O ex-presidente filipino Fidel Ramos, que liderou o país em um período excepcional de crescimento e paz, morreu, hoje, aos 94 anos, informou sua família. Militar de carreira, ele foi presidente entre 1992 e 1998. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
A delegação da União Europeia nas Filipinas expressou suas condolências, descrevendo o falecido como um “estadista dedicado” e um “pilar da democracia”. As informações são da Folha de Pernambuco.
Ramos foi o primeiro protestante a ocupar o cargo mais alto no país predominantemente católico, apesar da oposição de alguns membros da Igreja. Conhecido por sua atitude imperturbável em tempos de crise, não era incomum vê-lo mastigar tabaco em público.
Fidel Ramos liderou uma campanha de planejamento familiar para conter o rápido crescimento populacional e resolveu uma grande crise de energia causada por anos de subinvestimento no setor.
Também desmantelou os cartéis nos setores de telecomunicações, aviação e transporte marítimo, abrindo um período de crescimento. Além disso, foi um dos primeiros apoiadores de destaque de Rodrigo Duterte quando este se candidatou à presidência em 2016.
Após a vitória esmagadora de Duterte, Ramos foi nomeado enviado especial do presidente a Pequim para aliviar as tensões sobre questões de soberania no Mar do Sul da China. Mas a relação se deteriorou rapidamente e ele passou a criticar publicamente a retórica de Duterte, sua retirada da aliança com os Estados Unidos e sua campanha antidrogas que matou milhares de pessoas.
Como outros altos funcionários de sua geração, Fidel Ramos desempenhou um papel na ditadura de Ferdinand Marcos, durante a qual milhares de pessoas foram mortas e outras milhares presas arbitrariamente.
No entanto, ele não hesitou, por convicção democrática, em se voltar contra ele para levar Cory Aquino ao poder em 1986.
“Armação entre polícia e política para encobrir uma grande queima de arquivo”, diz Xico Sá sobre morte de PC Farias
A versão oficial para as mortes de PC Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, nunca eliminou as suspeitas em torno do caso. Para o jornalista cearense Xico Sá, que mergulhou na trajetória do ex-tesoureiro de Fernando Collor para escrever O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias, a hipótese mais consistente é ainda mais grave. “Creio que a tese mais correta, e tudo leva a crer, é que foi uma armação entre a polícia e a política para encobrir uma grande queima de arquivo”, afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
PC e Suzana foram encontrados mortos em 23 de junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió. Xico sustenta sua desconfiança na maneira como as primeiras investigações foram conduzidas, citando desde a destruição do colchão em que o casal dormia até alterações na cena do crime. O biógrafo também menciona as dúvidas que cercaram a morte, dois anos antes, de Elma Farias, mulher de PC. “Parecia que estava todo mundo correndo para resolver logo uma versão de que teria sido um crime passional. Inclusive a família”, disse.
A investigação para o livro, previsto para setembro, levou Xico também a redimensionar o papel desempenhado por PC no Governo Collor. Em vez de um simples operador financeiro ou arrecadador de campanha, o jornalista descreve uma relação muito mais profunda entre os dois. “Era uma sociedade, não era colaboração eventual ou dinheiro do PC que pingou na mão do Collor. A montagem era de uma sociedade, e essa é a grande história”, ressaltou. Segundo ele, o Fiat Elba, que se tornou símbolo do escândalo que levou ao impeachment, estava longe de representar o tamanho das transações entre eles. “Do Fiat Elba, PC deu uma Mercedes ao Collor”, revelou.
Entre os achados mais contundentes da apuração está a relação de PC com integrantes dos próprios órgãos encarregados de procurá-lo durante a fuga. “O delegado Edson Oliveira, que era chefe da Interpol no Brasil, estava na folha de pagamento do PC Farias. Ele dava entrevistas, fingia que estava procurando PC, e na verdade estava na mão do PC”, relatou Xico. Segundo o biógrafo, Oliveira chegava a avisar ao ex-tesoureiro por onde passariam as equipes policiais e da Interpol.
Essa relação ajuda a entender um dos capítulos mais impressionantes reconstruídos pelo biógrafo: a fuga de PC do Brasil, em 1993. Procurado pela Justiça, o ex-tesoureiro contratou um grupo especializado em retirar fugitivos da América Latina e conseguiu deixar o país pelo Sertão pernambucano. “Ele raspa o bigode, bota peruca e sai escondido de Maceió rumo a uma fazenda em Pernambuco. Ele contrata um grupo especializado em fugas de criminosos […] e parte em um teco-teco do Sertão de Pernambuco”, contou Xico. O itinerário passou por Paraguai e Argentina antes de terminar em Londres.
Foi na capital inglesa que Xico, então repórter da Folha de S.Paulo, descobriu o paradeiro de PC, em outubro daquele ano. No dia seguinte à publicação, o jornalista Roberto Cabrini conseguiu entrevistá-lo para o Jornal Nacional. Agora, três décadas depois, o biógrafo afirma ter reconstruído detalhes inéditos da operação que permitiu a fuga, inclusive a participação do grupo contratado por PC e sua conexão com o então chefe da Interpol no Brasil.
O livro ainda recupera uma ambição pouco conhecida do ex-tesoureiro: construir uma dinastia política própria em Alagoas capaz de disputar espaço com famílias tradicionais como os Collor, os Palmeira e os Bulhões. PC não conseguiu concretizar o projeto, mas seus irmãos permaneceram na política. Augusto Farias exerceu quatro mandatos de deputado federal, enquanto o médico Luiz Romero Farias foi escolhido suplente de Arthur Lira (PP), candidato ao Senado neste ano. “A família não obteve o sonho de virar um grande clã alagoano, mas está aí de carona com Arthur Lira. Esse sim conseguiu fazer um grande clã e tenta avançar agora em outubro como senador”, observou Xico.
Raquel rebate João sobre cortes na saúde – A governadora Raquel Lyra (PSD) rebateu, ontem, a afirmação de João Campos (PSB) de que o Estado teria reduzido em R$ 500 milhões os recursos próprios destinados à saúde. Mais cedo, durante agenda no Sindicato dos Odontologistas, o candidato ao Governo de Pernambuco disse que, enquanto a União destinou R$ 2 bilhões ao setor, a gestão estadual deixou de aplicar R$ 500 milhões. Raquel contestou os números e afirmou que Pernambuco investiu R$ 2,5 bilhões, além dos recursos federais. “Ano a ano a gente tem recebido, feito e executado recordes de investimentos na saúde pública”, declarou.
Sem identidade – Em entrevista ao blog da Folha, ontem, o senador e candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa (PT), comentou sobre a “suposta” relação do deputado Túlio Gadêlha (PSD), que também concorre a uma vaga no Senado, com o presidente Lula (PT). “As pessoas conhecem a história de cada um. Eu posso falar por mim. Eu acho que tenho uma identidade inquestionável na relação com Lula. Fui fundador do PT, sempre militei no partido, estive com o presidente nas horas difíceis e nas mais fáceis. Eu tenho uma história, uma identidade. Eu acho que todo mundo pode apoiar Lula – e é ótimo que apoiem – mas eu acho que as pessoas sabem o que é a prioridade de Lula e quem tem mais identidade”, finalizou.
Mandados de prisão – Um levantamento feito pelo portal G1, ontem, mostrou que nove candidatos das eleições de 2026 são alvos de mandados de prisão em aberto. Os casos envolvem dívidas de pensão alimentícia. Nessas situações, o juiz emite a ordem de prisão não porque a pessoa cometeu um crime, mas para forçá-la a fazer o pagamento. Somadas, as dívidas chegam a R$ 95.221,88. Somente um dos nove mandados não informa o valor em atraso. Cinco nomes concorrem a deputado federal, três a deputado estadual e um a segundo suplente de senador. Eles disputam as eleições em seis estados.
Sem baixar a cabeça – O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, que o Brasil precisa “ter força para poder dizer não”. “A gente tem que estar preparado para ele saber que a gente vai ter força pra poder dizer não, que a gente vai ter força pra poder dizer: ‘Vamos competir’. O que a gente não pode é ser um país desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira”, declarou. Apesar de não citar nomes, o petista pode ter feito uma referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). Os dois mantêm uma relação de altos e baixos, com um tensionamento com a aproximação das eleições brasileiras. No discurso, Lula defendeu a soberania nacional. “A gente não tem soberania nacional só porque a gente faz discurso. Sabe, o discurso é só palavra, que o adversário às vezes nem escuta”. As informações são do portal Poder360.
Michelle lidera no DF – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera a pesquisa Real Time Big Data para o Senado no Distrito Federal, com 25% das intenções de voto. O levantamento indica que Leila do Vôlei (PDT) tem 17% e está tecnicamente empatada com Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT), que somam, cada uma, 15%. Logo atrás, aparece o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), com 8%. Cristian Viana (Podemos) foi escolhido por 2%, mas ele não concorre ao cargo de senador – disputa como segundo suplente de Michelle Bolsonaro. Com a confirmação de sua candidatura, Michelle tornou-se a segunda ex-primeira-dama da República a concorrer a um cargo eletivo. Antes dela, apenas Rosane Malta, conhecida anteriormente como Rosane Collor e ex-mulher do ex-presidente Fernando Collor de Mello, havia disputado uma eleição.
CURTAS
GOLPE – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) emitiu um alerta sobre uma tentativa de golpe por telefone que utiliza indevidamente o nome da Justiça Eleitoral. Durante a chamada, uma gravação ou uma pessoa se apresenta como representante da Justiça Eleitoral e solicita que o eleitor digite 1, caso precise de orientações, ou 2, caso esteja com a situação eleitoral regular.
GOLPE II – O TRE-PE esclarece, no entanto, que a Justiça Eleitoral não realiza ligações para solicitar que eleitores confirmem a regularidade da situação eleitoral por meio da digitação de números, nem entra em contato dessa forma para oferecer orientações. A Justiça Eleitoral reforça a orientação para que os eleitores utilizem somente os canais oficiais para consultar informações sobre o título e outros serviços eleitorais.
REABERTURA – A chefe do Gabinete do Centro do Recife (Recentro), Ana Paula Vilaça, anunciou, ontem, a reabertura da Rua da Imperatriz, na Boa Vista, para a circulação de carros, atendendo a um antigo pleito dos proprietários de imóveis e comerciantes da área. A previsão é que a medida seja implementada em setembro, a partir de uma intervenção de urbanismo tático.
Perguntar não ofende: Raquel consegue provar que não cortou R$ 500 milhões da saúde?
Recém-chegado à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), o marqueteiro Duda Lima reconheceu que o estilo do ex-presidente Jair Bolsonaro provoca resistência entre o eleitorado feminino e apontou a aproximação com as mulheres como um dos desafios de comunicação do campo bolsonarista nesta eleição. O publicitário afirmou que o “jeito duro de falar” do ex-presidente gera uma “certa repulsão” e avaliou que a dificuldade está mais na forma de se comunicar do que no conteúdo.
As declarações foram feitas durante uma palestra promovida pela Companhia de Negócios, plataforma que reúne empresários e autoridades, em São Paulo. As informações são do jornal O GLOBO.
— Quando você pega alguém como Jair, que tem essa estrutura militar, motociata, essa coisa toda, esse jeito duro de falar, normalmente, mulher tem uma certa repulsão a isso. Então, é muito mais forma, muito mais jeito do que conteúdo. E esse, de fato, é um desafio de comunicação mesmo — afirmou Duda.
A avaliação toca em um dos pontos de atenção da campanha de Flávio. O senador tenta herdar a base eleitoral construída pelo pai sem carregar a rejeição acumulada pelo ex-presidente nos segmentos nos quais o bolsonarismo encontra maior resistência. As mulheres estão no centro dessa equação e também ajudam a explicar o peso atribuído pela campanha à participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho, as mulheres representam 52,8% das pessoas aptas a votar no país.
A preocupação com esse eleitorado não é nova no bolsonarismo. Na eleição de 2022, a campanha de Jair Bolsonaro buscou reduzir a resistência entre as mulheres, inclusive com maior exposição de Michelle na reta final da disputa. Agora, um dos desafios de Lima é construir uma identidade própria para Flávio sem abrir mão do sobrenome e do legado político que sustentam sua candidatura.
Ao fazer o diagnóstico, o marqueteiro também reconheceu uma maior capacidade do presidente Lula de estabelecer uma conexão emocional com o eleitor. Segundo ele, o petista consegue “tocar as pessoas” por sua trajetória e pela forma de se comunicar, enquanto o campo bolsonarista estabelece uma relação que classificou como “mais racional”.
— Como a gente tem um candidato como o Lula, que tem uma capacidade de lidar com o lado emocional, de tocar as pessoas pela sua história, pela sua habilidade, pelo seu treino, pela sua capacidade, ele conecta com as pessoas. O outro lado tem uma certa dificuldade em ter este tipo de conexão, tem uma conexão mais racional — disse.
Duda Lima relacionou essa diferença ao comportamento do eleitorado feminino e afirmou que não há uma fórmula pronta para enfrentar a dificuldade. Para ele, a construção depende do formato da candidatura, da história apresentada ao eleitor e do próprio jeito de falar.
— Isso é um grande desafio, porque isso está na forma também, está no formato. No formato da candidatura, da história, do jeito de comunicar, de falar, e as pessoas acabam se identificando com isso. Então, isso é um grande desafio de comunicação para ser trabalhado. Tem fórmula para isso? Não. Isso não é fazer um vídeo com alguém fazendo coração com a mão e botar no ar. Isso é dia a dia, isso é dedo no pulso, isso é trabalho, coração na campanha, cérebro também — afirmou.
Eleição ‘super apertada’
Ao falar sobre o cenário presidencial, Duda Lima classificou a eleição como “super apertada”. A avaliação encontra um cenário de pouca distância entre os dois líderes das pesquisas: na última Quaest, Lula aparece com 43% e Flávio, com 40%, em um eventual segundo turno, situação de empate técnico.
— Sim, é uma eleição super apertada. Eu sinto que aquela coisa, aquela polarização do pai não falar com o filho, do cunhado não entrar para sentar, eu entendi que isso já deu uma certa sentada, independente da ideologia de cada um. Mas o que eu posso perceber rodando esse país, gente, a gente não sabe entender direito o que o brasileiro quer, mas a gente sabe o que o brasileiro não quer. Isso eu consegui perceber. E, na minha leitura, a eleição está aí — afirmou.
Na sequência, o marqueteiro sinalizou uma das linhas de contraste que enxerga para a disputa com Lula: confrontar a expectativa criada na eleição anterior com problemas enfrentados durante o atual mandato.
— Se um dos lados conseguir explicar exatamente a situação real do país, fica um pouco mais difícil para o outro lado, que vai contar uma história de esperança de novo. Eu fico imaginando aquelas pessoas que votaram na esperança, imaginando que a violência ia diminuir. Não, a violência aumentou. Então, a esperança virou medo — disse.
A aposta no Nordeste
Duda Lima também dedicou parte da palestra ao Nordeste, região que representa um desafio histórico para o bolsonarismo. No segundo turno de 2022, Lula obteve 69,34% dos votos válidos na região, contra 30,66% de Jair Bolsonaro. Foi a maior vantagem regional do petista sobre o então presidente.
O marqueteiro afirmou ter passado a estudar mais profundamente o Nordeste e o classificou a região como estratégica para o desenvolvimento do país. Citou o potencial de geração de energia, agricultura, logística, data centers e inteligência artificial e afirmou que “o futuro do Brasil está lá”.
Candidato a suplente de senador na chapa do Democracia Cristã, o ator Dilcon Afonso foi intimado a trocar a foto encaminhada à Justiça Eleitoral no Piauí. O artista, conhecido em muitas comunidades por interpretar o papel de Cristo durante a Semana Santa, ainda justificou que realiza trabalho comunitário vestido como o personagem.
A negativa veio acompanhada da informação de que, “mesmo que seja aquela sua identidade pública”, a imagem do candidato paramentado como Cristo descumpre as regras eleitorais.
A nove dias do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, os principais candidatos à presidência intensificam as gravações para os programas, filmam com candidatos aliados e aproveitam agendas na rua para produzir material para as campanhas.
Quatro candidatos terão tempo de televisão: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Terão, respectivamente, 5 minutos e 32 segundos (44,3%), 4 minutos e 20 segundos (34,7%), 2 minutos e 2 segundos (16,3%) e 36 segundos (4,8%). As informações são do g1.
Já Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não terão espaço na programação e apostam em debates e vídeos com potencial de viralizar nas redes.
A Justiça Eleitoral usa como base a representação dos partidos na Câmara dos Deputados para definir a divisão do tempo entre os partidos. 90% do total é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Os 10% que restam são divididos igualmente entre as siglas que superaram a cláusula de desempenho.
A propaganda gratuita é considerada crucial pelas campanhas para atrair eleitores e dar projeção aos candidatos. Começará no dia 28 de agosto e vai até 1º de outubro. Os programas dos presidenciáveis serão às terças, quintas e sábados, à tarde e à noite. Eles contarão também com as inserções diárias, mais curtas.
O presidente Lula aproveitou esta terça (18) para gravar uma série de materiais para o programa eleitoral, explorando diferentes temas. Devem usar imagens do ato inicial de campanha no estádio da Vila Euclides, em São Paulo, e da convenção do PT nos vídeos. Os trabalhos são liderados por Raul Rabelo, marqueteiro da campanha.
Também tem dedicado tempo a gravações com candidatos a governador, senador e deputado aliados. O deputado federal e candidato a senador Paulo Pimenta (PT) gravou com o petista nesta terça, em Brasília.
Flávio dedicou a agenda desta quarta (19) para gravações e não fez agendas públicas. Na última semana, o candidato gravou com candidatos ao Senado – entre eles, Michelle Bolsonaro, marcando o primeiro encontro dos dois após as rusgas familiares, como anteciparam a GloboNews e o g1.
As gravações, segundo um aliado, foram em Brasília, lideradas pelo marqueteiro Duda Lima. Flávio viajará a São Paulo nesta quinta (20) para agenda conjunta com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), na zona leste da cidade, em um esforço para ampliar o eleitorado onde Lula venceu em 2022.
Caiado deve intensificar as gravações a partir da próxima semana. A ideia da campanha é apresentar o candidato e mostrar o que fez no comando do governo de Goiás, de onde saiu com aprovação de 84%, segundo pesquisa Quaest. A ideia é unir a essência do candidato com uma carga de “emoção”.
Em evento com empresários na última quinta (13), Gilberto Kassab, presidente do PSD e vice na chapa de Caiado, comemorou o tempo de TV da chapa. Disse que os partidos do Centrão “deram um presente” ao abrirem mão de candidatura: “Caiado tinha 50 segundos, agora tem dois minutos e quase 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença.”
As filmagens de Augusto Cury estão previstas para este fim de semana. A ideia é escutar o povo e mostrar as suas dores, segundo um integrante da campanha do escritor.
Para contornar a falta de espaço na televisão, Renan Santos e Zema apostam em vídeos nas redes sociais, debates e entrevistas.
O candidato do Missão quer fazer vídeos curtos, de baixo custo e com alta taxa de viralização. Um dos que mais geraram engajamento em suas redes foi o de um prato de comida ficando vazio ao longo dos anos, com críticas aos oponentes. Tem aproveitado também agendas nas ruas para gerar mais material para a campanha.
Já Zema quer mais vídeos para as redes sociais com soluções para problemas do país com base em seu plano de governo. Um exemplo é um vídeo com a temática de enfrentamento às bets.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta quarta-feira (19) mais um discurso em defesa da soberania brasileira, uma das bandeiras do petista na campanha à reeleição, durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP).
O petista afirmou que ter soberania é competir e poder dizer não a grandes potências em assuntos internacionais. As informações são do g1.
Ele também disse que o Brasil não pode andar de “cabeça baixa” na relação com outros países e defendeu investimentos em submarinos de propulsão nuclear e no enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como na produção de energia.
“Soberania não é só discurso. É estar preparado pra eles saberem que podemos dizer não, que podemos competir, o que não pode é ser cabeça baixa vida inteira” afirmou Lula.
O presidente estava acompanhado dos ministros da Defesa, José Múcio, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Ao conhecer o Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha, Lula afirmou que, apesar de o orçamento ter prioridades como saúde e educação, é preciso discutir uma previsão financeira para finalizar a construção do submarino nuclear que está sem desenvolvimento no local. Segundo o presidente, o projeto está em andamento desde 2007.
“Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade, estamos falando do futuro, do emprego qualificado, enriquecimento de uranio, saúde, energia”, declarou o petista. Durante o evento, Lula destacou mais de uma vez a importância do submarino nuclear e do domínio da tecnologia para o enriquecimento de urânio no Brasil para fins pacíficos, “como está na nossa Constituição”, segundo o presidente.
Lula também defendeu a possibilidade de o Brasil exportar urânio enriquecido para outros países interessados em utilizar a energia nuclear para fins pacíficos.
” O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia pra dar e pra vender, para que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos como está na nossa constituição e pra vender para o mundo”, afirmou.
O que diz a Constituição?
A Constituição brasileira determina que todas as atividades nucleares devem ter fins pacíficos e estabelece que a União deve ter o monopólio sobre atividades como por exemplo, o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares.
A comercialização com outros países segue regras próprias e está sujeita a autorizações e controles dos órgãos responsáveis pelo setor nuclear.
Soberania Nacional
Desde o primeiro tarifaço e embates com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula tem reforçado discursos em torno da defesa da soberania nacional e afirmado que o Brasil deve preservar sua autonomia diante de outros países.
O presidente tem dito que o Brasil está aberto ao diálogo, mas que não aceitará interferências externas em decisões internas do país.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, nesta quarta-feira (19), de uma caminhada na Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, ao lado dos candidatos ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), a vice Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição. Durante o ato, Marília citou investimentos federais realizados na região. “A Zona Oeste do Recife conhece, de perto, como os investimentos em infraestrutura feitos com recursos vindos do Governo Lula, através do PAC, transformaram a realidade de milhares de pessoas”, afirmou.
Mais cedo, Marília e João Campos se reuniram com representantes do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Pernambuco (SOEPE), na Madalena, e receberam um documento com reivindicações da categoria sobre infraestrutura, insumos, equipamentos, serviços especializados e valorização profissional. Entre as pautas está o Projeto de Lei 1.365, que estabelece piso salarial para cirurgiões-dentistas e médicos no serviço público. “A gente precisa entender a importância do cirurgião-dentista na saúde pública. Contem com a gente também para garantir a presença de vocês onde for necessário”, declarou.
O senador e candidato à reeleição ao Senado Humberto Costa (PT) minimizou os rumores de que o candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) possa ser o sucessor do presidente Lula (PT) à nível nacional a partir de 2030.
A opinião de Humberto foi dada nesta quarta-feira (19), durante a apresentação de um site que mostra as ações e os investimentos destinados pelo petista a cada um dos 184 municípios de Pernambuco e ao distrito de Fernando de Noronha nos mandatos no Senado e nas suas gestões como ministro da Saúde e secretário estadual das Cidades.
De acordo com Humberto, ainda é cedo para definir o sucessor de Lula nacionalmente.
“A gente ainda não acabou esse governo, nem elegeu o próximo presidente para estar pensando nisso. Eu acho que Lula vai estudar com muita atenção o que ele vai apresentar para o Brasil e para o PT como candidatura. Então acho que tudo isso agora é especulação”, argumentou.
Humberto ainda elogiou as qualidades de Campos, mas enfatizou que as eleições federais exigem um preparo e uma articulação de alianças ainda maior.
“Eu acho que ele (João Campos) tem todas as qualidades, mas a eleição, principalmente a nacional, exige construção de alianças e muitas outras coisas”, explicou.
O petista também reforçou que existem diversos cenários a serem levados em conta para discutir a sucessão de Lula.
“Digamos que ele ganhe (nas eleições deste ano), não sei se ele vai querer ser reeleito governador ou se vai ter um mandato. Tem mil coisas que tem que pesar. De repente, nesta eleição, pode sair alguém que ‘estoure a boca do balão’ e se torne um candidato forte para 2030”, afirmou.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nesta quarta-feira o primeiro vídeo de campanha em que aparece ao lado do enteado, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Na legenda da publicação no Instagram, ela escreveu “vamos juntos resgatar o Brasil”.
Michelle já vinha declarando apoio a Flávio publicamente desde a reconciliação entre os dois. Depois de semanas de desentendimentos, a ex-primeira-dama passou a pedir votos para o enteado em agendas políticas e a defender sua candidatura à Presidência. As informações são do jornal O GLOBO.
A publicação desta quarta-feira marca uma nova etapa desse movimento de aproximação. É a primeira vez que Michelle publica em seu próprio perfil uma peça de campanha conjunta com Flávio desde a crise que os dois protagonizaram.
O conflito entre os dois veio a público depois de divergências sobre decisões partidárias e a atuação de Michelle no PL Mulher. A ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada pelo enteado, em um episódio que ganhou dimensão dentro do partido e colocou em dúvida sua disposição de participar da campanha presidencial.
Em julho, Flávio publicou um vídeo pedindo desculpas a Michelle. Na gravação, ele reconheceu a importância da madrasta para o PL e para o bolsonarismo e afirmou que ela tinha seu apoio. Michelle respondeu em outro vídeo que aceitava o pedido e o perdoava.
Desde então, os dois passaram a aparecer novamente juntos em compromissos políticos. Michelle também começou a fazer declarações públicas em favor da candidatura de Flávio, inclusive pedindo votos para ele durante agendas no Distrito Federal.
Na gravação, ambos aparecem em frente a uma tela verde, geralmente usada para gravações de vídeos para o horário eleitoral, rindo. A trilha sonora é um jingle da campanha de Flávio, que fala sobre entrar “com o pé direito”. Na terça-feira, durante um evento do deputado Jukio Cesar (Republicanos-DF), Michelle já havia dançado ao sim da música.
A história do ex-tesoureiro Paulo César Farias, o PC Farias, será recontada em detalhes pelo jornalista Xico Sá. O livro “O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias”, que será lançado em setembro, conta bastidores do poder no início da redemocratização e a influência do personagem na eleição e no governo de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito no Brasil após 21 anos de ditadura militar. Segundo Xico Sá, uma das pretensões pouco conhecidas de PC era formar um clã político em Alagoas e rivalizar até com a família de Collor.
“Um sonho do próprio PC era formar um clã forte em Alagoas, que ele não tinha. Ele não era das principais famílias, era de uma família modesta, cujo pai, Gilberto Farias, era um fiscal da Receita Federal, ou seja, de classe média arrediada. O sonho dele era formar um clã que disputasse, inclusive, com a família Collor, com a família Palmeira, com os Bulhões na época. PC não conseguiu isso por conta do fim do governo Collor, mas seus irmãos continuaram operando na política”, conta Xico Sá.
Um dos irmãos de PC citados pelo jornalista é o médico Luiz Romero Farias, indicado como suplente de Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara e candidato ao Senado por Alagoas este ano. Outro irmão de PC, Augusto Farias, foi deputado federal por quatro mandatos, secretário de Estado e segue nos bastidores da política.
“Luiz Romero é muito articulado na política de Alagoas, sempre foi, já havia tentado ser suplente e agora foi confirmado. Como não tem nenhuma condenação, tem todo o direito de seguir na política. O que gera questionamentos na cabeça da gente, na memória. Como pode uma família que foi tão acusada permanecer na ativa? Sim, a família não obteve o sonho de virar um grande clã alagoano, mas está aí de carona com Arthur Lira. Esse sim conseguiu fazer um grande clã e tenta avançar agora em outubro como senador”, analisa Xico Sá.
O jornalista e escritor brasileiro, Xico Sá, afirmou, nesta quarta-feira (19), em entrevista ao podcast Direto de Brasília, parceiro da Rede Mais, ter dificuldade em encontrar uma grande capacidade de apuração no jornalismo hoje e que a imprensa perdeu a ‘profundidade’.
“Eu creio que os velhos homens de imprensa e as velhas mulheres de imprensa se formaram numa escola que nos dá uma capacidade de apuração que é difícil encontrar agora. Não porque tenha gente melhor que do que a outra, mas porque a nossa escola foi mais aprofundada”, disse o jornalista.
Xico, entretanto, afirmou que não é para ficar se ‘lamentando’, mas aproveitar os ‘novos tempos’ e usar as técnicas que a antiga geração adquiriu.
Essa apuração de bastidores, a velha escola é infinitamente melhor. Mas não é nostalgia, eu creio que a gente não é só saudoso. A gente foi formado numa escola muito boa de apuração jornalística. Mas o que resta hoje, eu acho que é a gente, em vez de ficar lamentando, é aproveitar os novos tempos e usar as nossas técnicas, o nosso nível de apuração, o nosso nível de aprendizado da velha escola impressa”, concluiu.
A história do ex-tesoureiro Paulo César Farias, o PC Farias, será contada em detalhes pelo jornalista cearense Xico Sá. O livro “O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias”, previsto para setembro, contará bastidores da eleição presidencial de 1989, a primeira após 21 anos de ditadura militar, e do governo Fernando Collor. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o autor revelou o episódio que mais gostou de contar, entre tantos que enriqueceram a obra desde já histórica.
“O capítulo que mais me diverti escrevendo, e que acho que o leitor vai mais gostar, é o da fuga de PC Farias do Brasil, em 1993, que é espetacular. Ele raspa o bigode, bota peruca e sai escondido de Maceió rumo a uma fazenda em Pernambuco. Ele contrata um grupo especializado em fugas de criminosos, traficantes, de quem está necessitado na América Latina, chefiado por um chileno. Parte em um teco-teco do Sertão de Pernambuco, passa pelo Paraguai e chega na Argentina, onde fica nos primeiros dias e vai para Londres, que é quando descubro o paradeiro dele, em outubro de 1993. Essa largada é muito interessante, consegue ser engraçada. Os detalhes da fuga são completamente inéditos, ninguém sabia de nada até o momento. E a combinação com o delegado da Interpol, Edson Oliveira, que estava na mão do PC. Esse é o grande capítulo do livro”, destaca Xico Sá.
O jornalista ressaltou que foi o primeiro a divulgar o paradeiro de PC Farias em Londres, pela Folha de São Paulo, um dia após a famosa entrevista de Roberto Cabrini, no Jornal Nacional da TV Globo, com o ex-tesoureiro de Collor. “Cabrini fez uma coisa muito importante, que foi a primeira entrevista com PC Farias, no dia seguinte à revelação na Folha de São Paulo. Foi uma das reportagens de maior audiência da TV Globo, uma revelação espetacular do PC contando sobre a fuga. Mas a revelação do paradeiro dele foi esse humilde repórter do Ceará aqui que fez (risos)”, completou.
Xico Sá também revelou outros bastidores, como o destino do famoso Morcego Negro, avião utilizado por PC Farias desde a campanha presidencial de 1989. “O avião era comprado em sistema de leasing dos ‘testas de ferro’ de PC em Miami. Depois da morte dele, em 1996, o Morcego Negro voltou para a mão dessas pessoas, desse grupo inclusive chamado de Miami Leasing”, contou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na noite desta quarta-feira (19) no Palácio da Alvorada com o advogado que defende o filho do petista, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho chegou ao Alvorada por volta das 19h15 e, até a última atualização desta reportagem, seguia reunido com o presidente. As informações são do g1.
O encontro de Lula e o responsável pela defesa de Lulinha ocorre em meio a revelações de que a Polícia Federal (PF) investiga se o filho do petista cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção em três inquéritos diferentes.
Uma das linhas de investigação apura se Lulinha atuou para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em negociações com o Ministério da Saúde.
O “Careca do INSS” é apontado como um dos principais responsáveis por desvios de aposentadorias e pensões.
Impacto das investigações na campanha
O blog do Valdo Cruz mostrou que a divulgação de detalhes das relações entre Lulinha, o ex-chefe de gabinete da Presidência Marcola e a lobista Roberta Luchsinger está gerando mal-estar e irritação no presidente Lula.
Assessores de Lula garantem que, até o momento, não há nenhum “ato de ofício” que possa mostrar que o filho do presidente conseguiu aprovar algum contrato em favor da lobista no governo.
Eles reconhecem, porém, que as conversas divulgadas são inoportunas, inadequadas e não deveriam ter acontecido.