O deputado federal candidato à reeleição André Ferreira (PL) recebeu o apoio do empresário e diretor da Rádio Maranata, André Carvalho. André já foi testado nas urnas e teve mais de 25 mil votos para federal em 2018.
O deputado federal candidato à reeleição André Ferreira (PL) recebeu o apoio do empresário e diretor da Rádio Maranata, André Carvalho. André já foi testado nas urnas e teve mais de 25 mil votos para federal em 2018.
O Sextou de logo mais, às 18h, presta uma homenagem a uma das maiores intérpretes da música brasileira, Nana Caymmi. Em tributo à artista, o programa relembra seus grandes sucessos e conta com a participação especial do produtor musical José Milton, responsável por quase toda a discografia de Nana e por trabalhos com importantes nomes da MPB.
Criada desde o nascimento num ambiente musical, sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em 1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Nana Caymmi morreu no dia 1º de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
O Sextou vai ao ar daqui a pouco, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir o Sextou pela internet, clique no link do Frente a Frente no alto da página deste blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
CNN Brasil
Lenda do basquete brasileiro, o ex-jogador Oscar Schmidt morreu, hoje, aos 68 anos. Conhecido como “Mão Santa”, ele eternizou a camisa 14 da seleção brasileira. A informação foi confirmada pela assessoria de Oscar.
Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após ter um mal-estar, mas não resistiu. Segundo postagens mais recentes de familiares, ele já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia. No começo de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu homenagem no lugar do pai no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Oscar lutou durante 15 anos contra um tumor cerebral. A assessoria informou que o velório será fechado para a família.
A defesa de Jair Bolsonaro informou, hoje, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a saúde do ex-presidente melhorou na prisão domiciliar e que ele está apto para realizar uma cirurgia no ombro. Segundo relatórios médicos enviados à Corte, Bolsonaro, atualmente com 71 anos, apresenta melhora clínica geral após um quadro de pneumonia bilateral.
De acordo com os relatórios de acompanhamento domiciliar, Bolsonaro apresentou uma “boa evolução” dos quadros pulmonar e digestivo. Os documentos mencionam a redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico. Em relação às crises de soluço, os médicos informam que a dosagem de medicamentos foi ajustada e a resposta tem sido “satisfatória”.
Leia maisApesar da melhora geral, o laudo ortopédico indica que o ex-presidente persiste com dores noturnas e incapacidade funcional no ombro direito. O exame físico e a ressonância magnética confirmaram uma lesão de alto grau.
“Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação”, diz o trecho do laudo ortopédico. A recomendação é que a cirurgia seja realizada por via artroscópica, um procedimento minimamente invasivo, para a fixação das lesões.
Atualmente, segundo a equipe médica, a rotina de Bolsonaro inclui dieta rigorosa, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora e tratamento para controle da pressão arterial.
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Uso inteligente das mídias digitais, estratégias de alcance e tráfego pago. Estes e outros assuntos serão debatidos em um minicurso gratuito realizado pela Alepe, por meio da Escola do Legislativo, entre os dias 23 e 24 de abril (quinta e sexta), no auditório Sérgio Guerra, na Alepe. O minicurso tem o objetivo de apresentar técnicas de cuidado com a imagem, segmentação e mobilização de base.
No primeiro dia (23.04) as atividades vão das 8h às 17h e no segundo dia (24), das 8h às 12h. As aulas serão ministradas em quatro módulos: Estratégias de Pré-Campanha, Posicionamento Político e Narrativa Digital, Estratégia de Alcance e Tráfego Pago e Segmentação e Mobilização de Base. As inscrições on-line estão abertas pelo link: www.linktr.ee/escoladolegislativope.
O público-alvo são parlamentares, servidores da Casa Legislativa, profissionais de comunicação e o público em geral. A facilitadora é Katy Cavalcanti, estrategista política há mais de dez anos.
Enquanto o Governo do Estado anuncia investimento de R$ 40 milhões na Polícia Civil, delegacias da Região Metropolitana do Recife enfrentam a falta de serviços básicos como limpeza e manutenção. A ADEPPE formalizou cobrança ao delegado-geral Felipe Monteiro Costa após o encerramento do contrato desses serviços, sem qualquer solução imediata.
O resultado é um cenário de precariedade e insalubridade em unidades como a Delegacia do Idoso, o DEPATRI e o DENARC, afetando diretamente o atendimento à população e as condições de trabalho dos policiais. Em situações extremas, servidores estão pagando do próprio bolso para garantir a limpeza mínima dos prédios públicos
A ADEPPE exige explicações sobre o fim do contrato, cobra a apresentação imediata de um plano de ação e questiona a ausência de medidas emergenciais diante de um problema básico e previsível. Para a entidade, não há como falar em investimento sem assegurar o funcionamento mínimo das delegacias. A falta de estrutura compromete a dignidade dos profissionais e enfraquece a prestação de um serviço essencial à sociedade.
Em Triunfo, onde passo o fim de semana agora como cidadão honorário, a surpresa de chegar no restaurante ‘Na Lenha’, na zona rural, e me deparar com um ouvinte assíduo do Frente a Frente.
Abaixo, deixo o serviço do restaurante. Um ambiente acolhedor e de comida deliciosa. Vale a pena conhecer!
Na Lenha – Restaurante
Funcionamento: Terça a domingo
Contato: (87) 9.9805-1450
Endereço: Sitio, R. do Bom Jesus, Triunfo – PE
Instagram: https://www.instagram.com/nalenha_/?g=5
O Banco do Nordeste (BNB) liberou R$ 15 milhões para um projeto de pesquisa e inovação da NeoGenomica Análises Genômicas, empresa com sede no Recife. O investimento, realizado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), apoia o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de antecipar diagnósticos de doenças e ampliar a prevenção contra o câncer.
A iniciativa aposta na integração entre exames genéticos e inteligência artificial para tornar a medicina de precisão mais acessível no Brasil. Entre os testes previstos estão análises voltadas à longevidade, plataformas de oncologia de precisão e exames neonatais ampliados, que podem identificar predisposições antes mesmo do surgimento dos sintomas.
Leia maisDe acordo com o médico João Bosco, CEO da NeoGenomica, os primeiros exames devem chegar à população ainda neste semestre. “Estamos utilizando metodologias inovadoras, que permitem análises mais completas com custos reduzidos para os pacientes”, explica.
O projeto também gera impacto econômico imediato. Segundo Hugo Luiz de Queiroz, superintendente do BNB em Pernambuco, cerca de 30 pesquisadores já estão envolvidos diretamente, e mais de R$ 5 milhões foram movimentados na economia local em materiais e serviços. “É tecnologia produzida no Brasil, com benefícios diretos para a saúde e para o desenvolvimento regional”, afirma.
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Por Claudia Beatriz*
O nascimento é um dos momentos mais sensíveis da experiência humana. Contudo, no Brasil, a assistência ao parto atravessa uma encruzilhada perigosa. De um lado, a legítima busca por um atendimento digno; de outro, uma onda legislativa que, sob o pretexto de combater abusos, ameaça transformar o ato médico em um campo de batalha jurídico. Projetos como o PL 2373/23, o PL 6204/25 e o PL 1763/25 propõem a tipificação penal da “violência obstétrica”, trazendo insegurança para uma especialidade que já lida diariamente com o imponderável.
Um dos pilares do Direito Médico é o entendimento de que a medicina é uma atividade de meio, não de resultado. O médico compromete-se a utilizar todo o conhecimento científico e recursos disponíveis para o melhor desfecho, mas não pode garantir a cura ou a perfeição biológica.
Leia maisNa obstetrícia, essa realidade é ainda mais nítida. O conceito de parto eutócico (normal/saudável) é, por natureza, retrospectivo: só sabemos que um parto foi plenamente bem-sucedido após a sua conclusão. Condicionar a atuação do obstetra ao medo de uma sanção penal por “sofrimento” ou “dano” ignora que o trabalho de parto é um processo dinâmico, onde complicações súbitas exigem intervenções rápidas que, embora necessárias, podem ser interpretadas subjetivamente como traumáticas.
A discussão sobre a qualidade da assistência não pode ignorar as falhas sistêmicas que antecedem a entrada da gestante no centro obstétrico, como a ausência de vinculação com a equipe, muitas gestantes chegam ao parto sem nunca ter conhecido a equipe que as assistirá, fruto de um pré-natal fragmentado. A falta de analgesia no trabalho de parto, põe uma lupa no paradoxo de punir o médico por “impor sofrimento” quando o próprio sistema público não garante o acesso universal à analgesia de parto, um direito básico da mulher. Um pré-natal sem práticas educativas que venha a preparar a paciente para as etapas fisiológicas do parto, afim de evitar que o desconforto natural do parto seja confundido com negligência.
Pressionar o profissional na ponta final do sistema sem resolver essas carências é transferir a responsabilidade do Estado para o indivíduo.
A justiça criminal não possui as ferramentas técnicas para distinguir uma intercorrência inevitável de um erro profissional em um ambiente tão complexo. O foro adequado para o julgamento da conduta médica são os Conselhos Regionais e Federal de Medicina (CRM/CFM).
Somente esses órgãos possuem a capacidade técnica e o embasamento ético para fiscalizar, julgar e, quando necessário, punir com rigor o mau profissional. A “judicialização da medicina” promove a medicina defensiva, que resulta em um aumento de cesarianas desnecessárias e no afastamento de bons profissionais da obstetrícia por receio de processos infundados.
Criminalizar a obstetrícia não tornará os partos mais seguros; pelo contrário, poderá torná-los mais solitários e burocráticos. O caminho para a excelência na assistência passa pelo investimento estrutural, pela valorização do pré-natal e pelo fortalecimento da fiscalização ética pelos pares. É preciso proteger a gestante, mas também garantir que o médico tenha a serenidade necessária para exercer sua arte sem a sombra do Código Penal em cada contração.
*Ginecologista e Obstetra
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Por Leandro Magalhães – SBT News
O ex-deputado Alexandre Ramagem, que mora na Flórida, nos Estados Unidos, foi liberado após agentes da polícia serem alertados pelo Departamento de Estado do EUA que receberam uma denúncia equivocada.
Nesta semana, fontes relataram ao SBT News que a polícia responsável pelas estradas e rodovias na Flórida, uma espécie de Polícia Rodoviária, havia recebido a informação do local exato onde Alexandre Ramagem estava com um carro, que ele estava há cerca de 20 dias com a habilitação vencida e que estaria ilegal no país por se tratar de um foragido da polícia brasileira.
Leia maisO SBT News informou que Alexandre Ramagem tinha saído da casa dele com o carro no momento em que foi abordado por agentes da polícia norte-americana perto de uma escola na região.
Agentes do ICE, serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos, não sabiam quem era Alexandre Ramagem. O alerta chegou às autoridades na Flórida após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pedir explicações ao serviço de imigração sobre a detenção. Segundo relatos de pessoas próximas, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro conversou com Marco Rubio sobre a situação de Alexandre Ramagem.
Agentes do ICE, após serem alertados pelo Departamento de Estado, ficaram surpresos ao identificarem que a detenção se tratava de um ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Ramagem, através de documentos, havia comprovado que não estava no país ilegalmente e que aguardava a resposta do governo norte-americano sobre um pedido de asilo. Nos Estados Unidos, existe o entendimento de que qualquer solicitante que peça asilo político permaneça no território norte-americano, de forma provisória, com o status legal, até a conclusão da análise do pedido.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que o entendimento sobre a situação de permanência legal de Ramagem nos Estados Unidos ocorreu após explicações e comprovações ainda na unidade do ICE, onde o ex-deputado estava detido. Agentes ainda afirmaram que não houve nenhuma colaboração com autoridades do governo brasileiro e que ocorreu apenas uma denúncia feita sobre o caso dias antes.
O SBT News procurou o diretor geral da Polícia Federal no Brasil, Andrei Rodrigues. O espaço segue aberto para qualquer manifestação.
Monitoramento de Ramagem
Fontes ouvidas pelo SBT News afirmaram que o Departamento de Estado apura se houve algum monitoramento de autoridades brasileiras em solo norte-americano de Alexandre Ramagem de forma ilegal desde a chegada dele aos Estados Unidos. A reportagem também apurou que o caso Ramagem acendeu um alerta no Departamento de Estado e que o assunto ainda terá desdobramentos nos próximos dias.
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O deputado estadual Kaio Maniçoba (PP) defendeu o nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o Senado. Segundo ele, Da Fonte é o nome mais forte e com mais chances de conquistar uma vaga.
“Eduardo da Fonte, sem dúvida, é o nome mais competitivo da Federação para o Senado. Mesmo sem oficializar a pré-candidatura, já aparece muito forte nas pesquisas, resultado do trabalho essencial que ele realiza nos hospitais de Pernambuco, da capacidade de reunir um time que hoje representa a maior bancada na Assembleia e o maior número de pré-candidatos a deputado federal e estadual. Além disso, conta com o maior tempo de TV e com o apoio de deputados, prefeitos e vereadores. Ele reúne todas as credenciais e está pronto para representar Pernambuco”, afirmou.
Blog da Folha
Ao longo dos últimos dias, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), intensificou os trabalhos na construção de diálogos e alianças na Câmara dos vereadores. Em menos de duas semanas desde que assumiu a função de chefe do Executivo municipal, o gestor já recebeu visita de pelo menos seis membros do Poder Legislativo da capital pernambucana, sendo todos integrantes do PSB, partido presidido em Pernambuco por João Campos, antecessor de Marques na prefeitura e pré-candidato ao governo do estado.
Além disso, ele anunciou o nome do advogado Luis Romero (PSB) como chefe de Gabinete de Proteção e Defesa dos Animais da capital pernambucana. A decisão mantém o espaço do grupo do deputado Romero Albuquerque (PSB) na gestão municipal. Ele substitui a vereadora Andreza Romero (PSB), que se descompatibilizou do cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. O ato foi mais um gesto em direção à sua base no legislativo.
Leia maisOntem, o prefeito publicou em suas redes sociais fotos com três vereadores: Natália de Menudo, Aderaldo Pinto e Eriberto Rafael. Ao se referir à vereadora, ele reforçou que gestão municipal está empenhada em dialogar e exaltou a parceria com a parlamentar. “A nossa gestão é baseada no diálogo e na escuta, e poder contar com você (Natália) ouvindo as pessoas nos bairros e pensando soluções faz toda a diferença”, destacou.
Na postagem com Aderaldo Pinto, Victor elogiou o empenho do vereador. “Trabalhando em parceria a gente faz mais e melhor pela cidade. E contar com o vereador Aderaldo Pinto no nosso time é garantia de ter um aliado disposto a contribuir para que o Recife siga avançando”, escreveu.
Ao se referir sobre o encontro com Eriberto Rafael, Marques pontuou: “Cuidar do Recife é um trabalho feito a muitas mãos, e um dos parceiros com quem eu posso contar sempre é o vereador Eriberto Rafael. ‘Simbora’ seguir trabalhando e fazendo a diferença para quem mais precisa na cidade”, afirmou. Na quarta-feira, Victor recebeu as visitas de Zé Neto e Hélio Guabiraba. Ontem à noite, o gestor também publicou nas redes sociais que encontrou com o vereador Rinaldo Júnior, que também é do PSB.
Secretarias
A boa relação que Marques vem construindo com a base governista na Câmara não tem ficado restrita somente ao Palácio Capibaribe Antônio Farias, sede da prefeitura do Recife. Na última semana, o gestor anunciou Eduardo Mota como secretário de Esportes.
“São profissionais com trajetória, preparo e compromisso público. Tenho certeza que cada um deles vai contribuir muito, com diálogo e capacidade de entrega, para avançarmos no trabalho para os recifenses”, afirmou o prefeito, que na ocasião também anunciou os nomes de Beatriz Menezes, Rafael Arruda e Felipe Porto para comandarem, respectivamente, as secretarias de Infraestrutura, Segurança Cidadã e Turismo.
Oposição
No que diz respeito à oposição, Victor Marques comentou na última semana, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, que também manterá o diálogo com adversários políticos. “Precisamos manter sempre o respeito. Oposição é saudável em uma democracia. O que não podemos admitir é que ultrapasse o limite ético ou coerente. Temos muita tranquilidade porque há muito serviço prestado na ponta. Podem esperar de mim muito diálogo; foi assim que aprendi em casa e com João Campos”, disse.
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Por Inácio Feitosa*
Há uma diferença fundamental entre regular e dificultar. O Brasil, há décadas, decidiu confundir as duas coisas — e o resultado está diante de nós: um país em que empreender exige mais habilidade para lidar com o Estado do que para atender o cliente.
No discurso, o ambiente de negócios evoluiu. Na prática, ele continua sendo um campo minado administrativo.
Leia maisAbrir uma empresa, hoje, pode ser relativamente rápido. Mas isso é apenas a porta de entrada. O verdadeiro teste começa depois, quando o empreendedor precisa fazer o básico: funcionar.
Emitir uma nota fiscal, contratar um empregado, obter um alvará, cumprir exigências de segurança. Atividades elementares em qualquer economia organizada, mas que, no Brasil, se transformaram em processos técnicos complexos, fragmentados e, muitas vezes, desproporcionais.
A digitalização dos serviços públicos é frequentemente apresentada como símbolo de modernização. E, de fato, houve avanços. Mas é preciso dizer com clareza: digitalizar a burocracia não é o mesmo que eliminá-la. Em muitos casos, apenas se trocou a fila física por uma fila invisível, mediada por senhas, validações e sistemas que não se comunicam.
O empreendedor não enfrenta mais apenas o balcão. Enfrenta a instabilidade de sistemas, a multiplicidade de acessos e a dependência de autenticações que, quando falham, paralisam a atividade econômica.
No campo trabalhista, a formalização de um empregado se transformou em um verdadeiro protocolo técnico. Não basta contratar. É necessário cumprir etapas prévias, atender exigências de saúde ocupacional, alimentar sistemas declaratórios e garantir que cada informação esteja milimetricamente correta. Um erro formal pode gerar consequências automáticas.
A intenção é proteger. O efeito, muitas vezes, é afastar.
No âmbito fiscal, a promessa de simplificação ainda convive com a realidade de transição. A unificação de sistemas e a Reforma Tributária representam avanços estruturais, mas, no curto prazo, ampliam a complexidade operacional. Empresas são obrigadas a conviver com dois modelos simultaneamente, exigindo adaptação constante e investimento contínuo em atualização.
E então chegamos ao ponto mais sensível: fazer a empresa funcionar no mundo real.
A burocracia para obtenção de alvarás nas prefeituras continua sendo um dos maiores obstáculos ao início efetivo das atividades. Não basta abrir o CNPJ. É preciso provar, reiteradamente, que o negócio pode existir: viabilidade, localização, enquadramento de atividade, licenças diversas. Cada etapa, um novo processo. Cada processo, um novo prazo.
Como se não bastasse, há as exigências do Corpo de Bombeiros — absolutamente legítimas sob o ponto de vista da segurança, mas frequentemente estruturadas de forma técnica e onerosa, exigindo projetos específicos, adequações físicas e vistorias sucessivas. Para grandes empresas, é custo. Para pequenos empreendedores, pode ser inviabilidade.
O problema não está na regra. Está na ausência de proporcionalidade.
O pequeno negócio é tratado, muitas vezes, com o mesmo rigor estrutural de uma grande operação. E isso produz um efeito perverso: não eleva o padrão de segurança; apenas impede que muitos saiam da informalidade.
O Brasil construiu um modelo em que o risco de errar é alto, o custo de acertar é elevado e o caminho para cumprir a regra é, frequentemente, pouco claro.
Nesse ambiente, cumprir a lei deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma competência técnica. E não uma competência trivial — mas uma especialização.
O mais curioso — e preocupante — é que esse modelo penaliza justamente quem decide fazer o certo.
Quem formaliza paga mais, cumpre mais, responde mais. Quem permanece à margem, muitas vezes, escapa das camadas de controle que deveriam alcançar todos de forma equilibrada.
Isso não é apenas ineficiência. É um desalinhamento estrutural.
O Estado brasileiro não é ausente. Ele é presente — mas de forma desorganizada. Atua muito, mas nem sempre atua bem. Exige muito, mas nem sempre facilita o cumprimento.
E aqui está o ponto central: o Brasil não precisa de menos Estado. Precisa de um Estado que funcione melhor.
Um Estado que regule com inteligência, fiscalize com critério e, principalmente, compreenda que a atividade econômica não pode ser tratada como um problema a ser contido, mas como uma solução a ser viabilizada.
Porque, no fim, a pergunta que permanece é simples — e incômoda: até que ponto o Estado brasileiro está ajudando quem quer produzir?
Ou, formulando de maneira mais direta — e talvez mais honesta: será que já não seria suficiente se ele apenas deixasse de atrapalhar tanto?
*Advogado, escritor e Presidente do Instituto IDR.
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