição, equilíbrio e compromisso.
Na dimensão familiar, construiu um legado igualmente sólido. Homem de valores, pautou sua trajetória pelo respeito, pelo trabalho e pela responsabilidade social, princípios transmitidos às novas gerações. A continuidade desse engajamento manifesta-se, inclusive, na trajetória de seu filho, Wenderson Batista, o “Pé de Galo”, que também chegou à Câmara Municipal, dando sequência a uma tradição em que a política é compreendida como extensão do dever cívico.
Revisitar a vida pessoal, familiar, profissional, social e política do professor José Batista da Gama é reencontrar um Sertão que acredita no trabalho sério, na educação como base do desenvolvimento e na política exercida com verdade. Sua história não é marcada por alardes, mas por constância; não por vaidades, mas por propósito. Um exemplo de que educar, servir e fazer política com coerência continuam sendo caminhos legítimos para a construção de uma Petrolina mais justa e de um Sertão mais desenvolvido.
Professor universitário aposentado e memorialista*
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A iminente disputa eleitoral entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), deveria ser evitada. Essa é a visão do publicitário Edson Barbosa, que já atuou com os pais de ambos os políticos, os ex-governadores João Lyra Neto e Eduardo Campos, respectivamente. Para ele, os dois gestores devem se unir na defesa da reeleição do presidente Lula (PT).
“Eu tive em Pernambuco muitos mestres, como Miguel Arraes, Eduardo Campos, Fernando Lyra e Romeu Batista. Se os quatro estivessem vivos hoje, João e Raquel estariam unidos em apoio ao presidente Lula (PT), e ofereceriam ao Brasil e ao mundo a maior vitória na reeleição dele. Cuidariam do Estado e do Brasil juntos. Mesmo ambos sendo candidatos a governador, fazendo o debate político, mas em defesa de Pernambuco. Eles sempre juntaram. Eu não vejo nenhuma necessidade de um confronto entre Raquel e João”, disparou Barbosa, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro.
Leia maisAinda assim, o publicitário acredita que o confronto pode proporcionar “um bom debate político, com inteligência”, desde que o apoio de ambos ao presidente Lula não esteja em discussão. “Lula é a vitória de Pernambuco diante do Brasil e diante do mundo. Pode ser a maior vitória político-eleitoral brasileira diante do mundo. E depois da vitória de Lula, com Raquel e João fazendo o que têm feito, dentro das suas responsabilidades, projetando Pernambuco econômica, política e socialmente de uma maneira extraordinária”, concluiu.
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Por Cleber Lourenço – ICL Notícias
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou generais condenados pela tentativa de golpe a exercerem atividades dentro das Forças Armadas como forma de remição de pena acendeu um alerta no meio militar e jurídico. Para especialistas em direito militar ouvidos pelo ICL Notícias, a medida ultrapassa o caso concreto e cria um precedente institucional que pode produzir efeito em cascata dentro das três Forças.
A preocupação se intensifica diante do pedido encaminhado pela Marinha ao STF para que o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Força, também possa exercer atividades internas, apesar de já ter sido condenado na esfera penal. Caso a autorização seja concedida, avaliam juristas, o precedente deixará de ser excepcional e passará a alcançar Exército, Marinha e Aeronáutica, com potencial de multiplicação de pedidos semelhantes.
Leia maisNa prática cotidiana das Forças Armadas, o padrão sempre foi o oposto ao agora chancelado judicialmente. Militares condenados criminalmente costumam ser expulsos, desligados ou impedidos de retornar ao serviço. Em muitos casos, além da exclusão da tropa, perdem benefícios, aposentadoria e outras prerrogativas associadas à carreira. A lógica interna é direta: a condenação penal rompe o vínculo de confiança indispensável ao exercício da atividade militar.
Contradições
Segundo o advogado criminalista Pedro Henrique Rocha Ferreira, especialista em Direito Penal Militar, esse rigor sempre foi formalizado nos próprios regulamentos administrativos das Forças. “Os normativos que disciplinam a prestação de tarefa por tempo certo são claros: não podem ser contratados militares que tenham antecedentes criminais, que estejam sub judice ou que não apresentem conduta civil e militar irrepreensível”, afirmou.
Pedro Rocha ressalta que a contradição se torna ainda mais evidente quando se observa o tratamento dispensado aos militares temporários. “Desde a Lei nº 13.954/2019, basta que o militar temporário seja indiciado em inquérito policial ou responda a ação penal para ser automaticamente licenciado, mesmo sem condenação. Ou seja, a mera existência de investigação já impede a permanência na Força”, explicou.
Para o advogado, a autorização concedida pelo STF escancara um paradoxo jurídico. “Aquilo que a norma administrativa proíbe, a execução penal viabiliza. Se esse general estivesse em situação administrativa regular, estaria legalmente impedido de exercer exatamente a mesma atividade que hoje desempenha por força de uma autorização judicial”, disse ao ICL Notícias.
Na avaliação de Pedro Rocha, a decisão tensiona diretamente o princípio da isonomia, previsto no artigo 5º da Constituição. “Enquanto um militar temporário é afastado preventivamente apenas por responder a procedimento investigatório, um oficial-general já condenado recebe autorização para exercer atividade técnica estratégica vinculada à própria instituição. A desigualdade é evidente e não se sustenta do ponto de vista constitucional”, afirmou.
Efeito simbólico
O advogado também chama atenção para o impacto concreto da medida, independentemente da classificação jurídica adotada. “Ainda que se alegue que não se trata de contratação administrativa, o efeito simbólico e prático é inegável. O trabalho ocorre dentro de estruturas militares, envolve conteúdo sensível à doutrina da Força e tem impacto direto na produção institucional. Na prática, isso esvazia o critério de idoneidade moral que sustenta as restrições internas”, avaliou.
Para o advogado e militar da reserva Cláudio Lino, presidente do Instituto Brasileiro de Análise das Legislações Militares (IBALM), o principal risco da decisão não é apenas jurídico, mas disciplinar e psicológico.
“A tropa e a família militar não fazem essa leitura por tese jurídica; elas enxergam a mensagem prática: quando é na base, qualquer pendência disciplinar ou judicial inviabiliza permanência, contratação temporária ou reconvocação; quando é no topo, mesmo com condenação, abre-se espaço para atuar em áreas sensíveis, como doutrina e regulamentos”, afirmou.
‘Idoneidade ou o posto’
Segundo Lino, essa assimetria corrói a confiança na aplicação uniforme das regras e afeta diretamente o cotidiano da caserna.
“O militar passa a se perguntar se o critério real é a idoneidade ou o posto. Quando a confiança na regra enfraquece, enfraquece junto o que sustenta a instituição no dia a dia: previsibilidade, correção e consequência para todos”, disse.
Com base em sua experiência profissional, Lino afirma que o precedente cria condições objetivas para uma onda de judicialização. “Eu conheço casos de militares que não conseguiram entrar ou foram retirados de tarefas por tempo certo porque tinham processo judicial, inclusive na área cível. Diante desse cenário, é possível sim que militares afastados ou expulsos passem a ingressar com ações pedindo reintegração ou autorização para voltar a trabalhar”, afirmou.
Para especialistas, a tendência é que o STF passe a ser acionado para arbitrar casos individuais de retorno ou atuação de militares condenados, substituindo, na prática, os próprios mecanismos internos de controle disciplinar das Forças Armadas. Esse deslocamento compromete a previsibilidade normativa e fragiliza a autoridade institucional da caserna.
Procurados, o Exército e a Marinha não comentaram sobre como será a eventual forma de contratação dos oficiais. O STF também não se manifestou.
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Por Cristiane Ribeiro – JC
O metrô do Recife receberá um investimento de R$ 500 milhões para a sua recuperação, conforme anunciado em vistoria realizada na última sexta-feira (16) pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em companhia com a governadora Raquel Lyra.
O engenheiro civil e presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (ABENCPE), Stênio Cuentro, participou do programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, e fez uma análise crítica sobre o anúncio e as condições atuais do sistema metroviário da capital pernambucana.
Leia maisInvestimento necessário, mas insuficiente
Para Stênio Cuentro, o investimento é positivo, mas ele questiona a falta de um plano estruturado. “Cadê o plano que levou 4 anos para ser feito e não foi feito?”, referindo-se ao detalhamento inicial do aporte anunciado.
O especialista enfatizou a importância de planos claros para aplicação dos recursos, com prioridades definidas conforme o valor disponível: “tem que ter um plano A, B e C”.
Segundo ele, do valor total de R$ 500 milhões, apenas R$ 57 mi serão destinados diretamente ao metrô, sendo o restante à compra de 100 ônibus elétricos e melhorias no sistema como um todo.
Trens seminovos são solução temporária
O anúncio incluiu a chegada de 11 trens seminovos de Belo Horizonte e Porto Alegre. Para o engenheiro, trata-se de um “presente de grego”, que serve apenas para ganhar tempo até que a concessão seja formalizada.
“Se esses trens prestassem, o próprio concessionário teria interesse em reformar e colocar em operação. São trens com diferenças técnicas, não é certeza que vão se adaptar ao nosso sistema”, disse.
Problemas estruturais e manutenção
Cuentro destacou que os principais problemas do metrô do Recife são relacionados à manutenção e à operação do sistema, mas que não é observado, até então, um problema grave de estrutura.
“Temos uma máquina de R$ 5 milhões que nivela os trilhos diariamente, mas também instalações elétricas antigas e vulnerabilidades de segurança, como pessoas acessando indevidamente a linha e roubando cabos. Mas não me parece que haja risco grave de acidentes”, explicou.
Concessão e investimentos futuros
O governo federal estima que a concessão do metrô terá prazo de 30 anos, com investimentos da União estimados em R$ 4 bilhões nos cinco primeiros anos após a assinatura do contrato.
Para Cuentro, esses recursos, caso bem aplicados, poderão modernizar efetivamente o transporte metroviário, mas somente se houver planejamento e acompanhamento técnico rigoroso.
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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o jornalista e publicitário baiano Edson Barbosa, o Edinho, um dos maiores nomes do marketing político no Brasil, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
Bem-sucedido marqueteiro em campanhas eleitorais no País e no exterior, o jornalista e publicitário baiano Edson Barbosa, o Edinho, que ganhou notabilidade como estrategista das eleições do ex-governador Eduardo Campos, estará no podcast ‘Direto de Brasília’ desta terça-feira (20). O programa é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão pelo YouTube e 165 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia e Alagoas.
Edinho é um dos maiores nomes do marketing político no Brasil. Foi da equipe do PT em momentos de crise, como durante o escândalo do Mensalão, e ajudou a construir o projeto político de Eduardo Campos de 2005 a 2014.
Atuou em mercados estrangeiros, como Angola, Equador, Paraguai, Venezuela e conquistou relacionamento na Europa, sempre por meio da prestação de serviço em marketing político. Ele também é consultor em comunicação de interesse público, nos segmentos institucional, corporativo e político.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O empresário Antônio de Souza contou, em entrevista recente ao programa Debate Geral, apresentado pelo jornalista Roberto Gonçalves, na Rádio Arari FM 90,3, a trajetória marcada por dificuldades pessoais, problemas de saúde e perdas familiares até se consolidar como empreendedor no Sertão pernambucano. Natural do interior do Ceará, ele relatou episódios da infância vivida em extrema pobreza, em uma casa de taipa, ao lado dos pais e de dez irmãos, em meio às dificuldades impostas pela seca e pela falta de acesso a serviços básicos.
Ainda criança, Antônio de Souza enfrentou graves problemas de saúde decorrentes de acidentes que comprometeram sua mobilidade. Um deles ocorreu aos três anos de idade, quando sofreu uma queda que lhe causou dores intensas e dificuldades para andar. Anos depois, aos dez, foi atingido acidentalmente por um disparo de espingarda, o que exigiu cirurgia e tratamento especializado. A possibilidade de recuperação só se concretizou após esforço próprio para custear o deslocamento até a capital cearense, onde trabalhou como jardineiro e estudou no período noturno.
Confira a entrevista completa:
A mudança definitiva para Araripina aconteceu na adolescência, quando passou a morar com tios e iniciou atividades na zona rural, trabalhando na colheita de mandioca. Mesmo diante das limitações, buscou alternativas para melhorar de vida, demonstrando desde cedo disposição para aprender e empreender. Nesse período, enfrentou também a perda do pai, assassinado em uma emboscada, episódio que marcou profundamente sua trajetória.
Na juventude, Antônio de Souza voltou a migrar em busca de oportunidades, investindo em cursos de datilografia e eletrônica. A partir desse aprendizado, passou a trabalhar com a instalação de antenas parabólicas, atividade que lhe garantiu sustento e permitiu acumular experiência técnica e comercial. Segundo o próprio empresário, foram centenas de instalações realizadas, muitas delas durante a madrugada, em um ritmo intenso de trabalho.
Com o tempo, consolidou-se como empresário e passou a atuar no setor automotivo, estando atualmente à frente de um grupo empresarial em expansão no mercado brasileiro. Paralelamente à atividade empresarial, desenvolve ações sociais por meio de uma fundação que leva seu nome, com foco em iniciativas voltadas à população em situação de vulnerabilidade em Araripina e região.
Durante a entrevista, Antônio de Souza destacou a fé como elemento central em sua história pessoal e profissional. Devoto de São Francisco de Assis, ele afirmou que as experiências vividas ao longo da vida reforçaram sua visão de superação e compromisso social, transformando a própria trajetória em referência para ações solidárias e para o incentivo ao empreendedorismo no Sertão.
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A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizou, nesta terça-feira (20), uma Assembleia Extraordinária presencial, no Hotel Canarius, em Gravatá, reunindo prefeitos, prefeitas e representantes dos municípios pernambucanos para discutir temas estratégicos da agenda municipalista.
A programação teve início com a abertura conduzida pelo presidente da Amupe, Marcelo Gouveia, seguida de informes institucionais, que abordaram a nova logomarca da entidade, a Conexão CNM (que acontece nos dias 29 e 30 de janeiro, no Recife Expocenter), o 9º Congresso da Amupe, marcado para 27 e 28 de abril, no mesmo local, além da abertura das inscrições para o banco de Boas Práticas Municipais e da mobilização municipalista prevista para 24 de fevereiro. Também foi tratada a adesão de municípios entre 20 e 50 mil habitantes ao apoio que a Amupe oferece na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, através do novo setor de Arquitetura e Engenharia da entidade.
Leia maisEntre os destaques da assembleia, esteve a apresentação sobre a adesão ao Sistema Nacional da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e seus impactos financeiros para os municípios, feita pela superintendente da Receita Federal em Pernambuco, Myrelle Miranda. Em seguida, foi lançado o Anuário Fiscal dos Municípios, apresentado por José Ivo Carille Neto, da Secretaria de Planejamento e Gestão de Pernambuco (Seplag).
A pauta incluiu ainda o debate sobre ações emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem, com participação do secretário executivo de Proteção e Defesa Civil de Pernambuco, coronel Ramalho, e do coordenador regional da Operação Carro-Pipa, coronel Jorge Melo. Durante a discussão, o coronel Ramalho reforçou que “é fundamental que os municípios mantenham sempre as informações atualizadas no S2ID. Esse é um requisito indispensável para garantir o acesso aos recursos federais e estaduais, especialmente em momentos de emergência como os provocados pela estiagem”, frisou.
Encerrando os trabalhos da manhã, a governadora Raquel Lyra detalhou os recursos que serão destinados aos municípios pernambucanos a partir da concessão da Compesa. Segundo a governadora, os valores oriundos da concessão terão uso preferencialmente em água e esgoto, podendo serem utilizados para investimentos, sendo vedada a aplicação em folha de pagamento, custeio da máquina pública ou realização de eventos. Do total dos recursos, 60% serão repassados aos municípios no ato da assinatura do contrato, 20% no início da operação e os 20% restantes dois anos após o início da operação.
“O Governo de Pernambuco está à disposição dos municípios para seguir construindo soluções conjuntas. Muito já foi feito ao longo desse caminho, mas há ainda muito a ser realizado. Essa contribuição mútua entre o Estado e os municípios é fundamental para que possamos transformar a vida da população pernambucana”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), intensificou nas últimas semanas uma ofensiva para se firmar como principal ponte do bolsonarismo com o eleitorado evangélico, mas tem enocontrado resistências. Segundo interlocutores, pastores influentes atendem telefonemas, aceitam conversas reservadas e mantêm canais abertos com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas evitam qualquer gesto público que pareça antecipar uma sucessão.
A avaliação que circula no segmento é que o senador ainda não reúne densidade política suficiente para liderar o campo conservador em 2026 e, por isso, sua tentativa de se apresentar como herdeiro natural vem esbarrando em resistência. Procurado, Flávio não se manifestou. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO entrave ocorre num momento em que parte relevante do meio evangélico tem insistido numa alternativa para reorganizar a direita: uma chapa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), como vice. Nos bastidores, a combinação é descrita como eleitoralmente mais competitiva e com maior capacidade de mobilizar diferentes nichos, o que tem funcionado, na prática, como freio adicional ao avanço do projeto de Flávio.
A defesa da dupla ganhou tração no segmento após a articulação de Michelle e de Tarcísio no Supremo Tribunal Federal em torno do pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro, movimento lido por lideranças religiosas como gesto de “proteção” e de construção de uma saída politicamente sustentável para o grupo. Interlocutores afirmam que a transferência de Bolsonaro para a Papudinha reforçou a imagem de Michelle como ponte com a base e de Tarcísio como opção com menor rejeição e capacidade de diálogo fora do bolsonarismo mais duro. A leitura que circula entre pastores é que a busca por um desfecho que alivie a situação do ex-presidente, mesmo sem atender integralmente ao pleito pela domiciliar, funcionou como sinal de força e de coordenação política, aumentando o apelo de uma composição entre os dois para 2026.
Nesse contexto, Flávio tenta conquistar espaço no meio envangélico indo a eventos e em conversas de bastidores. A estratégia do senador tem sido buscar interlocução com nomes de projeção nacional e grande capilaridade, capazes de “chancelar” sua entrada em redes mais amplas do segmento evangélico.
O primeiro alvo foi o pastor Silas Malafaia. Segundo interlocutores, Flávio ligou para o líder religioso com o objetivo de marcar um jantar e abrir um canal mais estruturado, mas a tentativa que não prosperou. A avaliação entre aliados é que Malafaia se dispôs a conversar, mas evitou dar qualquer sinal que pudesse ser interpretado como endosso.
A mesma tentativa se repetiu com outros polos. Flávio buscou contato com o pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, e tentou construir pontes com pastores próximos à Universal do Reino de Deus. No entorno do senador, a leitura era de que essas conexões poderiam funcionar como atalhos para denominações com capilaridade nacional e capacidade de mobilização regional. Mais uma vez, a agenda emperrou. Um aliado resumiu o saldo como “acolhimento sem adesão”: atende, conversa, mantém a porta entreaberta — mas não entra no jogo.
O recado mais duro, porém, veio no diálogo com Malafaia, que decidiu deixar registrada sua leitura sobre o tabuleiro eleitoral. Segundo pessoas informadas sobre a conversa, o pastor disse a Flávio que o problema não era pessoal, mas de viabilidade: na avaliação dele, o senador teria capacidade política, mas não seria hoje o nome mais competitivo para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
— Já disse para ele: você não tem musculatura para enfrentar isso. Se nós queremos vencer e derrotar Lula e PT, o Tarcísio é o nome que tem capilaridade— afirmou Malafaia.
Na mesma conversa, ele sustentou que, do ponto de vista do segmento evangélico e do eleitorado conservador, a combinação considerada mais viável seria Tarcísio com Michelle Bolsonaro, por reunir capilaridade e menor rejeição.
O episódio reforçou uma avaliação que vem circulando no meio evangélico ligado ao bolsonarismo: a disposição de preservar o vínculo com Bolsonaro permanece, mas há cautela em assumir o custo de uma sucessão antecipada. Interlocutores descrevem que líderes não querem se colocar como fiadores de herdeiro antes de o campo conservador fechar um acordo mais amplo. Há quem diga também que a carta manuscrita por Bolsonaro também não foi um sinal suficiente de que Flávio será seu representante e aposte em um mudança de rumos.
Diante das dificuldades com caciques de alcance nacional, aliados dizem que Flávio passou a operar em duas trilhas simultâneas. A primeira é seguir insistindo na presença e na interlocução com as igrejas, tentando consolidar sua imagem como ponte do bolsonarismo com o segmento. A segunda é montar um ambiente próprio em Brasília para evitar isolamento político, com base em sua estrutura religiosa mais próxima — o que inclui a Comunidade das Nações.
O senador passou a frequentar com mais regularidade sua própria igreja e, segundo aliados, encontrou no bispo JB Carvalho um suporte mais objetivo: não apenas acolhimento religioso, mas disposição de ajudá-lo a circular e abrir portas. No entorno do senador, a avaliação é que JB tem sido o apoio mais concreto até aqui, um endosso ainda discreto, mas mais consistente do que o obtido com outras lideranças nacionais.
Outro personagem da reorganização é o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, citado por aliados como conselheiro espiritual do núcleo Bolsonaro. Rodovalho foi autorizado a prestar assistência religiosa ao ex-presidente durante o período de prisão e mantém interlocução com a família. A aproximação com Flávio, no entanto, segue em fase inicial e ainda não resultou em gesto público.
— Ainda não foi na minha igreja. Combinamos de falar depois do dia 25 de janeiro. Ele é bem-vindo — disse Rodovalho.
O bispo ponderou que, embora a movimentação de Flávio caminhe para uma candidatura, o cenário ainda é aberto e pode sofrer rearranjos internos. Também verbalizou a avaliação de que o segmento busca um ponto de equilíbrio para 2026 sem fratura: para ele, a chapa ideal seria Tarcísio com Michelle, por aparecer como “imbatível” em pesquisas, mas a configuração final ainda é incerta.
Ao defender cautela, Rodovalho sustentou que ainda é cedo para declarações públicas de apoio e que o meio evangélico evita se dividir.
— Defendo que caminhamos juntos até encontrar um ponto de equilíbrio e de acordo comum. O segmento pode não se dividir. Está muito cedo para declarar apoio — concluiu.
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O município de Toritama promove, no dia 22 de março, a 1ª Corrida ROMU, com largada no Parque Biblioteca Maria dos Anjos. A prova contará com percursos urbanos de 5 km e 10 km e integra a agenda esportiva local de 2026, com foco na prática de atividades físicas e na ocupação dos espaços públicos. As inscrições são realizadas exclusivamente de forma online através do link: https://www.ticketsports.com.br/e/1-corrida-da-romu-85572 e os participantes receberão kit com camisa oficial, número de peito, chip de cronometragem, medalha de conclusão, além de hidratação e lanche.
A organização prevê estrutura de apoio com controle de trânsito, atendimento médico, áreas de aquecimento e largada única. Haverá premiação em dinheiro para diferentes categorias nas duas distâncias. O evento também contará com apoio logístico, incluindo tendas institucionais e sistema de som, e tem expectativa de atrair corredores da região, ampliando a participação no calendário esportivo do município.
