

Scooter híbrido Yamaha de entrada custa R$ 14 mil
A japonesa Yamaha, vice-líder de mercado do mercado brasileiro, com 13,8% de participação e 78,8 mil motos negociadas no primeiro trimestre, já oferece em sua rede de 615 pontos de vendas autorizados o ZR Hybrid Connected por R$ 14 mil. Produzido em Manaus (Amazonas), o modelo, como o próprio nome acusa, é híbrido. O sistema leve, que auxilia o motoR de 125 cc em situações de maior demanda, é pioneiro no país e já está disponível em outro scooter da marca, o Fluo ABS Hybrid Connected, mas que tem preço sugerido de R$ 16,8 mil — 20% a mais do que o ZR, diferença significativa para essa faixa de mercado.
Ao motor de 8,2 cv de potência a combustão se associa o sistema híbrido Power Assist, que fornece potência extra nos primeiros metros de deslocamento e em situações de maior demanda, como ultrapassagens e subidas — fornecida por um motor elétrico. O ZR conta ainda com Stop & Start inteligente, que desliga o motor quando o scooter está parado. Mesmo para um modelo de entrada, porém, a ZR Hybrid tem recursos de segmentos superiores. As setas são em LED, mesma tecnologia empregada no farol e na lanterna traseira, e o painel digital conta com velocímetro, indicador de combustível, média de consumo, consumo instantâneo, relógio e função ECO, que sinaliza a condução mais econômica.
Também como sugere seu nome, o novo scooter tem na conectividade um de seus apelos. Por meio de aplicativo, o condutor monitora o desempenho, programa manutenções, compara modos de pilotagem e identifica o local onde a scooter foi estacionada. E ainda visualiza no painel ainda o status da bateria do celular pareado, chamadas e mensagens. Os scooters formam o segundo maior segmento de vendas do mercado brasileiro. Em 2025, foram negociadas 571,6 mil unidades. Nos três primeiros meses deste ano, os emplacamentos superaram 203 mil, crescimento da ordem de 13% ante igual período do ano passado, 35,6% do total de motocicletas vendidas no primeiro trimestre.
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Os ‘novos’ GLA 200 e o GLB 220 Night Edition – A Mercedes‑Benz brasileira acaba de anunciar a chegada das novas versões GLA 200 Night Edition e GLB 220 4Matic Night Edition. Ambos passam a integrar o portfólio da marca com poucas mudanças, como o pacote que amplia as opções de cores, com detalhes escurecidos, e outros detalhes singelos, como cintos de segurança na cor cinza – que “harmonizam com as costuras contrastantes em tom cinza aplicadas nos assentos, no painel e nos acabamentos das portas”. Enfim: o GLA 200 Night Edition, por exemplo, ganha novo design com as rodas de 20 polegadas.
Mas mantém conjunto mecânico com motor 1.3 turbo com sistema híbrido leve que entrega 163cv e torque de 27,5kgfm. O resultado é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos e velocidade máxima de 210 km/h. O GLB 220 4Matic Night Edition, por sua vez, tem capacidade para até sete ocupantes e oferece porta-malas que varia de 565 a 1.800 litros. É equipado com motor 2.0 turbo de 190 cv e torque de 30,6kgfm. O sistema de propulsão híbrido leve garante um 0 a 100 km/h em 7,9 segundos, com velocidade máxima de 214 km/h. A Mercedes-Benz ainda não divulgou detalhes como preços ou o pacote de equipamentos de série dos dois modelos. Mas, levando-se em conta as versões já nas ruas, custarão a partir dos R$ 360 mil.

BMW M4 Competition ainda no 1º semestre – A BMW confirmou na terça-feira passada (28/4) a chegada do novo BMW M4 Competition ao Brasil – e ainda no primeiro semestre. Com isso, reforça seu portfólio de modelos de alta performance com um dos ícones mais reconhecidos da marca. O esportivo chega destacando a tradicional carroceria cupê de duas portas, elemento que há décadas simboliza a essência do design e da esportividade da BMW. Com proporções e silhueta marcante, o BMW M4 Competition traduz o DNA da divisão M em sua forma mais pura.
O modelo combina linhas agressivas, equilíbrio dinâmico e uma presença visual inconfundível, reforçando seu posicionamento como referência entre os esportivos premium. O BMW M4 Competition é equipado com o motor seis cilindros em linha com tecnologia M TwinPower Turbo, capaz de entregar 510 cv de potência e um torque máximo de 66,3kgfm de torque. O conjunto permite aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos e a tração é sempre traseira, evidenciando o Puro Prazer de Dirigir que caracteriza os modelos da divisão M. A BMW promete revelar mais informações e detalhes técnicos em breve.

Lotus chega ao nosso mercado – A tradicional Lotus Cars trará sua linha completa ao Brasil — incluindo o esportivo Emira, o SUV Eletre, o sedã Emeya e o supercarro Evija. O fabricante britânico pertence ao grupo Geely e foi posicionado como marca de luxo focada em eletrificação. A exceção a essa regra é o Emira, o último esportivo tradicional a combustão da marca. Ele é oferecido com motor 2.0 turbo da Mercedes-AMG, de 365 cv e que trabalha com um câmbio de dupla embreagem. Outra opção de motorização é o V6 3.5 com supercharger fornecido pela Toyota, que é aliado a um câmbio manual de seis marchas. O superesportivo Evija foi o primeiro carro elétrico da Lotus, com 2.039cv. Ele usa quatro motores, um para cada roda, e consegue acelerar de zero a 300 km/h em 9,1 segundos. O carro-chefe da Lotus no Brasil será o SUV Eletre. Ele possui o porte do Audi Q8 e foi o primeiro passo para a virada de chave da marca para o mercado de luxo.

JMEV EV2: o elétrico mais barato do Brasil – Os consumidores que sonham em ter na garagem um carro elétrico e não tinham dinheiro para tanto agora podem se programar: um modelo compacto da chinesa JMEV, de apenas 40 cv, custa abaixo de R$ 70 mil. E ainda pode ser recarregado na tomada 220V. Hoje, nenhum modelo a combustão custa menos de R$ 75 mil – e com motor 1.0. Quem traz e revende por aqui o elétrico é a E-Motors. O carro chega para venda direta, sem concessionária ou fábrica.
Vale a pena? É esperar para ver, claro. O EV2 é pequenino (com 3,5 metros de comprimento e entre-eixos de 2,34m). O motor elétrico tem potência de até 30 kW, equivalente a cerca de 40 cv, além de 8,7kgfm de torque. A bateria de 15,9 kWh, do tipo LFP, entrega autonomia (pelo menos a declarada) de 200 km no ciclo chinês, com velocidade máxima de 100 km/h. É, enfim, um carro urbano. E tem mais: a E-Motors traz também o EV3, por R$ 100 mil. Ele é maior, com 3,7 metros de comprimento e entre-eixos de 2,39 m. O motor chega a 50 kW, ou 67 cv, e a bateria fica na faixa dos 30 kWh, permitindo autonomia declarada de 300 km também no ciclo chinês.

S10 e Trailblazer ganham suspensão especial – A Chevrolet apresentou a linha 2027 da S10 e do Trailblazer. Ela ganha algumas mudanças pontuais — como desenho de rodas e novas opções de cores. A S10 ganhou a Trail Boss, focada no fora de estrada, que copia nomenclatura adotada nos EUA (é adotada na Silverado e na Colorado). Por aqui, fica posicionada acima da Z71 – e tem como diferente a suspensão preparada pela Ironman, que inclui molas e amortecedores novos. A altura de rodagem é 3cm maior, com o vão livre chegando a 25 cm. Essa suspensão tem calibração específica e validação da Chevrolet para atender os requisitos de conforto e durabilidade. E quanto ao visual? O da S10 Trail Boss elimina os cromados e ganha acabamento em preto brilhante, além de adicionar faixas ao capô e a tampa da caçamba. Por dentro, quase nada muda.
Para se diferenciar do Z71, não tem os detalhes em vermelho. Como está posicionada entre os modelos Z71 e LTZ, o preço deverá ficar na faixa de R$ 330 mil. O valor exato será revelado em junho, quando a picape chegar ao mercado. Já a Midnight do Trailblazer não virá apenas com as tradicionais alterações estéticas dessa série. Ela também recebeu suspensão preparada pela Ironman e a maior altura de rodagem. Essa versão é baseada na topo de linha High Country – e deve custar acima dos R$ 420 mil, embora o pacote de equipamentos não tenha sido alterado. O interior do Trailblazer perde o acabamento em marrom nos bancos e ganha um baseado em couro com camurça preta. A linha 2027 do Trailblazer também ganhou rodas novas e já está nas lojas. Mas essa edição limitada Midnight chegará em junho, junto da S10 Trail Boss.
Como os latinos dirigem? – A forma como as pessoas conduzem não depende apenas da infraestrutura ou do veículo. De acordo com a “psicologia do tráfego”, fatores como o estresse, a carga cognitiva, a tomada de decisões sob pressão, a cultura local e o ambiente da estrada ou rua (urbano ou rural) influenciam diretamente o comportamento ao volante. Por isso, vale a pena ler um trabalho feito pela Nissan América Latina, que analisa o papel do comportamento humano na mobilidade regional.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito em todo o mundo estão relacionados a fatores humanos como distração, excesso de velocidade, fadiga ou erros de percepção. Enfim: o comportamento do condutor é um dos principais pontos de intervenção para reduzir riscos na estrada. Estudos realizados por instituições como a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) e o Fórum Internacional de Transportes (ITF) demonstraram que variáveis como a carga cognitiva, estresse urbano, pressão do tempo e familiaridade com o ambiente influenciam na tomada de decisões ao dirigir. Nas grandes cidades latino-americanas, por exemplo, o tráfego congestionado aumenta a impulsividade e a distração, enquanto nas estradas interurbanas aumentam os riscos associados à velocidade e à fadiga.
Inovação tecnológica – Por isso, escudos de segurança – como o Nissan Safety Shield, presente em todos os veículos da marca – colaboram especialmente para alertar sobre riscos potenciais e facilitam a tomada de decisões em situações críticas. Alguns exemplos? Aqui vão. Um dos desafios mais frequentes em ambientes urbanos é a saturação de estímulos. A Visão 360° Inteligente projeta uma vista aérea gerada por quatro câmeras externas, o que reduz pontos cegos e melhora a percepção do ambiente em manobras de baixa velocidade ou estacionamento. Complementarmente, o Alerta de tráfego cruzado traseiro (RCTA) detecta veículos, pedestres ou ciclistas que se aproximam enquanto se realiza uma manobra em reversa. Este tipo de assistência responde a um padrão identificado pela psicologia do tráfego: a diminuição da atenção periférica quando o condutor está concentrado em múltiplos estímulos simultâneos.
Assistência ativa e atenção – A distração momentânea ou o cansaço podem alterar a precisão ao mudar de faixa ou ao manter uma trajetória estável. Nestes casos, os avisos visuais e auditivos de mudança de faixa e ponto cego ajudam a identificar riscos antes que eles se materializem. Estes sistemas funcionam como um lembrete imediato quando a carga mental aumenta ou quando o condutor não percebe um veículo na sua zona lateral. Em contextos de tráfego variável, o Controle de cruzeiro adaptativo de velocidade e distância (ICC) reduz o estresse associado à manutenção de uma distância constante em relação ao veículo que avança. Ao gerir automaticamente essa separação por meio de sensores frontais, diminui a necessidade de ajustes contínuos e contribui para uma condução mais fluida.
Estruturas reforçadas – Diante de um impacto inevitável, as estruturas reforçadas, zonas de deformação programada e múltiplos airbags (seis presentes em 100% do portfólio regional da Nissan) são projetados para minimizar lesões. A ativação automática das luzes de emergência após o acionamento dos airbags ajuda a melhorar a visibilidade e facilita a assistência.
Busca por carros 0km acima de R$ 400 mil sobe 17% – O mercado de veículos 0km premium alcançou um ritmo de crescimento considerável em 2026 no Brasil. Segundo levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, a procura por modelos novos com valores a partir de R$ 400 mil avançou 17%. O levantamento considera as buscas e visitas por esses modelos registradas na plataforma entre abril de 2025 a março de 2026 com relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados da Webmotors revelam ainda os 10 automóveis mais pesquisados dessa faixa de preço na plataforma em todo o país no período, com a Toyota Hilux SW4 na liderança desse ranking. Na sequência, aparecem Ford Mustang (2º), Audi RS6 (3º), BMW M3 (4º), Ford Ranger (5º), BMW X6 (6º), Mercedes-Benz GLC 300 (7º), BMW M2 (8º), Volvo XC60 (9º) e Mercedes-Benz C 300 (10º).

Como escolher o óleo para prolongar a vida do motor – Você já sabe que o óleo é essencial para manter o bom funcionamento do carro. Porém, é comum haver dúvidas sobre como medir seu nível, o momento ideal da troca e que tipo de lubrificante escolher entre tantas opções existentes no mercado. Para destrinchar o assunto, o primeiro passo é entender a função que esse produto desempenha no motor. “O óleo é o sangue do motor, provê a redução de atrito das peças, previne desgastes prematuros, melhora a performance no consumo de combustível e na dirigibilidade”, explica Alexandre Queiroz, gerente de Engenharia de Serviços da Ford América do Sul.
Tipos de óleo – Há predominantemente três tipos de óleo básico para a formulação dos lubrificantes. O tipo um é para óleos de menor qualidade. O tipo dois, com qualidade um pouco melhor, entra na formulação de lubrificantes minerais. O tipo 3, mais puro, é usado nos lubrificantes sintéticos, como os da linha Motorcraft.
“Além disso, cada óleo tem uma composição, com cerca de 80% de óleo básico e 20% de aditivos, que têm um custo inversamente proporcional”, diz Marcos Vicente, gerente de Estratégia e Marketing de Pós-Vendas da Ford. A “sopa de letrinhas” na embalagem do óleo indica o teor de viscosidade de acordo com a temperatura. O primeiro número determina a viscosidade quando o veículo está frio e o segundo, quando ele opera no maior nível de funcionamento. Nos motores mais modernos, com menos folga, quanto menor a viscosidade mais rápido o óleo atinge as partes altas do motor, auxiliando na partida a frio. Ao escolher um óleo, é importante ver também a especificação API (americana) ou ACEA (europeia) e as classificações definidas pela montadora, para garantir o nível correto de aditivação. O óleo sintético tem todas as moléculas padronizadas. Já o mineral, não — e em um motor novo, com nível de ajuste alto, essa variação pode trazer danos ao equipamento. A norma americana API tem siglas como SN ou SP. O S indica veículo a combustão com vela (Spark). A segunda letra, teoricamente, quanto maior, mais alto é o nível de atualização do lubrificante. “Mas nem sempre o mais atual é o melhor para o seu carro. O principal é usar o óleo recomendado no manual do proprietário, que foi testado e validado para o veículo”, diz o especialista.
Quando trocar – A troca do óleo deve ser feita pela quilometragem ou tempo de uso. O padrão é 10.000 km ou 12 meses. Em uso severo – como tráfego constante de anda e para – a troca deve ser feita antes. Os veículos Ford, desde os modelos 2024, trazem uma tecnologia de algoritmo, o sistema inteligente de vida útil do óleo (IOLM), que calcula o momento ideal da troca. “Quem determina o tipo e tempo de troca do óleo é o fabricante do veículo e não o do óleo. Se o óleo recomendado pela montadora é o 5W30, por exemplo, ele deve ser usado sempre, seja com 1.000, 100.000 ou 200.000 km. Não existe óleo para motor cansado – óleo mais grosso para motor que já rodou muito. Isso é errado”, explica Marcos Vicente. Usar lubrificante errado no motor causa desgaste prematuro, consumo excessivo de combustível, superaquecimento, perda de potência e outros problemas, como a formação de borra que acaba entupindo os dutos de lubrificação interna e pode causar pane.
Como medir – A verificação do nível do óleo deve ser feita sempre que houver oportunidade, semanalmente ou a cada 15 dias, por meio da vareta. E se houver pingo de óleo na garagem, procure uma oficina. Para medir corretamente, o veículo deve estar em nível reto e com o motor frio. Se ele estiver quente, aguarde no mínimo 15 minutos para o óleo descer até o cárter. “É comum o motorista parar no posto e a vareta indicar que está faltando óleo. É que, com o motor quente, o óleo está circulando no motor e não há tempo dele descer para fazer a medição correta”, afirma Alexandre Queiroz.
Completar o óleo, nesse caso, além de provocar vazamento traz o risco de misturar produtos diferentes, que pode gerar borra, mudar a viscosidade, causar entupimentos e danos no motor. A recomendação é a cada troca de óleo substituir também o filtro, para eliminar todas as impurezas. Como o filtro tem um custo menor que o do óleo, é uma economia que não vale a pena. “A tecnologia dos lubrificantes aumentou muito nos últimos anos, de univiscoso para multiviscoso, com aditivos que protegem também os componentes internos de borracha do motor”, diz Marcos Vicente. “Nós não fabricamos o óleo, mas temos a receita e contratamos um ‘cozinheiro’ para fazer a nossa linha de lubrificantes Motorcraft, que é desenvolvida sob os mais rígidos padrões globais para oferecer a proteção máxima exigida pela engenharia. Por trás desse produto tem muita gente trabalhando e muita tecnologia.”
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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