Por Juliana Albuquerque – repórter do Blog
Em uma clara demonstração de que não pretende mais negociar com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe), a governadora Raquel Lyra enviou, hoje, projeto de lei que visa implantar o piso nacional do magistério em Pernambuco. Pela proposta, encaminhada com pedido de urgência, a governadora propõe atualizar em 14,95% o piso salarial apenas para os professores que se encontram abaixo do valor estipulado para 2023, que é de R$ 4.420,50.
No começo deste mês, a proposta havia sido rejeitada durante Assembleia Geral com a categoria. Segundo Ivete Caetano, presidente do Sintepe, a proposição do governo contempla apenas 6,2 mil professores e deixa de fora de qualquer reajuste para mais de 52 mil professores efetivos, aposentados, administrativos e analistas.
Leia mais“A proposta da governadora é justamente a que analisamos e rejeitamos em nossa última assembleia, porque ela quer dividir a categoria deixando a maioria de fora. Além disso, a governadora quer rasgar o nosso plano de cargos e carreira, pois coloca no mesmo patamar os vencimentos dos professores que têm formação em Magistério, Licenciatura Plena e Especialização”, afirma Ivete Caetano.

De acordo com a presidente do Sintepe, diante dessa bomba jogada no colo da categoria, só resta, agora, abrir uma agenda de diálogo com os parlamentares da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
“Já vamos entre hoje e amanhã falar com as lideranças da bancada Alepe para que seja retirado o regime de urgência do projeto de lei e apresentaremos, inclusive, um estudo do Dieese que comprova que o Governo tem recursos suficientes para estender o reajuste para toda a categoria. Desta forma, podemos estabelecer um diálogo entre os parlamentares e educadores para que de fato se possa garantir a valorização dos profissionais da educação de Pernambuco”, revela Ivete.

Ainda segundo a representante do Sintepe, a agenda de mobilização terá seu ponto alto na próxima terça, quando foi marcada a realização de uma assembleia geral da categoria que pode culminar em uma paralisação geral. “Iniciaremos o dia na Alepe, às 9h. De lá, faremos nossa assembleia geral e partiremos em protesto rumo ao Palácio do Campo das Princesas”, adianta a líder sindical.
Leia menos
















