O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou, hoje, a rejeição, pelo Senado, do nome de Igor Roque para comandar a Defensoria Pública da União (DPU). A nomeação foi reprovada em plenário, com 38 votos contrários, 35 votos favoráveis e uma abstenção.
Lula também disse lamentar “profundamente” a perda de espaço de mulheres no governo. Nos últimos meses, Ana Moser deixou a chefia do Ministério dos Esportes e Rita Serrano foi demitida da presidência da Caixa Econômica Federal. Em ambos os casos, foram substituídas por homens. As declarações foram em café da manhã, no Palácio do Planalto, com jornalistas que participam da cobertura diária da Presidência da República.
Leia maisQuanto à rejeição de Igor Roque na DPU, o presidente afirmou que não conseguiu articular a aprovação do nome porque estava em recuperação das cirurgias que fez em setembro.
“O fato de eles não terem aprovado o Igor para a Defensoria Pública, possivelmente eu tenha culpa. Porque eu estava hospitalizado, não pude conversar com ninguém a respeito dele. Não pude sequer avaliar se ele fosse ser votado ou não. Lamento profundamente. Não sei com quantos senadores ele conversou. Não sei se ele conversou com os líderes do governo”, disse.
“Mas eu estou dizendo para vocês que possivelmente eu tenha culpa, de ter sido internado dia 29, e não ter falado com nenhum senador a respeito dele. E quando a gente indica alguém, a gente avalia muito o momento da votação, para saber se vai aprovar ou não. E tinha 74 votos no quórum. O nosso pessoal achou que ia ser tranquilo e não foi tranquilo. Paciência. Eu vou ter que indicar um outro”, continuou.
“Eu vou ter que ter mais cuidado de conversar com quem vota, que não sou eu, é senador da República”. Após a rejeição da indicação, nos bastidores, um governista classificou a derrota como um “recado” da oposição. De acordo com o senador, os parlamentares estão insatisfeitos, por exemplo, com o veto do presidente Lula ao marco temporal.
Senadores da oposição relacionaram Igor Roque a um evento realizado em setembro pelo órgão sobre saúde da mulher, em que foi discutido o aborto. Desde então, segundo membros da equipe do governo, bolsonaristas vinham fazendo campanha contra a indicação dele.
Leia menos
















