Do UOL
O governo federal enviou neste sábado (31) uma comitiva de ministros ao Mato Grosso do Sul para investigar denúncias de violência e ameaças contra comunidades indígenas após o segundo turno das eleições.
O que os ministros vão fazer
A comitiva foi enviada por determinação do presidente Lula (PT). O grupo reúne representantes dos ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Justiça e Segurança Pública, além da deputada federal Sonia Guajajara (PSOL-SP).
Leia maisO governo promete identificar e punir os responsáveis pela violência. “O compromisso do presidente Lula, do nosso governo é garantir que todos esses atos de violência sejam apurados, investigados e que a gente consiga identificar as pessoas que participaram desses atos e garantir que elas sejam punidas”, afirmou a ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello, em vídeo publicado nas redes sociais.
A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal também participam da missão. Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, os agentes vão apoiar a apuração das denúncias no local.
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que a comitiva vai dialogar com as comunidades indígenas. Ele também confirmou que a viagem atende a uma determinação de Lula.
O governo acompanha indícios de violência em outros estados. “Tem vários indícios aí e a gente tá atento e acompanhando”, afirmou Sonia Guajajara. O ministro da Justiça disse que o governo federal atuará onde houver violência. “A determinação do presidente Lula é que o Estado Brasileiro esteja aonde ocorrer qualquer violência. Vamos apurar concretamente e tranquilizar a todos”, declarou Wellington César Lima e Silva.
No Mato Grosso do Sul, indígenas vêm denunciando estarem sendo alvo de violência política e intimidações após o resultado das eleições. Uma ameaça de envenenamento direcionada aos Guarani e Kaiowá da aldeia Yvu Verá 2, em Dourados (MS), fez o nível de alerta aumentar a ponto de a Força Nacional ter que ser enviada para o local.
O temor surgiu após uma série de troca de áudios entre moradores da região chegar ao conhecimento da aldeia. Na conversa, é possível ouvir a voz de um homem chamando os indígenas que “votaram no PT” de “desgraçados” e “pragas”, que teriam que ser mortas com “veneno na água”.
A autoria de uma das vozes é atribuída a um servidor da prefeitura de Tacuru (MS), município vizinho a Dourados. A prefeitura local informou que está tomando as “providências cabíveis”, e que os funcionários já foram identificados e afastados.
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