O Brasil tem mais de 1 milhão de pescadores profissionais, sendo que 49% deles são mulheres. Em cinco estados, elas superam o número de homens trabalhando profissionalmente no setor – no Maranhão, 56% dos pescadores profissionais são mulheres; em Pernambuco, 55%; em Sergipe, 62%; na Bahia, 68%; e em Alagoas, 58%.
“Além de serem 49% dos pescadores profissionais do país, em cinco estados, as mulheres sobrepõem os homens, o que mostra que a presença da mulher na pesca é muito forte e deve ser cada vez mais incentivada. Esse protagonismo da mulher é muito importante”, avaliou o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.
Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele lembrou que os dados se referem a pescadores com o chamado Registro Geral do Pescador. “Traduzindo pra que todo mundo possa entender: a carteirinha do pescador”.
“O pescador legal, o pescador que vive da pesca tem essa preocupação [com a fiscalização]. Ninguém mais tem tanto interesse nessa preservação do que o pescador, que vive da pesca. Ele precisa ter esse cuidado”, destacou.
“A gente tem estreitado laços com organismos que promovem essa fiscalização pra fazer isso de forma que haja participação e compreensão grande dos trabalhadores”, disse. “Essa é uma ação prioritária para o nosso governo. Tenho muito convencimento de que vamos avançar bastante nas ações que promovem essa preservação”, concluiu.
As fraudes nos tratamentos de hemodiálise e câncer do Hospital da família da vice-governadora, Priscila Krause (PSD), revelados pela Auditoria Federal do Ministério da Saúde, continuam dando trabalho a governadora Raquel Lyra (PSD).
O desvio de um milhão de reais apontado na Auditoria Federal, é hoje motivo da investigação da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União. O marido de Priscila é o alvo principal da investigação e a própria vice agora será investigada pelo processo de impeachment.
A Procuradoria da Alepe, após análise dos aspectos legais, decidiu admissibilidade do pedido de impeachment de Priscila Krause. Agora o pedido avança para a Comissão de Constituição e Justiça, e ao final, se for comprovado o crime de responsabilidade, a vice-governadora poderá afastada do cargo.
O debate do Sistema Jornal do Commercio, encerrado, há pouco, voltou a colocar frente a frente Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), candidatos que polarizam a disputa ao Governo do Estado. Como nos enfrentamentos anteriores, João se saiu muito melhor.
Mostrou-se mais seguro, firme e propositivo. Voltou a deixar a governadora sem respostas em temas essenciais para os pernambucanos. Questionou as denúncias publicadas hoje pelo jornal Metrópoles, envolvendo pagamentos a um primo da gestora, e cobrou explicações sobre as investigações envolvendo a vice-governadora Priscila Krause.
Mas foi principalmente na cobrança pelos resultados do governo que João colocou Raquel diante das contradições de sua própria gestão. A governadora passou a campanha sem conseguir se justificar por não ter feito as 250 creches que prometeu, os 1.200 leitos fechados, a falta de delegacias comuns e Delegacias da Mulher e sequer uma escola técnica.
Mas uma coisa ela admitiu: vai haver aumento na conta de água, depois da privatização da Compesa. Raquel voltou, apenas, a recorrer a promessas e projeções para o futuro. João defendeu seu legado de obras e entregas ao Recife e apresentou propostas para Pernambuco enfrentar os problemas nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Reforçou que quem está na tarifa social e não receber água ou estiver no racionamento de água não pagará a conta. Ao final, disse lamentar que a governadora não estivesse ali para debater o Estado, desafiando-a a comparar o trabalho que ele fez no Recife com o dela no Estado.
Em resumo, João Campos chega à reta final embalado, e Raquel, acuada.
O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), criticou a condução da educação durante o governo da candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), no debate promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), hoje.
Durante o encontro, João questionou a candidata sobre a redução da oferta de ensino integral e das matrículas nas escolas técnicas e rebateu o discurso de que as ações anunciadas pela adversária já estariam sendo executadas.
“Eu lembro que vocês percebem que ela veio com uma frase treinada: ‘não é promessa, já está sendo feito’. Na verdade, a frase correta é: ‘foi promessa e não foi feito’. Porque ela não fez”, afirmou João.
O candidato também questionou a previsão de entrega de creches apresentada pela governadora. João destacou a diferença entre o número de unidades que, segundo Raquel, já foram entregues e a quantidade prevista para os próximos meses.
“Ela diz que entregou 25 creches em três anos e 10 meses e que, nos próximos dois meses, vai entregar 100. Vocês acreditam nisso? Não sei nem se a candidata acredita nisso. Se em três anos e 10 meses não fez nem 25, como é que em dois meses vai fazer 100?”, questionou.
No terceiro bloco do debate da TV Jornal entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, o candidato João Campos (PSB), em resposta ao candidato Ivan Moraes (PSOL), que perguntou sobre o combate à desinformação no Estado, relatou ter sido vítima de ataques planejados pelo “gabinete do ódio”.
João afirmou que os ataques à sua candidatura estão sendo investigados pela Polícia Federal e que ele acredita na justiça. “Só existe uma delegacia de crimes cibernéticos em Pernambuco e eu pretendo, se eleito no próximo domingo, vou criar um departamento estadual de combate aos crimes cibernéticos. Quero evitar ataques aos idosos e o combate a desinformação”, afirmou.
Além das promessas, João relembrou o caso da bet de Caruaru, a Aposta Ganha, que estava pagando as pessoas, via pix, para quem criticasse João nas redes e elogiasse a gestão de Raquel. Ele ressaltou o quanto é importante a investigação da PF neste caso.
Durante o primeiro bloco do debate que acontece na TV Jornal, neste momento, os candidatos ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) resolveram trazer para pauta as recentes polemicas envolvendo os seus candidatos a vice, Carlos Costa (Republicanos) e Priscila Krause (PSD), respectivamente.
Com o tema livre, Raquel perguntou a João sobre o seu vice estar envolvido no escândalo do Banco Master e se ele tiraria o candidato a vice da sua chapa. Em resposta, João afirmou que Carlos Costa já havia esclarecido o envolvimento e que ele aconteceu em 2019.
Na réplica, ele perguntou a Raquel sobre o pedido de impeachment de Priscila Krause, em curso na Alepe, após uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), apontar falhas e um prejuízo de cerca de R$ 905 mil aos cofres públicos em repasses ao hospital ligado ao marido da vice-governadora. Raquel alegou que as denúncias foram arquivadas.
Os candidatos ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) se enfrentam, logo mais, às 10h45, no último debate antes da votação do primeiro turno das eleições de 2026. Promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), o debate acontece no Estúdio 1 da TV Jornal, no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife.
O encontro será transmitido ao vivo pela TV Jornal/SBT Recife e Interior, além do JC PE e do Portal NE10. A transmissão também poderá ser acompanhada pelas páginas do Sistema Jornal do Commercio no Instagram, Facebook e YouTube. Clique no link e confira o debate ao vivo:
O Instituto Indexa, que faz pesquisas em parceria com o Estadão/Broadcast, divulgou nesta quarta-feira (30) novo levantamento das intenções de voto para presidente da República. Na pesquisa Indexa, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% no primeiro turno. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), tem 34%. Com relação à rodada anterior, Lula subiu um ponto, e Flávio permaneceu no mesmo patamar.
No segundo turno, Lula ficou com 43% e Flávio com 42%. Na rodada anterior, os números do segundo turno eram os mesmos. Ou seja, os dados da pesquisa eleitoral mal se mexem. E isso acontece também com outros levantamentos. Soma-se a isso o fato de 82% dos entrevistados pelo Indexa dizerem que seu voto no primeiro turno domingo (4) já estar definido. Isso quer dizer, então, que a eleição já está resolvida?
Ao Correio Político, o diretor do Indexa, Arilton Freres, recomenda cautela. “A eleição está calcificada, mas longe de estar definida”, avalia ele. “A eleição irá se definir no detalhe”. Na sua avaliação, Freres parte exatamente do percentual de eleitores definidos. Desse total, 91% dos já definidos são eleitores de Lula ou de Flávio. “A possibilidade de movimentação, portanto, se dá entre os que têm outros candidatos ou ainda estão indecisos”, avalia ele. É por aí que a eleição irá se definir.
Numa eleição extremamente disputada, qualquer parcela, ainda que mínima, que se mova, define o resultado. Freres observa um aumento do voto útil. Ou seja, diante da forte polarização entre Lula e Flávio, eleitores de outros candidatos estão se movimentando para um dos dois. “É possível que essa movimentação só acabe no domingo, o que fará com que parte nem seja percebida pelas pesquisas”, diz ele. Segundo Freres, essa movimentação por um voto útil parece beneficiar mais a Flávio Bolsonaro.
Mas, ainda que os perfis dos demais candidatos à Presidência seja também de direita, conservador, na maioria, a definição por Flávio não é automática. “Essa definição não é somente ideológica”, diz ele. “Há eleitores de Renan Santos [Missão], por exemplo, que vão para Lula porque consideram que Flávio é pior do que ele”, afirma Freres. E isso acontece também com os eleitores dos demais candidatos.
Nessa pesquisa Indexa, os votos nulos, em branco e indecisos somam 15%. Na regra eleitoral brasileira, tais votos não entram no cálculo final. Não são considerados válidos. Excluídos, portanto, o percentual de Lula chegaria a 45,88% do total. “Matematicamente, não se pode descartar a possibilidade de definição no primeiro turno”.
Arilton Freres, porém, considera essa hipótese improvável. Porque não aconteceram movimentações que mostrem um viés assim tão positivo de Lula. Em junho, melhor resultado de Lula, ele abriu 11 pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno. Chega agora a cinco pontos. Tinha quatro de vantagem na primeira rodada de setembro.
No segundo turno, a série da Indexa mostra Flávio se aproximando de Lula. Em junho, havia uma vantagem para Lula de seis pontos sobre Flávio. Diferença que passou para sete em julho. Mas caiu para cinco pontos em agosto. E para somente um ponto de vantagem para Lula na primeira rodada de setembro. Diferença que ficou igual agora.
Freres afirma que esse levantamento, que terminou de ser feito na terça-feira (29), já pegou as repercussões da decisão de Lula de proibir as apostas bets e toda a polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida. Segundo o diretor do Instituto Indexa, porém, os dois temas não parecem ter produzido resultados significativos nas intenções de voto.
A avaliação de Arilton Freres parte de um dado objetivo: os números se moveram muito pouco se comparados com antes. “Aparentemente, a questão da Nossa Senhora, especialmente, gera uma grande mobilização da militância”, diz ele. E deve gerar mais, pelos eventos relacionados a Nossa Senhora que acontecerão no mês de outubro.
Assim, nessa reta final, terá vantagem quem acertar mais e errar menos. Quem produzir menos tropeços. Quem for capaz de produzir mais notícias negativas em relação ao adversário. Até domingo, serão dias tensos. Com um resultado tão apertado que talvez as pesquisas nem sejam capazes de definir com antecedência.
A vida não é uma linha reta. Muitas vezes nos surpreende com suas curvas tortas, desvios. Reencontrei Edgar Moury Fernandes, que Deus levou ontem aos 82 anos, há menos de 30 dias num café no Riomar bem tranquilo, sereno e elegante, como gostava de andar.
Havia tempo que não o via. Perguntei sobre o seu sumiço. Falou-me que havia passado por um perrengue na saúde e que havia superado. O achei muito bem. Falamos bastante, para variar, de política, principalmente de eleições. Falou que se informava de tudo pelo meu blog.
Que pena que não fizemos uma foto! Demos boas risadas, vale a ressalva. Ele estava acompanhado de um amigo, que me apresentou e o papo se prolongou por mais tempo.
Nos despedimos com um forte abraço, mas não sabia que seria o nosso último encontro, as nossas últimas risadas, os nossos últimos bastidores compartilhados. Algumas curvas só fazem sentido quando a paisagem se transforma e conseguimos olhar para trás para entender o trajeto. Foi a curva da nossa despedida.
Conheci Edgar Moury Fernandes quando trabalhou na gestão de Jarbas Vasconcelos na Prefeitura do Recife, depois no Governo do Estado. Foi um dos mais influentes assessores de Jarbas. Sempre que ia a Brasília, ainda como prefeito, Jarbas estava sempre acompanhado de Edgar.
Com mais de quatro décadas de vida pública, Edgar, que era advogado, também foi deputado estadual e chegou a ser presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Foi um dos nomes que ajudaram a construir a história do MDB em Pernambuco. Deputado estadual, líder de bancada e deputado federal pelo partido, participou de importantes momentos da política do Estado e deixou sua contribuição para a trajetória da legenda.
Tenho impressão de que Edgar entrou na disputa por um mandato na Câmara dos Deputados em 2006 contrariando Jarbas, nascendo daí o distanciamento que nunca mais teve volta. Mas a vida tem dessas coisas, principalmente na política.
A política é ingrata. Une desconhecidos por conveniência e afasta os amigos de verdade por divergência. Toda pedra no meio do caminho da política deveria ser removida por causa de um grande amigo. Mas a política é assim: a sua dinâmica frequentemente afasta amigos e até familiares.
O governo brasileiro anunciou no início da noite de ontem como certa, a instalação da primeira grande planta industrial de separação e processamento de terras raras no país, mas os documentos apresentados pela própria compradora do Projeto Caldeira ao mercado australiano são mais cautelosos. A Lynas Rare Earths fala em “potencial” para desenvolver o processamento no Brasil e não informa, até agora, valor do investimento, localização, capacidade ou cronograma para essa nova unidade. O que está efetivamente contratado é outra coisa: a aquisição de 100% da australiana Meteoric Resources, controladora do projeto mineiro em Minas Gerais, numa operação avaliada em A$ 968 milhões.
A questão central, entretanto, não é apenas se Caldeira será explorada. Tudo indica que a nova controladora tem recursos e interesse para levar o projeto adiante. O que permanece em aberto é onde ficará a parte mais valiosa da cadeia. É essa resposta que mostrará se o novo marco dos minerais críticos conseguirá transformar uma das maiores reservas de terras raras fora da China em indústria tecnológica dentro do Brasil ou se o país continuará fornecendo parte importante da matéria-prima para que as etapas mais sofisticadas sejam realizadas no exterior.
A diferença que marca um desencontro de informações aparece no próprio comunicado divulgado pelo Ministério de Minas e Energia. Logo na abertura, o MME afirma que “o Brasil irá receber a primeira grande planta industrial de separação e processamento de minerais críticos e estratégicos”. O anúncio foi associado diretamente à compra da Meteoric pela também australiana Lynas, apenas 15 dias depois da sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Mais adiante, porém, ao reproduzir a posição das próprias empresas, o tom muda. A Lynas “pretende avaliar o potencial para o desenvolvimento de atividades de separação de terras raras no Brasil”. O comunicado fala ainda em “perspectivas” para novas etapas de processamento e numa plataforma para “avaliar oportunidades de longo prazo no Brasil”.
A apresentação de 26 páginas preparada por Lynas e Meteoric para o mercado australiano reforça essa diferença. O documento, de 1º de outubro, acompanha o anúncio da aquisição feito à Australian Securities Exchange, a ASX. As empresas informam que assinaram um Scheme Implementation Deed, SID, um contrato que estabelece como será implementada a reorganização societária pela qual a Lynas pretende adquirir 100% das ações da Meteoric. A própria apresentação alerta que é apenas um resumo e que os termos completos estão no SID. Um Scheme Booklet, documento detalhado destinado aos acionistas, ainda será distribuído e deverá incluir o parecer de um especialista independente sobre a operação.
Pelo negócio, cada acionista da Meteoric receberá 0,0207 nova ação da Lynas para cada ação que possui. Depois da conclusão, os atuais acionistas da Lynas ficarão com aproximadamente 94,1% da companhia combinada e os da Meteoric, com 5,9%. O valor atribuído à transação é de aproximadamente A$ 968 milhões, com prêmio de 68,4% sobre o último fechamento das ações da Meteoric antes do anúncio.
É importante separar os números porque eles representam coisas diferentes. Os A$ 968 milhões são o valor da aquisição societária. A Lynas também disponibilizará uma linha interina de financiamento de até A$ 110 milhões, dos quais A$ 35 milhões são liberados com a assinatura do acordo e até A$ 75 milhões poderão ser aportados posteriormente. Esse dinheiro poderá ser usado no desenvolvimento de Caldeira, nos custos da própria transação e em capital de giro.
Existe ainda um terceiro valor: US$ 498 milhões, que é o investimento estimado pelo Estudo Definitivo de Viabilidade para desenvolver o Projeto Caldeira. Nenhum desses três números aparece na documentação da Lynas como orçamento para a construção da planta brasileira de separação anunciada pelo MME.
O horário eleitoral gratuito das Eleições 2026 no rádio e na televisão termina hoje, três dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). A data vale para a propaganda eleitoral gratuita referente ao primeiro turno.
A propaganda no rádio e na TV começou em 28 de agosto e, durante esse período, candidatos aos cargos em disputa tiveram espaço reservado para apresentar suas campanhas ao eleitorado. As informações são do portal G1.
O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece 1º de outubro como o último dia de divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão relativa ao primeiro turno.
E se houver segundo turno?
Se a disputa para Presidente da República ou governador tiver segundo turno, a propaganda eleitoral gratuita volta a ser exibida no rádio e na televisão a partir de 9 de outubro.
Nesse caso, os candidatos que participarem da segunda etapa da eleição terão propaganda até 23 de outubro, dois dias antes da votação, marcada para 25 de outubro.
A propaganda do segundo turno, portanto, não começa automaticamente para todos os cargos. Ela ocorre somente onde houver segundo turno.
Quando termina o horário eleitoral?
· 1º de outubro: último dia do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV para o primeiro turno.
· 4 de outubro: primeiro turno das eleições.
· 9 a 23 de outubro: caso haja segundo turno, volta a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.
· 23 de outubro: último dia do horário eleitoral para o segundo turno.
· 25 de outubro: data prevista para o eventual segundo turno.
O horário eleitoral acaba junto com toda a propaganda política?
Não necessariamente. O calendário eleitoral estabelece diferentes prazos para as modalidades de propaganda.
Em 1º de outubro, além de ser o último dia do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, também termina o período para a realização de comícios e para a utilização de aparelhagem de sonorização fixa, observadas as regras eleitorais. A data também marca o último dia para debates no rádio e na televisão, que podem se estender até as 7h de 2 de outubro.
Já a distribuição de material gráfico pode ocorrer até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, conforme as regras do calendário eleitoral.
Efeito Lula começa a mostrar sua força na reta final
Há um elemento que ganhou peso decisivo na reta final da eleição em Pernambuco: a força de Lula no Estado. E, mais do que uma demonstração de popularidade, os dados disponíveis mostram que o presidente tem capacidade concreta de transferir votos para uma candidatura ao Governo.
Em julho, o Datafolha registrou que 36% dos pernambucanos afirmavam que votariam com certeza em um candidato a governador apoiado por Lula, enquanto outros 20% diziam que talvez votassem. Entre os eleitores de Lula para presidente, esse percentual chegava a 57%.
É justamente esse ativo que João Campos passou a mobilizar de maneira mais explícita na reta final. A visita de Lula ao Recife, no último dia 25, transformou o apoio que até então era principalmente político em uma imagem concreta de campanha: os dois juntos, percorrendo as ruas do Centro e encerrando a caminhada diante de uma multidão no Marco Zero.
O evento foi estimado em cerca de 80 mil pessoas pela organização da campanha, e Lula reafirmou publicamente seu apoio a João. O momento da entrada mais forte de Lula na disputa também é relevante porque coincide com uma mudança no comportamento das pesquisas. No Datafolha, João passou de 40% no fim de agosto para 44% agora, enquanto Raquel foi de 47% para 48%.
Na pesquisa espontânea, o movimento foi ainda mais expressivo: João saiu de 26% para 33% em cerca de um mês. O levantamento mais recente, realizado entre 22 e 24 de setembro, mostra os dois tecnicamente empatados no primeiro turno, considerando a margem de erro de três pontos.
Isso ajuda a explicar por que Lula pode ser um fator relevante na reta final. Não se trata apenas de acrescentar votos à candidatura de João, mas de reforçar uma associação política que já aparece nos próprios levantamentos: a pesquisa Datafolha de agosto mostrou João com desempenho de 59% entre os eleitores que pretendiam votar em Lula para presidente.
Há, portanto, uma equação eleitoral particularmente importante para João: crescimento próprio + associação com Lula + disputa mais apertada. O presidente possui uma base eleitoral muito significativa em Pernambuco e, ao entrar pessoalmente na campanha, pode ajudar a transformar a preferência presidencial em uma escolha estadual, sobretudo entre eleitores que ainda não consolidaram seu voto para governador.
O desafio, naturalmente, é que Lula não é um cabo eleitoral neutro para todos os segmentos. A mesma pesquisa mostra que 40% dos pernambucanos afirmavam que não votariam de jeito nenhum em um candidato apoiado pelo presidente. Por isso, o efeito de sua presença não deve ser tratado como automático.
Ele tende a ser mais relevante justamente onde existe afinidade entre o eleitorado presidencial e a candidatura estadual. A fotografia da eleição, neste momento, é de uma disputa aberta e muito mais competitiva do que aquela registrada no início do segundo semestre.
O Datafolha mostra João crescendo quatro pontos desde o final de agosto e sete pontos na intenção espontânea. Nesse cenário, a força eleitoral de Lula deixa de ser apenas um elemento de composição política e passa a ser uma das variáveis centrais da reta final da disputa pelo Governo de Pernambuco.
JOÃO NA FRENTE – Levantamento do instituto Paraná Pesquisa de ontem aponta João também na frente. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, a pesquisa, encomendada pelo Diario de Pernambuco, mostra o candidato do PSB com 45,3% das intenções de voto, e a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), com 44,8%. Considerando apenas os votos válidos, João Campos tem 49,1% e Raquel Lyra, 48,6%. Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta nomes de candidatos aos eleitores, João Campos tem 36,7% das intenções de voto e Raquel Lyra, 36,5%.
Mais uma derrota para Raquel – A Justiça Eleitoral determinou que a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), apague o vídeo em que acusa o candidato ao governo, João Campos (PSB), de proteger agressores de mulheres. A exclusão do conteúdo foi um dos pedidos feitos pela Coligação Frente Popular de Pernambuco, que representa a candidatura de João Campos. O desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, deferiu parcialmente os requerimentos da representação. A defesa da coligação argumentou que o material “extrapolou” os limites da crítica político-eleitoral ao atribuir pessoalmente ao candidato “omissão, tolerância e proteção” em relação a um candidato a deputado federal na Paraíba condenado por violência doméstica.
Dedetização impediu encontro – Roberto Campos Neto presidiu o Banco Central de 2019 até 1º de janeiro de 2025. No mês de outubro do primeiro ano de sua gestão, o BC autorizou Daniel Vorcaro a comprar o Banco Máxima, que seria rebatizado de Banco Master. A transação havia sido rejeitada pela autarquia em fevereiro de 2019, sob o comando de Ilan Goldfajn. O conteúdo do celular de Vorcaro, apreendido pela PF no momento de sua primeira prisão, em novembro do ano passado, revela as conversas que o ex-banqueiro manteve pelo WhatsApp com o então presidente do BC. Em uma delas, Campos Neto convidou Vorcaro para uma reunião na sua casa, no condomínio de luxo Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz (SP). Mas o encontro não ocorreu no local por conta de uma dedetização.
Debate na Globo sem Lula – A três dias do primeiro turno, os candidatos à Presidência da chamada terceira via, que tentam se apresentar como alternativa à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), dividiram o dia de ontem entre atividades de campanha e movimentações em torno do debate da TV Globo. O confronto, marcado para hoje, será o último antes da votação. Mas não terá a presença do presidente Lula, que polariza a disputa com o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Entrevista no lugar do debate – O presidente Lula (PT) confirmou à Globo que não irá ao debate presidencial marcado pela emissora para hoje. Em paralelo, o presidente concederá entrevista ao Flow Podcast às 20h45, conforme anunciado pelo programa, pouco antes do começo do debate na Globo. Com isso, Lula repete estratégia utilizada na data do debate da Band, quando se ausentou para dar entrevista exclusiva à Record.
CURTAS
ÚLTIMO DEBATE – João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) participam, amanhã, do último debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco antes do primeiro turno. Promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), o encontro começa às 10h45, no Estúdio 1 da TV Jornal, no Recife, e será transmitido pela emissora e pelas plataformas digitais do grupo. A votação ocorre três dias depois, no domingo (4).
RETALIAÇÃO – Eduardo Bolsonaro ameaçou retaliar diplomatas que, segundo ele, atuaram para “sabotar” o governo Jair Bolsonaro caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. O ex-deputado afirmou ter “mapeado” embaixadores e servidores do Itamaraty e avisou: “Se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola”. Eduardo também disse que um dos primeiros a deixar o posto seria o embaixador do Brasil na Espanha, como forma de “dar o exemplo”.
DE OLHO NO ITAMARATY – Eduardo Bolsonaro tem dito a interlocutores que pretende comandar o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo do irmão, segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A possibilidade gera preocupação entre aliados de Flávio, que temem que a atuação de Eduardo nos Estados Unidos e a defesa de novas sanções contra autoridades brasileiras voltem a associar a candidatura ao governo Donald Trump. Entre os planos discutidos para o Itamaraty está uma ampla reestruturação das carreiras diplomáticas, inspirada em mudanças feitas pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio.
Perguntar não ofende: Lula dá um tiro no pé ao não ir ao debate da Globo?
Autoridades brasileiras vêm adotando medidas para tentar proteger o processo eleitoral no país de uma possível interferência dos Estados Unidos, segundo reportagem publicada pelo jornal americano The New York Times na segunda-feira (28). Entre as iniciativas estão o monitoramento de lobby estrangeiro e de campanhas de desinformação, o combate a acusações falsas sobre fraude eleitoral e a articulação com outras nações relacionada a medidas a serem adotadas após a divulgação do resultado do pleito.
O governo brasileiro mantém conversas informais com missões diplomáticas de Canadá, Japão e Austrália, além de países da União Europeia, sobre uma resposta conjunta após a votação, de acordo com o jornal. Três diplomatas estrangeiros de alto escalão ouvidos pelo New York Times sob a condição de anonimato disseram que essas nações devem defender de forma rápida a integridade da eleição, independentemente de quem vencer, embora também exista preocupação em desagradar Washington. As informações são da Folha de S. Paulo.
Ainda segundo o jornal americano, as agências de inteligência brasileiras passaram a tratar como prioridade o combate à manipulação estrangeira nas redes sociais. A publicação informa que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também estabeleceu novas regras para enfrentar a desinformação eleitoral e pediu que empresas como Google e Meta apresentassem planos para combater vídeos e publicações enganosas produzidos com inteligência artificial.
Em paralelo, autoridades brasileiras iniciaram uma campanha para reforçar a confiança no sistema eleitoral entre população, diplomatas e observadores internacionais, aponta a publicação. A iniciativa inclui campanhas com influenciadores digitais e até um mascote em formato de urna eletrônica.
O New York Times menciona também o workshop organizado em agosto pelo TSE sobre o sistema eleitoral brasileiro para mais de 80 diplomatas. Na ocasião, o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, afirmou que a corte havia “aberto as portas ao mundo” e se dedicado a “desmantelar todos os argumentos” contra a confiabilidade das eleições.
O temor de interferência ganhou força diante da atuação do presidente americano, Donald Trump, em eleições de outros países da América Latina. O New York Times aponta que candidatos de direita alinhados a Washington venceram disputas na região com endosso explícito de Trump.
O governo Trump rejeita as acusações de que estaria tentando interferir na eleição do Brasil. Autoridades brasileiras, por sua vez, disseram ao New York Times que uma eventual ajuda americana a Flávio Bolsonaro poderia ocorrer com novas medidas destinadas a prejudicar a imagem de Lula.
No ano passado, Trump impôs sanções contra autoridades brasileiras e determinou a aplicação de tarifas de 50% ao país, entre as mais altas do mundo.
Segundo a publicação do jornal americano, foram entrevistados para a reportagem mais de uma dezena de funcionários do governo e do setor eleitoral brasileiros, policiais, agentes de inteligência e diplomatas estrangeiros.