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Avanço de Lula na Quaest fortalece João e pressiona Raquel
A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada, ontem, apontando um distanciamento maior do presidente Lula (PT) ante Flávio Bolsonaro (PL), produz efeitos que vão muito além da disputa presidencial. Ao mostrar o petista abrindo seis pontos de vantagem em um eventual segundo turno, o levantamento reforça um movimento político que pode ter consequências diretas sobre a eleição para o Governo de Pernambuco.
Num primeiro olhar, os números parecem tratar apenas da sucessão presidencial. Mas, em estados onde a imagem de Lula possui forte influência eleitoral, como Pernambuco, a pesquisa funciona também como um indicador da força dos palanques locais associados ao presidente. E hoje nenhum projeto político está mais claramente vinculado a Lula no Estado do que o liderado por João.
Leia maisO dado mais relevante da Quaest talvez não seja apenas a vantagem numérica de Lula. O que chama atenção é a reversão da tendência observada nos meses anteriores. Depois de um período marcado por oscilações e por uma percepção de maior equilíbrio na disputa nacional, o presidente volta a abrir vantagem e demonstra capacidade de recuperação eleitoral. Em política, a percepção muitas vezes produz efeitos tão importantes quanto os próprios números.
Quando um candidato é visto como favorito, tende a atrair apoios, consolidar alianças e reduzir espaços para adversários. Essa dinâmica é particularmente importante em Pernambuco. Historicamente, o eleitorado pernambucano demonstra forte identificação com Lula, não apenas por afinidade ideológica, mas também pela memória dos investimentos federais realizados durante os governos petistas e pela relação afetiva construída ao longo de décadas.
Não por acaso, mesmo em momentos de desgaste nacional do PT, Pernambuco permaneceu entre os estados mais favoráveis ao presidente. É justamente nesse ambiente que João construiu sua estratégia para 2026. Desde a consolidação da aliança entre PSB e PT, o socialista passou a ser percebido como o principal representante do campo político liderado por Lula em Pernambuco.
REFLEXOS – A aproximação foi fortalecida pela decisão do PT estadual de apoiar a candidatura de João Campos, pela presença frequente de lideranças petistas em seus eventos e pelas manifestações públicas de dirigentes nacionais que defendem um palanque unificado no Estado. A consequência prática é que uma eventual recuperação de Lula nacionalmente tende a produzir reflexos positivos para João Campos.

Raquel evita alinhamento – Isso ocorre porque a eleição estadual e a presidencial dificilmente caminharão de forma dissociada em Pernambuco. Quanto mais forte for a candidatura de Lula, maior será a tendência de transferência de prestígio para candidatos identificados com seu projeto político. Ao mesmo tempo, a pesquisa amplia um desafio estratégico para a governadora Raquel Lyra. Desde o início de sua gestão, Raquel tem buscado manter uma posição de equilíbrio em relação ao governo federal. Embora preserve uma relação institucional com Brasília, evita assumir um alinhamento político explícito com Lula.
Um problemão – Essa postura permitiu à governadora dialogar com setores distintos do eleitorado, mas pode se transformar em um problemão, caso a polarização nacional se intensifique. O motivo é simples: se Lula continuar crescendo e consolidando vantagem sobre os adversários, a disputa pernambucana tende a ser cada vez mais influenciada pela identificação dos candidatos com o presidente. Nesse cenário, João Campos parte com uma vantagem evidente.
Palanque único – Enquanto o vínculo de João com Lula é público, consistente e politicamente consolidado, Raquel corre o risco de ficar em uma posição intermediária, sem conseguir capturar integralmente nem o eleitorado lulista nem o eleitorado bolsonarista. Existe ainda um fator adicional. Diferentemente de eleições anteriores, quando Lula precisou conviver com múltiplos aliados disputando espaço em Pernambuco, o cenário atual aponta para uma convergência inédita: o presidente nacional do PT, lideranças do governo federal e dirigentes do PSB vêm sinalizando que o projeto prioritário do campo governista no Estado passa pela eleição de João Campos.

Forte indicador – Isso significa que o peso político, eleitoral e simbólico de Lula tende a ser direcionado de forma muito mais concentrada do que em ciclos anteriores. Por isso, a pesquisa Quaest deve ser lida não apenas como uma fotografia da corrida presidencial, mas como um indicador importante da correlação de forças em Pernambuco.
CURTAS
ATIVOS 1 – Se a tendência de crescimento de Lula se mantiver ao longo dos próximos meses, João poderá entrar na campanha de 2026 carregando dois ativos simultâneos: sua própria força política, construída a partir de sua trajetória administrativa e eleitoral, e a capacidade de mobilização do principal líder político do Estado. Em uma eleição que promete ser altamente nacionalizada, a vantagem de Lula deixa de ser apenas um dado da disputa presidencial e passa a representar um elemento estratégico central para a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.
ATIVOS 2 – Hoje, mais do que nunca, o fortalecimento de Lula nacionalmente parece caminhar na mesma direção do fortalecimento de João Campos em Pernambuco, estado onde o presidente tem entre 60% e 65% da preferência do eleitorado, com mais votos consolidados no Interior, da Zona da Mata ao São Francisco.
MAIORIDADE – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, ontem, por 44 votos a 18, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A medida é uma bandeira da oposição, enquanto o governo atua para evitar que ela entre em vigor.
Perguntar não ofende: Se Lula continuar crescendo, ganha no primeiro turno?
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O líder do PT (Partido dos Trabalhadores) na Câmara, o deputado Pedro Uczai, apresentou uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) com o objetivo de garantir a soberania nacional sobre os sistemas de pagamento operados pelo Banco Central, como o PIX, aque recentemente entrou na mira do governo dos Estados Unidos.
A ação ocorre em meio à nova proposta tarifária da USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), que cita o PIX como um dos motivos para a recomendação de taxação de 25% sobre as importações brasileiras. As informações são da CNN.
Leia mais“Acrescenta parágrafo único ao art. 192 da Constituição Federal para assegurar a soberania nacional na instituição e operação dos sistemas de pagamento e vedar restrições impostas por governo estrangeiro ou decorrentes de tratados, acordos ou negociações internacionais, que sejam lesivas à soberania ou aos interesses nacionais”, propõe a emenda.
A proposta declara o PIX como patrimônio público e “uma das mais relevantes infraestruturas públicas do País”. Emr eferência ao imbróglio com o governo de Donald Trump, o documento aponta a necessidade de elevar a sua proteção a nível constitucional uma vez que “infraestruturas estratégicas nacionais passaram a ser tratadas por potências estrangeiras como objeto de pressão e de negociação”.
No início do mês, em agenda de entregas em Catalão, em Goiás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu segurando uma cartolina com a frase “O PIX é do Brasil”.
Em reunião com seus ministros de Estado no último dia 3, Lula admitiu que o governo federal ficou surpreso com a possibilidade de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O chefe do Executivo destacou que não aceitará o “tratamento” que o país deu ao Brasil nesta semana.
“O que é importante vocês saberem é que estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, e até parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país. A nossa luta para o fortalecimento do multiratelarismo. A nossa luta para que esse país não seja tratado em nenhum momento como uma republiqueta insignificante”, afirmou o presidente. “Nós somos muito grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil essa semana.”
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará por novos exames após apresentar o que classificou como uma “crise” durante uma tentativa de redução das medicações que vem utilizando no processo de recuperação. Segundo ela, os médicos decidiram reformular o tratamento.
— O Jair já estava no desmame há três dias das medicações, infelizmente não deu certo, e ele teve uma crise muito forte anteontem. Ontem deu uma trégua à tarde, mas voltou — afirmou. As informações são do jornal O GLOBO.
As declarações foram dadas durante o lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha, conhecida como Luiza do Clézão. Ela é filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clézão, um dos presos pelos atos de 8 de janeiro que morreu após passar mal no Complexo Penitenciário da Papuda, em novembro de 2023.
Leia maisDesde então, Clézão passou a ser tratado por aliados de Bolsonaro como um símbolo da campanha contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas às prisões dos envolvidos nos atos antidemocráticos.
A ex-primeira-dama estava confirmada no evento, mas teve que participar por videoconferência porque precisou permanecer em casa para acompanhar Bolsonaro.
O evento reuniu a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), o senador Magno Malta (PL-ES), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
Ao justificar sua ausência presencial, Michelle relatou que Bolsonaro enfrentou dificuldades após uma tentativa de interromper gradualmente o uso de medicamentos.
De acordo com Michelle, a equipe médica optou por rever o tratamento do ex-presidente.
— Nós estamos com o doutor Brasil. Reformulamos todas as medicações. Ele vai passar por alguns exames. Infelizmente eu não tenho como me ausentar — disse.
A ex-primeira-dama relatou que pretendia dedicar mais tempo às atividades partidárias, especialmente à preparação de material de pré-campanha para mulheres ligadas ao PL, mas decidiu permanecer acompanhando o marido.
— Logo agora que eu tinha me programado uma vez na semana estar o dia inteiro no PL para poder fazer o material de pré-candidatura das nossas pré-candidatas pelo Brasil. Mas vai dar tudo certo — disse.
Michelle também agradeceu as manifestações de apoio recebidas e reconheceu as dificuldades enfrentadas pela família durante o período de recuperação do ex-presidente.
— Quero agradecer o carinho, as orações. Não tem sido um momento fácil — declarou.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o final de março após autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes. A permissão foi dada tendo em vista a condição de saúde do ex-presidente, e tem previsão de acabar no fim deste mês caso não seja prorrogado. Segundo Michelle, um pedido de mais tempo em casa deve ser ainda solicitado ao ministro.
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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), o uso de recursos do Fundo Social do pré-sal para a renegociação de dívidas rurais. Sem acordo com o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal estimado é de R$ 140 bilhões ao longo de 10 anos.
A proposta faz parte de um pacote de pautas-bomba com impactos bilionários que está tramitando no Senado. As informações são do Metrópoles.
Leia maisA proposta volta para a análise da Câmara dos Deputados, pois sob a relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), a proposta passou por mudanças de mérito durante a tramitação no Senado.
Pouco antes da votação, o relator e senadores do agro se reuniram com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para uma última rodada de negociações. A reunião, porém, acabou sem acordo. Assim, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), colocou a medida em votação.
Um dia antes, Durigan chegou a se reunir com o presidente da Casa em uma tentativa de segurar pautas-bomba de alto impacto fiscal.
A proposta a cria uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais atingidos por eventos climáticos extremos ou afetados por conflitos internacionais.
Os recursos serão provenientes da exploração do pré-sal (superávit entre 2025 e 2026 e receitas entre 2026 e 2027), além de outros fundos administrados pela Fazenda ou que serão indicados futuramente pelo Executivo.
Os recursos poderão ser utilizados para a quitação de dívidas contratadas até 31 de dezembro de 2025; que tenham sido renegociadas até 30 de abril de 2026 ou parcelas de operações com vencimentos entre 2024 e 2027 que permaneceram em situação de indadimplência até 30 de abril de 2026. Também entram Cédulas de Produto Rural (CPRs).
Serão beneficiados produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária que tenham registrado, entre 2019 e 2025, perdas em duas safras que resultaram na redução de 30% da renda bruta.
O prazo de pagamento é de até 13 anos (sendo dois de carência), mas pode ser estendido a 15 em casos excepcionais, com taxas de juros entre 3,5% e 7,5%.
O presidente nacional do PSB, João Campos, abonou nesta quarta-feira (10) a filiação de mais de 100 lideranças sindicais ao partido durante evento realizado no Recife. Segundo a legenda, participaram representantes de diversas categorias profissionais e de diferentes regiões de Pernambuco. A atividade também contou com a presença do presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, do secretário sindical nacional da sigla, Evaldo Costa, e do secretário sindical estadual, Jackson Bezerra.
Durante o encontro, João Campos destacou a atuação dos sindicatos na representação de trabalhadores urbanos e rurais e na defesa de pautas relacionadas ao emprego e às condições de trabalho. “No Brasil inteiro, o campo sindical é muito importante, que faz uma defesa e que tem um cuidado mais próximo do trabalhador, do homem do campo, muitas vezes do assalariado”, afirmou.
De acordo com os organizadores, o ato reuniu 102 lideranças sindicais vinculadas a diferentes centrais. Entre as pautas defendidas pelos participantes estão a valorização do trabalho, a ampliação dos direitos sociais e o apoio às mobilizações pelo fim da escala 6×1.
O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, inaugurou nesta quarta-feira (10) a nova sede do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi). A unidade passa a funcionar em um novo espaço, localizado na rua lateral ao Hotel Olho D’Água dos Bredos, e contará com atendimentos psicológicos individuais, Sala de Atendimento à Crise e atividades de arteterapia. A solenidade reuniu o vice-prefeito Siqueirinha, a secretária de Saúde, Maria Clara, vereadores, secretários municipais e profissionais da rede de saúde. “Estamos entregando uma estrutura preparada para atender nossas crianças e adolescentes com mais qualidade”, afirmou o prefeito.
Durante o evento, Zeca Cavalcanti também anunciou a assinatura de um convênio superior a R$ 5,6 milhões para obras de pavimentação asfáltica em ruas e avenidas do município. Segundo o gestor, o acordo foi firmado no último dia 4. “Assinamos um convênio de quase seis milhões de reais para novas obras de asfalto em Arcoverde”, declarou. De acordo com a secretária de Saúde, Maria Clara, a nova unidade amplia a capacidade de atendimento e os serviços voltados à saúde mental infantojuvenil no município.
Por Edson Mota – Blog da Folha
Águas passadas. Assim definiu o pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), a relação da sigla que é presidente com o PT após o caso da entrevista do ministro de Desenvolvimento Social Wellington Dias (PT), onde este afirmou, na última segunda-feira (8), que o presidente Lula (PT) teria palanque duplo (ou seja, apoiando a candidatura de Raquel Lyra (PSD) e a o socialista) na campanha deste ano. A declaração foi dada após encontro com grupos sindicais ligados ao PSB nesta quarta-feira (10), no bairro da Soledade, área central do Recife.
“A situação é a melhor possível. Como eu sempre disse, a relação é muito boa, verdadeira, orgânica e não apenas uma relação eleitoral. Fizemos o dever de casa ao longo desses últimos anos de construção e de fortalecimento do palanque de Lula [no estado]”, afirmou João Campos.
Leia maisQuestionado se foi solicitado ao presidente Lula que mandasse um vídeo de apoio à sua candidatura como forma de encerrar de vez o assunto, João Campos negou que tenha tido algum tipo de pedido nesse sentido. Reiterou ainda que a situação foi completamente contornada entre as duas partes. “O PSB apontou ao PT, de forma oficial, a construção das candidaturas aos governos estaduais como como uma prioridade nacional, assim como o PT elencou as suas prioridades. É algo que já está resolvido e não é de hoje”, destacou.
Ainda de acordo com João Campos, o ministro Wellington Dias afirmou que a entrevista dada ao jornal O Globo foi mais como uma posição pessoal do ministro. “Não vi como algo grave. Foi [uma opinião] completamente isolada. Sem problema”, disse.
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes teceu críticas nesta quarta-feira (10) às propostas aprovadas pelo Congresso que criam despesas no orçamento da União sem a devida avaliação dos impactos financeiros para os entes federativos. Sem citar nenhum caso específico, o decano indicou que a Suprema Corte deve barrar as chamadas “pautas-bomba” aprovadas pelo Legislativo sem “estudos prévios”.
“É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia”, escreveu. As informações são da CNN.
Leia maisA publicação foi feita nas redes sociais do ministrodurante a tarde, horas depois de o ministro da Fazenda Dario Durigan procurar o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) a fim de tentar barrar o avanço de projetos que impactariam o orçamento nacional, como a PL 1365/22 que em pelo menos R$ 13.662 o salário por jornada semanal de 20 horas + adicional de 50% por hora extra e trabalho noturno.
Segundo Gilmar, a estabilidade macroeconômica do país é fundamental para que ele possa se desenvolver, mas para isso acontecer é necessário que haja responsabilidade financeira, que sigam a Constituição Federal.
“(…) definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169)”, exemplifica.
Um dos destaques feito pelo ministro foi o artigo 113 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), segundo o qual propostas que criem novas despesas ou reduzam receitas publicas têm que necessariamente apresentar uma estimativa do possível impacto financeiro na receita. Ou seja, projetos que criem benefícios ou isenções precisam informar quanto a ação custará aos cofres públicos e suas compensações.
Após elencar as ferramentas, Gilmar diz que o Congresso “precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.”
Ele encerra o texto pregando responsabilidade fiscal e “fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.”
Impacto fiscal em ano eleitoral
Conforme publicado pela CNN, o Palácio do Planalto teme pela pressão por votações que tenham impacto fiscal para o governo, ao mesmo tempo em que Davi Alcolumbre sinalizou publicamente que há 31 projetos no Senado que tratam de jornada de trabalho e piso de remuneração de muitas categorias.
“Eu não posso ser seletivo. Então, em um ano de eleição, isso aqui é muito complexo. Se botar para votar isso aqui, todo mundo vai votar sim por conta da eleição e vai ter que arrumar ‘dez Brasil’ para pagar e aí fica sendo eu o culpado que não quer dar o piso para o médico que salva a vida das pessoas no pronto atendimento”, declarou o presidente do Senado.
Uma das principais preocupações do governo é sobre a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado na tarde desta quarta-feira. A proposta prevê regras diferenciadas de aposentadoria, incluindo possibilidade de integralidade e paridade para cada categoria. Como se trata de uma mudança constitucional, o texto não dependeria de sanção do presidente Lula (PT) caso fosse aprovado.
Integrantes da Fazenda temem um impacto fiscal bilionário, que poderia resultar em um efeito cascata para outras categorias do serviço público. Alguns classificaram a proposta como uma “contrarreforma da Previdência”.
Além da PEC dos agentes de saúde, outra frente que preocupa Lula envolve pisos salariais de categorias. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado já aprovou propostas relacionadas aos pisos de bombeiros, dentistas e médicos.
Aos pessimistas, precisamos lembrar que as bases para o desenvolvimento econômico do Brasil estão nas nossas mãos: temos uma população jovem, produtiva e com elevado espírito empreendedor; temos fartos recursos naturais; temos instituições democráticas sólidas, ainda que sujeitas a ataques eventuais. Mesmo com insumos tão potentes, ficamos para trás em temas como saneamento básico e segurança pública, mesmo comparando com países emergentes. São problemas urgentes que precisam ser enfrentados com coragem, estratégia e persistência.
Atualmente, lidamos com um cenário internacional turbulento, com guerras, choque nos preços do petróleo e fontes de pressão nos preços dos alimentos. Há um risco relevante de vermos, em muitos países, inflação com baixo crescimento econômico, o que comumente coloca a governabilidade e estabilidade política em xeque.
Tal quadro exige que dediquemos especial atenção aos fundamentos de uma economia de mercado forte. Penso que a estabilidade macroeconômica é premissa básica para o desenvolvimento de qualquer país, e para isso é necessário que haja responsabilidade fiscal.
No Brasil, nossa Constituição Federal estabelece diversos comandos nesse sentido, a exemplo de: definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169); impedir a transferência de encargo financeiro decorrente da prestação de serviço público para qualquer ente federativo sem a previsão de fonte orçamentária e financeira correspondente (art. 167, §7º); vedar explicitamente a criação, majoração ou extensão de benefício ou serviço da seguridade social sem a correspondente fonte de custeio total (art. 195, §5º); exigir estimativa do impacto orçamentário e financeiro de proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita (art. 113, ADCT).
É importante destacar o art. 113 do ADCT: toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deve vir acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro. Ou seja, o Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.
O STF possui jurisprudência pacífica sobre o tema: a ausência desses estudos prévios gera a inconstitucionalidade da medida legislativa. É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.
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A Prefeitura de Palmares realizou, nesta terça-feira (9), uma série de entregas e anúncios em comemoração aos 147 anos de emancipação política do município. Entre os destaques da programação esteve a inauguração do Complexo Esportivo dos Palmares, equipamento que reúne pista de atletismo, pista de skate, quadras esportivas, playground, arquibancadas, vestiários, iluminação em LED e área para imprensa. As atividades contaram com a presença do prefeito Junior de Beto, parlamentares, vereadores e secretários municipais.
Durante as comemorações, a prefeitura também assinou a ordem de serviço para a construção do Hospital Municipal dos Palmares, com investimento superior a R$ 22 milhões. A programação incluiu ainda a autorização de reformas e ampliações de unidades básicas de saúde, a entrega de um odontomóvel, obras na rede de ensino e a requalificação das praças dos Ferroviários, Santa Luzia e Luiz Berto. “Temos muito o que comemorar aqui na nossa cidade. Hoje é um dia que emociona a qualquer filho dessa terra”, afirmou o prefeito Junior de Beto.
O deputado federal Coronel Meira presidiu, nesta terça-feira (9), uma audiência conjunta das Comissões de Segurança Pública e de Comunicação da Câmara dos Deputados com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Durante a reunião, o ministro apresentou as principais ações da pasta voltadas ao combate ao crime organizado, com foco na asfixia financeira de facções criminosas, na modernização do sistema prisional, no aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e no enfrentamento ao tráfico ilegal de armas. Ao abrir os trabalhos, Meira destacou a importância do debate sobre segurança pública e das condições de trabalho dos profissionais da área. “Estamos tentando, com muita luta, melhorar as condições de trabalho do operador de segurança pública porque, sem ele, não se faz segurança pública no Brasil”, afirmou.
Durante a audiência, também foram discutidos temas relacionados à atuação da Polícia Federal, à regulação das plataformas digitais e a medidas de enfrentamento às novas modalidades de crime. Além do ministro, participaram da mesa a presidente da Comissão de Comunicação, deputada Maria Rosas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Eduardo Garrido Modesto; o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso; o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; e a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado.
O escritor Bruno Lago promove, na próxima segunda-feira (15), uma noite de autógrafos para o lançamento de seu segundo romance, Paradise Supernova. O evento será realizado no bar Beirute da Asa Sul, em Brasília. Publicitário com especialização em redes sociais, o autor tem se dedicado à produção de obras de ficção distópica, gênero que explora cenários futuros a partir de questões presentes na sociedade contemporânea.
Em Paradise Supernova, Bruno Lago apresenta um planeta marcado pela escassez de água e por temperaturas extremas, onde a população enfrenta os efeitos da crise hídrica enquanto o governante local ignora alertas e questiona soluções apontadas pela ciência. A trama também acompanha o relacionamento entre duas protagonistas em meio ao cenário retratado. O livro sucede O Descobrimento da Terra, romance em que o autor utilizou a chegada de seres alados ao planeta para abordar temas relacionados à idolatria e à liderança.
O vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa (Alepe), deputado Romero Albuquerque (PSB), anunciou, nesta quarta-feira (10), que vai solicitar a convocação do secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro Filho, para explicar o uso de recursos públicos que deveriam ter sido aplicados na manutenção predial de escolas da rede estadual de ensino. A decisão foi tomada após o parlamentar visitar dez unidades que aparecem em relatórios como locais com obras concluídas, o que não correspondeu ao cenário encontrado durante a fiscalização.
A medida é mais um desdobramento do caso conhecido como “Raquelão da Educação”, que já está na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido a contratos com a Cetus Construtora, empresa que não poderia ser contratada pelo Governo de Pernambuco por estar em situação de inidoneidade. Dados iniciais apontam que os recursos envolvidos nas supostas irregularidades já superam R$ 160 milhões.
Leia mais“O escândalo do Raquelão da Educação está tirando dinheiro da educação e levando para onde? Eu já visitei dez escolas que constavam em documentos do próprio governo como locais com obras finalizadas e encontramos o contrário disso: obras inacabadas, estruturas precárias. E por isso eu vou pedir a convocação do secretário de Educação e do executivo responsável por esses contratos. Eles têm que explicar o que é que estão fazendo com o dinheiro do povo pernambucano”, declarou.
A convocação de secretários pela Alepe é prevista na Constituição estadual. Caso não compareça sem uma justificativa plausível, o dirigente pode incorrer em crime de responsabilidade.
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