Genro do ex-senador Marco Maciel, Joel Braga Filho, agradece, em nome da esposa, Gisela Maciel, a Magno Martins pela homenagem feita pelo jornalista em obra póstuma lançada, hoje, no Salão Nobre do Senado Federal.
Genro do ex-senador Marco Maciel, Joel Braga Filho, agradece, em nome da esposa, Gisela Maciel, a Magno Martins pela homenagem feita pelo jornalista em obra póstuma lançada, hoje, no Salão Nobre do Senado Federal.
Do G1
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda impedir que 13 mil estudantes de Medicina do último semestre que não atingirem a nota mínima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) consigam o registro profissional.
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
Leia maisAlém dos cursos, também foram avaliados os alunos do último semestre, prestes a concluírem a faculdade. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enamed, três em cada dez alunos prestes a se formarem não tiveram a nota mínima no exame.
Segundo o Conselho, isso acende um alerta sobre a qualidade da formação e o risco à população. O CFM vem articulando com o legislativo a criação de um exame próprio, que precisa ser liberado por lei, mas os projetos seguem travados.
Com a resposta do Enamed, querem publicar uma resolução exigindo que aqueles que não atingiram a nota mínima não possam ter o registro. Na prática, a medida impediria que esses profissionais atendam pacientes.
“Já encaminhamos para o jurídico uma proposta de resolução para que esses alunos prestes a se formarem e que tiveram o desempenho 1 e 2 não consigam o registro. Eu acho que é muito tenebroso colocar pessoas que não têm qualificação para atender”, diz José Hiran Gallo, presidente do CFM.
O Conselho informou também pediu que o Ministério da Educação forneça os dados detalhados dos alunos para que possam ter acesso à lista de nomes e desempenho.
O CFM pode impedir o médico de ter o registro?
Hoje, todo estudante de medicina ao concluir o curso tem o direito de receber o registro profissional automaticamente sem qualquer avaliação prévia. Isso é feito assim pela determinação de uma lei. Segundo a advogada especialista em direito médico, Samantha Takahashi, o CFM não poderia criar uma resolução com regra própria que se sobreponha a lei.
Ela explica que a regulamentação exige o diploma de conclusão de curso de Medicina expedido por Instituição de Ensino Superior, registrada no Ministério da Educação, e que não há brecha que permita que o Conselho inclua novas condições. “No sistema que temos hoje, não existe uma brecha para que o conselho impeça que esses 13 mil médicos com diploma tenham o registro”, diz Samantha Takahashi, advogada especialista em direito médico.
O advogado especialista em Saúde, Henderson Furst, concorda que não há base legal para que o conselho mude a regra. Mas explica que a resposta pode não ser tão simples e ficar nas mãos do judiciário.
Henderson explica que, caso o CFM insista na resolução, os alunos podem acionar a Justiça e que, na avaliação dele, é possível uma leitura favorável ao conselho porque a resolução protegeria a saúde pública.
“Há uma lacuna legal. Sem uma lei que permita a prova e sabendo o judiciário que 13 mil alunos não tiveram nota mínima, isso coloca em risco a saúde da população. Isso poderia fazer com que a Justiça desse ao CFM decisão favorável em manter a resolução até que haja uma lei que permita uma avaliação”, avalia.
‘OAB da Medicina’ no Congresso
Atualmente, dois projetos sobre o tema estão mais avançados no Congresso, um na Câmara dos Deputados e outro no Senado Federal. A ideia segue o modelo de exames de ordem já aplicados em outras áreas, como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), exigido de bacharéis em Direito.
O projeto que tramita no Senado Federal prevê que o exame de proficiência será realizado a todos os egressos do curso de medicina, como pré-requisito para o exercício da profissão no país.
O texto também cria instrumentos para acompanhar a formação médica:
A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em dezembro do ano passado, mas ainda precisa passar por mais um turno de votação no colegiado para a aprovação definitiva. Caso seja aprovado, o projeto seguirá para a análise dos deputados.
O projeto que tramita na Câmara dos Deputados institui o exame como requisito para o registro de médicos nos Conselhos Regionais de Medicina e para o exercício da profissão médica.
A proposta teve urgência aprovada em julho de 2025 e com isso, vai ser analisado diretamente pelo plenário da Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelas comissões temáticas. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado em plenário, depois passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente Lula.
A proposta prevê que o exame seja aplicado de forma seriada aos estudantes de medicina. Os alunos dos 3°, 4°, 5° e 6° anos dos cursos de graduação deverão atingir a nota mínima de 60% da pontuação possível, em cada uma das provas, para aprovação. O projeto prevê ainda a realização de provas de repescagem para aqueles que não atingirem a nota mínima.
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apresentou à Justiça uma denúncia criminal envolvendo o ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe e atual deputado estadual, Edson Vieira, por supostas irregularidades em contratos de fornecimento de merenda escolar firmados no ano de 2013.
A denúncia foi protocolada na 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Cruz do Capibaribe, mas ainda não foi analisada quanto ao seu recebimento pelo Judiciário. Até o momento, portanto, não há réus formalmente constituídos no processo, e os citados permanecem na condição de acusados. As informações são do blog do Ney Lima.
Leia maisSegundo o MPPE, a investigação aponta a existência de um possível esquema de fraudes em licitações de gêneros alimentícios que teria atuado em diversos municípios pernambucanos entre os anos de 2010 e 2013. As apurações fazem parte do conjunto de investigações conhecidas como Operação Fastio, conduzida pela Polícia Federal.
De acordo com a denúncia, empresas com vínculos familiares e empresariais teriam simulado concorrência em processos licitatórios, com divisão prévia de contratos e lucros, utilizando, inclusive, pessoas interpostas em seus quadros societários.
No caso específico de Santa Cruz do Capibaribe, o Ministério Público sustenta que, no início da gestão municipal de 2013, foi editado um decreto de emergência administrativa e financeira que embasou a dispensa de licitação para a contratação de empresa responsável pelo fornecimento da merenda escolar.
Para o MPPE, a situação emergencial alegada teria decorrido de falhas de planejamento da própria administração, já que o calendário escolar era previsível e haveria tempo para a realização de procedimento licitatório regular.
O contrato firmado com a empresa A.S. Comércio e Representações LTDA, atualmente denominada JCI Comércio de Alimentos LTDA, teve valor global superior a R$ 1,3 milhão.
Laudo pericial citado na denúncia aponta a existência de possível sobrepreço de aproximadamente 31%, o que, segundo o Ministério Público, poderia representar dano aos cofres públicos na ordem de R$ 312 mil. O órgão ministerial afirma que esses valores teriam sido pagos em decorrência de falhas na fiscalização e autorização de despesas com preços acima dos praticados no mercado.
A empresa contratada para o fornecimento da merenda escolar aparece em investigações que apuram fraudes em licitações em outros municípios do estado, como São Lourenço da Mata, Vitória de Santo Antão e Limoeiro.
As apurações apontam ainda suspeitas de faturamento por produtos não entregues e, em outros contratos investigados, o fornecimento de alimentos com prazos de validade adulterados, fatos que também são analisados pelos órgãos de controle e investigação.
Na peça apresentada à Justiça, o Ministério Público elenca, em tese, possíveis práticas como dispensa indevida de licitação, fraude ao caráter competitivo do certame, elevação arbitrária de preços, peculato, associação criminosa, organização criminosa, falsidade ideológica e adulteração de substância alimentícia.
O MPPE ressalta que, embora eventuais sanções administrativas possam estar prescritas, a prescrição penal ainda não teria ocorrido, razão pela qual a denúncia foi apresentada neste momento.
Caberá agora ao Judiciário analisar se a denúncia preenche os requisitos legais para ser recebida. Somente após essa decisão é que poderá haver a instauração formal de ação penal, com a eventual constituição de réus e a abertura da fase de instrução processual.
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Em BH, se come torresmo, se fala trem ao invés de ‘oxe’ e a mineirada ainda tem muito humor pra alegrar os turistas que fazem compras no Mercado Central, uma verdadeira feira persa.
Metrópoles
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), nomeou Yuri Coriolano como novo presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), responsável por fiscalizar os ônibus que rodam no estado. Coriolano já atuou como advogado de Raquel Lyra. As informações são do portal Metrópoles.
Raquel Lyra trocou o comando da EPTI após a denúncia de que a empresa do pai da governadora, Logo Caruaruense, operava de forma irregular há pelo menos três anos. Vinculada ao governo estadual, a EPTI deixou de realizar as vistorias obrigatórias na companhia do ex-governador e pai de Raquel Lyra, João Lyra Neto.
Leia maisCoriolano foi o advogado de Raquel Lyra na campanha de 2022, quando ela foi eleita governadora. Segundo os dados oficiais registrados na Justiça Eleitoral, Coriolano recebeu R$ 36 mil em serviços advocatícios pagos em duas parcelas: uma de R$ 12 mil e outra de R$ 24 mil. Veja:

A nomeação do advogado no cargo foi publicada hoje. O então presidente da EPTI, Antônio Carlos Reinaux Gomes, foi exonerado, a pedido. Após a repercussão negativa do caso, a governadora declarou que a empresa fechou as portas. O deputado Romero Albuquerque (União Brasil) protocolou pedido de impeachment de Raquel Lyra, que será analisado pelo presidente da Assembleia Legislativa local (Alepe), o deputado Álvaro Porto (PSDB). Caso o presidente da Casa julgue o caso procedente, ele poderá constituir uma Comissão Especial para dar andamento ao processo.
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Blog do Roberto Almeida
O escândalo envolvendo a Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI) levou à demissão do então presidente da estatal, Antônio Carlos Reinaux. A exoneração está publicada no Diário Oficial de hoje. A crise teve início após reportagens do site Metrópoles revelarem que a empresa estadual, responsável pela fiscalização do transporte intermunicipal, permitiu que a Empresa Logo Caruaruense, da família da governadora Raquel Lyra (PSD), operasse de forma irregular por três anos.
O episódio se soma a outra crise de grandes proporções enfrentada pelo governo estadual no ano passado. À época, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto (PSDB), denunciou a existência de uma “milícia digital palaciana”, supostamente comandada pelo jornalista Manoel Medeiros, então assessor da governadora Raquel Lyra. Em agosto de 2025, Manoel deixou o governo, movimento que agora se repete com a saída do presidente da EPTI.
Leia maisPor conta do caso envolvendo a EPTI, o deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) protocolou na Assembleia Legislativa um pedido de impeachment da governadora. O escândalo resultou ainda no encerramento das atividades da Empresa Logo Caruaruense, que, após mais de 60 anos de atuação, devolveu as linhas que operava à empresa estadual de transporte coletivo.
A repercussão política do episódio foi tamanha que a governadora dedicou mais de uma hora de fala durante um encontro na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), nesta semana, para fazer a defesa da honra de sua família diante das acusações. Enquanto isso, Raquel já escolheu o substituto de Antônio Carlos Reinaux na Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal: Yuri Coriolano, que já integra a administração estadual.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O Correio Político de ontem suscitou debates importantes em algumas redes sociais acerca da história dos rolos que envolvem a elaboração orçamentária brasileira. Alguns leitores provocaram a coluna, então, a fazer por aqui uma breve história dessa questão do orçamento e seus escândalos.
A pedidos, então, vamos fazer esse histórico, a partir do momento em que o Congresso passou a ter o poder de produzir emendas ao orçamento. Isso aconteceu após a Constituição de 1988. Antes, a Câmara e o Senado não emendavam a proposta orçamentária, apenas aprovavam ou rejeitavam. A possibilidade surgiu, então, a partir de várias mudanças que buscavam naquele momento reduzir o poder do Executivo.
Leia maisA partir daí, porém, o que virou é uma imensa distorção que não tem paralelo no mundo. Outros países – como Estados Unidos ou Alemanha – têm emendas orçamentárias. Mas nada nem perto do volume de recursos que no Brasil está inteiramente nas mãos dos parlamentares – este ano, serão R$ 61 bilhões. E cada vez mais sem que a palavra final fique nas mãos do Executivo. O Congresso brasileiro inverteu a lógica.
O Congresso passou a definir as políticas públicas. Com um agravante: em boa parte dos casos, não há política pública nenhuma. Nas discussões suscitadas pela coluna de ontem, muito se defendeu o fim das emendas parlamentares individuais. Seria um caminho. Mas nem mesmo o escândalo anterior do orçamento conseguiu produzir. Em 1993, o relatório final da CPI do Orçamento propôs o fim das emendas individuais. Nunca conseguiu que o Congresso aprovasse. Agora, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) tenta outro caminho.
O MCCE começará uma campanha de assinaturas de apoio a um projeto que busca responsabilizar pessoalmente parlamentares por desvio de recursos de suas emendas. O projeto está sendo discutido pelas 74 entidades ligadas ao movimento há um ano. Tudo no MCCE precisa de consenso. Segundo o advogado Melillo Dinis, diretor do MCCE, é a mudança possível.
Voltando à história, quando a Constituição estabeleceu a possibilidade de emendas, surgiram alguns parlamentares que se dispuseram a entender as nuances técnicas da elaboração orçamentária. Em tempos menos politicamente corretos, passaram a ser conhecidos como “Anões do Orçamento”.
Dois nomes se destacaram dos demais. O deputado baiano João Alves, então do PFL, tornou-se o relator na Comissão de Orçamento. Um funcionário do Senado, José Carlos Alves dos Santos, virou o principal técnico. O problema: trataram de começar a estudar meios de desviar as verbas.
Ana Elizabeth Lofrano dos Santos era mulher de José Carlos. Por conta de desentendimentos amorosos, ameaçou delatar o que conhecia do esquema. Acabou assassinada por José Carlos. Que resolveu depois contar, em entrevista, como funcionava o esquema. A CPI do Orçamento investigou o caso.
A CPI pediu a cassação de 18 deputados federais. Desses, seis acabaram efetivamente cassados, e dois renunciaram para não ter o mesmo destino. Durante um tempo, o escândalo proporcionou um maior controle da atividade orçamentária. Tudo começou a degringolar com o aumento das chamadas emendas impositivas.
O cenário piorou quando, ainda no governo Michel Temer, surgiram os expedientes que ficaram conhecidos como “orçamento secreto”: as emendas RP9 de relator, que mascaravam quem era o verdadeiro autor da emenda. O processo que hoje o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino julga.
Em seu governo, Jair Bolsonaro transferiu boa parte da responsabilidade de elaboração orçamentária para o Congresso, emponderando-o mais ainda. O STF proibiu o orçamento secreto, mas o Congresso encontrou outras formas de continuar mascarando as emendas. Esse é o estágio atual do rolo.
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Na Cúpula do Congresso, a percepção é de que o clima político não é favorável para a instalação de CPIs com objetivo de investigar o caso do Banco Master neste momento. O próprio presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), tem demonstrado resistência à abertura da comissão.
Segundo relatos de líderes, a análise final sobre a viabilidade da CPI deve ocorrer somente após o recesso parlamentar, com a retomada dos trabalhos em fevereiro. As informações são do blog do Camarotti.
Leia maisAlcolumbre pretende conversar com outros senadores para medir o ambiente político antes de tomar qualquer decisão. Hoje, já há número suficiente de assinaturas para a criação de uma CPI no Senado e também de uma comissão mista, além de um requerimento com apoio mínimo para uma CPI na Câmara dos Deputados.
Na Câmara, os pedidos entram em uma fila, o que tende a retardar a instalação. No Congresso Nacional, o entendimento é diferente: há precedentes de que não existe fila para CPIs mistas. Nesses casos, basta a leitura do requerimento em sessão do Congresso para que a comissão possa ser instalada.
Um dos caminhos para postergar o processo é justamente atrasar a convocação de sessões do Congresso Nacional. Sem sessão, não há leitura do requerimento – e, sem leitura, a CPI não sai do papel. Esse mecanismo permitiria “empurrar com a barriga” a criação de uma CPI mista.
Há, no entanto, precedente claro do Supremo Tribunal Federal no sentido contrário. Durante a CPI da Covid, o STF decidiu que, uma vez cumpridos os requisitos regimentais, a instalação da comissão é obrigatória após a leitura do pedido em sessão do Congresso, como mostrou o g1 na época ao detalhar a decisão da Corte.
Mesmo assim, interlocutores avaliam que a presidência do Congresso pode lançar mão desse expediente para tentar adiar a abertura da CPMI do Banco Master. A percepção é de que o fato de este ser um ano eleitoral dificulta ainda mais qualquer avanço.
Há também o entendimento de que, para o Executivo, mesmo CPIs que não tenham como alvo direto o governo, são indesejáveis neste momento. O argumento é que comissões de inquérito tendem a paralisar a agenda legislativa e contaminar o ambiente político, como já ocorreu em outros momentos.
Nos bastidores, porém, o fator apontado como central para a resistência é a chamada bancada ligada a Daniel Vorcaro. O empresário manteve relações próximas com lideranças influentes, especialmente no Centrão.
Esse grupo tem atuado, inclusive durante o recesso parlamentar, para tentar barrar a instalação da CPI, apesar de já existirem assinaturas suficientes tanto na Câmara quanto no Senado.
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A Justiça de Pernambuco expediu ordem de prisão preventiva contra o vereador de Petrolândia Cristiano Lima dos Santos, conhecido como “Cristiano da Van”, de 45 anos. O parlamentar é apontado como suspeito de participação em uma tentativa de homicídio qualificado contra o empresário e mergulhador Samyr Oliveira.
A medida foi determinada pelo juiz Daladie Duarte Souza, da 1ª Vara da Comarca do município. A decisão judicial que autorizou a prisão preventiva considera a gravidade do episódio e os elementos reunidos durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisO atentado ocorreu na última terça-feira (13) em Petrolândia. A vítima trafegava de motocicleta quando passou a ser acompanhada por outro motociclista armado. A perseguição teria começado nas proximidades do estabelecimento comercial de Samyr Oliveira e seguiu até a Avenida Prefeito José Gomes de Avelar, onde ele foi atingido por disparos de arma de fogo. Mesmo tentando escapar, o empresário acabou sendo alcançado e baleado.
Após o crime, a Polícia Civil realizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão e segue com as apurações, inclusive para verificar se outras pessoas tiveram participação no ataque. Samyr Oliveira segue internado em estado gravíssimo no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, no Sertão.
A Justiça também determinou que, após a captura, a prisão seja imediatamente comunicada ao juízo competente para a realização da audiência de custódia. Até o momento, o vereador não foi localizado.
Em posicionamento oficial, a Câmara Municipal de Petrolândia informou que repudia qualquer ato de violência e destacou a gravidade do episódio ocorrido no último dia 13, no qual um de seus membros aparece como principal suspeito em uma tentativa de homicídio.
A nota ressalta ainda que eventuais atos atribuídos ao vereador, se confirmados, não representam os valores institucionais da Casa. A Câmara frisou o respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.
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Metrópoles
A candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo de Pernambuco está cada vez mais consolidada. A expectativa é que ele anuncie a decisão até abril, prazo de desincompatibilização, quando ocupantes de cargos públicos precisam deixar a função para disputar eleições.
O principal desafio para Campos, que lidera as pesquisas de intenção de voto à frente da atual governadora, Raquel Lyra (PSD), é definir o momento de subir ao palanque ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O chefe do Executivo tende a apoiar o prefeito do Recife, visto como um nome jovem e mais alinhado à centro-esquerda.
Leia maisAinda assim, Lula não descarta a possibilidade de um palanque duplo com Raquel. Ao longo de 2025, a governadora pernambucana fez acenos ao governo federal e deixou o enfraquecido PSDB para se filiar ao PSD, de Gilberto Kassab, partido com maior trânsito junto ao Palácio do Planalto.
Em sua convenção partidária, realizada em março do ano passado, estiveram presentes ministros do governo Lula e correligionários de Raquel, como Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca e Aquicultura).
A aproximação da governadora com o Governo Federal também ocorre com cautela, diante do receio de perder apoio do eleitorado à direita, alinhado ou não ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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O Banco Central (BC) decretou, hoje, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank, que faz parte do conglomerado do Banco Master. As informações são do blog do Valdo Cruz.
A instituição financeira vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC, após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro de 2025.
Leia maisO Regime Especial de Administração Temporária (Raet) é quando o Banco Central assume temporariamente o controle da instituição para evitar que a situação piore e cause prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro.
Em nota, o BC informa que a decisão ocorre em razão do “comprometimento da situação econômica” da instituição financeira, e de sua incapacidade de pagar as próprias dívidas por conta do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício de poder do banco Master, liquidado em novembro.
A medida interrompe as atividades da empresa responsável pela captação de recursos e pela concessão de crédito dentro do grupo.
Criado com foco em inclusão financeira, o will bank se posiciona como um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa.
Com isso, caberá ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ressarcir os consumidores lesados.
O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.
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Por Júlio Lóssio*
Os recentes resultados do ENADE para os cursos de Medicina no Brasil não são apenas estatísticas acadêmicas. Vão além disso: um sinal de alerta vermelho para a saúde pública. Os dados revelam um fosso crescente entre a entrega do diploma e a capacidade real de um novo médico exercer a profissão com a segurança que o paciente exige.
Como médico e ex-gestor público, vejo com preocupação que o ensino médico está se tornando, em muitos casos, um produto de prateleira, onde a teoria sobrevive em laboratórios modernos, mas a prática agoniza por falta de leitos e vivência real.
Leia maisA Medicina é uma ciência de observação e repetição. Não se forma um clínico ou um cirurgião apenas com simuladores e telas de alta definição. A fixação dos conceitos teóricos depende, visceralmente, da presença permanente do aluno no ambiente hospitalar. É no “chão da enfermaria” que se aprende a humanidade e a técnica que os livros não conseguem traduzir.
O contraste é pedagógico e cruel. De um lado, instituições como a Santa Casa de São Paulo e o Albert Einstein mantêm a excelência por possuírem ecossistemas assistenciais próprios e robustos. Do outro, vemos unidades de grandes grupos educacionais, como a Estácio de Sá em Juazeiro (BA), amargando notas mínimas.
Por quê? Porque sem campo de prática próprio, o aluno vira um “turista” em redes municipais saturadas, onde sua presença é muitas vezes vista como um estorvo, e não como parte do corpo clínico em formação.
Aqui no Vale do São Francisco, o exemplo é definitivo: o curso de Medicina da UNIVASF, ancorado no Hospital Universitário (HU-UNIVASF/Ebserh), alcançou a nota máxima (5). Enquanto isso, instituições privadas vizinhas, apesar das mensalidades vultosas, patinam na nota mínima por absoluta carência de infraestrutura hospitalar própria.
Precisamos enfrentar o elefante na sala: o curso de Medicina tornou-se a “mina de ouro” do empreendedorismo educacional brasileiro. Não é crime lucrar com educação, desde que o serviço entregue seja condizente com a responsabilidade que a profissão carrega. Se as mensalidades são as mais altas do mercado, é imperativo que o investimento em infraestrutura seja igualmente robusto.
Minha proposta é clara, sensata e urgente: o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde devem estabelecer um novo marco regulatório, que exija das faculdades particulares de Medicina a obrigatoriedade de implantar, em um prazo de dois anos, um Hospital-Escola próprio. O perfil desse hospital não seria aleatório, mas definido pelos gestores do SUS (Município, Estado e União), focado em suprir as carências de média e alta complexidade de cada região.
Para os que dirão que o investimento é inviável, aponto o caminho: linhas de financiamento via BNDES, tendo como garantia real os recebíveis das próprias mensalidades. É a “vacina” financeira para um mal estrutural.
Dessa forma, faríamos do atual problema uma solução definitiva e histórica. De um lado, garantiríamos que nenhum médico saísse da faculdade sem ter passado milhares de horas dentro de um hospital de verdade. De outro, entregaríamos à população brasileira centenas de novos hospitais financiados pelo setor privado, desafogando o SUS e salvando vidas.
A formação médica não pode ser refém da maximização de lucros. Se o ensino é privado, a responsabilidade é pública. É hora de exigir que quem vende o sonho da Medicina, entregue, também, a estrutura necessária para que ele não se transforme em um pesadelo assistencial.
*Médico e ex-prefeito de Petrolina
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O Diário Oficial do Estado de hoje oficializou uma mudança estratégica e urgente na cúpula do transporte intermunicipal de Pernambuco. O advogado Yuri Coriolano assume a presidência da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), substituindo Antônio Carlos Reinaux, que entregou o cargo “a pedido”. As informações são do blog do Nill Júnior.
A movimentação ocorre em um cenário de forte desgaste político para a governadora Raquel Lyra (PSD). A gestão enfrenta denúncias graves de irregularidades que teriam beneficiado a empresa Logo Caruaruense, pertencente ao pai da governadora. O escândalo ganhou contornos institucionais críticos após o deputado Romero Albuquerque protocolar um pedido de impeachment contra a chefe do Executivo estadual.
Com perfil técnico, Yuri Coriolano, que ocupava a Secretaria Executiva de Coordenação Estratégica da Casa Civil desde outubro de 2023, chega à EPTI com um currículo sólido na administração pública. Bacharel em Direito e pós-graduado em Direito Administrativo pela UFPE e em Direito Eleitoral pela ESA/OAB-PE, Coriolano já atuou como diretor-geral de Assuntos Jurídicos da Secretaria de Saúde.
A substituição no comando da EPTI é vista nos bastidores como uma tentativa de estancar a crise e blindar o governo diante das investigações sobre o suposto favorecimento familiar no setor de transportes, tema sensível que atinge diretamente a transparência e a ética na gestão pública democrática.
