Nós últimos dias, tem havido muito burburinho sobre a possibilidade de a governadora Raquel Lyra (PSDB) atrair o vereador Marco Aurélio Filho ou a recém-eleita Flávia de Nadegi para contemplar o PV em algum cargo na sua gestão. A estratégia teria também como objetivo ser simpática ao PT, já que o primeiro suplente de vereador do Recife pela federação PT-PV-PCdoB é Osmar Ricardo, que não conseguiu se reeleger neste ano. Mas ele próprio foi às redes sociais e avisou que, se voltar à Câmara Municipal, manterá fidelidade ao prefeito João Campos (PSB) e continuará fazendo oposição a Raquel.
No texto que publicou, Osmar diz que, “caso tenha o privilégio de retornar à Casa de José Marian, estarei defendendo a Frente Popular de Pernambuco, por entender que o nosso caminho é ao lado do prefeito e do presidente Lula. Faremos oposição à governadora Raquel Lyra como sempre fomos desde o início de seu mandato, denunciando a má gestão, a falta de diálogo com a população, o descaso com áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública”.
Em outro trecho, o vereador petista diz que são “características de um governo que representa um palanque com aliados claramente bolsonaristas, o que iremos combater fortemente”. “Seguiremos, assim, ao lado do prefeito João Campos e nossos aliados da Frente Popular”, conclui Osmar Ricardo.
O PV elegeu dois vereadores na chapa formada pela federação que agora são cotados para aderir ao Governo do Estado. Marco Aurélio Filho é muito ligado a João Campos e já está em campanha para compor a Mesa Diretora da Câmara Municipal. Flávia de Nadegi pediu voto para o prefeito reeleito, porém seu irmão, o deputado João de Nadegi (PV), integra a base aliada de Raquel Lyra na Assembleia Legislativa.
A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar a existência de uma suposta estrutura de comunicação digital voltada a atacar adversários políticos criada e mantida pelo Governo de Pernambuco. A investigação foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O procedimento ocorre em meio ao acúmulo de denúncias públicas feitas nos últimos meses envolvendo aliados da governadora Raquel Lyra. As suspeitas apontam para a possível existência de um núcleo organizado de atuação nas redes sociais, nos moldes do chamado “gabinete do ódio” da família Bolsonaro.
Em agosto de 2025, o presidente da Assembleia Legislativa (Alepe) denunciou publicamente um assessor do governo estadual por comandar uma “milícia digital”.
Segundo as declarações, o grupo atuaria por meio da disseminação de denúncias anônimas e campanhas nas redes sociais, prática que pode configurar abuso de poder político e uso indevido de estruturas públicas.
A investigação deve apurar se houve uso de recursos públicos, participação de agentes estatais e eventual organização criminosa voltada à produção dos ataques a adversários políticos.
A disputa de 2026 revela três estilos — e um eleitor ainda indeciso
Por Zé Américo Silva*
O Brasil de 2026 ainda não escolheu seu próximo presidente — mas já começou a escolher o estilo que quer ver no poder.
De um lado, Lula corre. Literalmente. Aos 80 anos, o presidente transforma a própria imagem em argumento político. Vídeos na academia, caminhadas aceleradas em eventos, gestos ensaiados para transmitir vigor. Mais do que governar, Lula parece empenhado em responder a uma pergunta silenciosa do eleitor: “ele aguenta?”. E responde com o corpo.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro salta. Sua estratégia é movimento, energia, presença constante. Em eventos, especialmente com jovens, encena dinamismo e tenta consolidar-se como herdeiro de um campo político que permanece mobilizado. Não é apenas discurso — é performance. Flávio quer parecer novo, mesmo carregando um sobrenome que representa continuidade.
E então há Ronaldo Caiado. Que não corre. Não salta. Trabalha a imagem de quem entrega.
Enquanto seus adversários disputam percepção, Caiado disputa credibilidade. Sua entrada no jogo se dá pelo contraste: menos espetáculo, mais currículo. Menos gesto, mais histórico. É uma aposta clara — ocupar o espaço de uma direita que quer vencer, mas sem repetir os excessos da polarização.
Os números da pesquisa Meio/Ideia ajudam a organizar esse cenário. Lula lidera o primeiro turno com 40,4%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 37%. Não há folga. Há disputa.
No segundo turno, o dado é ainda mais revelador: Flávio aparece com 45,8% contra 45,5% de Lula — um empate técnico com leve vantagem do candidato da direita. O país segue dividido ao meio, como já esteve antes, mas agora com novos protagonistas.
Caiado, por sua vez, ainda aparece com 6,5% no primeiro turno. Um número modesto — mas politicamente relevante. Porque cresce. E cresce justamente no espaço onde há maior volatilidade.
E aqui está o dado mais importante da eleição até agora: mais da metade dos eleitores (51,4%) ainda pode mudar de voto.
Isso muda tudo.
Significa que Lula lidera, mas não consolida. Flávio cresce, mas ainda precisa provar que amplia. E Caiado aposta em algo raro na política recente: convencer, em vez de mobilizar.
Há, portanto, três campanhas em curso.
A de Lula, baseada na resistência — política e física.
A de Flávio, baseada na energia — ideológica e estética.
E a de Caiado, baseada na previsibilidade — administrativa e pragmática.
No fundo, o eleitor brasileiro está diante de uma escolha menos ideológica do que parece. Não se trata apenas de esquerda contra direita. Trata-se de estilo de liderança.
Quer um presidente que prove que ainda tem fôlego?
Um que encarne a continuidade de um projeto político já conhecido?
Ou um que ofereça a promessa de gestão sem espetáculo?
O problema — ou a oportunidade — é que o Brasil ainda não decidiu.
E, até decidir, vai assistir.
Um que corre, outro que salta e quem propõe entrega.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado marcou para a próxima terça-feira (14) o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). As informações são do portal G1.
Na mesma sessão, os parlamentares devem acompanhar a leitura do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sobre os trabalhos do colegiado e votar o documento – que pode propor às autoridades o indiciamento de alvos da CPI e projetos de aperfeiçoamento da legislação.
A próxima terça é o último dia de funcionamento da comissão, instalada em novembro do ano passado. Os integrantes da comissão tentaram prorrogar os trabalhos, mas, segundo os parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu não atender a esse pedido.
Além da frustração de não ter a prorrogação da CPI, os integrantes do colegiado tem se queixado de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que têm desobrigado o comparecimento de convocados, o que pode se repetir em relação ao depoimento de Cláudio Castro.
Na última pesquisa eleitoral do instituto Real Time Big Data, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com dez pontos a menos no estado de Pernambuco, um dos principais redutos petistas no Nordeste, na comparação com o total de votos que obteve na sua eleição e 2022. Para fazer o levantamento, o instituto ouviu 1.600 eleitores do estado entre os dias 7 e 8 de abril, gerando um índice de confiança de 95% e uma margem de erro de dois pontos percentuais.
Em 2022, Lula foi o candidato presidencial mais votado em Pernambuco (confirmando-se como o maior cabo eleitoral do estado), com quase 70% do total dos votos válidos: 66,93%. No levantamento feito neste mês, no entanto, o eleitor pernambucano parece estar menos certo sobre a manutenção do petista no comando do país, com 56% dos entrevistados afirmando que votariam nele no primeiro turno, uma redução de dez pontos.
Nos dois cenários de segundo turno desenhados pelo instituto, a redução também pôde ser percebida. Na eventual disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula teria 59%, o que representa quase oito pontos a menos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 59%
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
Nulo/Branco: 6%
Não sabe/não respondeu: 3%
Já se o opositor for o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), a queda de Lula é menor junto ao eleitorado, mas ainda percebida, com o petista aparecendo com 62% das intenções de voto – redução de quase cinco pontos na comparação com 2022.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 62%
Ronaldo Caiado (PSD): 25%
Nulo/Branco: 8%
Não sabe/não respondeu: 5%
Pernambuco é a terra natal de Lula e costuma dar votações expressivas para ele. Com 7,1 milhões de eleitores, o estado é o sétimo maior colégio eleitoral do país e segundo maior do Nordeste. Em 2022, Jair Bolsonaro, que foi ao segundo turno com Lula, obteve apenas 33,07% no estado. Em alguns municípios, Lula chegou a ter mais de 90% do total de votos válidos.
Outro dado da mesma pesquisa que aponta para uma possível queda da percepção do eleitor pernambucano sobre Lula está na avaliação do governo. Quando questionados sobre o assunto, 60% dos entrevistados disseram aprovar a gestão – número próximo daqueles que disseram que votariam no petista.
Aprovo: 60%
Desaprovo: 37%
Não soube/Não respondeu: 3%
Em outros termos, os entrevistados disseram considerar o governo Lula:
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promove, neste fim de semana (11 e 12), mutirões para atendimentos extras nas cinco regiões do país. Ao todo, são oferecidas mais de 17 mil vagas, somando perícias médicas – realizadas pela Perícia Médica Federal do Ministério da Previdência Social – e avaliações sociais, a cargo do INSS. Ambas são etapas obrigatórias para a concessão de benefícios.
No Nordeste, o mutirão possui um volume significativo de atendimentos, registando a maior quantidade do país, são 10.838 vagas distribuídas entre os nove estados. Em Pernambuco, a ação reunirá serviços em diferentes municípios, entre perícias médicas e avaliações sociais, somam-se mais de mil vagas.
As perícias serão realizadas de forma presencial e por meio de Perícia Conectada, modalidade de teleatendimento que amplia o acesso da população aos serviços periciais, especialmente em localidades com menos disponibilidade de profissionais peritos.
A mobilização faz parte do conjunto de ações nacionais do INSS, visando garantir mais agilidade na análise dos benefícios, redução da demanda reprimida e ampliação do atendimento. Através da ação, o Instituto integra o esforço contínuo para otimizar o atendimento à população.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mandou uma mensagem implícita na nota em que anuncia o agendamento, para 30 de abril, da sessão do Congresso que votará o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria, que reduz as penas de Bolsonaro e golpistas condenados na trama golpista.
Ele ressaltou que o veto será o único item da pauta da sessão. O recado, nas entrelinhas, é o de que o senador não irá ler requerimentos de criação de CPI ou CPMI do Master. Interlocutores de Davi Alcolumbre confirmam essa intenção do presidente do Senado e do Congresso. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Na oposição, por sinal, já há um entendimento de que a CPI do Master não é prioridade por dois motivos:
a votação do veto está na frente de outros temas para eles;
a delação de Daniel Vorcaro, dono do Master, já vai revelar tudo e não seria necessária uma investigação por parte do Congresso.
Por sinal, até o dia da sessão do Congresso, não está descartada a possibilidade de alguns senadores retirarem suas assinaturas dos requerimentos de criação da CPI do Master.
O empresário Eduardo de Queiroz Monteiro, presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, será um dos seis homenageados na categoria Referências em Liderança da primeira edição do Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste. O evento será realizado na noite desta quinta-feira (9), no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió, Alagoas. Já o diretor de Comércio Exterior e Novos Negócios do Grupo EQM, Paulo Júlio de Mello Filho, também será um dos cinco agraciados na categoria Referência Executiva.
A Usina Cucaú, localizada em Rio Formoso, na Zona da Mata Sul de Pernambuco e que faz parte do Grupo EQM, ficará com o prêmio da categoria Melhores Usinas. A Cucaú está entre as principais produtoras de açúcar e etanol de Pernambuco e tem participação relevante no desenvolvimento econômico e social da região.
Em fevereiro deste ano, a unidade completou 135 anos de história, consolidando uma trajetória marcada por permanência, modernização e presença ativa em um dos segmentos mais tradicionais da economia nordestina. Além de sua relevância industrial, a Cucaú também se destaca por sua atuação ligada à sustentabilidade.
No evento, uma das principais premiações do agronegócio no Norte e Nordeste, movimentando o networking e impulsionando a sustentabilidade e a produtividade no setor, estarão reunidos executivos, empresários e líderes do agronegócio em uma noite dedicada ao reconhecimento das empresas e profissionais que contribuem para o desenvolvimento do setor.
A cerimônia contará com representantes de usinas, grupos empresariais e empresas fornecedoras do setor sucroenergético, fortalecendo conexões e destacando a importância das iniciativas que impulsionam a produtividade, a inovação e o crescimento da bioenergia no país. O encontro, privado aos laureados e convidados, marca um momento especial de valorização do Norte e Nordeste, que possuem papel fundamental na produção de açúcar, etanol e energia renovável no Brasil, além de manter uma forte tradição ligada à cultura da cana-de-açúcar.
A realização do prêmio reforça o compromisso da Visão Agro, uma das principais plataformas de relacionamento e reconhecimento do agronegócio brasileiro, com forte presença no setor bioenergético, em reconhecer as empresas e lideranças que contribuem para o avanço do agronegócio brasileiro, valorizando o protagonismo das regiões Norte e Nordeste no desenvolvimento do setor.
O Prêmio Visão Agro, uma das principais premiações do setor bioenergético brasileiro, reconhece anualmente empresas, lideranças e iniciativas que impulsionam inovação, eficiência e sustentabilidade na cadeia da bioenergia. A premiação ocorre em diferentes edições, como o Prêmio Visão Agro Centro-Sul (PVCS) e o Prêmio Visão Agro Brasil (PVB), reunindo representantes das principais usinas, fornecedores e instituições do segmento.
Com categorias técnicas específicas e avaliação conduzida por um júri especializado, o prêmio consolidou-se como um reconhecimento de grande credibilidade no setor, destacando projetos e profissionais que contribuem para o avanço da indústria sucroenergética no país.
A primeira edição do Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste conta com o patrocínio da Alcolina e da Dedini, além do apoio institucional da Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos do Agronegócio (Abramagro), Central Açucareira Santo Antônio, GTCA Engenharia Sucroenergética, NovaBio, São José Agroindustrial, Sindaçúcar-AL e Sindaçúcar-PE.
A eleição para o Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima terça-feira, ultrapassou os limites burocráticos e interna corporis do passado. Não se trata de uma disputa interna qualquer, mas de uma escolha que definirá o equilíbrio entre os Poderes e a capacidade do Congresso Nacional de exercer plenamente suas prerrogativas constitucionais.
Reduzir esse processo a uma decisão de cúpula, como tem sido conduzido até agora, em nome da preservação de uma espécie de baronato no colegiado de líderes, é um grave erro. Sobretudo em uma legislatura que, em seu início, evocou Ulysses Guimarães e prometeu retomar a democracia interna da Câmara dos Deputados.
É preciso romper com o modelo excessivamente centralizador, no qual decisões estratégicas são tomadas sem o devido diálogo com o conjunto dos congressistas. Por natureza, somos uma Casa plural – e seu norte deve ser a tradução da vontade do plenário, não o seu atropelo.
Mais do que nunca, essa eleição do TCU representa a preservação das prerrogativas do Poder Legislativo diante de movimentos claros, públicos e notórios que visam ao nosso enfraquecimento. Há pressões, tanto do atual governo e seu partido, o PT, quanto do Judiciário para limitar a autonomia do Congresso, reduzir o alcance das emendas parlamentares e, na marra, reconfigurar o equilíbrio da Constituição – que é de cunho parlamentarista.
Não estamos diante de uma disputa menor. Estamos diante da defesa do próprio papel do Congresso na democracia brasileira. Nesse contexto, é fundamental lembrar que o TCU cumpre função essencial. Como órgão auxiliar do Congresso, é peça-chave para garantir a correta execução das políticas públicas aprovadas pelo Legislativo, para fiscalizar o Executivo e, inclusive, para analisar e julgar as contas do presidente da República.
A escolha de seus membros, portanto, não pode ser tratada como moeda de negociação política, mas como uma afirmação inequívoca da independência e da força do Legislativo. publicidade Entregar essa posição ao atual governo —que, reiteradamente, destrata e busca diminuir o Congresso— em nome de acordos individuais apenas reforça essa lógica de enfraquecimento. Da mesma forma, é lamentável que setores da direita avancem em um movimento equivocado ao lançar uma candidatura que, na prática, beneficia o candidato do PT, fruto de uma negociação pouco transparente.
A direita precisa decidir se pretende, de fato, defender as instituições ou se continuará refém de acordos que fragilizam o próprio Congresso. Ceder essa posição estratégica ao PT, neste momento, é um equívoco de grandes proporções. Com influência crescente em outras esferas, inclusive no Supremo Tribunal Federal, a ocupação de mais esse espaço tende a enfraquecer o papel fiscalizador do TCU e a reduzir ainda mais a autonomia do Legislativo.
A centro-direita e o plenário estão prontos para as implicações dessa escolha? É uma pergunta que faço ao colegiado de líderes e aos parlamentares desse campo. Registro aqui, portanto, a coerência de minha candidatura, lastreada em uma trajetória parlamentar de quatro mandatos, sempre em defesa do Poder Legislativo. Construí essa história na prática: fui o autor das emendas impositivas, em 2014, garantindo a autonomia do congressista. E, em 2024, atuei para estabelecer o cronograma de pagamento dessas emendas, assegurando transparência e execução efetiva.
Essa não é uma eleição trivial. É uma escolha que definirá o lugar da Câmara dos Deputados no sistema político brasileiro. Defender o TCU como órgão técnico, independente e alinhado às prerrogativas do Legislativo é, acima de tudo, defender a democracia representativa.
Cantor, compositor e apresentador de TV, o mineiro Sílvio Brito, autor de grandes sucessos na Jovem Guarda, entre os quais “Tá todo mundo louco” e “Espelho mágico”, é a atração do Sextou de hoje, programa musical que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, às sextas-feiras, no mesmo horário do programa político Frente a Frente.
Mineiro de Três Pontas, mas criado em Varginha, também em Minas, Silvio Brito apresenta um programa de TV aos sábados, na Rede Vida, a partir das 21h30. Na companhia de sua esposa, filhas e do maestro e pianista Maurílio Kobel, recebe grandes artistas brasileiros.
Silvio já gravou muitas canções em duo com o padre Zezinho, entre as quais “Terra dos meus sonhos”, “Uma luz” e a regravação de “Utopia”, uma das que fazem mais sucesso no universo do público religioso.
O Sextou vai ao ar hoje, às 18h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que “experiência é fundamental” ao comentar a disputa presidencial durante evento em São Paulo. As informações são do portal Vero Notícias.
A declaração foi vista como uma indireta ao senador Flávio Bolsonaro e um aceno ao governador Ronaldo Caiado, que Kassab defendeu como alternativa da direita.
O dirigente também disse acreditar na vitória de Caiado e destacou a importância de nomes com trajetória política consolidada na eleição.
O pernambucano Jorge Messias vai ter, enfim, seu processo retomado para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destravou, ontem, a indicação do ainda advogado-geral da União. A sabatina foi marcada para 29 de abril, segundo garantiu o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação.
Já na próxima quarta-feira será feita a leitura do relatório na Casa Alta. Jorge teve que esperar mais de quatro meses após o anúncio do seu nome pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A leitura do relatório marca o início formal do processo e abre caminho para a realização da sabatina e, posteriormente, da votação no plenário.
Weverton afirmou que vai conversar com Messias e seguir ajudando na busca de votos. O avanço ocorre após uma semana de intensificação da articulação política em torno do nome de Messias. O governo montou uma força-tarefa envolvendo o líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que conversaram com Alcolumbre sobre o tema.
Como parte dessa estratégia, Messias participou, na noite de quarta-feira passada, de um jantar com senadores no Lago Sul, em encontro organizado por Lucas Barreto (PSD-AP). Ao longo da noite, cerca de 38 parlamentares passaram pelo local, em conversas reservadas voltadas a medir o ambiente na Casa.
Messias chegou acompanhado de Otto Alencar e de Jaques Wagner, e circulou entre os presentes em um ambiente desenhado para reduzir a formalidade da negociação. A presença do ministro do STF Cristiano Zanin foi interpretada como gesto de apoio ao indicado, ao cumprimentá-lo e conversar com os senadores.
O PIVÔ CEDEU – A decisão de Alcolumbre ocorre em meio a um movimento mais amplo de destravamento de indicações que estavam paradas na Casa. Nesta semana, o Senado aprovou 18 embaixadores e marcou sabatinas de indicados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sinalizando a retomada do fluxo de nomeações. Interlocutores atribuem a mudança de postura a uma combinação de fatores, incluindo a pressão do governo, a necessidade de reorganizar a pauta e o custo político crescente de manter indicações represadas. Alcolumbre também vinha sendo apontado como peça central no travamento do processo e passou, nos últimos dias, a sinalizar que não pretendia mais segurar o andamento do nome.
Ou a legenda ou os cargos – A decisão da bancada do PP na Alepe de romper o ciclo de alinhamento ao Governo Raquel Lyra gerou um clima de muita tensão entre os parlamentares, que aguardam com expectativa a reunião da próxima segunda-feira com o presidente estadual da legenda, Eduardo da Fonte. Caso o distanciamento se confirme como uma sinalização de rompimento com a governadora, quem não acompanhar a decisão poderá ficar sem legenda. Tem deputado com os nervos à flor da pele: se seguir a orientação da maioria pelo rompimento perderá os cargos no governo. Do contrário, tendem a perder a legenda para a disputa à reeleição.
Mobilização para redução de jornada – O PT articula uma mobilização nacional para o Dia do Trabalhador, em 1º de maio, com atos nos 27 estados em parceria com centrais sindicais e movimentos sociais. As manifestações terão como principal pauta o fim da escala de trabalho 6×1. O partido já iniciou panfletagem em todo o país e lançou a campanha “Porta-vozes do Lula e da Democracia”, que ganha dimensão nacional a partir de 1º de maio. A mobilização terá um evento preparatório: a Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para 15 de abril, em Brasília. A marcha será precedida de plenária da Conclat.
Os bicheiros dão as cartas – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que, em conversa com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ouviu o relato de que “32 ou 34 parlamentares da Assembleia recebiam mesada do jogo do bicho”. A declaração foi dada pelo ministro durante a sessão da Corte de ontem, que discutiu se a eleição para o mandato-tampão no estado seria direta ou indireta. O julgamento foi paralisado após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Frente pelo saneamento – O deputado Fernando Monteiro (PSD) assumiu a presidência da Frente Parlamentar em Defesa do Saneamento Básico, durante cerimônia realizada no Instituto das Cidades (IDC), em Brasília. A Frente integra a Coalizão das Cidades, iniciativa do IDC. Estiveram presentes o ministro das Cidades, Vladimir Lima; o presidente do Conselho do Instituto das Cidades, Bruno Sindona; e a diretora executiva da instituição, Beatriz Nóbrega. Em sua fala, o deputado destacou o impacto do saneamento na vida da população e reforçou que defenderá o avanço da pauta no Congresso.
CURTAS
CRISE 1 – Medidas para enfrentar a crise do setor da cana em Pernambuco foram tema de pronunciamentos dos deputados da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na reunião plenária de ontem. As propostas apresentadas incluem a concessão de investimentos e compensações financeiras pelo governo do estado e a flexibilização da aplicação de recursos do orçamento estadual pelo Poder Executivo.
CRISE 2 – O cenário adverso aos produtores de cana-de-açúcar está associado ao “tarifaço” dos Estados Unidos sobre o açúcar e o etanol e à falta de recursos para a compra de fertilizantes. A mobilização da categoria motivou os pronunciamentos. O deputado Alberto Feitosa (PL) solicitou ao governo do estado a abertura de crédito orçamentário de R$ 120 milhões para o setor sucroalcooleiro.
CIDADANIA – Na próxima quinta-feira, viro, de fato e de direito, cidadão honorário de minha Triunfo, uma das minhas paixões. A solenidade está marcada para as 19 horas no plenário da Câmara. De autoria do vereador José Carlos Solon (Podemos), a proposta foi aprovada por unanimidade.
Perguntar não ofende: O PP rompe ou faz de conta com o Governo Raquel?
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta quinta-feira (9), em Campo Grande, que a senadora Tereza Cristina (PP) é um “sonho de consumo”, ao ser questionado sobre a vaga de vice na chapa.
“Tereza é sonho de consumo de todo mundo. Eu até brinquei com ela, eu chamo ela de vozinha, porque ela é muito parecida com a minha vó, é aparentemente uma forma carinhosa de chamar alguém que eu respeito demais”, respondeu o candidato ao ser questionado sobre o nome da senadora como vice na chapa à presidência. As informações são do g1.
A declaração foi dada durante a abertura da 86ª Expogrande, a maior e mais tradicional feira agropecuária de Mato Grosso do Sul. A vinda de Flávio Bolsonaro é mais um ato de pré-campanha do política, que começou a viajar pelo país nos últimos meses.
Para o senador, a Tereza Cristina é uma das principais referências do agronegócio no Brasil e reúne qualidades para compor a chapa.
“Para mim, [Tereza Cristina] é uma das maiores referências do mundo no agro do Brasil. Nós tivemos o privilégio de tê-la como ministra do governo Bolsonaro e, mais para frente, vamos pensar com calma. Não tem como antecipar nada agora, mas fico muito feliz de poder tê-la entre as possibilidades”, disse Flávio Bolsonaro.
O nome de Tereza Cristina agrada ao Centrão e tem ampliado divisões no campo da direita. Senadora por Mato Grosso do Sul, ela é considerada uma das principais opções para a vaga e conta com o apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Nos bastidores da pré-campanha presidencial, a escolha do vice de Flávio Bolsonaro tem provocado uma disputa interna entre aliados, evidenciando diferentes estratégias dentro da articulação política do grupo.
Segundo o blog da Andréia Sadi, o Centrão tem defendido o nome da senadora Tereza Cristina (PP) para a vaga, enquanto integrantes do núcleo mais próximo do pré-candidato resistem à indicação e articulam alternativas, como o ex-governador Romeu Zema (Novo).
A divergência reflete diferentes estratégias dentro da aliança: de um lado, a busca por ampliar apoio político com partidos do Centrão; de outro, a preferência por um nome mais alinhado diretamente ao núcleo bolsonarista, em meio à tentativa de consolidar a candidatura para as eleições de 2026.
Tereza Cristina se esquiva e discursa sobre o agro Durante o discurso, a senadora Tereza Cristina não comentou a possibilidade de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Tereza evitou entrar no tema político e direcionou a fala para a situação do agronegócio em Mato Grosso do Sul. “Mato Grosso do Sul vai bem, obrigado! Tem gente responsável à frente do seu governo, mas não está fácil para ninguém.”
“Os agricultores estão endividados, porque ninguém aguenta pagar esses juros, que não cabem no bolso da agricultura. Além de tudo, nós temos uma guerra acontecendo, e as pessoas não estão se dando conta do que está passando no mundo.”