Ao lado dos deputados Pedro Campos, Sileno Guedes e Cayo Albino, o deputado Waldemar Borges conduziu uma importante reunião de trabalho do PSB, em Gravatá, para discutir a proposta de concessão de parte dos serviços da Compesa, com a presença de prefeitos, vereadores e representantes de 20 municípios pernambucanos.
Coube a Pedro, que além de deputado é engenheiro e compesiano, fazer uma exposição da proposta do governo. Na ocasião, o parlamentar criticou o molde da privatização em curso e avaliou que o governo estadual conduz esse processo de maneira equivocada, deixando à margem pontos essenciais ao interesse do povo. “Não há previsão em edital que o racionamento de água será reduzido, nem a definição da outorga mínima, nem os critérios que serão adotados para a repartição dos valores entre estado e municípios. Não podemos concordar com esse absurdo que está posto”, afirmou o deputado federal.
O deputado estadual Waldemar Borges ressaltou em sua fala a luta histórica do PSB por avanços no abastecimento de água no estado. “Fizemos investimentos importantes durante os governos de Eduardo e de Paulo, como o avanço de 80% da adutora do Agreste. É importante ter clareza em vários pontos obscuros presentes no edital como a divisão dos recursos para o município, que está na ponta, atendendo a população. Esse tipo de discussão é muito importante. É a política com P maiúsculo que prioriza o povo e não questões eleitorais”, afirmou Waldemar.
Estiveram presentes os prefeitos Sivaldo Albino (Garanhuns), Josué Mendes (Agrestina), Carol Jordão (Ribeirão), Jeyson Falcão (Primavera), Marivaldo Pena (Altinho), Maria Zeneide Medeiros (Cumaru) e Dr. Ruy (Bonito), do presidente municipal do PSB de Gravatá e vice-prefeito da cidade, João Paulo, além de diversos vice-prefeitos e vereadores da região.
Da reunião, os participantes saíram com a convicção e a certeza de que a proposta do governo precisa ser melhor aprofundada e debatida, inclusive definindo questões fundamentais que ainda se encontram em aberto.
Magno Martins Filho, meu herdeiro homônimo amado, apaga hoje as simbólicas e maravilhosas 18 velinhas. Abre-se para a ele o princípio do verbo do tempo da vida adulta. Vai-se o garoto, chega o homem na expressão da palavra. Inicia-se o tempo que traz junto a responsabilidade, o bom senso e o discernimento.
Deus me deu uma benção, de ter quatro filhos e duas enteadas. Pela ordem, Magno Filho é o terceiro. Que inspiração, sabedoria, honra e felicidade de batizá-lo com meu próprio nome! Não sou o primeiro nem serei o último a fazer a escolha do filho com o nome do pai.
Estudei e vi que a prática de perpetuar o nome com um filho era comum na Europa entre germânicos, irlandeses e holandeses, que nomeavam o primogênito com o nome do pai para garantir a sucessão. Filho com o nome do pai é visto como uma forma de manter a “imortalidade” dos pais e fortalecer o orgulho familiar.
Penso assim. Magno Filho tem também hoje essa exata compreensão. Foi o tempo, que é o senhor da razão, que o fez entender que a herança do meu nome seria uma forma direta de homenagem ao seu pai, que se traduz também numa forma de homenagear um antepassado feliz, consolidando a árvore genealógica.
A vida adulta impõe escolhas, desafios e com isso as oportunidades. Filho se cria para o mundo, mas é obrigação dos pais ensinar a enfrentar esse mundão, muitas vezes cruel, com muita sabedoria. Ensinar que a maior prova de força não é nunca cair, mas levantar-se todas as vezes que o mundo derrubar.
Se o mundo não é justo, o homem deve ser, tenho ensinado a ele e aos meus outros filhos. Ser homem de palavra, como foi meu pai, meus avós. Afinal, a reputação é o maior bem que se tem, uma marca de força. Ter caráter, ensino a meus filhos, é fazer a coisa certa mesmo quando ninguém está olhando. Dinheiro e posição se perdem, mas seus valores e caráter ficarão para sempre.
Meu amado Magno Martins Filho: há 18 anos, recebi o melhor presente: ter um filho com meu nome. Hoje, vejo você se tornar um homem incrível, pronto para escrever sua própria história com a mesma honra que carrega no nome. Honre esse legado, a trajetória é sua. Que honre nosso nome com suas próprias conquistas.
Completar 18 anos com o mesmo nome do pai é um marco que mistura a conquista da maioridade civil com a continuidade de um legado familiar. É o momento em que assume sua própria identidade, mantendo a honra do nome do pai.
Magno Filho, o último lembrete: nunca deixe de sonhar. É com sonhos que tornamos reais os castelos da felicidade. A melhor coisa que fiz na vida foi trazer você para este mundo. Amo você demais, meu querido filho! Você foi uma benção dos céus.
Que Deus possa te dar muitas razões para sorrir e esteja sempre presente na sua vida.
Jogo aperta e exige maturidade e articulação de João Campos
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Em menos de uma semana, cinco fatos movimentaram o ambiente político de Pernambuco de uma forma que pressiona o grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), a tomar decisões, além de testar a capacidade de articulação do gestor e equipe. O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), que ampliou relevância e densidade política nos últimos anos, declarou, no último sábado (28), que sua candidata ao Senado é a ex-deputada Marília Arraes.
Álvaro Porto está próximo de João Campos e também já garantiu que o prefeito será seu candidato ao Governo do Estado e que vai fazer com João o que fez com a governadora Raquel Lyra (PSD) nas últimas eleições, correr todo o Estado ao lado do socialista durante a campanha. Sendo Álvaro a principal liderança do Agreste Meridional, chancelou o projeto de Marília. Alinhado ao prefeito, deverá ter sua opinião considerada.
No dia seguinte, domingo (1º de março), a própria Marília disse que sua candidatura ao Senado é irreversível e declarou: “Meu governador é João Campos e meu presidente é Lula”. Recebeu acolhimento no PDT e a garantia de estrutura da legenda para a disputa à Casa Alta, causando rebuliço nos bastidores.
Na segunda-feira (2), o vereador Osmar Ricardo, do PT, aliado de João Campos e ocupante da vaga na Câmara do Recife graças a um gesto do prefeito, que puxou o titular (Marco Aurélio Filho) para a gestão, se voltou contra o socialista e assinou um pedido de CPI que tinha por objetivo desgastar João em ano eleitoral. Deixou no ar o questionamento: como foi possível que uma pessoa que devia a cadeira de vereador ao prefeito tenha tido disposição para um movimento desse tamanho?
Ontem (4), até as 16h, era dada como certa nos bastidores da política de Pernambuco a informação de que o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos), teria aceitado ser candidato a vice-governador na chapa liderada por João Campos. O boato circulou em diversos grupos de WhatsApp, sacudindo o xadrez durante a tarde, até que Silvinho resolveu intervir.
O ministro soltou uma nota na qual descarta a possibilidade de ser vice de João sem deixar claro, inclusive, que permanece ao lado do prefeito, embora tenha reforçado que estará com o presidente Lula. “Nosso projeto está muito claro. Disputar o Senado federal ao lado do presidente Lula e de todos que sonham com um Pernambuco mais forte”, disse Silvinho. Para bom entendedor, Raquel também sonha com um Pernambuco mais forte.
Para terminar, o quinto fato dos últimos dias a pressionar João Campos foi tratado com ele próprio na reunião que teve ontem com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o senador Humberto Costa: o PT não aceita que a chapa do prefeito tenha três candidatos ao Senado, sendo dois oficiais e um avulso, porque considera que fragmentaria os votos e prejudicaria as candidaturas. Não há restrição a nomes. Não interessa quem estará na outra vaga, já que Humberto assumirá uma delas. Mas o PT só aceita dois candidatos ao Senado na chapa de João Campos.
As encruzilhadas de João – Os cinco fatos políticos que marcaram os últimos dias colocaram João Campos contra a parede. O prefeito terá que quebrar cabeça para resolver as encruzilhadas em que se meteu e mostrar que comanda o jogo, assim como fez em 2024, quando era “senhor” de sua reeleição. Talvez o prefeito precise de mais cabeças-brancas ao seu redor, com experiência política e visão eleitoral.
Críticas à educação de PE – O deputado federal Pedro Campos (PSB) criticou o Governo de Pernambuco após a divulgação dos dados mais recentes do Censo Escolar. Segundo o parlamentar, o Estado vive um “retrocesso” em uma área que já foi motivo de orgulho para os pernambucanos. “O cenário atual mostra que a educação de Pernambuco está sendo desmontada. Por fora, é muita propaganda. Por dentro, a educação está caindo aos pedaços”, afirmou. O deputado lembrou que, em 2015, Pernambuco alcançou o primeiro lugar no Ideb, consolidando-se como referência nacional em educação integral. O período também foi marcado pela expansão do ensino técnico e profissional e pela ampliação da rede de ensino em tempo integral.
Vice-líder – O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante) foi novamente indicado para a vice-liderança do governo do presidente Lula na Câmara dos Deputados, consolidando sua permanência, pelo quarto ano consecutivo, em uma das posições mais estratégicas da articulação política do Palácio do Planalto no Congresso Nacional.
Alívio para o Executivo – Os deputados estaduais aprovaram, na tarde de ontem (4), dois dos quatro projetos enviados pela governadora Raquel Lyra (PSD) ainda durante o período de convocação extraordinária, em janeiro. Na sessão plenária da Alepe, foram aprovados o refinanciamento da dívida do Estado com bancos públicos nacionais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, no valor de mais de R$ 5 bilhões, além do remanejamento de R$ 180 milhões de recursos do Poder Judiciário para o Executivo.
Deixou o cargo – José Netto Euclides Rodrigues da Silva não é mais o secretário de Licitações, Compras e Contratos da Prefeitura de Paulista (RMR). Segundo informações obtidas pelo Observatório de Paulista, o gestor pediu para deixar o cargo após retornar de férias no início de março. Servidor público concursado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, ele deverá retomar suas funções no órgão após pouco mais de um ano na administração municipal. Os motivos da saída não foram divulgados oficialmente.
CURTAS
Sintepe faz assembleia – Trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede estadual vão estar presentes em Assembleia Geral com Ato Político realizado pelo Sintepe, nesta quinta-feira (5), às 9h, em frente à Alepe, na Rua da União, no Recife. A atividade reforça a mobilização da Campanha Salarial Educacional 2026 e tem caráter estratégico diante do atual contexto político e legislativo.
Corrida – A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes realiza, no próximo domingo (8 de março), a I Corrida Mulheres em Movimento, evento que marca as celebrações do Dia Internacional da Mulher no município. Com percurso de 5 quilômetros e concentração na Igrejinha de Piedade, a partir das 5h30, a iniciativa deverá reunir cerca de 2 mil participantes.
Hino de PE – O Governo de Pernambuco lança, hoje (5), às 15h, no Cais do Sertão, o projeto “Várias Vozes, um só Hino”, iniciativa que propõe uma releitura contemporânea do Hino de Pernambuco em múltiplos ritmos, preservando integralmente a letra e o caráter oficial da composição. A ação visa valorizar o patrimônio imaterial do Estado e ampliar o alcance de um dos principais símbolos cívicos pernambucanos por meio de uma linguagem conectada à diversidade cultural do território.
Perguntar não ofende: Como João Campos vai sair das encruzilhadas dos últimos dias?
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei 3.935/2008, que regulamenta a licença-paternidade no Brasil e amplia o benefício para até 20 dias. O texto teve parecer da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que acolheu substancialmente o relatório do deputado Pedro Campos (PSB-PE), aprovado anteriormente na Câmara dos Deputados. A proposta também cria o salário-paternidade no âmbito do INSS e segue agora para sanção presidencial.
O projeto estabelece ampliação gradual da licença, que atualmente é de cinco dias. Pelo texto, o período passará para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029. A proposta também prevê remuneração integral durante o afastamento por meio do salário-paternidade, prorrogação automática em casos de internação da mãe ou do bebê, estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno ao trabalho e extensão do direito a pais adotantes.
“A ampliação da licença-paternidade é um avanço importante para as famílias brasileiras. Estamos garantindo mais tempo para que os pais participem dos primeiros dias de vida dos filhos, fortalecendo vínculos e ajudando a reduzir a sobrecarga das mães”, afirmou a senadora Ana Paula Lobato. O deputado Pedro Campos classificou a aprovação como um marco. “Essa é uma conquista histórica. Destravamos uma pauta que estava paralisada há 37 anos no Congresso Nacional”, declarou. Segundo o texto aprovado, o custeio será feito pelo Regime Geral de Previdência Social, sem repasse de encargos às empresas.
O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) foi eleito, nesta quarta-feira (4), presidente da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisará alterações no Código de Trânsito Brasileiro. O colegiado foi instalado para emitir parecer sobre o Projeto de Lei nº 8.085/2014, originário do Senado, que propõe mudanças na Lei nº 9.503/1997, incluindo a obrigatoriedade da prática de direção veicular em vias públicas durante a formação de novos condutores. A comissão também analisará outras 270 propostas relacionadas ao tema.
Após a eleição, Coronel Meira afirmou que o objetivo da comissão é discutir atualizações na legislação de trânsito com foco na segurança viária e na formação de motoristas. “Convoco vocês que fazem educação do trânsito. O partido de vocês é a educação, que fique bem claro, é isso que a gente quer. Todos nós, que fazemos parte dessa Comissão Especial, vamos nos dedicar para entregar o melhor. Pela primeira vez, na história da Câmara Federal, teremos oficialmente uma legislação para a educação no trânsito”, declarou.
A comissão será responsável por promover debates e elaborar parecer sobre as propostas, podendo recomendar aprovação, alterações ou rejeição do texto. O colegiado terá 19 membros titulares e 19 suplentes, além de vagas adicionais para garantir a representação de bancadas não contempladas. Entre os titulares estão deputados como Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), Carlos Sampaio (PSD-SP), Chris Tonietto (PL-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Fausto Pinato (PP-SP), Jilmar Tatto (PT-SP), Natália Bonavides (PT-RN), Lucas Ramos (PSB-PE) e Sanderson (PL-RS).
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) rejeitou, por unanimidade, em 11 de fevereiro, os embargos de declaração apresentados pela Comissão Provisória do MDB no processo nº 0600247-26.2024.6.17.0060. Com o julgamento, foi mantida a cassação da chapa proporcional do partido nas eleições de 2024 em Buíque, no Sertão de Pernambuco, por fraude à cota de gênero, o que deve resultar na perda dos mandatos dos vereadores eleitos pela legenda.
A decisão atinge os parlamentares Aline de Araújo Bezerra Tavares, então presidente da Câmara Municipal, Daidson Amorim, Djalma Araújo da Silva, José Lopes de Barros Filho, conhecido como Preto Kapinawá, e Vanildo Almeida Cavalcanti, conhecido como Dodó. O MDB havia obtido anteriormente uma liminar que permitia a permanência dos vereadores nos cargos até a análise completa dos recursos, mas, com a rejeição dos embargos pela Corte, a decisão perde sustentação jurídica.
Com a anulação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da chapa, também ficam anulados os votos recebidos pelo MDB no pleito proporcional de 2024, o que exige nova contagem do quociente eleitoral e partidário para redistribuição das vagas na Câmara Municipal. Suplentes de outras legendas devem assumir as cadeiras, entre eles Leonardo de Gilberto, do Republicanos. A decisão foi encaminhada ao cartório eleitoral de Buíque para cumprimento.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (4), por unanimidade, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que pode criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O Senado é a última etapa de análise no Brasil para a entrada em vigor do acordo entre os blocos.
O tratado, assinado em 17 de janeiro no Paraguai, prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. As informações são do g1.
Negociado há mais de 25 anos, o tratado prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
No Senado, a relatoria ficou a cargo da líder do PP, Tereza Cristina (PP-MS), que chamou o acordo de “incomensurável” em função das possibilidades que ele abre em relação a redução de tarifas e desenvolvimento econômico das regiões envolvidas.
“O alcance do Acordo ultrapassa, de forma incomensurável, a redução de tarifas ou o estabelecimento de quotas. Seu potencial realmente transformador reside nas disciplinas voltadas a temas emergentes que estruturam as bases da competitividade contemporânea: investimentos, fluxos financeiros, serviços, meios de pagamento, transferência de tecnologia, acesso a compras governamentais e regras de concorrência, entre outros”, disse Cristina.
700 milhões de pessoas
O acordo criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.
A expectativa é que o acordo comercial passe a integrar melhor os mercados dos dois blocos, reduza tarifas e amplie o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro.
Apesar da investida de legisladores da União Europeia, que impuseram um revés ao acordo comercial ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia — movimento que pode atrasar a implementação em até dois anos —, a expectativa de diplomatas é que o documento passe a ser aplicado de forma provisória já em março.
“O mundo atual é mais fragmentado, mais cético e mais protecionista. Isso torna o acordo com nossos parceiros europeus ainda mais atual — e ainda mais necessário”, afirmou a relatora.
Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enalteceu o compromisso e a celeridade do Congresso Brasileiro para aprovação da proposta que está em discussão há três décadas.
“O parlamento brasileiro demonstra mais uma vez uma maturidade institucional que nós temos e que a cada movimento como este é a constatação de que o parlamento brasileiro está ao lado dos grandes temas de interessa da sociedade”.
Salvaguardas bilaterais Ainda na tarde desta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que regulamenta a aplicação de medidas chamadas de “salvaguardas bilaterais” , ou seja, são mecanismos de proteção comercial para acordos de livre comércio ou acordos que prevejam alguma preferência tarifária.
A medida pode ser aplicada, por exemplo, ao acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia. As normas não serão exclusivas para a União Europeia e valerão para outros acordos que contenham cláusulas de salvaguarda.
As salvaguardas poderão ser adotadas quando houver aumento significativo das importações em relação à produção nacional ou ao consumo interno, capaz de ameaçar ou causar prejuízo à indústria brasileira.
Na prática, é como um “freio” previsto em acordos comerciais, assim o país pode, por exemplo, elevar tarifas, limitar volumes importados ou suspender preferências tarifárias para dar uma “fôlego” aos produtores locais, enquanto o setor se ajusta à concorrência externa.
Procedimento é repetido nos países Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul, de acordo com seus próprios ritos legislativos.
Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos.
Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, registrou fortes chuvas nos últimos dias e voltou a ser atingido por uma precipitação intensa no início da noite desta quarta-feira (4), provocando alagamentos em diferentes pontos da cidade. Um dos locais afetados foi o cruzamento das ruas Alberto Soares e Clarisbalte Filgueira Sampaio, no Centro, onde a água acumulada chamou a atenção de moradores. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o nível do alagamento e a água invadindo estabelecimentos da área.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou os avisos de chuvas para Pernambuco, com destaque para o Sertão, onde estão em vigor alertas amarelo, laranja e vermelho, este último classificado como de “grande perigo”, com previsão de até 100 milímetros de chuva por dia e risco de alagamentos e transbordamento de rios. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) também manteve o alerta para o Sertão e o Agreste e informou que as chuvas estão associadas à Zona de Convergência do Atlântico Sul e a um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis. Os avisos são válidos até as 23h59 desta quarta-feira (4).
Morreu, na noite desta quarta-feira (4), Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, um dos presos na Operação Compliance Zero. Conhecido como “Sicário”, ele atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais (MG). Fontes da PF ouvidas pela coluna confirmaram que o preso teve morte encefálica e não resistiu.
Na tarde desta quarta (4), a PF havia informado que o investigado chegou a ser socorrido por policiais federais que estavam no local no momento da ocorrência. Ele foi submetido a procedimentos de reanimação e levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pode colocar que ele foi levado pro Hospital João XXIII no centro de Belo Horizonte. As informações são do Metrópoles.
O ocorrido foi comunicado pela PF ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação informou que entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.
Um procedimento será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.
O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira que não tem encontro marcado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas disse esperar ser procurado caso o chefe do Executivo queira conversar.
A declaração ocorre em meio à tensão entre governo e Congresso após a decisão de Alcolumbre de manter a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As informações são do jornal O GLOBO.
— A gente espera ser chamado por todas as pessoas por quem temos respeito e consideração. E, naturalmente, da mesma maneira que, em outras oportunidades, quando eu desejei conversar pessoalmente com o presidente da República, eu o procurei. É legítimo, inclusive, que, se ele desejar falar comigo, ele também me procure, para que possamos continuar numa relação de pacificação e de harmonia entre os Poderes. É isso que eu entendo da democracia — afirmou.
Nos bastidores, interlocutores do governo e aliados de Alcolumbre discutem a possibilidade de um encontro entre os dois ainda nesta semana, em meio às tentativas de reduzir o desgaste político provocado pelo episódio envolvendo a CPMI.
Ontem, Alcolumbre rejeitou um recurso apresentado por parlamentares do PT que pediam a anulação da votação da comissão. A base governista alegava erro na contagem dos votos e defendia a invalidação da decisão.
Ao anunciar o desfecho, o presidente do Senado afirmou que não identificou irregularidade que justificasse a intervenção da presidência para anular a deliberação.
— Adianto desde logo que este não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento interno ou à Constituição Federal. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPMI — disse.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e o pré-candidato a deputado estadual Breno Araújo se reuniram nesta quarta-feira (4), em São Paulo, com o ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Dirceu, para discutir o cenário político nacional e estadual e estratégias de fortalecimento do partido.
Segundo os participantes, o encontro incluiu análises sobre mobilização partidária, organização política e articulações com foco na atuação do PT em Pernambuco e no Brasil. Também foram abordados desafios do cenário político e perspectivas para os próximos anos.
“Conversar com José Dirceu é dialogar com a história do PT e com quem ajudou a construir um dos maiores projetos populares do país. Saímos ainda mais motivados a fortalecer o partido no nosso estado, organizar a militância e contribuir para a continuidade do projeto liderado pelo presidente Lula”, afirmou Márcia Conrado.
Breno Araújo também comentou o encontro. “Foi um momento importante de troca de experiências e de avaliação de cenários. Precisamos nos fortalecer cada vez mais, ampliar o diálogo com a base e seguir firmes no compromisso com o povo pernambucano”, declarou.
Apontado pela Polícia Federal como responsável por monitorar e planejar ataques contra adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, tentou se matar na tarde desta quarta-feira após ser preso, segundo informou a corporação. Ele foi um dos alvos da Operação Compliance Zero, que apura a atuação de um grupo ligado ao Banco Master e levado para a superintendência do órgão em Belo Horizonte.
Em nota, a PF informou que Mourão “atentou conta a própria vida enquanto se encontrava sob custódia” na superintendência da corporação na capital de Minas. Policiais federais que estavam no local prestaram socorro, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local e o custodiado será encaminhado a rede hospitalar para avaliação e atendimento médico”, diz a corporação. As informações são do jornal O GLOBO.
A PF comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.
Procurada, a defesa de Mourão foi pega de surpresa pela informação e disse que um advogado está se deslocando agora para a delegacia da Polícia Federal em Belo Horizonte. Mais cedo, segundo a defesa, ele recorreu ao direito de ficar em silêncio durante o seu depoimento à PF. Ele passaria por audiência de custódia nesta quarta-feira.
A investigação aponta que Mourão comandava uma estrutura informal chamada “A Turma”, utilizada para realizar atividades de vigilância, obtenção de informações e monitoramento de pessoas ligadas às investigações ou críticas ao grupo. Os investigadores apontam que ele recebia R$ 1 milhão por mês para prestar tais “serviços ilícitos”. Procurada, a defesa de Mourão não comentou e disse que só se manifestaria sobre a prisão após ter acesso aos autos do inquérito.
De acordo com os investigadores, Mourão realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos, utilizando credenciais de terceiros para acessar bases de dados ligadas a instituições de segurança e investigação. A Polícia Federal afirma que houve acessos indevidos a sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal e até a bases internacionais.
Na decisão que mandou prender Mourão e Vorcaro, além de outros alvos da operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver indícios de que o banqueiro, numa troca de mensagens com Mourão, determinou que se forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para “prejudicar violentamente” o colunista do GLOBO Lauro Jardim. O objetivo, diz Mendonça, era, a partir do episódio, “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”. Em nota, o jornal O GLOBO repudiou as iniciativas criminosas contra Lauro Jardim.
Desde 2021, Mourão é réu em uma ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais que apura indícios de delitos como lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular.
Segundo as investigações, Mourão e outros indiciados montaram um esquema de pirâmide financeira para atrair investidores de todo o Brasil. Entre junho de 2018 e julho de 2021, ele movimentou R$ 28 milhões em contas bancárias de empresas ligadas a ele.
Ainda de acordo com as investigações, Luiz Phillipi Mourão atuava como agiota antes de fazer parte do esquema de pirâmide. No fim do ano passado, o setor de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais fez uma análise no celular apreendido do acusado e apontou que ele exercia uma liderança importante na organização criminosa investigada.
Sobre esse caso, no processo, a defesa do acusado afirma que as provas obtidas pelas autoridades foram desprovidas de autorização judicial, entre outras nulidades.
“Os autos ainda revelam indícios de que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) tenha diligenciado perante as instituições financeiras para ter acesso a informações dos réus meio das quais foram obtidos novos elementos para a evolução das investigações, malgrado inexistente decisão para a quebra de sigilo bancário. Essas movimentações investigativas não eram do conhecimento da Autoridade Policial, tampouco houve requerimento dirigido ao juízo nesse sentido”, diz o pedido da defesa de Phillipi.
O deputado estadual Antonio Coelho (União Brasil) cobrou do Governo de Pernambuco, nesta quarta-feira (4), o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei que formalize a transformação do Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola (RVS) em Área de Proteção Ambiental (APA). Em pronunciamento na tribuna da Alepe, o parlamentar afirmou que a proposta busca conciliar preservação ambiental e desenvolvimento no Sertão do São Francisco.
Criado em 2015 e localizado nos municípios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, o RVS Tatu-Bola é a maior unidade de conservação de proteção integral do estado, com mais de 110 mil hectares. A área foi instituída para proteger a Caatinga e o tatu-bola-do-nordeste, espécie ameaçada de extinção. Segundo o deputado, a criação da unidade de conservação não considerou a presença histórica de comunidades locais e a vocação produtiva da região, o que teria gerado restrições às atividades econômicas.
Antonio Coelho também destacou a ausência de plano de manejo para a área ao longo da última década e afirmou que a situação tem provocado insegurança jurídica para moradores e produtores. “A transformação do Refúgio Tatu-Bola em APA não representa retrocesso ambiental, mas, sim, uma solução justa e equilibrada. A proposta vem sendo discutida há anos pela sociedade civil organizada, por órgãos governamentais e pelas pessoas diretamente interessadas e afetadas pela criação do Refúgio”, declarou. Segundo ele, estudos técnicos apontam a viabilidade da medida e, caso o projeto seja enviado à Alepe, o parlamentar pretende buscar apoio de diferentes bancadas para sua aprovação.