A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes lançou uma pesquisa para coletar informações em relação aos medicamentos que devem ser incluídos e/ou mantidos nas farmácias do município para atendimento à população, de acordo com a necessidade dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) do município. Basta a pessoa acessar o link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdzHcdpNsYShz4l0E4izKsW2zkxaqdre6TIHQ_g199eev1hgQ/viewform e responder ao questionário. A pesquisa segue até o dia 10 de maio.
Posteriormente será feita uma avaliação da pesquisa com base em evidências dos medicamentos que serão efetivados na Relação Municipal de Medicamentos para os próximos dois anos. A ideia é atualizar a lista de medicamentos adquiridos pelo município que são ofertados para os moradores.
“É importante que os munícipes respondam a esse questionário para que possamos conhecer quais medicamentos a população utiliza atualmente e quais aqueles que os moradores gostariam que fossem disponibilizados pelas farmácias do município, para analisarmos as possíveis alterações”, explica a secretária Municipal de Saúde, Zelma Pessôa.
A japonesa Yamaha, vice-líder de mercado do mercado brasileiro, com 13,8% de participação e 78,8 mil motos negociadas no primeiro trimestre, já oferece em sua rede de 615 pontos de vendas autorizados o ZR Hybrid Connected por R$ 14 mil. Produzido em Manaus (Amazonas), o modelo, como o próprio nome acusa, é híbrido. O sistema leve, que auxilia o motoR de 125 cc em situações de maior demanda, é pioneiro no país e já está disponível em outro scooter da marca, o Fluo ABS Hybrid Connected, mas que tem preço sugerido de R$ 16,8 mil — 20% a mais do que o ZR, diferença significativa para essa faixa de mercado.
Ao motor de 8,2 cv de potência a combustão se associa o sistema híbrido Power Assist, que fornece potência extra nos primeiros metros de deslocamento e em situações de maior demanda, como ultrapassagens e subidas — fornecida por um motor elétrico. O ZR conta ainda com Stop & Start inteligente, que desliga o motor quando o scooter está parado. Mesmo para um modelo de entrada, porém, a ZR Hybrid tem recursos de segmentos superiores. As setas são em LED, mesma tecnologia empregada no farol e na lanterna traseira, e o painel digital conta com velocímetro, indicador de combustível, média de consumo, consumo instantâneo, relógio e função ECO, que sinaliza a condução mais econômica.
Também como sugere seu nome, o novo scooter tem na conectividade um de seus apelos. Por meio de aplicativo, o condutor monitora o desempenho, programa manutenções, compara modos de pilotagem e identifica o local onde a scooter foi estacionada. E ainda visualiza no painel ainda o status da bateria do celular pareado, chamadas e mensagens. Os scooters formam o segundo maior segmento de vendas do mercado brasileiro. Em 2025, foram negociadas 571,6 mil unidades. Nos três primeiros meses deste ano, os emplacamentos superaram 203 mil, crescimento da ordem de 13% ante igual período do ano passado, 35,6% do total de motocicletas vendidas no primeiro trimestre.
Os ‘novos’ GLA 200 e o GLB 220 Night Edition – A Mercedes‑Benz brasileira acaba de anunciar a chegada das novas versões GLA 200 Night Edition e GLB 220 4Matic Night Edition. Ambos passam a integrar o portfólio da marca com poucas mudanças, como o pacote que amplia as opções de cores, com detalhes escurecidos, e outros detalhes singelos, como cintos de segurança na cor cinza – que “harmonizam com as costuras contrastantes em tom cinza aplicadas nos assentos, no painel e nos acabamentos das portas”. Enfim: o GLA 200 Night Edition, por exemplo, ganha novo design com as rodas de 20 polegadas.
Mas mantém conjunto mecânico com motor 1.3 turbo com sistema híbrido leve que entrega 163cv e torque de 27,5kgfm. O resultado é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos e velocidade máxima de 210 km/h. O GLB 220 4Matic Night Edition, por sua vez, tem capacidade para até sete ocupantes e oferece porta-malas que varia de 565 a 1.800 litros. É equipado com motor 2.0 turbo de 190 cv e torque de 30,6kgfm. O sistema de propulsão híbrido leve garante um 0 a 100 km/h em 7,9 segundos, com velocidade máxima de 214 km/h. A Mercedes-Benz ainda não divulgou detalhes como preços ou o pacote de equipamentos de série dos dois modelos. Mas, levando-se em conta as versões já nas ruas, custarão a partir dos R$ 360 mil.
BMW M4 Competition ainda no 1º semestre – A BMW confirmou na terça-feira passada (28/4) a chegada do novo BMW M4 Competition ao Brasil – e ainda no primeiro semestre. Com isso, reforça seu portfólio de modelos de alta performance com um dos ícones mais reconhecidos da marca. O esportivo chega destacando a tradicional carroceria cupê de duas portas, elemento que há décadas simboliza a essência do design e da esportividade da BMW. Com proporções e silhueta marcante, o BMW M4 Competition traduz o DNA da divisão M em sua forma mais pura.
O modelo combina linhas agressivas, equilíbrio dinâmico e uma presença visual inconfundível, reforçando seu posicionamento como referência entre os esportivos premium. O BMW M4 Competition é equipado com o motor seis cilindros em linha com tecnologia M TwinPower Turbo, capaz de entregar 510 cv de potência e um torque máximo de 66,3kgfm de torque. O conjunto permite aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos e a tração é sempre traseira, evidenciando o Puro Prazer de Dirigir que caracteriza os modelos da divisão M. A BMW promete revelar mais informações e detalhes técnicos em breve.
Lotus chega ao nosso mercado – A tradicional Lotus Cars trará sua linha completa ao Brasil — incluindo o esportivo Emira, o SUV Eletre, o sedã Emeya e o supercarro Evija. O fabricante britânico pertence ao grupo Geely e foi posicionado como marca de luxo focada em eletrificação. A exceção a essa regra é o Emira, o último esportivo tradicional a combustão da marca. Ele é oferecido com motor 2.0 turbo da Mercedes-AMG, de 365 cv e que trabalha com um câmbio de dupla embreagem. Outra opção de motorização é o V6 3.5 com supercharger fornecido pela Toyota, que é aliado a um câmbio manual de seis marchas. O superesportivo Evija foi o primeiro carro elétrico da Lotus, com 2.039cv. Ele usa quatro motores, um para cada roda, e consegue acelerar de zero a 300 km/h em 9,1 segundos. O carro-chefe da Lotus no Brasil será o SUV Eletre. Ele possui o porte do Audi Q8 e foi o primeiro passo para a virada de chave da marca para o mercado de luxo.
JMEV EV2: o elétrico mais barato do Brasil – Os consumidores que sonham em ter na garagem um carro elétrico e não tinham dinheiro para tanto agora podem se programar: um modelo compacto da chinesa JMEV, de apenas 40 cv, custa abaixo de R$ 70 mil. E ainda pode ser recarregado na tomada 220V. Hoje, nenhum modelo a combustão custa menos de R$ 75 mil – e com motor 1.0. Quem traz e revende por aqui o elétrico é a E-Motors. O carro chega para venda direta, sem concessionária ou fábrica.
Vale a pena? É esperar para ver, claro. O EV2 é pequenino (com 3,5 metros de comprimento e entre-eixos de 2,34m). O motor elétrico tem potência de até 30 kW, equivalente a cerca de 40 cv, além de 8,7kgfm de torque. A bateria de 15,9 kWh, do tipo LFP, entrega autonomia (pelo menos a declarada) de 200 km no ciclo chinês, com velocidade máxima de 100 km/h. É, enfim, um carro urbano. E tem mais: a E-Motors traz também o EV3, por R$ 100 mil. Ele é maior, com 3,7 metros de comprimento e entre-eixos de 2,39 m. O motor chega a 50 kW, ou 67 cv, e a bateria fica na faixa dos 30 kWh, permitindo autonomia declarada de 300 km também no ciclo chinês.
S10 e Trailblazer ganham suspensão especial – A Chevrolet apresentou a linha 2027 da S10 e do Trailblazer. Ela ganha algumas mudanças pontuais — como desenho de rodas e novas opções de cores. A S10 ganhou a Trail Boss, focada no fora de estrada, que copia nomenclatura adotada nos EUA (é adotada na Silverado e na Colorado). Por aqui, fica posicionada acima da Z71 – e tem como diferente a suspensão preparada pela Ironman, que inclui molas e amortecedores novos. A altura de rodagem é 3cm maior, com o vão livre chegando a 25 cm. Essa suspensão tem calibração específica e validação da Chevrolet para atender os requisitos de conforto e durabilidade. E quanto ao visual? O da S10 Trail Boss elimina os cromados e ganha acabamento em preto brilhante, além de adicionar faixas ao capô e a tampa da caçamba. Por dentro, quase nada muda.
Para se diferenciar do Z71, não tem os detalhes em vermelho. Como está posicionada entre os modelos Z71 e LTZ, o preço deverá ficar na faixa de R$ 330 mil. O valor exato será revelado em junho, quando a picape chegar ao mercado. Já a Midnight do Trailblazer não virá apenas com as tradicionais alterações estéticas dessa série. Ela também recebeu suspensão preparada pela Ironman e a maior altura de rodagem. Essa versão é baseada na topo de linha High Country – e deve custar acima dos R$ 420 mil, embora o pacote de equipamentos não tenha sido alterado. O interior do Trailblazer perde o acabamento em marrom nos bancos e ganha um baseado em couro com camurça preta. A linha 2027 do Trailblazer também ganhou rodas novas e já está nas lojas. Mas essa edição limitada Midnight chegará em junho, junto da S10 Trail Boss.
Como os latinos dirigem? – A forma como as pessoas conduzem não depende apenas da infraestrutura ou do veículo. De acordo com a “psicologia do tráfego”, fatores como o estresse, a carga cognitiva, a tomada de decisões sob pressão, a cultura local e o ambiente da estrada ou rua (urbano ou rural) influenciam diretamente o comportamento ao volante. Por isso, vale a pena ler um trabalho feito pela Nissan América Latina, que analisa o papel do comportamento humano na mobilidade regional.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito em todo o mundo estão relacionados a fatores humanos como distração, excesso de velocidade, fadiga ou erros de percepção. Enfim: o comportamento do condutor é um dos principais pontos de intervenção para reduzir riscos na estrada. Estudos realizados por instituições como a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) e o Fórum Internacional de Transportes (ITF) demonstraram que variáveis como a carga cognitiva, estresse urbano, pressão do tempo e familiaridade com o ambiente influenciam na tomada de decisões ao dirigir. Nas grandes cidades latino-americanas, por exemplo, o tráfego congestionado aumenta a impulsividade e a distração, enquanto nas estradas interurbanas aumentam os riscos associados à velocidade e à fadiga.
Inovação tecnológica – Por isso, escudos de segurança – como o Nissan Safety Shield, presente em todos os veículos da marca – colaboram especialmente para alertar sobre riscos potenciais e facilitam a tomada de decisões em situações críticas. Alguns exemplos? Aqui vão. Um dos desafios mais frequentes em ambientes urbanos é a saturação de estímulos. A Visão 360° Inteligente projeta uma vista aérea gerada por quatro câmeras externas, o que reduz pontos cegos e melhora a percepção do ambiente em manobras de baixa velocidade ou estacionamento. Complementarmente, o Alerta de tráfego cruzado traseiro (RCTA) detecta veículos, pedestres ou ciclistas que se aproximam enquanto se realiza uma manobra em reversa. Este tipo de assistência responde a um padrão identificado pela psicologia do tráfego: a diminuição da atenção periférica quando o condutor está concentrado em múltiplos estímulos simultâneos.
Assistência ativa e atenção – A distração momentânea ou o cansaço podem alterar a precisão ao mudar de faixa ou ao manter uma trajetória estável. Nestes casos, os avisos visuais e auditivos de mudança de faixa e ponto cego ajudam a identificar riscos antes que eles se materializem. Estes sistemas funcionam como um lembrete imediato quando a carga mental aumenta ou quando o condutor não percebe um veículo na sua zona lateral. Em contextos de tráfego variável, o Controle de cruzeiro adaptativo de velocidade e distância (ICC) reduz o estresse associado à manutenção de uma distância constante em relação ao veículo que avança. Ao gerir automaticamente essa separação por meio de sensores frontais, diminui a necessidade de ajustes contínuos e contribui para uma condução mais fluida.
Estruturas reforçadas – Diante de um impacto inevitável, as estruturas reforçadas, zonas de deformação programada e múltiplos airbags (seis presentes em 100% do portfólio regional da Nissan) são projetados para minimizar lesões. A ativação automática das luzes de emergência após o acionamento dos airbags ajuda a melhorar a visibilidade e facilita a assistência.
Busca por carros 0km acima de R$ 400 mil sobe 17% – O mercado de veículos 0km premium alcançou um ritmo de crescimento considerável em 2026 no Brasil. Segundo levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, a procura por modelos novos com valores a partir de R$ 400 mil avançou 17%. O levantamento considera as buscas e visitas por esses modelos registradas na plataforma entre abril de 2025 a março de 2026 com relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados da Webmotors revelam ainda os 10 automóveis mais pesquisados dessa faixa de preço na plataforma em todo o país no período, com a Toyota Hilux SW4 na liderança desse ranking. Na sequência, aparecem Ford Mustang (2º), Audi RS6 (3º), BMW M3 (4º), Ford Ranger (5º), BMW X6 (6º), Mercedes-Benz GLC 300 (7º), BMW M2 (8º), Volvo XC60 (9º) e Mercedes-Benz C 300 (10º).
Como escolher o óleo para prolongar a vida do motor – Você já sabe que o óleo é essencial para manter o bom funcionamento do carro. Porém, é comum haver dúvidas sobre como medir seu nível, o momento ideal da troca e que tipo de lubrificante escolher entre tantas opções existentes no mercado. Para destrinchar o assunto, o primeiro passo é entender a função que esse produto desempenha no motor. “O óleo é o sangue do motor, provê a redução de atrito das peças, previne desgastes prematuros, melhora a performance no consumo de combustível e na dirigibilidade”, explica Alexandre Queiroz, gerente de Engenharia de Serviços da Ford América do Sul.
Tipos de óleo – Há predominantemente três tipos de óleo básico para a formulação dos lubrificantes. O tipo um é para óleos de menor qualidade. O tipo dois, com qualidade um pouco melhor, entra na formulação de lubrificantes minerais. O tipo 3, mais puro, é usado nos lubrificantes sintéticos, como os da linha Motorcraft.
“Além disso, cada óleo tem uma composição, com cerca de 80% de óleo básico e 20% de aditivos, que têm um custo inversamente proporcional”, diz Marcos Vicente, gerente de Estratégia e Marketing de Pós-Vendas da Ford. A “sopa de letrinhas” na embalagem do óleo indica o teor de viscosidade de acordo com a temperatura. O primeiro número determina a viscosidade quando o veículo está frio e o segundo, quando ele opera no maior nível de funcionamento. Nos motores mais modernos, com menos folga, quanto menor a viscosidade mais rápido o óleo atinge as partes altas do motor, auxiliando na partida a frio. Ao escolher um óleo, é importante ver também a especificação API (americana) ou ACEA (europeia) e as classificações definidas pela montadora, para garantir o nível correto de aditivação. O óleo sintético tem todas as moléculas padronizadas. Já o mineral, não — e em um motor novo, com nível de ajuste alto, essa variação pode trazer danos ao equipamento. A norma americana API tem siglas como SN ou SP. O S indica veículo a combustão com vela (Spark). A segunda letra, teoricamente, quanto maior, mais alto é o nível de atualização do lubrificante. “Mas nem sempre o mais atual é o melhor para o seu carro. O principal é usar o óleo recomendado no manual do proprietário, que foi testado e validado para o veículo”, diz o especialista.
Quando trocar – A troca do óleo deve ser feita pela quilometragem ou tempo de uso. O padrão é 10.000 km ou 12 meses. Em uso severo – como tráfego constante de anda e para – a troca deve ser feita antes. Os veículos Ford, desde os modelos 2024, trazem uma tecnologia de algoritmo, o sistema inteligente de vida útil do óleo (IOLM), que calcula o momento ideal da troca. “Quem determina o tipo e tempo de troca do óleo é o fabricante do veículo e não o do óleo. Se o óleo recomendado pela montadora é o 5W30, por exemplo, ele deve ser usado sempre, seja com 1.000, 100.000 ou 200.000 km. Não existe óleo para motor cansado – óleo mais grosso para motor que já rodou muito. Isso é errado”, explica Marcos Vicente. Usar lubrificante errado no motor causa desgaste prematuro, consumo excessivo de combustível, superaquecimento, perda de potência e outros problemas, como a formação de borra que acaba entupindo os dutos de lubrificação interna e pode causar pane.
Como medir – A verificação do nível do óleo deve ser feita sempre que houver oportunidade, semanalmente ou a cada 15 dias, por meio da vareta. E se houver pingo de óleo na garagem, procure uma oficina. Para medir corretamente, o veículo deve estar em nível reto e com o motor frio. Se ele estiver quente, aguarde no mínimo 15 minutos para o óleo descer até o cárter. “É comum o motorista parar no posto e a vareta indicar que está faltando óleo. É que, com o motor quente, o óleo está circulando no motor e não há tempo dele descer para fazer a medição correta”, afirma Alexandre Queiroz.
Completar o óleo, nesse caso, além de provocar vazamento traz o risco de misturar produtos diferentes, que pode gerar borra, mudar a viscosidade, causar entupimentos e danos no motor. A recomendação é a cada troca de óleo substituir também o filtro, para eliminar todas as impurezas. Como o filtro tem um custo menor que o do óleo, é uma economia que não vale a pena. “A tecnologia dos lubrificantes aumentou muito nos últimos anos, de univiscoso para multiviscoso, com aditivos que protegem também os componentes internos de borracha do motor”, diz Marcos Vicente. “Nós não fabricamos o óleo, mas temos a receita e contratamos um ‘cozinheiro’ para fazer a nossa linha de lubrificantes Motorcraft, que é desenvolvida sob os mais rígidos padrões globais para oferecer a proteção máxima exigida pela engenharia. Por trás desse produto tem muita gente trabalhando e muita tecnologia.”
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Um dia após as chuvas intensas que atingiram Camaragibe e a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde a madrugada de ontem (1º), a prefeitura de Camaragibe informou ter mobilizado equipes de diferentes secretarias para atender a população e monitorar áreas de risco. Segundo a gestão municipal, as ações envolveram pastas como Assistência Social, Defesa Civil, Educação e Infraestrutura. Entre as medidas adotadas estão a abertura de abrigos, o encaminhamento de famílias que deixaram áreas consideradas de risco e a realização de serviços emergenciais de limpeza.
Em declaração, o prefeito Diego Cabral (PSD) afirmou que as equipes foram acionadas ainda durante a madrugada para avaliar os impactos das chuvas e organizar a resposta. Ele também informou que participou de reunião com a governadora Raquel Lyra (PSD) e anunciou o cancelamento das comemorações pelos 44 anos de emancipação da cidade, previstas para ocorrer entre os dias 8 e 13 de maio.
De acordo com a prefeitura, escolas municipais foram utilizadas como pontos de apoio para recebimento de doações e atendimento à população. Inicialmente, cinco unidades foram destinadas a esse fim, com concentração das atividades na Escola Municipal José Collier, na Vila da Fábrica. Posteriormente, o atendimento foi centralizado em dois locais: as escolas José Collier e Marcelo José, no Alto Santo Antônio.
A Secretaria de Assistência Social informou que também foram definidos abrigos para acolher famílias que precisarem deixar suas casas em caso de novos episódios de chuva. Já a pasta de Infraestrutura atua com equipes e equipamentos em serviços emergenciais nas áreas afetadas. Segundo a secretária Daiana Meira, as doações recebidas até o momento incluem roupas, materiais de limpeza, colchões e móveis. Ela afirmou que a distribuição é feita com base em cadastro das famílias atingidas. A gestão também fez apelo por novos donativos, especialmente itens de limpeza e utensílios domésticos.
Levantamento realizado pela prefeitura aponta que 13 famílias ficaram desabrigadas, totalizando cerca de 50 pessoas, encaminhadas para abrigos na Vila da Fábrica e na Associação Santa Terezinha. As equipes seguem monitorando a situação.
A Defesa Civil informou que mantém acompanhamento das áreas de risco e das previsões climáticas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). Entre as ações, foram instaladas lonas em pontos considerados vulneráveis, como trechos da Estrada de Aldeia e do Loteamento São João São Paulo. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil municipal pelo telefone (81) 99935-3015 (WhatsApp) ou a Guarda Civil Municipal pelo número 153.
O senador Magno Malta (PL-ES) publicou, hoje, um vídeo nas redes sociais em que se pronuncia sobre a acusação de agressão a uma técnica de enfermagem durante atendimento no Hospital DF Star, em Brasília. O parlamentar segue internado após sofrer um mal súbito na última quinta-feira (30), no Senado.
Magno Malta registrou ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal para contestar a denúncia. No documento, ele nega qualquer agressão deliberada e solicita a apuração completa do caso, incluindo a preservação de imagens das câmeras de segurança e o depoimento de profissionais presentes. A técnica de enfermagem também procurou a polícia e relatou que foi atingida por um “tapa forte” ao se aproximar para realizar um procedimento.
No vídeo, gravado ainda no hospital, o senador afirma ter sido “chocado” com a acusação e nega ter agido com violência. “Vocês me conhecem, eu nunca toquei a mão nem nas minhas filhas, em ninguém, em nenhuma mulher, em ninguém, isso é falsa comunicação de crime”, disse.
Ele relata que sentiu dores intensas durante a realização de uma tomografia, alegando que o cateter teria sido colocado fora da veia. “Eu comecei a sentir dores, comecei a dizer ‘está ardendo, está ardendo, está doendo, esse cateter está errado’”, afirmou, acrescentando que o contraste teria caído todo dentro do braço, fora da veia.
Ainda segundo o senador, houve reação à dor, mas não agressão: “Aqui o atingido foi eu, a vítima fui eu”. Ele também declarou que pretende levar o caso à Justiça. “É mentira, revoltante tudo isso […] eu vou às últimas consequências com tudo isso, na justiça, porque tenho imagens, tenho a verdade”, disse.
Um vídeo em defesa do presidente Lula, divulgado em um perfil no Instagram, retrata imagens de trabalhadores do campo e da cidade e prega que o presidente não se abale em meio a adversidades. As informações são da coluna de Fábio Zanini, na Folha de S.Paulo.
O filme, feito com inteligência artificial, é uma colaboração do publicitário Edson Barbosa para o PT. Foi publicado no perfil de apoiadores @lulagiganteoficial, ao fim de uma das semanas mais difíceis para o governo, com a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto ao projeto da dosimetria.
Edinho é um dos maiores nomes do marketing político no Brasil. Foi da equipe do PT em momentos de crise, como durante o escândalo do Mensalão, e ajudou a construir o projeto político de Eduardo Campos de 2005 a 2014.
“Já tentaram me atingir com inveja e falsidade, mas eu sigo o meu caminho com fé e dignidade”, diz a música do vídeo, que acompanha a reprodução de imagens históricas de Lula, na porta de fábrica e em greves durante a ditadura. Também é mostrada uma imagem representando a cela onde o petista ficou preso. Há ainda imagens associadas à direita, como uma bandeira do Brasil sendo costurada e um caminhoneiro com a camisa da seleção. A mensagem é que esses símbolos pertencem ao povo brasileiro.
Na minha passagem inusitada por Natal, devido ao pouso do meu voo vindo de Brasília e que não teve teto no Recife, almocei com meu amigo jornalista Tales Vale, diretor-presidente do instituto de pesquisa Média, um dos mais credenciados no Nordeste.
Ele me apresentou sua esposa Nájua Husseini, dona de uma rede de farmácias em Natal, e Elmas Manoel Barão, uma figuraça, lulista doente. Eles me levaram no restaurante Potiguares, muito legal, frequentado pela elite política e empresarial da capital potiguar.
Uma técnica de enfermagem registrou boletim de ocorrência em Brasília por meio do qual relata ter sido agredida pela senador Magno Malta (PL-ES) enquanto tentava fazer um exame no parlamentar, que está internado desde que sofreu um mal súbito na última quinta-feira (30), no Senado.
A equipe do senador afirma que é falsa a acusação de agressão e que foram solicitadas as imagens da sala de exames. Os advogados de Magno Malta afirmam que ele foi vítima de uma falha técnica no exame que lhe causou dores intensas. As informações são do Estadão.
“A responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do Senador, com formação de trombose e expressivo hematoma, intercorrência de elevada gravidade clínica, com potencial de comprometimento circulatório e risco a integridade física do paciente”, diz nota do advogado do parlamentar enviada ao Estadão.
Segundo o relato da técnica de enfermagem, após a preparação do senador para a injeção de um contraste na veia houve uma interrupção no procedimento, ainda na quinta-feira (30). Foi constatada que a substância extravasou, situação que exigiria a aplicação de pressão sobre o braço. Neste momento, Magno Malta teria xingado a profissional e desferido um tapa forte no rosto dela.
Em nota, o Hospital DF Star informou que iniciou uma apuração administrativa sobre o episódio e que vem “dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão”. Também disse estar à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários à polícia.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também repudiou o acontecimento.
“A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei. A violência sofrida por trabalhadores da saúde no exercício de suas funções ultrapassa qualquer limite aceitável e destaca um problema que não pode ser tratado como pontual”, disse.
Magno Malta divulgou nota em que nega agressão e reforça que houve falha técnica no procedimento ao qual foi submetido, “mesmo após ele alertar, por diversas vezes para os presentes, que o procedimento estava incorreto e lhe causava fortes dores”
Na nota, ele também pontuou que “esse tipo de intercorrência pode provocar dor intensa, ardência, inchaço, endurecimento local, inflamação, hematoma e, em casos mais graves, lesão tecidual que exige acompanhamento médico imediato”.
“Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido”, disse.
Ontem (1º), o parlamentar gravou um vídeo de dentro do hospital para as redes sociais pedindo para que seus apoiadores não caiam em fake news. Nesse vídeo, ele mostra um médico pedindo desculpas e dizendo que o caso será investigado.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirma que o governo federal pretende aumentar a fiscalização das polícias estaduais e garantir punições — tanto de agentes de segurança que cometerem crimes, quanto de estados que deixarem de cumprir diretrizes de controle do uso da força.
Regras que constam na PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Segurança seriam o principal instrumento para isso, disse o secretário em entrevista à Folha. A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados em março e, desde então, está com a tramitação parada no Senado.
O governo Lula sofreu derrotas de repercussão no Senado nesta semana, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, o que indica que pautas do interesse do Planalto podem seguir enfrentando dificuldades.
Chico Lucas diz que o governo Lula trabalha para a aprovação da PEC, pois ela praticamente obrigaria estados, que comandam as políciais militares e civis, a seguir diretrizes nacionais para o uso da força policial, entre outras prioridades federais.
Ele diz que isso está subentendido com a adoção do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), que vai permitir o compartilhamento de dados entre órgãos estaduais e federais.
“A partir do momento que for constitucionalizado o Susp, não vai ser mais uma opção [adotar políticas nacionais de segurança], vai ser uma obrigação”, disse Lucas ontem (1º). “Acho que esse é um dos temas que a gente tem mais diferenças com alguns governos estaduais, mas a gente não abre mão.”
O secretário nacional respondia uma pergunta sobre estratégias do governo federal para induzir a queda da violência policial e garantir responsabilização de policiais. Lucas afirmou que garantir o cumprimento de leis por policiais “não quer dizer que a gente vá agir com fraqueza diante do crime”, e sim que o agente público “não pode ser violento contra as pessoas inocentes”.
As punições para governos estaduais que não se adequarem à política nacional será a perda de recursos, segundo o secretário. Já para os policiais eventualmente condenados, as penas são as mesmas que a lei já prevê, mas num contexto em que o governo federal pode assumir mais responsabilidades na investigação e na busca por responsabilização.
Hoje, são raros os casos de violência policial enviados à esfera federal —a lei prevê federalização quando há grave violação de direitos humanos, se órgãos estaduais não possuem condições de atuar de forma eficaz ou se existe risco de responsabilização internacional do Brasil.
O texto da PEC prevê que seria “dever de todos cooperar, na forma da lei, com procedimentos preventivos e de fiscalização da segurança pública” e que haveria cooperação entre órgãos federais, estaduais e municipais “na produção e no intercâmbio de provas e de informações de interesse da prevenção, da investigação ou da instrução criminal”.
Lucas assumiu a Secretaria Nacional de Segurança Pública em janeiro, após a troca de comando o Ministério da Justiça, quando Wellington César Lima e Silva assumiu o lugar de Ricardo Lewandowski.
Nesta sexta, o secretário ressaltou a queda de homicídios dolosos e de latrocínios no Brasil. Segundo dados do ministério, foram registrados 7.289 assassinatos no país de janeiro a março, cerca de 13% a menos do que no mesmo período de 2025.
No ano passado, o país teve uma taxa de 14,75 mortes por 100 mil habitantes, mantendo uma tendência de queda constante nos últimos cinco anos. Especialistas atribuem o cenário à diminuição da intensidade das disputas entre facções criminosas, e veem o investimento em eficiência de investigações policiais como parte da explicação para o resultado.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), qualquer taxa acima de 10 casos por 100 mil habitantes significa nível epidêmico de violência.
Os pré-candidatos ao governo de Pernambuco em 2026, João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), têm origem comum. Ambos entraram na vida política pelo Partido Socialista Brasileiro, tendo Raquel sido deputada estadual e secretária de Eduardo Campos filiada ao PSB. João Lyra Neto, pai de Raquel, também foi do PSB, vice-governador de Eduardo Campos, que assumiu o poder em 2014.
João nasceu de pai e mãe ricos, se formou em engenharia, mas com pouco mais de 20 anos se elegeu deputado federal, obtendo a maior votação de um candidato proporcional em Pernambuco até hoje. Aos 26 se elegeu prefeito do Recife, tendo sido reeleito, em 2024, com perto de 80% dos votos.
João Lyra Filho, avô de Raquel, foi um homem do povo que se tornou um dos maiores empresários de Caruaru. Foi prefeito de sua terra e deputado estadual. Era um homem de jeito tímido, meio calado, de postura cordial. Manteve a simplicidade dos tempos duros, mesmo quando já era um homem rico.
O bisavô de João Campos, Miguel Arraes, nasceu no Ceará. Mas foi em Pernambuco que se tornou um mito na política, tendo sido deputado estadual e federal, prefeito do Recife e governador do estado três vezes.
Arraes era um homem que lia, tinha conhecimento e procurava alinhar a teoria com a prática. Um homem de esquerda, coerente, preocupado a vida toda com o povo e que usou o poder para melhorar as condições de vida dos moradores da periferia das grandes cidade e dos habitantes da zona rural.
Os Lyra, de Caruaru, eram do antigo MDB, partido que fazia oposição à ditadura. Fernando, tio de Raquel Lyra, foi deputado federal por sete mandatos. Um parlamentar aguerrido, um gigante na luta contra a ditadura. Tanto João Lyra Filho quanto Neto também fizeram política no campo democrático.
Assim, Raquel e João têm origem comum: quando nasceram, os pais já eram ricos e as famílias tinham uma tradição de militar em partidos progressistas.
A governadora, porém, desde a campanha de 2022 vem adotando uma postura dúbia na política. Quando o Brasil se dividia entre Lula e Bolsonaro, um democrata e um filhote da ditadura, ela optou por ficar em cima do muro, para ter os votos do eleitorado conservador.
A partir daí, não conseguiu mais se desligar da direita. Teve bolsonaristas no secretariado e tudo indica que terá pelo menos um direitista na chapa majoritária a ser anunciada.
João, embora não seja tão esquerda quanto Arraes (faz política mais como o pai, Eduardo Campos), montou uma chapa com dois nomes à esquerda para o senado: Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
Raquel, a burguesa de família progressista se firma cada vez mais como de centro-direita, enquanto João, o burguês bisneto de Arraes se fixa como de centro-esquerda. Logicamente a ideologia não é tudo e a eleição não vai ser definida em cima de rótulos.
Os dois são gestores, tendo ela começado em sua terra, Caruaru, e ele também na sua cidade, Recife. Ela entregou menos do que prometeu. Ele, na capital, superou as expectativas. Até quem não acreditava nele, por ser muito jovem quando se elegeu pela primeira vez, terminou se surpreendendo.
De certeza, temos dois grandes políticos, com origem comum, mas que no momento trilham rumos diferentes.
Um se liga ao presidente Lula, ao projeto democrático, aos grupos que combatem a onda conservadora. A outra juntou em torno dos Meira, os Mendonça, os Moura, os Ferreira — todos alinhados ao bolsonarismo que nada fez, tentando retomar o poder com o filhote do presidiário
O ex-ministro do Turismo e da Cultura do governo Bolsonaro e pré-candidato a deputado federal, Gilson Machado (PL), vai prestigiar o Festival Viva Garanhuns, noAgreste, iniciado na última quarta (30) e que segue até amanhã (3). A agenda foi colocada em dúvida por causa das chuvas, mas foi mantida. “Acordei cedo, acompanhei a previsão do tempo e decidi pegar a estrada para prestigiar o Festival”, afirmou.
Gilson destacou a importância do evento para o estado. “Eventos que valorizam e promovem artistas locais têm meu apoio e sempre terão. O Festival Viva Garanhuns, que ainda chamo de Viva Dominguinhos, também é uma oportunidade de aquecer o turismo na região do Agreste”, disse. Antes de chegar a Garanhuns, ele fez uma parada em Lajedo, onde participou do podcast Tá Topado, falando sobre bastidores da vida política e da época em que integrou a banda Forró da Brucelose.
Nos bastidores da política pernambucana, a resposta às chuvas intensas que atingem o Recife, a Região Metropolitana e a Zona da Mata — com acumulados superiores a 200 milímetros em diversas cidades —, já começa a produzir efeitos que vão além da emergência climática.
Prefeitos de municípios afetados avançam na decretação de situação de emergência, enquanto a corrida por apoio federal ganha centralidade. Nesse contexto, chamou atenção o movimento do ex-prefeito do Recife, João Campos, que se antecipou ao articular uma reunião com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reunindo gestores locais para discutir acesso a recursos e medidas emergenciais.
Diga-se de passagem, o ex-prefeito fez o que a governadora deveria ter feito. Mas não fez. Segundo relatos de interlocutores que acompanham as conversas, o gesto foi lido como uma ação acertada em meio ao vácuo inicial de articulação mais ampla no nível estadual. Campos também levou a gravidade do caso diretamente ao presidente Lula da situação enfrentada pelas cidades atingidas, reforçando o pedido por celeridade no apoio federal. O que Raquel Lyra, outra vez, deixou de fazer.
Nos bastidores, há quem diga que o movimento não passou despercebido no Palácio do Campo das Princesas. Aliados da governadora Raquel Lyra evitam publicamente qualquer sinal de desconforto, mas admitem, em reserva, que o protagonismo antecipado de João Campos muda a dinâmica política da crise, especialmente num momento em que prefeitos pressionam por respostas rápidas diante do agravamento dos danos. João teria demonstrado maior atitude, indo até a cidade mais atingida pelas fortes chuvas. Coisa que Raquel também não fez. Preferiu falar por telefone.
Oficialmente, o discurso segue sendo de união institucional. Na prática, no entanto, a gestão da crise expõe, mais uma vez, a discrepância da ação em um momento de crise. Campos chegou a dizer que estava agindo no sentido de ajudar as cidades, que já se preparam para pleitear recursos nos Ministérios da Cidade e da Integração Nacional. Enquanto isso, a governadora ainda não anunciou nenhuma nova ação em defesa das cidades atingidas.
A reportagem da Globo no Dia do Trabalho sobre a nova China foi objeto de uma renovada atenção para onde caminha nossa economia. Caminha, sim, porque a economia é um seguimento móvel e mexe-se como um ser vivo, tudo depende da ciência, da cultura e dos adventos externos (guerras, depressões, avanços científicos, necessidades, etc…).
Falo em renovada atenção, porque há mais de 40 anos, quando visitei a China, escrevi o livro “Brasil Alerta: Psicoses Socialistas”, onde já antevia uma sociedade em alteração de rumo. O multilateralismo que hoje o presidente Lula persegue, a preservação de nossas terras raras, de nossas múltiplas formas renováveis de energia, é a única forma para entrarmos nessa revolução superindustrial para banir a fome, a doença, a ignorância e a brutalidade. Precisamos de ajudas, como muletas: mais do que economistas, sociólogos e filósofos.
Os norte-americanos ficaram ancorados num sistema imperial e mudar para um outro sistema implicaria em grandes custos, é mais uma questão de inércia confortável do que técnica.
A simplificação tributária que proponho acabaria com esse imposto declaratório (IVA) em que, por incrível que pareça, estamos querendo aperfeiçoar o obsoleto. Podemos dizer, fora esses escorregões como a EC 132/23, temos tentado contornar através de uma esquerda liberal (termo criado por mim), mistura do social (Estado) e economia de mercado. Vejam o esforço que o Itamaraty está empreendendo para um novo mundo solidário.
Está na hora de darmos um grande salto para o futuro, enquanto o mundo “desenvolvido” nada em mares imagináveis confortavelmente sobre tarifas e ameaças — hoje mais do que nunca — enquanto o resto do planeta, quando não omisso, deleita-se pelos conflitos alheios entre o fundamentalismo ideológico e a brutalidade. Esquecem que o mundo é uma aldeia; o estreito de Ormuz está aí para confirmar essa assertiva. Vamos, Brasil, a hora é essa. Só precisamos alterar a cosmovisão de uma direita radical que insiste em não modernizar sua visão de mundo.
Ao PT e o MDB, juntem-se e abriguem-se sob um guarda-chuva democrático antes que a tirania da corrupção não devore nossas entranhas de um estado democrático de direito.
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, cancelou oficialmente as comemorações pelos 44 anos de emancipação política da cidade, que ocorreriam entre os próximos dias 8 e 13 de maio, no Pátio de Eventos, em razão das chuvas intensas que atingem o município e a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde a madrugada de ontem (1º). O anúncio do gestor foi feito neste sábado (2).
A Prefeitura de Camaragibe informou que todas as secretarias estão atuando no atendimento à população e no monitoramento das áreas de risco. Segundo a gestão, o foco é reconstruir os locais atingidos pelas enchentes e assegurar a segurança dos moradores. “A nossa prioridade neste momento é garantir a segurança total de toda a população de Camaragibe”, declarou Diego Cabral.