O presidente da Federação União Progressista e pré-candidato ao Senado, deputado federal Eduardo da Fonte, oficializou o nome da vereadora e pré-candidata a deputada Gisele de Dudinha para a presidência da federação no Cabo de Santo Agostinho. O ato contou com a presença do prefeito Lula Cabral, do vice-prefeito Jamerson Batera, do deputado federal Lula da Fonte, do pré-candidato a deputado estadual Batista Cabral e de vereadores do município.
“É um prazer enorme estar aqui hoje na sede da Federação União Progressista para participar da posse de Gisele de Dudinha, uma guerreira que vai dar um crescimento muito grande à Federação no Cabo, ao lado do nosso futuro senador, se Deus quiser, Eduardo da Fonte”, destacou o prefeito Lula Cabral.
Enfermeira, mãe atípica e vereadora mais votada do Cabo nas eleições de 2024, Gisele assume a presidência com a missão de ampliar a atuação da federação em defesa da saúde pública, dos direitos das mulheres e da inclusão.
O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), anunciou a antecipação do pagamento dos salários dos servidores municipais referentes ao mês de junho para esta quinta-feira (18). O anúncio foi feito durante entrevista ao programa Plantão de Notícias, da Rádio Integração FM. As informações são do portal Mais Casinhas.
De acordo com o gestor, mais de R$ 7 milhões serão injetados na economia do município às vésperas dos festejos juninos. “São mais de R$ 7 milhões sendo injetados na economia de Surubim, às vésperas do São João, para que os servidores possam curtir os festejos juninos na Capital da Vaquejada com dinheiro no bolso”, destacou Chaparral.
O município de Parnamirim, no Sertão de Pernambuco, já está no ritmo dos preparativos para os festejos juninos. A Prefeitura anunciou oficialmente o início das ações para o ‘São João do CEASA 2026’. Sob o conceito “Quando a Tradição Vira Festa”, a edição deste ano foca na consolidação do evento, retomando de vez a festividade no calendário cultural e turístico do município.
“O São João do CEASA é uma celebração da memória do parnamirinense. A festa nasce da população, da história e do orgulho de pertencer a Parnamirim. Em 2025 nós fizemos o resgate, e esse ano, mostramos que a tradição voltou para ficar, de forma organizada, segura e valorizando quem faz a festa acontecer”, destaca a gestão municipal.
A estrutura preparada pela Prefeitura contará com segurança integrada, polícias civil e militar, ordenamento de trânsito, praça de alimentação com comidas típicas e valorização das manifestações tradicionais, como as apresentações de quadrilhas juninas e forró. A programação oficial deste ano acontecerá nos dias 29 e 30 de junho e contará com grandes nomes do cenário nacional, além do tradicional espaço de destaque para os artistas da terra.
Em Petrolina, há uma tremenda expectativa, hoje, com a presença da governadora Raquel Lyra (PSD) no tradicional ‘forró dos Coelho’ na casa do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, quanto a uma possível confirmação do nome do ex-prefeito Miguel Coelho (UB) na chapa da gestora como candidato ao Senado.
Ouvido, há pouco, pelo blog, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSD), uma das principais lideranças aliadas ao projeto de reeleição da governadora, disse não acreditar em tal confirmação. “Não creio que a governadora vá se antecipar a decisão da federação Progressista, marcada para o dia 29, que tem o poder de decisão sobre a indicação do nome para a chapa”, disse Pimentel, aliado do presidente estadual da federação, Eduardo da Fonte, e adversário figadal dos Coelho.
Perguntado se teria alguma restrição ao nome de Miguel, Pimentel assim reagiu: “Ele foi muito deselegante comigo e Socorro (deputada estadual e esposa), mas vamos aguardar os fatos”.
A entrada em vigor da Lei Complementar nº 231/2026 abre uma nova etapa para a política de desenvolvimento regional brasileira ao permitir que cooperativas tenham acesso aos recursos dos fundos constitucionais de desenvolvimento regional. No caso do Nordeste, a medida habilita cooperativas enquadradas na legislação do setor a pleitearem financiamentos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17), a norma inclui as cooperativas entre os potenciais beneficiários do FDNE, ampliando as possibilidades de financiamento para empreendimentos voltados à infraestrutura e às atividades produtivas na área de atuação da Sudene.
Com a nova legislação em vigor, a autarquia dará início ao processo de adequação dos normativos e procedimentos operacionais do Fundo para incorporar formalmente as cooperativas entre os públicos aptos a acessar os recursos. Segundo o diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Wandemberg Almeida, o momento marca uma mudança histórica para o cooperativismo brasileiro e para a política de desenvolvimento regional.
“A lei já está vigente, mas agora se inicia uma etapa importante de regulamentação operacional. A Sudene vai promover a adequação dos normativos, dos manuais operacionais e dos critérios de enquadramento para incluir as cooperativas entre os beneficiários aptos a apresentar projetos ao FDNE”, explica.
Além da atualização dos procedimentos internos, a expectativa é que as próprias cooperativas iniciem um processo de preparação para acessar os recursos. Entre os requisitos estão a regularidade jurídica, o enquadramento na legislação cooperativista e a elaboração de projetos técnica, econômica e ambientalmente viáveis.
Após essa etapa, as cooperativas poderão apresentar consultas e propostas de financiamento, que seguirão o fluxo de análise já previsto para o Fundo, incluindo a participação das instituições financeiras responsáveis pela operação dos recursos.
O administrador-geral de Fernando de Noronha, Virgílio Oliveira, cumpriu uma agenda estratégica em Brasília voltada à captação de investimentos, fortalecimento do turismo e desenvolvimento da infraestrutura do arquipélago. Acompanhado do administrador-adjunto, João Walter, do superintendente de Turismo, Cultura e Esportes, Islian Pereira, e do superintendente Administrativo, Financeiro e de TI, Pedro Souza, ele participou de reuniões com representantes de órgãos federais ligados ao setor.
Em encontro com o presidente da Embratur, Bruno Reis, foram discutidas ações para ampliar a divulgação de Fernando de Noronha no mercado internacional, desenvolver o turismo de base comunitária e fortalecer o posicionamento da ilha como referência mundial em turismo sustentável. A iniciativa busca ampliar a visibilidade do destino no exterior, atrair novas oportunidades e impulsionar a economia local.
A comitiva também se reuniu com Gabriel Vilar, assessor especial do Ministério do Turismo, para apresentar demandas voltadas à melhoria da infraestrutura da ilha. Entre os temas abordados estiveram a qualificação de equipamentos já existentes e a viabilização de novos espaços capazes de fortalecer a atividade turística e aprimorar os serviços oferecidos à população e aos visitantes.
Para Virgílio Oliveira, o diálogo permanente com o Governo Federal é fundamental para garantir avanços concretos para Fernando de Noronha. “Estamos construindo pontes e buscando parcerias que contribuam para o desenvolvimento sustentável da ilha. Nosso compromisso é ampliar oportunidades, fortalecer o turismo, melhorar a infraestrutura e garantir que Noronha continue sendo uma referência para o Brasil e para o mundo”, destacou.
As agendas reforçam o compromisso da gestão com a promoção do destino, a atração de investimentos e a implementação de ações que conciliem desenvolvimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida para a população noronhense.
O deputado federal Lucas Ramos (PSB) afirmou que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem adotado uma estratégia semelhante à utilizada pelo ex-governador Eduardo Campos durante a campanha ao Governo de Pernambuco, em 2006, ao percorrer o estado para ouvir a população e construir propostas a partir do diálogo com os pernambucanos.
A declaração foi dada durante evento da Frente Popular realizado em Gravatá, no Agreste, ocasião em que João Campos lançou uma plataforma de escuta popular voltada à construção de um projeto político para Pernambuco. Segundo Lucas, a iniciativa resgata uma das principais marcas da trajetória de Eduardo Campos: a proximidade com a população e a atenção às demandas de cada região do estado.
“João Campos está fazendo os passos que o pai dele, Eduardo Campos, fez quando percorreu Pernambuco na sua primeira eleição, em 2006. Era ouvindo as pessoas, era perto da população”, afirmou o parlamentar.
Lucas Ramos também destacou que tem percebido, durante suas agendas pelo estado, um sentimento de expectativa em torno do nome de João Campos. Para o deputado, esse movimento reflete o desejo de parte da população por um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social em Pernambuco. “João é o filho da esperança”, declarou.
O deputado ainda ressaltou que lideranças políticas de diferentes regiões já participam da mobilização em torno do projeto liderado pelo PSB. Segundo ele, o movimento tende a ganhar força nos próximos meses, ampliando o debate sobre os desafios e as perspectivas para o futuro do estado.
Para Lucas Ramos, a construção de uma agenda baseada na escuta popular fortalece a participação da sociedade e contribui para a formulação de propostas alinhadas às necessidades dos pernambucanos. “João representa o caminho da mudança que Pernambuco espera, construído a partir do diálogo, da escuta e da participação das pessoas”, concluiu.
A Polícia Federal apontou que o senador Jaques Wagner foi o “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master. Entre esses benefícios estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao Master e o ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil.
Líder do governo no Senado, Wagner sempre negou ter qualquer relação com as “falcatruas” do Banco Master – como ele mesmo chamou o esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição financeira em fevereiro deste ano. Nesta quinta-feira, ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero.
O ponto de conexão de Wagner com o caso Master se dá por meio do ex-sócio do banco, o empresário baiano Augusto Lima, que também foi alvo na Operação de hoje.
A PF identificou uma mensagem em que o petista envia a Lima detalhes sobre um apartamento que ele estaria interessado em adquirir em Salvador. “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 milhões”, escreveu ele. A mensagem é datada de novembro de 2024.
Em outra conversa, a PF diz que Wagner pediu a Lima ingressos no valor de R$ 63,3 mil para o show de uma cantora internacional que seria realizado na Califórnia. Em mensagem remetida em novembro de 2023, o petista questiona Lima sobre os “ingressos de sábado”, ao que ele responde: “Pronto amigo. Seguem os dois. Abs”.
A PF também aponta o “uso gratuito” por Wagner de aeronaves ligadas a Lima. Em um desses voos, ocorrido em outubro de 2023, o empresário coloca um helicóptero à disposição do petista para que ele viajasse com a família de Salvador à “Ilha da Paixão”, que pertencia ao ex-sócio do Master.
Em outro episódio, em abril de 2024, o senador pede ao empresário o contato do piloto para um deslocamento ao Rio de Janeiro.
Essas suspeitas foram indicadas pela PF e constam da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que expediu os mandados nesta quinta-feira. Segundo o despacho, Wagner recebeu as “vantagens” em troca da sua atuação no Congresso Nacional em favor do Master.
Em nota, a defesa de Augusto Lima classificou as ações da PF hoje como “desnecessárias”, pois ele já estaria à disposição das autoridades “há seis meses”.
“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, diz o texto.
Governo da Bahia e Credcesta
O relacionamento entre os Wagner e Lima começou em 2017, quando o petista ainda era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Na época, ele estava tentando privatizar a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), que era dona de uma rede de supermercados estatais chamada “Cesta do Povo”.
O negócio não era atrativo no mercado privado porque só dava prejuízo até que apareceu um comprador – Augusto Lima. Ele arrematou o leilão da proposta por R$ 15 milhões depois que o governo baiado previu no edital a operação de um cartão de crédito consignado, que seria utilizado por mais de 400 mil servidores, pensionistas e aposentados da Bahia. O nome do cartão era “Credcesta”.
Em declarações anteriores, o próprio Wagner já admitiu que teve encontros com Lima naquela época para tentar o destravar o negócio. Ele era secretário do então governador da Bahia, Rui Costa (PT), hoje ministro da Casa Civil do governo Lula.
Depois do leilão, a gestão petista ainda concedeu uma exclusividade de mercado ao Credcesta por 15 anos – o que tornou o ativo ainda mais lucrativo. Lima, então, procurou um banco para administrar o cartão. O escolhido foi justamente o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, de quem ele viraria sócio.
A decisão judicial que autorizou cumprimento de mandados contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) na manhã desta quinta-feira (18) traz relatos da Polícia Federal que indicam como o senador teria atuado em favor do Banco Master. A ação faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero. As informações são do portal G1.
De acordo com o documento, haveria indícios de atuação parlamentar em temas relacionados à matéria de crédito consignado, em relação ao limite de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e na tentativa de fiscalização e controle da compra do Master pelo BRB. A ação teria sido em prol também da “Emenda Master”.
A PF identificou, como contrapartida à atuação de Wagner, a aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões. Seria a unidade 1.702 do empreendimento Poème Horto, cujos dados teriam sido repassados diretamente de Wagner para Augusto Lima.
As tratativas teriam seguido mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, com chamadas de voz, reuniões presenciais, videoconferências e envio de minutas contratuais.
Wagner, que é líder do governo Lula no Senado, teria tratado diretamente com o banqueiro Augusto Ferreira Lima uma proposta para elevar a margem consignável dos salários de trabalhadores regidos pela CLT, para aposentados e pensionistas, além de autorizar para beneficiários do BPC.
O tema virou a emenda n° 30 apresentada à Medida Provisória 1.106/2022, que posteriormente foi convertida em lei. Também houve, segundo a PF, a articulação para a aprovação da PEC 65/2023, que tinha repercussão sobre o limite de cobertura do FGC. É nessa matéria que Wagner teria atuado em prol da “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Teria havido uma sequência de contatos entre Guilherme Sodré, Daniel Vorcaro, o chefe de gabinete do senador e Augusto Lima. Em 13 de agosto de 2024, quando a emenda n° 11 é incluída, há uma ligação entre Wagner e Lima de 9 minutos e 19 segundos, com o envio, logo depois, do link da emenda. Em 27 de agosto do mesmo ano, após um encontro presencial, Lima teria reencaminhado o link da emenda.
Apesar da descrição das condutas envolvendo a atividade parlamentar, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), não acolheu o pedido de buscas e apreensão no gabinete de Jaques Wagner. A PF havia solicitado, mas a Procuradoria-Geral da República havia se manifestado contra.
“Isso porque a realização de medidas como a ora aventada em dependências situadas na sede de outro Poder reclama fundamentação particularmente rigorosa, apta a demonstrar não apenas a participação do parlamentar nos fatos sob apuração, mas também a existência de elementos indicativos de que, naquele espaço funcional, se encontrem provas indispensáveis à investigação, ou cuja obtenção se revele inviável por outros meios”, justificou o ministro.
Também não foi autorizado o cumprimento de medidas em escritórios ligados ao mandato de Wagner.
O Pátio de Eventos da Estação viveu mais uma noite de agitação, ontem, consolidando o São João de Arcoverde como um dos melhores e mais prestigiados festejos juninos do Nordeste. O público pode acompanhar os shows de Fernandinha, Eric Land, um dos nomes mais queridos do piseiro, e Vitor Fernandes, dono de sucessos que conquistaram o Brasil.
Se as noites juninas de Arcoverde já impressionaram pelo volume de público, a expectativa é de que esta quinta-feira (18) entre para a história do São João de Arcoverde como uma das maiores de toda a edição 2026. A programação reúne três atrações de enorme apelo popular: Wesley Safadão, Iguinho e Lulinha e Maciel Kuré, nomes que prometem atrair uma verdadeira multidão ao Pátio de Eventos da Estação.
Wesley Safadão, um dos maiores artistas do Brasil, chega como principal atração da noite e deve ser responsável por um dos maiores públicos já registrados nesta edição do evento. Já a dupla Iguinho e Lulinha, fenômeno do forró e da vaquejada, promete colocar o público para cantar e dançar do início ao fim. Representando a força da cultura regional, Maciel Kuré completa a programação levando irreverência, tradição e identidade nordestina ao palco.
Com uma estrutura reforçada de segurança, saúde, mobilidade e assistência ao público, a Prefeitura de Arcoverde e os órgãos parceiros estão preparados para receber milhares de pessoas em mais uma noite que promete entrar para a história do Melhor São João do Nordeste. A expectativa é de que o Pátio de Eventos da Estação volte a registrar lotação máxima, confirmando o sucesso da festa que segue movimentando a cultura, o turismo e a economia de toda a região. Foto: Cesar Almeida
O vereador Albérico Tiago, líder da oposição na Câmara Municipal de São José do Egito, voltou a cobrar coerência entre o discurso de campanha do prefeito Fredson Brito e os atos praticados pela atual gestão.
Munido de documento oficial publicado no Diário Oficial dos Municípios, o parlamentar questiona a contratação de uma empresa sediada em Sertânia para executar serviços de manutenção da frota municipal, em contrato que alcança o valor de R$ 417.600,00.
O ponto levantado pelo vereador não é a legalidade do procedimento licitatório em si, cuja presunção de regularidade permanece, mas uma questão política e administrativa: por que um governo eleito sob a promessa de “gerar emprego e renda em São José do Egito” destina um contrato dessa dimensão para uma empresa de outro município, quando empresários e oficinas locais oferecem serviços da mesma natureza?
“Durante a campanha, o discurso era de fortalecer a economia de São José do Egito. Hoje, vemos recursos públicos circulando em outra cidade. A população tem o direito de saber por que a riqueza produzida pelos impostos dos egipciences não permaneceu aqui”, sustenta Albérico Tiago.
O questionamento ganha ainda mais repercussão porque Sertânia é administrada pela prefeita Poliana, aliada da governadora Raquel Lyra, assim como o prefeito Fredson Brito integra a base política do Governo do Estado. Embora essa coincidência política, por si só, não constitua prova de qualquer irregularidade, ela reforça o interesse público na transparência dos critérios que levaram à contratação.
Albérico ressalta que sua atuação parlamentar sempre se pauta em documentos oficiais e no dever constitucional de fiscalizar os atos do Poder Executivo.
“Não estou fazendo acusações sem provas. Estou apresentando um documento oficial e perguntando aquilo que qualquer cidadão perguntaria: se havia empresas aptas em São José do Egito, por que esse dinheiro foi gerar emprego e renda em outro município?”
Contador, advogado e vereador em seu quarto mandato, Albérico Tiago afirma que continuará exercendo seu papel fiscalizador, defendendo que a gestão municipal esclareça os motivos da contratação e demonstre se houve estudo técnico que justificasse a escolha.
Para o parlamentar, a discussão ultrapassa o aspecto administrativo e alcança o compromisso assumido com a população durante a campanha eleitoral. “O slogan era gerar emprego e renda em São José do Egito. A população agora compara o discurso com a prática e espera respostas”.
O pré-candidato a senador Túlio Gadêlha (PSD) mentiu ao falar da abertura de hospitais na Região Metropolitana do Recife pelo Governo de Pernambuco. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ele diz que a governadora Raquel Lyra (PSD) é a responsável pela entrega de duas novas unidades de saúde, ignorando o fato de que os equipamentos já funcionavam antes.
“Para quem disse que a governadora Raquel Lyra não tinha aberto nenhum hospital, só na Região Metropolitana são dois: o Hospital Central de Paulista e o Hospital Alfa”, declarou, exaltando uma suposta capacidade de entrega de Raquel e forçando uma parceria inexistente com o presidente Lula (PT), que custeia o funcionamento dos leitos com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Hospital Alfa, porém, já é um velho conhecido do povo pernambucano, primeiro como uma unidade privada. Em 2020, ainda na gestão de Paulo Câmara, ele foi assumido pelo Governo de Pernambuco e se tornou referência na qualidade do atendimento a pacientes com Covid-19. Quando Raquel assumiu o governo, o hospital seguia em funcionamento como unidade pública.
Já o Hospital Central de Paulista, que também era privado, foi fechado em agosto de 2025 após ser desapropriado pelo Governo Raquel Lyra. A unidade permaneceu sem funcionamento por dez meses, a um custo de R$ 177 milhões, e só foi aberta nesta semana, em período pré-eleitoral.
Na prática, Raquel não entregou nenhum hospital novo ou construído por ela. Sem ter o que mostrar, ela pegou carona em unidades que já estavam em funcionamento para tentar ganhar densidade eleitoral na Região Metropolitana.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, evitou confirmar, hoje, se o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, será o vice em sua chapa para a disputa presidencial de 2026.
Em entrevista ao NeoFeed, Caiado afirmou que Kassab é “um importante político no cenário nacional”, mas disse que a definição sobre a composição da chapa será discutida até a convenção nacional do PSD, marcada para 26 de julho.
“Ele é uma grande ele é um importante político no cenário nacional, né? Essa decisão, como nós já marcamos a nossa convenção nacional, ela será dia 26 de julho”, disse.
O nome de Kassab passou a ser discutido dentro do PSD como uma possibilidade para compor a chapa de Caiado. O presidente do partido, no entanto, ainda não foi confirmado oficialmente para o posto.
Na entrevista, Caiado disse que o processo de escolha será “conversado” e “debatido” dentro do partido. Segundo o pré-candidato, a escolha do vice deve levar em conta as necessidades políticas e regionais da campanha. Caiado disse ainda acreditar que o PSD será uma das primeiras legendas a realizar a convenção nacional para oficializar a candidatura.
Sabe-se que a maior artimanha atribuída ao diabo é convencer o mundo de que ele não existe, segundo o poeta francês Charles Baudelaire. Essa ilusão permite que o mal opere livremente sem levantar suspeitas, levando a humanidade a agir contra os próprios princípios por pura falta de vigilância.
Ao renegar ontem, num suposto vazamento de áudio, sua qualificação de “esquerdista” para o mundo político nacional e de fora do país, o presidente Lula mostrou-se para alguns chefes de estado na reunião do G7 como um mero sindicalista atento aos apelos sociais. A divulgação da fala de Lula, na verdade, desviou a atenção da mídia brasileira para a desimportância da sua presença no encontro do grupo das maiores economias do mundo, do qual ele sequer faz parte. Esteve ali apenas por convite do seu parceiro Emanuel Macron, presidente da França.
Lula seguiu as “artimanhas do diabo” referentes às estratégias e ilusões para tentar enganar e afastar as pessoas de seus propósitos. A imprensa amestrada mudou o foco imediatamente, deixando de analisar o encontro do G7, para, com a dica lulista, começar a montar comentários com os jornalistas “amigos” na tentativa de explicar o “não esquerdismo” do presidente. Para os ouvintes do G7, ele chegou a dizer que o centro político era a melhor opção para governar.
Só que desmentir o novo posicionamento de Lula é uma tarefa inglória. O colunista do UOL, Josias Souza, alegou que ele é só um pragmático. Para cada plateia tem uma conversa, o que é verdade. E para afastar a qualificação de político de esquerda ou comunista, Lula revelou aos ouvintes do “petit comitê” vazado, que, nos seus governos, os bancos ganharam muito dinheiro. Tem razão. Tratou muito bem os banqueiros que ainda hoje financiam a esquerda nacional.
Contudo, o argumento inconsistente de Lula é contestado pelo fato de ele e o cubano Fidel Castro serem responsáveis pela criação do “Foro de São Paulo”, em 1990, com o objetivo de reunir partidos e grupos de esquerda para remontar no continente o que foi destruído com a queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria e da União Soviética.
Apesar de hoje ser de conhecimento público, a existência do Foro de São Paulo foi negada por Lula e partidários da esquerda durante anos. Seu objetivo inicial era aumentar a integração entre países da América Latina e do Caribe em busca de uma coalizão dos partidos de esquerda da região. Nunca houve, contudo, restrições à participação de organizações terroristas ou suspeitas de narcotráfico. O importante para o grupo era a chegada de partidos de esquerda ao poder, como registrou o site do Brasil Paralelo.
Em carta enviada por Lula ao “Foro de São Paulo” em comemoração aos seus 30 anos de existência, em 2020, ele saudou o sucesso da iniciativa: “Não imaginávamos inicialmente que esse encontro de partidos e movimentos de esquerda chegasse onde chegou”.
No início da década de 2000, diversos países latinos eram governados por políticos de esquerda ligados ao “Foro de São Paulo”: Lula no Brasil; Cristina Kirchner na Argentina; Fidel Castro em Cuba; Hugo Chávez na Venezuela; Rafael Correa no Equador; Evo Morales na Bolívia; Michelle Bachelet no Chile; e Daniel Ortega na Nicarágua.
E ainda há quem acredite que Lula não é esquerdista. Para o presidente, a militância na esquerda não lhe empareda neste campo político, conforme sua conversa no G7. O “nada consta” de que não é o que dizem dele, está comprovado no favorecimento “pragmático” dos seus governos a bancos, a grandes conglomerados empresariais do país, a ONGs internacionais e a China, o maior parceiro comercial e político. Parafraseando Baudelaire, a maior artimanha de Lula é convencer os brasileiros e estrangeiros babacas que sua qualificação de esquerdista é equivocada. Será? É isso.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), mais uma etapa da Operação Compliance Zero. O principal alvo é o senador Jacques Wagner (PT), que ocupa o cargo de líder do governo Lula no Senado Federal.
Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências se espalharam por três unidades da federação: Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
A investigação apura supostas fraudes relacionadas ao Banco Master. O inquérito também examina os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação de um parlamentar no esquema.
Na Bahia, agentes federais realizaram buscas em empresas e imóveis ligados a Augusto Lima, apontado como ex-sócio de Vorcaro. A operação é a nona fase de uma investigação que já acumula diversas etapas desde seu início.
O desafio de Raquel depois do apoio de Lula a João
A confirmação do apoio do presidente Lula (PT) ao pré-candidato do PSB, João Campos, cria um desafio político de grande dimensão para a governadora Raquel Lyra (PSD). Não se trata apenas do posicionamento de uma liderança nacional ou de uma aliança partidária. Trata-se do presidente que, há mais de três décadas, construiu em Pernambuco uma relação política, afetiva e eleitoral sem paralelo na história recente do Estado.
Nas eleições de 2022, Lula recebeu 65,27% dos votos válidos no primeiro turno e ampliou sua votação para 66,93% no segundo turno, demonstrando uma força eleitoral que atravessa gerações e regiões do Estado. Por essa razão, qualquer tentativa de minimizar ou desconstruir o apoio do presidente tende a encontrar um obstáculo evidente: Lula não é apenas um cabo eleitoral.
Em Pernambuco, ele é um ativo político consolidado. Sua trajetória se mistura com a memória de grandes ciclos de investimentos federais, programas sociais e obras estruturadoras que marcaram a vida de milhões de pernambucanos. O eleitorado local historicamente separa a avaliação dos governos da figura de Lula, preservando um capital político que segue relevante mesmo diante das oscilações naturais de popularidade observadas em diferentes momentos.
A dificuldade para a ocupante do Palácio do Campo das Princesas aumenta porque o apoio presidencial chega acompanhado de uma narrativa política coerente. Lula não apenas declarou preferência. Ele escolheu um lado na disputa estadual e o vinculou a uma relação histórica construída com Miguel Arraes, Eduardo Campos e, agora, João Campos.
Isso reduz o espaço para interpretações ambíguas sobre um eventual palanque dividido e reforça a percepção de que o projeto liderado por João representa, aos olhos do presidente, a continuidade de uma parceria política de longa duração. Além disso, a estratégia de relativizar a influência de Lula esbarra nos números.
Poucos líderes nacionais conseguiram, ao longo das últimas quatro décadas, manter tamanha capacidade de transferência política em Pernambuco. Em um Estado onde o presidente venceu sucessivas eleições presidenciais com margens amplas, o apoio explícito tende a funcionar como um elemento de consolidação para uma parcela importante do eleitorado, especialmente entre os segmentos populares do interior e da Região Metropolitana.
Por isso, o desafio de Raquel Lyra não será apenas enfrentar João Campos. Será convencer o eleitor pernambucano de que o apoio do maior eleitor do Estado nas últimas décadas tem pouco peso em uma eleição para governador. Historicamente, essa é uma tarefa que nenhum adversário de Lula conseguiu executar com facilidade em Pernambuco.
DOIS PARTIDOS – No artigo “O que está acontecendo hoje no Brasil”, publicado na mídia nacional e reproduzido neste blog, o deputado Luciano Bivar faz uma advertência: diz ter conhecimento de que dois presidentes de partidos se aliaram para formar uma quadrilha com a finalidade de extorquir ou devorar como tubarões quem quer que eles precisem. “Ressalvo partidos de forte formação orgânica e ideológica que, embora integrem o jogo do sistema, não compactuam com tais distorções”, escreveu.
Ciro e Rueda? – A quem Bivar se refere? A Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, do União Brasil, citados no escândalo Master? Provavelmente, porque, na proposta de delação premiada em que relata o suposto pagamento de propina ao grupo político do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, Daniel Vorcaro cita outra liderança política, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. E Ciro já foi citado várias vezes por Vorcaro. O banqueiro aponta Rueda como o nome que resolvia questões ligadas ao Rioprevidência, fundo responsável pelos pagamentos de aposentadorias e pensões de servidores do governo fluminense.
Presidente do UB indicou diretoria – Segundo a Polícia Federal, o governador do Rio operou politicamente para viabilizar transferências suspeitas do Rioprevidência para o Banco Master no montante de quase R$ 3,7 bilhões. Na citação, Vorcaro diz que detalhará a atuação de Rueda em outro anexo. O banqueiro aponta o presidente do União Brasil como um dos responsáveis pela indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, segundo o jornal O Globo. O ex-presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, disse à PF que a proposta de investir R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master foi feita pelo então diretor de investimentos do Rioprevidência, Euchério Lerner Rodrigues. A indicação de Rodrigues é atribuída a Rueda. Procurado, Rueda não retornou aos contatos da reportagem de O Globo.
Foi para cima sem medo – O presidente Lula mostrou, ontem, que não teme o poder do presidente americano Donald Trump. Em tom de advertência, pediu para não se meter nas eleições do Brasil em outubro, nas quais buscará a reeleição. “Trump tem direito de ter as preferências eleitorais dele, mas as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse Lula em Genebra, após participar como convidado da Cúpula do G-7, na França.
Violência contra idosos dispara no Estado – As agressões contra idosos aumentaram em cifras recordes no Estado: 513% entre 2014 e 2024, segundo o Atlas da Violência. O percentual é superior ao crescimento nacional no mesmo período, que foi de 226,3%. Os dados são usados durante campanhas do Junho Violeta, que visa conscientizar a população e combater a violência contra a pessoa idosa. Segundo o levantamento, Pernambuco registrou 351 notificações em 2014 e, em 2024, esse número chegou a 2.152 casos. O Estado ocupa a oitava posição do país em números absolutos de notificações, atrás apenas de unidades federativas mais populosas, como São Paulo (7.328), Paraná (3.418), Rio de Janeiro (3.267) e Minas Gerais (2.674).
CURTAS
ACIMA DA MÉDIA – Quando analisada a taxa por 100 mil habitantes, indicador que permite comparações mais precisas entre estados com populações diferentes, Pernambuco registrou 151,4 notificações para cada 100 mil habitantes em 2024. O índice é 71% superior à média brasileira, que ficou em 88,4 casos por 100 mil habitantes.
QUINTO LUGAR – Em 2024, Pernambuco apresentou a quinta maior taxa de notificações de violência interpessoal contra idosos entre as unidades da federação. Ficou atrás apenas de Mato Grosso do Sul (310,5), Tocantins (202,5), Paraná (172,1) e Espírito Santo (159,9). Em 2014, a taxa estadual era de 33 notificações por 100 mil habitantes.
ADVOCACIA PRIVADA – A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou ontem a redação final de um projeto de lei que permite que advogados da União e procuradores federais, da Fazenda e do Banco Central exerçam a advocacia privada. O texto libera que carreiras jurídicas federais possam atuar em escritórios, desde que fora de suas atribuições no serviço público.
Perguntar não ofende: Lula deixou Raquel à vontade para declarar apoio a Caiado, candidato a presidente pelo partido dela, o PSD?
A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou nesta quarta-feira (17) que a declaração pública de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), não altera a relação institucional entre o Estado e o governo federal. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Asa Branca, em Salgueiro.
A manifestação ocorre dois dias após Lula divulgar um vídeo declarando apoio ao socialista para a disputa estadual de 2026. Na gravação, o presidente destacou a aliança nacional entre PT e PSB e classificou os socialistas como o principal aliado político do partido no país.
Questionada sobre o gesto político do presidente, Raquel minimizou os efeitos eleitorais da declaração e ressaltou a manutenção das parcerias administrativas entre os governos estadual e federal.
“Não muda nada. A gente continua com as parcerias firmes com o governo federal e o presidente Lula. Desde o primeiro momento que eu estive lá com ele, no dia 9 de janeiro de 2023, o presidente Lula disse que não faltaria Pernambuco, que eu procurasse os ministros para poder trabalharmos pelo nosso Estado”, afirmou.
Durante a entrevista, a governadora citou obras e programas executados em parceria com o governo federal, como a retomada da Ferrovia Transnordestina, investimentos ligados à transposição do Rio São Francisco, construção de maternidades e ações habitacionais desenvolvidas em conjunto com o programa Minha Casa Minha Vida.
Raquel também rebateu críticas de adversários que atribuem exclusivamente ao governo federal parte dos investimentos realizados em Pernambuco.
“Tem gente que quer diminuir isso dizendo: ‘Ah, então não é uma obra sua, é do governo federal’. Não. Fui eu que disse que era prioridade para cá, porque eu podia ter colocado o dinheiro em outra coisa”, declarou.
Ao comentar o cenário político, a governadora voltou a adotar o discurso de que sua prioridade permanece voltada à gestão estadual, contrapondo a agenda administrativa à movimentação eleitoral dos adversários.
“Enquanto uns falam de eleição, a gente trabalha e entrega, porque eu sou governadora. A gente precisa perder menos tempo cuidando de eleição e pedindo voto para poder fazer entrega de resultado”, disse.