Após um dia de derrotas na Câmara, a cúpula política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, hoje, no Palácio do Alvorada. Ontem, o Planalto sofreu revezes na votação do marco temporal das terras indígenas e com a demora para análise da MP que define a organização dos ministérios.
Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) chegaram pela manhã para o encontro com Lula. Todas as agendas do presidente foram transferidas do Palácio do Planalto para o Alvorada. Hoje, Lula ainda recebe o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e terá um telefonema com o Papa Francisco, chefe da Igreja Católica.
Durante muitos anos, a saúde mental foi compreendida principalmente a partir de fatores psicológicos, genéticos e ambientais. Entretanto, pesquisas mais recentes têm demonstrado que a alimentação também exerce um papel importante no funcionamento do cérebro e no bem-estar emocional. Embora nenhum alimento seja capaz de curar sozinho um transtorno psiquiátrico, a qualidade da dieta pode influenciar significativamente o humor, a capacidade de concentração, o nível de energia e até mesmo a resposta aos tratamentos.
O cérebro é um órgão que necessita de um fornecimento constante de nutrientes para funcionar adequadamente. Vitaminas, minerais, proteínas, gorduras saudáveis e carboidratos de boa qualidade participam da produção de neurotransmissores, substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios. A serotonina, frequentemente associada à sensação de bem-estar, a dopamina, relacionada à motivação e ao prazer, e a noradrenalina, importante para a atenção e disposição, dependem de nutrientes obtidos por meio da alimentação para serem produzidas em quantidades adequadas.
Outro aspecto que tem despertado grande interesse científico é a relação entre o intestino e o cérebro. O trato gastrointestinal possui milhões de neurônios e abriga trilhões de microrganismos que formam a chamada microbiota intestinal. Estudos sugerem que existe uma comunicação constante entre o intestino e o sistema nervoso central, conhecida como eixo intestino-cérebro. Alterações nessa microbiota podem estar associadas a sintomas de ansiedade, depressão e alterações cognitivas. Por esse motivo, uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, fibras e alimentos minimamente processados pode contribuir para a manutenção de um ambiente intestinal mais saudável.
Por outro lado, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, gorduras de baixa qualidade e bebidas açucaradas têm sido associadas a um maior risco de sintomas depressivos e ansiosos. Esses alimentos podem favorecer processos inflamatórios no organismo e aumentar o estresse oxidativo, mecanismos que também vêm sendo estudados em diversos transtornos psiquiátricos.
A chamada psiquiatria nutricional é uma área em crescimento que busca compreender como hábitos alimentares podem auxiliar na promoção da saúde mental e complementar os tratamentos convencionais. Isso não significa substituir medicamentos, psicoterapia ou acompanhamento médico, mas reconhecer que uma alimentação equilibrada pode funcionar como uma importante ferramenta de apoio ao tratamento.
Além dos benefícios biológicos, a alimentação saudável também está relacionada a hábitos de vida mais organizados, melhor qualidade do sono e prática regular de atividade física, fatores que contribuem para o equilíbrio emocional. Pequenas mudanças no dia a dia, como aumentar o consumo de alimentos naturais, reduzir ultraprocessados e manter horários regulares para as refeições, podem trazer benefícios não apenas para a saúde física, mas também para a saúde mental.
Dessa forma, a alimentação deve ser vista como parte integrante dos cuidados em psiquiatria. Cuidar do que se come não substitui o tratamento especializado quando necessário, mas representa uma estratégia acessível e importante para promover o funcionamento saudável do cérebro, melhorar a qualidade de vida e favorecer o equilíbrio emocional.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Acabei de ler “O Velho Graça”, de Dênis de Moraes, a melhor, mais completa e atualizada biografia de Graciliano Ramos, uma lenda da literatura brasileira. Fiquei chocado com muitos detalhes reveladores da vida dele. Teve um pai estúpido, violento, que vivia do comércio em Palmeira dos Índios. Na infância em Quebranculo e Viçosa, foi surrado pelo pai, que batia nele com muita frequência.
Graciliano não teve vida fácil. Embora escritor consagrado até no exterior, passou perrengues financeiros em todos os momentos da sua carreira. Sem bens, viveu em casas alugadas, trocando de endereços no Rio o tempo todo. Dado a paixões, viu o suicídio de um filho que o acusava de não amá-lo. Solidário aos desfavorecidos do Nordeste, era tido como pouco afável no trato pessoal.
Um ser humano complexo na relação pessoal, com a família, amigos e até no cárcere. Espírito libertário, defendeu um estado totalitário que vigiasse a qualidade do trabalho de jovens escritores. Apoiado pelo governador de Alagoas e impulsionado por ser um nome de fora da política, foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em um pleito de uma candidatura única, consensual.
Ficou dois anos no cargo e depois renunciou. Quando prefeito, soltava os presos para construírem estradas. Foi preso em 1935 em Maceió, após a intentona comunista. Levado para o Rio de Janeiro, ficou detido por onze meses, sendo liberado sem ter sido acusado de nada ou julgado. A dolorosa experiência está relatada no livro Memórias do Cárcere.
“Se todos os sujeitos perseguidos fizessem como eu, não teria havido uma só revolução no mundo. Revolucionário chinfrim. As minhas armas, fracas e de papel, só podiam ser manejadas no isolamento”, escreveu sobre a prisão.
Com argúcia de historiador e sensibilidade literária, Dênis de Moraes traça a interligação entre as várias personas de Graciliano Ramos, que cresceu traumatizado pelas surras na infância, mas que jovem virou autodidata. Lia Balzac, Zola e Marx em francês. Foi um revolucionário prefeito de Palmeira dos Índios, também zeloso diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública de Alagoas. Foi escritor sufocado por apuros financeiros, um estilista da palavra na redação do Correio da Manhã.
Também foi militante comunista aos esbarrões com a burocracia partidária. Sem cair na armadilha do biografismo, Moraes recompõe a emergência dessa complexa figura, reconstituindo no percurso dialético de seus diversos momentos alguns dilemas fundamentais de nossa formação histórica. Resultado: nos oferece um Graciliano sem retoques. Duro, mas apaixonado; frio e áspero na superfície da fala e do gesto, mas ardente e sempre humano na fonte da vida pessoal.
A paixão pela palavra nele precedeu e acompanhou a opção política que, por sua vez, transcendeu (mas jamais renegou) a adesão partidária. O autor remonta o quebra-cabeça de Graciliano, fragmentos do passado que precisavam ser pacientemente reunidos e dispostos com a máxima coerência possível, a despeito da pluralidade de suas significações.
A necessidade de correlacionar peripécias, valores e sentimentos foi inspirada em uma passagem do Prólogo de “Memórias do cárcere”. O escritor consciente, assinala Graciliano, não deve esquivar-se dos zigue-zagues e tumultos próprios de uma existência.
“Esforcei-me para mirar o objeto sem perder de vista suas interfaces, tratando de averiguar convicções, dúvidas, anseios, vicissitudes e triunfos a fim de estabelecer conexões com a esfera ficcional engendrada por ele. Nas tensões entre o homem, a atmosfera social e a criação literária, recolhi pistas que me levassem às motivações familiares, afetivas, estéticas, ideológicas e políticas presentes em sua intervenção na realidade concreta”, diz o autor.
O livro é uma história de projeções e influências, de paradoxos e contrastes, mas, sobretudo, de coerência na busca incessante do que é essencial à vida. Do início ao fim, a vida de Graciliano Ramos é contada com muita emoção, um texto que prende e encanta.
Graciliano não cuidava da saúde. Fumava feito uma caipora, o que lhe custou a vida, pois acabou vitimado por um câncer nos pulmões. Seu grande amigo foi o escritor José Lins do Rego, que o ajudou a publicar “Angústia”, em 1936.
Outra grande amiga foi Rachel de Queiroz, que admirava sua inteligência extrema, fidelidade e humor ferino/mau humor constante. Ela o via como um “irmão” de convivência diária e um escritor de rigor absoluto com a língua, citando que ele “sabia mais português do que Aurélio”.
A principal obra de Graciliano Ramos é o romance “Vidas Secas” (1938). O clássico retrata a trajetória de uma família de retirantes sertanejos forçada a fugir da seca e da miséria no Nordeste. A obra é considerada uma das maiores expressões da literatura brasileira de denúncia social e regionalismo.
Inflação do carro acumula alta de 6,94% em 12 meses
No mês de maio, o IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação de preços de automóveis leves usados em todo o país, avançou 0,43%, registrando uma aceleração em relação ao observado no mês passado (+0,27%). Porém, ainda abaixo da média do trimestre, quando a variação foi de 0,72% No acumulado em 12 meses, a alta é de 6,94%.
O resultado de maio indica, na visão do economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, uma oscilação dentro do esperado. “O número mostra que o mercado não perdeu o ritmo. Esse comportamento é compatível com um ambiente no qual o consumo segue resiliente, mas começa a responder de forma mais sensível às condições financeiras, alternando meses de maior e menor demanda”, explica. A variação nos preços foi influenciada pelo desempenho de modelos como o Renault Kwid (4,58%), Honda HR-V (1,85%) e Volkswagen Gol (1,60%), que contribuíram para a aceleração do índice em maio. Na outra ponta, GM Onix, que puxou a alta por três meses consecutivos, registrou queda de 0,36% em maio. Sua versão sedan, Onix Plus, teve a retração mais significativa do período, com queda de 1,39%, seguido por Fiat Mobi (-1,14%) e Fiat Uno (-1,12%).
No recorte por regiões, o Centro-Oeste se destaca por registrar a maior variação em maio, (+0,99%), com destaque para o Mato Grosso do Sul, que apresentou a maior taxa entre todos os Estados do país (+1,19%). O IBV Auto revela, ainda, que o tipo de propulsão influencia diretamente na manutenção de valor dos veículos, com um contraste nítido entre os modelos elétricos e a combustão.
Os elétricos lançados em 2023 acumulam desvalorização de 45,6% até maio de 2026, pressionados pela queda nos preços dos veículos novos e pelas estratégias agressivas das montadoras para acelerar a comercialização desses modelos. No mesmo ano, os híbridos perderam 25,2% e os modelos a combustão apenas 20%. Nos modelos de 2022, a desvalorização dos elétricos chega a 49,3%, enquanto os automóveis a combustão (modelos comparáveis) perderam 13,4%.
Fiat celebra 250 mil unidades do Pulse – O SUV compacto da marca italiana celebra dois marcos importantes em maio: o modelo acaba de atingir 250 mil unidades produzidas e, também, 200 mil unidades vendidas no Brasil. Desenvolvido no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG), o modelo foi o primeiro SUV da Fiat no mercado nacional e o primeiro B-SUV a oferecer o pacote Adas. Além disso, foi responsável por abrir caminho para a marca explorar novos segmentos, como o de veículos híbridos.
O Pulse chegou ao mercado em cinco versões, mas logo ampliou a gama com a chegada da Abarth, se tornando o primeiro SUV da marca do escorpião no mundo, oferecendo uma versão mais potente. Equipado com o motor T270, o modelo entrega 185 cv de potência e 27,5kgfm, fazendo de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos. Seguindo a tendência do mercado, o Pulse ganhou uma versão MHEV, democratizando o acesso à tecnologia híbrida leve no país. Equipado com o motor T200 e aliado ao câmbio CVT de sete velocidades, o modelo une performance e eficiência, reduzindo o consumo de combustível em até 10,7% tanto na gasolina quanto no etanol.
Venda de veículos leves surpreende – O mercado de veículos leves tem surpreendido a Anfavea e a Fenabrave neste início do ano. Foram, por exemplo, 263 mil emplacamentos em maio, crescimento de 11,2% sobre abril e de 22,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Conforme dados da Consultoria K.Lume, a alta no acumulado do ano é de 17,8%, com quase 1,1 milhão de unidades licenciadas em cinco meses. As entidades do setor devem rever na virada do ano as projeções iniciais que indicavam evolução de apenas 3%. Os veículos de passeio lideram o crescimento no ano, com 21,4%. Em relação a maio de 2025, os automóveis tiveram um aumento de 27,9%. Segundo a consultoria, a segunda quinzena de maio apresentou desempenho surpreendente, concentrando 58,8% das vendas do mês. Com 20 dias úteis, a média diária foi de 13.157 unidades entre carros e comerciais leves, desempenho próximo ao de novembro de 2024, recorde nos últimos 5 anos.
BYD sobe para o 4º; GWM entra no Top 10 – Duas marcas chinesas estão entre as 10 mais emplacadas no mercado brasileiro, segundo o balanço das vendas de maio divulgado pela Bright Consulting. Fiat, Volkswagen e General Motors se mantiveram, pela ordem, nas três primeiras posições, mas coube a BYD a ascensão ao quarto lugar, com a Hyundai aparecendo na quinta colocação. Na sequência, Toyota, Renault, Jeep e Honda, com a também chinesa GWM ocupando a 10ª posição na seleta lista das marcas automotivas de veículos leves mais vendidos no Brasil. As chinesas já respondem por 18,1% do mercado de leves em maio, batendo novo recorde de participação.
Haval H9 passa o Toyota SW4 de novo – A disputa entre o Haval H9, da GWM, e o SW4, da Toyota, teve novo round. Desta vez, o japonês – que havia recuperado a liderança em abril – perdeu para o chinês em maio. O GWM Haval H9 emplacou 1.220 unidades em maio, contra 1.187 unidades do Toyota SW4. Com isso, o SUV chinês registrou crescimento de 32,49% na comparação com abril. Já o rival japonês avançou 8,79% no mesmo período. Apesar da vitória mensal do Haval H9, o Toyota SW4 continua à frente no acumulado do ano. Entre janeiro e maio de 2026, o SUV japonês registrou 5.656 unidades vendidas no Brasil. Enquanto isso, o GWM Haval H9 alcançou 4.866 unidades no mesmo período. Os dois modelos seguem com ampla vantagem sobre os concorrentes diretos no segmento de SUVs grandes.
Denza no top 5 do mercado premium – A Denza, marca premium de mobilidade eletrificada do Grupo BYD, registrou em maio seu melhor desempenho comercial desde a sua estreia no Brasil: foram 332 unidades vendidas do modelo B5, confirmando a rápida evolução da eletrificação automotiva no segmento de alto padrão no país. O resultado colocou a Denza na quinta posição do segmento premium nacional em maio, à frente de marcas europeias e americanas tradicionais que há décadas estão presentes no mercado brasileiro e que contam com diversos modelos em seu portfólio. A Denza foi lançada no país em dezembro de 2025. No acumulado do ano, já soma 786 unidades comercializadas.
“Se fizermos uma análise comparativa entre o mês de janeiro de 2026, nosso primeiro mês completo de vendas no Brasil, quando atingimos 130 veículos emplacados, com o resultado que conseguimos em maio, chegamos a um crescimento de incríveis 155%”, destaca Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil. Em Brasília, ela liderou o segmento premium em maio, com 63 unidades vendidas e 36,8% de market share. No Rio de Janeiro, a marca ficou em 2º lugar em vendas, com 44 unidades comercializadas e 17% de participação. Já em São Paulo, principal mercado premium do país, a marca teve grande volume e registrou 122 unidades vendidas no mês, acumulando 7,8% de share. Em Pernambuco, alcançou a 2ª posição em vendas, com 18 unidades comercializadas e 18,6% de share. No Ceará, apareceu em 3º lugar, com 14 unidades emplacadas e 15,6% de participação.
Ora 05 em pré-venda – A GWM abriu as reservas antecipadas do Ora 05, seu primeiro SUV 100% elétrico no Brasil. O modelo pode ser reservado no site da marca, no Mercado Livre ou nas concessionárias mediante depósito de R$ 9 mil. O preço oficial será revelado em 29 de junho. Esse é o segundo modelo Ora no país – o primeiro foi o hatch Ora 03. O SUV chega para ampliar a presença da fabricante chinesa em um segmento cada vez mais disputado e em expansão no Brasil, onde rivais como BYD, Geely, Leapmotor, GAC e outras também avançam. A aposta da marca está na conectividade: o aplicativo My GWM permite controlar à distância funções como climatização, travamento das portas, localização do veículo e monitoramento da bateria. No interior, o ORA 5 traz central multimídia de 14,6″ com o sistema Coffee OS3, painel digital de 10,25″, comando de voz com inteligência artificial e conexão à internet. Há ainda compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto e atualizações remotas via OTA, que dispensam idas à concessionária para renovar o software.
Tiggo 7 e 8 híbridos têm agora 1,2 mil km de autonomia – A Caoa Montadora teve um crescimento de 35% nos licenciamentos no primeiro quadrimestre. Mas não parou: ao contrário, renovou seus produtos – como o Tiggo 5X Hybrid, em fevereiro, e agora com os Tiggo 7 Pro PHEV e Tiggo 8 Pro PHEV. Os SUVs médio e grande começam a ser vendidos em versões únicas por, respectivamente, R$ 190 mil e R$ 230 mil, com mudanças estéticas e na lista de conteúdos de série. Os dois Tiggo plug-in ganharam novo motor 1.5 TGDI, a gasolina, de 135 cv de potência máxima, e dois outros elétricos. Esse trio entrega 279cv. A depender da condução e demanda, os SUVs atuam em modo integralmente elétrico, híbrido em série ou híbrido paralelo. A bateria é de 18,4 kWh nos dois produtos. Segundo a Caoa Chery, o Tiggo 7 Pro PHEV faz 38,6 km/l, enquanto o Tiggo 8 Pro PHEV chega a 36,1 km/l. A autonomia elétrica é de até 70 km. Os dois SUVs, em tese, podem superar os 1.200 km percorridos, distância que os coloca entre os líderes em autonomia combinada.
Veja imagem do novo Hyundai produzido no Brasil – A marca coreana Hyundai compartilhou nesta quinta-feira (4), em suas redes sociais, o primeiro teaser do seu novo modelo produzido no Brasil, que será lançado no mercado em breve. Na imagem, é possível ver alguns detalhes da dianteira do veículo, com destaque para o farol com a assinatura “H-Architecture”, exclusiva da marca para o conjunto óptico, e a tecnologia Seamless Lighting, que conecta os faróis através de uma faixa de luz contínua em LED por toda a dianteira do veículo.
A “H-Architecture” refere-se à linguagem de design futurista da Hyundai, na qual a letra “H” serve como uma referência da iluminação externa do veículo. Esta linha de criação foi concebida para atuar como uma assinatura visual instantaneamente reconhecível e uma reinterpretação moderna do clássico logotipo da Hyundai. O novo modelo será uma configuração inédita, produzida em Piracicaba (SP) e posicionada entre o HB20 e o CRETA, também fabricados no local.
Vendas da Ranger crescem – A picape da Ford registrou 3.530 unidades em maio, seu melhor mês de vendas desde dezembro de 2024. Isso significa um crescimento de 13,7% comparado a abril – mais que o dobro do segmento de picapes médias. Com isso, elevou sua participação para 25,5%, reduzindo a distância em relação à liderança ao menor nível desde o lançamento da nova geração (3,3 pontos porcentuais). As novas versões da Ranger com cabine simples e chassi-cabine tiveram os embarques iniciados no final de maio e ainda não aparecem nesse total. A Ranger liderou as vendas em mercados importantes do agronegócio brasileiro, como Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Tocantins e Roraima, além de Sergipe e Rio de Janeiro.
Nova exigência da CNH entra em vigor segunda – A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) confirmou a nova exigência que impacta diretamente quem busca a Carteira Nacional de Habilitação (CNH): a partir desta segunda-feira (8), quem for tirar a primeira habilitação nas categorias A (motos) e B (carros) precisará realizar o exame toxicológico antes de dar prosseguimento aos demais exames, como o psicotécnico. Esta medida, que antes era exclusiva para motoristas profissionais das categorias C, D e E, agora se estende a todos os novos condutores.
A decisão foi oficializada pela Lei 15.153/2025 e pela Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), visando aumentar a segurança nas estradas. O exame toxicológico, que tem validade de três meses, detecta o uso recorrente de diversas substâncias, incluindo cocaína, maconha, anfetaminas e opioides, com um histórico de até 180 dias. O teste, feito em cabelo ou pêlos do corpo, detecta uso de substâncias nos últimos 90 dias a 6 meses. Motoristas só obtêm a CNH com resultado negativo. Especialistas acreditam que a medida pode salvar vidas, como já aconteceu com motoristas reabilitados desde 2016.
600 mil motoristas no Move Brasil Táxi & App – Já chega a 600 mil o número de inscritos no Move Brasil – Taxi & App, programa que vai destinar R$ 30 bilhões para que motoristas de aplicativos e taxistas possam comprar um carro 0 km de até R$ 150 mil com taxa de juro reduzida e seis meses de carência para pagar. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, lembra que os créditos aprovados serão liberados a partir do próximo dia 19.
“São inscrições que ainda terão de passar pelo crivo dos bancos para serem aprovadas ou não. Mas é um número significativo. Se um terço conseguir o crédito, serão comercializados 200 mil veículos novos no contexto do programa”, comentou Calvet. A Anfavea projetou no início do ano alta de 2,8% nas vendas de carros e comerciais leves, percentual próximo ao divulgado na mesma ocasião pela Fenabrave (mais 3%). No acumulado de janeiro a maio, contudo, o segmento já emplacou quase 1,1 milhão de unidades, expansão de 18,2% sobre o mesmo período de 2025.
Capital Moto Week 2026 – A estrada já está chamando! De 23 de julho a 1º de agosto, Brasília se transforma na capital da música e da liberdade sobre duas rodas. Com o lema “Velocidade e Movimento”, o CMW 2026 chega ainda mais intenso, imersivo e conectado ao lifestyle que move a Cidade da Moto. Confira algumas das atrações:
O Capital Moto Week é o maior festival de motos e rock da América Latina. Atrai 800 mil pessoas, 350 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 400 mil m².
Como a herança italiana uniu motociclistas no Brasil – Comunidade é aquilo que reúne valores e gostos para unir pessoas, compondo uma identidade. Por isso, o consumidor, na hora de comprar um produto, costuma levar em consideração o quanto aquela marca o representa e defende suas crenças. Torna-se este o X da equação que todas as empresas almejam, mas nem sempre conseguem: a paixão dos clientes. E foi movida por isso que a Moto Morini chegou ao Brasil no ano passado, querendo ser diferente e com o objetivo claro de fomentar a sua comunidade como ativo estratégico no país. O plano de longo prazo da empresa não mira volume; mira valor.
Por isso, a marca aposta na construção de uma comunidade engajada, fiel e satisfeita, que ama tudo que envolve a cultura italiana, desde gastronomia e confraternização até o design de suas motocicletas. “Nunca fomos uma marca movida a volume em 89 anos de história. O nosso negócio é para quem é apaixonado por moto italiana e pela história do motociclismo, aficionados que querem estar em contato com outros entendedores dentro de uma comunidade. Viemos para sermos diferentes e, até aqui, o saldo é mais do que positivo”, avalia Fabricio Morini, presidente da operação brasileira. Presente em 57 países e com montagem local em Manaus (AM), a Moto Morini possui oito concessionárias espalhadas pelo Brasil: Santo André (SP), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Salvador (BA), Vitória (ES), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG).
Carros de aplicativo exigem cuidados especiais de manutenção – Os brasileiros, ainda bem, têm usado cada vez mais carros de aplicativo em vez de usar o próprio. Isso vale tanto para facilidade na mobilidade ou mesmo para evitar riscos de serem paradas em blitz, especialmente após consumirem bebida alcoólica. É uma decisão prudente, que garante a segurança de todos.
Com esse aumento grande na demanda por esse tipo de transporte, é importante os motoristas ficarem atentos para não serem pegos de surpresa por problemas que poderiam ser evitados e ficarem com o carro parado na oficina, o que significa perder dinheiro na manutenção e sem poder trabalhar. A manutenção preventiva é fundamental para assegurar a segurança, o desempenho e a durabilidade dos veículos, além de contribuir para uma experiência mais confortável e agradável para os passageiros. Por isso, a DPaschoal traz dicas importantes para manter o carro de aplicativo funcionando adequadamente em todos os momentos.
Pneus – Confira sempre a pressão, desgaste irregular e o estado geral de conservação deles. Pneus carecas ou com baixa pressão aumentam o risco de acidentes e reduzem a eficiência do combustível, fazendo o veículo consumir mais. Na hora de frear, pneus em bom estado garantem uma parada eficiente e segura. Se constatar algum problema, leve o carro a um centro automotivo de confiança e efetue a troca dos pneus.
Freios – Manter o sistema de freios em perfeitas condições é crucial para a segurança de motoristas e passageiros. Se notar que, ao acionar o freio, o pedal está menos eficiente, trepidando, baixando ao parar no semáforo ou chiados e barulhos, é sinal de que precisa de manutenção. Nesse caso, faça a revisão das peças e itens, como pastilhas e fluidos, efetuando a troca em caso de necessidade.
Óleo – Para o motor funcionar adequadamente, é necessário que os óleos lubrificantes estejam com boa qualidade e dentro do limite de quilometragem indicado pelo fabricante. Verifique sempre o nível do óleo e se ele está com boa aparência. A falta de manutenção pode ocasionar danos irreparáveis ao motor, aumentando muito o custo de manutenção. Portanto, verificar preventivamente é essencial para evitar gastos maiores e para não deixar o carro parado por mais tempo. Lembre-se sempre de seguir as recomendações do manual do veículo e, se necessário, trocar também o filtro do óleo.
Ar-condicionado – Os passageiros esperam entrar no carro de aplicativo e ter o ar-condicionado funcionando e a temperatura agradável para fazer a viagem com conforto. Por isso, faça a revisão de todo o sistema, realizando a sua higienização a cada 10 mil quilômetros ou se notar a perda de eficiência da refrigeração.
Suspensão – Os carros de aplicativo rodam durante todo o dia pelas cidades, muitas vezes por ruas esburacadas. Isso afeta diretamente o sistema de suspensão do veículo. Se o motorista notar instabilidade ao dirigir ou barulhos e ruídos vindos da suspensão, é hora de levar a um centro automotivo para verificação e manutenção. Com a suspensão funcionando adequadamente, os passageiros terão uma viagem mais confortável.
Sistema elétrico – Verifique periodicamente o sistema elétrico do veículo, incluindo a bateria, luzes e fiações. Se o veículo começar a apresentar dificuldade na partida ou não ligar, os faróis estiverem fracos ou sem ligar, o ar condicionado apresentar problemas ou os dispositivos elétricos apresentarem falhas, é sinal de que algum problema está acontecendo e as funcionalidades do carro podem ser prejudicadas e oferecer riscos inesperados ao motorista e aos passageiros.
Limpeza – Além dessas dicas, é importante que o motorista de aplicativo tome outros cuidados para oferecer a melhor experiência aos seus passageiros. Manter o carro sempre limpo e higienizado demonstra cuidado e preocupação com o passageiro. Mantenha as palhetas do limpador de para-brisas sempre em perfeito estado para não ser pego de surpresa em caso de chuva, o que impacta diretamente a segurança da condução.
“Todo motorista deve fazer a manutenção preventiva e corretiva do veículo. Os profissionais de aplicativo devem ter ainda mais cuidado, já que dependem do carro para trabalhar e transportam pessoas pela cidade”, diz Danilo Ribeiro, coordenador do CTTi – Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação da DPaschoal. São cuidados simples de serem feitos, mas que ao não serem realizados podem representar situações de perigo e risco, além de obrigar o motorista a ficar sem o carro (e sem trabalhar) por mais tempo que o necessário, acarretando em perda de dinheiro.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE ontem (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
O deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Izaías Régis declarou apoio à pré-candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte ao Senado durante agenda realizada na quinta-feira (5), em Garanhuns, no Agreste Meridional de Pernambuco. A manifestação ocorreu durante um encontro que reuniu parlamentares, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas da região.
Ao anunciar o apoio, Izaías mencionou a relação que mantinha com o ex-governador Carlos Wilson, avô do deputado federal Lula da Fonte. O parlamentar foi líder do governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Com a declaração, Izaías passa a integrar o grupo de lideranças que apoiam a pré-candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado. “Estaremos firmes, levando o nome de Raquel e de Eduardo da Fonte no Agreste Meridional. Garanhuns é grata à governadora pela maternidade e por tantas obras estruturadoras do seu governo. Por isso, não tenho dúvidas que iremos reeleger Raquel e colocar Eduardo da Fonte no Senado”, disse o deputado.
A Polícia Federal planeja colocar o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na lista de difusão prateada da Interpol (Polícia Internacional) com o objetivo de rastrear e bloquear as movimentações financeiras dele no exterior. A ferramenta foi utilizada pela primeira vez no início de 2025 contra um mafioso italiano e viabiliza a cooperação internacional na identificação e retenção de bens de pessoas investigadas. Diferente da difusão vermelha, que visa a captura do fugitivo, o dispositivo foca no patrimônio do alvo.
Caso seja pedida formalmente pela PF, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e acatada por autoridades norte-americanas, a medida poderia alcançar os R$ 61 milhões repassados por Vorcaro a um fundo norte-americano sob o pretexto de financiar o filme “Dark Horse”, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. As informações são do jornal O Globo.
Tanto o Brasil como os Estados Unidos participam do programa piloto da Interpol que testa o alerta. Até o momento, a liquidante do Banco Master tem buscado bloquear os bens ligados a Vorcaro nos EUA por meio de ações diretas na Justiça americana e não via Interpol.
A indicação de fundos, contas e bens no exterior é um dos pontos que a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) esperam que Vorcaro entregue em seu acordo de delação premiada, que vem sendo negociado desde março. Os investigadores suspeitam que o banqueiro ainda mantém recursos fora do território nacional que não foram mapeados. Além disso, eles consideram que o dinheiro pode ser utilizado para cobrir os prejuízos das fraudes bilionárias provocadas pelo Master.
Na operação que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a PF apontou que Vorcaro contava com um operador que tinha uma empresa aberta nas Ilhas Virgens para pagar as despesas de viagens do parlamentar pela Europa, Estados Unidos e Caribe.
Nesta semana, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu a abertura de um novo inquérito para apurar os repasses de Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse. O dinheiro foi remetido aos Estados Unidos a um fundo que está no nome de um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Uma das hipóteses aventadas pela PF é que o dinheiro foi usado para financiar a estadia de Eduardo nos EUA, o que o ex-deputado nega. Como parte desse eixo de investigação que busca as transações de Vorcaro fora do país, também deve ser pedida posteriormente a quebra de sigilo bancário do fundo.
Nesse contexto, a PF aguarda um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para saber em que processo o caso deve tramitar. Se no inquérito das fraudes do Master, que é conduzido pelo ministro André Mendonça, ou no processo sobre a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro para sancionar o Brasil, que está sob os cuidados de Alexandre de Moraes. “Agora precisamos aguardar a decisão jurídica e dar os passos seguintes”, afirmou Andrei, em entrevista à GloboNews, na última terça-feira.
No fim de maio, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chegou a pedir providências da Interpol e da direção da PF para “fins de cooperação penal internacional, intercâmbio de informações policiais e eventual acionamento dos canais próprios” sobre o financiamento de Dark Horse por meio do fundo norte-americano.
“Possibilidade de emissão de Silver Notice, Silver Difusion, alerta, difusão ou instrumento equivalente da INTERPOL para preservação, localização e identificação de ativos, documentos e informações financeiras associados às pessoas físicas e jurídicas envolvidas, caso preenchidos os requisitos jurídicos e operacionais aplicáveis”, diz o pedido assinado pelo deputado petista e a coordenador jurídico da liderança do PT na Câmara.
A difusão prateada promove a troca de informações entre os países integrantes do programa no rastreamento de bens de um determinado alvo. Se encontrar alguma movimentação financeira em seu território, as autoridades daquele país podem avisar o Brasil sobre os repasses e facilitar o seu confisco.
Túlio Gadelha corre o risco de reproduzir um traço que marcou Jânio Quadros: a dificuldade de separar independência de incoerência. Em um momento se posiciona de um lado, no seguinte sinaliza para outro.
O problema não é pensar diferente, mas fazer da imprevisibilidade um método político. A crítica deixa de ser sobre personalidade e passa a ser sobre comportamento político: incoerência, volatilidade, personalismo e excesso de gestos contraditórios.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) propôs, neste sábado (6), criar uma rede estadual de atendimento especializado a crianças neurodivergentes. O anúncio foi feito em Bom Conselho, no Agreste Meridional, região que sofre com a falta de assistência nessa área. A demanda foi uma das principais queixas feitas pela população durante o “Anota Aí!”, iniciativa de escuta popular promovida pela pré-campanha de João em locais de grande circulação. Na cidade, o pré-candidato também caminhou pela feira livre ao lado de apoiadores e deu entrevista a uma rádio local.
“Nós vamos criar uma rede estadual de cuidado com a criança neurodivergente, para poder levar atendimento de fono, fisioterapia, terapia ocupacional, psiquiatra, psicólogo infantil. Assim como eu fiz os centros TEA no Recife, a gente vai levar a rede desses centros especializados para o interior do estado”, declarou João.
Segundo o pré-candidato, o número de atendimentos na área no Recife passou de 2,5 mil para 28 mil por mês durante sua gestão. “É muito importante a gente ter uma política de cuidado, em que a gente faça que as mães, as famílias, as crianças sejam atendidas. No Recife, quando assumi, havia 2,5 mil atendimentos por mês. Eu entreguei oito centros e, depois de cinco anos, nós tínhamos 28 mil atendimentos por mês. Multipliquei mais de dez vezes o atendimento para as crianças neurodivergentes, e isso a gente vai fazer por Pernambuco”, completou.
Durante a visita ao município, moradores também relataram preocupações relacionadas à situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bom Conselho. Em resposta, João Campos afirmou que pretende reabrir a unidade caso seja eleito governador e reiterou a proposta de criar uma rede de atendimento a crianças com TEA no interior do estado.
A agenda em Bom Conselho foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pelo senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), pela pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), pelo deputado estadual Cayo Albino (PSB), pelo ex-candidato a prefeito de Bom Conselho Danniel Godoy e por ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças do Agreste Meridional.
É possível melhorar as condições de trabalho no Brasil sem comprometer o crescimento econômico, sem provocar uma queda do PIB e sem colocar em risco a competitividade das empresas. Mais do que isso: é possível construir uma sociedade mais saudável, mais equilibrada e mais feliz.
Afinal, a economia é fundamental, mas não é tudo. O ser humano não existe para servir aos números. O PIB não abraça filhos, não participa de aniversários, não cuida da saúde mental e não devolve o tempo perdido. Precisamos trabalhar para viver, e não viver para trabalhar.
O debate sobre o fim da escala 6×1, atualmente em discussão no Congresso Nacional, trouxe à tona uma questão muito mais profunda do que a simples organização da jornada de trabalho. O que está em jogo é a qualidade de vida de milhões de brasileiras e brasileiros que dedicam a maior parte de seus dias ao trabalho e dispõem de apenas um único dia para descansar, cuidar da casa, conviver com a família, resolver problemas pessoais e tentar recuperar as energias para recomeçar tudo novamente.
Os trabalhadores defendem a mudança porque conhecem, na prática, o peso dessa rotina exaustiva. Diversos estudos e reportagens apontam a relação entre jornadas excessivas e problemas como ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outras doenças físicas e emocionais. Não se trata apenas de cansaço. Trata-se de saúde, dignidade e humanidade. Do outro lado, parte do empresariado e de alguns setores econômicos argumenta que a mudança elevará custos, reduzirá a produtividade e afetará a economia. É um argumento conhecido. Aliás, conhecido demais.
Ao longo da história, praticamente todo avanço social enfrentou resistência semelhante. Foi assim com a abolição da escravidão. Foi assim com a criação das férias remuneradas. Foi assim com o décimo terceiro salário. Em todos esses momentos, ouviu-se a mesma profecia: “a economia vai quebrar”, “os custos serão insuportáveis”, “a produtividade cairá”. Mas a história mostrou o contrário.
Hoje, ninguém em sã consciência defenderia a retirada das férias ou do décimo terceiro salário sob o argumento de aumentar a competitividade econômica. Pelo contrário: esses direitos se incorporaram à própria ideia de civilização, respeito e valorização do trabalho humano. Por isso, talvez esteja na hora de ampliar o foco do debate. Além do PIB (Produto Interno Bruto), precisamos falar também do FIB: Felicidade Interna Bruta.
Precisamos medir não apenas quanto o país produz, mas também como vivem as pessoas que produzem essa riqueza. Precisamos perguntar se os trabalhadores têm tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, praticar esportes, estudar, participar da vida comunitária, frequentar espaços culturais ou simplesmente descansar sem culpa.
Um dia a mais de descanso não representa apenas uma folga a mais no calendário. Pode representar mais saúde, mais convivência familiar, mais oportunidades de qualificação profissional, mais lazer, mais cultura e mais qualidade de vida.
E há outro aspecto frequentemente ignorado: trabalhadores mais satisfeitos tendem a ser mais produtivos, mais criativos e mais comprometidos. Empresas modernas ao redor do mundo já compreenderam que investir no bem-estar das pessoas não é caridade, é inteligência empresarial.
A mão de obra não é um custo qualquer em uma planilha. É um ativo estratégico. É o coração que movimenta a economia. Valorizar quem trabalha não significa enfraquecer as empresas, significa fortalecer a própria base sobre a qual elas se sustentam.
O Brasil do futuro não será construído apenas com indicadores econômicos positivos. Será construído com pessoas saudáveis, motivadas e felizes.
Por isso, parafraseando e invertendo a célebre frase de James Carville (“É a economia, estúpido”), ouso afirmar: Não é apenas a economia, estúpido. É a felicidade!
*Ex-prefeito do Cabo, Jaboatão e ex-Secretário Estadual de Justiça e Direitos Humanos
Após especulações de que o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) ficaria fora da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD), o pré-candidato ao Senado reforçou a ofensiva para garantir espaço no grupo governista. Neste sábado (6), Coelho publicou uma foto nas redes sociais ao lado de Raquel e do também pré-candidato a senador Túlio Gadêlha (PSD), gerando a interpretação de que esse seria um registro da “chapa oficial”.
Na legenda, o presidente estadual do União Brasil escreveu “quatro pessoas que querem o melhor pra Pernambuco se olhando”. A gestora estadual também deixou um comentário na publicação, afirmando que os aliados seguem unidos no trabalho e no compromisso com Pernambuco.
No final de maio, Miguel Coelho concedeu uma entrevista ao programa Café no Ponto, onde declarou que existia a possibilidade de ele concorrer a uma candidatura avulsa à Casa Alta, caso não fosse um dos escolhidos pela governadora. A declaração repercutiu negativamente entre alguns integrantes da Federação União Progressista, que definiram o posicionamento do ex-prefeito como um “projeto individual e isolado”.
Em nota, o diretório estadual do União Brasil afirmou que a postulação de Coelho “trata-se do direito de um partido federado pleitear espaço compatível com o tamanho e a representatividade que a federação reúne em Pernambuco”.
Depois do ocorrido, começou-se a especular que a presença de Túlio Gadêlha e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) na reunião do Consórcio Público para o Desenvolvimento da Região Agreste Meridional de Pernambuco (Codeam), que ocorreu ontem (5), em Garanhuns, teria objetivo eleitoral, para apresentar os dois nomes escolhidos para integrar a chapa ao Senado de Raquel Lyra.
Gadêlha cancelou a participação no evento e deixou claro que “a governadora está no comando do processo” e tem tempo para fazer definições eleitorais. Os postulantes à chapa, porém, buscam garantir que seus nomes estejam em evidência. A governadora Raquel Lyra terá que escolher entre Miguel Coelho, Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e o senador Fernando Dueire (PSD).
Em mais uma parada no Agreste Meridional, o pré-candidato a governador João Campos (PSB) foi a Angelim, neste sábado (6), para receber o título de cidadão do município. No local, reforçou o compromisso com a expansão do Embarque Digital, programa que foi uma das marcas de sua gestão à frente da Prefeitura do Recife. O pessebista disse que, se eleito, pretende fazer de Angelim um dos polos da iniciativa de formação superior em tecnologia no interior de Pernambuco.
“A partir de hoje, eu posso ter o orgulho de bater no peito e dizer que meu compromisso é ainda maior com Angelim, porque agora sou filho dessa terra. E quero firmar um compromisso: Angelim será a primeira cidade onde a gente vai lançar o Embarque Digital de Pernambuco, para que ela tenha um polo de funcionamento do programa aqui no interior do estado”, declarou.
Ao lado do prefeito Caíque (PSB), João Campos elogiou a Prefeitura de Angelim pelo investimento em transformação digital. Por meio de uma parceria com a Prefeitura do Recife, a cidade do Agreste está lançando o Conecta Angelim, com serviços públicos à disposição da população por meio digital. “Tenho um orgulho muito grande de você, Caíque, que é um prefeito que toda cidade do Brasil gostaria de ter, alguém decente, zeloso. Se Caíque está fazendo isso agora, imagine quando ele tiver um amigo governador? Eu não vou sair de casa para perseguir ninguém, porque a gente tem que cuidar bem de quem cuida do povo”, discursou João Campos.
Já o prefeito Caíque agradeceu a parceria com João Campos. “O povo de Angelim mostra que é grande. Angelim é a primeira cidade do interior de Pernambuco a ter essa gama de serviços digitais. Agradeço a você, João, por ouvir esse sonho que eu tinha, lhe apresentei quando você estava na prefeitura e que começa a virar realidade”, disse.
Estiveram na solenidade o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), o ex-prefeito de Angelim Douglas Duarte (PSB) e outras lideranças.
Por Betânia Santana Da Folha Política – Folha de Pernambuco
O mapa político de Pernambuco neste sábado tem um novo arranjo, costurado pela governadora Raquel Lyra, que há pouco mais de um ano se filiou ao PSD. O partido abriga agora 78 prefeitos.
A virada de chave mais recente, nessa sexta-feira, foi da prefeita de Ribeira, na Mata Sul, Carol Jordão. Com o desembarque dela, aliada do presidente da Assembleia, deputado Álvaro Porto (MDB), sobe para nove o total de gestores que decidiram deixar o PSB e caminhar com a governadora.
Cada adesão é um gol de placa para quem recebe e, na maioria das vezes, dor de cabeça para quem perde. Mas convém não confundir quantidade de prefeito com passaporte autenticado para a vitória. Prefeito ajuda, mobiliza, mas não carrega o eleitor pelo braço.
O voto majoritário em Pernambuco costuma ser arredio às ordens das prefeituras. Raquel Lyra sabe disso por experiência própria. Em 2022, chegou ao Palácio das Princesas carregando o apoio de menos de dez prefeitos.
Essa lição de independência do eleitor foi vivenciada por Eduardo Campos, pai do ex-prefeito do Recife. Em 2006, ele era a terceira via de uma disputa que parecia decidida. De um lado, Mendonça Filho, na época vice-governador de Jarbas Vasconcelos; do outro, Humberto Costa, com o motor do governo federal.
Quase sem prefeitos, Eduardo chegou ao segundo turno, unificou palanque e liquidou a fatura com 65,36% dos votos. A governadora faz o dever de casa, mas no dia do pleito, quem manda é o cidadão.
Balanço da migração
Oito prefeitos do PSB, além de Carol Jordão, migraram para o PSD de Raquel Lyra: Zé Martins (João Alfredo), Nego do Mercado (Capoeiras), Gilberto Ribeiro (Flores), Corrinha de Geomarco (Dormentes), Camila Souza (Iati), Lindonaldo da Farinha (Frei Miguelinho), Juarez da Banana (Machados) e Dr. Evaldo Bezerra (Mirandiba).