O senador Fernando Dueire (PSD), rifado da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), está neste momento concedendo uma entrevista a jornalistas no espaço Debate, do ex-senador Jarbas Vasconcelos (MDB). Dueire está formalizando o seu apoio à reeleição do também senador Humberto Costa (PT), que faz parte da chapa do principal adversário de Raquel, João Campos (PSB).
“Eu estarei com a governadora Raquel Lyra, mas, no nosso voto, há um espaço especial para o senador Humberto Costa”, afirmou Dueire na ocasião. Ele arregimentou mais de 40 prefeitos ligados a Raquel. Será que todos acompanham ele?
O senador Fernando Dueire (PSD) anunciou, há pouco, que apoiará o senador Humberto Costa (PT), mas não revelou quem escolheu para a segunda vaga ao Senado. Soube, por uma fonte fidedigna, que o segundo candidato será Mendonça Filho (PL). Isso vai implodir a chapa da governadora Raquel Lyra, que escolheu Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Se, claro, os mais de 40 prefeitos que estavam no ato de Dueire seguirem o caminho dele.
A arquitetura da maior fraude financeira da história do Brasil jamais teria sido possível se Daniel Vorcaro, do Banco Master, não tivesse se associado ao empresário baiano Augusto Lima, no final de 2018. E Augusto Lima, o Guga, não teria prosperado sem a ajuda direta dos políticos petistas mais famosos da Bahia, Jaques Wagner e Rui Costa.
Esta reportagem revela nos próximos parágrafos a aproximação do comando do PT na Bahia com Guga Lima. Detalha como as conexões criadas foram a gênese do que viria a ser o Banco Master com Daniel Vorcaro. E mostra o nexo causal entre vários fatos encadeados que resultaram na investigação da Polícia Federal sobre o possível tráfico de influência que é imputado a Jaques Wagner – algo que o senador nega, apesar do volume expressivo de indícios mostrando o contrário – e também a atuação decisiva a favor do Master por parte de Rui Costa quando foi governador da Bahia.
O relatório da PF sobre Wagner teve há alguns dias seu sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Só que o documento de 98 páginas passa apenas de raspão na origem do caso Master: o cartão Credcesta, que não tem nada de cesta. Tratava-se de um produto financeiro estatal que foi vendido pelo PT da Bahia e turbinado pela administração petista para dar lucro na iniciativa privada.
O Credcesta era voltado para conceder empréstimos consignados a funcionários públicos baianos. Cobrava juros sempre mais altos do que os praticados pelo mercado. Uma mina de ouro na forma de benemerência dada pelo Estado da Bahia governado pelo PT. O Credcesta enriqueceu Augusto Lima, que se associou a Vorcaro.
Em suma, o PT da Bahia deu régua e compasso para Augusto Lima e Daniel Vorcaro. Depois, eles levaram a tecnologia para 24 Estados e 176 cidades. Ficaram bilionários.
Quando ainda era estatal, a operação do Credcesta era considerada um mico pelo mercado. O governo da Bahia queria se desfazer dessa operação, criada nos anos 1980 por Antônio Carlos Magalhães (1927-2007). O cartão replicava o que existia há décadas em mercearias pelo interior do Brasil: venda fiado de produtos.
ACM criou um sistema em que os 280 mil funcionários públicos da Bahia podiam comprar alimentos numa cadeia de supermercados montada pelo governo estadual. Posteriormente, o modelo evoluiu para a utilização de um cartão (o Credcesta, nascido no Cesta do Povo) em que o valor gasto só caía no fim do mês, descontado dos salários. Isso mesmo: a Bahia tinha uma rede estatal de supermercados, a Ebal (Empresa Baiana de Alimentos).
Ao longo dos anos, a Ebal se tornou uma catástrofe financeira e uma usina de problemas. O PT comanda a Bahia desde 2007. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um fervoroso admirador de operações estatais, mas logo percebeu que esse negócio não poderia ser recuperado nem nunca daria certo. Clique aqui e confira a matéria na íntegra.
O apoio do senador Fernando Dueire (PSD) à reeleição de Humberto Costa (PT) foi celebrado pelo petista como um gesto de peso político na corrida pelo Senado. Durante encontro há pouco, no Recife, Humberto classificou o momento como de “muita emoção e responsabilidade” e destacou a proximidade de Dueire com o governo do presidente Lula, sobretudo em votações consideradas estratégicas para a gestão federal. “É um dia de muita emoção e responsabilidade”, afirmou.
Na avaliação de Humberto, apesar de divergências pontuais, Dueire “nunca faltou ao governo Lula” nos temas centrais para o país. A declaração reforça o caráter político da aliança entre os dois senadores, construída desde 2018 e ampliada a partir da chegada de Dueire ao Senado. Humberto também lembrou a atuação conjunta em pautas de interesse de Pernambuco e destacou a trajetória de Dueire, marcada pela relação de lealdade com o ex-governador e ex-senador Jarbas Vasconcelos.
O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, será o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de amanhã. Na pauta, a recente ida do ministro ao Congresso para a defesa da atualização do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O ‘Direto de Brasília é uma parceria deste Blog com a Folha de Pernambuco.
Na ocasião, o ministro também vai alertar a glamourização excessiva do setor. Segundo ele, há uma visão romântica sobre abrir o próprio negócio. Ele ressalta que a atividade envolve riscos altos, forte carga de estresse, tensão e instabilidade financeira.
O ministro pondera que o modelo oferece flexibilidade real para trabalhadores lidarem com desafios urbanos e familiares. Professor do Departamento de Direito do Estado da USP, Paulo é doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito e mestre em Direito pela mesma universidade.
No Governo Federal, passou pela assessoria especial do ministro Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, comandou a Secretaria Nacional do Consumidor e também atuou no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência. Ele é filiado ao PSB.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Uma abordagem policial ocorrida em Belo Jardim, neste domingo (09), desperta sérias preocupações sobre o uso desproporcional da força e a necessidade de respeito aos limites legais da atuação policial.
As imagens mostram, ao que se observa, quatro policiais diante de uma pessoa que já estaria dominada e algemada, enquanto um dos agentes desfere golpes no rosto do abordado. Se confirmada essa dinâmica, a agressão não pode ser tratada como simples procedimento de contenção.
É evidente que eventual resistência anterior deve ser apurada pelas autoridades competentes. A polícia tem o direito, e o dever de utilizar a força necessária para controlar uma situação de risco. Mas força policial não pode se transformar em violência gratuita depois que a pessoa já está imobilizada.
A eventual prática de tortura é extremamente grave e não pode ser relativizada em razão da condição de quem a pratica ou de quem a sofre. O Estado, justamente por deter o monopólio legítimo da força, tem uma responsabilidade ainda maior de agir dentro da lei.
O episódio precisa ser investigado com independência, garantindo-se o direito de defesa dos policiais e, ao mesmo tempo, a proteção da vítima e a apuração rigorosa de eventual abuso.
Na prática da barbárie, ninguém é diferente. A autoridade policial não pode ser confundida com autorização para a brutalidade.
O combate à criminalidade exige firmeza, mas também exige legalidade, técnica, equilíbrio e respeito à dignidade humana. É isso que diferencia a força legítima do Estado da violência que o próprio Estado tem o dever de combater.
A primeira pesquisa eleitoral divulgada após o fim das convenções partidárias e a definição das candidaturas ao Governo do Paraná mostra o senador Sergio Moro (PL) na liderança da disputa, com 35,3% das intenções de voto. Sandro Alex (PSD) aparece em segundo, com 27,6%, enquanto Requião Filho (PDT) tem 19,5%. O levantamento foi realizado pelo instituto Índice Inteligência e divulgado neste domingo (9). As informações são do portal Gazeta do Paraná.
A diferença entre Moro e Sandro Alex é de 7,7 pontos percentuais. Já a distância entre Sandro Alex e Requião Filho chega a 8,1 pontos. Na sequência aparecem Luiz França, com 0,7%; Tayná Miessa, com 0,3%; e Samuel de Mattos, com 0,2%. Outros 11,1% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam à pergunta. Já 5,3% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.
O número de eleitores que ainda não definiram o voto aumenta quando a pesquisa é feita de forma espontânea, ou seja, sem apresentar os nomes dos candidatos. Nesse cenário, 51,4% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam em quem pretendem votar para governador.
Sergio Moro foi citado espontaneamente por 21,5% dos eleitores. Sandro Alex apareceu com 10,1% e Requião Filho teve 7,5%. Os votos em branco, nulos ou em nenhum dos candidatos somaram 3,8%. Os números mostram que, mesmo após a definição das chapas nas convenções partidárias, mais da metade dos entrevistados ainda não apontou espontaneamente um nome para o Governo do Paraná.
Pesquisa não avaliou rejeição
O levantamento do Índice Inteligência não apresentou um cenário específico sobre a rejeição dos candidatos ao Governo do Paraná. A pesquisa avaliou os cenários espontâneo e estimulado para a disputa pelo Palácio Iguaçu e também levantou as intenções de voto para as duas vagas do Paraná no Senado.
Metodologia
A pesquisa foi realizada nos dias 4, 5 e 6 de agosto de 2026 com eleitores do Paraná. Foram realizadas 1.200 entrevistas pessoais em domicílios, com questionário estruturado. A amostra foi dividida de acordo com sexo, faixa etária, escolaridade e renda e incluiu eleitores das áreas urbana e rural.
O levantamento utilizou amostragem probabilística em três etapas, combinando amostragem aleatória simples, amostragem por conglomerados e probabilidade proporcional ao tamanho.
A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada em 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-07034/2026.
Dois dias após a Lei Maria da Penha completar 20 anos, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte cumpriu um pedido do Ministério Público do Ceará e prendeu preventivamente Marco Antônio Heredia Viveros, na capital Natal, por descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas em favor de Maria da Penha Maia Fernandes (sua ex-mulher) e das duas filhas do casal.
A prisão foi pedida pelo MP-CE após a veiculação de anúncios na TV Record informando que a emissora transmitiria neste domingo uma entrevista com Marco Heredia sobre o caso envolvendo a tentativa de feminicídio da ativista, o que viola uma das medidas cautelares expedidas pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza em 2024.
A reportagem procurou a defesa de Marco Antônio, por meio de mensagens em redes sociais, na noite deste domingo (9), mas não houve manifestação até o momento. Otacílio Guimarães de Paula, o advogado de Marco Heredia, usou as redes sociais para criticar a prisão e o que ele chamou de censura, pela proibição da entrevista.
“Antes de a matéria ir ao ar, no Dia dos Pais, Marco Heredia foi preso. Por que ele não pode falar nada sobre sua vida, sobre sua história e não sobre ela, mas sobre seu lado da história?! Por que ele deve ser censurado e somente ela pode trazer sua versão sem nenhuma indagação!”, postou ele.
Procurada por meio de mensagem e telefonemas, a TV Record não se posicionou. A decisão foi tomada no sábado (8) pelo juiz Cesar Morel Alcantara, durante o plantão judicial.
“Desde 2024, o investigado estava proibido de divulgar informações sobre o processo e de propagar o nome ou a imagem das vítimas em mídias sociais, aplicativos ou qualquer ambiente virtual. Porém, chamadas veiculadas em uma emissora nacional nos últimos dias anunciavam que Antonio Heredia concedeu entrevista ao veículo para uma reportagem com exibição prevista para domingo (9). De acordo com a representação do MP, trechos da matéria e conteúdos promocionais estavam sendo divulgados em plataformas digitais e redes sociais, caracterizando o descumprimento da determinação judicial”, explicou o Ministério Público do Ceará, em nota.
Na decisão, o juiz entendeu haver indícios suficientes da prática do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, e destacou que o investigado foi devidamente notificado das restrições impostas e das consequências jurídicas em caso de violação da medida. Segundo o MP-CE, a Justiça também determinou a retirada imediata do ar de conteúdos relacionados à entrevista e proibiu a veiculação da reportagem ou sua divulgação em quaisquer plataformas.
“A Justiça exige ainda a preservação de todo o material ligado à produção do material, incluindo arquivos, registros de edição, contratos, comunicações internas e documentos correlatos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento”, concluiu a nota.
Após a decisão, a emissora retirou de suas redes sociais as chamadas para a entrevista. Esta é a segunda vez que o economista colombiano Marco Antônio Heredia Viveiros é detido. Embora a tentativa de feminicídio tenha ocorrido em 1983, ele só foi preso em 2002, seis meses antes da prescrição do crime. E dos dez anos que deveria passar em cárcere, cumpriu dois.
Na ocasião, a prisão ocorreu depois de pressão internacional, um ano e dez meses depois de o Brasil ter sido condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos por omissão em relação à violência doméstica. A comissão apontou essa tentativa de homicídio como exemplo de impunidade no país. No dia do crime, Viveros atirou em Maria da Penha enquanto ela dormia na casa onde o casal morava com os filhos, em Fortaleza (CE). Ela ficou paraplégica e virou militante feminista. Viveros foi julgado e condenado pela segunda vez em 1996, mas jamais foi preso. O primeiro julgamento, em 1991, foi anulado.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), segue acumulando descontentamentos. Depois de insistir que a vaga do Senado ficaria com Miguel Coelho (União), e de ter perdido a queda de braço para Eduardo da Fonte (PP), Lyra parece ter também perdido o apoio do senador Fernando Dueire (PSD), que chegou a se filiar ao seu partido, mas também ficou sem qualquer apoio da governadora.
Nos bastidores da política, já se comenta que a opção pela candidatura de Mendonça Filho (PL), supostamente com o apoio de Priscila Krause (PSD), parece ter reacendido de vez o embate com Dueire. Com isso, ele deve anunciar nos próximos dias apoio para o senador Humberto Costa (PT). Os movimentos do grupo da governadora parecem ter criado o movimento de “queima de caravelas”, que é tornar o caminho de retorno quase inconcebível.
A reta final de articulações, concluída na última semana, parece ter criado fissuras que irão se estender até o período das eleições. Resta saber como Raquel irá lidar com o lançamento da candidatura do PL, que a apoia, além de Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Miguel Coelho e Dueire podem até declarar apoio tácito, mas a relação de quem se afastou, ou até “traiu”, pode ser o estopim de um esfriamento da relação.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – “Todíssimos os pobres serão ricos, todíssimos os ricos serão pobres. Os ricos ganharão o Bolsa Família e o Vale-Gás e os pobres mamarão no seio das emendas parlamentes, para redimir a humanidade brasileira da pobreza”, assim falou o guru da seita vermelha aos seus devotos em sua aparição nos caminhos de Santiago de La Compostela da Jaqueira.
Eu vos direi: do modo a seguir será cumprida a profecia do beato Antônio Conselheiro: Haverá rios de leite e montanhas de cuscuz com carne de sol e picanha. Os pés de coentro serão gigantes para botar tempero no feijão. Eis um programa Fome Zero turbinado.
Atualmente com quase 200 anos de idade, o Véio do Pastoril do Cordão Encarnado garante que está em plena forma física, bioquímica e geriátrica, tipo um jovem de apenas 95 anos.
Nascido no outono do regime autoritário civil militar em 1980, o partido chamado dos trabalhadores é uma metamorfose sextante na linha do horizonte. O MDB funcionava como oposição consentida ao regime. Com a volta dos exilados passou a ser oposição indesejada aos militares. O PT de origem, nascido com o aval do general Golbery do Couto e Silva, ideólogo do regime, era palatável aos militares.
Por ter as qualidades de bebedor de cajuínas e profissional de piquetes, foi adotado como mascote pelos intelectuais da USP e Unicamp e setores da Igreja Católica. O DNA de nascença revela as digitais dos movimentos eclesiais progressistas (a Teologia da Libertação de Bofe e Libânio), o sindicalismo do ABC paulista e o dedo mindinho do General Golbery.
Guardo em minhas retentivas a seguinte frase ouvida dos lábios do sapo barbudo, assim o chamava Leonel Brizola, o Briza que não alisava ninguém: “Não serei massa de manobra dessa gente”. A frase foi cometida durante entrevista no Sindicato dos Jornalistas. “Essa gente” referida por ele eram as lideranças oposicionistas do MDB na época, animais políticos do tope de Miguel Arraes, Marcos Freire, Jarbas Vasconcelos e Ulysses Guimarães a nível nacional.
Tempos depois ouvi também do mito dos pigarros, Arraes: “Quem é Lula? É um pau-de-arara, que perdeu a identidade”. Essas gentes — as esquerdas tradicionais remanescentes de 1964 e as esquerdas emergentes do movimento sindical — não se bicavam.
A sigla sextante virou uma seita e mudou de patamar. Adota o culto à personalidade, uma variante do fanatismo. Isto rima com intolerância e censura e pode converter-se em atentado antidemocrático.
O guru da seita comete barbaridades e conta com a indulgência dos devotos. Os vermelhinhos ficam extasiados de emoção quando o vermelhão afirma, por exemplo, que os traficantes são vítimas dos pobres maconheiros. O mais doloroso é quando o bicho sonha em perpetuar-se na cena do crime para conquistar o penta, o hexa, o hepta e o octa, até a idade do patriarca Abraão. O nome disso é abismo democrático.
Quando um cristão ingere tubaína e chama Jesus de Genesio, significa que está tresvariando. O poder é droga hard e produz delírios.
Se Mendonça Filho (PL) não é o candidato ao Senado da governadora Raquel Lyra (PSD), como ela própria tem reiterado, por que então prefeitos que juram fidelidade à gestora estão aderindo ao liberal e abandonando o neodireitoso Túlio Gadêlha (PSD)? Por que Raquel também não assume que trabalha em silêncio e nos bastidores pela reeleição do senador petista Humberto Costa, candidato na chapa de João Campos?
Com as candidaturas ao Senado já postas, a governadora continua fazendo o mesmo jogo da enganação da fase pré-eleitoral, quando alimentou esperança em quatro pré-candidatos — Miguel Coelho, Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e Fernando Dueire, este no exercício do mandato como suplente de Jarbas Vasconcelos. Diz que seus candidatos são Eduardo da Fonte e Túlio, mas libera prefeitos da sua cozinha para apoiar outras candidaturas.
Os exemplos mais notórios são Rodrigo Pinheiro e Pollyana Abreu, prefeitos de Caruaru e Sertânia, respectivamente. Ambos priorizam a reeleição de Humberto oficialmente, com santinhos e vídeos nas redes sociais. Rodrigo e Pollyana são unha e carne com Raquel, compartilham da intimidade dela na cozinha nobre das Princesas.
Raquel diz que não apoia Mendonça, mas tem uma penca de prefeitos ligados a Mendonça com os quais vai se misturar e subir no mesmo palanque na campanha. É o caso do prefeito de Belo Jardim, Gilvando Estrela, do União Brasil, o mesmo partido do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, o primeiro a apoiar a candidatura de Mendonça ao Senado.
No palanque de Miguel em Petrolina, Raquel vai aceitar passivamente o aliado pedir votos para Mendonça e Eduardo da Fonte, de quem recebeu o apoio de prefeitos para viabilizar sua candidatura a deputado federal, e não para Túlio, o “queridinho” da governadora?
Em 40 anos de jornalismo político, nunca vi algo tão confuso em Pernambuco, Estado cuja tradição é o candidato a governador assumir com bravura e entusiasmo seus dois candidatos ao Senado para eleger a chapa completa.
NINGUÉM QUER TÚLIO – Outra perguntinha oportuna: se a governadora não apoia Humberto Costa extraoficialmente, o que dirá hoje ao senador Fernando Dueire, a quem enganou também, que a ela comunicará, em encontro marcado para 11 horas, que apoiará a reeleição do senador Humberto Costa (PT)? Entre os aliados da governadora, ninguém, na verdade, quer votar em Túlio Gadêlha, a pior e mais atrapalhada invenção da governadora.
Uso da imagem – Túlio Bernardes, ou Gadêlha, é um aventureiro, que sempre fez a política individualista, não tem projeto nem propostas para o Estado. Em dois mandatos, só se elegeu explorando a imagem da jornalista global Fátima Bernardes. Quem souber o que ele fez em favor do Estado em seus dois mandatos ganha um doce. Ao lado de Raquel cumpre apenas o ridículo papel de atrair o voto do eleitor em cima da retórica de “aliado” do presidente Lula.
Prestou queixa – A governadora registrou boletim de ocorrência, no último sábado, após divulgação de conteúdos falsos com pedido de Pix em seu nome. Por meio de um vídeo, afirmou que o material é “uma ação coordenada” dos adversários “através do gabinete do ódio”. Nas imagens que circulam nas redes sociais, Raquel aparece em um evento político, com um áudio manipulado em que alega que está precisando de dinheiro. O conteúdo falso foi publicado na semana em que dados do registro da candidatura da governadora foram divulgados na plataforma Divulgacandi.
Mulheres preferem Lula – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a preferência do eleitorado feminino em todos os cenários apresentados para o segundo turno das eleições deste ano, conforme a pesquisa Genial/Quaest. De acordo com o levantamento, na disputa com o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, Lula teria 47% das intenções de voto contra 35% do bolsonarista. Já entre o eleitorado masculino, o cenário se inverte. Flávio tem 44% das intenções de voto no segundo turno, contra 40% de Lula. A pesquisa entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Segurança das urnas – O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, voltou a defender a credibilidade das urnas eletrônicas e afirmou que desacreditar o sistema eleitoral brasileiro é “desconvidar” os eleitores a participarem do pleito. “Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria, garantindo fiscalização e transparência no processo eleitoral e nos resultados das urnas. Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil”, disse o ministro, ontem, durante evento em Brasília.
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CONFIANÇA – Mesmo após ser alvo de boatos e notícias falsas nos últimos anos, incluindo rumores enganosos de que passaria a ser taxado, o nível de confiança no Pix é o maior entre todas as categorias testadas na pesquisa; apenas 19% disseram não confiar, e 1% não soube responder.
MARQUETEIRO – O publicitário João Santana, que já comandou o marketing eleitoral de Lula (em 2006) e de Dilma (2010 e 2014), será o marqueteiro de dois candidatos a governos estaduais nesta eleição: ACM Neto, na Bahia, e Ciro Gomes, no Ceará.
PODCAST – O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, será o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de amanhã. Na pauta, a recente ida do ministro ao Congresso para a defesa da atualização do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Também as novas políticas para impulsionar o segmento.
Perguntar não ofende: Quem, afinal, são os candidatos de Raquel a senador?
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo (9), um vídeo em que aparece chorando enquanto escreve uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após ser impedido de visitá-lo no Dia dos Pais.
Na carta, Flávio afirma que havia acabado de participar de uma agenda em Itapetininga, no interior de São Paulo, quando soube que o pedido apresentado pela defesa para que ele e os irmãos Carlos e Jair Renan visitassem o pai havia sido negado. “Por isso lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria”, afirmou o senador. As informações são da CNN Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou ontem (8) o pedido para que os três filhos visitassem Bolsonaro na tarde deste domingo. A defesa havia solicitado uma autorização excepcional em razão do Dia dos Pais, argumentando que o encontro teria finalidade exclusivamente familiar e humanitária.
Na decisão, Moraes citou a suspensão por 30 dias das visitas ao ex-presidente, com exceção de médicos e advogados. Flávio, especificamente, está proibido de visitar o pai por 90 dias desde meados de julho, depois de divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. Para o ministro, a publicação representou descumprimento das restrições que impedem o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. A defesa nega que Bolsonaro soubesse previamente que o documento seria divulgado.
Na nova carta, Flávio também disse que recebe informações sobre o estado de saúde e o humor do pai por meio dos advogados. “Fico sabendo pelos outros advogados como está sua saúde e seu humor, pergunto todos os dias, sem falta”, escreveu.
O candidato também fez um balanço da campanha presidencial. Segundo ele, a articulação conduzida ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN) permitiu montar palanques em “quase todos os estados”. Flávio afirmou ainda que, apesar de partidos de centro não terem formalizado apoio à sua candidatura, lideranças dessas siglas estariam ao seu lado.
Flávio encerrou a carta criticando novamente a impossibilidade de encontrar o pai neste domingo. “Proibir um filho de visitar um pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste”, escreveu.
O município de Panelas recebeu João Campos (PSB) com festa no início da noite deste domingo (9). Uma multidão acompanhou o candidato a governador da entrada da cidade até o clube onde começou o ato político de apoio ao candidato.
O evento, conduzido pelo prefeito Ruben Lima (PSB), também recebe apoio de outros prefeitos, ex-prefeitos, deputados, vereadores e outras lideranças do Agreste Central de Pernambuco.