O PT está encaminhando um pedido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que a votação na eleição presidencial não seja encerrada às 17h.
Eleitores denunciaram que na cidade de São Paulo e em Salvador, entre outras, os ônibus não estão circulando normalmente nas ruas, ao contrário do que determina o STF (Supremo Tribunal Federal).
O PT pediu a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) e obteve do TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia) decisão pela prisão do secretário de Mobilidade Urbana da cidade. As informações são da Folha de SP.
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“Vamos pedir a extensão do prazo para votação para garantir o direito sagrado de voto a todo e qualquer brasileiro. Nós sabemos o que está em jogo, não podemos permitir qualquer tipo de golpe contra a democracia. Nós vamos tomar todas as providências jurídicas para criminalizar os responsáveis”, diz à coluna o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula.
O TRE-BA já expediu uma ordem de prisão contra Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador, neste domingo (25), após a retenção de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais.
O partido vai pedir também a detenção de secretários da cidade de São Paulo.
O senador eleito Rui Costa acusa o prefeito Bruno Reis, de Salvador, de cometer crime. Já Reis diz que Costa é “vabagundo” e diz que a saída dos ônibus das garagens sofreu atrasos porque sindicalistas colaram adesivos do PT nas janelas, o que seria crime.
A campanha do presidente Lula acionou tabém a Justiça Eleitoral neste domingo (25) para denunciar que os ônibus de São Paulo estariam circulando com apenas 60% da frota durante o segundo turno das eleições presidenciais, em descumprimento de uma decisão judicial que determinou a operação de 100% dos veículos.
Em petição apresentada ao juízo da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, a coligação Brasil Pronto pra Mais, que reúne partidos da base de Lula, afirma ter recebido relatos de que a redução da frota ocorre em diferentes regiões da cidade.
Procurada, a prefeitura não se manifestou sobre a denúncia do PT e a decisão da Justiça. A SPTrans diz que cumprirá a determinação do TRE-SP, apesar de criticar a mudança de regra a menos de 24 horas da votação.
A coligação pede que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans sejam intimadas a restabelecer imediatamente a operação integral dos ônibus até o encerramento da votação e o retorno dos eleitores. Também solicita que os dois órgãos apresentem, em até uma hora, dados do monitoramento da frota desde o início do dia, discriminados por região e empresa operadora.
A petição afirma que a circulação de apenas 60% dos ônibus representaria uma redução de 40% da oferta de transporte e aumentaria o tempo de espera e a lotação dos veículos, dificultando o deslocamento principalmente dos eleitores de menor renda.
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