Pré-candidato à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PT) prestigia celebração e parabeniza Magno Martins e seu blog pelo profissionalismo. A festa segue badalada, no Mirante do Paço, Recife Antigo.
Pré-candidato à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PT) prestigia celebração e parabeniza Magno Martins e seu blog pelo profissionalismo. A festa segue badalada, no Mirante do Paço, Recife Antigo.
Por Tales Faria – Correio da Manhã
Um pedido explícito do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, levou o ministro Bruno Dantas a antecipar sua renúncia à Corte para ontem. Dantas planejava formalizar a saída dois dias depois, mas Vital disse que a antecipação era necessária para o Senado conseguir aprovar até a quarta-feira (2) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB) como ministro.
Por trás do pedido está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que articula para Pacheco ser o único indicado pelos senadores. Ele antecedeu Alcolumbre no comando do Senado e fez campanha pelo seu sucessor. Agora tem seu nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela base governista no Senado, pelo centrão e por grande parte da oposição.
O TCU é composto por nove ministros, sendo três indicados pelo presidente da República e seis, pelo Congresso Nacional, alternando-se entre Câmara e Senado. A vaga de Bruno Dantas cabe aos senadores. Uma vez aprovado no plenário da Casa por maioria absoluta (41 votos), Pacheco terá seu nome enviado à Câmara para nova votação.
Um acordo fechado no encontro do dia 14 no Palácio da Alvorada, entre Alcolumbre, Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê que a indicação do Senado será rapidamente votada na Câmara. Davi Alcolumbre quer que o nome de Rodrigo Pacheco nem mesmo seja submetido a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Vá direto a plenário.
A Constituição obriga a realizar sabatinas apenas de indicados pela Presidência da República. Mas, tradicionalmente, os demais ministros da cota do Congresso também passam pela sabatina na CCJ do Senado. Alcolumbre argumenta que, embora o rito ordinário preveja a arguição do candidato, há precedentes de indicações do Congresso levadas diretamente a plenário em regime de urgência.
Se isto ocorrer, Rodrigo Pacheco poderá ter seu nome referendado nas duas Casas até o final desta semana de esforço concentrado.
O senador foi pivô de um rompimento de Lula com Alcolumbre que durou três meses entre o final de abril e o início de agosto. O presidente do Senado queria fazer de Pacheco o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula planejava que o senador fosse o seu candidato ao governo de Minas Gerais.
Resultado: o indicado de Lula foi o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome derrubado pelo plenário do Senado. E Rodrigo Pacheco não aceitou se candidatar a governador, mesmo tendo transferido sua filiação partidária do PSD para o PSB.
A reconciliação entre os presidentes da República e do Senado só ocorreu após um almoço promovido pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Quem não gostou da reconciliação foi a oposição. Daí porque Alcolumbre já está procurando senadores contrários ao governo para convencê-los a poupar Rodrigo Pacheco.
A Associação de Empresários do Brasil (AEBR) convoca empresários, empreendedores e representantes do setor produtivo para uma caminhada na Avenida Boa Viagem, no Recife, no próximo dia 7 de setembro. A concentração será às 9h, em frente à Padaria Boa Viagem, e terá como pauta a defesa de melhores condições para quem empreende, investe e gera empregos no país.
A mobilização pretende chamar atenção para questões que impactam diretamente o dia a dia das empresas, como juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito, excesso de burocracia e aumento dos custos para manter um negócio em funcionamento. A proposta é reunir empresários de diferentes portes e segmentos em uma manifestação em defesa de um ambiente econômico mais favorável ao desenvolvimento.
Segundo o presidente da AEBR, Fernando Mendonça, é necessário ampliar a participação do setor produtivo no debate sobre os rumos da economia. “Quem empreende precisa ser ouvido. Estamos falando de pessoas que investem, assumem riscos, pagam impostos e são responsáveis pela geração de milhões de empregos. Queremos crédito menos burocrático, juros mais baixos e condições reais para que as empresas possam sobreviver, crescer e contratar”, afirma.
Para a AEBR, levar essas reivindicações às ruas justamente no Dia da Independência também representa uma oportunidade de defender maior liberdade e segurança para empreender no Brasil. A caminhada será aberta à participação de empresários e empreendedores que compartilhem dessas reivindicações. “É hora de unir forças. Defendemos quem emprega e quem faz a economia acontecer”, reforça Fernando Mendonça.
Com uma agenda marcada por encontros, visitas e conversas com moradores e lideranças comunitárias, a candidata a deputada federal Priscila Ferraz (PSB) intensificou, neste fim de semana, sua presença em comunidades do Recife e da Região Metropolitana. Para Priscila, estar presente nas comunidades é fundamental para conhecer de perto os desafios e manter um diálogo permanente com a população. “É nas ruas e nas comunidades que a gente entende de perto os desafios e as necessidades das pessoas. Eu acredito no diálogo, na proximidade e em uma construção feita junto com quem vive diariamente essas realidades”, afirmou. Com uma trajetória ligada à defesa da Enfermagem, à valorização dos profissionais de saúde e ao fortalecimento do SUS, Priscila vem ampliando suas agendas e fortalecendo o contato com diferentes comunidades do Recife e da Região Metropolitana.
A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, reconheceu, em entrevista ao portal G1, o peso da pauta de votações desta semana de esforço concentrado do Congresso Nacional, a última antes das eleições de outubro.
O governo trabalha pela aprovação de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) — a que estabelece o fim da escala 6×1 e a que cria novas regras para a política de segurança pública — e articula o aval ao projeto de lei do marco legal dos minerais críticos e das terras raras.
“Não há de se negar que ela [PEC que acaba com a escala 6×1] tem efeitos eleitorais porque ela está na boca do povo”, afirmou a senadora.
Primeira mulher a ocupar a liderança do governo no Senado, Teresa Leitão assumiu o cargo no lugar do senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o posto após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que revelou um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master.
Teresa chegou à liderança do governo no Senado dois meses depois de o presidente Lula passar pela sua mais dura derrota na Casa: a rejeição ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
A senadora falou sobre o desgaste na relação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas negou ter havido ruptura entre os dois.
“Houve um afastamento entre os dois presidentes dessas instâncias, fundamentais para a democracia Brasileira, mas não houve ruptura”, disse Teresa.
O Globo
Com quase 2,5 milhões de novos seguidores nas redes sociais em uma semana, o presidenciável Augusto Cury (Avante) vive um boom atestado pelos números da arena virtual — o índice de popularidade digital (IPD) medido pela Quaest mostra que Cury saltou, em uma semana, de 37,8 para 54,5 pontos em uma escala que vai de 0 a 100.
O movimento, na esteira de aparições na TV e do apoio de influenciadores como Pablo Marçal, tem levado adversários a questionar quão orgânica é a ascensão do psiquiatra nas plataformas e a colocar o candidato, até então ignorado, no alvo de críticas. Na prática, Cury acirrou a disputa para ver quem se sai melhor entre os postulantes que tentam espaço diante do cenário polarizado entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O levantamento da Quaest, que considera resultados de sete plataformas digitais, mostra que, na semana passada, Cury passou da sétima para a quarta posição no ranking de popularidade digital, que considera aspectos como presença nas redes, reações positivas e negativas e engajamento. Agora, só fica atrás de Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Renan Santos (Missão).
O crescimento é perceptível no alcance das publicações do candidato. Um corte da participação dele no debate da Band, publicado há seis dias, soma 21,2 milhões de visualizações e 1,3 milhão de curtidas no Instagram. Já o jingle da campanha alcançou 12 milhões de visualizações e 584 mil curtidas em quatro dias.
Além de impulsionado pelas idas a debates e sabatinas, o movimento ganhou força com vídeos favoráveis à candidatura publicados por influenciadores e personalidades. Um dos nomes que mais tem se aproximado do escritor é Pablo Marçal. A relação entre os dois antecede a campanha: Cury já participou do “Marçal Talks”, programa comandado pelo ex-coach, que passou a elogiar o presidenciável.
Aliados da campanha
Outras figuras de alcance superlativo nas redes que manifestaram apoio ao psiquiatra incluem o comentarista político Caio Coppolla, os cantores Nego do Borel e Manoel Gomes e os influenciadores Yuri Meirelles e Raphael Soares. Geralmente, os vídeos incluem menção a algum livro de Cury, seguida de uma análise do que motiva a declaração de voto nele.
Como mostrou o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, campanhas adversárias levantam a possibilidade de robôs estarem inflando os números do escritor nas redes. A Quaest, no entanto, afirma que o IPD identifica e exclui esses perfis do cálculo.
Nos últimos dias, institutos que adotam entrevistas por telefone e pela internet como metodologia mostraram crescimento acentuado do escritor em intenções de voto. Há expectativa pela divulgação das pesquisas Quaest e Datafolha desta semana — que saem na quarta e na quinta-feira, respectivamente, e são presenciais. Os próximos levantamentos vão dimensionar o tamanho de Cury após o início da propaganda eleitoral e da entrevista à TV Globo, no sábado.
Nas últimas pesquisas desses institutos, a performance dele nas sondagens foi tímida: Cury marcou 2% tanto na Quaest quanto no Datafolha, atrás dos demais candidatos que tentam ser alternativas a Lula e Flávio.
— Nossa leitura é que as pesquisas da semana vão trazer o doutor Augusto em terceiro — afirma o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante), candidato a vice na chapa do psiquiatra. — Estamos consolidando essa posição de tentar encontrar um buraquinho na bolha da polarização.
Nos primeiros meses do ano, o psiquiatra procurou diversos partidos, entre eles alguns dos maiores do país, para tentar viabilizar a empreitada presidencial. Esteve com representantes do Republicanos, PSD, MDB, PSB, PSDB e Podemos, como mostrou a newsletter Jogo Político, do GLOBO. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, chegou a testar internamente a possibilidade. Consultadas, no entanto, as lideranças do partido refutaram a filiação.
‘Ganha-ganha’ com sigla
No Avante, a chegada de Cury foi vista como um “ganha-ganha”. Se o escritor que contava com milhões de seguidores conseguiria ali uma legenda para disputar o Planalto, o partido ganharia um nome forte para impulsionar também a votação de deputados, prioridade número um na cabeça de dirigentes de partidos pequenos e médios.
É com base no desempenho para a Câmara que se alcança ou não a cláusula de barreira — que determina, na prática, se uma sigla consegue sobreviver nos quatro anos seguintes.
Hoje, com a tendência de crescimento do candidato, o partido se anima, mas também faz observações internas para tentar corrigir o que ainda considera lacunas de Cury. Uma delas é o “tom professoral”, que precisaria ser trocado por um linguajar mais palatável.
Exemplo bem-sucedido disso, segundo um aliado, foi a agenda que teve no sábado na favela da Rocinha, no Rio. O candidato, inclusive, tem como jingle uma adaptação do “Rap da felicidade”, clássico carioca cuja letra do refrão estampou na camiseta que usou durante a visita à favela: “Eu só quero é ser feliz”.
Entende-se na campanha que, com a aparição na TV — seja em entrevistas ou no horário eleitoral —, as pessoas passaram a associar o escritor Augusto Cury ao candidato Augusto Cury. Ele se orgulha de ser “o psiquiatra mais lido do mundo”, com mais de 40 milhões de livros vendidos em cerca de 70 países. A obra literária inclui livros de ficção, como “O vendedor de sonhos”, e outros com pegada de autoajuda, embora ele refute o rótulo.
De influencers a drones
As propostas de Cury, defendidas nas entrevistas recentes, viralizaram. Uma que despertou comentários irônicos nas redes foi a de contratar influenciadores para divulgar trabalhos como o do Itamaraty. Seria uma forma, disse, de ajudar a “vender o Brasil” ao mundo. Outra ideia criticada é a de usar drones no combate ao feminicídio, que virou meme.
— (O drone) se aciona na delegacia, ele sai da delegacia antes do policial e faz uma sirene de alerta. E isso pode evitar que o predador, que age rapidamente, possa matá-la ou agredi-la — explicou o presidenciável na TV Globo.
Um dos principais aliados do candidato Renan Santos, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) foi um dos que pegaram carona na proposta para criticar Cury. “Eu nunca vi nem a Dilma (Rousseff) falar tantas bobagens quanto este senhor. O Brasil não aguenta mais tanta picaretagem”, escreveu em publicação no Instagram.
O próprio Renan, instado a avaliar o crescimento de Cury durante sabatina do jornal O Estado de S. Paulo, tentou minimizar o movimento.
— Há um momento de forte despolitização no Brasil. É a eleição mais desengajada que eu vi desde 2010. Para as pessoas que estão cansadas da hiperpolitização nos últimos anos, talvez (Cury) seja um produto que faça sentido momentaneamente — alegou o presidenciável, que também classificou como “inorgânica” a subida do candidato do Avante nas redes.
O político do Missão vinha despontando como o “outsider” desta eleição, figurino que Romeu Zema (Novo) tentou incorporar. Cury, que nunca teve envolvimento com a política, disputa esse espaço.
Quem também comentou o momento de Cury, mas em tom mais ameno, foi o presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado.
— Isso mostra que a população brasileira não quer mais nem Lula e nem Flávio. A população brasileira começou a se movimentar agora para buscar um candidato do segundo pelotão — disse em entrevista à Jovem Pan.
Na sabatina O GLOBO, CBN e Valor, na semana passada, o psiquiatra se valeu em muitos momentos de discursos mais genéricos, como na hora de falar de economia. Em linhas gerais, apresentou mais críticas a Lula do que a Flávio Bolsonaro, tanto que disse preferir enfrentar o petista num eventual segundo turno.
O dia em que Carlos Monforte abandonou o Bom dia, Brasil
Cheguei em Brasília em meio à campanha das Diretas Já e logo passei a conviver com jornalistas do mais alto nível, principalmente quando fui eleito para a presidência do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados no segundo mandato do presidente da Casa, Michel Temer, com quem criei uma relação profissional respeitosa que perdura até hoje. Um grande aprendizado, uma verdadeira universidade do jornalismo político.
Atuei entre o Salão Verde da Câmara e o Salão Azul do Senado, ambiente no qual as feras eram vistas farejando notícias. Figurões do jornalismo nacional, como Dora Kramer, Fernando Rodrigues, Heraldo Pereira, Júlio Mosquéra, Denise Rothenburg, José Maria Trindade, Marcelo Tognozzi, Tales de Farias, Weller Diniz, Luiz Queiroz, Cristiane Lobo e até o Carlos Castelo Branco, o Castelinho, o maior de todos.
Com Carlos Monforte, que Deus levou ontem aos 77 anos, também tive uma convivência bem próxima. Era a ele que recorria para levar ao Bom dia, Brasil, programa que ancorou por muitos anos, o presidente da Fundação Rondon, Sílvio Amorim, a quem assessorei em Brasília numa primeira etapa, e depois, já num outro momento da minha carreira, o então governador de Pernambuco, Joaquim Francisco, de quem fui secretário de Imprensa.
Leia maisAo noticiar ontem a morte de Monforte recordei um episódio com ele que nunca esqueci. Levado por mim para o Bom dia, Brasil, nos estúdios da Globo em Brasília, Joaquim estava ao vivo no programa quando, de repente, do nada, Monforte abandonou os estúdios da emissora sem dar a menor explicação aos telespectadores.
Para sorte dele, a bancada do Bom dia, Brasil era dividida com outro jornalista, que segurou a peteca. Corri em direção a Monforte para saber o que havia acontecido e tentar socorrê-lo. Felizmente, havia sido apenas um pico de pressão, logo controlado no posto médico da própria emissora, mas sem tempo de ele voltar ao programa.
Nascido em Santos, Monforte começou a trabalhar como repórter no jornal A Tribuna antes mesmo de concluir a faculdade de Jornalismo.
Formado em 1972, passou pela Secretaria de Obras do Estado de São Paulo e, entre 1973 e 1978, foi repórter especial de O Estado de S. Paulo.
Nesse período, fez cursos de aperfeiçoamento na Universidade de Navarra, na Espanha, e na Fundação Beauve Marie, na França. Monforte chegou à Globo em 1978, convidado por profissionais da redação da emissora em São Paulo.
Começou como repórter local e participou de coberturas para o Jornal Nacional e o Fantástico, entre elas as greves dos metalúrgicos do ABC paulista. A adaptação à televisão, segundo ele próprio, exigiu aprendizado. Em 1982, assumiu a editoria de Política do Jornal da Globo e passou a apresentar o Bom Dia São Paulo.
No ano seguinte, com a criação do Bom Dia Brasil, tornou-se editor-chefe e apresentador do telejornal, permanecendo à frente do programa por nove anos. Na época, o noticiário tinha foco principalmente em política e economia e chegou a realizar centenas de entrevistas com políticos e empresários.
GRANDE MESTRE – O velório do jornalista Carlos Monforte será hoje em Brasília. A causa da morte não foi revelada, mas ele lutava contra um câncer. Políticos, jornalistas e autoridades lamentaram a perda. O Supremo Tribunal Federal publicou uma nota de pesar, assinada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Nas redes sociais, ex-colegas de profissão e admiradores lamentaram a morte de Monforte. A jornalista Mônica Waldvogel, da GloboNews, escreveu que o jornalista foi um “grande colega e mestre”. O Sindicato dos Jornalistas do DF também se manifestou. “Monforte deixa um legado de ética, competência e dedicação ao jornalismo — qualidades que inspiram as novas gerações da imprensa brasileira”, diz um trecho da nota da entidade.

PT expulsa prefeito agressor – Um dia após a ex-primeira-dama de Granito, Raila Miranda, denunciar ter sido vítima de agressões pelo prefeito George de Sidney, filiado ao PT, a direção do partido o expulsou dos quadros da legenda. No texto, o PT afirmou que o próprio George de Sidney pediu desfiliação, enquanto o partido encaminhava um processo ético-disciplinar urgente. A apuração do caso também foi defendida. Além disso, o PT repudiou a violência contra a mulher e manifestou solidariedade à ex-companheira do gestor.
Um caso que abafou o gabinete do ódio – A história mal contada dos panfletos apócrifos, justamente após a Polícia Federal entrar no caso do suposto gabinete do ódio criado pela governadora para atacar João Campos, passou a ser apurada pela Polícia Civil. As diligências já foram iniciadas para esclarecer a autoria e as circunstâncias do episódio. A apuração está sob a coordenação da 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro (1ª DESEC), no Recife. “A Polícia Civil de Pernambuco informa que está investigando um caso de calúnia registrado, na tarde de ontem (30), por meio da Delegacia pela Internet. As diligências já foram iniciadas com o objetivo de identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias do caso”, informou a Polícia, através de uma nota.
Votação adiada – A comissão mista que analisa a medida provisória (MP) sobre o fim da “taxa das blusinhas” adiou a votação do texto. Inicialmente prevista para ontem, a votação ficou marcada para hoje. O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), disse que o tempo será usado para definir os “últimos detalhes” do relatório. A inclusão da MP na pauta de votações desta semana passou por um acordo político que envolveu a cúpula do Poder Legislativo e o Palácio do Planalto.

Cury, surge a terceira via? – O escritor Augusto Cury (Avante) chegou a 11% das intenções de voto para a Presidência da República e se tornou o primeiro candidato da chamada terceira via a alcançar dois dígitos, segundo a pesquisa Nexus/BTG, divulgada ontem. O resultado aparece na aferição do primeiro turno. Segundo o levantamento, Cury cresceu nove pontos percentuais em relação à rodada anterior, ficando atrás apenas do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
CURTAS
MAIS SEGUIDORES – A ascensão de Cury ocorre poucos dias após o primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado em 22 de agosto. De acordo com o levantamento da Vox Radar, divulgado pela CNN Brasil, Cury foi o candidato que mais ganhou seguidores no Instagram após o encontro, saindo de 8,3 milhões para 9,9 milhões de seguidores.
ABOMINÁVEL – A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), classificou como “abominável” a tentativa de atribuir a ela a autoria dos cartazes apócrifos. Ela afirmou que o povo pernambucano a conhece e que somente uma “alma muito doente pode pensar em algo assim”. As declarações foram dadas durante entrevista, ontem, ao SBT News.
LDO APROVADA – No último dia do prazo regimental e constitucional para ser sancionada, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – que estabelece uma receita de R$ 57,4 bilhões para o próximo ano – foi votada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco na tarde de ontem e aprovada, em sessão plenária, por unanimidade.
Perguntar não ofende: O eleitor brasileiro passou a enxergar em Augusto Cury o caminho para o fim da polarização?
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O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi indicado para a vaga no TCU (Tribunal de Contas da União) na noite desta segunda-feira (31). A formalização foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e a votação está prevista para esta semana.
O parlamentar foi indicado para a vaga de Bruno Dantas, que deixou o TCU. Ele apresentou o pedido de renúncia ao cargo nesta segunda-feira em movimento que era esperado por ter sido comunicado a colegas. Pacheco despontou como favorito a substituir Dantas. As informações são da CNN.
Leia maisO senador é próximo de Alcolumbre e o presidente do Senado está trabalhando pessoalmente para aprovação. Existe até a expectativa de um placar unânime. Mas a aceitação nem precisa ser desta magnitude. Para virar ministro do TCU são necessário 41 votos, o que representa a maioria dos 81 senadores.
Pacheco tem a seu favor não enfrentar resistências entre governistas e oposição. Ele foi presidente do Senado e cotado a ser indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal). Mesmo com apoio de Alcolumbre, isto não ocorreu.
O rito comum para uma indicação ao TCU começa com sabatina em uma comissão temática. Vencida esta etapa, ocorre a eleição no plenário. que é feita com voto secreto.
Ocorre que Alcolumbre pretende pular a sabatina na comissão e submeter direto o nome de Pacheco à apreciação dos demais parlamentares. Ele fundamenta este entendimento em uma interpretação de que a Constituição não exige a sabatina.
A pressa para encerrar o assunto existe porque esta é a última semana de votações no Congresso até as eleições. Senadores e deputados estão com a atenção voltada para o pleito e um acordo estipulou que o chamado esforço concentrado começaria na segunda e irá até sexta (4).
Futuras votações, só após as eleições.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou no domingo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pediu direito de resposta por declarações do adversário Flávio Bolsonaro (PL) durante a sabatina da TV Globo. Segundo o PT, o senador disse “mentiras em série” em relação a temas como urnas eletrônicas, o Pix e os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A campanha do petista afirma que o senador “veiculou diversas afirmações falsas e gravemente descontextualizadas acerca de fatos diretamente relacionados ao processo eleitoral e à candidatura” de Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA equipe jurídica de Lula contesta oito falas do adversário — entre elas, uma na qual o senador fluminense atribui a responsabilidade pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao petista, que não teria encaminhado nenhum representante para tratar do tema com o governo dos EUA. A campanha do postulante à reeleição sustenta que existiu “atuação efetiva” do Planalto para negociar com a gestão de Donald Trump, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Outra declaração contestada é uma na qual o senador afirmou que o salário mínimo teria perdido poder de compra. A equipe jurídica de Lula argumenta que o governo federal aplicou correção acima da inflação ao longo do mandato.
Outras seis declarações de Flávio Bolsonaro são alvo do PT. Elas envolvem afirmações de que o Pix foi desenvolvido no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e que não seria taxado por determinação dele, além de outras sobre a trama golpista e o 8 de Janeiro. Também são contestadas falar do senador sobre urnas eletrônicas, o miliciano Adriano da Nóbrega e as relações com Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse pelo dono do Banco Master.
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O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral do Distrito Federal, se manifestou novamente contra registro da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao cargo de governador do DF após o candidato contestar a impugnação feita pelo órgão. O caso ainda será julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
Em documento anexado ao processo na noite desse domingo (30/8), o procurador regional eleitoral Francisco Guilherme Vollstedt Bastos reafirmou que Arruda está inelegível desde dezembro de 2018, quando foi confirmada sentença condenatória por ato doloso de improbidade administrativa. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Considerando as condenações que se sucederam a esta, nenhuma delas versando fatos ímprobos conexos e igualmente confirmadas pelo TJDFT, aplica-se a contagem do prazo de inelegibilidade do § 8º do art. 1º da LC n. 64/90, que implica restrição à capacidade eleitoral pelo prazo de 12 (doze) anos, ou seja, até 11/12/2030”, disse.
Considerando que as eleições no DF ocorrem a cada quatro anos, Arruda só poderia concorrer novamente em 2034, no entendimento do MP.
O procurador destacou ser irrelevante para o debate sobre a inelegibilidade a menção feita pela defesa de Arruda de que o TRE-DF trancou ações penais decorrentes da Operação Caixa de Pandora.
O órgão citou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) segundo a qual “eventual anulação da gravação ambiental pelo Juízo Eleitoral afigura-se desinfluente para o caso presente, visto que a condenação imposta na origem levou em consideração não só aquela (gravação), acoimada de ilegal, mas também outros elementos, como as provas testemunhal e documental produzidas nos autos, tendo sido garantida às partes a paridade de armas e o devido processo legal”.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Manoela Alcântara, a defesa de Arruda argumentou que as condenações tratam de fatos conexos, de modo que a contagem do prazo de inelegibilidade deveria começar em 2014, segundo a flexibilização da Lei da Ficha Limpa promovida pela LC 219/2025. Assim, de acordo com a defesa, a inelegibilidade já teria acabado e Arruda poderia disputar as eleições de 2026.
O MP afirmou que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) afastou alegação da defesa de “fracionamento artificial de uma causa de pedir única”.
O procurador citou voto do relator do caso segundo o qual “embora o tronco comum seja a organização criminosa da Operação Caixa de Pandora, os fatos geradores (contratos específicos com empresas diferentes) são inconfundíveis”.
A defesa de Arruda afirmou que, no mesmo voto citado pelo procurador eleitoral, o relator do caso no TJDFT disse que “o enriquecimento ilícito e a lesão ao erário são apurados em relação a vínculos contratuais distintos em cada feito”, mas rejeitou a preliminar de litispendência (processos idênticos) e manteve “reconhecimento da conexão para fins de competência”.
O procurador regional disse ainda que “neste momento, não se pode dar efeitos retroativos à lei para alcançar situações jurídicas pretéritas superadas ou não alcançadas nos termos da norma em vigor”.
“Sendo assim, uma vez que a Lei Complementar n. 219 entrou em vigor em 30/09/2025 e não pode retroagir para alcançar situações jurídicas anteriores não previstas por ela, conforme acima examinado, impõe-se seja reconhecido que, para os fins do art. 1º, I, “l”, da LC n. 64/90, se esgotaram em 21/07/2022 os efeitos da condenação proferida na AIA n. 2011.01.1.045401-3 e confirmada pelo TJDFT em decisão publicada no dia 21/07/2014, antes da entrada da nova lei, portanto”, enfatizou.
Advogado de Arruda, Francisco Emerenciano afirmou que, como o MP é o autor da impugnação, já era esperado que reafirmasse a tese no novo parecer. “Não muda em absolutamente nada aquilo que o MP disse em primeiro momento”, disse.
O advogado contestou o marco inicial utilizado pelo MP, de 2018, para citar a inelegibilidade. A defesa de Arruda apontou que a primeira condenação por órgão colegiado ocorreu em 2014, de forma que o teto de 12 anos de inelegibilidade teria sido atingido.
“Não faz o menor sentido jurídico a flexibilização do marco inicial. Da forma que o MP pretende, ninguém nunca alcança a exclusão, seria pena perpétua. Quando estivermos em 2030, a condenação de 2018 também já percorreu os 8 anos como diz o MP. Neste caso teríamos inelegibilidade perpétua”, disse.
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para que dois ex-assessores voltem a integrar a equipe de apoio que atende Bolsonaro em sua residência. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (31).
O pleito envolve Sérgio Rocha Cordeiro e Max Guilherme Machado de Moura. Os advogados pedem que os dois sejam incluídos novamente na relação de servidores autorizados a exercer atividades de rotina na casa do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. As informações são da CNN.
Leia maisSérgio e Max atuaram como assessores durante o governo Bolsonaro e permaneceram na equipe de apoio ao ex-presidente após o fim do mandato. Foram afastados da função em 2023, quando começaram a ser investigados por suposta inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Os dois chegaram a ficar presos preventivamente por cerca de quatro meses naquele ano, mas as prisões foram revogadas.
Em junho deste ano, o MPF (Ministério Público Federal) pediu o arquivamento da investigação contra a dupla, sob o argumento de que não havia elementos mínimos que indicassem participação deles nos fatos apurados. Com base nesse parecer, a defesa sustenta, na petição enviada ao STF, que também não ficou demonstrado que Sérgio e Max tenham agido de forma dolosa nas supostas irregularidades.
Os advogados então argumentam que os dois devem ser reincorporados à equipe de assessoramento de Bolsonaro, respeitadas as medidas cautelares ainda em vigor.
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A ex-primeira-dama de Granito, no Sertão de Pernambuco, Raila Miranda, denunciou em vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo (30), ter sido vítima de violência contra mulher. Apesar da publicação não informar quem praticou o ato de violência, o prefeito de Granito, George de Sidney, publicou na tarde desta segunda (31) uma nota à imprensa.
Segundo a ex-primeira-dama, as agressões aconteceram há pouco mais de 20 dias dentro da própria casa. Nas filmagens, é possível ver hematomas no rosto e cortes na parte de trás da cabeça da vítima. Ainda de acordo com Raila Miranda, o filho de sete anos presenciou as agressões e “o desespero de uma mãe que sangrava”. As informações são do Diario de Pernambuco.
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“As marcas que vocês estão vendo ficaram no meu corpo. Outras ficaram na minha memória e na memória de meu filho. […] Quando a violência aconteceu, a primeira coisa que passou pela minha cabeça não foi a política, não foi a reputação, não foi a imagem, foi sobreviver. Proteger meu filho e pensar como eu vou sair daqui viva”, destacou Raila Miranda.
A Polícia Civil de Pernambuco informa que tomou conhecimento do caso e já entrou em contato com a vítima.
Em nota divulgada em sua redes sociais o prefeito do município de Granito, George de Sidney, diz que: “Diante das informações que vêm sendo divulgadas envolvendo acusações de violência doméstica, esclareço que os fatos serão tratados exclusivamente pelas vias legais, com a serenidade e a responsabilidade que a situação exige”.
Ainda no documento o gestor diz que a Constituição Federal assegura a todos o contraditório e a ampla defesa, garantias fundamentais justamente para que nenhuma conclusão ou condenação seja formada sem que os fatos sejam devidamente apurados e todas as partes possam apresentar suas versões e provas.
Ele acrescenta que a apuração permitirá esclarecer integralmente os fatos e assegurar que os importantes instrumentos legais de proteção e combate à violência doméstica sejam utilizados para a finalidade a que se destinam, e não como mecanismo de disputa patrimonial ou de interferência indevida na convivência familiar.
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A equipe jurídica da candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República afirmou que entrará, ainda nesta segunda-feira (31), com um mandado de segurança para tentar reverter a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, que suspendeu a participação dele em debates e vetou a utilização de recursos do fundo eleitoral. Durante coletiva de imprensa nesta segunda, Arthur Rollo, o advogado da campanha, disse que a medida viola artigos da lei eleitoral.
— Nós temos três pareceres da Procuradoria Geral Eleitoral pelo deferimento do registro da candidatura. O Ministério Público Eleitoral, lá no TSE, disse o seguinte: estão preenchidos todos os requisitos, não existem ineligibilidades. E aí vem uma decisão, ou três decisões de ofício (que suspendem a campanha). Nós não temos dúvida de que essa decisão é ilegal — disse Rollo. — Um mandado de segurança será impetrado hoje ainda. E por que mandado de segurança? Porque essa decisão, essas três decisões, são o que a gente chama de decisões teratológicas e manifestamente ilegais. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAs três medidas determinadas por Toffoli foram: suspensão da realização de propaganda eleitoral da chapa majoritária do Missão por meio de quaisquer endereços eletrônicos de site, blog, rede social, site de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas não informados tempestivamente à Justiça Eleitoral; suspensão de repasses de recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) à chapa majoritária e da realização de gastos com eventuais recursos já repassados; e suspensão do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação.
Renan Santos, por sua vez, voltou a afirmar que a equipe enfrentou problemas técnicos com o sistema do TSE ao registrar a candidatura e que as dificuldades foram comunicadas ao tribunal em 7 de agosto.
— Centenas de candidatos passaram por esse mesmo problema. Um sistema novo que foi implementado não deveria servir de subterfúgio para que um juiz saia caçando candidaturas, como ele está fazendo — disse o candidato. — Antes do dia 7 de agosto, inclusive, no dia 20 (de julho), a gente já estava avisando o TSE do problema que o próprio sistema deles estava apresentando para cadastro de candidatos ao Senado.
Segundo Toffoli, a campanha de Renan utilizou perfis irregulares nas plataformas digitais para fazer campanha eleitoral. Ao registrar a candidatura, o candidato informou dois perfis por meio dos quais faria campanha. Toffoli escreveu, no entanto, que o Missão só reportou a existência de 16 canais nas redes sociais 12 dias após o registro da candidatura e que vinha fazendo campanha também por meio deles. A prática violaria a legislação eleitoral e resoluções do tribunal, que determinam a obrigação de informar todos os perfis no momento do registro, de acordo com o ministro.
Arthur Rollo afirmou que a defesa deve questionar os “12 dias” citados pelo ministro. Segundo o advogado, o registro da candidatura foi feito em 7 de agosto, mas a campanha só começou oficialmente no dia 16 e a retificação foi enviada no dia 19.
Durante a coletiva de imprensa, o candidato lembrou ter participado de manifestações ao lado de membros do MBL após as revelações da proximidade do ministro com negócios do banqueiro Daniel Vorcaro. De forma irônica, o candidato disse que duvida “que esses elementos tenham alguma relação com o despacho profundamente democrático, profundamente técnico, refinado do ponto de vista jurídico do ministro Dias Toffoli”.
— Um homem que chegou ao STF por conta, claramente, das suas incríveis capacidades jurídicas, da sua inteligência acima do comum, da sua disciplina e do seu foco, de maneira imparcial, na busca pela justiça. Nunca que um homem com esses predicados, como o ministro Dias Toffoli, iria se afetar por conta de manifestações pacíficas e democráticas — afirmou Renan.
De acordo com a decisão de Toffoli, informar as redes fora do prazo pode gerar uma vantagem eleitoral indevida em relação a candidatos que cumpriram as regras. O ministro afirmou que contas não comunicadas ao TSE podem se beneficiar de “algoritmos opacos” e escapar do controle da Justiça Eleitoral e da sociedade.
“As redes não informadas beneficiam-se de algoritmos opacos e se furtam ao controle social e legal. Dissimulam-se como usuários comuns, transitando à margem do espaço legítimo de disputa no ambiente digital”, afirmou o ministro.
A decisão também cita uma comunicação enviada na última quinta-feira (27) elo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, aos diretórios nacionais dos partidos. No documento, Kassio reforçou a obrigação de individualizar corretamente as contas usadas durante a campanha, para permitir a identificação dos perfis oficiais e a aplicação das regras eleitorais pelas plataformas digitais. “O candidato (Renan) estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Violou frontalmente a obrigação. Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, afirmou Toffoli.
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