Vídeo mostra um outro ângulo da cadeirada de Datena (PSDB) no candidato do PRTB, Pablo Marçal, além de um trecho da discussão entre ambos após a interrupção do debate. Confira:
Vídeo mostra um outro ângulo da cadeirada de Datena (PSDB) no candidato do PRTB, Pablo Marçal, além de um trecho da discussão entre ambos após a interrupção do debate. Confira:
O senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou seu plano de governo com uma proposta de substituir o atual arcabouço fiscal por uma nova regra voltada à redução da dívida pública e à obtenção de superávits primários, embora sem detalhes de como isso seria feito. O programa do candidato à Presidência também prevê limitar decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cortar ao menos dez ministérios e reduzir cargos comissionados e despesas administrativas.
Na economia, o documento propõe uma “reformulação nas atuais regras fiscais”, com foco na estabilização e posterior redução da dívida pública. O texto não aprsenta a fórmula que substituiria o arcabouço fiscal aprovado no governo Lula nem estabelece limites para o crescimento das despesas, mas antecipa alguns dos parâmetros que deverão orientar o novo modelo. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEntre eles estão a obtenção de superávits primários, a limitação do crédito subsidiado com recursos do Tesouro e a criação de uma regra para controlar os gastos discricionários dos três Poderes. A meta, segundo o programa, é alcançar “no menor prazo possível” a estabilização da relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) e, posteriormente, iniciar uma trajetória de queda.
A proposta coloca Flávio em direção oposta à apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Em seu programa, o petista promete manter o atual arcabouço fiscal e afirma que pretende melhorar as contas públicas por meio do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário e da melhora da eficiência das despesas.
O plano de Flávio também relaciona o ajuste fiscal à promessa de reduzir juros e inflação. Segundo o documento, a estabilização e posterior queda da dívida permitiria aproximar os juros brasileiros da média internacional e levar a inflação ao centro da meta. O texto também prevê uma agenda permanente de avaliação das políticas públicas, com identificação dos beneficiários e mensuração do impacto dos gastos.
“Tesouraço” na máquina pública
A mudança da política fiscal seria acompanhada de uma redução da estrutura do governo federal. Flávio promete cortar no mínimo dez dos atuais 39 ministérios, embora não diga quais pastas seriam extintas ou incorporadas por outras. Também prevê diminuir cargos comissionados e despesas administrativas e combater supersalários e os chamados penduricalhos do funcionalismo.
O programa batiza de “Tesouraço” a agenda de redução de despesas. O texto promete um “corte profundo e por todos os lados” para enxugar a máquina pública, reorganizar as contas e criar condições para a redução de impostos.
Flávio também propõe retomar a reforma administrativa discutida durante o governo de Jair Bolsonaro, com mudanças no funcionamento do Estado e nas carreiras dos servidores. O programa prevê ainda uma ampla revisão de normas infralegais nas áreas tributária, previdenciária e trabalhista e um “revogaço regulatório”. Para as agências reguladoras, a proposta é fortalecer critérios técnicos para a indicação dos dirigentes e submetê-los a avaliações periódicas.
O plano também prevê mudanças no processo orçamentário e uma revisão do pacto federativo. No caso das emendas parlamentares, enquanto Lula defende “enfrentar distorções” e critica a quantia hoje nas mãos dos congressos, Flávio vai por outra linha: promete aumentar a transparência, o controle e a rastreabilidade dos recursos e priorizar sua destinação a políticas públicas previstas no Plano Plurianual (PPA).
Na área tributária, o programa do candidato do PL afirma que pretende alterar pontos da reforma em implementação. A proposta é reduzir a alíquota do IVA, diminuir exceções e tratamentos diferenciados, assegurar a não cumulatividade dos tributos e desonerar exportações e investimentos. O documento afirma que preservará a simplificação promovida pela reforma, mas pretende corrigir o que classifica como suas “distorções”. O documento, contudo, não explica como isso seria feito.
EUA e tarifaço
O plano também dedica uma frente específica às sanções aplicadas por Estados Unidos, China e União Europeia a produtos brasileiros, dentro do capítulo sobre agronegócio. A proposta é buscar “soluções diplomáticas eficazes” para reduzir os impactos dessas medidas sobre o setor e dar mais previsibilidade aos produtores. O texto não detalha quais sanções seriam alvo da negociação nem prevê, nesse trecho, medidas de retaliação comercial.
A questão aparece ao lado de propostas para ampliar o Seguro Rural, criar mecanismos de securitização e reorganização das dívidas do agronegócio e aumentar a capacidade de armazenamento das safras. A ideia é proteger o produtor de choques externos e garantir maior estabilidade para a produção e a oferta de alimentos.
No capítulo de política externa, o plano vai além e promete reaproximar o Brasil dos Estados Unidos, além de Argentina e Israel. Segundo o documento, as relações com esses países foram levadas “ao limite do rompimento” nos últimos anos, e o eventual governo Flávio pretende reverter esse quadro com uma diplomacia mais pragmática e voltada a parceiros tradicionais, citando a defesa da ‘soberania’, uma bandeira do governo Lula.
“Defender a soberania de verdade não é fazer discurso: é abrir mercados para quem produz aqui, atrair investimento e garantir que o Brasil seja respeitado por sua força econômica e por sua seriedade, não por bravata”, afirma trecho do documento.
Ao mesmo tempo, o programa afirma que o Brasil deve negociar com Estados Unidos, China, União Europeia e mercados asiáticos, buscando comércio, investimentos e abertura de mercados. A proposta, portanto, combina a tentativa de reaproximação política com Washington com a manutenção das relações comerciais com os demais grandes parceiros.
Mudanças no STF
As propostas de Flávio também indicam mudanças no STF e miram pontos que estão entre os principais alvos de crítica da direita ao Supremo. Um deles é a competência criminal originária da Corte. O plano prevê acabar com essa atribuição, fazendo com que parlamentares deixem de ser julgados diretamente pelo STF. A crítica por trás da proposta é que o Supremo deveria se concentrar em sua função de Corte Constitucional, e não atuar como instância criminal para autoridades com foro.
Outro alvo são as decisões monocráticas, frequentemente chamadas de “canetadas” por integrantes da direita, inclusive pelo próprio Flávio. O plano quer limitar esse tipo de decisão e priorizar deliberações do colegiado. Também propõe criar uma presunção de constitucionalidade para o processo legislativo, dificultando que uma decisão individual de um ministro suspenda, sozinha, uma lei aprovada pelo Congresso.
O programa ainda prevê uma quarentena de um ano para ministros de Estado antes de uma eventual indicação ao STF. O exemplo mais recente citado nesse debate é o de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União no governo Lula e foi indicado para uma cadeira da Corte enquanto fazia parte do governo. Entretanto, caso essa regra estivesse em vigor, o presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, não poderia ter indicado André Mendonça, que foi seu ministro da Justiça.
O plano também propõe impedir que parentes de até terceiro grau, ou seus escritórios, assumam processos no mesmo tribunal em que o magistrado atue. Além disso, o candidato do PL também prevê rever as regras para apresentação de ADPFs, ADIs e ADCs. No conjunto, as medidas procuram responder a uma reclamação antiga da direita de que o STF teria ampliado sua atuação para além do papel de Corte Constitucional e acumulado poder excessivo sobre decisões políticas e legislativas.
Segurança e educação
Na segurança pública, o programa reúne bandeiras que Flávio já vinha defendendo durante a campanha e acrescenta metas para a atuação federal. O candidato promete dobrar os investimentos da União em segurança ao longo do mandato e criar a “Muralha Brasileira”, um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais. A previsão é instalar mais de um milhão de novas câmeras em portos, aeroportos e espaços públicos.
A segurança pública é um dos principais eixos do plano de Flávio. O candidato promete classificar facções criminosas como organizações narcoterroristas, reforçar o combate nas fronteiras, ampliar o sistema prisional e endurecer o cumprimento de penas. Dentre as medidas estão a criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima, inspirados no modelo de El Salvador, que se somariam aos cinco já existentes e formariam um complexo batizado de TREVA.
O plano prevê ainda 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos, com isolamento de chefes de facções e criminosos de alta periculosidade.
O plano também propõe que tropas especiais da Marinha e da Aeronáutica ocupem e monitorem permanentemente portos e aeroportos brasileiros para combater o tráfico de cocaína. No texto, a promessa é de que “traficante que resistir e enfrentar o Estado vai ser preso ou vai virar pó”.
O plano também prevê acabar com a progressão de regime para condenados por crimes hediondos e redirecionar recursos hoje destinados às famílias de presos para famílias de vítimas.
Na educação, uma das propostas é criar o Programa Acolher, pelo qual estudantes com bom desempenho seriam remunerados para dar reforço, presencial ou remoto, a colegas com dificuldades no ensino fundamental. O programa também prevê priorizar o método fônico na alfabetização, ampliar escolas cívico-militares e atrelar parte da gestão e do financiamento das unidades a indicadores de aprendizagem.
O documento defende ainda a inclusão de competências relacionadas à economia digital e à inteligência artificial no currículo e a ampliação do uso de robótica, computadores e tablets nas escolas.
A campanha define sua plataforma como uma alternativa “liberal, conservadora, reformista e corajosa” e recupera diferentes medidas e bandeiras do governo de Jair Bolsonaro como ponto de partida para um eventual mandato de Flávio.
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Estudantes da Rede Municipal de Ensino do Recife conquistaram dois prêmios na Mostra Educavídeo do Festival de Cinema de Gramado 2026. O curta “Reitor João Alfredo”, produzido por alunos da Escola Municipal de Tempo Integral (EMTI) Reitor João Alfredo, venceu nas categorias Melhor Edição e Melhor Roteiro. O filme foi dirigido pelo estudante Arthur Campos, que também participou da edição de 2025 do festival com “Cicatrizes Invisíveis”, vencedor de Melhor Roteiro e Melhor Curta-Metragem. “A gente não está só levando um filme. A gente está levando as nossas histórias e mostrando que elas também merecem ser vistas”, afirmou Arthur.
Também participaram da mostra estudantes da EMTI Maria Sampaio de Lucena, representada por Pollyana Barbosa e João Pedro. As produções foram desenvolvidas no âmbito do Programa Cinema nas Escolas, da Secretaria de Educação do Recife, que utiliza o audiovisual em atividades pedagógicas. O curta premiado neste ano foi gravado com celular e inspirado na história do patrono da escola, João Alfredo, a partir de uma lenda da comunidade escolar sobre sua presença no espaço.
Nickson Monteiro*
Hoje, os Policiais Penais de Pernambuco amargam o pior salário do Brasil. Essa é a realidade que precisa ser enfrentada.
Enquanto isso, Márcia, presidente do Sinpolpen, canta, dá presente à governadora, comemora e mantém uma postura de proximidade e elogios ao Governo Raquel Lyra, como se toda essa bajulação tivesse produzido grandes conquistas para a categoria.
Mas a pergunta é simples: qual foi o resultado?
Leia maisO resultado está no contracheque: o pior salário do Brasil.
Sindicato existe para cobrar, mobilizar, pressionar e defender a categoria, e não para aplaudir governo enquanto o Policial Penal sofre com a desvalorização salarial.
Se essa estratégia de proximidade com o Governo Raquel foi tão boa, que apresentem as conquistas concretas. Porque discurso não paga conta e bajulação não valoriza salário.
Com a palavra, Márcia, presidente do Sinpolpen. A categoria merece uma explicação.
Policial penal*
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O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa parabenizou, nesta quinta-feira (13), o compositor Onildo Almeida pelos 98 anos. Autor de “A Feira de Caruaru”, Onildo nasceu em 13 de agosto de 1928 e teve a canção gravada por Luiz Gonzaga. Em vídeo publicado nas redes sociais, Feitosa afirmou: “Que bom ver você com muita saúde e com muita lucidez”.
O parlamentar também disse que pretende reencontrar o compositor em Caruaru. “Quando eu estiver em Caruaru, vou novamente lhe dar um abraço para festejar os seus 98 anos”, declarou. Feitosa já visitou Onildo em outras ocasiões, segundo as informações divulgadas.
O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) recebeu, nesta quinta-feira (13), o apoio do grupo político dos Gouveia, em Carpina. O anúncio ocorreu durante agenda no município ao lado da prefeita Eduarda Gouveia, do deputado estadual Gustavo Gouveia e do candidato a deputado federal e presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia. “Receber o apoio de Eduarda, Gustavo e Marcelo fortalece ainda mais a nossa caminhada para o Senado”, afirmou Eduardo.
Durante a passagem por Carpina, o candidato também vistoriou as obras do Hospital da Mulher, Criança e Adolescente (HMCA). Segundo as informações divulgadas, a unidade contará com 15 consultórios, brinquedoteca, Centro de Imagem e Diagnóstico, com serviços como tomografia, mamografia, ecocardiograma, endoscopia, colonoscopia e ultrassonografia, além de bloco cirúrgico para procedimentos de baixa e média complexidade.
Por Antonio Magalhães*
O dramaturgo, escritor e jornalista Nélson Rodrigues (1912-1980) deixou como legado um explícito grito pela liberdade individual e contra o autoritarismo na crônica “O Ex-Covarde”, publicada em 18 de outubro de 1968, em O Globo. A revolta do então silencioso escritor, isentão, como muitos de hoje, deu lugar à coragem para reagir a um regime tão autoritário como o atual. O ex-covarde, sugerido por Nélson na época, pode ser agora qualquer brasileiro que não aceite tal estado de coisas.
Um velho amigo da redação de O Globo estranhou o foco dos textos de Nélson, antes atento nas crônicas à tragédia de pessoas comuns dilaceradas pelo cotidiano. O principal motivo desta mudança foi a prisão por sete anos do seu filho Nelsinho por integrar o grupo da luta armada contra o regime, MR-8.
Leia maisMesmo tendo pensamentos políticos divergentes, Nelson Rodrigues, que se autodeclarava um “reacionário”, saiu em defesa do filho, foi até a TV, denunciou as torturas físicas em rede nacional, abriu seu peito dilacerado e expôs seu rosto, o rosto de um pai, com sentimento de impotência por não poder ajudar o filho, em um dos momentos mais tristes da nossa história. A censura, a tortura e os desaparecimentos forçados levaram Nelson Rodrigues a se opor e gritar em voz alta: “Não aceito censura nem de Jesus Cristo”.
Nélson disse algumas verdades ao colega jornalista: “Eu sou um ex-covarde. Hoje, é muito difícil não ser canalha. Por toda a parte, só vemos pulhas. E nem se diga que são pobres seres anônimos, obscuros, perdidos na massa. Não. Reitores, professores, sociólogos, intelectuais de todos os tipos, jovens e velhos, mocinhas e senhoras. E também os jornais e as revistas, o rádio e a TV. Quase tudo e quase todos exalam abjeção”.
“Nem todos, claro”, explicou Nélson. “É óbvio que sempre há uma meia dúzia que se salva e só Deus sabe como. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo. E por que essa massa de pulhas invade a vida brasileira? Claro que não é de graça nem por acaso”.
Nélson Rodrigues ainda escreveu: “O que existe, por trás de tamanha degradação, é o medo. Por medo, os reitores, os professores, os intelectuais são montados fisicamente pelos jovens. Diria que estou fazendo uma caricatura até grosseira. Nem tanto, nem tanto. Mas o medo começa nos lares, e dos lares passa para a igreja, e da igreja passa para as universidades, e destas para as redações, e daí para o romance, para o teatro, para o cinema. Fomos nós que fabricamos a ‘Razão da Idade’. Somos autores da impostura e, por medo adquirido, aceitamos a impostura como a verdade total”.
Para o dramaturgo e jornalista, “é preciso pluralizar. Não há um medo só. São vários medos, alguns pueris, idiotas. O medo de ser reacionário ou de parecer reacionário. Por medo das esquerdas, grã-finas e milionários fazem poses socialistas. Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário”.
E Nélson alerta: “É o medo que faz o Dr. Alceu (Alceu Amoro de Lima, líder católico conservador – 1893/1983) renegar os dois mil anos da Igreja e pôr nas nuvens a ‘Grande Revolução’ russa. Cuba é uma Paquetá. Pois essa Paquetá dá ordens a milhares de jovens brasileiros. E, de repente, somos ocupados por vietcongs, cubanos, chineses. Ninguém acusa os jovens e ninguém os julga, por medo. Ninguém quer fazer a ‘Revolução Brasileira’. Não se trata de Brasil. Numa das passeatas, propunha-se que se fizesse do Brasil o Vietnã. Por que não fazer do Brasil o próprio Brasil? Ah, o Brasil não é uma pátria, não é uma nação, não é um povo, mas uma paisagem. Há também os que o negam até como valor plástico”.
Na visão premonitória do pernambucano Nélson Rodrigues, valeu a coragem de dizer durante o regime militar o que muitos possíveis ex-covardes têm que bradar hoje: “Sou um ex-covarde. É maravilhoso dizer tudo. Para mim, é de um ridículo abjeto ter medo das Esquerdas, ou do Poder Jovem, ou do Poder Velho ou de Mao Tsé-tung, ou de Guevara. Não trapaceio comigo, nem com os outros. Para ter coragem, precisei sofrer muito. Mas a tenho. E se há rapazes que, nas passeatas, carregam cartazes com a palavra ‘Muerte’, já traindo a própria língua; e se outros seguem as instruções de Cuba; e se outros mais querem odiar, matar ou morrer em espanhol — posso chamá-los, sem nenhum medo, de ‘jovens canalhas’”.
A crônica rodrigueana é uma lição de vida e de sabedoria política. Uma história de autoritarismo que se repete hoje como uma nova tragédia nacional, na qual os ex-covardes precisam reagir como fizeram antes. É isso.
*Jornalista
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O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, participou, nesta quinta-feira (13), em Brasília, de uma gravação com o presidente Lula (PT) para a campanha eleitoral. Na chegada à sede da campanha de Lula, no Lago Sul, Humberto defendeu a eleição de uma bancada maior de deputados e senadores alinhados ao presidente para ampliar a base do governo no Congresso Nacional. “Precisamos eleger parlamentares comprometidos com o Brasil e com as pautas que interessam ao povo brasileiro. Precisamos de um Congresso que jogue junto com o presidente Lula em favor da população”, afirmou.
Segundo Humberto, uma maior representação governista no Congresso seria necessária para avançar em propostas como o fim da escala 6 por 1. “Se a gente quiser aprovar as grandes pautas do Brasil, como o fim da escala 6 por 1, e outras mais, é preciso que a gente tenha uma melhor correlação de forças no Congresso Nacional”, declarou o senador, que almoçou com Lula na quarta-feira (12), no Palácio da Alvorada. Nesta sexta-feira (14), Humberto participa de uma nova gravação com o presidente, ao lado do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT).
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, determinou a exoneração de um servidor comissionado da administração municipal após tomar conhecimento da participação dele em uma manifestação política na qual foram proferidos xingamentos contra um candidato de oposição. A decisão foi formalizada por meio da Portaria nº 363/2026. Segundo o prefeito, a medida está relacionada à responsabilidade de quem ocupa cargo de confiança na gestão municipal.
“Democracia se faz com liberdade, mas também com respeito. Divergências políticas são legítimas e fazem parte do processo democrático. O que não podemos admitir é que o debate público seja substituído por ofensas, agressões ou desrespeito”, afirmou Diego Cabral. Ele ressaltou que a exoneração não representa restrição à liberdade de manifestação política, mas uma decisão administrativa sobre a permanência em um cargo de livre nomeação e exoneração.
O prefeito também afirmou que orienta integrantes da gestão a manter postura respeitosa no debate político. “Não quero que ninguém ataque ou desrespeite adversários em meu nome. Vamos defender aquilo em que acreditamos com trabalho, propostas e argumentos. A democracia precisa ser preservada todos os dias, inclusive quando pensamos diferente”, declarou.
A secretária de Comunicação de Arcoverde, Ximenne Gabrielle Padilha de Almeida Moura, está internada na UTI do Hospital Regional de Arcoverde e precisa de doações de sangue. Uma campanha está sendo mobilizada para reforçar os estoques e garantir o atendimento necessário durante o tratamento.
As doações podem ser realizadas no Hemocentro de Arcoverde (Hemope), localizado na Avenida Joaquim Nabuco, nº 418, bairro São Cristóvão, em Arcoverde. O atendimento para doação de sangue acontece das 7h30 às 12h. As doações também podem ser realizadas nas unidades do Hemope de Recife ou Petrolina, em nome da paciente, para posterior encaminhamento a Arcoverde.
A mobilização pede que familiares, amigos e moradores que possam doar sangue contribuam e também compartilhem a informação. Quem puder doar, deve procurar o Hemope e informar o nome da paciente no momento da doação.
A recente definição da chapa do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o Senado, na disputa eleitoral de 2026, gerou uma lamentação. Em entrevista concedida ao Programa Edenevaldo Alves, na manhã de hoje, o jornalista e candidato a deputado federal, Carlos Britto (PL), criticou a ausência de um representante do Sertão nas suplências da candidatura de Eduardo da Fonte, que terá Carlos Andrade Lima (União Brasil) como primeiro suplente e Irmã Jane como segunda.
Para Britto, a composição ignora o peso político e a relevância histórica da região. “Quando [Miguel Coelho] não foi escolhido [para a vaga ao Senado], eu senti, porque o Sertão precisava dessa representação. Agora que ele teve a oportunidade de indicar, infelizmente, trouxe alguém do Recife. O que essa pessoa tem de ligação com a gente? Quantos anos lutou ao lado do grupo político? Que história e que legado construiu conosco?”, questionou.
O jornalista defendeu que nomes com trajetória consolidada na região seriam escolhas naturais para fortalecer a chapa. Ele citou nominalmente a vereadora de Petrolina, Maria Elena, como uma figura de inegável representatividade. “Ela é uma representante histórica do grupo, tem tamanho político e merecia essa oportunidade”, afirmou Britto. Além de Maria Elena, ele estendeu a reflexão a outras lideranças sertanejas de peso, como os vereadores Zénilto e Osório Siqueira, este último presidente da Câmara Municipal, e o ex-prefeito de Belém do São Francisco, Gustavo Caribé.
Anunciada pela governadora Raquel Lyra (PSD) como o início da ampliação da duplicação da BR-232, a obra, prevista para acontecer entre os municípios de São Caetano e Belo Jardim, simplesmente não existe. Não há nada que identifique a sinalização do start de uma obra tão importante para o Estado.
Não há o canteiro de obras da empresa, não existem trabalhadores, nem sinal da placa obrigatória com informações sobre o valor do empreendimento nem tampouco a empreiteira responsável.

Mais adiante, entretanto, encontrei um ponto de apoio com apenas uma máquina escavadeira e três veículos, mas nenhum funcionário, numa prova de que o anúncio do início das obras não passa um lance atabalhoado, meramente eleitoreiro.
Por Inácio Feitosa*
Existe uma mentira confortável que o mundo repete há séculos: a do vencedor solitário, que se fez sozinho e deve a vitória só ao próprio esforço. Agrada ao ego, mas não resiste a um olhar honesto sobre a vida. Ninguém vence sozinho – e quem vence de verdade não vence apenas para si.
Aprendi cedo, sem saber que aprendia. Aos doze anos eu vendia picolé de saquinho no condomínio e ganhei dinheiro pela primeira vez, sem imaginar que aquilo era uma semente. Mas era. E toda semente, para nascer, precisa ser enterrada no escuro.
Leia maisO escuro chegou anos depois. Já executivo num grande grupo, fui empurrado para uma sala que era o almoxarifado da empresa – manobra para me forçar a pedir demissão. Foi meu fundo do poço. E ali decidi não me lamentar: transformei o quarto escuro em sala de estudos. A vida tem retrovisor, mas é para frente que se olha.
Não saí do poço sozinho – nunca sairia. No escuro, duas lanternas. A primeira foi Isabel, minha esposa, a quem chamo de Vida. Numa manhã de 2013, em lágrimas, ela me contou que nossa segunda filha estava a caminho – e chorava de medo, porque faltava dinheiro. Respondi: “Este é um sinal de Deus de que dias melhores virão.” E vieram. A segunda foi um Judeu de quase cem anos que, num café, me perguntava sempre: “Quem é você?” Sou tudo o que essas pessoas semearam em mim.
Pense na sua última conquista: quantas mãos invisíveis sustentaram o caminho até ali? A vitória tem sempre mais donos do que aparece na foto.
Por isso a gratidão não é gentileza — é lucidez. Dizer “obrigado” é reconhecer que ficamos obrigados, que há uma dívida de amor a honrar. O primeiro dever de casa da vida é não reclamar e agradecer. Quem perde a graça de agradecer acredita na própria lenda — e tropeça nela.
Há ainda uma dimensão maior, que os apressados chamam de sorte e os humildes chamam de fé. “Pedi, e recebereis; buscai, e achareis”, diz o Evangelho — mas depois do pedido vem o suor. Empreender é responder à parábola dos talentos: a Deus não agrada quem enterra o que recebeu por medo, mas quem faz frutificar. Ter fé é trabalhar sabendo que não somos a fonte de tudo, apenas o instrumento.
Empreender nunca foi apenas ganhar dinheiro — ainda que ganhá-lo seja digno: o pecado não está em ganhar, e sim em fazer mau uso. Empreender é criar, gerar oportunidade, devolver dignidade a quem precisava de uma chance. Quando um negócio cresce, cresce a mesa de muitas famílias. O verdadeiro sucesso não se acumula numa conta; multiplica-se em vidas.
Por isso a dignidade é o fio que costura tudo. Não existe vitória construída sobre a humilhação de alguém — eu sei, porque já me quiseram humilhar, e escolhi transformar o excremento em adubo. Subir levantando os outros: isso, sim, é vitória. Riqueza sem dignidade é apenas dinheiro. Vitória com dignidade é legado.
E legado eu aprendi olhando três gerações para trás. Meu avô, Inácio José Feitosa, foi prefeito de Monteiro e levou energia elétrica ao sertão. Meu pai, João, me ensinou pelo exemplo até o último dia — e aprendi, quando a doença o levou, que às vezes é preciso interromper os próprios sonhos para segurar a mão de quem amamos. Nada do que sou começou em mim.
Então, quem vence quando você vence? Vence a sua família, que dividiu os medos. Vencem as pessoas que você emprega. Vence a comunidade que ganha um exemplo. Vencem os que virão depois e caminharão mais leve porque você abriu a trilha. E vence, silenciosamente, o próprio Deus, que confiou a você talentos e esperou vê-los frutificar.
A vida ensina que colecionar troféus não enche o peito. O que enche é olhar para trás e ver quantos venceram junto. Vença, então. Vença muito, com fé, trabalho e coragem. Mas não se esqueça, nunca, de dizer obrigado — porque a vitória que não sabe agradecer ainda não entendeu para que serve.
*Advogado, mestre em Educação pela UFPE e escritor.
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