A divulgação de informações sobre delações premiadas às vésperas de uma eleição pode provocar repercussão política e influenciar o debate público. No entanto, o impacto de uma acusação na opinião dos eleitores não significa que os fatos estejam comprovados. Para o advogado Ítalo Oliveira, especialista em Direito Penal Econômico, é importante distinguir a repercussão de uma declaração de seus efeitos na Justiça, que dependem do cumprimento das regras legais e da análise das provas.
Anunciar uma delação não significa formalizar um acordo
Segundo Oliveira, anunciar a intenção de fazer uma delação não significa que o acordo esteja formalizado nem que produza os efeitos jurídicos próprios de uma colaboração premiada homologada pela Justiça. Em algumas situações, a divulgação dessa intenção pode fazer parte da estratégia da defesa para demonstrar às autoridades o interesse do acusado em colaborar com as investigações.
Leia mais“Muitas vezes, as defesas anunciam essa intenção para demonstrar ao Ministério Público ou à polícia que o acusado tem interesse em colaborar. É mais uma estratégia para convencer as autoridades de que há disposição para ajudar nas investigações do que propriamente uma medida com efeitos jurídicos”, explica.
A homologação judicial, por sua vez, não significa que todas as informações apresentadas pelo colaborador sejam automaticamente consideradas verdadeiras. Os relatos precisam ser avaliados e confrontados com outros elementos de prova.
Acusações precisam ser confirmadas por outras provas
Ítalo Oliveira destaca que as declarações de quem faz uma delação não são suficientes, por si só, para fundamentar uma condenação. A Lei nº 12.850/2013, que trata das organizações criminosas, também estabelece que a Justiça não pode receber uma denúncia ou queixa-crime fundamentada apenas nas declarações do colaborador.
O advogado lembra que os debates jurídicos relacionados à Operação Lava Jato contribuíram para reforçar os limites desse instrumento.
“A colaboração premiada é um meio de obtenção de provas. A pessoa que faz a delação indica à polícia ou ao Ministério Público caminhos para encontrar provas que confirmem o que foi dito. É necessário que existam outros elementos, independentes das declarações, que sustentem as acusações”, afirma.
Na prática, a delação pode ajudar a orientar uma investigação, mas não substitui a comprovação dos fatos. Para que alguém seja condenado, é necessário que as provas sustentem a acusação, respeitando-se o direito de defesa e as demais garantias legais.
Divulgação de delações no período eleitoral
A divulgação de informações sobre investigações envolvendo figuras públicas pode ganhar ainda mais repercussão nos dias que antecedem uma votação. Segundo Oliveira, a legislação eleitoral não estabelece uma proibição geral à divulgação de conteúdos de delações nas 72 horas anteriores à votação.
“Já tivemos, em outras eleições, conteúdos de delações divulgados às vésperas da votação que, sem dúvida alguma, causaram impacto. A legislação eleitoral não estabelece uma proibição geral à divulgação de colaboração premiada nesse período”, observa.
Essa ausência de proibição eleitoral específica, entretanto, não significa que qualquer conteúdo possa ser divulgado livremente. A colaboração premiada e os depoimentos do colaborador estão sujeitos a regras de sigilo previstas na Lei nº 12.850/2013. O acordo e os depoimentos permanecem sigilosos até o recebimento da denúncia ou da queixa-crime, conforme estabelece a legislação.
Por isso, a análise de cada situação deve considerar não apenas as regras eleitorais, mas também a origem das informações, o eventual sigilo judicial e as circunstâncias da divulgação.
O papel do Supremo Tribunal Federal
O Supremo Tribunal Federal (STF) pode atuar em investigações relacionadas a autoridades que, pelas regras constitucionais, estão sujeitas à competência da Corte. A definição depende das circunstâncias do caso e dos critérios legais aplicáveis.
De acordo com Oliveira, a simples menção ao nome de uma autoridade em uma delação não transfere automaticamente a investigação para o Supremo. É necessário avaliar se existem indícios de envolvimento da autoridade nos fatos investigados e se o caso se enquadra nas regras de competência do tribunal.
O advogado também ressalta que o sigilo das investigações deve ser conciliado com o direito de defesa. Quando informações de uma colaboração são utilizadas contra alguém, o acesso aos elementos pertinentes deve ser garantido nos termos da lei, permitindo que a pessoa possa contestar as acusações.
Repercussão política e consequências jurídicas
A divulgação de uma delação pode influenciar o debate eleitoral antes mesmo de a investigação ser concluída. No entanto, a responsabilização criminal depende da análise das provas, da apuração dos fatos e do respeito às garantias legais. Distinguir esses dois planos é fundamental para que acusações e declarações não sejam tratadas como fatos comprovados.
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Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Politicas e Econômicas (Ipespe) e divulgada nesta sexta-feira (23/10) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% dos votos válidos, em uma vantagem numérica sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 49,5%, na corrida pelo Palácio do Planalto.
O cenário configura empate técnico entre os dois candidatos, que disputam o 2º turno das eleições no próximo domingo (25/10). As informações são do Metrópoles.
Leia maisO levantamento foi realizado em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel) e ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro.
A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95,45%.
A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-04350/2026.
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Segundo a pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) tem 52% dos votos válidos no 2º turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, pontua com 48%.
Leia maisVotos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.
Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
A Alfa Inteligência entrevistou 2.700 eleitores entre os dias 18 e 22 de outubro, enquanto a pesquisa tem uma margem de erro de 1,9 ponto percentual para mais ou para menos e o índice de confiança de 95%.
A pesquisa está inscrita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-08496/2026.
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Por Ricardo Dantas Barreto e Betânia Santana
Na ante véspera da eleição nacional, o prefeito do Recife, Vitor Marques (PCdoB), disse, nesta sexta-feira (23), que acredita na reeleição do presidente Lula (PT). O gestor destacou as parcerias entre o município e o Governo Federal, mas disse que, por se tratar de uma disputa acirrada, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), manterá a relação institucional entre a gestão municipal e o Governo Federal.
O importante, na opinião do prefeito é que a eleição ocorra de forma tranquila e que, a partir de segunda-feira, as bandeiras sejam baixadas. Na entrevista, ele também falou sobre a eleição da Mesa da Câmara Municipal e da relação com os vereadores. As declarações de Victor Marques foram dadas durante a entrega oficial do painel em homenagem a Chico Science, na rua da Guia. O obra foi feita pelo artista plástico Arem e ficou a cargo da Secretaria Municipal de Inovação.
Leia maisPrefeito, o que esperar do Brasil a partir do próximo domingo?
“A gente tem uma expectativa de que o País possa, primeiro, ter eleições saudáveis, democráticas. É isso que a gente espera e qualquer cidadão que acredita na democracia. A gente espera que as eleições sejam tranquilas, que vença quem o povo brasileiro escolher, essa é a coisa mais importante. E que, após eleição, que as bandeiras sejam baixadas e que a gente possa cuidar do País que tanto precisa, que a gente possa cuidar das nossas cidades, dos estados e que vença a democracia brasileira. Isso é muito importante porque, depois de passar o período eleitoral, é hora de se baixar a guarda, numa eleição tão polarizada, tão disputada, e que a gente garanta que o foco prioritário de quem está em qualquer governo, seja quem seja o vencedor, claro que a gente tem nossas preferências, mas quem vencer precisa de fato olhar para o futuro do País e trabalhar para que as diferenças sejam diminuídas. O une as pessoas, que é o benefício da população, que seja a prioridade”.
O senhor tem a preferência pelo presidente Lula, mas está falando de uma disputa acirrada. Então, o que leva a crer a ficar otimista com a vitória do presidente?
“Eu acho que esse segundo turno mostrou a capacidade que o campo progressista teve. Eu falo no passado porque isso já está acontecendo. Teve de se unir em torno do projeto do presidente Lula. Isso fez com que os movimentos de rua, de rede social, ganhassem uma grande amplitude. Isso é nítido, as pessoas estão enxergando e, naturalmente, um movimento como esse pode fazer a diferença numa eleição que, no primeiro turno, teve menos de dois pontos percentuais de diferença. É claro uma eleição disputada, assim como as últimas eleições têm sido dentro de uma polarização, mas esse movimento pode impactar diretamente e de fato eu creio e acredito que o presidente Lula pode e deve vencer as eleições nesse domingo. Esse movimento é natural e orgânico. Quando isso sai do coração da população para as ruas, tem um significado ainda maior e acho que pode fazer a diferença nesse domingo”.
A vida do Recife muda a partir do resultado das eleições presidencial?
“É natural que cada governo trate as cidades e os estados de maneira diferente. O presidente Lula tem sido um grande parceiro da cidade do Recife. Eu tive a oportunidade em algumas agendas e quero destacar a diferença que foi o governo presidente Lula do que foi o governo de Jair Bolsonaro, o governo anterior. Se olhar numa janela de oito anos, dois governos da Presidência distintos. O governo do presidente Lula destinou 94% de todos os recursos de novos contratos naquilo que é novo, naquilo que vai mudar à frente, o que é que vai mudar para o futuro da cidade. O presidente Lula investiu mais de R$ 550 milhões no Recife, assinado. Claro, tem coisa que ainda vai acontecer, que está acontecendo. O governo anterior investiu R$ 34 milhões em novas assinaturas. Então, para cidade do Recife a gente tem muito que agradecer à gestão do presidente Lula. Ele de fato se importa com temas. E muito além dos números, quando a gente fala em R$ 550 milhões, não estamos falando de qualquer coisa. Nós estamos falando em mais moradia , em obras de drenagem, de novas creches, unidades de saúde, Hospital da Criança, obras que o Governo Federal foi parceiro da Prefeitura do Recife. Então, eu espero que, com a reeleição do presidente Lula, nossa expectativa é que o Recife ganhe e avance ainda mais, porque a gente sabe da sensibilidade que ele tem com a nossa cidade”.
O senhor tem dois anos pela frente como prefeito do Recife e vem uma eleição municipal em 2028. Então, tem que estar preparado para qualquer situação?
“A principal coisa que o recifense espera de mim é que eu trabalhe para cuidar do povo da nossa cidade, independentemente de quem esteja no governo e sem olhar 2028. O ano de 2028 precisa ser debatido em ano de eleição. Se eu parar para falar agora de eleição, do que vai ser do futuro, propriamente da eleição…
Prefeito, estamos falando de dois anos com quem for presidente da República.
“Independentemente de quem estiver sentado na cadeira, espero que seja o presidente Lula, nós vamos ter uma relação sempre institucional muito forte. Eu sempre fiz questão de dizer e repetir isso, independentemente de quem está na cadeira, nós precisamos saber que institucionalmente quem precisa vencer é o povo. A gente vai trabalhar sempre para ter um ótimo diálogo e espero que seja com o presidente Lula.
Prefeito, a Mesa Diretora da Câmara do Recife é formada na sua grande maioria por aliados. Isso dá tranquilidade para governar?
“O que tenho agora é uma nova Mesa Diretora. Os vereadores passaram por um processo, que, na minha avaliação, foi um processo bonito, que aconteceu de forma orgânica e interna, mostrando a força e autonomia da Câmara dos Vereadores. A gente fica feliz porque quem vai presidir a Câmara é o vereador Samuel Salazar, que foi nosso líder de governo. Portanto, alguém que entende exatamente onde nós estamos postos, tudo que a gente construiu. Ele sabe como foi a forma que a Prefeitura sempre tratou de forma muito cordial a Câmara dos Vereadores. Nós conseguimos construir muita coisa junto com o atual presidente Romerinho Jatobá, com o primeiro-secretário Eriberto Rafael, com toda a Mesa que estava ali, com o Zé Neto. A gente conseguiu fazer parcerias importantes, coisas históricas que nunca tinham sido vistas numa relação entre Prefeitura e Câmara dos Vereadores. Para se ter ideia, com a Câmara dos Vereadores devolvendo recursos do duodimo à Prefeitura, para que a gente pudesse investir em obras. Então, a nossa relação com a Câmara dos Vereadores é sempre, claro, respeitando toda a autonomia que o Legislativo deve ter, mas uma relação de parceria. Fico feliz que, inclusive, a oposição votou nessa chapa e participou de uma construção que não era vista há muito tempo. A gente só tem a celebrar, desejo sucesso para a nova Mesa Diretora. Da nossa parte, eles só vão poder esperar parceria, é isso que as pessoas esperam. Tratativa com respeito, com cordialidade e, principalmente, focando no que o cidadão do Recife vai ganhar com isso”.
Mas mas ficou mais feliz com as vitórias dos vereadores de oposição Eduardo Moura, Thiago Medina e Gilson Filho para deputado?
“Não veja, eu fico feliz com o avanço da nossa democracia. Quem ganha ou quem perde quem escolhe é o povo da cidade e o povo do Estado”.
Mas vai ser mais tranquilo?
“Tranquilo é uma palavra muito forte. Acho que a gente tem que focar nas nossas entregas, não se pautar nunca pelo que o povo está dizendo. Naturalmente, se houver algo que alguma pessoa, alguém da oposição possa mostrar e a gente absorva algum tipo de crítica, é saudável também. Vocês nunca vão me ver brigando, encrencando com alguém que está falando o que ela pensa. A oposição tem o direito, inclusive o dever, de também fazer isso e fiscalizar. A gente fica tranquilo em todo jeito, é o meu jeito. Acho que vou ter a oportunidade de trabalhar muito pela nossa cidade, independentemente de quem esteja na oposição ou na situação. A gente vai trabalhar sempre por parcerias e, principalmente, é o que eu digo e repito, vocês não vão me ver atacando ninguém, vocês vão me ver sempre respeitando as pessoas. Esse é o meu jeito de ser, é a forma como eu devo trabalhar nesses próximos anos. Quem ganha com isso sempre é a população, que está menos interessada na briga e mais interessada na união e como podemos resolver os problemas da nossa cidade”.
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O cientista político Rubens Figueiredo é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (27). Dois dias após o segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ele fará uma análise dos resultados das urnas, da nova conjuntura política nacional e dos desafios que se apresentam para o país. Entre os assuntos previstos estão a configuração das forças políticas após a disputa, o comportamento do eleitorado, a polarização e as perspectivas para as relações entre o Executivo e o Congresso Nacional.
Formado em Ciências Sociais e pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), Figueiredo é diretor do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), empresa especializada em pesquisas e consultoria política. Com experiência na análise de cenários eleitorais e da opinião pública, também atua como consultor da Fundação Espaço Democrático, ligada ao PSD, e integra o Conselho Superior de Estudos Avançados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Leia maisAo longo da carreira, integrou o Conselho de Comunicação da Presidência da República durante o governo Michel Temer e produziu, em parceria com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um estudo sobre as relações entre capitalismo e democracia no Brasil, apresentado em seminário internacional na Itália. É autor de livros sobre política e comportamento social, entre eles Sofrendo Feliz da Vida – Alegria e Angústia de Ser Brasileiro, lançado em 2025, no qual aborda contradições da sociedade brasileira.
Em parceria com a Folha de Pernambuco, o podcast Direto de Brasília vai ao ar na próxima terça-feira, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O Sextou de hoje traz Vannick Belchior, filha do cantor e compositor cearense Antônio Carlos Belchior. Se estivesse ainda entre nós, Belchior faria 80 anos. A herdeira musical do cantor roda o Brasil com um belíssimo show em homenagem ao pai.
A cantora, de apenas 29 anos, segue o legado musical do pai. Batizado de “Meu Nome É Cem”, o projeto celebra os 80 anos de Belchior. No show, Vannick interpreta os grandes sucessos do pai, com destaque para os 50 anos do icônico álbum Alucinação.
Leia maisNascida em Fortaleza, Vannick iniciou a carreira musical em 2021, depois de estudar Direito. No projeto Meu Nome É Cem, a artista também resgata composições menos conhecidas do repertório de Belchior e conta com a colaboração de músicos que trabalharam com o pai, como Rick Ferreira e Sergio Zurawski. Entre as canções que integram o espetáculo estão Como Nossos Pais, Sujeito de Sorte e Notícia de Terra Civilizada.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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Engajamento do petista no Instagram salta 121% no 2º turno, enquanto o adversário praticamente estaciona
Por Dante Peixoto*
Duas semanas bastaram para redesenhar o mapa digital do segundo turno. O placar da mobilização já tem dono. O engajamento dos dois presidenciáveis disparou, mas em velocidades bem diferentes. As pesquisas eleitorais seguem em empate técnico, o resultado continua imprevisível, mas nas redes já dá pra ver quem está puxando mais gente.
No Instagram, o volume diário de interações de Lula mais que dobrou desde o primeiro turno: saiu de uma média de 3,96 milhões por dia para 8,73 milhões, alta de 121%. Flávio mal se moveu, de 2,90 milhões para 2,98 milhões, alta de apenas 3%. No X, o padrão se repete: Lula subiu 213%, Flávio, 70%.
Leia maisLula também passou a liderar em volume absoluto: no dia 21 de outubro, mesma data do índice abaixo, ele gerou 7,3 milhões de interações no Instagram em 24 horas, mais do triplo de Flávio. É um dos fatores que explicam o placar do Índice de Força Digital do Radar EVAG, que soma audiência, engajamento, mídia e buscas: 73,8 pontos para Lula, 49,2 para Flávio.
Pra entender esse movimento, vale trocar a metáfora da bolha pela do sistema solar. Cada campo se organiza em torno de um núcleo (candidato e lideranças) cercado de órbitas: militantes próximos, simpatizantes e um público de ligação fraca que segue por afinidade parcial. A diferença é que essas órbitas não são fechadas. Um corpo fracamente ligado a um núcleo pode ser capturado pela gravidade do outro, se ela for mais forte.
É o que parece acontecer com o público do MBL/Missão, de Renan Santos: antipetista histórico, mas distante do bolsonarismo. Suas lideranças orientaram voto nulo. A orientação não segurou o eleitorado. Na AtlasIntel, a intenção de voto em Flávio caiu de 40,3% para 33,5% em dez dias, e a de Lula subiu de 28,1% para 31,9%.
Numa análise de 1.272 respostas a essas lideranças no X, os ataques a Lula despencaram de 12% para 3,8% depois do debate. É sinal de que o núcleo lulista, ao impor a pauta do sigilo bancário e da corrupção, deslocou parte de um público que orbitava o adversário.
Outro dado desmente a força aparente das grandes páginas: contas institucionais como Mídia Ninja, Jovem Pan e Revista Oeste alcançam só 3% a 5% dos próprios seguidores por vídeo. Já as vozes individuais extrapolam a audiência própria: o vídeo típico de Janones chega a 114% dos seguidores, o de Nikolas Ferreira, 121%. Mensagem pessoal atravessa órbita melhor que comunicação institucional.
Os temas, hoje, também divergem. Lula fala de infraestrutura, em tom institucional. Flávio ataca (citou Lula seis vezes em 15 tweets), mas paga caro: a penalidade reputacional por associações à “rachadinha” tirou 17,6 pontos do seu índice.
Os números apontam uma virada em curso nas redes. Desde que o Radar EVAG passou a monitorar lado a lado as redes de esquerda e de direita nesta eleição, nunca um movimento assim tinha aparecido nos dados.
A dúvida que resta não é mais se o cenário digital mudou. É quem consegue produzir a última onda capaz de transformar esse avanço em votos antes do fim do segundo turno.
Faltam poucos dias de campanha. O próximo debate carrega um peso sem precedentes para os dois lados, não só pelo que pode render de audiência, mas pela pauta que um núcleo mais forte consegue impor e fazer vazar para as órbitas do adversário.
*Dante Peixoto é diretor da EVAG Comunicação e Tecnologia Política, especialista em mapear o Índice de Força Digital de candidaturas e campanhas na web.
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O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa participou, na noite passada (22), do Bloquinho do 22, realizado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O ato teve concentração na Pracinha de Boa Viagem e seguiu até o Parque Dona Lindu, com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e de outras lideranças políticas. (Portal CBN Recife)
Durante a mobilização, Feitosa fez críticas ao presidente Lula (PT). O ato integrou uma série de mobilizações promovidas por apoiadores de Flávio Bolsonaro na reta final do segundo turno, marcado para este domingo (25).
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a remoção de uma publicação do canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, gerida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que reúne cerca de 2,1 milhão de seguidores.
Bellizze considerou que houve uso de inteligência artificial sem o aviso exigido pela legislação, além da divulgação de informações descontextualizadas. A decisão, liminar, atendeu em parte a um pedido da coligação do presidente Lula (PT). As informações são da CNN.
Leia maisA publicação, feita em 14 de outubro, era um vídeo de 1min17s e já foi retirada pelo canal. O vídeo mostrava um homem com a aparência de Lula de costas, diante de uma bandeira do Brasil tomada por fumaça vermelha, correntes e destroços.
Na sequência, a gravação apresenta dados sem fonte, como o de que 83% da população estaria endividada, 53% não saberia como colocar comida na mesa e mais de 5 milhões de empresas teriam quebrado em três anos.
Segundo a coligação do petista, a imagem de abertura foi criada por IA para criticar Lula, sem informar que o conteúdo era feito por inteligência artificial.
Em análise preliminar, o ministro afirmou haver plausibilidade na alegação de uso de conteúdo sintético sem identificação. Disse ainda que o vídeo tem caráter ofensivo e veicula desinformação. Apontou risco de dano pela circulação na reta final do segundo turno e mandou a campanha de Flávio tirar a peça do ar.
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Metrópoles
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, disse, hoje, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá tratar de propostas durante o debate da TV Globo e que a campanha “não vai aceitar” o que chamou de “provocações e agressões” do adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
O petista e o senador se enfrentam no último debate antes do segundo turno das eleições na noite desta sexta em um momento em que o Datafolha, divulgado na quinta (22/10), mostrou uma disputa muito acirrada. Nos votos válidos, onde são excluídos nulos, brancos e indecisos, Flávio tem 50,54% e Lula aparece com 49,46%.
Leia maisLula aparece com 49,46%.
“A gente quer um debate propositivo diferentemente que o outro candidato o Flávio Bolsonaro, que vir com agressões com provocações. Nós não vamos aceitar esse tipo de coisa. O presidente está pronto pra dialogar com o povo brasileiro o objetivo de um debate é você falar com o povo”, disse.
No primeiro debate, realizado pela TV Bandeirantes no domingo (18/10), Lula e Flávio protagonizaram provocações e troca de acusações no confronto direto. Em alguns momentos, incluindo as suas considerações finais, o senador ficou atrás de Lula gesticulando com as mãos, irritando o petista e a campanha. A postura também não foi totalmente aceita pela campanha bolsonarista, que orientou uma abordagem mais amena no confronto na TV Globo.
A transmissora também colocou regras mais rígidas de circulação dos candidatos no palco, limitando a livre movimentação no local em somente um dos três blocos. Ambas as campanhas aceitaram as normas.
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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu, hoje, que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” não poderá voltar a ser suspenso por uma decisão administrativa da Presidência da Corte. As informações são do portal G1.
Com isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não poderá usar as atribuições administrativas da Presidência para tirar o canal do ar ou limitar seu funcionamento. Uma eventual nova restrição, no entanto, ainda poderá ser determinada em um processo judicial.
Leia mais“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa […] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, diz um trecho do documento. Dessa forma, a medida vale até que haja uma decisão do plenário do TSE, em processo judicial, sobre o funcionamento do canal.
Floriano de Azevedo Marques concedeu parcialmente o pedido apresentado em mandado de segurança e suspendeu os efeitos de ordens da Presidência do TSE que possam resultar na suspensão, indisponibilização ou restrição do alcance ou das funcionalidades do “Exército do Lula”.
O ministro também determinou que a Presidência não use sua atribuição administrativa de fiscalização das plataformas digitais para adotar esse tipo de medida contra o canal.
A discussão sobre o funcionamento do “Exército do Lula” já provocou uma série de decisões divergentes dentro do TSE e também é analisada em uma ação de investigação judicial eleitoral que tramita na Corregedoria da Corte.
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Ontem, o município de Serra Talhada, no Sertão, realizou uma cerimônia em homenagem a mulheres que se destacam pela atuação profissional e pela contribuição a diferentes segmentos da sociedade. Entre as homenageadas esteve Rocksana Príncipe Patriota, professora, psicóloga e profissional com cinco pós-graduações, que atualmente ocupa o cargo de diretora da Rede Brasil de Comunicações. Ela também é esposa do ex-deputado federal Gonzaga Patriota.
À frente da rede, Rocksana acompanha as operações das rádios Petrolina FM, Rajada FM, Lagoa Grande FM, Santa Maria FM, Salgueiro FM, Moxotó FM e Sertânia FM. A homenagem integrou o prêmio Mulheres de Sucesso, iniciativa que busca reconhecer trajetórias femininas marcadas pela determinação e pela contribuição à sociedade, além de incentivar outras mulheres a desenvolverem seu potencial e transformarem suas comunidades.
