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Nota oficial
O Colégio de São Bento de Olinda, diante da carta aberta recentemente divulgada pelo SINTEPE, vem a público prestar esclarecimentos à sua comunidade escolar, composta por colaboradores, estudantes, famílias e sociedade.
Inicialmente, reconhecemos que o Colégio atravessa, há alguns anos, desafios financeiros significativos, realidade enfrentada com responsabilidade, transparência e permanente esforço institucional para garantir a continuidade de suas atividades e preservar sua missão educacional.
Leia maisEntretanto, é importante esclarecer que as situações apresentadas na referida manifestação não correspondem, de forma geral e uniforme, à realidade de todos os colaboradores da instituição. Existem questões pontuais e individualizadas, que vêm sendo tratadas administrativamente e acompanhadas pela gestão, dentro das possibilidades financeiras e dos compromissos legais do Colégio.
Os recursos recebidos pela instituição são destinados prioritariamente à manutenção do funcionamento escolar e ao cumprimento de obrigações operacionais, administrativas e legais, incluindo compromissos decorrentes do cenário financeiro acumulado ao longo dos últimos anos. Não procede qualquer interpretação de desvio de finalidade ou destinação indevida desses recursos.
Cabe ainda esclarecer que os dirigentes da instituição exercem sua atuação movidos pelo compromisso com a preservação do Colégio e de sua tradição educacional, não havendo remuneração vinculada ao exercício dessa função.
O Colégio reafirma seu respeito aos profissionais que contribuem diariamente para sua história e reconhece a legitimidade do diálogo como instrumento para a construção de soluções responsáveis e duradouras.
Seguimos empenhados na superação das dificuldades existentes, já visualizando perspectivas concretas de reequilíbrio e regularização gradual das pendências, sempre pautados pelo compromisso com a educação, com as pessoas e com a missão que historicamente sustenta esta instituição.
Colégio de São Bento de Olinda
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Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) mostra o presidente Lula (PT) com 47% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 43% em eventual cenário de segundo turno da eleição presidencial de 2026. No levantamento anterior, de 16 de maio, Lula e Flávio apareciam empatados com 45% no segundo turno. As informações são do g1.
Veja números:

A pesquisa é a primeira do instituto feita integralmente após a revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens foram reveladas pelo site The Intercept Brasil. Segundo a reportagem, Flávio Bolsonaro pediu apoio financeiro a Vorcaro para a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Foram entrevistadas 2.004 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Além do cenário com Flávio, o instituto também pesquisou o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como alternativa ao senador em cenários de 1º turno e 2º turno. Veja os números:

O Datafolha também pesquisou cenários de 2º turno com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).


Segundo o Datafolha, Lula ampliou de 3 para 9 pontos a vantagem sobre o senador em cenário de 1º turno. O levantamento desta semana mostra mostra o presidente Lula com 40% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 31% em um dos cenários testados.
Em outra simulação, sem Flávio, Lula aparece com 41% e Michelle Bolsonaro (PL), com 22%.
Veja os números:
Cenário com Flávio Bolsonaro

Cenário com Michelle Bolsonaro

A pesquisa mostra também que 46% dos eleitores não votariam no senador Flávio Bolsonaro (PL) para presidente nas eleições de outubro de 2026. Em relação ao presidente Lula (PT), 45% dizem não votar no petista. Em comparação com a pesquisa anterior, Flávio passou numericamente Lula em rejeição.
Na pesquisa de 16 de maio, Lula aparecia à frente com 47% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro registrava 43%.
Em seguida aparece Michelle Bolsonaro, com 31% de rejeição. Depois vêm Romeu Zema (Novo), com 18%; Renan Santos (Missão), com 16%; e Ronaldo Caiado (PSD), com 15%.
Veja os números:
O podcast Direto de Brasília da última terça-feira, com a pré-candidata do PDT ao Senado em Pernambuco, Marília Arraes, alcançou o maior desempenho entre todos os programas que foram ao ar nos últimos meses.
Liderou os índices de alcance, visualizações, engajamento e crescimento de audiência, chegando a cerca de 80 mil visualizações, registrando desempenho acima da média dos conteúdos orgânicos do período.
Os números consolidam como um dos conteúdos de maior repercussão digital já registrados no podcast.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) denunciou, nesta sexta-feira (22), possíveis irregularidades em um contrato de quase R$ 183 milhões executado pelo Governo Raquel Lyra para manutenção e reformas em escolas da rede estadual. Durante coletiva de imprensa realizada, a entidade lançou a campanha “Cadê a Reforma da Minha Escola?” e apresentou um levantamento que aponta indícios de desperdício de dinheiro público e serviços de baixa efetividade em unidades de ensino que passaram por intervenções milionárias.
Segundo o Sintepe, os dados foram obtidos a partir do Portal da Transparência do Governo do Estado. O contrato analisado soma R$ 182.784.905,05 e contempla 798 escolas estaduais. Após reunir centenas de boletins de medição de obras, o sindicato realizou visitas técnicas em 10 escolas da Região Metropolitana do Recife e afirma ter encontrado um cenário que contradiz os altos valores pagos pelo Estado.
Leia maisEntre os problemas identificados estão infiltrações, rachaduras, salas inadequadas para atividades pedagógicas, instalações elétricas precárias com risco de choque, banheiros deteriorados, mato alto, quadras abandonadas e ambientes sem climatização adequada. Em várias unidades, segundo o sindicato, as condições encontradas são incompatíveis com o volume de recursos públicos investidos.
Um dos casos mais emblemáticos apontados pelo levantamento foi o da Escola de Referência em Ensino Fundamental Creusa Barreto Dornelas Câmara, no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife. De acordo com o Sintepe, a unidade recebeu intervenções que somam R$ 1.717.583,22. Apesar disso, o sindicato afirma ter encontrado um ambiente marcado por problemas estruturais graves e sinais evidentes de precarização.
Para dar visibilidade às denúncias, o Sintepe lançou um hotsite reunindo documentos, boletins de medição e informações sobre as 798 escolas contempladas pelo contrato. A entidade classifica o caso como um possível “escândalo da educação pública pernambucana”.
O sindicato informou ainda que encaminhou as denúncias ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), solicitando investigação sobre a aplicação dos recursos e a execução das obras.
“A população tem o direito de saber onde foram parar quase R$ 183 milhões pagos pelo Governo do Estado enquanto estudantes e trabalhadores convivem diariamente com escolas deterioradas”, afirmou a direção da entidade.
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Após a homologação do diretório estadual da Federação União Progressista, o presidente da Federação em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte, iniciou o processo de oficialização dos diretórios municipais no estado. O primeiro diretório constituído é o de Bom Conselho, que passa a ser presidido pelo deputado estadual Dannilo Godoy.
Por José Américo Silva*
Durante muito tempo, a política brasileira cultivou uma crença quase absoluta: quem controla a máquina pública, quem reúne prefeitos, vereadores, governadores, deputados, lideranças partidárias e muito dinheiro de campanha larga na frente e praticamente escolhe o resultado da eleição. Durante décadas, esse raciocínio funcionou. Mas o eleitor brasileiro mudou — e mudou profundamente.
Hoje, em muitas disputas, apoio institucional excessivo pode gerar exatamente o efeito contrário ao esperado: antipatia popular.
Leia maisExiste um fenômeno silencioso acontecendo no Brasil contemporâneo que muitos estrategistas ainda não compreenderam completamente. O eleitor passou a distinguir poder político de conexão emocional. E essa diferença é decisiva.
Uma candidatura pode ter estrutura, dinheiro, tempo de televisão, apoio partidário, prefeitos, senadores, deputados, marqueteiros renomados e até a chamada “máquina”. Mas, se não despertar sentimento, identificação e empatia, ela corre sério risco de fracassar. Porque voto não nasce apenas da razão política. Voto nasce, sobretudo, da emoção.
E emoção não se compra.
A história política brasileira está cheia de exemplos emblemáticos. Em 1986, na Bahia, Antônio Carlos Magalhães ainda exercia um poder gigantesco sobre o estado. Seu candidato ao governo era o respeitado jurista Josaphat Marinho. Do outro lado estava Waldir Pires, embalado pelo sentimento popular da redemocratização. ACM tinha estrutura, influência e controle político. Waldir tinha o povo.
Naquele contexto, surgiu uma das peças mais simbólicas da política baiana:
“Não tem tatatá, não tem tititi.
Recebo dinheiro do ACM e voto em Waldir.”
A frase traduzia um fenômeno que continua extremamente atual: o eleitor pode até aceitar favores, benefícios ou pressão política, mas isso não significa submissão eleitoral automática. Aliás, muitas vezes ocorre justamente o contrário.
Quando o eleitor percebe arrogância de poder, excesso de imposição institucional ou uso ostensivo da máquina pública, nasce um sentimento silencioso de resistência. O cidadão comum passa a enxergar aquela candidatura não como alguém próximo dele, mas como expressão de um sistema político que tenta empurrar uma escolha “de cima para baixo”. E o eleitor moderno rejeita tutela.
Outro exemplo clássico aconteceu em Alagoas, em 2006. O deputado federal João Lyra entrou na disputa pelo governo com uma coalizão quase absoluta. Tinha apoio de cerca de 98 dos 102 prefeitos do estado, maioria esmagadora de vereadores, deputados estaduais e federais. Em tese, era uma candidatura imbatível. Mas faltava o principal: conexão popular.
Do outro lado, o senador Teotônio Vilela Filho representava exatamente o contrário: menos estrutura institucional e mais identificação emocional com o eleitorado. Resultado: venceu ainda no primeiro turno. A lição permanece atualíssima.
A política contemporânea entrou definitivamente na era do sentimento eleitoral. O eleitor não quer apenas ouvir promessas ou assistir demonstrações de força política. Ele quer autenticidade, espontaneidade e verdade. Quer enxergar humanidade no candidato. Quer sentir que aquele nome compreende suas dores, angústias e expectativas. Por isso, muitos candidatos tecnicamente fortes fracassam. São campanhas muitas vezes impecáveis no papel, mas frias na alma.
Há campanhas que parecem reuniões burocráticas de condomínio: organizadas, cheias de apoios, mas incapazes de produzir entusiasmo popular. E sem entusiasmo não existe onda eleitoral.
Esse talvez seja o maior erro de parte da velha política: acreditar que soma de apoios institucionais automaticamente produz votos. Nem sempre produz. Às vezes produz exatamente o contrário.
Quando o eleitor observa uma candidatura excessivamente dependente da máquina pública, de acordos de bastidores ou de demonstrações ostensivas de poder econômico, surge uma pergunta silenciosa no imaginário popular:
“Se ele é tão forte assim, por que precisa usar tudo isso?” Essa dúvida corrói campanhas.
Da mesma forma, a compra de votos perdeu eficácia estrutural. Não porque tenha desaparecido totalmente, mas porque o comportamento do eleitor mudou. Hoje, muitos eleitores dissociam completamente o recebimento de algum benefício da obrigação moral do voto.
A antiga lógica do “favor político” perdeu força diante de um eleitor mais desconfiado, mais autônomo e menos previsível.
A política brasileira entrou numa fase em que a autoridade institucional já não garante autoridade moral perante a população.
Além disso, existe um outro elemento cada vez mais presente nas disputas modernas: o uso político das pesquisas eleitorais como ferramenta de indução psicológica do voto.
Pesquisa séria é instrumento importante de análise de cenário. Mas, no Brasil, também se consolidou a cultura das pesquisas utilizadas como peça de propaganda eleitoral. A lógica é simples: criar no imaginário coletivo a sensação de inevitabilidade da vitória de determinado candidato. É a tentativa de produzir o chamado “voto útil emocional”, aquele em que parte do eleitorado passa a votar não necessariamente em quem prefere, mas em quem acredita que vai ganhar.
O problema é que a história recente da política brasileira mostra que eleição não se decide em planilha, mas em sentimento social. E sentimento popular não cabe integralmente em levantamento estatístico.
As eleições de 2022 produziram exemplos claros disso. Diversos institutos apontavam diferenças muito superiores às verificadas nas urnas entre Lula e Bolsonaro no primeiro turno, além de indicarem cenários que não se confirmaram em vários estados. Em São Paulo, por exemplo, Tarcísio de Freitas apareceu abaixo do desempenho final registrado nas urnas e terminou liderando o primeiro turno ao governo paulista.
Fenômeno semelhante aconteceu em outras eleições brasileiras, inclusive estaduais e municipais, nas quais candidaturas tratadas como “invencíveis” pelas pesquisas acabaram derrotadas porque o eleitorado real era muito mais complexo do que o retrato apresentado nos levantamentos. O excesso de confiança produzido por pesquisas favoráveis frequentemente gera acomodação em campanhas e, ao mesmo tempo, desperta no eleitor um sentimento de reação contra aquilo que ele interpreta como tentativa de manipulação psicológica do processo eleitoral.
Por isso, campanhas inteligentes observam pesquisas como termômetro — jamais como sentença definitiva. Porque eleição continua sendo organismo vivo. O eleitor muda de humor, muda de percepção e, muitas vezes, muda de voto silenciosamente.
No fim das contas, eleição continua sendo um ato profundamente humano. E seres humanos não escolhem apenas com base em estruturas de poder. Escolhem, sobretudo, com base naquilo que sentem.
Máquina ajuda. Dinheiro ajuda. Apoios ajudam. Pesquisas ajudam. Mas nada disso substitui aquilo que verdadeiramente decide eleições: a capacidade de conquistar emocionalmente o eleitor.
Porque, no final, urna eletrônica não contabiliza favoritismo político, manchete de jornal, volume de recursos ou quantidade de prefeitos aliados. Urna contabiliza voto. E voto continua sendo uma das manifestações mais imprevisíveis, emocionais e livres do comportamento humano.
*Jornalista
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O deputado estadual Alberto Feitosa (PL-PE) usou as redes sociais para criticar a tentativa da esquerda de impedir a veiculação do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Brasil. “Bateu o desespero geral. A esquerda e o PT não querem a veiculação do filme do Bolsonaro. Vão entrar com ação no TSE. Estão desesperados”, disparou o parlamentar.
Para o deputado, a movimentação revela o temor do campo progressista com o avanço da direita nas eleições de 2026. “Se escola de samba em homenagem ao Lula pode, por que o filme do Bolsonaro não pode? O Bolsonaro nem candidato é”, questionou. “Vai ter desespero, porque eles sabem que vão perder a eleição”, completou Feitosa.
Em clima de celebração, a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella, vai comemorar mais um aniversário, na próxima segunda-feira (25), no restaurante Boi e Brasa, na Ilha do Retiro, no Recife. Em convite compartilhado com amigos e associados, Zanella reforçou a alegria de dividir o momento especial com convidados e pessoas próximas. O encontro está previsto para começar às 12h.

O advogado José Luis Oliveira Lima deixou a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O advogado confirmou a saída e afirmou que a decisão ocorreu “de comum acordo”. As informações são do blog da Andréia Sadi.
A mudança acontece na mesma semana em que a Polícia Federal (PF) rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro. Apesar de a Procuradoria-Geral da República ter mantido as negociações em andamento, cresce, nos bastidores, a avaliação de que um eventual acordo chancelado pela gestão de Paulo Gonet seria visto como um “vexame” e teria dificuldade para passar pelo crivo do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia maisJosé Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, assumiu a defesa de Vorcaro em março. O advogado tem no currículo diversos acordos de delação premiada em casos de grande repercussão – caso do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, na Operação Lava Jato.
Interlocutores que acompanham o caso afirmam que Daniel Vorcaro não suporta mais a pressão de permanecer preso. Segundo relatos obtidos pelo blog, após uma fase inicial de blindagem e proteção de aliados, o banqueiro estaria disposto a ampliar o escopo da colaboração premiada.
Vorcaro estaria até mesmo disposto a subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a ser devolvido em eventual delação com a PGR, segundo apurou o blog do Valdo Cruz.
Na quinta-feira (21), a então defesa do empresário pediu a transferência do banqueiro de uma cela na Superintendência da PF no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. O prédio é conhecido como “Papudinha”.
Os advogados alegaram que as condições do local em que Vorcaro está sob custódia na PF não estão adequadas.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que embasou voto do ministro Jorge Oliveira traz um dado estarrecedor: cerca de metade das apostas bets que são feitas no Brasil são ilegais, estão relacionadas a casas que não têm autorização para atuar no país. O dado baseia-se em um estudo elaborado pela LCA Consultoria Econômica a pedido do Instituto Jogo Responsável.
Segundo esse estudo, no cenário mais otimista, 40% do jogo em bets é ilegal. No cenário, mais pessimista, 51%. Tal constatação tem mais de um efeito danoso. O primeiro é que a cada ano cerca de R$ 26 bilhões a R$ 40 bilhões estão deixando o Brasil pelo ralo: é dinheiro não contabilizado no país, que não paga imposto nem entra formalmente.
Leia maisO segundo ponto igualmente fundamental: sem regulamentação, esses jogos ilegais não dão garantia alguma ao apostador. Se a pessoa joga e ganha, não tem qualquer garantia de que receberá de fato o valor que ganhou. E, se não receber, esse apostador não tem também para quem reclamar. E, ainda que reclame, os mecanismos brasileiros de regulamentação e a justiça não têm como acionar essa bet ilegal.
Com a nova regulamentação feita no ano passado, as bets que ficaram legais pagam tributos. “Mesmo assim, operadores ilegais continuam atuando no mercado de apostas no Brasil, o que gera um desafio para o governo”, aponta o relatório. A tarefa do TCU foi justamente procurar saber como o governo encara esse desafio. E os achados não foram os melhores. Há, segundo o tribunal, uma “fragmentação de ações governamentais, que dificulta o combate efetivo a casas de apostas ilegais e pode facilitar operações de lavagem de dinheiro”.
O país, diz o relatório do TCU, não estaria preparado para monitorar o funcionamento dessas casas de apostas, os sites cujos endereços não estão no Brasil, mas daqui podem ser acessados. Com uma capacidade, além disso, de conseguir coibir, retirar o acesso ou exigir que a operação daquela plataforma se torne legal e funcione dentro das normas do país.
Não é apenas o prejuízo econômico para o país. O prejuízo da aposta num site ilegal pode ser do próprio apostador. “O mercado ilegal também não possui mecanismos de proteção ao consumidor, como bloqueio de menores de idade, controle de vício e canais oficiais para denúncias”, diz o relatório.
Há ainda a forte suspeita de envolvimento dessas casas de aposta com o crime. O relatório aponta riscos de envolvimento com “lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo”. O Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), criado para combater tais crimes, recomenda que os países tenham atenção.
Tudo isso, na visão do TCU, exige uma integração de forças do governo federal. É necessário um trabalho conjunto que envolva Ministério da Fazenda, Banco Central, Ministério da Justiça, Polícia Federal. E também Ministério Público e órgãos da Justiça. Ou o dinheiro das bets seguirá descendo pelo ralo.
“No âmbito dos órgãos envolvidos na prevenção e combate à lavagem de dinheiro, detectou-se a necessidade de uma melhor coordenação das ações, com melhor definição de competências e responsabilidades de cada órgão, maior grau de automatização e compartilhamento tempestivo de informações”, conclui Jorge Oliveira, em seu voto.
Os valores são impressionantes. Apenas no primeiro semestre de 2025, as casas de apostas legalizadas tiveram um lucro de R$ 17,4 bilhões. É o que tecnicamente se chama de “Gross Gaming Revenue” (GGR), a receita gerada, calculada a diferença entre o valor total apostado e o que foi pago de prêmio.
Para além da perda de receita, do eventual envolvimento com crimes, o relatório lembra que o jogo vicia, adoece e endivida. Uma epidemia que envolve grandes interesses, de patrocinadores, patrocinados, times de futebol, influenciadores. Ruim, talvez, mesmo quando transparente. Muito pior quando obscuro.
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Nota oficial
Com relação à nota de repúdio assinada por Tufi Daher Filho, executivo ligado ao Grupo CSN e à TLSA, em relação a artigo da minha lavra, tenho a esclarecer o seguinte:
Pernambuco só se curva para agradecer. Nunca diante da prepotência, da truculência ou de interesses privados que tentam se impor sobre os interesses públicos do Nordeste.
Estou pronto para tomar quaisquer medidas que o Sr. Tufi desejar.
Continuarei defendendo Pernambuco, a Transnordestina e o interesse público, no Judiciário, nas instituições e na sociedade civil.
Antônio Campos – advogado
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Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, na próxima terça-feira. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Leia maisSegundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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