O Globo
O número de denúncias de assédio eleitoral no Ministério Público do Trabalho (MPT) já chegou a 1.140, após políticos, empresários e influenciadores de direita incentivarem nas redes sociais a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante do movimento, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que as empresas que cometerem essa ilegalidade terão restrição de acesso a créditos públicos.
As denúncias registradas no MPT das 23h59 do último domingo, quando houve o segundo turno, até a noite de quarta-feira correspondem a cerca de 30% do total recebido pela instituição em todo o ano. Até o fim do primeiro turno, o MPT havia recebido 991 queixas. No segundo turno, foram registrados 946 novos casos e mais 1.140 denúncias após a eleição.
Leia maisEm paralelo, há estímulo a boicote de estabelecimentos cujos proprietários declararam voto no petista. De acordo com Marinho, o governo estuda a criação de uma lista suja de empresas que cometem assédio eleitoral no Brasil, incluindo pressão ou demissão por conta de opção política. A partir da lista, poderia haver sanções como restrição a crédito.
Ele não explicou, no entanto, como seria feita a lista ou como seriam comprovadas as denúncias. O governo tem uma lista suja de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão, mas, para figurar nela, há uma investigação prévia in loco. Também há abertura de processo administrativo contra a empresa, e ela tem direito a ampla defesa.
“O objetivo é poder, além das providências, ter uma lista que a gente possa mostrar para a sociedade que tem empresas cometendo ilegalidades de eventual crime contra o trabalhador”, afirmou em coletiva na quarta-feira. De acordo com ele, o Banco Central informaria a rede financeira do país sobre quem violasse o princípio democrático de livre escolha dos representantes. Clique aqui e confira a matéria completa.
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