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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inviabilizou neste sábado (18) a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a viagem que o chefe de Estado argentino fará ao Brasil na próxima semana.
Em despacho assinado nesta manhã, o ministro considerou prejudicado o pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro para autorizar a realização da visita, por entender que a solicitação perdeu o objeto após a decisão proferida ontem, quando endureceu as regras da prisão domiciliar e suspendeu, por 30 dias, todas as visitas sociais ao ex-presidente. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisO requerimento havia sido protocolado pelos advogados de Bolsonaro diante da expectativa de encontro com Milei, um dos principais aliados internacionais do bolsonarismo. O presidente argentino confirmou presença na convenção nacional do PL, marcada para o próximo dia 25, em São Paulo, quando será oficializada a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Além de participar do evento partidário, Milei afirmou, em entrevista à rádio argentina Now, que pretendia seguir para Brasília para “cumprimentar” o ex-presidente.
Ao analisar a petição, Moraes afirmou que não havia mais o que decidir, uma vez que a nova decisão sobre o cumprimento da pena já restringe o acesso à residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Pelo despacho, permanecem autorizadas apenas as visitas de médicos, fisioterapeutas e advogados.
“Em virtude do item 1 de decisão proferida em 17/7/2026, julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias”, escreveu o ministro.
A decisão deste sábado é um desdobramento das novas medidas impostas por Moraes na noite de ontem. Embora tenha mantido a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, o ministro concluiu que o ex-presidente descumpriu as medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, posteriormente lida pelo senador durante um ato político e divulgada nas redes sociais.
Ao acolher parcialmente parecer da Procuradoria-Geral da República, Moraes entendeu que o episódio não justificava o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, mas considerou necessário endurecer as restrições para impedir que o ex-presidente continue influenciando o processo eleitoral deste ano. Segundo o ministro, a carta tinha conteúdo claramente político-eleitoral e foi produzida para ser divulgada ao público, contrariando as determinações já impostas pelo Supremo.
Além de suspender por 30 dias todas as visitas sociais, preservando apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados, Moraes proibiu Bolsonaro de participar de reuniões com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições. Também vedou a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais produzidos pelo ex-presidente, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado.
Na decisão de ontem, Moraes rejeitou o argumento da defesa de que Bolsonaro desconhecia que a carta seria tornada pública. Para o ministro, a alegação é incompatível com o próprio teor do documento, dirigido “aos brasileiros” e no qual o ex-presidente apresenta Flávio como seu “porta-voz” e conclama apoiadores a se engajarem em sua pré-candidatura.
O relator também ressaltou que Bolsonaro já estava proibido, desde julho de 2025, de utilizar redes sociais direta ou indiretamente e que o Supremo havia esclarecido, na ocasião, que a vedação abrangia também a divulgação de materiais produzidos previamente para circulação por terceiros. Apesar de reconhecer o descumprimento das medidas cautelares, Moraes entendeu que, por se tratar da primeira infração desde o início da execução definitiva da pena, a manutenção da prisão domiciliar, acompanhada de novas restrições, era suficiente e proporcional.
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Do Poder360
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, esteve presente em 19 das 47 viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo do 3º mandato. Ao todo, o chefe da PF ficou 81 dias em viagens junto da comitiva presidencial e visitou 20 países diferentes. O levantamento do Poder360 foi feito com base em informações obtidas via LAI (Lei de Acesso à Informação).
O diretor-geral esteve em 46% das viagens internacionais do presidente da República. O prestígio do chefe da PF na comitiva presidencial supera o de ministros da Esplanada. O diretor da Polícia Federal acompanhou Lula nas reuniões da cúpula do G7, em junho, e até na primeira viagem de Estado a Washington sob a gestão de Donald Trump. Andrei tem mais prestígio com Lula do que a maioria dos 38 ministros da administração petista.
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Em nota, a Polícia Federal afirmou que, além de acompanhar Lula nos compromissos internacionais, Andrei também busca estabelecer uma agenda institucional própria com reuniões bilaterais com dirigentes de forças policiais e organizações internacionais.
A corporação disse que, nas 19 missões oficiais, o diretor-geral assinou 7 instrumentos de cooperação internacional, 3 memorandos de entendimento, 4 cartas de intenção para intercâmbio de informações e capacitação de agentes.
“As agendas oficiais foram amplamente divulgadas, à época de sua realização, nos canais institucionais da Polícia Federal, em observância ao princípio da transparência. Em razão das restrições de comunicação aplicáveis durante o período de defeso eleitoral, parte desse conteúdo encontra-se temporariamente indisponível para consulta pública nos canais oficiais”, declarou a corporação em nota.
A Polícia Federal apresentou uma explicação individualizada de cada uma das viagens do diretor-geral, que pode ser lida ao final do texto.
As viagens com Lula
A proximidade entre Lula e Andrei é histórica. O atual chefe da PF comandou a segurança do petista na campanha de 2022. Também foi secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos durante a Copa de 2014 e as Olimpíadas do Rio (2016), por indicação de Dilma Rousseff (PT). Andrei também havia coordenado a segurança da petista na eleição de 2010.
Andrei atua como chefe da Polícia Federal desde o início do 3º mandato do petista. Ao longo de três anos e meio, o diretor-geral viu três diferentes ministros da Justiça e Segurança Pública: Flávio Dino, Ricardo Lewandowski e Wellington César Lima e Silva (atual ministro).
Lula e Andrei mantêm uma interlocução direta e contínua. Essa regra se aplica também nas viagens internacionais. Em 2023, o diretor-geral esteve em 23 das 62 viagens internacionais do presidente. Agora, em 2026, Andrei acompanhou o petista em 20 das 21 viagens internacionais da comitiva presidencial.
O presidente e o chefe da PF mantêm contato direto, inclusive para tratar de temas diversos. A relação ganha relevância no momento em que a Polícia Federal conduz investigações de forte impacto político, como os inquéritos sobre o Banco Master e as fraudes no INSS, que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — embora o filho do presidente ainda não tenha sido indiciado no último relatório da PF.

Eis a explicação que a PF enviou ao Poder360 sobre as viagens internacionais do diretor-geral Andrei Rodrigues:
• 9 de fevereiro de 2023 a 11 de fevereiro de 2023 (Washington, nos EUA) – “Reunião com a cúpula do FBI (Federal Bureau of Investigation) para reforçar a cooperação entre a Polícia Federal e o FBI, especialmente no compartilhamento de informações sobre alvos da Justiça brasileira localizados nos Estados Unidos e outros temas de cooperação policial internacional”;
• 11 de abril de 2023 a 16 de abril de 2023 (Pequim e Xangai, na China) – “Reunião oficial na sede do Ministério da Segurança Pública chinês com autoridades da área de segurança pública da China para fortalecimento da cooperação policial bilateral, intercâmbio de informações e tratar da possibilidade de criação de uma Adidância da PF na China, com a assinatura de Carta de Intenções entre a Polícia Federal do Brasil e o Ministério da Segurança Pública da China, firmada com o vice-ministro chinês Liu Zhau. Também houve visita à Universidade de Segurança Pública da China, onde o DG se reuniu com o reitor Cao Shiquan a assinou Memorando de Entendimento entre a Polícia Federal do Brasil e a Universidade de Segurança Pública do Povo da China, voltado à capacitação e ao treinamento policial”;
• 17 de maio de 2023 a 23 de maio de 2023 (Hiroshima e Tóquio, no Japão) – “Cúpula ampliada do G7 em Hiroshima, reunião com a Agência Nacional de Polícia do Japão (NPA), em Tóquio, para discutir mecanismos de cooperação policial internacional entre as forças policiais, além da possibilidade de instalação de uma Adidância da PF no Japão. Foi assinada Carta de Intenções entre a Polícia Federal da República Federativa do Brasil e a Agência Nacional de Polícia do Japão. Além disso, houve a visita Oficial ao Major General Tran Minh Tien, Diretor-Geral do Escritório da Agência de Polícia Investigativa do Vietnã (OIPA);
• 15 de julho de 2023 a 19 de julho de 2023 (Bruxelas, na Bélgica) – “3ª Cúpula União Europeia-CELAC e assinatura de Carta de Intenções entre a Polícia Federal da República Federativa do Brasil e a Polícia Federal da Bélgica para incrementar a Cooperação Policial”;
• 30 de novembro de 2023 a 6 de dezembro de 2023 (Dubai, nos Emirados Árabes, e Berlim, na Alemanha) – “O Diretor-Geral da PF participou de painel sobre cooperação internacional e integração no combate aos crimes na Amazônia, promovido durante a conferência climática COP 28, em Dubai. Também houve uma visita à Sede Geral da Polícia de Dubai e ao SPS (Smart Police Station) Center. Na Alemanha, houve reunião com o Vice-Presidente do BND – Serviço Federal de Informações da Alemanha (Bundesnachrichtendienst), Dr Ole Diehl, e com o Presidente da BKA – Polícia Federal Criminal da Alemanha (Bundeskriminalamt), Dr Holger Münch;
• 16 de abril de 2024 a 18 de abril de 2024 (Bogotá, na Colômbia) – “Reunião com a Polícia Nacional da Colômbia, com a assinatura de Carta de Intenções com o objetivo de fortalecer a cooperação no combate ao garimpo ilegal de ouro, demonstrando o interesse mútuo de ingresso da Polícia Nacional da Colômbia no Programa Ouro Alvo da PF. Também houve reunião na Ameripol com oficiais de ligação sediados em Bogotá. Estiveram presentes representantes policiais da Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Peru, República Dominicana e Itália (observadora)”;
• 8 de julho de 2024 a 10 de julho de 2024 (Assunção, no Paraguai, e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia) – “64ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados, em Assunção. Reunião de chefes de Estado em que foi formalizada a entrada da Bolívia no Mercosul como membro pleno, em Santa Cruz de la Sierra”;
• 4 de agosto de 2024 a 6 de agosto de 2024 (Santiago, no Chile) – “Reunião com o Diretor da Policía de Investigaciones de Chile (PDI), Eduardo Cerna, que tratou sobre cooperação policial, combate aos crimes transnacionais e integração decorrente do Corredor Bioceânico”;
• 29 de setembro de 2024 a 1º de outubro de 2024 (Cidade do México) – “Reuniões com autoridades policiais mexicanas para fortalecimento da cooperação policial e do combate ao crime transnacional”;
• 5 de dezembro de 2024 a 6 de dezembro de 2024 (Montevidéu, no Uruguai) – “Reunião com o subdiretor da Polícia Nacional do Uruguai, Jhonny Diego Sosa, para tratar de iniciativas conjuntas de cooperação internacional. Reunião com o embaixador Marcos Leal Raposo Lopes, na qual foram debatidas estratégias para ampliar a integração entre os organismos de segurança dos dois países”;
• 22 de março de 2025 a 30 de março de 2025 (Tóquio, no Japão, e Hanói, no Vietnã) – “Tratativas para a abertura da adidância no Japão”;
• 8 de maio de 2025 a 15 de maio de 2025 (Moscou, na Rússia, e Pequim, na China) – “Tratativas para a abertura da adidância na China. Reunião com Sun Maoli, vice-ministro do Ministério da Segurança Pública da China, para tratar sobre o combate ao cibercrime, ampliação da cooperação criminalística e intercâmbio de informações e capacidades técnicas. Visita ao Beijing AI Unmanned Driving Control Center, onde conheceu inovações tecnológicas aplicáveis ao trabalho policial”;
• 3 de junho de 2025 a 10 de junho de 2025 (Paris, na França) – “Assinatura do Memorando de Entendimento com a Gendarmerie Nationale, sobre o combate à mineração ilegal de ouro em áreas de interesse protegidas ou de interesse patrimonial; e reuniões com a Police Nationale e com a Direção Geral de Segurança Interna (DGSI)”;
• 21 de agosto de 2025 a 22 de agosto de 2025 (Bogotá, na Colômbia) – “5ª Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)”;
• 22 de outubro de 2025 a 28 de outubro de 2025 (Hanói, no Vietnã, e Kuala Lumpur, na Malásia) – “Assinatura da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético (Convenção de Hanói)”;
• 17 de fevereiro de 2026 a 25 de fevereiro de 2026 (Nova Délhi, na Índia, e Seul, na Coreia do Sul) – “2ª Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial; reunião com o Diretor Geral do CBI (Escritório Central de Investigação), Sr. Praveen Sood; e tratativas para a abertura da adidância na Índia; assinatura do Memorando de Entendimento entre a Polícia Federal do Brasil e a Agência Nacional de Polícia da República da Coreia para o Fortalecimento da Cooperação Policial”;
• 16 de abril de 2026 a 22 de abril de 2026 (Barcelona, na Espanha, Hannover, na Alemanha, e Lisboa, em Portugal) – “Reunião Plenária da 1ª Cúpula Brasil–Espanha; reunião com o Cônsul-Geral do Brasil em Barcelona, Embaixador Pedro Henrique Lopes Borio; e reunião com o Diretor Nacional da Polícia Judiciária de Portugal, Carlos Manuel Antão Cabreiro”;
• 6 de maio de 2026 a 9 de maio de 2026 (Washington D.C., nos EUA) – “Visita bilateral com o POTUS”;
• 14 de junho de 2026 a 18 de junho de 2026 (Évian, na França) – “52ª Cúpula do G7”.
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Participei, há pouco, na rádio Independente, de Arcoverde, de um debate sobre as eleições 2026, com a líder do Governo Zeca Cavalcanti na Câmara, Célia Galindo (Podemos), sob a coordenação do jornalista Darcio Rabelo, que ao final produziu o vídeo abaixo.
O pré-candidato ao Senado e presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP), acompanhou, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), do prefeito de Pesqueira, Cacique Marcos Xukuru, e dos deputados federais Lula da Fonte e Túlio Gadelha, a abertura da 3ª edição do Festival Pernambuco Meu País, em Pesqueira, no Agreste Central.
O deputado destacou as ações destinadas à cidade, entre elas a parceria com o deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), para a implantação da Casa Azul de Pesqueira, que já está em pleno funcionamento. O centro de referência oferece atendimento especializado a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“É uma alegria ver Pesqueira recebendo um evento que valoriza nossa cultura, fortalece o turismo e movimenta a economia. Acompanhar mais uma edição do Festival Pernambuco Meu País, ao lado da governadora Raquel Lyra e desse grande time, só fortalece a nossa missão de continuar transformando Pernambuco”, afirmou Eduardo da Fonte.
Do jornal O Globo
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro endureceu as restrições impostas ao ex-presidente. Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
Entre as medidas, Moraes:
Suspende por 30 dias todas as visitas sociais ao ex-presidente, preservando apenas os atendimentos médicos, fisioterapêuticos e as visitas de advogados;
Leia maisProíbe visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026;
Veda a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais produzidos por Bolsonaro, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado;
Flávio Bolsonaro continuará proibido de visitar o pai por 90 dias
Na decisão, o ministro do Supremo acolheu o entendimento da Procuradoria-Geral da República de que o episódio da carta não justifica o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, mas determinou novas restrições para impedir qualquer interferência do ex-presidente no processo eleitoral de 2026.
Na decisão, Moraes rejeita a alegação da defesa de que Bolsonaro desconhecia que a carta seria divulgada publicamente. Para o ministro, a versão é incompatível com o próprio conteúdo do documento, dirigido “aos brasileiros”, no qual o ex-presidente apresenta Flávio Bolsonaro como seu “porta-voz” e conclama apoiadores a se engajarem em sua pré-candidatura presidencial.
O relator lembra ainda que, desde julho de 2025, Bolsonaro já estava submetido à proibição de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, e que o Supremo havia esclarecido, à época, que também seria vedada a utilização de “material pré-fabricado” destinado à divulgação por terceiros. Segundo Moraes, tanto Bolsonaro quanto Flávio tinham pleno conhecimento da extensão da restrição e das consequências de seu descumprimento.
Apesar de reconhecer o descumprimento da medida cautelar, Moraes considerou que este foi o primeiro episódio desde o início da execução definitiva da pena e concluiu que sua gravidade não justifica a revogação da prisão domiciliar humanitária. Na avaliação do ministro, a suspensão temporária das visitas e a fixação de novas restrições são sanções proporcionais para prevenir novas tentativas de utilização da imagem de Bolsonaro durante a campanha eleitoral.
A decisão também rebate a argumentação apresentada pela OAB e pela defesa de Flávio Bolsonaro de que a suspensão das visitas comprometeria o exercício da advocacia. Moraes afirma que Bolsonaro já recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar, incluindo 64 encontros com advogados, e que é representado por uma equipe de 30 defensores, o que, segundo ele, demonstra que o direito de defesa permanece integralmente preservado.
Na decisão, o ministro do STF afirma ainda que a situação de Bolsonaro é “incomparavelmente mais benéfica” do que a das 705.872 pessoas privadas de liberdade em unidades prisionais do país, das quais 384.586 cumprem pena em regime fechado.
Segundo o ministro, os benefícios concedidos ao ex-presidente em razão de sua condição de saúde “não podem acarretar odiosos privilégios contrários à legislação e autorizar flagrante desobediência às decisões judiciais, inclusive por seus advogados”.
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O ex-vereador Joselito Nogueira aproveitou a visita da governadora Raquel Lyra (PSD) a Belém do São Francisco, neste sábado (18), para pedir a autorização do asfaltamento integral da PE-460, rodovia que liga o município a Salgueiro. Segundo ele, a obra é considerada estratégica para o desenvolvimento da região e beneficiaria um trecho de aproximadamente 42 quilômetros, passando pelo distrito de Riacho Pequeno.
Em seu apelo, Joselito destacou a importância histórica da estrada, lembrando que a área corresponde à antiga BR-116, construída na década de 1940 durante o governo de Getúlio Vargas para conectar o Nordeste ao Sul do país. De acordo com o ex-vereador, o projeto executivo da obra já está concluído, restando apenas a realização da licitação e a emissão da ordem de serviço. “Não podemos perder o bonde da história. Essa estrada faz parte da identidade do nosso povo e foi construída para encurtar distâncias, impulsionando o desenvolvimento da região”, pontuou Joselito.
O possível uso de um avião de socorro aeromédico do Governo de Pernambuco para transportar a governadora Raquel Lyra (PSD) a agendas de cunho político já motivou representações a pelo menos seis órgãos policiais e de controle nas esferas federal e estadual. As informações do caso já estão nas mãos da Polícia Federal (PF), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que devem se manifestar em breve sobre o teor das denúncias.
O caso, conhecido como “Escândalo do Aeroquel”, aponta indícios de desvio de finalidade no emprego da aeronave King Air 260, prefixo PS-GEP, sob gestão da Secretaria de Defesa Social (SDS). Embora o avião tenha sido adquirido em 2025 para fazer o transporte de pacientes e de órgãos para transplante, passou a ser usado pela governadora em agendas políticas. Em dezembro, por exemplo, enquanto o veículo estava à disposição de Raquel em Brasília, o governo precisou alugar um táxi aéreo por R$ 100 mil para socorrer um paciente, gerando um gasto em duplicidade e desnecessário para os cofres públicos.
A denúncia indica que já houve o mapeamento de 55 voos ligados a compromissos políticos feitos em aeronaves do Governo do Estado que deveriam servir a demandas de segurança ou de saúde pública. Órgãos como a PF, a STN e o TCU também estão com informações que indicam um possível desvio de finalidade no uso de recursos de uma operação de crédito de R$ 1,097 bilhão para adquirir o avião usado por Raquel, já que a lei autorizativa da operação só deu aval para investimentos em infraestrutura, para a construção de um complexo de Polícia Científica e para a implantação de uma maternidade.
Do jornal O Globo
Enquanto intensifica a presença no Rio, onde se aproximou do governo interino, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem evitado estados com possíveis palanques duplos em apoio à sua reeleição. Em locais como Pernambuco, Maranhão e Paraíba, Lula tem calculado movimentos para não incomodar aliados que disputam seu apoio.
O presidente chegou a gravar um vídeo, em junho, para declarar apoio ao ex-prefeito João Campos (PSB) na eleição pernambucana, mas não compareceu ao estado. A fala de Lula ocorreu após o PSB manifestar incômodo com sugestões de um palanque duplo com Campos e a atual governadora Raquel Lyra (PSD), sua rival na corrida estadual.
Leia maisA única visita de Lula a Pernambuco neste ano ocorreu durante o carnaval, quando ele posou ao lado de Lyra e de Campos. No mês passado, o petista Wellington Dias, atual ministro do Desenvolvimento Social, disse em entrevista ao jornal O Globo que Lula teria “mais de um palanque em vários estados”, e citou justamente Pernambuco como um desses casos. O presidente do PT, Edinho Silva, desautorizou Dias após Campos se queixar da declaração.
“Meu partido e eu estamos apoiando João Campos para governador (…). Eu não preciso contar minha relação com o PSB, que é a maior aliança nacional que nós temos”, disse Lula, em video, após a entrevista.
Outro local evitado por Lula em meio a uma bola dividida é a Paraíba, estado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), busca apoio do Planalto para concorrer ao Senado, mas a aliança local de Lula já inclui o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o ex-governador João Azevêdo (PSB), que será candidato ao mesmo cargo.
Motta já manifestou incômodo após Lula gravar um vídeo em apoio a Veneziano. Assim como no caso de Pernambuco, o presidente se manifestou de forma remota, sem comparecer pessoalmente ao estado.
Chance de triplo apoio
No Maranhão, outro estado que não foi visitado por Lula neste ano, o vice-governador Felipe Camarão (PT) disputa o apoio do presidente com o atual chefe do Executivo, Carlos Brandão — que apoia o sobrinho, Orleans Brandão (MDB), para sucedê-lo no governo.
Camarão é apoiado por aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, ex-governador do Maranhão, que rompeu com Brandão, seu antigo vice.
Uma ala do PT, por outro lado, tem feito acenos à pré-candidatura de Eduardo Braide (PSD), abrindo a chance de um palanque triplo para Lula no estado.
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Acabei de ser cumprimentado pela governadora Raquel Lyra (PSD), no café do restaurante Cruzeiro, em Arcoverde, onde tenho uma choupana e passo o fim de semana com minha Nayla.
Estava acompanhada apenas do secretário André Teixeira, com quem dividiu um suculento café da manhã. Ela passou pela minha mesa para cumprimentar as pessoas ao lado e ficou surpresa quando me viu.
Eu estava de cabeça baixa, escrevendo a crônica domingueira e só percebi que ela estava frente a frente pela voz. Levantei-me e apertei sua mão, depois de um rápido comentário dela: “Você por aqui? Como vai?”
Em seguida, se dirigiu à mesa onde André Teixeira a aguardava.
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) recomendou a rejeição das contas de 2020 do ex-governador da Bahia Rui Costa (PT), referentes à sua atuação como presidente do Consórcio Nordeste durante a pandemia de Covid-19.
O parecer aponta a existência de “erros administrativos grosseiros” na condução da compra de 300 respiradores, operação que resultou no pagamento antecipado de R$48,7 milhões à empresa Hempcare, sem que os equipamentos fossem entregues. As informações são do Diário do Poder.
Leia maisSegundo os auditores, Rui Costa e o então secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, aparecem como responsáveis pelas decisões que levaram à contratação.
A auditoria conclui que houve falhas na verificação da capacidade técnica, financeira e operacional da empresa contratada, além da autorização do pagamento antecipado sem o cumprimento das cautelas recomendadas pelos órgãos jurídicos.
O relatório também destaca que a Hempcare possuía capital social de R$100 mil, havia sido criada poucos meses antes da contratação e não tinha registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar respiradores.
Os técnicos afirmam ainda que a empresa foi contratada como intermediária de uma importação internacional sem experiência comprovada no setor, o que, segundo a auditoria, elevou significativamente os riscos da operação.
Além das falhas na escolha da empresa, o parecer sustenta que recomendações da Procuradoria-Geral do Estado da Bahia para adoção de medidas de segurança, como estimativa prévia de preços e apresentação de certidões negativas, não foram observadas antes da liberação dos recursos. Os auditores classificam a condução do processo como um “evidente descuido” na avaliação dos riscos envolvidos.
Caso a recomendação da auditoria seja confirmada nas etapas seguintes do processo, Rui Costa e Carlos Gabas poderão ser responsabilizados pelo ressarcimento dos R$48,7 milhões pagos à empresa.
O processo ainda está em fase de instrução, será analisado pelo plenário do TCE-BA e, posteriormente, a decisão final sobre a aprovação ou rejeição das contas caberá à Assembleia Legislativa da Bahia.
Em sua defesa apresentada ao Tribunal de Contas, Rui Costa argumentou que a contratação ocorreu em um cenário excepcional de emergência sanitária, marcado pela escassez mundial de respiradores, e afirmou que a decisão foi tomada de forma colegiada pelos governadores que integravam o Consórcio Nordeste.
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Entre os dias 10 e 14 de julho, a cidade de Cabaceiras, no Cariri paraibano, reconhecida nacionalmente como a “Roliúde Nordestina”, voltou a ser palco do cinema nacional com as gravações do média-metragem “O Trem do Destino”.
Inspirado no livro “Eu Venho Lá do Sertão – Um Sertanejo que Nasceu na Praia”, de Marcelo Queiroga, o filme tem argumento de Marcelo Queiroga, roteiro de Lucas Fernandes, direção e direção de fotografia de Thelmo Maia, produção executiva de Silmara Turra e Gal Cunha Lima e trilha sonora original de Beto Brito. A obra é independente e conta com apoiadores privados.
Combinando drama, romance e realismo fantástico, “O Trem do Destino” acompanha Fátima, personagem interpretada por Rita Guedes, uma jornalista brasileira de projeção internacional que retorna ao Cariri paraibano após décadas distante de suas origens.
O que seria apenas uma breve viagem para resolver questões familiares transforma-se em uma inesperada jornada de autoconhecimento e de ponderação de que o verdadeiro destino não é o lugar para onde se vai, mas aquele ao qual a vida, de alguma forma, sempre nos faz voltar.
Ao seu lado está Bento, personagem vivido por Humberto Martins, um artesão do couro com fortes raízes na cultura da Paraíba e que permaneceu em Cabaceiras, preservando seu ofício e a esperança silenciosa de reencontrar a mulher amada que um dia partiu.
A narrativa combina elementos da literatura de cordel, da xilogravura e da música nordestina para construir uma obra enraizada na cultura brasileira, mas com temas atuais e universais capazes de dialogar com públicos de diferentes espectros.
No filme, Cabaceiras deixa de ser usada apenas como cenário para tornar-se uma personagem da história, reafirmando a vocação de um dos principais polos audiovisuais do Brasil.
Mais do que uma história de amor, “O Trem do Destino” presta uma homenagem ao sertão nordestino, à força de suas famílias, ao valor da educação e à capacidade humana de reencontrar o caminho de volta para casa.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Roubar é verbo transitivo direto, mas tem suas maleabilidades, porque, afinal, o roubo pode ser praticado de formas distintas. Vale a criatividade. O verbo vai se esgueirando pela gramática, como o ladrão com o bolso recheado de joias saindo à francesa de uma festa chique. Ou o punguista, que depois de bater a carteira do cavalheiro no metrô, desliza até a porta do vagão da frente, ganha a plataforma, a escada rolante e, finalmente, a rua.
Esse verbo tão conjugado, pode ser bitransitivo, quando tem dois objetos, tanto direto quanto indireto. É o caso do falsário surrupiando algo ou de alguém, enganando o otário com a ilusão do ganho fácil, papéis na Bolsa, aplicações milagrosas, rendimentos gordos, pesados, obscenos, de um dinheiro que vai e não volta. Mas se roubar for transitivo indireto, é porque o freguês está sendo roubado na balança ou no preço. Agora, se o ladrão já está roubando, então o roubar é intransitivo.
Leia maisAs qualidades do roubo são de uma multiplicidade capaz de deixar qualquer um de queixo caído. No Brasil, se rouba pela internet, pelo aplicativo, e os golpes são cada vez mais incríveis. A mulher de 37 anos se fazendo passar por uma criança de 12. São muitas faunas e floras daquilo que se convencionou chamar de gatunagem, surrupio, furto, desfalque, desvio, ladroagem, saqueio, rapinagem, latrocínio, esbulho, assalto, golpe, subtração, expropriação, pilhagem, tantos nomes para um verbo camaleão, escorregadio, uma enguia ensaboada difícil de segurar.
O Brasil é o país do roubo criativo, intuitivo, escolado com graduação e pós-graduação. O banqueiro inteligente monta um produto descolado capaz de seduzir a classe média ávida por lucros fáceis. Ganha apoio da mídia, anuncia, muitos sujeitos, uns bem vivos, alguns ocultos, outros simples, muitos compostos, se encontram no objeto direto: quem rouba, rouba algo, pois há sempre alguém disponível para ser enganado pelos artistas da rapinagem sofisticada.
Há os velhos, esses insaciáveis objetos do desejo daqueles mestres da arte de furtar e transformar empréstimos consignados em ilusão de riqueza, pois a aposentaria sai dos cofres do Tesouro e os velhos que as recebem precisam de atenção. Virá uma bolada no primeiro mês, e depois descontos até o fim do que resta da vida. Não tem mais remédio, supermercado, feira, nem agrado para os netos. Nesta técnica precisa e cirúrgica, o dono do consignado vira sócio do Estado, que paga o velho pobre, mas também desconta sem dó nem piedade os juros e o principal, assegurando ao dono da máquina emprestar seu quinhão.
Há roubos de apostas, inundando celulares, tablets e computadores. O influencer, a louraça belzebu ou o artista da novela levam o apostador pela mão e ele se entrega a tigrinhos, betinhos, leõezinhos e outros bichos sanguessugas. Bolsa Família não pode! Pode sim, meu pai. A gente paga com o cartão e o que era para ser comida, vira alimento de bet. O ladrão rouba teu celular na rua. Outro arranca com os dentes o anel emperrado nos dedos gordos da mulher. Depois se encontram no bar para uma cervejinha, uma aposta no tigrinho e segue o baile.
Roubou, roube, roubará. Ao longo de mais de 500 anos de evolução permanente, cada época com seu golpe, cada personagem no seu melhor estilo. Golpe da mulher vinda de longe para casar e precisa do dinheiro da passagem, do frango congelado recheado de água, do paco, do bilhete de loteria, do terreno fantasma, pirâmide, ouro de tolo, carro bichado, mulher que era homem, a lábia ensaiada, treinada, a habilidade do convencimento aplicada caso a caso.
Arte de roubar na política, a emenda que não se emenda, a eleição na cidade onde votam até os mortos e os vivos são mais do dobro do eleitorado registrado. A arte de transformar voto em dinheiro, dinheiro em voto. O melhor sempre vence. Isso não é e nem nunca será gatunagem, golpe ou roubança. É o estado da arte a ser admirado, jamais condenado. Afinal, em quantos países do mundo temos riqueza sendo acumulada todos os dias fruto de pequenos, médios, grandes ou colossais golpes? O roubo tem de pagar imposto, porque se não pagar, aí sim vai dar cadeia, vira devedor contumaz.
A grilagem sobrevive aqui como nos tempos de Jean-Jacques Rousseau, para quem o verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que cercou um terreno, declarou ser seu e encontrou gente suficientemente trouxa para acreditar nele. Passados 248 anos da morte do filósofo, seguem os grileiros cercando terrenos e vendendo estas terras para quem sonha com seu pedacinho de chão, seja em Brasília ou no sertão.
Vendemos também sentenças, absolvições ou condenações. Há mercado para tudo, seja rico ou seja pobre, cada qual com sua medida, justiça seja feita. Há juízes, promotores e desembargadores à venda. Uns entregam, outros nem tanto. Soltar ou prender é uma questão de negócios. Vejam bem, temos delegados, agentes, comissários, todo um corpo técnico de talento a toda prova. E os advogados tão preparados, ativos, corporativos, com seus honoráveis honorários.
Se o roubo é intransitivo, transitivo direto, bitransitivo ou transitivo indireto, não importa. O que importa é executar com refino, arte e precisão. Há dinheiro de sobra e quando não sobra, produz-se um desconto na conta ou aplica-se o conto do vigário, porque vivemos num país onde há sempre um otário à espera de um malandro para depená-lo.
Vamos para as urnas em outubro, porque são o remédio capaz de manter tudo como está. Umas eleições que nunca foram tão pobres, tão feias e tão vigiadas. Neste país roubaram o direito de escolhermos o melhor. Resta-nos escolher o menos pior, mas essa escolha só nos divide mais, porque o que é menos pior para uma banda é muito pior para a outra.
Roubar, verbo tão flexível, camaleônico de tanta transitividade e intransitividade, independente do objeto ser direto ou indireto, há sempre um sujeito, oculto ou não, pronto para pôr em prática a sofisticada técnica da rapinagem, ladroagem, gatunagem ou como queiram chamar a profissão que nestas terras se tornou mais antiga que a praticada pelas moças injustamente acusadas de parir aqueles que dela sobrevivem.
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