O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, confirmou, há pouco, sua presença no podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima terça-feira. Na pauta, os 40 anos da histórica eleição de 1986, na qual perdeu a disputa para o Governo de Pernambuco para Miguel Arraes. O ministro, com apenas 38 anos na época, tinha sido vice-prefeito de Rio Formoso e depois fora eleito prefeito, mas optou por presidir a Celpe e na gestão de Roberto Magalhães foi secretário de Transporte entre 1982 e 1985.
Franco favorito, Arraes, então com 70 anos de idade, era tido como o novo, foi o candidato dos jovens e da esquerda na época, enquanto Múcio era tido como o candidato dos velhos. Essa inversão de valores mostrava o quanto Miguel Arraes era uma figura icônica e porquê ele cravou seu nome na história de Pernambuco.
A campanha, de alto nível, vale salientar, não teve muitas surpresas para o governo, uma vez que Arraes confirmou seu favoritismo, enquanto Múcio entrou para a história como o derrotado mais vitorioso da história de Pernambuco. A partir dali, ele viria a ser cinco vezes deputado federal, ministro das Relações Institucionais de Lula, presidente do Tribunal de Contas da União e agora ministro da Defesa.
Engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, José Múcio cumpriu mandatos eletivos como prefeito de Rio Formoso (1982 a 1983) e deputado federal (1991 a 2011). Entre as principais atividades parlamentares, foi presidente nacional do PFL (1992 a 1993); líder do PTB na Câmara dos Deputados; e líder do Governo, de 7 de março de 2007 a 30 de novembro de 2007.
Na carreira pública, ele foi presidente da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), secretário dos Transportes, Comunicações e Energia do Estado de Pernambuco, secretário municipal de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente de Recife, ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, ministro do Tribunal de Contas da União e presidente do TCU.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou, neste domingo (25/10), a ação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para adiar o horário de votação em todo o país até às 19h no segundo turno das eleições. No entanto, mesários relatam que as urnas eletrônicas foram fechadas, normalmente, às 17 horas.
O Metrópoles apurou que diversas sessões em Brasília, São Paulo e Minas Gerais foram encerradas mesmo após decisão de Zanin. De acordo com a jornalista Lorena Pacheco, do Metrópoles, escolhida para ser mesária neste segundo turno, o presidente da seção dela iniciou os procedimentos padrões de encerramento das urnas às 17h. As informações são do Metrópoles.
“Pra você continuar a votação, você tem que iniciar todo o sistema e a gente não teve uma informação oficial, que chegou do TSE. As pessoas só foram falando assim por alto. Aí acabou que acabaram liberando agora. Eu tô saindo da seção agora porque não tinha mais o que fazer, porque eles precisavam de uma autorização, abrir tudo de novo, imprimir tudo de novo”, diz a jornalista.
Nas redes sociais, internautas e mesários também complementam os relatos que as urnas foram fechadas após às 17 horas. “Aqui no Flamengo (no Rio de Janeiro) foi fechado (a urna) e já têm pessoas no portão pedindo para entrar e eles (segurança) não abrem”, diz um internauta.
“Foi fechada, iniciei o processo de encerramento da seção, falaram para abrir e estou aqui com os boletins impressos sem saber o que fazer”, disse outro mesário ao ser questionado sobre o encerramento da votação.
A votação do segundo turno, no Distrito Federal, não será prorrogada. É o que afirma o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do órgão, Andrey Bernardes, a decisão ocorreu de forma repentina. As informações são do Metrópoles.
“Não haveria tempo hábil para avisar todas as seções. Inclusive, 36 seções já transmitiram dados para a central”, afirmou.
Ainda segundo o TRE-DF, não chegou nenhum documento oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a prorrogação de prazo, por isso, a contabilização dos votos segue normalmente.
“Também é importante ressaltar que, após o fechamento da urna, não é possível abri-la para votação novamente”, afirmou Andrey Bernardes.
Decisão de Zanin O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou, neste domingo (25/10), a ação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para adiar o horário de votação em todo o país até as 19h no segundo turno das eleições. Com isso, os eleitores terão mais duas horas para exercer o direito do voto.
O pedido se deu após relatos de problemas com transporte de eleitores de ao menos 10 Estados. A equipe jurídica do petista afirma que a eventual extensão do horário atenderia à “igualdade entre os eleitores”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pausou a apuração dos votos do segundo turno das Eleições 2026 após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogar a votação até às 19h.
“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”, afirmou Zanin.
Antes da pausa na apuração, o TSE havia totalizado 0,25% das seções eleitorais, o equivalente a 1.225 das 499.248 seções do país. Naquele momento, Lula (PT) aparecia com 57,66% dos votos válidos, somando 193.574 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tinha 42,34%, com 142.169 votos. Os primeiros resultados vinham principalmente de estados das regiões Nordeste e Centro-Oeste, além de parte da Região Norte.
Na tarde deste domingo, a coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma petição com pedido de liminar de urgência, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h, em municípios atingidos por problemas no transporte público.
A medida abrangia pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
O documento é desdobramento de um outro pedido feito no início da tarde para três municípios baianos: Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
A campanha também protocolou o pedido no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator do pedido no STF.
Os advogados da campanha de Lula dizem que relatos de falhas no transporte de eleitores se multiplicaram ao longo do dia por diversas regiões do país.
De acordo com a petição, eleitores que dependem do transporte coletivo enfrentaram dificuldades para chegar aos seus locais de votação.
Entre as principais irregularidades descritas no pedido ao TSE constam:
São Paulo: o pedido aponta que, mesmo com determinação judicial para 100% da frota na capital, cerca de 60% dos veículos estariam circulando, com poucos ônibus no Centro, Zona Leste e Avenida Paulista.
Alagoas: falta de transporte complementar intermunicipal, vans e micro-ônibus, com filas superiores a uma hora e denúncias de cobrança indevida de passagem a eleitores, o que demandou atuação do Ministério Público.
Pernambuco: relatos de dificuldades no acesso à gratuidade em ônibus intermunicipais.
Roraima: recusa de empresas contratadas em cumprir rotas eleitorais, prejudicando o deslocamento de comunidades indígenas.
Piauí e Paraíba: queixas de redução da frota em Teresina e vídeos em João Pessoa mostrando coletivos passando direto por pontos em uma região da cidade.
Rio de Janeiro e Pará: notificações de frota reduzida e longas esperas em Petrópolis e São Gonçalo (RJ). E dificuldades de deslocamento na região do Marajó (PA).
A coligação também pede a determinação à Polícia Federal e às demais autoridades policiais para que efetuem a prisão em flagrante de responsáveis “pelo embaraço” ao exercício do voto.
A Federação Brasil da Esperança também solicitou que os juízos eleitorais dos municípios determinem que, às 17h, distribuam senhas a todos os eleitores presentes nos locais de votação, inclusive nas áreas externas e no acesso ao prédio.
Pedido campanha de Flávio
A campanha do candidato à Presidência da Repúblcia Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu neste domingo (25) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que prorrogue por duas horas o horário de votação, marcada para encerrar às 17h, em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul atingidos por fortes chuvas.
A campanha pede que a extensão seja aplicada em:
Minas Gerais: Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte que tenham locais de votação sem energia elétrica;
Rio Grande do Sul: São Borja, Itaqui e Uruguaiana, atingidas por chuvas e pela cheia do rio Uruguai.
Sorteado como relator do pedido de campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para estender o horário da votação neste domingo (25), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o horário de votação até 19h.
A alegação central é o prejuízo ao deslocamento de eleitores causado por falhas, redução de frota e problemas na oferta de transporte público em diversos municípios e estados.
Indígenas da aldeia Barra do São Lourenço e brigadistas que atuam no combate a incêndios em áreas remotas do Pantanal viajaram por mais de sete horas de barco pelo rio Paraguai para votar neste domingo (25), em Corumbá, no oeste de Mato Grosso do Sul.
As primeiras embarcações chegaram ao Porto Geral por volta das 12h35, após saírem da comunidade às 5h. As informações são do g1.
Ao todo, quatro embarcações fizeram o trajeto para transportar os moradores até a área urbana do município. Durante a viagem, uma delas furou e precisou passar por reparos, o que atrasou o deslocamento.
Segundo o cacique Negré, da aldeia da Barra do São Lourenço, pelo menos 34 pessoas não conseguiram deixar a aldeia para votar neste domingo. Ele não explicou os motivos.
A aldeia Barra do São Lourenço fica a cerca de 260 quilômetros da área urbana de Corumbá. A distância e a necessidade de deslocamento por barco fazem parte dos desafios enfrentados pelos moradores para chegar ao município.
No segundo turno das eleições presidenciais, o Colégio Marista Sao Luís, na 8ª zona eleitoral do Recife, registra seções de votação tranquilas, sem filas e aglomerações. O cenário é diferente em relação ao primeiro turno, em que o eleitor recifense precisou esperar em longas filas para exercer o direito ao voto.
Em Pernambuco, o eleitor somente precisa votar no candidato à Presidência da República. No primeiro turno, o eleitor precisou votar em seis postulantes (presidente, governador, dois senadores e deputado federal e estadual). As informações são da Folha de Pernambuco.
O juiz Tiago Ducati Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, intimou a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans a prestarem informações imediatas sobre as denúncias de frota reduzida de ônibus no município neste domingo (25), dia do segundo turno da eleição presidencial.
“Em relação à oferta de ônibus municipais nos locais descritos na denúncia, determino a intimação dos requeridos, por meio eletrônico, para que prestem imediatas informações”, afirmou o juiz, acrescentando que já havia fixado uma multa de R$ 100 mil caso seja constatado que houve descumprimento da obrigação de disponibilizar a mesma frota de ônibus dos dias úteis.
No pedido, o PT alega que o sistema de ônibus municipal estaria operando com apenas 60% dos veículos durante o segundo turno das eleições presidenciais, e pede a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transportes, Celso Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A legenda também pede a extensão, por duas horas, do horário de votação na cidade.
O juiz não se manifestou ainda sobre esses requerimentos, e determinou a intimação da prefeitura sobre a situação do transporte coletivo da cidade neste domingo.
Isso porque, na sexta-feira (23), o mesmo magistrado havia determinado que a gestão Ricardo Nunes (MDB) disponibilizasse a mesma quantidade de ônibus dos dias úteis neste domingo, para possibilitar que todos os eleitores conseguissem se dirigir aos seus locais de votação sem dificuldades. A decisão atendeu a um pedido de parlamentares do PSOL. Em caso de descumprimento, ele estabeleceu pena de multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans.
A gestão municipal afirma que notificou na tarde de sábado (24) as empresas sobre a necessidade de operarem no mesmo esquema dos dias úteis, mas que “a ampliação da frota em prazo tão reduzido impõe desafios operacionais concretos” e que houve dificuldade de readequar “escalas de trabalho, jornadas e rotinas previamente organizadas”. Isso porque a prefeitura planejava operar com a escala de sábado, assim como fez no primeiro turno da eleição.
“A programação dos profissionais também havia considerado o direito à folga e a organização necessária para assegurar o exercício do voto, o que torna ainda mais complexa uma alteração dessa magnitude na véspera da eleição. O planejamento originalmente estabelecido pela SPTrans foi elaborado com base em critérios técnicos e em dados efetivos de demanda. No domingo anterior, aproximadamente 6,9 mil ônibus estiveram em operação, oferecendo cerca de 8 milhões de lugares e transportando 3,4 milhões de passageiros. Esses indicadores subsidiaram a definição de uma oferta de transporte compatível com o comportamento observado da demanda”, informou a prefeitura em nota.
A demora em conseguir ônibus tem sido relatada por eleitores de São Paulo e também de outras cidades. Mais cedo, o TRE-BA mandou prender Pablo Souza, secretário de mobilidade de Salvador, porque cerca de 75 ônibus do transporte público da capital baiana foram impedidos de sair de garagens por terem adesivos com o número de votação de Lula. De acordo com a GloboNews, a Polícia Federal afirmou que o secretário está no exterior. O chefe da pasta viajou à capital francesa para participar de eventos institucionais.
Esse precedente foi mencionado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), que pediu em suas redes sociais que os eleitores mandem relatos sobre eventual dificuldade para conseguir acessar o transporte público neste domingo.
“Vamos pedir a prisão de Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Transportes ao TRE/SP. Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo”, publicou no X.
Um eleitor, que não teve a identidade revelada, foi preso na tarde deste domingo (25/10), após colar a tecla 3 de uma urna eletrônica. O caso ocorreu no CEF 33, em Ceilândia. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) confirmou o caso.
O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, comentou a ocorrência. “A gente foi comunicado de que havia cola, que alguém tinha colado o número 3 da urna”, confirmou. As informações são do Metrópoles.
Segundo informações do TRE-DF, a urna precisou ser substituída. Ainda segundo a Corte, este foi o único caso deste domingo (25/10) em que a tecla de uma urna eletrônica foi colada para evitar que o botão fosse pressionado.
O eleitor foi preso em flagrante e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal, na Asa Norte, onde aguarda audiência de custódia. A corporação vai investigar o caso.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu neste domingo (25/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que prorrogue a votação do segundo turno até as 19h em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
A defesa de Flávio alega que chuvas, alagamentos e interdições dificultaram a chegada de eleitores às urnas. O caso foi direcionado ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Nunes Marques. As informações são do Metrópoles.
O candidato também pede que a divulgação dos resultados da eleição presidencial só comece depois do encerramento da votação nos locais beneficiados.
Para os advogados de Flávio, as demais seções poderiam transmitir os votos normalmente, mas os números ficariam sem divulgação até o fim do prazo adicional.
A defesa argumenta que permitir o voto de quem já estiver na fila às 17h não resolve a situação de eleitores que enfrentam obstáculos para chegar às seções. Pelas regras da Justiça Eleitoral, quem estiver aguardando nesse horário recebe uma senha e tem o direito de votar assegurado.
“Com alertas abertos durante o horário de votação e locais de votação com acesso alterado, o eleitor não pode ser posto diante da escolha entre a própria segurança e o exercício do voto”, afirma a campanha.
Em São Paulo, o pedido abrange a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga.
No Paraná, inclui Curitiba e Guaratuba. Em Santa Catarina, são citados Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.
Para justificar a medida, a campanha reúne relatos de mudanças de locais de votação, vias alagadas e interrupções no fornecimento de energia. Segundo o documento, 3.745 eleitores tiveram as seções transferidas em Curitiba e Guaratuba. Em Itapevi, outros 446 precisaram votar em uma escola diferente porque o entorno do endereço original ficou inacessível.
No caso catarinense, os advogados reconhecem que a avaliação geral da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) era de normalidade durante a manhã. Argumentam, porém, que o pedido se baseia em ocorrências localizadas, como falta de energia e eleitores ilhados, e na possibilidade de novos problemas ao longo da tarde.
Se o TSE não autorizar a extensão nas 17 cidades, a campanha pede que o horário seja ampliado ao menos em locais específicos de Itapevi, Americana, Curitiba e Guaratuba que tiveram alterações de acesso ou de endereço.
Outra alternativa proposta pelos advogados de Flávio seria permitir que juízes eleitorais dos três estados concedam até duas horas adicionais nas seções em que constatarem, até as 17h, impedimentos causados por alagamentos, deslizamentos, vias interditadas ou falta de energia.
A campanha também quer que a medida alcance outros locais que a Justiça Eleitoral identifique como afetados.
Mesmo sem a obrigação de votar, eleitores com mais de 70 anos fizeram questão de comparecer às urnas neste domingo, segundo turno das eleições presidenciais. Aos 86 anos, Maria Salete Barca dos Santos enfrentou a chuva que cai desde a madrugada na capital fluminense para votar no CIEP Presidente Tancredo Neves, no Catete, na Zona Sul.
Acompanhada de três netos, que a ajudaram a sair do táxi e a caminhar com o auxílio de uma bengala até a seção eleitoral, ela não abriu mão de exercer seu direito ao voto. No interior do estado, a mobilização também chegou aos mais idosos. Aos 93 anos, Maria França Cosme, de Engenheiro Paulo de Frontin, não se deixou intimidar pela chuva e fez questão de ir às urnas para participar da escolha do próximo presidente.
“É importante demais votar. Faz parte da cidadania. Eu falo assim: sou uma cidadã, pago meus impostos e sou eleitora”, afirmou Maria Salete, que também participou do primeiro turno.
Eleitora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Maria Salete destacou a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos motivos de sua escolha. Ela conta que depende da rede pública para cuidar da saúde e conseguir equipamentos de que necessita.
Aos 86 anos, Maria Salete Barca dos Santos enfrentou a chuva acompanhada dos netos para votar — Foto: Carolina Torres
“A gente depende muito do SUS para viver. Eu, que já estou velha, vou para o SUS e lá consigo tudo. Até aparelho de surdez. Então, para mim, é importante”, contou.
No mesmo local, o aposentado Onésimo Fraga Sobrinho, de 88 anos, também fez questão de participar dos dois turnos. Ele relatou que a votação foi rápida, sem filas, e declarou apoio ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro. “Ele demonstra ter mais respeito, mais dignidade e, acima de tudo, conhecimento. O outro eu já conheço desde 1960”, afirmou.
Aos 88 anos, Onésimo Fraga Sobrinho também fez questão de participar dos dois turnos — Foto: Carolina Torres
Na PUC-Rio, na Gávea, o cenário se repetiu. Com o auxílio de um andador, o aposentado Antônio César Teixeira, de 76 anos, caminhava lentamente pelas dependências da universidade no início da tarde. Para subir as escadas até o local de votação, precisou da ajuda da filha e de outras duas pessoas. Apesar das dificuldades de locomoção, fez questão de votar, assim como havia feito no primeiro turno.
Eleitor de Lula, Antônio afirmou considerar fundamental participar da escolha do próximo presidente, diante da preocupação com uma eventual vitória do adversário.
Com o auxílio de um andador, o aposentado Antônio César Teixeira, de 76 anos, chega para votar na PUC — Foto: Carolina Torres
Também acompanhada da família, a professora aposentada Ana Helena Moussatché, de 87 anos, compareceu à PUC-Rio ao lado das filhas Márcia Adler, de 64 anos, produtora cultural, e Kátia Adler. As três já haviam votado no primeiro turno e relataram uma experiência tranquila neste domingo.
Aos 93 anos, voto no interior
A mobilização dos eleitores idosos também chegou ao interior fluminense. Aos 93 anos, Maria França Cosme, de Engenheiro Paulo de Frontin, não se deixou intimidar pela chuva e fez questão de sair de casa para votar neste domingo. Vestida de vermelho, chegou sorridente à seção 0008 da 74ª Zona Eleitoral e fez um gesto de apoio ao seu candidato. Para ela, o voto também é uma forma de defender conquistas sociais e evitar que as novas gerações enfrentem as dificuldades que marcaram sua vida.
“Eu nem precisava votar, mas fui porque já passei muito aperto na vida, sem ajuda. Penso nas crianças que agora podem estudar, fazer faculdade e ainda contam com auxílio. Sofri muito preconceito, minha avó foi escravizada. Tudo melhorou e não posso deixar que a gente sofra de novo”, afirmou.
Maria França Cosme, de 93 anos, compareceu às urnas — Foto: Arquivo pessoal
Também acompanhada da família, a professora aposentada Ana Helena, de 87 anos, compareceu à PUC-Rio ao lado das filhas Márcia Adler, de 64 anos, produtora cultural, e Kátia Adler. As três já haviam votado no primeiro turno e relataram uma experiência tranquila neste domingo.
“Porque eu sou cidadã. Eu, como cidadã, tenho que ter o meu direito de me expressar. Faço questão absoluta, não importa a idade”, afirmou Ana Helena.
Filha do cientista Haity Moussatché, pesquisador da Fiocruz que esteve entre os dez cientistas cassados durante a ditadura militar, Ana Helena declarou voto em Lula, a quem considera mais preparado para governar o país. “Porque eu acho a pessoa mais democrática, mais preparada. Pelo discurso dele, pela história de vida”, justificou.
Na Tijuca, Aziz Blal, de 93 anos, também fez questão de ir às urnas, acompanhado da neta Juliana. Há menos de um mês, ele recebeu alta hospitalar após sofrer um episódio isquêmico. Ainda em recuperação, não quis deixar de participar da escolha do próximo presidente, mesmo sem ter a obrigação de votar.
Aziz Blal, em uma sessão da Tijuca, vota acompanhado da neta, Juliana — Foto: Álbum de família
A aposentada Joana Morais, de 85 anos, também contou com a ajuda da família. Chegou à universidade de braços dados com a neta, a estudante Júlia de Figueira, de 23 anos, que não vota no local, mas fez questão de acompanhar a avó. Eleitora de Lula, Joana disse que sua motivação está ligada à preocupação com o futuro do país.
“Porque eu tenho muito medo do Bolsonaro conseguir ser presidente. Ele vai destruir o Brasil”, afirmou.
Apesar da apreensão com o resultado, Joana não encontrou dificuldades para votar. “Tranquilíssimo”, resumiu.
A professora aposentada Naide Araújo, de 84 anos, também fez questão de comparecer à PUC-Rio. Ela havia deixado de votar no primeiro turno por não estar se sentindo bem, mas, desta vez, não quis ficar de fora. Deixou a universidade de braços dados com o filho, o programador Alexandre Araújo, de 59 anos, que a ajudava a caminhar.
“Vim para ver se consigo botar meu candidato para dentro”, afirmou Naide, que declarou voto em Lula e justificou a escolha pela trajetória política do petista. “São muitos anos já, muitas escolhas. Vamos nele mesmo. Vamos tentar.”
Mãe e filho destacaram o desejo de continuidade como motivação para o voto. Na universidade, a votação transcorria sem filas, com entrada e saída rápidas dos eleitores.
Neste domingo (25), uma urna eletrônica teve as teclas dos números 1 e 3 coladas durante a votação em Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul. Imagens que circulam nas redes sociais mostram que as teclas ficaram travadas e não podiam ser pressionadas.
O caso ocorreu na 48ª Zona Eleitoral e foi descoberto após uma eleitora relatar dificuldade para votar. Não há informações sobre quantos eleitores utilizaram a cabine de votação após o ocorrido. As informações são do Diario de Pernambuco.
A equipe de fiscalização verificou o problema e realizou a substituição do equipamento. A ocorrência foi registrada em ata, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).
Após a análise de imagens das câmeras de segurança, o eleitor suspeito de cometer o ato foi identificado e a Polícia Civil foi acionada, mas, até o momento, não há confirmação de prisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (25) que vai pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a prorrogação do horário de votação para garantir que eleitores prejudicados pela redução da circulação de ônibus consigam comparecer às urnas. Ele acusou os prefeitos de tentar impedir o exercício do direito ao voto e pediu que a população não desista de votar.
Em declaração a jornalistas em frente à sua casa, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, Lula afirmou que quase 40% dos ônibus da capital paulista foram retirados de circulação. Segundo ele, problemas semelhantes foram registrados em cidades de diferentes estados, incluindo Salvador, Feira de Santana, Recife, Teresina e João Pessoa. As informações são da Folha de S. Paulo.
“Quero pedir que o povo não desista de votar. E nós estamos deixando o pedido para a Suprema Corte para que ela possa prorrogar o processo eleitoral, para que as pessoas que foram proibidas de votar por sacanagem de prefeito compareçam a votar”, afirmou.
O presidente disse que pretende encaminhar a solicitação aos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça. A medida, segundo Lula, permitiria que eleitores afetados pela falta de transporte público durante a manhã tivessem mais tempo para chegar aos locais de votação.
“Não é possível, em pleno século 21, você ter prefeito tentando coibir o povo de exercer o seu livre direito democrático de votar”, disse. “É inexplicável numa cidade como São Paulo.”
Lula também afirmou que pretende pedir a prisão de prefeitos que, segundo ele, tenham atuado para dificultar o deslocamento de eleitores. “Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desse prefeito por crime eleitoral”, declarou.
Ele não mencionou os gestores pelo nome, mas os prefeitos das cidades citadas são Bruno Reis (União Brasil), de Salvador, Zé Ronaldo (União Brasil), de Feira de Santana, e Ricardo Nunes (Republicanos), de São Paulo.
O presidente mencionou ainda a ordem de prisão dada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Bahia nesta domingo contra o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em meio aos problemas na circulação de ônibus na capital baiana. “Parece que ele está em Paris, então vamos ter que prender quando ele voltar”, afirmou.
Ao criticar os problemas no transporte, Lula comparou a situação às eleições de 2022, quando operações da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foram alvo de denúncias por dificultar o deslocamento de eleitores, especialmente no Nordeste.
“Eu já disputei muita eleição. Eu nunca reclamei de nada em eleição. Perdia ou ganhava, eu me aquietava e me preparava para outra. Mas, desta vez, está acontecendo uma coisa abominável”, afirmou.
Lula defendeu que todos os eleitores tenham a oportunidade de votar e disse que o resultado das urnas deve ser respeitado. “O que nós queremos é uma eleição honesta, com todo mundo tendo direito. Todo mundo acata o resultado”, disse.