Clique no link disponível e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
Clique no link disponível e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a interlocutores que escolheu o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para assumir a cadeira de Ricardo Lewandowski, que deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública na semana passada.
Wellington César foi ao Palácio do Planalto para conversar o presidente na tarde desta terça-feira (13). O anúncio oficializando o nome deve ocorrer nas próximas horas. As informações são do g1.
Quem é Wellington César?
Wellington César Lima e Silva já foi, por um breve período, ministro da Justiça de Dilma Rousseff e secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, entre 2023 e julho do ano passado, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras.
Wellington Cesar foi indicado procurador-geral da Justiça na Bahia pelo ex-governador Jaques Wagner, quando teve forte atuação no combate ao crime organizado.
Desde a saída de Lewandowski, a bancada da Bahia patrocinava o nome de Wellington César Lima e Silva para a vaga. Wellington César tinha apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Jaques Wagner, muito próximos de Lula. Ele foi cotado para o STF, antes de Lula escolher Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso.
Ministério da Justiça e Segurança Pública
A mudança no ministério ocorre em um momento de protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, e em meio ao avanço de organizações criminosas, e a episódios de violência associados a disputas entre facções.
Estão vinculados ao Ministério da Justiça: a Polícia Federal (PF); a Polícia Rodoviária Federal (PRF); e a Força Nacional, acionada para atuar nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública.
Entre os motivos que levaram Lewandowski a antecipar a sua saída do cargo, segundo apurou a TV Globo, estava a retomada das articulações no governo Lula para dividir a pasta em dois ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública, como ocorreu no governo Michel Temer.
Leia menos
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), é o entrevistado de hoje do meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceira com a Folha de Pernambuco. Em entrevista ao programa da última semana, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, lançou Leite como candidato à Presidência da República, alternativa ao fim da polarização entre Lula e a direita bolsonarista.
Na pauta, as eleições presidenciais, os escândalos do INSS e Banco Master, a prisão de Bolsonaro e o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ainda a gestão de Leite no Rio do Sul, sua saída do PSDB e a sucessão gaúcha num cenário no qual ele venha a disputar o Senado e não o Palácio do Planalto.
Leia maisEduardo Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador do município de Pelotas, em 2004, obtendo a primeira suplência e assumindo a vaga após a cassação de um parlamentar.
Em seguida, integrou a administração municipal, primeiro como assessor e secretário interino e depois como chefe de gabinete nos governos de Bernardo de Souza e Fetter Júnior. Em 2008, foi eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.
Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa na eleição de 2010, Leite foi eleito prefeito de Pelotas em 2012, permanecendo no cargo durante quatro anos e sendo sucedido por Paula Mascarenhas, sua vice-prefeita.
Na eleição de 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori (MDB). Tornou-se assim um dos governantes mais jovens da história do estado e o primeiro governador brasileiro abertamente homossexual. Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, foi escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo a Bruno Araújo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona nesta terça-feira (13) a lei que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que vai substituir o ICMS e o ISS e será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.
O comitê será responsável por administração, fiscalização e coordenação a operacionalização do novo imposto. Segundo o governo, a União, os estados e os municípios vão atuar de forma integrada na gestão do novo imposto. As informações são do g1.
Leia maisO governo também lança a Plataforma Digital da Reforma Tributária, que deve dar suporte à nova estrutura tecnológica do sistema tributário brasileiro.
O evento contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A partir de agora, ficam estabelecidas as regras de fiscalização do imposto, de devolução de créditos e do cashback tributário, mecanismo de compensação voltado a famílias de baixa renda.
Outro ponto previsto na lei é a obrigatoriedade de progressividade do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado pelos estados.
As alíquotas continuarão sendo definidas por cada unidade da federação.
Plataforma da Reforma Tributária do Consumo (RTC)
A plataforma digital da reforma tributária poderá ser acessada por meio do portal “gov.br” e vai concentrar serviços como por exemplo, a calculadora de tributos e o acompanhamento, em tempo real, de valores a pagar e créditos a receber.
Segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que desenvolveu a plataforma, a expectativa é que o sistema monitore cerca de 500 bilhões de eventos fiscais e financeiros já no primeiro ano de operação.
Todo o processamento é feito sob a gestão do Estado, para garantir a autonomia tecnológica, proteção de dados e continuidade operacional.
Segundo o secretário Robinson Barreirinhas, da Receita Federal, as pessoas de baixa renda também vão poder, por meio da plataforma, acompanhar a devolução dos tributos.
Ano sem cobrança de IBS
Durante todo o ano de 2026, não haverá cobrança do IBS nem da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
As alíquotas de 0,1% para o IBS e de 0,9% para a CBS terão caráter apenas informativo e constarão nas notas fiscais sem gerar recolhimento.
➡️As empresas terão prazo para adaptação sem aplicação de penalidades.
➡️Já os microempreendedores individuais (MEI) e empresas optantes pelo Simples Nacional estão dispensados da obrigação de informar as alíquotas neste primeiro momento.
➡️Segundo a Receita Federal, não há impacto nos preços para os consumidores nem mudanças nas regras para trabalhadores autônomos ou motoristas de aplicativos.
Reforma tributária
O Congresso Nacional concluiu em dezembro do ano passado a regulamentação da reforma tributária, quando estabeleceu o comitê gestor do IBS.
O uso das urnas eletrônicas no Brasil completa 30 anos em 2026. Considerado uma inovação que transformou a votação no país, o primeiro modelo possuía poucas funcionalidades. Basicamente teclado numérico semelhante ao de um telefone, com números em braile. Não havia coleta biométrica, por exemplo.
Na época, em 1996, o equipamento foi utilizado em todas as capitais e em 31 municípios com mais de 200 mil eleitores, atingindo cerca de 30% do eleitorado do país. A exceção foi o Distrito Federal, que não tem eleições municipais. As informações são da CNN.
Leia maisO objetivo era garantir maior celeridade, sigilo, segurança e eficiência, tanto na votação quanto na apuração.
A expansão foi rápida. Em 1998, a votação eletrônica ocorreu em 537 municípios com mais de 40 mil eleitores e, em 2000, o sistema passou a ser utilizado em todos os municípios brasileiros, informatizando completamente as eleições.
Desde sua criação, a urna eletrônica passou por diversas atualizações tecnológicas, tanto em seu hardware quanto nos softwares. A cada eleição, novas funcionalidades são incorporadas, acompanhando os avanços da tecnologia da informação e reforçando os princípios de sigilo, celeridade e integridade do voto.
Desde a primeira urna até a atual, fabricada em 2023, foram desenvolvidas 14 versões.
A última geração possui novo design e melhorias relacionadas à capacidade de processamento das informações, interação com o mesário por meio de teclado sensível ao toque e diretivas de segurança do equipamento. A evolução desses aparelhos trouxe avanços em diversas frentes:
Biometria
Desde 2008, a Justiça Eleitoral passou a utilizar a identificação por impressões digitais para reconhecer biometricamente o eleitorado. A coleta da biometria é um serviço eleitoral obrigatório.
A identificação biométrica torna o processo eleitoral ainda mais seguro, ao impedir que uma pessoa tente votar no lugar de outra e ao possibilitar a detecção de registros duplicados no cadastro eleitoral.
Essa tecnologia é mais uma medida adotada pela Justiça Eleitoral para reduzir a intervenção humana na votação, principal fator de vulnerabilidade do sistema no passado.
Atualmente, dos mais de 150 milhões de eleitores aptos a votar, cerca de 86% — mais de 137 milhões de pessoas — já possuem dados biométricos cadastrados.
Ao abrir os testes das urnas de 2025, no início de dezembro, a ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ressaltou a transparência e a confiabilidade do sistema eleitoral.
A presidente do TSE destacou que o teste permite a participação direta da sociedade na busca por aprimoramentos dos sistemas eleitorais. “Convidamos a sociedade para investigar, examinar e verificar se há alguma vulnerabilidade que ainda tenha que ser corrigida antes das eleições, daqui a dez meses”, afirmou.
Entre 2008 e 2023, pelo menos 500 visitantes de 50 países foram recebidos pela Justiça Eleitoral brasileira.
Segundo o TSE, somente nas últimas eleições gerais, em 2022, cerca de 200 pessoas de mais de 30 países diferentes tiveram contato com aspectos essenciais do processo eleitoral brasileiro, como a urna eletrônica e o código-fonte, o sistema de identificação dos eleitores, além de estratégias de combate à desinformação.
Leia menos
A CDL e o Sindcom de Serra Talhada anunciaram oficialmente a realização da 26ª ExpoSerra, Feira de Indústria, Comércio e Serviços de Serra Talhada, marcada para os dias 13, 14 e 15 de agosto de 2026. O evento será realizado no município de Serra Talhada e reúne empresas, empreendedores e representantes de diversos setores produtivos da região.
A ExpoSerra chega à 26ª edição consolidada como uma das principais feiras de negócios do interior de Pernambuco, com foco na promoção comercial, na geração de parcerias e na circulação de oportunidades entre indústria, comércio e serviços. A expectativa da organização é manter uma programação diversificada e um ambiente voltado à ampliação de investimentos e conexões empresariais.
Segundo o presidente da CDL Serra Talhada, Maninho Ferreira, “a ExpoSerra é um patrimônio de Serra Talhada e do Sertão”. Ele afirmou ainda que “divulgar cedo e iniciar rapidamente a venda dos estandes é fundamental para o sucesso da edição”. A organização informou que a comercialização dos espaços será iniciada em breve, com vagas limitadas, e que novas informações serão divulgadas nos próximos dias.
Parlamentares petistas têm compartilhado imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adulteradas por inteligência artificial. O conteúdo original mostra o mandatário durante sua viagem de férias à Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, no ano novo.
Lula publicou um vídeo em suas redes sociais falando sobre o passeio, no último sábado, em que aparece somente de sunga, e as imagens passaram a ser modificadas para que o presidente apareça “musculoso”. Um dos que compartilharam a publicação falsa foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais“O homem está forte e o projeto é longo. Vem tetra!”, diz a fotografia, em alusão à disputa de Lula pelo quarto mandato presidencial nas eleições deste ano.

A publicação do deputado recebeu “Notas da Comunidade” da rede social X, além ser ironizada por opositores pelo fato de ter “adicionado” um dedo a Lula na mão esquerda. O programa é utilizado para “adicionar contexto a posts potencialmente enganosos”.
Segundo a empresa, os próprios usuários “podem deixar notas em qualquer post e, se um número suficiente de colaboradores com diferentes pontos de vista classificar essa nota como útil, ela será exibida publicamente”.
Ao GLOBO, Lindbergh ressaltou que o conteúdo adulterado não é de sua autoria e foi compartilhado por engano. O parlamentar frisou, ainda, ser a favor da regulação do uso de inteligência artificial nas redes sociais.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) compartilhou a mesma fotografia. “Tetra vem aí e com base de apoio maior, no Congresso e na sociedade”, escreveu no post. O vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff (PT), repostou a imagem dizendo que “o tetra vem aí”, em referência a um eventual quarto mandato de Lula no cargo de presidente da República.
O perfil oficial do diretório do Partido dos Trabalhadores em São Paulo também compartilhou o conteúdo com a legenda “Lula com 80 anos”. Entre petistas e bolsonaristas, a imagem fez surgir comparações entre a saúde de Lula e a do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem enfrentado complicações médicas e passado por cirurgias frequentes. Ainda há, em perfis ligados ao ex-presidente, a circulação de imagens falsas que “envelhecem” a aparência do petista na Restinga da Marambaia.
‘Acabar com o preconceito entre esquerda e direita’
Em vídeo postado pela primeira-dama Janja Lula da Silva, neste sábado, o mandatário aparece usando sunga e um boné com o brasão da Presidência da República enquanto comenta sobre a junção do Oceano Atlântico, de um lado, com a Baía de Sepetiba, do outro.
— O que é extraordinário aqui é que vocês vão perceber que tem onda que vem de lá pra cá, e tem onda que vem dali para cá. Essa é uma demonstração extraordinária, até para acabar com o preconceito entre a esquerda e a direita. Aqui, a onda que vem da direita se junta com a que vem da esquerda e constrói o mar — diz o presidente.
Leia menos
A DPDF (Defensoria Pública do Distrito Federal) instaurou um procedimento para analisar informações relacionadas às condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sob custódia da PF (Polícia Federal), em Brasília.
A iniciativa foi após o órgão ser oficialmente oficiado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que solicitaram providências a respeito do caso. As informações são da CNN.
Leia maisJá no final de dezembro, Bolsonaro passou por procedimentos para conter soluços, com reforço no bloqueio do nervo frênico.
Em nota, a Defensoria informou que a abertura do procedimento ocorre “no exercício de suas atribuições constitucionais de fiscalização e de garantia dos direitos fundamentais de pessoas sob a custódia do Estado”.
Segundo o órgão, a medida tem como objetivo “averiguar os fatos noticiados”, sem antecipação de conclusões ou posicionamentos sobre o mérito.
A DPDF destacou que sua atuação é pautada por critérios técnicos, imparciais e independentes.
“A instituição esclarece que atua de forma técnica, imparcial e independente, sem juízo prévio de mérito”, afirmou no comunicado.
O texto ressaltou ainda que todas as apurações seguem os trâmites legais e institucionais previstos.
“Informações adicionais somente serão prestadas se e quando houver conclusão do procedimento ou da deliberação oficial sobre o caso”, concluiu em nota.
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza o pagamento retroativo para servidores da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios, de direitos remuneratórios – como anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio – que haviam sido congelados em razão da pandemia da covid-19.
A lei foi publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União e estabelece que os pagamentos estão relacionados ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. De acordo com a norma, os benefícios serão pagos desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública à época da pandemia e conte com orçamento disponível. As informações são da Agência Brasil.
Leia maisEm nota, o Palácio do Planalto reforçou que deve ser respeitada a disponibilidade orçamentária da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios e destacou que a norma tem caráter autorizativo, ou seja, permite que cada ente federativo decida, de forma autônoma e por meio de lei própria, sobre o pagamento retroativo das vantagens pessoais em questão.
“Durante o período do regime emergencial, a legislação impediu a concessão dessas vantagens e a contagem do tempo necessário para adquiri-las, como forma de controlar os gastos públicos. Com o fim do estado de emergência sanitária, a proposta busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema”, explica o comunicado.
Ainda de acordo com o Palácio do Planalto, do ponto de vista fiscal, a lei não gera despesas automáticas nem obriga pagamentos imediatos. “Qualquer recomposição fica condicionada à disponibilidade de recursos no orçamento, à estimativa de impacto financeiro e à autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias”.
“A norma também impede a transferência de custos para outro ente, como a União, preservando a responsabilidade fiscal e os recursos públicos”, diz o Planalto.
Entenda
A norma teve origem no Projeto de Lei Complementar 143/2020, de autoria da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), aprovado no Senado no final de dezembro de 2025 com relatório favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR).
Durante a votação da matéria no plenário, Arns lembrou que a medida não traz qualquer criação de despesa a mais, uma vez que o valor já estaria previsto no Orçamento. Para o senador, a Lei Complementar 173 de 2020 impôs restrições severas à contagem de tempo para vantagens funcionais com o objetivo de conter gastos públicos em um momento de crise.
Tais restrições, na avaliação do parlamentar, embora justificadas no contexto emergencial da covid-19, acabaram produzindo prejuízos duradouros aos servidores, que continuaram exercendo suas funções, muitas vezes em condições difíceis, sem que pudessem usufruir de direitos que normalmente decorreriam do tempo de serviço.
Para Arns, a nova lei “restabelece esse equilíbrio, reconhecendo o esforço e o trabalho prestado, sem romper com a lógica de responsabilidade fiscal”.
O senador alterou o texto original do projeto para substituir a expressão “a servidores públicos” para “ao quadro de pessoal”, ou seja, a mudança valerá para servidores públicos efetivos e para empregados públicos contratados por meio da CLT.
Leia menos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou, hoje, o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para levar ao Plenário da Corte a discussão sobre os embargos infringentes contra a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pela Primeira Turma. Moraes afirmou que o pedido é juridicamente incabível por ter sido apresentado após o trânsito em julgado da ação penal e o início do cumprimento da pena.
Ontem, os advogados de Bolsonaro haviam recorrido contra a decisão que barrou os embargos infringentes, tipo de recurso que permite o reexame do caso. No despacho, Moraes, relator do caso, destacou que a condenação já havia transitado em julgado, o que afasta a possibilidade de novos recursos, e que o ex-presidente já iniciou o cumprimento da pena, impedindo a reabertura da discussão na própria ação penal. As informações são do portal Estadão.
Leia maisPara sustentar a decisão, o ministro reconstruiu a linha do tempo do processo: o acórdão condenatório foi publicado em 22 de outubro de 2025, os embargos de declaração foram rejeitados por unanimidade pela Primeira Turma em 17 de novembro, e o trânsito em julgado foi declarado em 25 de novembro.
A execução da pena foi determinada no dia seguinte e referendada pela Primeira Turma em 26 de novembro. Na sequência, em dezembro, Moraes rejeitou o pedido de embargos infringentes apresentado pela defesa com base no entendimento de que esse recurso é inadmissível por falta de ao menos dois votos pela absolvição. No caso de Jair Bolsonaro, apenas o ministro Luiz Fux divergiu.
O agravo regimental (nome técnico do recurso) foi protocolado pela defesa apenas em 12 de janeiro deste ano. Com base nesse histórico, Moraes afirmou que o pedido é “absolutamente incabível” e julgou o recurso prejudicado, sem entrar no mérito da tese apresentada pelos advogados.
No recurso rejeitado agora, a defesa sustentava que, diferentemente do Plenário, as decisões das Turmas do Supremo não exigem um número mínimo de votos divergentes para a apresentação de embargos infringentes. Os advogados também pediam que, caso os embargos fossem admitidos, prevalecesse o voto vencido de Fux, o que poderia levar à nulidade da ação penal ou à absolvição de Bolsonaro.
Leia menos
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do banco Master, que ele classificou como o que pode ser a “maior fraude bancária” do país. Ele afirmou que tem conversado diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que determinou liquidação da instituição financeira.
A liquidação ocorreu após investigadores descobrirem negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o Banco de Brasília (BRB) num valor de R$ 12,2 bilhões. As informações são do portal G1.
Leia mais“Tenho falado com o presidente do BC quase que diariamente, dando todo respaldo institucional da Fazenda. Penso que temos feito um trabalho conjunto muito importante, porque envolve a Fazenda também, o caso Reag [fundos envolvidos com a operação Carbono Oculto]. Tem uma conexão que está sendo apurada entre os dois casos”, disse o ministro a jornalistas.
A operação Carbono Oculto foi deflagrada em 28 de agosto de 2025 pela Polícia Federal, envolvendo 1.400 agentes em dez estados, com o objetivo de desarticular um amplo esquema de fraude tributária, lavagem de dinheiro, e atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Haddad informou que tem conversado, também, com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo.
Nesta semana, Vital do Rêgo se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta segunda (12) para “encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC”, que questionava a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências.
“Falei com o presidente do TCU algumas vezes ao telefone na semana passada. Eu penso que houve uma convergência como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados. Penso que as coisas vão caminhar para o lado certo”, acrescentou o ministro da Fazenda.
“O caso inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária do país. Temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo espaço para a defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo bastante firmes em relação àquilo que tem de ser defendido pelo interesse público”, declarou o ministro da Fazenda.
Leia menos
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), anunciou, hoje, que deixará o comando do Ministério em abril para se dedicar integralmente ao projeto eleitoral de 2026. Pré-candidato ao Senado, ele afirmou que a desincompatibilização seguirá o calendário legal e permitirá maior foco na construção de sua candidatura.
“Estou trabalhando muito para cada vez mais consolidar a nossa candidatura ao Senado. Me sinto pronto e preparado para representar Pernambuco no Senado. Tive o privilégio de ser vereador do Recife, deputado estadual, secretário de Estado, deputado federal e agora ministro. Por tudo isso, me sinto pronto para representar Pernambuco no Senado. Conheço os desafios econômicos e sociais do nosso estado e tenho certeza de que vamos fazer uma bela campanha, apresentando propostas que dialogam com o futuro de Pernambuco”, afirmou o ministro.
Leia mais“Entretanto, eleição majoritária não depende apenas de um desejo pessoal, mas, sim, de um conjunto de fatores. Mas tenho certeza de que ao lado do presidente Lula (PT) vamos construir uma bela vitória. Tenho conversado com o presidente, que cada vez mais tem me estimulado a disputar o Senado porque ele sabe que sempre procurei fazer política com decência, lealdade e correção. Vamos juntos, ao lado de Lula, continuar trabalhando muito nos próximos anos pelo futuro do nosso Estado”, avaliou Costa Filho.
Ainda de acordo com o ministro, a avaliação positiva do seu nome nas pesquisas de intenção de voto tem reforçado a viabilidade e lhe estimulado a seguir com a candidatura. “Estou pronto e preparado para continuar ao lado do presidente Lula ajudando Pernambuco e o Brasil”, declarou Silvio Costa Filho.
Silvio Costa Filho também destacou que está muito feliz pelos resultados que estão sendo apresentados pelo ministério, sobretudo, pelo grande crescimento do setor portuário e da aviação civil brasileira.
Leia menos