O médico e pré-candidato a deputado estadual Bruno Marques anunciou, pelas redes sociais, o reforço de seu grupo político em Floresta, no Sertão de Pernambuco. O projeto passou a contar com o apoio do ex-vereador José Giovanni Sampaio e do ex-vice-prefeito Rinaldo Novaes, que declararam confiança na pré-candidatura. Ao agradecer as adesões, Bruno destacou que “boas relações geram grandes encontros” e afirmou que seguirá construindo seu projeto político ao lado de novas lideranças no município. A agenda foi acompanhada pelo prefeito de Petrolândia e pai de Bruno, Fabiano Marques.
O Recife alcançou um resultado histórico no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2025 e reafirmou seu protagonismo no cenário educacional brasileiro. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que a capital pernambucana avançou nas duas etapas avaliadas do Ensino Fundamental e registrou, nos Anos Iniciais, o maior índice de toda a sua série histórica, iniciada em 2005.
Nos Anos Iniciais (1º ao 5º ano), a rede municipal alcançou nota 5,8, superando os 5,5 registrados em 2023. O crescimento de 0,3 ponto, equivalente a 5,5%, representa o melhor desempenho da história do Recife no IDEB e evidencia a evolução contínua da rede ao longo das últimas duas décadas. Desde o início da série histórica, em 2005, a capital saiu de 3,2 para 5,8, resultado que demonstra a consolidação de políticas educacionais estruturadas e permanentes.
Nos Anos Finais (6º ao 9º ano), o município também apresentou evolução, passando de 4,8 para 4,9, crescimento de 2,1% em relação à edição anterior do indicador. Embora mais discreto, o avanço confirma a continuidade do processo de melhoria da aprendizagem e reafirma a consistência do trabalho desenvolvido pela Rede Municipal de Ensino.
Além do crescimento registrado nas duas etapas, o Recife ampliou sua posição de destaque entre as capitais nordestinas. Nos Anos Iniciais, a cidade ocupa a 4ª colocação entre as capitais, empatada com Aracaju e atrás apenas de Teresina, Fortaleza e São Luís. Já nos Anos Finais, alcançou a 3ª melhor colocação da região, ficando atrás somente de Teresina e Fortaleza.
“Quando se prioriza de verdade a Educação pública, com investimento, com infraestrutura, com valorização dos professores, com apoio à família e à comunidade, o resultado aparece. As nossas notas no IDEB são uma expressão disso. A gente fica muito feliz de ver que todo o empenho e o cuidado que a gestão tem dedicado à formação das nossas crianças está fazendo a diferença na formação e, principalmente no futuro delas. Isso só nos inspira a acelerar e melhorar ainda mais esse trabalho”, ressalta o prefeito do Recife, Victor Marques.
Os indicadores também demonstram a solidez do fluxo escolar da rede municipal. Os índices de rendimento de 0,99 nos Anos Iniciais e 0,98 nos Anos Finais evidenciam elevados níveis de aprovação e progressão dos estudantes, refletindo uma rede que consegue garantir permanência, aprendizagem e continuidade das trajetórias escolares.
“Os resultados do IDEB 2025 representam um marco para a educação do Recife. Avançamos nas duas etapas do Ensino Fundamental e alcançamos, nos Anos Iniciais, o maior índice da nossa história. Estar entre as capitais com melhor desempenho do Nordeste mostra que o investimento contínuo em educação, aliado ao compromisso de professores, gestores, estudantes e famílias, têm produzido resultados concretos. Esses números representam milhares de crianças e adolescentes aprendendo mais e tendo acesso a uma educação pública cada vez mais forte, inovadora e transformadora”, destaca a secretária de Educação do Recife, Cecília Cruz.
Nem a Velhinha de Taubaté – célebre personagem do saudoso Luís Fernando Veríssimo – acreditaria na declaração feita pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que o deputado Alfredo Gaspar (AL) já estava escolhido há seis meses para ser o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.
Poucas horas antes de Gaspar ser anunciado por Flávio como seu companheiro de chapa o deputado postara nas suas redes sociais que disputaria uma vaga no Senado por Alagoas. Não era um despiste. Esse era mesmo o seu plano. A escolha de Alfredo Gaspar foi construída em reuniões desde quarta-feira (4). E decorre de uma série de situações, que este Correio Político irá detalhar nas notas desta coluna. Mas especialmente decorre de uma aposta de que o escândalo do INSS é o caso de maior potencial de dano para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Alfredo Gaspar foi o relator da CMPI do INSS. Em seu relatório, ele pedira o indiciamento do filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Pedira também a prisão preventiva de Lulinha. Acrescentara ao pedido pessoas ligadas ao governo como o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, presidente do PDT, que se coligou à chapa de Lula pela reeleição. Na ocasião, na madrugada do dia 28 de março, o governo conseguiu organizar sua tropa na CPMI e derrotou o relatório de Alfredo Gaspar.
A história contada por Valdemar de que o nome estava escolhido há seis meses fez com que os presentes ao anúncio, na manhã de quarta (5), no mesmo auditório do Brasil 21 onde ocorreu a convenção do PSB que homologou Geraldo Alckmin o candidato a vice de Lula, negassem a vinculação da escolha por Gaspar ao fato de ter sido relator da CPMI do INSS. Mas o senador Carlos Portinho (PL-RJ) reconheceu ao Correio Político que essa vinculação será explorada. “Certamente”, disse Portinho.
“Tudo o que ele revelou está sendo confirmado”, avalia Portinho. “Ele foi na CPMI do INSS peça fundamental. Mostrou competência, capacidade de investigação”, continua. “O aposentado deve estar surpreendido com os valores desse roubo que escalou”. Há, portanto, neste momento uma avaliação dentro do PL de que os últimos episódios viraram para Lula o eixo de desgaste da campanha.
Nada disso, porém, significa imaginar que tenha sido tudo estrategicamente pensado. A escolha por Alfredo Gaspar decorre do fato de Flávio e o PL não terem conseguido ampliar a coligação como pretendiam. Flávio também não conseguiu encontrar, como pretendia, uma mulher para ser sua candidata a vice-presidente.
As mulheres pensadas até estavam no anúncio de Alfredo Gaspar. As senadoras Tereza Cristina (PP) e Damares Alves (Republicanos) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (também do Republicanos). Elas foram prestar apoio, mas seus partidos preferiram marcar uma posição de neutralidade com relação à campanha presidencial.
A situação levou Flávio a optar por uma chapa pura. E não será a única. Ronaldo Caiado, do PSD, sai também com chapa pura. E também Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão. Somente Lula conseguiu ampliar sua coligação. Mas somente com outros partidos de esquerda. A atração de partidos de centro desta vez ele não conseguiu.
Tudo isso decorre de uma mudança na lógica política brasileira. As grandes coligações estavam no cerne da ideia do “presidencialismo de coalizão”. Num país pulverizado com vários partidos, era a forma encontrada de se obter maioria. Os presidentes fechavam com os aliados, dando em troca ministérios com cofre e caneta.
Com isso, os partidos se financiavam e ampliavam seu poder. Eles não precisam mais disso. A grana grossa passou a ser a dos Fundos Partidários e Eleitoral. E quanto mais livres os partidos estiverem nos estados mais têm chance de eleger deputados federais, a base para o cálculo desse dinheiro. E a outra fonte de grana grossa é o orçamento.
A liberação das emendas orçamentárias em grande parte também hoje independe do governo. O prejuízo das chapas puras é o tempo menor de propaganda de rádio e televisão. Mas hoje os partidos e seus marqueteiros também apostam que essa propaganda diminuiu de importância. A campanha é principalmente na internet.
Cumprindo uma extensa rodada de agendas no Sertão pernambucano, o candidato a governador de Pernambuco pelo PSB, João Campos, está de passagem por Triunfo, hoje. Na ocasião, recebeu a declaração de apoio do vice-prefeito Daniel Antas (PSDB) ao seu projeto político.
“É muito importante contar com o apoio de lideranças como Daniel Antas, que tem uma atuação marcante na política triunfense, seja como vice-prefeito, seja como representante da saúde, enquanto enfermeiro de formação. Juntos e, principalmente, com a força do povo, vamos fazer mais e melhor por Triunfo”, declarou João, que também é o atual presidente nacional do PSB.
“A gente sabe do trabalho que você fez no Recife com a revolução digital, na saúde e com os Compaz, por exemplo. Temos a certeza de que Pernambuco pode mais com você e contamos com o seu compromisso para que olhe com carinho especial para Triunfo, inclusive para o turismo”, destacou Daniel Antas.
Os vices se alinharam ontem para a disputa de 2026. O governista Geraldo Alckmin (PSB) e o oposicionista Alfredo Gaspar (PL). O primeiro queria impedir em outra era que houvesse uma volta à cena do crime. E o segundo é conhecido caçador de criminosos na nordestina Alagoas e futuramente no Brasil. Brasileiros empunhem seus títulos de eleitor e se preparem para participar do maior embate nas urnas entre Lula e Flávio Bolsonaro! A disputa vai decidir o futuro do país. Diante de tudo que está acontecendo e sendo mostrado, os brasileiros têm a oportunidade nesta eleição de traçar seu novo caminho. Que seja o melhor.
A escolha do vice de Flávio Bolsonaro, o deputado alagoano Alfredo Gaspar, promotor de Justiça, Procurador Geral de Justiça de Alagoas e ex-secretário de Segurança, dá o foco da chapa de oposição numa das maiores mazelas nacionais: a segurança pública e o combate ao crime organizado. E Gaspar sabe a estratégia do combate. Além do mais, ele foi relator da CPMI do INSS, que apurou o roubo dos aposentados e que pediu o indiciamento do filho do presidente Lula. “Não baixei a cabeça, não negociei e não aceitei a blindagem de ninguém”, desabafou o candidato. Finalmente um vice tem o papel que merece.
Certamente, o filho Flávio lembra da escolha de Jair para seu companheiro de chapa: o general Hamilton Mourão, que durante o mandato teve atitudes discutíveis em relação ao governo que fazia parte. Ele se excluía e terminava sendo excluído mesmo das reuniões estratégicas do governo Bolsonaro. O “prêmio” por ser um vice polêmico contra seus aliados foi o apoio do próprio presidente, que nunca confiou nele, para a candidatura ao Senado pelo Rio Grande Sul. Eleito em 2022, pouco fez por seu padrinho e muito menos pelos gaúchos. É hoje um obscuro.
Os vices de modo geral nas chapas de candidatos à Presidência ou Governo Estadual, sempre tiveram um papel controverso, ora positivo, ora negativo.
Já o cargo de vice-presidente da República foi oficialmente criado com a promulgação da Constituição de 1891. Durante a Era Vargas, o vice foi extinto pelas constituições de 1934 e 1937, que deram mais poderes ao ditador. O cargo foi restabelecido pela Constituição de 1946 e novamente extinto entre 1961 e 1963, durante o breve período parlamentarista no Brasil. Desde então, foi restabelecido e mantido nas duas constituições subsequentes.
Segundo sites oficiais, até 1963, o vice-presidente da República acumulava também a função de presidente do Senado Federal e, entre 1967 e 1969, exerceu somente a presidência do Congresso Nacional. A partir de 1964, o vice-presidente passou a ser eleito em chapa conjunta com o presidente da República, para evitar a eleição de um vice-presidente pertencente a um partido de oposição.
E neste período republicano, iniciado em 1889, só oito vice-presidentes assumiram definitivamente à Presidência da República, por doença ou impeachment do titular. Assim o marechal Floriano Peixoto tomou posse em 1891 no cargo do proclamador da República, marechal Deodoro da Fonseca, depois da renúncia dele. Nilo Peçanha, outro vice, tomou o lugar de Afonso Pena, em 1909, por morte do titular.
Já o vice do presidente Rodrigues Alves, Delfim Moreira, chegou a assumir depois da morte de Alves durante a epidemia da Gripe Espanhola em 1918. Mas ficou pouco tempo até a realização de um novo pleito. Dando um pulo na linha do tempo, o vice de Getúlio Vargas, depois de eleito democraticamente em 1950, Café Filho, tornou-se titular em agosto de 1954 após o suicídio de Vargas.
A porra-loquice de Jânio Quadros, renunciando abruptamente à Presidência, levou o gaúcho João Goulart, eleito pelo PTB getulista diferente da UDN janista, ao Palácio do Planalto, para um mandato curto por conta do golpe cívico-militar que implantou a partir de 1964 um regime que durou 21 anos.
Os militares, por sua vez, tentaram a princípio incluir os civis como vices, mas não deu certo. O marechal Castelo Branco teve como possível substituto José Maria Alkmin, só um retrato na parede. O segundo governo militar, comandado pelo marechal Costa e Silva tinha na sua lista sucessória o mineiro Pedro Aleixo. Na grande crise de 1968, quando Costa e Silva teve um AVC, os militares não deixaram Aleixo substituir o militar. Os comandos das três armas formaram uma junta e escolheram o general Garrastazu Médici com um vice também general.
O vice civil no regime militar só reapareceu no governo João Figueiredo, quando a pressão pela abertura política já estava nas ruas. Tanto que o vice Aureliano Chaves foi um dos articuladores da Frente Liberal que deu fim ao regime militar.
Daí, foi empossado, em 1985, como presidente da Nova República, pós-regime militar, o vice José Sarney, que assumiu por conta da morte do titular Tancredo Neves, que sequer assumiu legalmente o cargo. Ele governou em meio a controvérsias e polêmicas, mas instalou a Assembleia Constituinte que em 1988 deu uma nova Carta ao país.
Depois de flagrado em malfeitos escandalosos, o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois da era militar, Fernando Collor, sofreu um processo de impeachment pelo Congresso, mas renunciou ao cargo, antecipando o resultado da CPI. Assumiu então o alegre e descontraído Itamar Franco. Cujo o feito maior foi permitir a elaboração do Plano Real que estabilizou a nossa economia e derrubou a inflação de forma sustentável. Por conta do sucesso econômico, Itamar ajudou a eleger Fernando Henrique Cardoso (FHC).
O conturbado governo Dilma Rousseff (PT) promoveu uma grande recessão econômica no país. Derrubada por impeachment do Congresso por crime administrativo, em agosto de 2016, assumiu o vice Michel Temer até o fim do mandato em 1918.
Já os vice-presidentes pernambucanos não tiveram a oportunidade de ser titulares dos mandatos. Entre os anos de 1898 e 1902, o Brasil teve um recifense sentado na cadeira da Vice-Presidência, Francisco de Assis Rosa e Silva. A princípio, esse personagem da história nacional pode não ser tão conhecido pelo grande público, mas na capital pernambucana, seu nome é associado a uma das avenidas de maior fluxo de veículos da Zona Norte da cidade: Conselheiro Rosa e Silva.
O outro foi Estácio de Albuquerque Coimbra, um advogado e político, que serviu como o 10.º Vice-presidente da República entre 1922 e 1926. Foi também o 16.º e 26.º governador do Estado de Pernambuco, respectivamente, em 1911 e de 1926 a 1930.
E por fim, Marco Antônio de Oliveira Maciel, um professor, advogado e político filiado ao Democratas. Foi o 22.° Vice-presidente do Brasil e presidente da Câmara dos Deputados, além de ministro da Educação e da Casa Civil durante o governo Sarney. Para o titular do mandato, FHC, Maciel foi o maior exemplo de um companheiro de chapa: competente, articulado e profundamente leal. É isso.
A governadora Raquel Lyra (PSD) foi a única candidata ao Governo de Pernambuco que registrou sua postulação na Justiça Eleitoral sem apresentar propostas. A indicação de um plano ou de diretrizes de governo é um item obrigatório no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas até a manhã desta quinta-feira (6), já após o fim do prazo de registro de candidaturas, o eleitorado seguia sem conhecer o que a governadora pretende realizar caso seja eleita para mais um mandato.
O atraso de Raquel é curioso, considerando que ela já está no exercício do cargo de governadora e teve quatro anos para construir projetos e diretrizes, o que levaria, em tese, um segundo governo a ser uma continuidade do primeiro.
João Campos (PSB), principal adversário da governadora, por exemplo, anexou suas propostas desde a quarta-feira (5), com diretrizes de um plano de governo em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Também cumpriram a exigência da Justiça Eleitoral os candidatos Ivan Moraes (PSOL) e Guilherme Fonseca (PSTU) e a candidata Professora Camila (UP).
A Gerdau, maior produtora de aço do Brasil e uma das principais multinacionais do setor, anunciou uma reestruturação na unidade Açonorte, localizada no bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife, o que resultou na demissão de cerca de 160 trabalhadores. A empresa encerrou as operações dos setores de aciaria e laminação, informando que a fábrica passará a concentrar sua produção em produtos trefilados, como arames, telas e pregos. A unidade Açonorte é uma das principais plantas da cadeia siderúrgica pernambucana.
Em nota, a siderúrgica afirmou que a mudança faz parte de uma estratégia de otimização de ativos e de revisão do modelo de negócios das chamadas mini-mills, que é produção semi-integrada de aço em menor escala, focando em baixo custo fixo e uso de material reciclado, com o objetivo de ampliar a produtividade e a rentabilidade das operações. A empresa ressaltou que 450 postos de trabalho serão mantidos na unidade e que o atendimento aos clientes seguirá normalmente.
Segundo a Gerdau, parte dos trabalhadores recebeu proposta de transferência para outras unidades da companhia. Para os funcionários desligados, foi oferecido um Plano de Demissão Incentivada (PDI), que prevê o pagamento de três salários adicionais, manutenção do plano de saúde por seis meses, para o empregado e seus dependentes, além de cursos de qualificação e apoio para recolocação profissional.
Sindicato avalia proposta com advogados trabalhistas
O Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE) afirmou que acompanha de perto a comunicação das demissões e disponibilizou advogados trabalhistas e previdenciários para orientar os trabalhadores. A entidade informou que continuará fiscalizando o cumprimento dos direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Convenção Coletiva da categoria.
Em nota, o presidente do Sindmetal-PE, Abinadabe Santos, afirmou que a entidade seguirá atuando para garantir os direitos dos empregados desligados, especialmente trabalhadores em situação de estabilidade, como pré-aposentados, gestantes, cipeiros e empregados afastados por doença ocupacional, além de representar aqueles que optarem por não aderir ao PDI.
Cenário da indústria do aço
A reestruturação ocorre em um momento em que a Gerdau tem defendido medidas para aumentar a competitividade da indústria siderúrgica nacional diante do crescimento das importações de aço. Contudo, mesmo com a redução das atividades em Pernambuco, a empresa vem apresentando, conforme divulgações de suas operações em seu site oficial, robusto desempenho financeiro e operacional, voltando-se a segmentos considerados mais rentáveis no setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a anistia a multas aplicadas a caminhoneiros, motoristas e transportadoras que participaram de manifestações e bloqueios de rodovias depois das eleições de 2022. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de hoje.
A medida beneficiaria participantes dos atos realizados depois da vitória de Lula sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno. Os manifestantes contestavam o resultado da eleição. Parte deles defendia intervenção militar e o impedimento da posse do petista. As informações são do portal Poder360.
A anistia alcançaria transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas punidos pela participação em manifestações, bloqueios de rodovias ou atos relacionados realizados em 2022.
Inábil, Raquel não escolheu nenhum dos três senadores
Mesmo sentada na cadeira de governadora, lugar confortável para liderar articulações políticas, Raquel Lyra (PSD) sequer conseguiu escolher seus senadores. Foi, literalmente, obrigada a ter Eduardo da Fonte, da federação União Progressista, em sua chapa, depois de um processo tumultuado e com muita chafurdação. As relações conflituosas deles dois são antigas e conhecidas por todos.
Teve que aceitar Mendonça Filho (PL) se lançar candidato, trazendo Flávio Bolsonaro e sua alta rejeição em Pernambuco para o palanque governista, o que terá que explicar diariamente durante a campanha. Aceitou também a indicação de Túlio Gadelha, vinda ninguém sabe de onde; alguns dizem Bahia, outros São Paulo.
Túlio é um político tradicionalmente individualista, nunca esteve em um grupo político. Este ano, migrou de um partido de esquerda radical para um de direita, o PSD de Raquel, sem uma explicação plausível. Aliás, Túlio, como aconteceu na convenção, deverá trazer constrangimento para Raquel todas as vezes que pegar no microfone.
O sorriso desconfortável dela deverá se repetir durante toda a campanha, porque o discurso de Túlio é direcionado a uma plateia lulista e petista, centrado apenas na repetitiva ladainha de bajulação ao presidente da República, enquanto o eleitorado da governadora, em sua expressiva maioria, está no campo da direita e do bolsonarismo.
A inabilidade política da governadora se expressa, mais uma vez, neste cenário confuso da montagem da sua chapa para o Senado, com reflexos para a sua candidatura, que tende a pagar um preço alto por isso.
E AGORA, JOSÉ? – Ao final da convenção da federação União Brasil, ontem, no Recife, que se iniciou num impasse envolvendo lideranças dos dois partidos que integram o colegiado, o deputado Eduardo da Fonte, que disputará o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), informou que dará as condições (bases políticas no interior) para o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que com ele travou uma guerra pelo espaço no palanque oficial com vistas ao Senado, disputar um mandato de deputado federal. Acontece, no entanto, que Miguel inventou a candidatura de Mendonça Filho à Casa Alta.
A vingança de Miguel – O que se diz nos bastidores, inclusive, é que Miguel fez a cabeça de Mendonça na disputa ao Senado com o único objetivo de criar dificuldades para a eleição de Eduardo da Fonte na chapa de Raquel. E, o mais grave: a governadora estaria por trás, seria conivente. O que, se confirmado, diga-se de passagem, será um tiro no próprio pé, pois quanto mais confusa estiver a sua chapa, melhor para o adversário João Campos (PSB).
Piauí passa PE no Ideb – Após 12 anos no topo da educação pública no Nordeste, Pernambuco perdeu a liderança do ensino médio entre os estados da região. O Piauí passou a ocupar o primeiro lugar regional, ampliando o desempenho de 4,3 para 4,9 e ultrapassando Pernambuco. Esta é a segunda queda consecutiva do estado no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. Em 2023, Pernambuco liderava o Nordeste com Ideb 4,5, à frente do Ceará, com 4,4, e do Piauí, com 4,3. Em 2025, o cenário mudou. O Piauí, por exemplo, avançou seis décimos, alcançou 4,9 e assumiu a primeira colocação regional.
O avanço potiguar – O Rio Grande do Norte registrou o maior crescimento do Nordeste, passando de 3,2 para 3,9, uma alta de 0,7 ponto. Mesmo com o salto, ficou na sétima posição. Bahia e Maranhão fecharam a classificação regional, ambos com Ideb 3,8. Em 2023, os dois estados também estavam empatados, com 3,7. Na comparação nacional apresentada na tabela, Pernambuco, com Ideb 4,7, caiu da quarta para a quinta posição, ficando abaixo do Paraná, que alcançou 5,1, e do Espírito Santo, Goiás e Piauí, todos com 4,9. O estado empatou com o Rio Grande do Sul.
Articulação da cúpula – A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro foi uma articulação mantida sob sigilo e restrita a três integrantes da cúpula da campanha. Além do presidenciável, apenas o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), participaram diretamente das conversas que levaram ao nome do deputado. Segundo aliados, o ex-presidente Jair Bolsonaro também foi consultado e deu seu aval.
CURTAS
SURPRESA – O nome de Gaspar ganhou força apenas nesta semana, depois que as sucessivas tentativas de Flávio de atrair partidos do Centrão fracassaram e reduziram o leque de alternativas para a vice. A definição foi tão acelerada que, na terça-feira passada, Gaspar havia sido oficializado pelo PL como candidato ao Senado por Alagoas.
SEM RASTRO – Bastou ser anunciado como vice de Flávio para Gaspar ter sua vida vasculhada. O Globo informou que ele enviou uma emenda de R$ 6,2 milhões a uma prefeitura alagoana sem que o destino dos recursos pudesse ser rastreado, segundo apontou uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com o relatório dos técnicos do órgão, o dinheiro foi transferido entre contas bancárias da administração municipal, impedindo que fosse rastreado.
RABO DA GATA – A rede estadual do Rio de Janeiro registrou, em 2025, a menor taxa de aprendizagem no ensino médio do país, de acordo com os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) divulgados ontem. Ainda assim, o Estado teve um aumento na nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), já que afrouxou as regras de aprovação.
Perguntar não ofende:Depois de ganhar o apoio de Eduardo da Fonte para deputado federal, Miguel ainda apoiará Mendonça?
O presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, afirmou nesta quinta-feira (5) que a política do governo de Donald Trump de utilizar tarifas comerciais como “instrumento de coerção” do Estados Unidos é desastrosa.
Em entrevista à CNN, Edinho, que também é um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, defendeu a política externa brasileira de “não se submeter à posição autoritária” dos EUA. As informações são da CNN.
“A questão é que o governo Trump tem uma política externa desastrosa. Ele utiliza as tarifas comerciais como instrumento de coerção, instrumento de enfrentamento mundo afora. O Brasil não vai se submeter a essa posição autoritária do Trump, não vai permitir que faça ingerência em assuntos do Brasil”, disse Edinho.
Segundo o presidente do PT, as tarifas comerciais são utilizadas para equilibrar o comércio entre as nações, mas Donald Trump as impõe com o objetivo de beneficiar interesses dos Estados Unidos.
“O governo Trump não pode impor sanções para que o Brasil entregue as terras raras e metais críticos (…) Quando o Lula enfrenta o Trump, ele está enfrentando temas importantes para o povo brasileiro, como o Pix. Porque o Pix afronta os interesses das empresas de cartão de crédito americanas”, afirmou.
Edinho pontuou ainda que o governo brasileiro não permitirá a atuação de representantes estrangeiros para interferir no processo eleitoral.
“E não vamos permitir que o governo Trump mande funcionários para interferir no processo eleitoral brasileiro e para questionar as urnas (…) As urnas se tornaram patrimônio do povo brasileiro.”
Edinho também criticou a postura do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez críticas ao presidente Lula e a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) durante a visita ao Brasil.
“E o Milei não se posiciona como chefe de Estado, mas como militante político. Mas ele representa a Argentina, o povo argentino, e tem que se portar como tal, respeitar o Brasil como tal e as instituições brasileiras.”
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a decisão do governo Donald Trump ao alterar o visto da atual embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, “fecha portas” para o processo que dá aval ao indicado de Trump para a embaixada do Brasil. Auxiliares de Lula afirmam que o governo não cederá a “chantagem norte-americana”, concedendo o agrément ao embaixador americano nesse momento.
A aprovação do embaixador americano no Brasil está em processo de análise pelo Itamaraty e cabe ao presidente Lula chancelá-la ou não. Se houver recursa, o chefe de estado não precisa especificar o motivo. Internamente, a avaliação é de que se o Itamaraty não tiver nada que o desabone, o agrément será concedido, mas não agora, diante da “chantagem pública” feita pelos EUA, o que dificulta o processo. As informações são do jornal O GLOBO.
Como o GLOBO mostrou, a decisão da administração Trump foi uma medida de reciprocidade, segundo um porta-voz do Departamento de Estado, pelo não aval do governo do Brasil ao nome de Daniel Perez, indicado pelos EUA para assumir funções como novo embaixador em Brasília.
Esse porta-voz afirma que houve contato contínuo com autoridades brasileiras nas últimas semanas e que o Brasil teve “todas as oportunidades para fazer a coisa certa”, referindo-se à falta de aval do governo brasileiro ao nome de Daniel Perez, indicado pelos EUA para assumir funções como novo embaixador em Brasília. De acordo com essa autoridade, o governo brasileiro criou obstáculos para analisar o nome de Perez.
Parlamentar no estado da Flórida, Perez foi indicado para o cargo pelo governo Trump em junho e, há duas semanas, teve o seu nome confirmado no cargo por uma comissão do Senado dos EUA. A indicação de Perez para comandar a embaixada americana ainda precisa passar pelo plenário da Casa. A falta de um aval para o nome de Perez por parte das autoridades brasileiras teria levado à revogação do visto de Viotti.
As informações repassadas pelo Departamento de Estado dos EUA à Embaixada Brasileira em Washington apontam que houve uma alteração no visto de Maria Luiza Viotti, que deixou de ter a permissão de múltiplas entradas nos EUA e ficou restrito a uma entrada só. Ou sejam se a embaixadora brasileira deixar os EUA, precisará requisitar novo visto para ingressar no país.
Também de acordo com esse informe do governo americano ao Brasil, a embaixadora segue sendo a mais alta representante do governo brasileiro em solo americano, com sua função preservada. Se houvesse revogação do visto da embaixadora, Viotti precisaria deixar os EUA. No momento, o governo brasileiro não pretende pedir o retorno da embaixadora ao Brasil.
O governo brasileiro também não prevê uma medida de reciprocidade ao governo Trump nesse momento. Como não há embaixador no norte-americano no Brasil há um ano e meio e nem mesmo o encarregado de negócios dos EUA está em Brasília, não há porque pensar em uma medida recíproca que seria direcionada a um funcionário americano de quarto ou quinto escalão, afirmam auxiliares de Lula.
O Palácio do Planalto irá aguardar os próximos dias para ver se há rescaldos da medida, se a embaixadora será constrangida e se conseguirá ter pleno exercício de suas funções nos EUA. A alteração no visto da embaixadora foi vista como uma arapuca ao governo Lula que pode anteceder novas medidas. O entorno de Lula avalia que qualquer resposta nesse momento pode ser usada pelos EUA se vitimizarem e tomarem ainda uma decisão ainda mais dura contra o governo brasileiro. Até o momento, o governo divulgou apenas nota em que “repudia” a decisão e diz ainda que as “justificativas apresentadas são falsas”.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira que “fez duas filhas” para que elas pudessem cuidar dele na velhice. A declaração ocorre no contexto de críticas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por recuar sobre a escolha de uma mulher como vice na sua chapa ao Planalto.
— Muitas vezes, na grande parte das vezes, quem tem que tomar conta dos idosos são as mulheres. Eu fiz duas filhas exatamente para isso. Quando eu ficar velhinho, eu vou ter quem vai tomar conta de mim porque as mulheres são assim: são família, são coração, são sentimento, são sensibilidade — disse Flávio. As informações são do jornal O GLOBO.
A declaração ocorreu durante evento no qual Flavio anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice. O tema do cuidado com idosos foi tratado pelo presidenciável ao citar o escândalo do INSS como forma de ataque ao governo Lula.
Gaspar foi relator da CPI que investigou as fraudes contra aposentados e pensionistas.
Nesta quarta-feira, Flávio também disse que tem aprendido sobre a chamada economia do cuidado durante os últimos meses. Com a escolha de Gaspar, o presidenciável abandonou a preferência manifestada durante meses por uma chapa com uma mulher.
A opção provocou frustração entre integrantes da ala feminina do PL, que passaram os últimos meses trabalhando com a expectativa de que uma mulher completaria a chapa presidencial. Reservadamente, aliadas questionam a mudança de planos e avaliam que havia nomes dentro do próprio partido capazes de cumprir funções semelhantes às atribuídas ao novo companheiro de chapa.
Recuo sobre vice
Durante boa parte da pré-campanha, Flávio dizia preferir uma mulher como companheira de chapa, tanto para tentar reduzir sua resistência entre eleitoras quanto para buscar uma composição com outro partido.
Tereza Cristina (PP-MS) foi a principal aposta, mas não recebeu autorização do PP para aceitar a vaga. Depois, a campanha investiu na ex-presidente da Caixa Daniella Marques, aliada de Michelle e recém-filiada ao Republicanos, mas a legenda decidiu não integrar a coligação de Flávio.
Já na reta final, Priscila Costa voltou a ser considerada. Aliada próxima de Michelle e personagem da crise que havia separado a ex-primeira-dama de Flávio, a deputada chegou a ser sondada para integrar a chapa. A possibilidade, no entanto, também esbarrou nas consequências de abandonar um projeto político próprio para assumir a candidatura a vice.