O deputado federal Lucas Ramos (PSB) colocou como pauta prioritária do seu mandato a defesa da conclusão da Ferrovia do Sertão – antiga ferrovia Transnordestina – no trecho que liga a cidade de Salgueiro, no Sertão Central, ao Complexo Industrial Portuário de Suape. O parlamentar considera “inegociável” a suspensão o projeto, segundo proposta apresentada pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional à governadora Raquel Lyra, com o objetivo de manter apenas o trecho ferroviário que conecta o Piauí ao Porto de Pecém, no Ceará.
“Este é o maior projeto de infraestrutura e logística de Pernambuco, com capacidade para ser a grande mola propulsora da geração de emprego, renda e novas oportunidades em nosso Estado nos próximos anos. Não há possibilidade de abrir mão de um investimento tão estruturador, que soma R$ 5,7 bilhões em aportes”, sustentou Lucas Ramos.
Leia maisPara o parlamentar, o projeto precisa, na verdade, ser acelerado pelo Governo Federal, uma vez que é decisivo para a estratégia nacional de expansão da malha ferroviária do País. Lucas Ramos aponta ainda que as obras, desapropriações e licenciamentos ambientais estão em estágio avançado, reforçando ser muito mais viável a conclusão do que a suspensão.
Outros diferenciais competitivos são o Terminal de Granéis Sólidos Minerais de Suape – TGSMS, cujo contrato de arrendamento foi assinado pelo Governo do Estado e Planalto Piauí Participações, empresa do grupo Bemisa, com duração de 30 anos e com início das obras previsto para 2025. E o fato do canal de acesso de Suape ter metade da extensão do de Pecém e estar com 80% de sua dragagem concluída, garantindo maior calado e o recebimento de navios maiores.
O deputado federal lembrou que durante sua gestão na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação participou diretamente das articulações que resultaram na autorização ao Grupo Bemisa retomar as obras ferroviárias, liderando a implantação da agora chamada Ferrovia do Sertão, com 717 quilômetros de extensão, conectando a cidade de Curral Novo, no sul do Piauí, cruzando Pernambuco e seguindo até Suape, tendo a cidade de Salgueiro como grande ponto de concentração logística.
“A nova ferrovia trará impacto nas mais diversas atividades econômicas do Estado. A capacidade de geração de oportunidades do empreendimento é gigante. Desde sua construção até a plena operação. Estamos falando de mais competitividade e acesso a novos mercados para o gesso do Araripe, a fruticultura do Vale do São Francisco, e a avicultura e pecuária de leite e corte do Agreste. Sem contar que a redução no custo de frete para os produtos que serão transportados para o interior chega a 30%. Combustíveis, veículos e cargas que chegam via contêineres muito mais baratas para a população que vive fora do Grande Recife”, listou Lucas Ramos.
Lucas reforçou também que com a nova ferrovia em plena operação, o mercado de desenvolvimento de novas soluções para monitoramento de transporte de cargas, por exemplo, vai encontrar no ecossistema de inovação de Pernambuco terreno fértil para se expandir. “Pernambuco, hoje é o estado Estado mais inovador do Nordeste, está mais do que preparado para liderar a revolução tecnológica no setor de logística. Toda a cadeia produtiva ferroviária que será consolidada com esse empreendimento será diretamente beneficiada”, reforçou.
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