A sessão conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico e de Finanças e Tributação para ouvir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), foi marcada por troca de xingamentos e acusações entre os parlamentares.
A reunião, que acontece hoje, na Câmara dos Deputados, reuniu as principais lideranças do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do portal Itatiaia.
Leia maisO ministro da Fazenda foi questionado pelo deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) sobre a suposta destinação de emendas para atender demandas da base governista.
“Tem um debate, que não sei se é esse que o deputado Kim propõe, mas o valor total das emendas é de R$ 40 bilhões hoje, viu deputado Kim. Entre emendas individuais e impositivas, de comissão, de RP2, estamos falando de R$ 40 bilhões. É quase meio por cento do PIB. Acho que deveríamos abrir um debate sobre como canalizar esses recursos para projetos estratégicos. Nós teríamos todo o interesse em fazer esse debate. Pegar todas as emendas e ver o que é melhor fazer com esses R$ 40 bilhões”, afirmou Haddad.
O ministro foi questionado sobre ações do governo petista de Dilma Rousseff e afirmou que a instabilidade do país nos últimos anos se deveu pela “sabotagem feita na Câmara contra a ex-presidente”. “A partir de 2015, com um companheiro seu Kim, Eduardo Cunha, aquela bagunça que ele fez foi um assassinato da República. Eram pautas bombas. Para cada medida que se mandava, ampliava-se a lista de desonerações”, afirmou Haddad.
O deputado Kim Kataguiri pediu direito de resposta e criticou ações dos governos petistas. “Em relação às políticas de renúncia fiscal do governo Dilma, não faz sentido argumentar que foi iniciado pela Câmara, porque a Câmara, em 2011, quando isso começou, era comandada por um presidente petista, o Marcos Maia”, afirmou.
O deputado Nikolas Ferreira (PL) também teve embates com Haddad durante a sessão e reclamou que o ministro não respondeu a suas perguntas. “O senhor não respondeu nada, pelo menos minhas perguntas. Acho que o senhor pode ter esquecido. A fala mansa, é impressionante, quase que me convence. Parece que o Brasil está excelente, não parece que a taxa de desemprego está pior, com déficit desde fevereiro”, afirmou Nikolas Ferreira.
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