A corridinha diária de 8 km hoje, em Arcoverde, foi no final da tarde com a camisa oficial do meu Fogão que ganhei, num gesto muito carinhoso, do meu amigo Ricardo Rocha, o eterno capitão da seleção brasileira.
A corridinha diária de 8 km hoje, em Arcoverde, foi no final da tarde com a camisa oficial do meu Fogão que ganhei, num gesto muito carinhoso, do meu amigo Ricardo Rocha, o eterno capitão da seleção brasileira.
Por Andréia Sadi – G1
Investigadores que acompanham o caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro têm indicado, nos bastidores, que não aceitarão uma delação premiada seletiva.
Segundo relatos obtidos pelo blog, interlocutores ligados ao gabinete do ministro Mendonça afirmam que ninguém está sendo pressionado a fazer delação. No entanto, caso haja colaboração, todos os ilícitos relacionados ao caso, mesmo envolvendo autoridades dos três Poderes, terão de ser revelados com clareza.
Leia maisDe acordo com essas fontes, as informações apresentadas em uma eventual delação serão cruzadas com as provas já existentes no processo.
A avaliação de quem acompanha a investigação é que uma delação considerada “meia-boca” não será homologada.
Parece óbvio dizer que a Polícia Federal não aceita colaborações parciais, mas há advogados que sondaram a possibilidade de uma colaboração não muito completa junto a investigadores. Ou seja, sem detalhar relações e eventuais negócios com autoridades da República, incluindo os 3 Poderes. A proposta foi rechaçada.
A eventual delação, caso avance, deverá ser conduzida pela Polícia Federal.
Nos bastidores, o ministro tem repetido a interlocutores que não pretende proteger ninguém e que seguirá apenas o que estiver comprovado nos autos.
Investigadores também ressaltam que parte das informações já pode ser verificada diretamente em documentos e contratos analisados no curso da investigação, independentemente de eventual delação.
Quem conhece Mendonça tem dito que a posição é clara: se houver delação, ela terá que ser completa. Caso contrário, ele não pretende homologar.
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Um adolescente invadiu a escola estadual onde estuda e esfaqueou colegas, em Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (16) e, segundo moradores, o aluno feriu três garotas.
O caso aconteceu na Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio (Erefem) Cristiano Barbosa e Silva, no bairro dos Lotes. A agressão aconteceu pouco antes das 7h30, horário em que começam as aulas na rede estadual. As informações são do g1.
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que atendeu apenas uma das três feridas. Ela teria sido atingida com ao menos três facadas. A garota foi levada para o Hospital Jailton Messias De Souza Albuquerque, que fica no bairro de Engenho Alegre. Não havia informações sobre o estado de saúde dela, até a última atualização desta reportagem.
Moradores da região disseram que, além dela, outras duas alunas também se feriram, sem gravidade. O Samu não registrou atendimento para essas duas pessoas.
O agressor foi detido pela Polícia Militar. Os nomes das pessoas envolvidas não foram divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Não havia informações sobre a motivação da violência até a última atualização desta reportagem.
A escola Cristiano Barbosa atende alunos do 1º ano do ensino fundamental até o ensino médio.
Procurada, a Secretaria de Educação do estado informou que estava apurando o caso. O g1 também entrou em contato com a Polícia Civil e a Polícia Militar. Porém, até a última atualização desta reportagem, as corporações não enviaram detalhes sobre a ocorrência.
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O deputado federal e vice-presidente do União Brasil em Pernambuco, Mendonça Filho, solicitou ao presidente nacional do partido, Antônio Rueda, o cancelamento da Federação União Progressista, formada entre União Brasil e Progressistas, que ainda se encontra em fase final de validação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo Mendonça, a federação enfrenta entraves políticos e divergências regionais que já comprometem sua viabilidade antes mesmo da formalização definitiva. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“A federação sequer foi referendada pelo TSE e já agoniza em meio a entraves regionais, conflitos e indefinições em vários estados, inclusive em Pernambuco. Esse cenário prejudica a organização eleitoral, dificulta a formação de chapas competitivas e coloca em risco a própria estabilidade partidária”, afirmou.
O parlamentar encaminhou, no último fim de semana, ofício ao presidente nacional do União Brasil, manifestando preocupação com os impactos da federação sobre a organização política do partido para as eleições de 2026.
No documento, Mendonça defende que a Executiva Nacional do União Brasil analise com urgência a situação.
“Considero indispensável que esta Presidência submeta, com a devida urgência, à apreciação da Executiva Nacional do União Brasil a avaliação do cancelamento do registro da Federação União Progressista, como medida necessária para preservar a estabilidade política, a segurança institucional e a capacidade organizativa do União nas eleições de 2026”, pontuou no ofício.
Membro da Executiva Nacional do partido, Mendonça ressalta que o momento é decisivo no calendário eleitoral. Com o prazo da janela partidária se aproximando e as convenções partidárias no horizonte, o parlamentar avalia que a indefinição política pode comprometer a organização das forças partidárias.
Para ele, o cancelamento da federação permitiria maior clareza política, possibilitando que União Brasil e Progressistas reorganizem suas estratégias eleitorais com autonomia para a disputa de 2026.
“Ao longo de minha trajetória pública sempre pautei minha atuação pela transparência, previsibilidade e clareza de posicionamentos políticos. Esses princípios são fundamentais, tanto na vida quanto na política”, reafirmou.
Antes de solicitar o cancelamento da federação, Mendonça havia pedido aos presidentes Antônio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do Progressistas, um posicionamento da Executiva Nacional da federação sobre a eleição em Pernambuco.
Aliado da governadora Raquel Lyra, Mendonça defende que a federação apoie sua reeleição. Segundo ele, o próprio estatuto da Federação União Progressista prevê que, em caso de divergências nos estados, a decisão deve ser tomada pelas direções nacionais dos partidos.
O artigo 27 do estatuto estabelece que esses impasses devem ser submetidos à deliberação das instâncias nacionais.
“Se há divisão no âmbito estadual, nada mais adequado do que cumprir o estatuto e submeter a decisão à direção nacional. Isso dará clareza política e estratégica à atuação da federação em Pernambuco e permitirá melhor organização do processo eleitoral no estado”, concluiu.
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O prefeito de Petrolina, Simão Durando, sancionou o projeto de lei que institui o Pix Tecnológico para profissionais da rede municipal de ensino. A medida prevê o repasse de R$ 4 mil para professores e secretários escolares investirem na compra de equipamentos tecnológicos voltados às atividades pedagógicas e administrativas das escolas.
Ao todo, serão destinados mais de R$ 15,3 milhões para beneficiar 3.841 profissionais da educação. O recurso poderá ser utilizado na aquisição de celulares, computadores, tablets e outros equipamentos tecnológicos. Segundo o prefeito, o pagamento será realizado já nesta segunda-feira (16). “Quem está todos os dias dentro da sala de aula merece reconhecimento e condições adequadas de trabalho. Esse investimento é uma forma de valorizar os profissionais da educação e fortalecer ainda mais a qualidade do ensino em Petrolina”, afirmou.
Por Betânia Santana – Blog da Folha
A vinte dias do prazo final para mudanças de partido e novas filiações, políticos aceleram as articulações para a composição das futuras chapas. Pré-candidatos nas próximas eleições, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), devem, nos próximos dias, reduzir a distância entre a capital pernambucana e a capital federal.
Isso porque negociações passam pelo Planalto Central ou por líderes nacionais. Os dois têm trabalho triplicado porque, além de serem potenciais candidatos ao governo, presidem partidos e trabalham para ajudar siglas que compõem suas bases.
Leia maisConversas
Em entrevista à Rádio Pajeú, Raquel Lyra registrou que “está todo mundo conversando com todo mundo”. Ela deve ir a Brasília na próxima quarta-feira. Comenta-se que vai afinar o diálogo com os pré-candidatos ao Senado o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil); e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). Na semana passada, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, revelou que a gestora teve uma conversa com a também pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, sua adversária na disputa pelo governo em 2022.
Tanto Marília Arraes quanto Miguel Coelho e Silvio Costa Filho estavam na lista dos cotados para compor a chapa majoritária da Frente Popular de João Campos. Como sentiram o tempo passar e as chances se afunilarem, ampliaram o leque de conversas, se aproximando da governadora. Resultado da aliança nacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma das vagas à Casa Alta na chapa do prefeito estaria reservada ao senador Humberto Costa (PT).
A outra, à espera do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que preside o PP-PE e pode comandar a Federação União Progressista, ainda não homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A presença de Da Fonte garantiria um grupo político forte e mais tempo de televisão.
Presidentes
A governadora e o prefeito comandam os partidos que integram. Presidente estadual do PSD, Raquel Lyra trabalha para ganhar representação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara dos Deputados. A sigla não tem deputados estaduais ou federais pelo estado. O cenário na Alepe deve mudar até o começo de abril. Nesta semana, seis deputados estaduais devem se filiar ao PSD. É o caso de Aglailson Filho (PSB), Débora Almeida (PSDB), Izaías Régis (PSDB), Joãozinho Tenório (PRD), Romero Sales Filho (UB) e Socorro Pimentel (UB). A ideia da gestora é também fortalecer a bancada para a próxima legislatura, montando chapas competitivas.
Presidente nacional do PSB, o prefeito tem um leque maior para as composições. Junto ao presidente estadual, deputado Sileno Guedes, pretende repetir a performance de 2022 e eleger a maior bancada para a Alepe. Em nível nacional, além de ampliar a bancada do PSB, João Campos tem a missão de articular palanques para o presidente Lula em outros estados.
Além de fortalecer seus partidos, Raquel Lyra e João Campos vão ter a missão de ajudar a dar vida a partidos aliados. A tática é estratégica para ampliar suas coligações, garantindo uma maior fatia do guia eleitoral e uma base maior de candidatos ao Legislativo.
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Advogados que acompanham o caso Master relataram à CNN que a ideia inicial do banqueiro Daniel Vorcaro para uma delação premiada é mirar políticos e poupar o Supremo Tribunal Federal.
Pelo menos três motivos são colocados na mesa para esse desenho inicial, segundo fontes próximas a Vorcaro.
Primeiro, seria uma forma de obter a validação da Procuradoria-Geral da República para uma delação, tendo em vista a proximidade de Paulo Gonet com ministros do STF. Há a leitura de que o PGR dificilmente aceitaria uma delação que atingisse a Corte. As informações são da CNN.
Leia maisEm especial, devido a sua relação com Alexandre de Moraes, de quem se aproximou durante o inquérito da trama golpista. Moraes, em tese, poderia ser alvo de uma delação em razão do contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua mulher com Vorcaro.
Segundo, porque o novo advogado de Vorcaro, José Luis de Oliveira Lima, o Juca, levaria em conta as relações pessoais com a Corte, não colocaria em risco uma delação que atingisse o STF.
Fontes relataram à CNN que Juca é próximo do ministro Dias Toffoli, que, assim como Moraes, também poderia entrar em uma delação, dado negócio realizado entre o banco Master e um fundo do qual ele e familiares têm participação.
Terceiro, uma delação premiada que atinja altas Cortes de Brasília é considerada arriscada demais para o futuro profissional de qualquer escritório de advocacia. A lembrança mais recente é a própria Operação Lava Jato, que começou a ruir justamente quando começou a se aproximar do Judiciário.
A CNN procurou Juca neste domingo, mas ele disse que não se manifestaria.
Ele deve encontrar Vorcaro nesta semana para já começar as tratativas da delação.
A aposta é que ele, além de políticos, aborde também na delação crimes financeiros, ainda mais porque Juca defende também outro alvo das investigações, João Carlos Mansur, que fundou a hoje liquidada Reag, parceira do Master em diversas negociações. A avaliação, inclusive, é que Mansur pode também fazer uma delação premiada.
Outro ponto que, segundo fontes, deve entrar na delação de Vorcaro são as relações do Master com carteiras de crédito consignado.
Um dos principais ativos do banco era o CrediCesta, um cartão de crédito consignado com juros muito abaixo do mercado e direcionado principalmente a funcionários públicos, que foi idealizado pelo ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, e “exportado” da Bahia para diversos estados. Lima rompeu posteriormente com Vorcaro.
A ideia inicial da delação de mirar políticos e poupar o STF, porém, pode esbarrar justamente nas investigações da Polícia Federal, cujos integrantes têm dito haver material robusto pelo menos contra Toffoli. Uma delação com a PF seria uma alternativa a Vorcaro, caso a PGR não queira fechar um acordo.
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Por José Adalberto Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Um alquimista, aquele que transforma catrevagens em ouro, sonhou com uma serpente no jogo do bicho e resolveu construir uma fábrica de fumaça. Alugou uma sala, comprou lobistas, móveis e utensílios, capangas e marqueteiro. Acendam as luzes. A produção de fumaça vai começar a todo vapor, vapores malignos.
Um hotel de luxo na cidade de Taormina, região da Sicília, berço dos mafiosos na Itália, foi escolhido como cenário para um supershow do vendedor de fumaças. Imaginem vocês um espetáculo tipo Lollapalooza, free, com os astros Andrea Bocelli, Coldplay, David Guetta, os gringos mais badalados do show business internacional, com bebida, comida e periguetes de graça, e sete helicópteros à disposição dos convidados. O custo foi além dos 220 milhões de denários.
Leia maisImaginem quantos marajás do Banco Central e quantos aiatolás de Brasília participaram da farra, tipo assim feito um Super Bowl dos EUA, maior evento esportivo-social da América.
Espírito festivo e generoso, o vendedor de fumaças monetárias promoveu uma festa Super Bowl num resort para clientes vip e velhinhos da idade suprema. Foram servidas comidas e bebidas importadas e mulheres popozudas de países da Europa. As popozudas eram especialistas em línguas, mas não sabiam falar a língua portuguesa para não entender as conchamblanças das cifras. Houve farta distribuição de Viagra de 100 megatons, que empodera até defunto.
Diante da orgia desvairada de gastos do excêntrico personagem, qualquer inspetor de quarteirão do Banco Central teria razões suficientes, desde 2023, para declarar a suspeição do aventureiro e pedir a interdição da fábrica de fumaças. Os marajás e os aiatolás faziam de conta que não viam nada e não sabiam de nada. Os incêndios com os papéis do sistema financeiro pesam menos. As ações criminosas são as manipulações, compras e vendas de títulos pobres para usurpar os recursos do Sistema Financeiro Nacional através do Fundo Garantidor de Crédito – FGC.
Não se apronta um rombo financeiro de 40 bilhões, 50 bilhões da noite para o dia. Resumo da fábula: o giga bandoleiro amealhou um patrimônio de bilhões de cruzeiros em mansões, propriedades, joias e carros. Foi mandado para a cadeia, provisoriamente. Bobagem. Castigo de verdade seria confiscar seu patrimônio ilícito. Nunca jamais.
O bicho montou uma guarda pretoriana para defendê-lo nas sombras. Foi preso por conta do rombo bilionário. Se passar mais de um ano na cadeia, dou minha cara a bofete. Em junho haverá a Copa do Mundo. Lanço a minha profecia: se cumprir mais de um ano na cadeia eu dou minha cara a bofete. CPI na Câmara dos Deputados, esqueça.
Palavras incandescentes do ministro André Mendonça conquistaram o coração do Brazil. Honrado e corajoso, Mendonça combate o bom combate e merece todos os créditos, mas não exerce o mando de campo.
Repito meu mantra do coração, conforme foi dito pelo lindo pensador Roberto Campos: o Brazil não corre o menor risco de dar certo, assim como os sermões do meu colega, o Padre Vieira, autor do Sermão de Santo Antônio aos Peixes, para protestar contra a servidão humana.
Avante, cabroeira!
*Periodista, escritor e quase poeta
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Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) está conquistando uma fama que político nenhum gostaria de carregar: a de pé-frio oficial do Estado.
No futebol, a história já virou folclore. Bastou vestir a camisa do Santa Cruz na véspera do confronto decisivo contra o Náutico no Campeonato Pernambucano para a cobrinha dar adeus à competição. A zoação foi instantânea. Nas arquibancadas, nas redes e nos grupos de WhatsApp, o diagnóstico foi unânime: “não chama que dá azar”.
Leia maisA fama pegou de vez. E como desgraça pouca é bobagem para quem carrega essa aura, o roteiro se repetiu fora das quatro linhas.
Na torcida pelo filme pernambucano Agente Secreto no Oscar, Raquel resolveu transformar a expectativa da premiação em um grande evento político. Por meio da Fundarpe, organizou uma megaconcentração em frente ao Cinema São Luiz, apareceu em Olinda na concentração da Pitombeira, distribuiu sorrisos, fotos e discursos como se estivesse na final de Copa do Mundo.
O resultado veio do jeito mais cruel possível para quem tenta capitalizar vitória alheia: o prêmio não veio — e sobrou para o “pé-frio”.
O constrangimento foi maior porque, antes mesmo da cerimônia, já tinha gente torcendo o nariz para a tentativa evidente de colar sua imagem a uma conquista que, se viesse, seria exclusivamente do cinema pernambucano. De Kléber Mendonça Filho, dos atores, da equipe técnica, de quem fez o filme acontecer.
Mas parecia que a estrela principal da festa já estava escolhida.
No futebol, quando dirigente quer aparecer mais que jogador, a torcida reage. No cinema, quando político tenta subir no palco antes do diretor, a reação não costuma ser diferente.
E, em Pernambuco, a piada já está pronta: se Raquel aparecer torcendo pelo seu time, é melhor esconder a camisa. Se aparecer apoiando algum filme, talvez seja prudente torcer em silêncio.
Por via das dúvidas, governadora, talvez seja o caso de providenciar um bom banho de sal grosso.
Ou pelo menos evitar aparecer na foto antes da premiação acabar.
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Vitrine de Raquel, Arco Metropolitano tem Banco Master como seguradora da obra
O Arco Metropolitano, uma das principais vitrines do Governo Raquel Lyra (PSD), pode entrar na mira de autoridades federais em meio ao escândalo do Banco Master. A obra tem como seguradora uma empresa ligada à instituição financeira, que foi liquidada recentemente pelo Banco Central devido a denúncias de corrupção que vêm sendo apuradas pela Polícia Federal e que também estão sob investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional.
A contratação de uma seguradora era prevista na fase de licitação do Arco Metropolitano. Anexo do termo de referência do processo indica que as responsáveis pela obra deveriam apresentar, “em até dez dias após a assinatura do contrato e antes da emissão da ordem de serviço, às suas custas, as apólices de Seguro de Risco de Engenharia e Responsabilidade Civil Profissional”, com cobertura básica e também para riscos inerentes à construção, erros de execução ou de projeto, sabotagens, riscos da natureza, como queda de raio, granizo e alagamento, e seguros para obras civis em construção (OCC).
Leia maisO contrato 023/2025, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), foi assinado em 10 de novembro de 2025, e a ordem de serviço, emitida em dezembro do mesmo ano. O termo de referência prevê uma garantia de cinco anos para eventuais aparições de defeitos construtivos na obra do Arco Metropolitano. O prazo é menor que o de outras intervenções viárias realizadas pelo Governo de Pernambuco, como a requalificação do contorno urbano da BR-101.
O serviço foi concluído em 2019 e tinha previsão contratual de dez anos para que as construtoras corrigissem imperfeições. O lote 2 do Arco Metropolitano, entre Moreno e o Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, está sendo construído por um consórcio formado pelas empresas Azevedo & Travassos Infraestrutura, Dois A Engenharia e Tecnologia e KPE Engenharia, ao custo de R$ 631,9 milhões. O prazo é de 720 dias a partir da ordem de serviço, ou seja, até dezembro de 2027.
NERVOS DE AÇO – Diante do afunilamento do primeiro prazo extremamente importante do calendário eleitoral, o encerramento do troca-troca partidário em 4 de abril, esta e a próxima semana serão de negociações intensas entre os deputados que querem encontrar o melhor partido, com cauda eleitoral robusta. Não é uma decisão fácil para a grande maioria filiada hoje em partidos sem chapa competitiva. Por isso, tem muita gente cantando “Nervos de Aço”, de Lupicinio Rodrigues.

Vereador pode ser cassado – Se depender da disposição da maioria dos integrantes do Conselho de Ética da Câmara do Recite, o vereador Eduardo Moura (Novo) vai responder a um processo de cassação de mandato por crime de quebra do decoro parlamentar. E se o pedido chegar ao plenário, natural no curso da tramitação, ele que se cuide. Tem gente rangendo os dentes para votar a favor da sua degola. Ele pode ser cassado por ter agredido moralmente o vereador Chico Kiko (PSB) durante uma sessão plenária, com gestos simulando “chifres” por trás da cabeça do colega de parlamento.
A Diana do PT – O ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), anda com um pé atrás com o presidente estadual do PT, Carlos Veras. Não engole a postura dúbia e oportunista do dirigente petista, que num dia diz que seu candidato a governador é João Campos e no outro faz galanteios a governadora Raquel Lyra, a quem se derramou em elogios num recente evento em Tabira na presença da gestora e do prefeito Flávio Marques. “Postura de Diana do pastoril”, ironiza Anchieta. Filiado ao PT e integrante do grupo de Veras, o prefeito virou cabo eleitoral de Raquel, com quem desfilou em carro aberto pela cidade, desrespeitando a legislação eleitoral.
Nas redes, Flávio bate Lula – A família Bolsonaro registrou mais engajamento nas redes sociais do que o núcleo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos dois primeiros meses de 2026. Os dados são de um levantamento da Bites, empresa de análise de dados, a pedido do site Poder360, de Brasília, com base em publicações no X, Instagram e Facebook. De janeiro a fevereiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderou com folga o volume total de interações. Foram 49.696.605, o equivalente a 36,2% do total analisado. Lula aparece em segundo lugar, com 28.224.541 interações (20,82%). Na sequência aparecem o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), com 20.212.052 interações (14,58%), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com 17.518.120 (13,11%). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro registrou 5.689.663 interações (4,17%).

Evilásio firme com João – Sondado pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), se o acompanharia na travessia para o palanque da governadora Raquel Lyra (PSD), o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), reagiu com um categórico não. Ao longo da semana passada, Miguel recebeu formalmente o convite de Raquel para disputar o Senado na chapa governista. Embora aliado do grupo Coelho, Evilásio disse que não recua, em hipótese alguma, do apoio à candidatura de João Campos (PSB) a governador.
CURTAS
ENCONTRO – O deputado Fernando Filho (UB) teve uma longa conversa com o prefeito e pré-candidato do PSB a governador, João Campos, na sexta-feira passada. Tentou demover a ideia de o grupo Coelho de debandar para o palanque da governadora Raquel Lyra. Antes, João recebeu Miguel Coelho, que acena para senador na chapa da governadora.
PINÓQUIO – Num vídeo enviado ao blog na sexta-feira, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, afirmou que o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, mentiu na entrevista que concedeu no Recife, quando informou que recebeu dele o comunicado de que o seu candidato seria o então vice Evilásio Mateus, que já havia rompido com ele. Deu a entender que o nariz de Lupi, como o de Pinóquio, cresce de acordo com o tamanho da mentira.
DIRETO DE BRASÍLIA – No podcast Direto de Brasília, amanhã, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) revela as razões que o levaram a assinar a CPI do Banco Master, diz não acreditar na homologação da federação PP-União Brasil e mostra o que tem feito do seu mandato para garantir políticas públicas de fortalecimento do empresariado nacional.
Perguntar não ofende: Como vai acabar a novela das composições das chapas para o Senado em Pernambuco?
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O Cinema São Luiz já está pronto para receber o público neste domingo (15), em uma noite histórica para o cinema pernambucano, com “O Agente Secreto” indicado em quatro categorias ao Oscar 2026.
O equipamento cultural, uma das locações do filme do diretor Kleber Mendonça Filho, começou a exibir a cerimônia às 20h para quem garantiu o ingresso ontem (14). O esquenta começou a partir das 18h30, graças às apresentações artísticas inspiradas no longa-metragem.
Leia maisEm frente ao prédio do cinema, os espectadores se deparam com um extenso tapete vermelho, onde acontece o desfile dos bonecos gigantes do cineasta e do ator Wagner Moura, com a presença da orquestra da Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos.
Na área externa do equipamento cultural foi montado um telão para a exibição aberta ao público da cerimônia do Oscar 2026, além da instalação de uma escultura da lenda urbana “Perna Cabeluda”, presente no longa-metragem. A estrutura também inclui barracas de alimentação e banheiros públicos para atender ao público.
O público aproveitou para registrar momentos com a Perna Cabeluda, com os carros antigos e os orelhões personalizados do filme. Além disso, grande parte dos fãs estava vestida com a camisa retrô da Pitombeira dos Quatro Cantos. A camiseta amarela e preta foi usada em cena pelo ator Wagner Moura e virou um dos principais itens do “O Agente Secreto”.

Ator presente
O ator Kaiony Venâncio, o matador Vilmar de “O Agente Secreto”, esteve presente no Cinema São Luiz. O artista potiguar foi muito requisitado pelos fãs do filme pernambucano, na área externa do cinema.
Venâncio aproveitou o momento para agradecer o carinho do público. “Essa torcida, essa energia, vai fazer toda a diferença em Los Angeles. Muito obrigado”, disse o ator.
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Depois de ser alvo de críticas por publicar vídeos nitidamente alegre durante evento em Rondônia, onde foi para fechar uma chapa eleitoral, enquanto seu pai, Jair Bolsonaro (PL), estava internado, o pré-candidanto à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi às redes sociais, neste domingo (15), e declarou que o ex-mandatário “ficou feliz” por causa do lançamento. As informações são do portal Metrópoles.
“Ontem, após essa agenda em Ji-Paraná (RO), fui direto pro hospital visitar meu pai e lhe dar a boa notícia de que o lançamento da chapa por ele escolhida de pré-candidatos em Rondônia foi um sucesso: Marcos Rogério (governador), Fernando Máximo (senador) e Bruno Sheidt (senador)”, escreveu em sua página no X.
Leia maisFazendo o que meu pai @jairbolsonaro pediu: “Leve esperança ao povo brasileiro!”
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 15, 2026
Ontem, após essa agenda em Ji-Paraná (RO), fui direto pro hospital visitar meu pai e lhe dar a boa notícia de que o lançamento da chapa por ele escolhida de pré-candidatos, em Rondônia, foi um… pic.twitter.com/4YiHHyjJcE
Segundo ele, Bolsonaro pediu para que ele levasse “esperaça ao povo brasileiro”. Isso teria ocorrido antes do ex-presidente ser internado na sexta-feira (13). Ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar um quadro de febre alta, queda de saturação, sudorese e calafrios.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Manoela Alcântara, laudo dos médicos que atendem o ex-presidente afirmam que ele caminhou 5 km no dia anterior ao que passou mal. Na tarde do dia 12 de março, “Bolsonaro estava com bom estado de saúde, lúcido e orientado”.
Em seguida, conforme relatos do plantão noturno, ele apresentou “um pouco de crise de soluço”, mas não quis a medicação no momento.“Informou que ia tomar após o jogo”, diz o documento.

Por Flávio Chaves*
Durante décadas, enquanto o Brasil atravessava mudanças profundas em sua vida política e institucional, um pernambucano de formação técnica e temperamento sereno percorreu os caminhos da administração pública com discrição e firmeza. Deputado constituinte, senador da República, ministro de Estado e integrante do Tribunal de Contas da União, José Jorge de Vasconcelos Lima pertence a uma geração de homens públicos que ajudaram a construir os alicerces da democracia brasileira. Sua trajetória, marcada pela sobriedade e pela dedicação ao interesse público, agora ganha registro em uma obra que revisita episódios decisivos da política nacional.
Há biografias que contam apenas a história de um homem. Outras acabam revelando também o percurso de um país. A trajetória pública de José Jorge de Vasconcelos Lima pertence a esse segundo grupo. Engenheiro, professor, gestor público, deputado federal, senador, ministro de Estado e integrante do Tribunal de Contas da União, o pernambucano construiu ao longo de décadas uma carreira marcada pela sobriedade, pela capacidade administrativa e pelo compromisso com as instituições republicanas.
Leia maisEssa caminhada agora ganha registro em “Ecos de uma Jornada – José Jorge de Vasconcelos Lima”, livro organizado pelo jornalista Ângelo Castello Branco. A obra que revisita episódios decisivos da vida política brasileira e o papel desempenhado por José Jorge em momentos importantes da construção institucional do país.
Mais do que narrar cargos ou mandatos, o trabalho resgata uma trajetória construída com base na experiência administrativa e no espírito público. Ao percorrer diferentes etapas da vida política nacional, a obra revela também um retrato da geração de líderes que participou diretamente da consolidação democrática após o período autoritário.
O lançamento acontece em dois cenários que simbolizam a própria história do ex-ministro. No Recife, cidade onde nasceram suas raízes políticas, a obra será apresentada no dia 17 de março na Academia Pernambucana de Letras, às 18h. Em Brasília, centro das grandes decisões nacionais, o encontro com leitores está previsto para o dia 24 de março na sede do Tribunal de Contas da União.
Os dois eventos representam mais que simples lançamentos literários. São encontros com a memória de uma vida dedicada ao serviço público.

Formação e compromisso com a gestão pública
José Jorge nasceu no Recife em 18 de novembro de 1944. Formou-se em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Pernambuco e ampliou seus estudos na área econômica e estatística, com formação acadêmica também no exterior.
Desde cedo demonstrou interesse pelas questões administrativas e pelo funcionamento das políticas públicas. Essa formação técnica moldaria sua visão de Estado e sua atuação política ao longo dos anos.
Antes de alcançar projeção nacional, exerceu funções importantes na administração de Pernambuco. Foi secretário de Educação e Cultura entre 1975 e 1979 e secretário de Habitação entre 1979 e 1982, participando de iniciativas voltadas à ampliação de políticas públicas em áreas essenciais para o desenvolvimento social.
A experiência na gestão estadual consolidou a imagem de um administrador atento à eficiência das políticas públicas e ao papel do planejamento na ação governamental.
A longa experiência no Congresso Nacional
A entrada na Câmara dos Deputados marcou o início de uma nova etapa em sua trajetória. Eleito deputado federal por Pernambuco, José Jorge exerceu quatro mandatos consecutivos e participou de um período especialmente relevante da história política brasileira.
Foi integrante da Assembleia Nacional Constituinte responsável pela elaboração da Constituição de 1988, marco fundamental da redemocratização do país.
Durante sua atuação parlamentar, participou de debates centrais sobre educação, desenvolvimento econômico e modernização do Estado. Seu perfil sempre esteve associado à reflexão técnica e à busca de soluções institucionais para os desafios do país.
Em 1998 foi eleito senador da República por Pernambuco. No Senado ampliou sua participação em temas estruturais do funcionamento do Estado brasileiro.
Entre os trabalhos mais importantes desse período está sua participação na relatoria da reforma do Poder Judiciário, proposta que resultou na Emenda Constitucional número 45 e introduziu mudanças relevantes na organização da Justiça brasileira.
No comando da política energética nacional
A experiência acumulada no Legislativo levou José Jorge ao Executivo federal. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu o Ministério de Minas e Energia, uma das pastas mais estratégicas da administração pública.
O período foi marcado por desafios significativos no setor elétrico brasileiro. O país enfrentava dificuldades decorrentes de fatores climáticos e estruturais que pressionavam o sistema de geração de energia.
Nesse cenário, o ministério participou da formulação de políticas voltadas à modernização do setor e à busca de soluções capazes de garantir segurança no abastecimento energético nacional.
A atuação de José Jorge foi pautada pela busca de soluções técnicas e pela articulação entre diferentes áreas do governo, sempre com o objetivo de preservar a estabilidade do sistema energético brasileiro.
A missão institucional no Tribunal de Contas da União
Depois de décadas de atuação no Legislativo e no Executivo, José Jorge assumiu em 2009 o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União.
A corte é responsável pela fiscalização da aplicação dos recursos públicos federais e exerce papel essencial na defesa da transparência e da responsabilidade administrativa.
Durante sua passagem pelo tribunal, participou de julgamentos e análises que contribuíram para o fortalecimento dos mecanismos de controle do Estado brasileiro.
Sua atuação reforçou uma reputação construída ao longo de toda a vida pública. A de um homem comprometido com o funcionamento das instituições e com a integridade da administração pública.
Memória política e legado institucional
O livro organizado pelo jornalista Ângelo Castello Branco reúne episódios, memórias e reflexões que ajudam a compreender os bastidores de decisões importantes da política nacional.
A obra também oferece ao leitor uma perspectiva sobre a atuação de uma geração de homens públicos que participaram diretamente da consolidação da democracia brasileira.
Engenheiro, professor universitário, secretário de Estado, deputado federal, senador, ministro e integrante do Tribunal de Contas da União, José Jorge percorreu diferentes dimensões da vida pública mantendo uma reputação marcada pela seriedade e pela dedicação ao serviço público.
Sua trajetória demonstra que a política pode ser exercida como vocação republicana, sustentada pela responsabilidade institucional e pelo compromisso com o interesse público.
Ao registrar essa caminhada, a obra preserva não apenas a memória de uma carreira política, mas também capítulos importantes da história recente do Brasil.
Quem é José Jorge
José Jorge de Vasconcelos Lima nasceu no Recife em 18 de novembro de 1944. Engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal de Pernambuco, construiu uma das mais respeitadas trajetórias da vida pública brasileira.
Foi secretário estadual de Educação e Cultura e secretário de Habitação em Pernambuco. No plano nacional exerceu quatro mandatos como deputado federal e posteriormente foi eleito senador da República.
Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu o Ministério de Minas e Energia. Em 2009 tornou-se ministro do Tribunal de Contas da União, onde atuou na fiscalização das contas públicas federais.
SERVIÇO
Lançamento da obra “Ecos de uma Jornada – José Jorge de Vasconcelos Lima”, de Ângelo Castello Branco
Recife
17 de março
Academia Pernambucana de Letras
Brasília
24 de março
Tribunal de Contas da União
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/Minc
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