O PSOL-PE entrou com representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra o Governo Raquel Lyra, para investigação da assinatura de contrato firmado entre o governo e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), no valor de R$ 23.641.000,00 sem a realização de processo licitatório. A representação também é estendida à Secretaria de Educação de Pernambuco, em nome da secretária Ivaneide Dantas.
O contrato tem duração de 14 meses e poderá causar significativo dispêndio ao erário. A consultoria especializada é voltada para os gestores da Secretaria Estadual de Educação e já foi autorizada pela Secretaria Executiva de Administração e Finanças da pasta de Educação e Esporte do estado.
De acordo com o presidente do PSOL-PE, Tiago Paraíba, que representa a legenda no processo, a contratação do serviço tem como pano de fundo o cenário de esgotamento orçamentário dos investimentos direcionados à própria manutenção dos serviços e equipamentos da rede estadual de educação por parte do Governo.
“Hoje a falta de merenda escolar por pelo menos duas semanas em escola de referência, o atraso nos salários de merendeiras e no reajuste salarial dos professores da rede estadual tem causado sérios problemas. Ou seja, enquanto os serviços públicos sofrem restrição financeira, sobra dinheiro para o governo transferir para uma consultoria privada”, dispara o presidente.
O PSOL solicita, de perto, ao TCE o acompanhamento da assinatura e a execução do contrato, com a adoção das medidas cautelares cabíveis, para a proteção dos direitos fundamentais da sociedade pernambucana, a fim de que o mecanismo não se configure em ato de improbidade administrativa. O que incorreria na suspensão dos direitos políticos de Raquel Lyra, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei.
João Campos (PSB) perdeu a eleição pela onda bolsonarista, a mesma que arrastou o presidente Lula (PT) para um segundo turno mais favorável ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Aos 81 anos, ir ao segundo turno num cenário incerto, não estava no radar do petista. João foi vítima também do extremo desgaste do Governo Lula. Perdeu também pela baixa performance no Recife e Região Metropolitana. O Recife não traiu João. O que houve foi uma avalanche de votos à direita, fenômeno que ocorre na América do Sul.
João foi vítima principalmente do uso abusivo e ostensivo da máquina do Estado pela governadora, que teve 150 prefeitos moendo suas estruturas em favor dela. A máquina é um peso em qualquer eleição. João tinha consciência disso e apostou na estratégia de vincular seu nome ao prestígio de Lula no Estado.
Mas não deu certo. João fez a campanha mais brilhante. Venceu todos os debates, fez os maiores e mais vibrantes atos de campanha. Moveu e mexeu com corações, mas havia uma máquina moendo em prol de Raquel, que só usou em seu favor, desprezando os seus candidatos ao Senado.
Raquel cometeu erros primários na campanha e incitou a ira das mulheres ao sugerir num vídeo uma laqueadura sem consentimento de uma pobre mulher, já com sete filhos. Ao ser reeleita e não eleger um único senador, provou também que só usou a máquina apenas em seu favor, ou seja, ela só coça do seu umbigo para baixo.
Em Pernambuco, nunca um governador se elegeu sem puxar um único senador. Traduzindo: os pernambucanos não aprovaram Raquel. João foi derrotado pela onda anti-Lula, pelo avanço da direita e do conservadorismo na América do Sul.
A eleição estadual, além do peso da máquina, foi fortemente atrelada a corrida presidencial, fortemente vinculada ao Congresso. O PL sai das urnas com o maior número de senadores e a maior bancada na Câmara dos Deputados.
Senado sem surpresas – Na disputa para o Senado em Pernambuco, as pesquisas se confirmaram. Ao longo da campanha, em nenhum momento a candidata do PDT, Marília Arraes, perdeu a liderança. Abertas as urnas, a única surpresa foi Humberto bater Marília, mas isso tem lá suas explicações que faço na nota abaixo.
Estrutura de Raquel bombou Humberto – Humberto chegou ao primeiro lugar na disputa para o Senado por dois motivos: seu nome está muito mais vinculado ao presidente Lula do que Marília. O segundo e mais importante motivo: Humberto conseguiu o apoio da mesma máquina nos municípios que garantiu a reeleição de Raquel, 150 prefeitos. Até o prefeito de Caruaru, terra de Raquel, Rodrigo Pinheiro, apoiou Humberto ostensivamente, assim como outros prefeitos com DNA Raquelzista, como Pollyana Abreu, de Sertânia.
O Brasil se livrou desses senadores – Para o Senado, não foram reeleitos ou eleitos: o pernambucano Randolfe Rodrigues (PT-AP), Ciro Nogueira (PP-PI), Túlio Gadelha (PSD-PE), Carlos Viana (PSD-MG), Soraya Thronicke (PSB-MS), Gleisi Hoffman (PT-PR), Simone Tebet (PSB- SP), Marina Silva (Rede-SP), Esperidiao Amim (PP-SC), Paulo Pimenta (PT-RS), Manuela Dávila (Psol-RJ), Marcelo Crívela (Republicanos-RJ), Magno Malta (PL-ES), Benedita da Silva (PT-RJ) e Roseana Sarney (MDB-MA).
JHC derrota Renan e elege esposa para o Senado – O ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, foi eleito governador de Alagoas. Renan Filho (MDB), ex-governador e ex-ministro dos Transportes de Lula (PT), terminou em segundo lugar. Lenilda Luna, da Unidade Popular (UP), ficou em terceiro, enquanto Márcio Jambo, do Democrata, somou 0,05% e acabou em quarto. Natural da capital alagoana, JHC tem 39 anos, é formado em Direito e também construiu sua carreira política entre cargos no Legislativo e no Executivo. Foi deputado estadual entre 2011 e 2014, deputado federal de 2015 a 2018 e prefeito da capital por dois mandatos, em 2021 e 2025. A vice-governadora eleita é a também tucana Célia Rocha. Além de derrotar o clã Renan, JHC elegeu a esposa Marina senadora.
Humilhado e desempregado – O neo-direitista Túlio Gadêlha (PSD), que até então era deputado federal, mas se arvorou a ser candidato a senador com o apoio da governadora Raquel Lyra (PSD), se prestou ao papel de virar o articulador da direita na campanha da governadora. Na realidade, ela usou todos, inclusive ele, um inocente que não percebeu. O resultado disso é prático: ele começou a eleição com 7% e terminou com 6%. A partir de janeiro, ou Raquel Lyra arruma um emprego para ele, ou ele estará literalmente desempregado.
CURTAS
A MAIS VOTADA – A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados, com mais de 1.5 milhão de votos. A parlamentar superou o recorde de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018, quando foi eleita deputada federal por São Paulo pelo PSL.
EM CIMA DO MURO – Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, afirmou que o resultado foi pior do que esperava, tanto para sua campanha quanto para o partido. Em fala a apoiadores transmitida pelas redes sociais, o candidato disse que a quarta colocação no pleito ficou muito distante de suas expectativas. Ele ainda avaliou que Flávio Bolsonaro (PL) “deve vencer a eleição no segundo turno”. O político afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos, mas que sua militância “pode fazer o que quiser”.
XANDÃO QUE SE CUIDE – O PL saiu das urnas ontem com o maior número de senadores eleitos, 19 na totalidade. O MDB veio em segundo, com sete senadores, O PP elegeu três, o União Brasil dois e o PSDB dois, todos aliados a Flávio Bolsonaro, que, se eleito, pode abrir no Senado o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Perguntar não ofende: Depois dessa avalanche direitista, Lula ainda tem chances no segundo turno?
O escritor Augusto Cury (Avante) disse na noite deste domingo (4) que não vai apoiar nenhum candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições. Ele afirmou que manterá silêncio sobre o pleito.
“Os dois candidatos, se quiserem aproveitar nossas propostas, elas estão disponíveis para serem aproveitadas”, disse. “Eu me silencio completamente em relação aqueles que estarão no segundo turno”, afirmou à imprensa. As informações são da CNN.
Segundo apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno no próximo dia 25 de outubro.
O presidenciável ressaltou que “ninguém está autorizado” a usar o nome dele e de seu candidato a vice-presidente, Júlio Delgado (Avante), para demonstrar apoio “a qualquer um dos candidatos”.
Cury ainda disse que não vê propostas consistentes por parte dos dois nomes que vão ao segundo turno. Também acusou o petista de querer o quarto mandato e disse que Flávio quer “resolver o 8 de janeiro”, em relação aos ataques aos Três Poderes, em 2022.
Além disso, o candidato do Avante destacou que não vai continuar na política e que pretende se dedicar a projetos internacionais que tenham impacto para a sociedade.
“Hoje, não vou continuar na política. Tenho convicção que não continuarei. Fico muito triste que a polarização vai continuar, mas respeito a decisão das pessoas”, disse ele. “Provavelmente não vou voltar para a política”, reforçou.
Questionado se aceitaria participar do próximo governo eleito, Cury negou, mas disse que concordaria em ser “uma espécie de conselheiro”.
“Eu não quero ser ministro de nenhum governo, tenho vários projetos, mas estaria aberto para ser uma espécie de professor e conselheiro, sem participação em nenhum governo. Mas vou me silenciar aos dois de segundo turno”, finalizou.
A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno provocou uma forte alta em um ativo brasileiro negociado na Ásia. Em Tóquio, um fundo que acompanha o Ibovespa abriu o dia em alta de 9,40%, a 322 ienes.
A reação dos investidores aparece no ETF Nomura NF Ibovespa Link. Esse tipo de produto financeiro funciona como um fundo negociado em bolsa. Nesse caso, acompanha o desempenho do Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro. As informações são do g1.
A cotação foi registrada às 9h45 da segunda-feira no Japão, o equivalente às 21h45 do domingo no horário de Brasília.
A disparada reflete a leitura de investidores de que o resultado do primeiro turno aumentou as chances da oposição na disputa presidencial. A reação dos ativos em Tóquio antecipa parte da expectativa do mercado para a abertura dos negócios no Brasil nesta segunda-feira.
Para analistas, o resultado das urnas aumentou a expectativa de uma eventual mudança na política econômica, com maior foco no ajuste fiscal. Com isso, investidores projetam valorização das ações e queda do dólar e dos juros futuros.
Em Tóquio, o ETF japonês acompanha o Ibovespa e tem uma carteira baseada nas ações que compõem o índice brasileiro.
A Vale é a maior delas, com participação de 11,8%. Em seguida aparecem Itaú Unibanco (8,5%), Petrobras PN (6,1%), Petrobras ON (4,4%) e Bradesco (4%). O ETF também tem Axia, B3, Sabesp, BTG Pactual e Itaúsa entre os dez principais ativos.
O candidato ao Governo de Pernambuco pela Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes (PSOL), agradeceu, hoje, os mais de 77 mil votos recebidos nas eleições, destacou o papel importante que sua campanha cumpriu, celebrou a eleição de Jones Manoel como primeiro deputado federal do PSOL Pernambuco, comemorou o resultado da votação de Yasmim Alves e convocou todo o povo pernambucano a batalhar fortemente para assegurar a vitória de Lula.
Ao longo da campanha, Ivan apresentou propostas como a tarifa zero no transporte público, o programa Cultura Todo Dia, o Lixo Zero, a defesa da Compesa e do Metrô públicos, o enfrentamento à escala 6×1, políticas de segurança pública com respeito aos direitos humanos e iniciativas para geração de emprego e renda.
Para o candidato, as ideias apresentadas durante a disputa eleitoral representam uma semente que foi plantada e que continuará produzindo efeitos no debate político do estado. Isso fica mais evidente diante do número de votos alcançado por Yasmim Alves para deputada estadual – embora o PSOL não tenha conquistado a vaga na Alepe – e da votação expressiva com a qual Jones se elegeu.
Com o encerramento da votação para o Governo de Pernambuco e a definição do segundo turno, Ivan também reforçou que a prioridade do campo progressista, agora mais do que nunca, deve ser a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
O candidato avaliou que o resultado eleitoral não apaga a contribuição da campanha para a discussão sobre os caminhos que Pernambuco pode seguir. Além disso, Ivan também comemorou o fato de Pernambuco não ter dado espaço no Senado para nenhum candidato bolsonarista
João Campos (PSB) encerrou a eleição deste domingo (4) com mais de 2,2 milhões de votos e um saldo político que mantém a Frente Popular como uma das principais forças de Pernambuco. O grupo conquistou as duas vagas em disputa para o Senado, elegeu uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados e ainda fez o deputado federal mais votado do Estado.
A votação de João também entrou para a história. Foi a maior já alcançada por uma candidatura de oposição ao Governo de Pernambuco. O resultado veio depois de 180 dias de campanha, com agendas em todas as regiões do Estado e uma disputa marcada pela apresentação de propostas e projetos estruturantes.
“Fizemos uma campanha limpa, propositiva, apontando para o futuro. Ninguém apresentou mais propostas do que o nosso conjunto. Tivemos a confiança de muita gente que caminhou conosco de ponta a ponta de Pernambuco”, afirmou.
A força da Frente Popular apareceu de forma ainda mais clara na eleição para o Senado. Humberto Costa garantiu a reeleição e Marília Arraes conquistou a outra vaga. Pernambuco foi o único Estado do país em que o campo progressista venceu as duas cadeiras em disputa.
“Em Pernambuco foi ao contrário. Nós mostramos que, quando o jogo é bem construído com o povo e na política, o resultado aparece”, destacou João.
A prioridade agora é a reeleição do presidente Lula. Presidente nacional do PSB, João afirmou que estará em Brasília nesta semana para conversar com a coordenação da campanha presidencial e ajudar na mobilização para os próximos 20 dias.
“A nossa prioridade absoluta é a reeleição do presidente Lula. Todo o nosso esforço, da senadora Teresa, do senador Humberto, da senadora Marília, é para construir essa vitória. Tenho convicção de que Pernambuco vai ser decisivo”, afirmou.
João Campos também deixou claro que o resultado estadual não muda sua disposição de seguir atuando por Pernambuco. Ao contrário, disse sair da eleição convicto da escolha feita e do caminho aberto pela campanha.
“Da minha parte, vocês não vão me ver de cabeça baixa, triste, reclamando. Eu não nasci para reclamar. Fiz uma campanha de 180 dias sem parar. Ninguém andou mais do que a nossa candidatura e fiz tudo com convicção. Estou feliz de ter enfrentado essa eleição e certo de que fizemos a escolha certa em ser candidato ao Governo de Pernambuco. A semente nós plantamos”.
Miguel Coelho, figura no mínimo inusitada do cenário político, especificamente da região do São Francisco, porque nunca teve expressão nenhuma no estado, chegou em último lugar nas últimas eleições para governador e hoje levou o último grande e justo golpe.
Depois de trair o próprio irmão, quando lançou uma candidatura completamente estapafúrdia a deputado federal, levou uma resposta do povo de Petrolina e de Pernambuco: não se elegeu.
O resultado da eleição mostrou Fernando Filho, que tem coerência e história, deputado de quatro mandatos e ex-ministro de Minas e Energia, renovando o seu mandato com a confiança do povo de Petrolina e do Sertão. E mostrou Miguel, que alardeava ser o reizinho, a catita do Sertão, perdendo o mandato e ficando fora.
Isso é simplesmente humilhante.
No fundo, no fundo, a eleição e o eleitor colocaram Miguel Coelho no lugar que ele agora ocupa: fora do mandato.
Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia neste domingo (4). Às 18h13, com 91,44% das seções apuradas, o candidato tinha 56,88% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O vice-governador eleito é o Delegado Rodrigo Camargo (Podemos).
Com 100% das urnas apuradas, Marcos Rogério totalizou 56,86% e 537.370 votos. Na sequência aparece Adailton Furia, com 20,06%. Ao todo, foram 945.058 votos válidos. As informações são do g1.
A Pesquisa Quaest encomendada pela Rede Amazônica e realizada no sábado (3) indicou a vitória de Marcos Rogério já no primeiro turno, considerando os votos válidos.
Mas o primeiro levantamento, realizado em agosto, mostrou que a disputa poderia ser bem mais acirrada: Rogério apareceu tecnicamente empatado com Adailton Furia, considerando a margem de erro. Um mês depois, passou a liderar a intenção de votos.
A campanha de Rogério contou com o apoio do prefeito de Porto Velho, Léo (Podemos). Sua chapa faz parte da coligação “Juntos Por Rondônia”, formado pelos partidos: Podemos, PL, Democratas, Novo e Mobiliza.
Para o eleitorado, Marcos Rogério se posicionou como um candidato de direita, apoiado pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, durante a campanha, destacou sua atuação como senador como diferencial para assumir a vaga no governo de Rondônia.
Foi a segunda vez que o candidato tentou o cargo no Executivo. Na última eleição estadual, ele foi para o segundo turno, mas foi derrotado por Marcos Rocha (PSD).
Perfil do governador eleito
Marcos Rogério da Silva Brito nasceu em Ji-Paraná (RO), tem 47 anos e formação em Direito e Jornalismo, além de mestrado em Administração Pública.
Sua trajetória política, segundo dados do TSE, começou como vereador de Ji-Paraná (RO) em 2008. Também foi deputado federal por dois mandatos consecutivos, começando em 2010; em 2018 foi eleito senador por Rondônia.
Deixou o cargo brevemente em 2022 para disputar a vaga de governador em Rondônia, mas não foi eleito.
Contexto da eleição na região
A disputa pelo governo de Rondônia em 2026 foi marcada por debates concentrados em torno de serviços essenciais ao estado: saúde, segurança pública, infraestrutura e regularização fundiária. Esses assuntos apareceram com frequência em entrevistas, debates e atos de campanha.
Outro assunto que esteve presente na disputa eleitoral, gerando assuntos nos confrontos entre os candidatos, foi batalha jurídica envolvendo a candidatura de Samuel Costa (PSB). A direção nacional do partido destituiu o diretório estadual e decidiu apoiar a candidatura de Expedito Netto (PT), mas Samuel contestou a medida na Justiça e manteve sua campanha até o fim.
Participam da disputa pelo governo de Rondônia: Adailton Furia (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União), Marcos Rogério (PL), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB).
Os candidatos Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) vão disputar o segundo turno da eleição para governador no estado do Acre. Os dois candidatos foram os mais votados no primeiro turno, realizado neste domingo (4), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mailza terminou a apuração em primeiro lugar, com 49,76% dos votos válidos, ou 218.170 votos. Rick ficou em segundo, com 32,26% equivalente a 141.665 votos.
Como nenhum dos candidatos obteve mais da metade dos votos válidos, a eleição para governador do Acre será decidida em segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.
O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), vão disputar o segundo turno da eleição para o governo do estado, em 25 de outubro.
Com 99,97% das urnas apuradas, Pazolini tinha 49,64% dos votos válidos e Ferraço, 34,06%. As informações são da Folha de S. Paulo.
Pazolini é delegado e advogado. Foi eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024. É apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante a campanha, disse que pretende fazer o primeiro governo de direita da história do estado.
Em entrevista à TV Gazeta, defendeu corte de custos, construção de presídios e hospitais e questionou as penas dadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) aos envolvidos na invasão de edifícios do Congresso e do próprio tribunal em janeiro de 2023.
Ferraço assumiu o governo em 2 de abril, quando Renato Casagrande (PSB) deixou o cargo para disputar o Senado, e disputa o governo pela primeira vez como titular.
Ele já foi vereador, deputado estadual, deputado federal e senador. Não tem apoio formal de nenhum dos principais candidatos à Presidência. Casagrande, seu padrinho político, declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista à TV Gazeta, Ferraço não quis dizer em quem votaria, afirmando que fará um governo para o Espírito Santo, sem oposição ao governo federal, independente de quem vença a eleição para presidente da República.
O PT lançou o candidato Helder Salomão. Também concorreram ao governo do Espírito Santo Breno Barcelos (Missão), engenheiro, e Rafael Demuner (UP). Os dois disputaram sua primeira eleição.
Otaviano Pivetta, do Republicanos, foi reeleito governador de Mato Grosso neste domingo (4). Com mais de 60% dos votos válidos, que corresponderam a mais de 1 milhão de votos, a vitória de Pivetta foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral pouco depois das 18h, no horário local.
Logo após o resultado, Pivetta destacou o compromisso com o estado e agradeceu a confiança do eleitorado.
“Agradecer a Deus por ter nos trazido até aqui e agradecer ao povo de Mato Grosso que nos confiou essa importante missão. Eu tenho agora o meu compromisso renovado com o povo de Mato Grosso, e eu quero muito, nesses próximos quatro anos, fazer Mato Grosso ficar cada vez melhor para toda a nossa população, proporcionar a prosperidade para todos. O povo vota muito pelo futuro, vota pela expectativa, e eu represento, graças a Deus e graças à confiança da população, eu represento esse futuro que nós vamos construir”. As informações são da Agência Brasil.
Na disputa pelo Senado Federal, Mato Grosso definiu os seus dois novos representantes. Mauro Mendes, do União Brasil, garantiu a vaga com mais de 33% dos votos, ao lado de José Medeiros, do PL, que conquistou pouco mais de 27% da preferência dos eleitores.
Ao todo, a eleição mobilizou pouco mais de 2 milhões de eleitores em 142 municípios, registrando uma abstenção de mais de meio milhão de pessoas que deixaram de comparecer às urnas. Os votos brancos somaram 4% e os nulos, 5%.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), 70, foi reeleito nas eleições deste domingo (4).
Com mais de 99% das urnas apuradas, Jorginho tinha 68,98% dos votos válidos ante 15,65% do candidato Gelson Merísio (PSB) —que concorreu com o apoio do PT— e 13,35% do candidato João Rodrigues (PSD). O resultado foi confirmado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As informações são da Folha de S. Paulo.
Em discurso após o pleito, o governador disse que a vitória foi resultado do trabalho no estado, com entregas de obras públicas e melhorias nos serviços à população. Ele prometeu continuar investindo em projetos de infraestrutura, como de rodovias, no próximo mandato.
“Santa Catarina é um estado de direita, é um estado de gente que trabalha, é um estado conservador”, afirmou ele sobre outro elemento para o êxito nas urnas.
Ao longo dos próximos quatro anos, Jorginho será acompanhado pelo ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo), eleito vice-governador. A companheira de chapa de 2022, Marilisa Boehm (PL), ficou de fora da disputa neste ano.
O governador reeleito nasceu em Ibicaré, na região central do estado. Foi vereador em uma cidade próxima, Herval d’Oeste, por um mandato, no final da década de 1970. Em 1994, conquistou sua cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, onde permaneceu até janeiro de 2011. Foi eleito duas vezes deputado federal logo na sequência, nos pleitos de 2010 e 2014. Em 2018, ganhou uma cadeira no Senado.
Na campanha deste ano, Jorginho liderou todas as pesquisas de intenção de voto feitas pela Quaest desde agosto. É a terceira eleição consecutiva em que os catarinenses elegem ao governo o candidato que carrega o mesmo número do presidenciável bolsonarista.
Em 2018, Carlos Moisés, então no PSL, mesmo partido de Jair Bolsonaro, surpreendeu ao derrotar Gelson Merísio no segundo turno. À época no PSD, Merísio era apoiado pelo incumbente Raimundo Colombo, e representava a centro-direita tradicional.