O portal UOL entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, contra a decisão do desembargador Demétrius Gomes Cavalcanti, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que determinou a retirada do ar de reportagens que tratavam da compra de 51 imóveis em dinheiro vivo pela família do presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão do desembargador atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e foi colocada inicialmente em segredo de Justiça. No fim da tarde, Demétrius Cavalcanti derrubou o sigilo da própria decisão.
O portal G1 teve acesso à reclamação do UOL, também sigilosa. O relator no STF será o ministro André Mendonça, definido por sorteio. No documento, o UOL afirma que as matérias agora retiradas do ar são lícitas e tratam de “assunto de notório interesse público”. “As premissas da decisão estão equivocadas e a censura imposta ao UOL é evidente e desautoriza o entendimento estabelecido pelo Supremo Tribunal na ADPF 130, ao restringir o livre exercício da atividade de imprensa e de comunicação”, diz a defesa do portal.
Os advogados pedem que a decisão do desembargador seja suspensa até o julgamento final da questão pelo STF e que as reportagens sejam recolocadas no ar enquanto isso não acontece. Na decisão que ordenou a retirada das reportagens do UOL, o magistrado disse entender que os textos, escritos pelos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Herdy, se basearam em uma investigação anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em novembro de 2021, também após recurso de Flávio Bolsonaro, o STJ anulou todas as decisões de primeira instância nas investigações de supostas rachadinhas – confiscos de parte dos salários dos servidores – no gabinete do parlamentar. Alguns dos imóveis comprados pela família Bolsonaro e citados nas reportagens do UOL também eram citados nessa investigação que foi anulada. Mais cedo, o UOL já havia informado que cumpriria a decisão, mas via censura no caso e recorreria na Justiça.
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 239,4 bilhões em setembro deste ano, informou hoje a Receita Federal.
O resultado representa um aumento real de 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 226,6 bilhões (valor corrigido pela inflação).
O valor também é o maior já registrado para meses de setembro desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 – ou seja, em 32 anos.
O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo e, também, com a alta no preço do petróleo.
Relembre alguns aumentos de impostos ao longo do terceiro mandato do presidente Lula:
· alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);
· mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
· aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então;
· reoneração gradual da folha de pagamentos;
· fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
· aumento do IOF sobre crédito e câmbio;
· alta na tributação dos juros sobre capital próprio.
Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como “royalties” e participação na extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações.
O Datafolha divulga, hoje, a terceira rodada da pesquisa de intenção de votos do segundo turno das eleições presidenciais. A divulgação está prevista para 19h.
Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 2.154 pessoas entrevistadas de 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, está registrada sob o código BR-09709/2026.
“Traidor da Constituição é traidor da Pátria”. Este foi um alerta do então presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, Ulysses Guimarães, ao promulgar a Carta Magna reformada na redemocratização do País. O aviso do político, depois de 38 anos, continua válido no momento que a Lei Maior segue sendo descumprida regularmente por quem teria que protegê-la, o que vem levando o país ao caos jurídico e à alta dose de autoritarismo.
O discurso de Ulysses, o Senhor Diretas, líder da oposição ao Regime Militar que durou 21 anos. Foi um marco de uma Nova República livre e democrática. Ele afirmou que “a Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca”.
Ulysses disse conhecer um caminho maldito usado anteriormente que lembra os dias de hoje, como “rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério. A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações, principalmente na América Latina”.
Foi uma sessão histórica do Congresso, no dia 5 de outubro de 1988, coincidentemente na mesma data do meu aniversário. Fui testemunha presencial, juntamente com o jornalista Magno Martins. E ouvi Ulysses falando para um Plenário lotado de políticos, convidados nacionais e representantes de outros países adeptos da democracia, assinalar algumas marcas da Constituição que passaram a vigorar naquele dia. “A primeira é a coragem. A coragem é a matéria-prima da civilização. Sem ela, o dever e as instituições perecem. Sem a coragem, as demais virtudes sucumbem na hora do perigo. Sem ela, não haveria a cruz, nem os evangelhos”.
Para Ulysses, “a Constituição é caracteristicamente o estatuto do homem. É sua marca de fábrica. O inimigo mortal do homem é a miséria. O estado de direito, consectário da igualdade, não pode conviver com estado de miséria. Mais miserável do que os miseráveis é a sociedade que não acaba com a miséria”.
Na sua fala, o então presidente da Constituinte destacou também que “a Federação é a unidade na desigualdade, é a coesão pela autonomia das províncias. Comprimidas pelo centralismo, há o perigo de serem empurradas para a secessão. É a irmandade entre as regiões. Para que não se rompa o elo, as mais prósperas devem colaborar com as menos desenvolvidas. Enquanto houver Norte e Nordeste fracos, não haverá na União Estado forte, pois fraco é o Brasil”.
Para o deputado federal Ulysses Guimarães (SP), falecido em outubro de 1992 num misterioso acidente aéreo sobre o mar de Angra dos Reis (RJ), “as necessidades básicas do homem estão nos Estados e nos Municípios. Neles deve estar o dinheiro para atendê-las. A Federação é a governabilidade. A governabilidade da Nação passa pela governabilidade dos Estados e dos Municípios. O desgoverno, filho da penúria de recursos, acende a ira popular, que invade primeiro os paços municipais, arranca as grades dos palácios e acabará chegando à rampa do Palácio do Planalto”.
Segundo o político paulista, “a democracia é a vontade da lei, que é plural e igual para todos, e não a do príncipe, que é unipessoal e desigual para os favorecimentos e os privilégios. Se a democracia é o governo da lei, não só ao elaborá-la, mas também para cumpri-la, são governo o Executivo e o Legislativo. O Legislativo brasileiro investiu-se das competências dos Parlamentos contemporâneos. É axiomático que muitos têm maior probabilidade de acertar do que um só. O governo associativo e gregário é mais apto do que o solitário. Eis outro imperativo de governabilidade: a coparticipação e a corresponsabilidade”.
Ainda no discurso de Ulysses na sessão do Congresso: “a vida pública brasileira será também fiscalizada pelos cidadãos. Do Presidente da República ao Prefeito, do Senador ao Vereador. A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”.
A redação da nova Carta contou com a participação ativa de parlamentares constituintes e de brasileiros fora da Assembleia Constituinte, gerando mais de 61 mil emendas e 122 emendas populares.
Mas, o que parecia ter o apoio dos brasileiros democratas, a redação final da nova Carta foi rejeitada, em 22 de setembro de 1988, pela bancada do PT na Assembleia Nacional Constituinte, composta por 15 ou 16 deputados, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva. Os petistas a consideraram conservadora e insuficiente para os interesses da classe trabalhadora. Segundo os partidários de Lula, a Constituição Cidadã também protegia fortemente a propriedade privada, mantinha a tutela dos militares e se insurgia contra a ordem econômica conservadora.
Apesar de votarem “não” ao mérito do texto, a direção do partido decidiu que a bancada assinaria a ata e o documento final para cumprir o papel institucional, legitimando a participação na Assembleia Constituinte. Hoje, esta assinatura é de pouca valia, pois o PT e o puxadinho do STF, que deveria ser o guardião da Carta Magna, violam em larga escala o que foi acertado com o povo brasileiro em 1988. É isso.
Coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) deu algumas orientações ao candidato para o debate da TV Globo, marcado para a noite da sexta-feira (23/10). As informações são do portal Metrópoles.
Uma das principais dicas de Marinho foi para Flávio focar na apresentação de propostas, algo que passou longe do foco do candidato do PL e do presidente Lula (PT) durante o debate da Band, no domingo (18/10).
Marinho também orientou Flávio a se preparar mais para responder as perguntas e acusações feitas por Lula ao longo do debate da Globo, sem desviar do assunto, como fez no confronto anterior. Segundo fontes da campanha de Flávio, o coordenador-geral avalia que o candidato do PL dominou mais o formato do debate da Band, mas teve um desempenho aquém do esperado no conteúdo.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), deu início ao segundo ciclo de inscrições do Edital Recaatingar, que seleciona projetos voltados à recuperação socioprodutiva de terras degradadas na Caatinga. A chamada pública conta com cerca de R$ 30 milhões nesta etapa e tem como foco ações que combinem restauração ambiental, produção sustentável, conservação da água, segurança alimentar, geração de renda e adaptação às mudanças climáticas em nove estados.
O primeiro ciclo selecionou sete propostas nos estados de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Ceará, Minas Gerais, Alagoas e Piauí. Rio Grande do Norte e Sergipe também estão entre os estados prioritários no segundo ciclo. O resultado completo da primeira etapa do Edital Recaatingar pode ser consultado no site da iniciativa.
As propostas classificadas, mas não contempladas por insuficiência de recursos, serão automaticamente consideradas no segundo ciclo, mantendo a nota recebida na primeira etapa. Essas instituições também poderão reapresentar suas propostas com melhorias para tentar elevar a pontuação. Propostas que não conseguiram se classificar e novas iniciativas também poderão ser inscritas nesta etapa.
A iniciativa integra o programa Floresta Viva 2, dedicado à restauração ecológica com espécies nativas, à restauração produtiva e à conservação de ecossistemas nos biomas brasileiros, com exceção da Amazônia.
“O Edital Recaatingar cria condições para que as populações do Semiárido permaneçam em seus territórios com segurança hídrica, produtiva e ambiental, ao mesmo tempo em que apoia a agricultura familiar, gera renda e recupera áreas degradadas”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Para o diretor de Planejamento do BNB, Aldemir Freire, a iniciativa também contribui para conciliar conservação ambiental e desenvolvimento regional. “Recuperar a Caatinga é também criar oportunidades de renda e fortalecer as atividades produtivas sustentáveis no Semiárido”, afirma.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 47% de Lula (PT), segundo pesquisa da Gerp Mercadologia, divulgada ontem. A diferença de 6 pontos percentuais é considerada estatisticamente significativa. O instituto Gerp foi um dos poucos que apontaram a vitória de Flávio em primeiro turno, com números que praticamente se confirmaram: 46% a 44% para o petista. Todos os demais institutos previam vitória de Lula na votação de 4 de outubro.
Os votos válidos excluem respostas de eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos ou que não souberam responder. Em relação ao levantamento anterior da Gerp, divulgado em 16 de outubro, Flávio subiu 1 ponto percentual (de 52% para 53%), enquanto Lula caiu 1 ponto (de 48% para 47%). As variações estão dentro da margem de erro.
Intenção de voto estimulada (todos os entrevistados)
Flávio Bolsonaro (PL): 50%
Lula (PT): 45%
Nenhum dos candidatos: 2%
Não sabe/não respondeu: 2%
(A soma chega a 99% por causa de arredondamentos).
A pesquisa ouviu 2.400 eleitores por telefone em todo o Brasil, entre os dias 19 e 21 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03835/2026 e teve custo de R$ 15 mil, pago com recursos próprios do instituto.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Outras fontes que repercutiram a mesma pesquisa apontam rejeição de 49% a Lula e 46% a Flávio no cenário de segundo turno.
A três dias do 2º turno da eleição, pesquisa PoderData/Aya, divulgada hoje, mostra que as intenções de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilaram 1 ponto percentual para baixo em 3 dias, enquanto as do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram na mesma proporção. Agora, o candidato do PL tem 51% dos votos válidos, ante 49% do petista. Essas variações foram dentro da margem de erro do levantamento, o que significa que os candidatos podem estar no mesmo lugar, em empate técnico.
A pesquisa foi realizada de 19 a 21 de outubro, com 4.000 entrevistas e margem de erro de 1,6 ponto percentual.
O estudo capta os impactos dos desdobramentos políticos da última semana, que incluem a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN, na noite de sábado (17.out), com críticas a Lula, e o debate entre os 2 candidatos, realizado pela Band no domingo (18.out). Capta também uma onda de propagandas negativas de Lula contra Flávio nas redes sociais, bem como o disparo do governo federal de milhões de mensagens via WhatsApp para beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais. Clique aqui e confira o levantamento na íntegra.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) busca no Nordeste votos de eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno e de moradores insatisfeitos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha quer diminuir a vantagem de Lula na região para ampliar a dianteira nacional na votação de domingo (25/10). As informações são do portal Metrópoles.
O trabalho foi dividido entre o presidenciável e aliados capazes de reunir público sem a presença dele. Flávio participou de uma agenda em Fortaleza nessa quarta-feira (21/10). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que passou por Salvador, Teresina e Aracaju, tem caminhada prevista no Recife na quinta (22/10) e outra mobilização na capital cearense na sexta (23/10), com o deputado federal André Fernandes (PL-CE).
Os eventos com trios elétricos, chamados de Bloquinho do 22, mantêm os apoiadores nas ruas enquanto o candidato também se prepara para o debate da TV Globo. Na internet, o parlamentar mineiro assumiu uma outra frente de mobilização.
Nikolas tem procurado alcançar quem ainda pode mudar de voto com publicações de relatos sobre supostas dificuldades financeiras e frustrações com promessas do governo petista para a região.
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nessa quarta, mostra que Lula conserva ampla liderança entre os nordestinos: tem 61% das intenções de voto, contra 31% de Flávio. No país, porém, a diferença é de apenas um ponto, com 45% para o senador e 44% para o presidente, em empate técnico.
No primeiro turno, em 4 de outubro, o petista liderou na região, que concentra 43,5 milhões de eleitores, ou 27,42% do total brasileiro. Lula teve cerca de 21,5 milhões de votos no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou mais de 10,4 milhões.
O esforço bolsonarista nos estados nordestinos busca prolongar um movimento registrado na primeira etapa da corrida presidencial. Flávio cresceu na região, ao passo que Lula perdeu votos.
Flávio Bolsonaro recebeu 1,6 milhão a mais que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na comparação com a disputa de 2022. O crescimento foi de 18,3%. A participação nos votos válidos passou de 26,97%, com o pai, para 30,85%, com o filho.
Lula venceu nos nove estados, chegando a 63,77% dos votos válidos. O petista, porém, perdeu cerca de 259 mil votos na comparação com o resultado do primeiro turno de 2022.
Como no primeiro turno, Lula só lidera no Nordeste
Na eleição passada, Lula despachou Bolsonaro (PL), o único presidente não reeleito desde o processo de redemocratização, por apenas um ponto percentual, graças à enxurrada de votos dos nordestinos, enquanto o Sul votou em peso em Bolsonaro e boa parte do Sudeste também, as duas regiões que concentram a maioria dos eleitores no País.
Na penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno, no próximo domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve ampla vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, enquanto o senador permanece à frente nas demais regiões do país.
Na penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno, no próximo domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve ampla vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, enquanto o senador permanece à frente nas demais regiões do país.
No Sudeste, Flávio marca 48% das intenções de voto, enquanto 39% dizem votar em Lula. A distância entre eles caiu em uma semana — eles marcavam 49% e 38%, respectivamente. Já no Nordeste, o petista manteve 61% e o bolsonarista variou de 32% para 31%.
No Sul, por sua vez, o senador permanece com 61% e Lula variou de 30% para 28%. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, Flávio variou de 50% para 49% e o petista passou de 42% para 41%. Ao longo da campanha, ambos os candidatos intensificaram agendas no Sudeste e Nordeste.
Enquanto Flávio atua para manter a dianteira na região com maior eleitorado do país, o petista atua para preservar a ampla vantagem no berço eleitoral do PT. A pesquisa também mostra Flávio criando vantagem entre os jovens, mas perdendo espaço na faixa etária mais numerosa do instituto, que inclui os brasileiros de 35 a 59 anos.
Além do recorte por idade, a sondagem mantém alguns padrões. O presidente Lula vai melhor entre as mulheres, e Flávio, no eleitorado masculino. Na leitura por renda, o petista segue como o preferido dos mais pobres, embora tenha oscilado dois pontos para baixo, e é citado por 51% dos que ganham até dois salários mínimos por mês.
O bolsonarista tem 37%. Já entre os mais ricos acontece o oposto: Flávio segue à frente, mas variou para baixo e tem 50%, contra 39% do candidato à reeleição. Os pesquisadores da Quaest foram às ruas entre os dias 17 e 20 de outubro. Ocorreram 2.154 entrevistas, feitas pessoalmente.
OFENSIVA NO SOCIAL – A três dias do segundo turno, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu concentrar sua ofensiva final na tentativa de conquistar eleitores de baixa renda, segmento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem. A estratégia prevê ampliar o espaço dedicado à defesa de benefícios sociais e à apresentação de propostas econômicas nos discursos do candidato, na propaganda eleitoral e no debate da Globo, marcado para amanhã. A movimentação inclui a divulgação de vídeos gravados com cantores sertanejos e uma “superlive” com influenciadores digitais.
Teimoso e trabalhoso – Integrantes da campanha de Lula avaliaram que o presidente está “teimoso”, após o desempenho dele no debate da Band contra Flávio Bolsonaro, no último domingo. Não é que ele tenha resistido ao treinamento para o confronto. Lula até fez, “mas cumprir é outra história”, comentou um auxiliar, segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo.
Sem bloqueio – O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, afirmou ao Globo que o tribunal não vai bloquear todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição. “Não haverá alteração alguma. Não marquei reunião para discutir o assunto nem vou marcar. Sou contra alterações de última hora nas regras, às vésperas da eleição”, disse. A proposta, de autoria de Mendonça, atingiria em cheio o Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones que já tem mais de 7 milhões de inscritos e tem conseguido mobilizar a esquerda nas redes.
Hoje tem Datafolha – O Datafolha divulga, hoje, nova pesquisa sobre a intenção de voto no segundo turno da eleição presidencial, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a partir das 19h. Levantamento divulgado no último dia 15 apontou que o candidato do PL tinha 51% dos votos válidos no segundo turno, ante 49% do petista, configurando assim um empate técnico dentro da margem de erro. O período de coleta da nova pesquisa é de 20 a 22 de outubro, com 2.520 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-09709/2026.
Primeira vitória política de Victor – A nova Mesa Diretora da Câmara do Recife, eleita ontem, reforça a presença da base do prefeito Victor Marques (PCdoB) no comando do Legislativo. Os dois principais cargos do colegiado, de presidente e de primeiro-secretário, serão ocupados por dois aliados fiéis da gestão municipal, Samuel Salazar (MDB) e Marco Aurélio Filho (PV), respectivamente. Dos nove vereadores escolhidos para o biênio 2027-2028, oito integram o campo governista. A única exceção é Fred Ferreira (PL), eleito terceiro vice-presidente. Samuel deixa a liderança do Governo, função que exerceu nos últimos anos e na qual esteve diretamente envolvido na interlocução entre a Prefeitura e os vereadores, primeiro durante a gestão de João Campos e, mais recentemente, com Victor Marques.
CURTAS
CASA DA MULHER – A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve no Recife prestigiando a formatura da turma do Projeto Asas para o Futuro. Visitou a obra da Casa da Mulher Brasileira no bairro do Cordeiro. Eixo do programa “Mulher Viver sem Violência”, a Casa da Mulher Brasileira está em processo de construção no bairro do Cordeiro. De acordo com a ministra, o investimento é de R$ 17 milhões.
ALIENAÇÃO – Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, a virada de Lula só acontecerá se a campanha conseguir reduzir a alienação eleitoral, assim como fez Dilma Rousseff em 2014. Segundo ele, a alienação eleitoral é a soma do número de abstenções e dos votos nulos e brancos.
RETRATO DE 26 – No primeiro turno das eleições 2026, foram mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e quase seis milhões que não escolheram nenhum dos candidatos disponíveis. Em 2022, a soma das abstenções e dos nulos e brancos caiu somente 0,21% entre o primeiro e o segundo turno.
Perguntar não ofende: Como virão hoje os números do Datafolha?
A Polícia Federal (PF) encontrou o que considera ser uma sala secreta em um hangar no Aeroporto de Brasília usado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República.
A informação foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pela TV Globo. A suspeita da PF é que a sala secreta teria sido usada para guardar bens, inclusive dinheiro vivo. As informações são do g1.
Investigadores chegaram até o local em agosto deste ano, após uma denúncia anônima apontando a existência da sala oculta no hangar, que pouco antes havia sido alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão pela própria PF.
Em nota, a defesa de Willer Tomaz confirmou a existência de uma “sala-cofre” e seus equipamentos no hangar e disse que se trata de uma “estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores” que são clientes das empresas de aviação do advogado.
A nota afirma que “é fantasiosa e beira o ridículo a insinuação de que essas instalações seriam utilizadas para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita.” Diz ainda que “atribuir conotação criminosa a essas instalações, sem qualquer prova, é uma tentativa irresponsável de fabricar suspeitas onde não existem fatos”.
A TV Globo teve acesso a imagens que mostram que a porta da sala, aparentemente blindada, ficava atrás de um painel de madeira.
Dentro da sala, os policiais encontraram prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro. Não havia dinheiro vivo no local.
O mandado no hangar foi cumprido dentro de uma das fases da operação Sem Desconto que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado o senador Weverton Rocha (PDT). A suspeita é que os recursos tenham vindo das fraudes contra aposentados do INSS.
Willer Tomaz foi um dos alvos da operação. Na casa dele, policiais encontraram uma outra máquina de contar dinheiro. Os agentes também apreenderam quatro aviões de empresas do advogado. Na época, Tomaz disse que jamais teve envolvimento com os fatos apurados pela operação.
Inquérito apura lavagem de dinheiro
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são investigados em um outro inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro. O caso está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A investigação começou na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde eram apurados crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas e a utilização de casas de apostas no suposto esquema.
A PF gaúcha quebrou o sigilo telemático de Willer Tomaz e encontrou e-mails que apontavam que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.
Devido ao foro especial do senador Flávio, o caso subiu do Rio Grande do Sul para o Supremo em 8 de outubro. A Procuradoria-Geral da República analisou os indícios e se manifestou pela abertura da investigação.
A abertura do inquérito foi noticiada inicialmente pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pelo g1.
Esse é o segundo inquérito no STF em que Flávio é um dos investigados. O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, foi aberto em julho e apura o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Flávio e o advogado Willer Tomaz são amigos e têm afirmado que não têm negócios juntos.
Leia a íntegra da nota de Willer Tomaz:
“A sala-cofre e os equipamentos instalados no hangar integram a estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores, clientes das empresas de aviação. O transporte aéreo de numerário está sujeito a rigorosos protocolos de segurança, controle e custódia, conforme a regulamentação aplicável. A existência de ambientes protegidos, malotes e máquinas contadoras de cédulas é compatível com essa atividade e não constitui indício de irregularidade.
É fantasiosa e beira o ridículo a insinuação de que essas instalações seriam utilizadas para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita. Nenhuma quantia foi encontrada no local. Causa perplexidade que a própria Polícia Federal, responsável pela fiscalização do setor de segurança privada, pretenda transformar equipamentos associados a uma atividade lícita em suspeita criminal. Atribuir conotação criminosa a essas instalações, sem qualquer prova, é uma tentativa irresponsável de fabricar suspeitas onde não existem fatos.”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vai participar do treinamento do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) para o debate contra Lula (PT) realizado pela TV Globo na sexta-feira (23), a dois dias da votação do segundo turno, no domingo (25).
Tarcísio embarca para Brasília nesta quinta-feira (22), onde Flávio vai passar o dia dedicado à preparação para o debate, além de realizar a live semanal. O treinamento será conduzido por Duda Lima, marqueteiro da campanha, que fez o convite ao governador para que colaborasse. As informações são da Folha de S. Paulo.
Com a atuação de Tarcísio nos bastidores, a intenção da campanha é diminuir a influência de Pablo Marçal sobre Flávio e buscar um debate mais propositivo e menos combativo, como foi o da Band no último domingo (18).
Na sexta-feira, Tarcísio também deve acompanhar Flávio na viagem de Brasília ao Rio de Janeiro, onde vai assistir ao debate nos estúdios da TV Globo.
O candidato do PL não deve ter compromissos públicos nesta quinta —além da atenção ao debate, é o dia do aniversário da mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, o que fez o senador fechar a agenda e permanecer em Brasília. Pela manhã, o presidenciável deve visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
O governador de São Paulo já alertou Flávio pessoalmente a respeito da participação de Marçal na campanha, que vê como negativa. No dia seguinte ao primeiro turno, quando jantaram em Brasília, Tarcísio afirmou ao presidenciável que o influenciador era uma pessoa rejeitada pelo eleitor paulista depois da série de escândalos na eleição de 2024 —de provocações em debates à cadeirada.
O governador de São Paulo, reeleito em primeiro turno, é tido por aliados de Flávio como um político mais sereno e técnico, que deve aconselhar o senador a dominar e memorizar melhor números e propostas. A ideia é trazer mais conteúdo para as interações do presidenciável no debate.
Como mostrou a Folha, apesar de ter avaliado que Flávio superou Lula no debate da Band, a campanha do senador admitiu que é preciso melhorar a preparação do candidato, com mais ensaios. Antes do programa no domingo, o presidenciável teve um ato de rua na avenida Paulista, o que deixou uma janela de poucas horas para a preparação.
Para o último debate, a ideia é ter dois dias de treinamentos, na quinta e na sexta.
Aliados de Flávio afirmam que, na Band, ele não aproveitou bem as oportunidades contra o petista e soou repetitivo por não dominar o próprio repertório. Além disso, o debate não foi propositivo e não converteu votos de indecisos, o que eles atribuem ao formato de enfrentamento direto.
Com receio de que o estilo belicoso de Marçal amplie a rejeição de Flávio, a campanha pretende estimular o candidato do PL a baixar o tom no próximo debate, sem deixar de encurralar Lula.
A participação do influenciador gera uma série de rusgas na campanha do congressista, algo que é fruto da campanha municipal de 2024, quando Tarcísio apoiou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) contra Marçal. Duda Lima era o marqueteiro do emedebista naquela disputa e chegou a ser agredido em um debate por um integrante da equipe de Marçal.
No domingo, antes do debate da Band, Duda Lima conduziu o treinamento com Flávio, mas quando o marqueteiro se ausentou, o candidato do PL recebeu Marçal por cerca de meia hora. Integrantes da equipe do senador atribuíram sua atuação no primeiro bloco, mais combativa que o esperado, a conselhos recebidos de Marçal. O influenciador passou o debate fazendo gestos e orientando o candidato da plateia.
Nunes, um dos principais cabos eleitorais de Flávio, deixou de ir ao debate da Band já que Marçal estaria presente como convidado de Flávio. Horas antes, no ato na avenida Paulista, o prefeito desceu do carro de som quando o influenciador subiu.
A ala de apoiadores de Flávio ligada a Tarcísio e Nunes, que promove os eventos de campanha do presidenciável em São Paulo, considera prejudicial que o empresário seja visto como possível ministro e até fale no lugar do próprio candidato. Eles admitem, porém, que o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo tem um papel relevante de mobilização nas redes.
Integrantes da cúpula do centrão afirmam que também identificaram nos eleitores uma resistência maior a Flávio pelo protagonismo de Marçal na reta final da campanha. O tom mais agressivo ajudaria a afastar o eleitor mais moderado, que já põe em dúvida a candidatura após ataques de Lula.
Na visão desses políticos, a indicação de que o influenciador será ministro pode servir para engajá-lo mais na campanha e mobilizar suas redes, mas também é um risco porque Flávio, se eleito, terá alguém disputando com ele os holofotes no governo o tempo todo, e que não esconde ambições eleitorais que conflitam com outros políticos do grupo do senador, como Nunes e Tarcísio.
Em meio ao conflito interno na campanha, Tarcísio planeja estar presente nos eventos de Flávio até o domingo, quando o governador deve viajar a Brasília para acompanhar a apuração ao lado do senador.
Neste segundo turno, Tarcísio já viajou com Flávio para atos de campanha em Porto Alegre, Vitória e Salvador, e deve acompanhá-lo nas agendas que encerram a corrida, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro, no sábado (24).
A coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Daniella Marques, defendeu a possibilidade de substituir servidores públicos por inteligência artificial (IA). Assista:
Em entrevista a um podcast em 30 de setembro, a economista questionou a necessidade de realizar novos concursos para repor funcionários aposentados e sugeriu que a tecnologia seja usada para ocupar essas funções. O vídeo da declaração viralizou nesta semana. As informações são do Metrópoles.
“Quais carreiras administrativas e operacionais podem ser substituídas no funcionalismo público a partir de inteligência artificial? 12 milhões e meio de servidores públicos. Tudo certo, começou lá atrás. Agora, a cada 5 anos, cada ano, vai aposentando 20%. E aí, substitui, faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?”, afirmou.
Em 6 de agosto, durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan, Daniella já havia questionado quantas carreiras administrativas poderiam ser substituídas pela tecnologia nos cinco ou 10 anos seguintes.
Na ocasião, a proposta foi apresentada como uma forma de reduzir os custos da máquina pública.
Ainda em agosto, durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, a economista voltou ao tema diante de empresários. Ela defendeu a revisão de carreiras administrativas e operacionais diante dos avanços da inteligência artificial e relacionou a medida ao enxugamento da estrutura estatal.