Enfim, o Golf GTI volta ao Brasil. E cheio de regras para a compra

A Volkswagen confirmou que, a partir do próximo dia 6, abrirá o processo de pré-venda do Golf GTI — uma espécie de lenda para uma geração de brasileiros habilitados no começo da década de 1980. Essa estratégia de vendas, aliás, tem regras diferenciadas, como forma de evitar especulações com o número reduzido de carros que foram importados. Por exemplo: para comprar um exemplar, o interessado terá, antes de mais nada, provar que já possui outros modelos das siglas GTI, GTS ou GLI. E quem comprar primeiro, recebe primeiro.
Esses compradores ganharão kits especiais, com plaqueta de acrílico atestando a propriedade do modelo, além de um cartão de membro para o GTI Club, um chaveiro e um óculos de sol da linha GTI, feito em parceria com a Chilli Beans. Nem todas as mais de 500 concessionárias Volks venderão o esportivo. A marca vai escolher qual o fará — e cada uma só terá um exemplar disponível (no máximo, serão cinco unidades por grupo ou região). E mais: só será liberada a compra de um GTI por CPF ou CNPJ. Acho que era pouco? Pois bem: cada modelo comprado terá que ser revendido (pelo menos preferencialmente) à própria VW. Bem, e quanto ao carro em si? Ele terá quatro cores (branco, preto, cinza ou vermelho) e um motor 2.0 turbo de 245 cv e 37,7 kgfm de torque, com câmbio DSG de sete marchas. O propulsor traz evoluções interessantes em relação à última geração no Brasil: 15 cv de potência a mais, 3 km/h a mais no teste de slalom e 4 segundos no tempo de volta na pista de testes na Alemanha. O hatch vai de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.
Ele apresenta design interior e exterior totalmente novos, carregando itens inéditos como logo VW iluminado na dianteira e conjunto de telas somando mais de 23 polegadas.O Golf GTI chegou em 1993, com um conjunto fiel à sigla “Gran Turismo Injection”, Era um hatch espaçoso, potente e, principalmente, bom de guiar. Sem tantas exigências ou regras, a VW já havia apresentado outros esportivos – ou esportivados, como queiram. Foi o caso do Nivus GTS, há três meses. As vendas do Jetta GLI começam em outubro.
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BMW M2 CS vem ao Brasil – E por falar em esportivo, a marca alemã confirmou que — aí, sim, um superesportivo — o M2 CS estará no mercado brasileiro em oferta limitada, como já fez com os BMW M3 CS e BMW M4 CS. Ele vem do México e foi projetado para entregar experiência de alto desempenho na pista — e agora também nas ruas. O esportivo traz motor 3.0 biturbo de 510cv, 30 cv a mais que a versão coupé. O câmbio é o M steptronic de 8 marchas.
O carro tem suspensão adaptativa e componentes da carroceria de fibra de carbono, o que reduz seu peso em torno de 30 kg em relação ao M2 padrão. O M2 CS é recordista de Nürburgring-Nordschleife para a categoria de carros esportivos compactos com o tempo de 7 minutos e 25,5 segundos, oito segundos a menos do que o melhor tempo anterior. O preço deve ficar perto de R$ 1 milhão.
O Commander e seus acessórios – A linha 2026 do Jeep Commander vem com mais de 40 itens da linha de acessórios da Mopar. O Commander é o único do seu segmento com uma proposta de acessórios homologados pela própria marca, como estribos laterais, engate reboque integrado ao pára-choque traseiro, bagageiro tubular, suportes para bicicletas, além de tapetes com bordas elevadas para reforçar a vocação do modelo para a aventura e uso intenso, com proteção completa da cabine.
Novo Q3 brasileiro – A nova geração do novo SUV Audi Q3 está vindo aí — e será montado na fábrica do da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR). A iniciativa está prevista para o ano que vem. A planta será responsável tanto pela carroceria tradicional quanto pela versão Sportback, com caimento cupê.
Basalt versão especial – A Citroën vai lançar em breve uma versão especial do SUV Basalt, a Dark Edition. Ela será topo de linha e terá um visual mais esportivo e ousado, com detalhes escurecidos em preto brilhante, como a grade, frisos e rodas. O motor não muda: será o 1.0 turbo T200 com 130 cv de potência e câmbio CVT. O interior também receberá um acabamento mais sofisticado com detalhes em tom escuro e emblemas exclusivos da série. A expectativa de preço está acima dos R$ 120 mil.


Yamaha Ténéré 700 chega em outubro – A pré-venda da nova Yamaha Ténéré 700 começou em março deste ano, mas agora a marca confirma: a chegada às lojas acontecerá em outubro. Ela tem preço sugerido ( sem frete ou seguro) de R$ 73 mil e oferece 4 anos de garantia e revisões com preço fixo. É equipada com o motor bicilíndrico de 689 cm³ com 68,9cv de potência e 6,6 kgfm de torque.
A grande novidade é o novo acelerador eletrônico YCC-T, que possibilita o uso mais preciso de modos de condução e controle de tração. O câmbio é mecânico de 6 marchas. A Ténéré 700 é marcada pela silhueta alta e ereta na dianteira, afinando na traseira. No design frontal, destaque para o pára-brisa de uma peça. O tanque de combustível foi movido para a frente para equilibrar o tamanho com a ergonomia. O modelo tem capacidades off-road genuínas, com roda dianteira de 21″.

City Touring Sport – A linha City acaba de ganhar um reforço: o City Hatchback Touring Sport. A nova versão topo de linha tem um apelo ainda mais esportivo – o que a destaca pelo visual diferenciado, com elementos que harmonizam com a grande dianteira em Black Piano integrada aos faróis, característica das demais versões. Exclusiva na cor vermelho, a versão traz:
- Teto, antena tipo tubarão e aerofólio em preto brilhante
- Rodas com acabamento preto
- Capa dos retrovisores preta
- Ponteira de escapamento esportiva
- Pedaleiras esportivas com acabamento metálico
O Touring Sport já chegou às concessionárias com preço sugerido de R$ 152,8 mil e garantia de 3 anos sem limite de quilometragem.
Cronos Drive manual – A linha 2026 do Fiat Cronos ganhou de volta a versão Drive 1.3 com câmbio manual de cinco marchas. A configuração, que havia desaparecido no fim do ano passado por conta das novas regras de emissões de poluentes, agora custa R$ 112.490. Ela é equipada com o motor 1.3 firefly flex de até 107cv (13,3kgfm de torque. Fica posicionada entre as opções Drive 1.0 MT (R$ 106.990) e Drive 1.3 CVT (R$ 116.490).
O recorde do Mercedes-AMG GT elétrico – A Mercedes-AMG acaba de alcançar um feito inédito com o conceito GT XX, fazendo a maior distância já registrada por um carro elétrico em 24 horas. O protótipo de quatro portas percorreu impressionantes 5.479 quilômetros nesse intervalo. O recorde anterior era do XPeng P7, com 3.967 quilômetros. O teste foi certificado de forma independente na pista de Nardò, na Itália, com seus 12,5 km de extensão. O GT XX é capaz de atingir 357 km/h e foi equipado com motores elétricos que somam 1.360 cv.
Elétricos: mais dificuldades – A Ligabom, um conselho que reúne os comandantes-gerais dos Corpos de Bombeiros Militares, baixou uma diretriz para a instalação de carregadores de baterias de carros elétricos ou híbridos plug-in. Nela, exige que a garagem tenha chuveiros automáticos (os chamados sprinklers) e detecção automática em toda a garagem. A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) reagiu e disse que a exigência é de difícil aplicação técnica para a maioria dos edifícios atuais.
“É também discriminatória à eletromobilidade e à instalação de equipamentos de recarga em edifícios, impondo custos desproporcionais às garagens”, critica a entidade. E ainda lembra dos riscos dos veículos a combustão. “A segurança deve ser universal, e não dirigida contra uma tecnologia específica. Cabe lembrar que só em São Paulo ocorrem em média 16 incêndios de veículos a combustão por dia, ou quase 6 mil/ano, segundo o próprio Corpo de Bombeiros.”
ONS monitora recarga no Brasil – O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) firmou um acordo técnico-científico inédito com a EZVolt, empresa especializada em soluções de recarga para veículos elétricos. Com isso, vai acessar dados anonimizados de eletropostos espalhados pelo país. A iniciativa permitirá compreender de forma mais precisa o impacto da mobilidade elétrica na demanda de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) e apoiar o planejamento estratégico do setor elétrico.
Recorde de concessionárias – A chegada das marcas automobilísticas chinesas tem provocado uma minirrevolução no mercado. A rede de distribuição, por exemplo, atingiu 8.225 concessionárias – um aumento de 15,8% em um ano. Neste período, foram inauguradas 1.125 lojas, a grande maioria de automóveis e comerciais leves – e de origem chinesa. No total, o segmento emprega diretamente 370 mil pessoas. E tem, ao todo, 58 marcas filiadas – como as GWM e BYD.
Ingressos para o Salão de São Paulo – O Salão do Automóvel de São Paulo abre as portas ao público entre os dias 22 e 30 de novembro, no Distrito Anhembi, zona norte da capital paulista. Os ingressos estarão à venda já a partir desta segunda-feira (1), com preços que variam entre R$ 58 e R$ 1.000. As vendas do primeiro lote de ingressos serão feitas exclusivamente pelo site do evento, e custarão a partir de R$ 116 (R$ 58 para meia entrada) para os dias de semana. Quem escolher ir aos finais de semana (dias 22, 23, 29 e 30), pagará R$ 145 – ou R$ 72,50 para meia entrada. Tíquetes para a área VIP (R$ 440 e R$ 530 ) dão acesso ao Dream Lounge, onde estarão super carros exclusivos e capacetes utilizados por pilotos como Emerson FIttipaldi, Nelson Piquet, Rubens Barrichello, Ingo Hoffmann e Ayrton Senna.

9 itens para sua oficina automotiva particular (ou não) – O mercado automotivo brasileiro segue aquecido, e com ele cresce a demanda por serviços de manutenção, reparos e personalização de veículos. Por isso, saiba aqui como abrir ou modernizar uma oficina ou até mesmo criar um espaço próprio na garagem e montar um kit de ferramentas completo. Esse é o primeiro passo para garantir produtividade, segurança e qualidade no atendimento.
Segundo Bruno Santos, Head de Marketing da Loja do Mecânico, e-commerce de máquinas e ferramentas, a escolha correta dos itens garante mais eficiência, segurança e durabilidade nos serviços. “A qualidade e a variedade das ferramentas influenciam diretamente na produtividade e na satisfação. É preciso pensar em equipamentos que atendam desde reparos simples até intervenções mais complexas, garantindo que o serviço seja feito de forma segura e eficiente, seja para um cliente ou no seu próprio carro”, explica Bruno.
Confira o que não pode faltar no kit de uma oficina automotiva:
- Jogo de chaves – Conjuntos combinados, de boca, estrela e Allen são indispensáveis para trabalhos em diferentes tamanhos e tipos de fixadores;
- Soquetes e catracas – Tornam a desmontagem e montagem mais rápidas, principalmente em locais de difícil acesso;
- Alicates diversos – Modelos universal, de corte, bico longo e trava anel permitem desde cortes de cabos até ajustes de precisão;
- Macacos hidráulicos e cavaletes – Itens essenciais para elevar e sustentar o veículo com segurança durante reparos;
- Compressores de ar – Alimentam ferramentas pneumáticas, auxiliam na limpeza e na calibragem de pneus;
- Chave de impacto – Facilita a remoção de porcas e parafusos travados, economizando esforço físico;
- Multímetro automotivo – Fundamental para diagnósticos de sistemas elétricos e eletrônicos;
- Ferramentas específicas – Como torquímetros, extratores de polia e ferramentas para sincronismo de motores, dependendo do tipo de serviço;
- Equipamentos de segurança – Luvas, óculos de proteção, protetores auriculares e máscaras devem estar sempre à mão
Além de escolher boas ferramentas, manter o espaço organizado é fundamental para a eficiência. Bancadas robustas, armários e painéis para pendurar ferramentas ajudam na localização rápida dos itens e evitam perdas. A manutenção periódica dos equipamentos também é essencial para prolongar sua vida útil e evitar atrasos por falhas ou quebras.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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